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23. Apenas uma noite


Fic: SEPARADOS PELO DESTINO, UNIDOS PELO CORAÇÃO


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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As pessoas passavam atarefadas por todos os lugares, homens vestidos com roupas extravagantes, outros mais contidos e mulheres a passos apertados pelo átrio. Havia uma estátua engraçada no centro e um homem que parecia ser o vigia do local parado em um determinado lugar. Foi tudo o que ela pôde analisar do Ministério da Magia antes que um corpo se chocasse contra o seu e quase a fizesse cair.

-Ah me descul...

Gina encarou a pessoa abrir e fechar a boca a sua frente como se as palavras houvessem sumido completamente. Em um segundo a ruiva compreendeu o motivo do aparvalhamento da pessoa, mas no segundo seguinte Harry a estava conduzindo pelo salão e ela já adentrava em um corredor menos movimentado.

-Não podíamos ter encontrado com uma pessoa pior, aquela era a Lady... - O moreno falou preocupado.

-Talvez isso tenha sido bom Harry, não vamos precisar explicar nada para ninguém, porque daqui a alguns segundos todos saberão que Gina não está morta. - Rony frizou.

-Não precisa ficar preocupado, combinamos que eu ia aparecer mesmo. - A ruiva sacudiu os ombros.

-Tá certo. - Harry concordou derrotado. - Temos que nos separar aqui, não esqueça o que combinamos, o Departamento de Mistérios fica...

-No nono nível. - Gina completou.

-É, vamos para o Quartel General dos Aurores no segundo nível.

-Tudo bem, nos encontramos no refeitório no horário de almoço.

Harry acenou com a cabeça e beijou-lhe rapidamente nos lábios.

-Tenha cuidado, não esqueça do que combinamos.

-Eu terei.

Harry e Rony entraram em um elevador para que subissem até o segundo nível, enquanto Gina teria que descer para o nono nível.

A ruiva aguardou um pouco e logo entrou em um elevador, haviam duas pessoas junto dela, mas estavam muito preocupadas com seus papéis para notarem sua presença, todas as pessoas ali pareciam muito atarefadas.

“Nono Nível – Departamento de Mistérios”

Gina ouviu a voz soar e o tilintar das portas de ferro abrindo a sua frente, a ruiva saiu do elevador e passou a andar pelo corredor mal iluminado. Era exatamente como haviam descrito Harry, Rony e Hermione. Ela andou um pouco e sabia exatamente onde deveria estar a sala do novo chefe do departamento. Gina respirou fundo, ergueu o rosto e bateu na porta.

-Entre.

Uma voz calma e levemente rouca chegou em seus ouvidos e Gina entrou na sala. A pessoa estava de costas para ela e parecia ocupada em meio a muitos papéis.

-Sou a inominável Ginevra Molly Potter em missão na Austrália, vim me apresentar.

O susto foi imediato, o homem que antes destinava toda a sua atenção para os papéis, pareceu tomado de um súbito choque, virou-se para encarar atônito a face da jovem mulher a sua frente.

Os olhos de Gina em nenhum momento saíram da face rechonchuda do homem. Ele continuou imóvel por um tempo considerável.

-Como... você... - Ele respirou fundo e tornou a falar, dessa vez mais centrado. - Em que missão você estava?

Ok, ela já estava preparada para aquilo. Era óbvio que aquele homem não queria demonstrar que estava sem saber de algo, ele estava agindo conforme Harry e Rony haviam previsto. Colocando no rosto uma expressão de suspeita e incredulidade Gina deu início a cena que haviam planejado.

-Como assim que missão? - A ruiva chegou mais perto do homem e pareceu muito alta na frente dele.

-Em que missão a senhora estava? Todos pensávamos que estava morta! - O homem não pareceu se impressionar muito com a expressão de desdém de Gina, as sobrancelhas espessas dele quase se uniram em uma expressão de descrença.

-Ah perdoe-me, somente as partes mais importantes do ministério sabiam que eu não estava morta.

O rosto do homem tingiu-se de um vermelho repentino.

-Pretick sabia de tudo, inclusive foi ele quem me mandou para essa missão e para a missão da Suécia também. - Gina achou melhor misturar as duas coisas, porque pelo menos haviam registros da missão na Suécia.

-Estou ciente da missão da Suécia senhora Potter, mas não estou sabendo de nada relacionado a uma missão na Austrália.

-Não sabe pelo motivo que já citei.

-Esta conversa está sem pé nem cabeça. Primeiramente sente-se. - O tom era autoritário e levemente irritado.

O homem ergueu a mão para uma cadeira em frente a sua mesa, e Gina sentou-se com ar despreocupado aguardando o que viria a seguir.

-Vamos começar, para início de conversa o antigo chefe do departamento de mistérios está morto...

-Fui informada. - Gina percebeu que aquele homem não gostava muito de rodeios, se queria mesmo convencê-lo de algo deveria ser direta e firme.

-Sou Arnold Green, o novo chefe do departamento.

-Muito bem, sou Ginevra Potter como já lhe falei, e fui destacada para uma missão sigilosa na Austrália. - Gina exibiu um ar de cansaço e tédio.

Arnold olhou ressabiado para a ruiva a sua frente.

-Posso lhe perguntar senhora Potter, o que uma inominável do Ministério da Magia Inglês fazia em uma missão na Austrália, tão sigilosa que não havia registro algum?

Arnold caminhou até uma bancada próximo a ruiva e serviu-se lentamente de um gole de uma bebida vermelha. Seu ar era sério e as sobrancelhas espessas faziam uma linha turva em seu semblante.

Certo, essa pergunta também estava no roteiro. A ruiva recostou-se melhor na cadeira e soltou o ar dos pulmões como se aquela tarefa fosse tremendamente enfadonha.

-Conforme informei era uma missão muito secreta, então não haviam registro para evitar vazamento de informações, e o senhor deve saber que isso não é nenhuma tática nova, já houveram várias vezes em que missões não foram registradas para evitar esse tipo de coisa. - Aquilo era um tremendo blefe, Gina não tinha idéia se algum dia isso havia realmente acontecido.

O homem pareceu sorver a informação juntamente com a bebida que lhe descia a garganta, estava com o ar intrigado e com uma ruga na testa de profunda confusão.

-Certo. Mas alguém deveria ter conhecimento da sua ida a Austrália.

-Sim, claro. Pretick sabia.

-É uma pena que ele não esteja aqui para confirmar. - Green sorriu sem humor algum e voltou às perguntas. - Porque foi dada como morta? Deixou sua família por cinco anos propositalmente?

-Minha família tinha plena consciência do que estava acontecendo realmente... - Gina quase estremeceu ao receber um olhar duvidoso de Arnold, sua família significava muita gente. - Claro que não toda ela, apenas meu marido o que já estava de bom tamanho, recebi uma autorização para o informar.

-Muito bem... então o que era de tão sigiloso assim que a senhora foi resolver na Austrália? Que precisou inclusive ser dada como morta?

-Sinto muito mais não estou autorizada a falar.

Definitivamente Green estava da cor dos cabelos de Gina, ele aproximou-se mais dela e a fitou com irritação.

-Sou o chefe do departamento de mistérios senhora Potter!

-Sim, eu ouvi isso. - Gina levantou-se e com o tom de voz mais firme que conseguiu voltou a falar. - Tudo o que posso dizer é que fui participar de uma investigação sobre alguns acontecimentos estranhos e que foram classificados como artes das trevas e tive ordens de Afilen chefe dos aurores...

-Afilen?

-Sim, ele pode lhe explicar melhor, pois fiquei à disposição do departamento dele por esse tempo, na realidade as investigações eram dos aurores, mas eles precisavam de alguém do departamento de mistérios para ajudar.

Arnold dirigiu-se novamente ao balcão e tomou mais um gole da bebida estranha, seu olhar questionador seguiu para a ruiva.

-Ainda existem muitos pontos soltos senhora Potter.

-Podemos conversar o quanto quiser. - Gina encarou firme e decidida o homem que estava recostado sobre a bancada. - Ou talvez possa conversar diretamente com Afilen que está com os relatórios da missão.

-Afilen está com os relatórios da missão?

-Sim, como falei a missão era deles, eu apenas estava a disposição, suprindo uma necessidade que eles tinham de alguém do departamento de mistérios.

-Sei. - Arnold coçou o queixo. - E foi preciso cinco anos para resolver esses problemas? Não lhe parece muito tempo?

Boa pergunta. Gina fez uma nota mental para enforcar Hermione por ter deixado escapar aquela. Como a melhor tática para defender-se era atacando, ela resolveu tentar.

-Com todas essas perguntas, me parece que o senhor está desconfiando de uma inominável que passou cinco anos trabalhando em tempo integral e servindo fielmente esse ministério. Não pense que foi fácil ficar esse tempo fora, e quando finalmente consigo terminar o que me mandaram fazer, sou recebida como uma espiã?

Arnold Green pareceu desconcertado pelas palavras da ruiva, serviu-se de um copo ainda maior de bebida e logo virou-se para Gina novamente.

-Muito bem senhora Potter, reúna-se com alguns inomináveis na sala três, eles estão me aguardando para um novo trabalho. Verificarei suas informações com Afilen e pedirei a ele um relatório detalhado de suas atividades. Você ficará trabalhando juntamente com mais dois inomináveis na sala ao lado da minha, quero você por perto, com certeza ainda precisamos esclarecer muitas coisas.

Gina levantou e estendeu a mão para o novo chefe. O aperto foi breve e informal. A ruiva já estava com a porta aberta quando recebeu o último aviso.

-Ficarei de olhos e ouvidos atentos em você senhora Potter.

A ruiva não arriscou dizer uma só palavra, saiu da sala tendo a certeza de que sua conversa com Arnold Green fora no máximo satisfatória, ela só não sabia até quando.


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-Acalme-se Harry, está tudo aqui. - Afilen fechou uma pasta preta e a guardou no armário de sua sala.

-Tem certeza que está tudo certo? O Green é um sujeito muito desconfiado. - O moreno remexeu-se na cadeira.

-Você sabe melhor do que eu que a missão que criamos na Austrália para explicar o sumiço de Gina é perfeitamente plausível. Não foi à toa que passamos um tempo considerável revendo esses benditos relatórios. E digo mais uma vez, a Granger faria um ótimo trabalho nos ajudando com a elaboração dos planos e na parte de inteligência do departamento.

Harry sorriu.

-Se você fizer essa proposta para ela novamente, Rony tem um ataque e ela é capaz de te lançar uma azaração.

-Mais respeito com seu chefe!

Ambos riram.

-Está tudo nos conformes rapaz, agora acho melhor você ir até a sua sala tomar providências para o milésimo interrogatório com a Lestrange e os outros dois loucos que invadiram sua casa. Talvez eles abram a boca dessa vez.

Harry levantou-se de súbito.

-Faça isso antes que o futriqueiro do Green apareça aqui. - Afilen consultou o relógio. - Não deve estar faltando muito tempo.


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O ar estava rarefeito, uma ampla massa de neblina se formava a sua frente. Os passos dela eram fortes e não esperaram um minuto sequer pela pessoa que vinha logo atrás tremendo como uma folha ao vento, devido a brisa gélida.

-Não vai me falar onde passou a noite? - Uma voz fria e arrastada soou atrás de si.

-Isso não é de seu interesse. - Retrucou a mulher loira continuando a andar o mais rápido possível, queria acabar logo com aquilo.

-É do interesse de todos nós, afinal, ninguém sabe o que você podia estar fazendo Loren.

A loira bufou, mas não parou para encarar o rosto pálido da pessoa atrás de si.

-Talvez eu estivesse fazendo o que todo mundo faz a noite Malfoy: Dormindo.

Draco soltou uma falsa gargalhada que ecoou pelo silêncio do lugar, e como que saudando sua gargalhada flocos brancos de neve começaram a cair.

-Posso perguntar porque não dormiu no lugar de sempre?

Dessa vez Loren parou e o encarou com os olhos ameaçadores.

-Andou entrando no meu quarto Malfoy?

-Estava apenas dando uma conferida, você sabe que Quasar gosta de ter certeza da lealdade dos membros.

-E onde está sua lealdade Malfoy? Pensei que estivesse com Voldemort. - Loren encarou o rosto do loiro, tentando decifrar sua expressão.

-Não pensei que fosse tão ingênua. Existem vários tipos de magia, e a cada momento bruxos poderosos e corajosos podem criar outras tantas. Quasar ou Voldemort, e se ambos dessem no mesmo? - Malfoy admirou o olhar de surpresa da loira.

-O que quer dizer?

-Não vamos desviar o rumo da conversa. O ponto principal aqui é onde você passou a noite.

Loren olhou para o loiro, era claro que ele sempre tivera uma queda por ela e nutrir um pouco aquele sentimento para tentar descobrir algo que pudesse ajudar seria bom. Nada no mundo lhe importava mais do que conseguir por um fim naquilo tudo. Malfoy sabia de mais coisas que ela, aquilo estava claro e ele não fazia questão alguma de esconder.

-Devo encarar essa pergunta de forma pessoal ou apenas questão de trabalho? - Loren havia chegado mais perto.

-Você mesma tem a resposta para essa pergunta.

-E sobre Voldemort e Quasar?

-Curiosa?

Loren apenas sorriu e tentou recomeçar a andar, fazer jogo duro sempre dava certo, conforme ela pensara Malfoy segurou seu braço.

-Ainda não me respondeu.

-Quando você souber responder a minha pergunta eu respondo a sua. - Ela devolveu com um sorriso de escárnio, era totalmente repulsivo se insinuar para aquele imbecil.

Draco a puxou para mais perto com violência e ágil como um cobra que dá o bote, ele capturou os lábios dela.

Loren teve ganas de repeli-lo no mesmo instante, mas sua mente começou a trabalhar, ela não devia espantá-lo, não até conseguir o que queria. Afastou o embrulho que se formou em seu estômago ao sentir os lábios frios dele e forçou-se a aceitar o beijo. A língua de Draco deslizou por sua boca e as mãos dele fizeram um caminho por suas costas. Assim que Loren achou ser o suficiente, ou pelo menos o tanto que conseguiu aguentar, ela afastou-se com a menor brutalidade possível.

-Já tem a resposta para a minha pergunta. - Ele falou roçando os lábios nos dela.

-E você não terá para a minha. - A loira respondeu com ar de desdém e tomou a dianteira novamente.

Loren reprimiu uma careta e tentou andar mais depressa, antes que o loiro a alcançasse.

-Você está fazendo algo de errado! - Malfoy andava apressado logo atrás da loira.

-Só por curiosidade, o que você julga ser errado Malfoy?

O loiro ficou calado por alguns instantes.

-Você sabe que não há como sair disso, não adianta agora querer passar pro lados dos mocinhos. Nada vai adiantar!

-Quem disse que quero ser mocinha? Nunca levei jeito pra caridade. - A firmeza de suas palavras fizeram os olhos de Malfoy brilharem de excitação.

-Pena que Quasar não tenha tanta certeza assim, afinal, ainda ontem pude ouvir seus gritos.

-Não brinque com o que não pode Malfoy. - Ela o advertiu e andou mais depressa ao avistar a caverna ao longe.

-Eu digo o mesmo para você.

-Você não passa de uma criança mimada Draco.

-Finalmente falou meu nome. - Ele sorriu.

-Vamos logo fazer o que viemos e parar de conversar besteira, eu disse que achava melhor vir sozinha.

-Você não ia querer enfrentar essa missão sozinha, afinal, viemos buscar reforços para isso.

-Já disse que é melhor ficar calado. - Loren bateu com a varinha na porta aparentemente frágil.

-Quasar poderia muito bem apenas ter convocado essas pessoas para nos ajudarem, não precisávamos vir até aqui. - Resmungou Malfoy.

-Esse lugar é muito bem protegido por feitiços que o próprio Quasar lançou, e mesmo assim, acho que essa também é uma maneira de nos punir.

-Ele tem encontrado muitas maneiras de punir você ultimamente...

-Eu disse para nos punir Malfoy.

-Mas acho que ele prefere punir você. - Malfoy sorriu de canto.

Loren manteve a expressão do rosto impassível, mas sentiu uma vontade insana de gritar, ela sabia claramente que Malfoy estava se referindo a sua família. Bateu com mais força na porta e logo um homem com roupas surradas e aspecto doente abriu.

-Fui avisado da visita de vocês, estamos nos preparando.

-Devemos ir urgentemente.

-Assim tão rápido?

-Não podemos demorar muito, devemos nos reunir para recebermos as ordens seguintes. - Explicou Malfoy querendo claramente sair logo daquele lugar.

-Não é fácil...

-Sei que não é fácil invadir o ministério Rookwood, mas será uma visita rápida, precisamos apenas de Belatriz Lestrange. - O tom de voz firme de Loren não deixou espaço para dúvidas e não demorou mais que alguns minutos para que pudessem sair dali.


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Assim que chegou na sala onde haviam alguns inomináveis, a ruiva sentou-se e aguardou por Arnold Green, nenhum dos colegas pareceu reconhece-la o que não gerou comentário, pelo menos até a chegada do chefe. Gina ainda sentiu alguns olhares sobre ela, mas nada demais, apenas curiosidade sobre a nova colega de trabalho, pelo menos foi o que ela achou.

-Stifen, você viu aquela agarrada da apanhadora das Harpias? - Um homem loiro falava excitado com um outro colega.

-Claro que vi, mas não foi só a agarrada dela, aquela apanhadora das Harpias é uma gostosa! - O outro respondeu.

Gina balançou a cabeça: “homens”

-Ah pelo amor de Merlim, vocês só sabem falar disso! - Uma mulher de voz infantil gritou do outro lado da sala.

Gina quis concordar com a mulher, mas a voz dela soou tão alta em seu ouvido que a ruiva preferiu ficar calada.

Não demorou muito para que Green entrasse na sala. O homem de aparentemente 50 anos, tinha o rosto rechonchudo com algumas pequenas marcas e a barba por fazer, ele era alto o que não o fazia parecer tão gordo, apesar de ser. Seu aspecto geral era de um certo desleixo com a aparência, mas quando falava sua voz soava autoritária e incontestável. Foi exatamente esse tom de voz que Gina ouviu quando ele relatou sua história para os outros aurores, como se sempre estivesse a par de tudo o que Gina havia feito na Austrália. Estava claro que Green não queria passar a imagem de que não fora avisado de algo, e então Gina percebeu que esse era o único motivo por ele estar com raiva.

-Quer dizer que essa é a Ginevra Potter?!

A mesma voz fina preencheu a sala e dessa vez Gina virou-se para encarar a mulher. Ela tinha a feição delicada, seus cabelos eram encaracolados e de um castanho claro e acima de tudo ela tinha um ar inconfundível para a ruiva: sapeca.

-Sim senhorita Hughes, creio que fui bastante claro quanto a isso. Mas alguma questão? - Green encarou a sala, e ao contrário de suas palavras estava claro em sua expressão que ele não admitiria mais perguntas.

-Podemos então contar com a ajuda da senhora Potter? Estamos muito ocupados ultimamente.

Gina encarou o homem que deveria se chamar Stifen.

-O que a senhora Potter vai fazer cabe a mim decidir. - Afirmou Green.

E ele havia decidido. Minutos depois Gina estava diante de uma mesa repleta de papeis, enquanto todos saiam assoberbados pelos corredores do ministério. A ruiva tinha a nítida impressão de que seu chefe havia lhe dado o trabalho mais tedioso de propósito, ele realmente não engolira a sua história e enquanto todos os outros colegas de trabalho foram fazer algo que fizesse pelo menos o tempo parecer correr normalmente, ela ficara com o trabalho que parecia colocar uma hora entre cada segundo. Gina bufou pela milésima vez e colocou uma mecha do cabelo para trás da orelha. Que ótimo, melhor assim, ela não tinha a mínima noção de como os inomináveis trabalhavam, Harry, Rony e Hermione ficariam exultantes em saber que a única falha do plano não havia realmente sido uma falha, pelo menos não ainda, já que não lhe deram nenhum trabalho secreto para realizar, ao menos não tinham descoberto que ela não sabia de nada.

Gina nunca pensou que o trabalho de um inominável fosse tão tedioso, ela sempre pensara que iria para batalhas, enfrentaria perigos reais, pelo menos era o que tudo indicava, principalmente pela preocupação excessiva de Harry. A ruiva analisava um texto achado em um lugar que nem ela mesma fizera questão de memorizar, que Green lhe dera. A língua era latim e ela tentava de todas as maneiras se concentrar naquilo.

-Senhora Potter.

Ah que ótimo, o imbecil vinha infernizá-la de cinco em cinco minutos. Gina apenas ergueu a cabeça e colocou o sorriso mais doce que conseguiu arranjar.

-Trouxe mais alguns artefatos encontrados no sul da Tailândia, creio que estavam junto com esse pergaminho. Teremos uma reunião daqui a pouco, não se atrase. - Green saiu da sala assobiando.

Gina bufou novamente e reuniu todo o seu auto-controle para não esganar aquele homem.

-Não liga, ele reclama de todo mundo. Acho que gostou de você.

A ruiva quase havia esquecido da presença de uma mulher que estava na mesma situação que ela, ambas concentradas em papéis idiotas.

-Imagina o que ele faria se não gostasse de mim. - Murmurou a ruiva.

-Deixa, daqui a pouco ele se acostuma, o problema é que ele acha que todo mundo está querendo roubar o cargo dele. - A mulher riu.

Gina riu também e olhou melhor para a mulher, era a mesma da voz esganiçada. A ruiva não se enganara, podia-se ver claramente pelo jeito despojado da mulher, que ela levava muitas coisas na brincadeira.

-Pelo visto vamos ter que comer alguma coisa por aqui mesmo, se pedirmos os elfos trazem.

-Os elfos trazem comida aqui? - A ruiva ergueu uma sobrancelha, Harry havia lhe dito que havia um refeitório.

-Na verdade não, mas o que posso fazer se eles me amam?

Gina balançou a cabeça rindo, certamente se fosse Hermione elas iriam ouvir um sermão sobre a libertação dos elfos domésticos.

-Como é seu nome mesmo? - Perguntou a ruiva.

-Irene Hughes.

-Prazer Irene. - Gina achou desnecessário falar seu nome, afinal, Green havia dito horas antes.

Era bom fazer uma amizade, ela precisava mesmo de alguém que lhe ajudasse naquilo tudo e Irene parecia ser ideal. Gina só não podia esquecer do principal: Não se podia confiar em ninguém.


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-Vamos Belatriz não me faça perder a paciência. - Harry circulou a sala.

Belatriz apenas riu o que fez Harry ter vontade de socá-la. O moreno sabia que em outras salas algum dos aurores tentavam arrancar alguma coisa dos outros dois bruxos que Gina havia capturado em sua casa, mas ele fizera questão de ficar com Belatriz. Fazia quase duas horas que ele tentava sem sucesso ter uma conversa racional com aquela lunática.

-Paciência é uma coisa que você nunca teve Potter.

-Me diga porque seu mestre está envolvido com aquela seita! Porque ele está agindo apenas agora, depois de tantos anos?

-Acha mesmo que lhe responderei alguma dessas perguntas? O Lord das trevas nunca ficou parado durante esses anos Potter, O Lord das trevas nunca para, ele está em tudo.

 
Harry maneou a cabeça negativamente, aquela mulher era completamente desequilibrada.

-Pela última vez Belatriz, o que você foi fazer na minha casa?

-Porque me pergunta coisas que você já sabe a resposta?

O moreno desviou o olhar da bruxa, ele realmente já sabia a resposta, eles queriam Gina para que conseguissem abrir o baú.

-Você não pode fazer nada Potter.

-Já disse para responder minhas perguntas, é a última vez que as faço.

Belatriz gargalhou.

-Se não o que? Você não pode fazer nada comigo Potter, esqueceu que vocês são os mocinhos?

Em um segundo Harry viu-se no corredor de fora da sala, não havia como continuar sozinho com Belatriz Lestrange sem cometer uma loucura e aquilo era definitivamente a última coisa da qual ele precisava. Não demorou muito até que o moreno visse Rony irromper pelo corredor. Os amigos se olharam e sorriram sem emoção.

-Nada.

Falaram quase juntos.

-O ministério deveria ter algo como aqueles torturadores antigos. Aposto que eles abririam a boca rapidinho. - Rony resmungou andando rumo a sua sala.

Harry seguiu o amigo. Assim que alcançaram a sala, o moreno viu um avião de papel circulando veloz pelo lugar. Passou algum tempo tentando apanhá-lo, até que o capturou.


“Harry,

Tenho muito trabalho, meu chefe é um “amor”, ele realmente me detestou. Não vou ter tempo de te encontrar no refeitório, nos vemos na saída.

Gina.”


-Algum problema? - Rony largou-se na poltrona.

-Acho que não. - Harry resmungou seguindo o exemplo do amigo. - Green detestou Gina.

-Ah então não temos problema algum, ele detesta todo mundo.


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Pela primeira vez em semanas o sol brilhava forte e esfuziante no céu que havia ganhado diversos tons de amarelo e laranja juntamente com o seu azul natural. O gramado quase sempre abarrotado de gnomos e com a grama espessa, estava em grande parte limpo e com a grama aparada. Apenas uma parte faltava ser arrumada e os gnomos corriam para fora do jardim como que fugindo de um incêndio. Tudo graças as ordens de uma matriarca de pulso firme que colocara os cinco filhos e o genro para trabalhar em um dia de sábado ensolarado, enquanto as mulheres da família eram incumbidas de fornecer a comida (coisa profundamente machista na opinião da grande maioria delas, mas poucas ousaram rebater as ordens da senhora Weasley)

Naquele exato momento no jardim da toca Gui batia com força no peito desnudo, espantando um inseto persistente que insistia em furá-lo. Rony resmungava que estava com fome e descontava toda a sua ira nos pobres gnomos ou na grama que ainda faltava ser aparada. Fred e Jorge se divertiam da maneira que mais gostavam: atazanando Rony. Faziam isso de várias formas, ora fazendo a grama que o ruivo irritado acabava de cortar crescer novamente, ora jogando gnomo em cima do irmão e outras vezes simplesmente o chamando de Roniquinho. Carlinhos se limitava a rir e algumas vezes ajudar os gêmeos, enquanto Harry limpava o suor abundante de sua face e tentava prender o riso para não se meter na confusão.

-Tudo bem ai crianças? - Gina provocou.

O pescoço de Harry estalou ao virar-se rapidamente para ver a ruiva bem próxima de si.

-Vim pegar umas coisas pra mamãe. - A ruiva justificou erguendo uma bacia que ela provavelmente havia apanhado no armário que havia nos fundos da casa. - Já falei que você fica incrivelmente sexy parecendo um lavrador rústico?

Harry agradeceu pelos irmãos de Gina estarem entretidos atazanando Rony, e por estar um sol escaldante daqueles e seu rosto já estar tremendamente vermelho, porque assim ninguém perceberia seu embaraço. Viu um sorriso sapeca no rosto da mulher que virou-se e tomou o rumo da casa. O moreno continuou a olhar, enquanto a ruiva que usava um short florido e uma blusa amarela colada ao seu corpo como uma segunda pele, entrava pela porta dos fundos da casa. Ao som do baque da porta e de uma gargalhada alta de algum dos ruivos, Harry fechou a boca – que nem ele mesmo havia percebido estar aberta – e recomeçou o trabalho que havia parado.

Fred gargalhou do ultimo acesso de raiva de Rony e caminhou até uma torneira que havia próximo aonde sua mãe guardava os materiais de limpeza da casa. O ruivo passou a mão pelo peito suado, ele assim como os outros estava sem camisa, não havia como estar vestido com um sol daqueles. Fred juntou as mãos em forma de concha e encheu-as de água, jogando em seguida no rosto suado e deixando-a escorrer pelo dorso, o ruivo balançou a cabeça salpicando pingos de água por todos os lados. Logo uma luz se acendeu em sua cabeça e ele conjurou uma mangueira. Com um sorriso maroto brincando nos lábios Fred espirrou água para todos os lados, usando a mangueira como uma enorme metralhadora.

Harry que estava concentrando todo o seu auto-controle para não gargalhar da ultima brincadeira com Rony, foi atingido em cheio por um forte jato de água e caiu na grama quase esmagando um gnomo com o peito. O moreno fitou Rony que não fizera esforço algum para não rir e agora gargalhava as suas custas.

-Belo amigo você heim? - Harry reclamou.

Não houve muito tempo para continuar as reclamações, pois Fred continuou molhando todos e logo muitos rolavam no chão, em uma mistura de suor, grama, água e lama... a balburdia era geral. Mas em um instante todas as gargalhadas cessaram, alguém carregando alegremente uma bandeja com diversos copos de suco gelado fora atingido em cheio pela mangueira e encarava o grupo completamente encharcada.

-Mãe! - Gui foi o primeiro que saiu em socorro da senhora Weasley.

Logo todos estavam ao redor da matriarca, e até mesmo as mulheres que estavam dentro da casa saíram para ver o que estava acontecendo. Ao contrário do que muitos pensavam a senhora Weasley sorriu bondosamente e uma discreta lágrima escorreu pelo canto de seus olhos. O alvoroço entre os ruivos ficou ainda maior, todos preocupados pela mãe estar chorando.

-Eu falei pra parar com a brincadeira. - Rony dirigiu-se aos gêmeos.

-Ah nem vem! - Jorge defendeu-se.

Uma sucessão de pessoas falando ao mesmo tempo se seguiu e Molly fez sinal para que parassem.

-Tudo bem meninos, tudo bem. - A senhora Weasley maneou com a mão. - É só que... que é tão bom ver todos assim... - Molly pegou o avental e enxugou o rosto.

Uma chuva de braços envolveu a senhora Weasley e uma roda de abraço se formou ao redor dela.

-Acho que não chegamos em um bom momento.

A voz alegre fez todos se separarem e encararem os recém-chegados.

-Ah Tonks e Remo, faltavam vocês. - Molly sorriu.

-Não Molly, não gosto de abraços assim tão molhados. - Tonks gracejou fazendo os outros rirem.

-Meninos, voltem ao trabalho! - A voz de Gina se fez presente. - Sinto muito informar Remo, mas as mulheres são lá dentro e os homens fora.

-Gina! - Ralhou a senhora Weasley, mas ela sorria.

-Não se preocupe Molly, vou ficar conversando com os rapazes.

-Tudo bem então, vamos entrar.

A tarde seguiu sem muita alteração, a desgnomização do jardim dos Weasley ainda durou um certo tempo, e somente quando já era praticamente insuportável sentir o cheiro da comida do jantar e não comer logo, foi que os rapazes entraram para se arrumarem.

Rony recebeu vários olhares reprovadores de Hermione quanto a quantidade de comida que havia em seu prato, mas de maneira nenhuma ele pareceu se incomodar, ao contrário, aquilo parecia aumentar ainda mais a sua fome.

-Olhe para o seu prato! - Em um dado momento ele a interpelou.

-Ronald! Eu estou comendo por dois! - Hermione defendeu-se.

Rony apenas sacudiu os ombros.

-Ele também está comendo por dois, o nariz dele é quase como uma pessoa. - Zombou Jorge.
 
Muitos na mesa soltaram risadinhas, principalmente as crianças que estavam concentradas em uma mesinha circular bem ao lado dos adultos.

-Tio Ronald é narigudo, Tio Ronald...

-Gustavo, respeite seu Tio. - Berrou Karine e o filho calou-se no mesmo instante. - É esse o exemplo que você dá pra ele? - A mulher dirigiu-se ao marido.

-Não foi essa a minha intenção. - Jorge respondeu, desviando o olhar da mulher e piscando para o filho que riu travesso.
 
Harry dirigiu sua atenção para Hermione que estava sentada ao seu lado, havia algo que há muito ele gostaria de perguntar da amiga.
 
-Mione.
 
-Ãh? - A mulher o fitou, tirando os olhos do marido.
 
-E o tal manual do aprendiz? Conseguiu alguma coisa? - Harry havia entregado o manual que Tonks havia achado nos pertences de Loren para que Hermione analisasse, antes de falar com os outros.
 
-Não se preocupe Harry, estou avançando com isso. Logo poderei lhe dizer alguma coisa.
 
O moreno voltou a atenção para sua comida, sabia que a amiga não lhe diria nada até que conseguisse saber exatamente do que se tratava aquele livro estranho.

Do outro lado de Harry estava Gina. A ruiva olhava com atenção os sobrinhos, Mel estava sentada ao lado de Gustavo e Louise. A ruiva analisava o rosto e as expressões da menina, tentando por fim conseguir reconhecer quem aquela menina lhe lembrava. Talvez ela estivesse paranóica demais, tentando sempre lembrar de alguma coisa, talvez Louise não lhe lembrasse ninguém, era apenas uma menina que apesar das condições ruins que a vida lhe dera, parecia incrivelmente feliz.

Gina passou os olhos pela mesa das crianças e uma porção particularmente grande de torta de rins fez suas entranhas se revirarem e um leve embrulho se formou em seu estômago. A ruiva tirou os olhos da comida rapidamente e a sensação de desagrado passou.

-Um galeão por seus pensamentos.

Gina deu um sorriso, já estava refeita.

-Meus pensamentos custam tão pouco? - Ela encarou os olhos verdes ao seu lado.

-Talvez seja porque eu sei o que tem neles. - Harry sorriu presunçoso.

“Ah mais você não faz idéia”, pensou sem controlar os próprios pensamentos.

-Estava apenas olhando as crianças. - Gina respondeu deixando de lado o prato de comida e bebendo um copo de suco de abóbora, mas parou em seguida, pois sentiu seu estômago novamente querer se rebelar.


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Assim que entrou no quarto ele viu a ruiva encostada na janela admirando o céu despido de estrelas. O cabelo dela balançava fracamente e uma luz branca banhava o seu semblante preocupado.

-Algum problema? - Harry envolveu-a com seus braços e recostou a cabeça sobre o pescoço dela.

-Não, estou apenas pensando.

-Sobre o que?

Gina sorriu antes de responder.

-Como em alguns meses as coisas mudaram tão completamente para mim.

-Não foi apenas para você. - Harry completou.

-Eu sei, mas... mas ainda é tudo tão confuso.

-O que é confuso? Eu te amo, você me ama e pronto. - Ele respondeu simplesmente.
-Não é tão simples assim. - Gina esfregou as mãos nos braços dele que a envolviam e suspirou. - Eu amo todos vocês, sei que amo, não preciso me lembrar de nada para sentir isso...

-Mas?

Ela sorriu fracamente.

-Mas não posso viver uma vida sem lembrar do meu passado, não posso viver minha vida toda pensando se eu gostava daquilo, se eu fazia isso... não posso viver dependendo sempre das lembranças que os outros vão me dar...

-Ei. - Harry apertou-a em seus braços e tentou fazê-la parar de falar.

-Eu não lembro como é estar grávida, não lembro como foram nossos anos de namoro, não lembro de ter estado em Hogwarts como vocês falaram, não lembro do nosso primeiro beijo... não lembro dos momentos mais importantes da nossa vida.

-Gi.

-Tudo o que sei, eu sei como histórias que alguém me contou, mas não como uma lembrança minha, não como algo que eu recorde, não está dentro de mim...

Harry tirou os braços dela e postou-se à sua frente, segurou com as duas mãos o rosto delicado de Gina, e a fitou nos olhos que ameaçavam derrubar algumas lágrimas, mas que ele podia ver, lutavam firmemente para não sucumbir.

-Era um dia de sol, um sol muito forte. Eu estava encostado em uma árvore mais afastada nos jardins de Hogwarts. As aulas haviam acabado, era meu último ano na escola, eu havia acabado de me refugiar ali, para fugir dos seus olhos. Eu estava com medo.

Gina o fitava enternecida e fechou os olhos para se permitir ouvir o que ele lhe contava. Aquilo parecia ter um grande efeito em sua mente, pois algumas imagens desfocadas começaram a surgir, não chegava a ser uma lembrança, mas com tudo o que ele ia lhe contando, as emoções tomavam conta de seu corpo, sua mente, seu coração... aquilo era verdadeiro.

-Naquela época eu ainda não sabia, mas eu deveria saber que você sempre me achava, eu poderia me esconder no lugar mais improvável, mas você sempre me achava. Você chegou perto de mim e perguntou o porque de eu ter sumido. Eu fiquei calado, e somente depois de um longo tempo respondi rudemente que queria ficar sozinho. Você sorriu... - Harry não pôde evitar de sorrir involuntariamente. - ...e me disse que infelizmente isso não era mais possível, porque nenhum de nós dois poderia estar sozinho. - Ele a fitou mais intensamente antes de continuar. - Eu te olhei e percebi enfim que te amava, eu ainda era muito jovem para entender, ou então simplesmente cego demais para enxergar... mas naquele momento, embaixo daquela árvore e olhando para seus olhos eu percebi que te amava, pura e simplesmente porque eu te amava. E eu falei isso pela primeira vez para você.

Gina não mais reprimiu uma lágrima fina que caiu de seus olhos ainda fechados e ouviu novamente a voz dele.

-Talvez por ser jovem demais eu não havia percebido o que me fez dizer aquilo para você naquele momento... mas agora eu sei, talvez eu sempre soubesse. Você que mesmo estando longe sempre esteve aqui comigo, porque nós nunca poderíamos estar sozinhos. - Harry tirou uma das mãos do rosto da ruiva e guiou até o coração dela. - Porque tudo está aqui dentro e não vai se apagar, mas cedo ou mais tarde as coisas se resolvem, e a única certeza que eu tenho é que...

-Nenhum de nós dois poderíamos estar sozinho. - Ela completou, ainda sabendo que lhe faltava grande parte da memória, mas sentindo um grande alívio em seu coração.


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Ele entrou empurrando devagar a cadeira de rodas para dentro do apartamento, sentada em cima dela havia uma garota de aspecto frágil que ressonava pendendo a cabeça levemente para o lado.

-É, acho que o dia hoje foi cansativo. - Fred falou sem notar que Louise dormia. - Mas acho que tive muito mais trabalho que você mocinha.

Assim que ele fechou a porta e virou-se para encará-la constatou que ela estava dormindo. O ruivo balançou a cabeça e ergueu a garota, segurando-a em seus braços. Caminhou até o quarto que ela estava ocupando e a deitou cuidadosamente na cama. Louise estava suja, deveria tomar um banho antes de dormir, certamente sua mãe a acordaria para fazer isso. Mas ele não se chamava Molly Weasley e preferia muito mais deixá-la repousando sem atrapalhar o sono sereno daquele anjo.

Fred não resistiu ao ato tão paterno que acometia a grande maioria das pessoas em uma condição daquelas e beijou a testa da menina, cobrindo-a em seguida. O ruivo andou arrastando o pé pelo corredor e estranhou ao ver a porta de seu quarto aberta, instintivamente sacou a varinha. Entrou cuidadoso, olhando para todos os lados, mas seus olhos recaíram sobre uma figura de uma deusa loira deitada na ponta de sua cama, encolhida e em uma posição desconfortável. Surpreso e temeroso, ele caminhou devagar para junto dela e ajoelhou-se para fitá-la melhor. Ela não mais tinha as feições coradas que ele conhecia, ultimamente ela sempre estava pálida, os lábios outrora rosados agora estavam sem cor e assim que ele tocou a pele de seu rosto ele percebeu que ela estava gelada.

-Loren! - Fred chamou assustado, chamá-la por aquele nome era esquisito depois de ter dito tantas vezes outro. - Loren, acorda!

Os olhos dela tremeram e em seguida abriram-se devagar. Eles estavam opacos e vermelhos.

-Desculpe... eu... eu vim ver a Louise e ... - A loira sentiu seu rosto esquentar levemente, preferiu ocultar a parte onde sentiu uma vontade incontrolável de entrar no quarto do ruivo. - e acabei dormindo... eu...

Fred a encarava sem nada dizer, seus olhos varriam a expressão do rosto dela e ele não gostava muito do que via. Havia algo escondido ali, isso ela própria confirmara para ele, mas também havia uma certa urgência, ou desespero.

Em um instante Loren calou-se, talvez devido as várias sensações que aqueles olhos causavam em si, ou talvez por se sentir completamente despida na frente dele... o fato era que ela se limitou a fitar as feições aturdidas do ruivo a sua frente. Há quem ela queria enganar? Ela estava completamente louca para beijá-lo, para senti-lo novamente junto a si. Ele ainda a olhava, ela poderia dizer precisamente quantas sardas havia no rosto dele. Em um rompante incontrolável Loren diminuiu a distância entre eles e seus lábios sedentos encontraram os dele.

Em um mísero segundo Fred ficou surpreso com o beijo inesperado, seus olhos se arregalaram, mas logo se fecharam, suas mãos contornaram o corpo dela e seu corpo voou ágil para junto dela na cama como se estivesse esperando apenas por aquilo. Ele nem mesmo pensou em algo, não havia como pensar em qualquer coisa quando os lábios nos quais ele sempre pensava, estavam agora novamente unidos aos seus.

Beijavam-se com selvageria, as mãos passeavam pelo rosto um do outro com possessividade e os corpos se friccionavam com tamanha força que com certeza estariam marcados em poucos segundos.

A loira gemia por entre os lábios do ruivo que embrenhou a língua profundamente em sua boca. As mãos quentes e grandes de Fred, seguravam seu rosto com força e se ela não estivesse tão entorpecida pelo beijo, certamente estaria sentindo um certo desconforto. Mas ao contrário de desconforto, aquilo parecia despertar os mais profundos e escondidos desejos, talvez nem ela mesma houvesse se dado conta de que também estava segurando com força desnecessária a gola da camisa dele, o puxando para mais perto.

Aquele beijo era mais, era feroz, era forte, era urgente, era fogo e queimava, ardia, ardia tão profundamente quanto a saudade que queimava dentro de ambos, não havia outra palavra se não saudade. Aquele beijo era pura saudade.

Os lábios dele eram ferozes, arrancando um suave gemido da garganta de Loren, a loira correspondeu às investidas da língua dele com as suas próprias, o trazendo firmemente para mais perto. Ele parecia nunca estar perto o suficiente. As milhares de emoções que irradiavam deles estavam se concentrando e ameaçavam irromper.

Assim que não houve mais como evitar a necessidade de respirar, Loren e Fred se separaram, contudo não se afastaram mais que o necessário para obter algum ar.

Loren ainda estava de olhos fechados, sua respiração alterada e as mãos ainda presas com tamanha força na gola da blusa do ruivo que os nós de seus dedos estavam esbranquiçados, era como se ela houvesse dado início em um jogo que ambos queriam jogar. Apesar de ainda estar de olhos bem fechados, ela sabia que o ruivo estava próximo, a respiração arfante dele batia a milímetros de seus lábios além do corpo quente e rijo dele estar em contato com o seu. Era incrível como quando estava perto dele algo dentro de seu corpo parecia consumir, ferver... era como receber diversos choques pelo corpo. Um sorriso se desenhou no lábios dela que haviam ficado repentinamente vermelhos.

Fred havia aberto os olhos e deparou-se com um sorriso doce e encantador nos lábios dela, durante o beijo ele não havia conseguido pensar em nada se não trazê-la para mais perto. Porém agora algo começava a pesar em sua mente. Ele pensava que aquilo não poderia ser certo, o que sua família pensaria? O que eles diriam se soubessem o que ele estava fazendo? Aquilo era loucura, ela era uma traidora, por mais que estivesse arrependida, ela havia traído toda a sua família.

-Isso não é certo.

A voz dele soou distante para ela. Loren sabia, sempre soube que poderia esperar por uma reação como aquela, mas aquilo não importava, não agora, não quando ela precisava tanto assim dele. Em um impulso rápido ela inverteu as posições e ficou em cima dele o encarando.

-Me diga o que é certo Fred! Mas me diga agora!

Fred não poderia dizer muita coisa naquele momento, os cabelos loiros dela caíam em cascata para frente, chegando a encostar em seu peito. Os olhos dela reluziam em algo que ele não poderia decifrar, e as mãos dela apertavam as suas que estavam uma de cada lado do seu corpo.

-Eu...

O que quer que Fred iria falar nenhum dos dois soube. A consciência dele havia ido as favas e o ruivo empurrou a loira para cama, invertendo novamente as posições, deslizou as mãos até as coxas dela, subindo vagarosamente pela saia.

-Não sei o que é certo... só sei o que quero. – Ele sussurrou ao ouvido dela. – E eu quero você.

-Vem. – Loren beijou-o com urgência, mas Fred interrompeu o beijo.

-Não assim... – O ruivo segurou com cuidado o rosto dela e os lábios se uniram, dessa vez com mais calma.

As línguas brincavam, deslizavam vez ou outra pelos lábios e tornavam a se unir. Os corpos se tocavam, sem pressa, sem controle.

Ela agarrou a blusa de Fred, estava claro que aquilo era uma necessidade, uma fome, um desejo repleto de urgência. Loren gemeu quando as mãos dele entraram por debaixo da camisa e foram para seus seios, cobrindo-os na medida exata que ela ansiava. Ela nem mesmo pensou em reclamar quando ele arrebentou com todos os botões da camisa. As mãos dele tomaram posse de seu corpo, jogaram sua blusa para algum canto qualquer, mas ela não se importava muito com isso. O que importava era sentir os lábios dele nos seus para trocarem beijos avassaladores, quase violentos que não puderam ser represados por muito tempo. Mesmo que um beijo começasse lento, não havia como continuar da mesma forma entre eles.

As mãos de Fred deslizavam sobre si, ele se mexeu entre as pernas dela, seu membro pressionando fortemente contra elas. Fred encontrou o fecho do sutiã e em uma luta quase insana o arrancou do lugar, sugando em seguida os seios dela, fazendo-a soltar lamúrias em seu ouvido.

Loren arfava sentindo os movimentos circulares que a língua dele fazia, movimentos tortuosos que a faziam sentir como se seu sangue tivesse sido substituído por lava e tudo isso aumentava com o contato dele entre suas pernas, mesmo que fosse através do tecido de suas roupas. Ela concentrava todos os seus esforços em tirar a blusa dele, o tecido já estava todo para cima e se recusava a sair devido aos fortes braços dele estarem concentrados em seu corpo. Loren apreciou quando ele ergueu o tronco e puxou a camisa pela cabeça, assanhando o cabelo e ficando ainda mais atraente com o peito nú. Rapidamente as mãos dela apalparam cada centímetro do peito dele avidamente, enquanto Fred voltava a atenção para a sua saia.

Repentinamente tudo estava embaçado e fora de foco, os lábios e a língua dele dançavam em seu baixo ventre fazendo uma onda de tremor acomete-la. “Ah céus”... ela poderia ter dito qualquer coisa naquele momento, mas lembrar parecia remotamente possível. Tudo dentro dela parecia explodir, tudo com ele parecia lhe causar sensações em dobro e suas emoções afloravam. Loren gemeu alto quando a língua dele se aprofundou e talvez tenha soltado um gritinho agudo antes de seu corpo tremer involuntariamente.

Fred voltou-se novamente para ela, seus lábios comprimiram os dela, com fome, sua língua explorando a boca dela. Ele poderia ter gemido quando ela baixou o zíper de suas calças e as empurrou como pôde para baixo. A mão dela deslizou para dentro lentamente, cobrindo-o, explorando. Essa com certeza foi a vez dele gemer.

Loren aproveitou o momento de fraqueza do ruivo e ficou em cima dele, ainda o estimulando enquanto ele parecia delirar com suas mãos. A loira colocou uma perna de cada lado dele e o ruivo encostou o tronco na base da cama, ficaram ambos sentados e Loren continuou em cima dele, fazendo movimentos insinuantes com o corpo e com as mãos.

Fred fechou os olhos em um certo momento e os apertou com força, mais logo depois decidiu abri-los e apreciar o que ela fazia. Estava difícil, se não impossível continuar daquela maneira, ela definitivamente o estava deixando louco. O ruivo a puxou para mais perto e a ergueu um pouco, querendo por tudo tê-la, mas Loren parecia não querer facilitar as coisas.

-Não está gostoso assim? - Ela deslizou lentamente o corpo para baixo, sem deixar que ele a penetrasse, apenas causando uma fricção a mais.

-Muito... - Foi tudo o que ele conseguiu falar entre gemidos quando ela tornou a subir e descer sem contudo deixar que ele fizesse o que queria.

-Então pra quê a pressa?

Fred tinha certeza absoluta que ela queria o enlouquecer, e ele também tinha certeza absoluta que enlouqueceria em poucos segundos se eles continuassem apenas daquela forma.

Mais uma vez Loren subiu e tornou a descer apenas provocando o ruivo a sua frente que gemia cada vez mais alto. Ela adorava vê-lo daquela forma. Ela podia apreciar o peito dele subindo e descendo acelerado, as diversas sardas que se espalhavam pelo lugar e seguiam uma trilha até abaixo da barriga do ruivo. A loira seguiu a trilha de sardas até o local quente e rijo, e o envolveu com firmeza. Ela podia ver pelos olhos dele quando a fitaram que ele queria logo, que ele queria mais...

Enquanto ela continuava da mesma forma, ele deslizava os lábios sedentos pelo pescoço e ombro dela, sugando e mordiscando. Loren gemeu, sua respiração quente no ombro dele enquanto balançava seus quadris contra os dele lentamente, trazendo uma antecipação quase dolorosa para ambos.

Sem mais se conter Fred a empurrou contra a cama, fazendo os corpo se chocarem no colchão e a cama ranger ameaçadoramente. Loren pensou em revidar, mas um segundo depois ele estava dentro dela, rijo, macio e quente... veludo elétrico. Vários choques se espalhavam por seu corpo e na neblina do prazer ela nem poderia descobrir quem é que estava gemendo.

Ela passou os braços pelos quadris dele, apertando e o sentindo, os movimentos retesavam o corpo dele que ia cada vez mais rápido e se enrijecia contra ela, enquanto suas línguas dançavam ardentemente. Sensações inacreditáveis explodiam e deslizavam dentro dela cada vez que ele se empurrava para mais fundo, fazendo aumentar aquela maravilhosa sensação que crescia entre suas pernas. Não havia como pensar em nada, nada que não fosse mais, mais, mais e mais.

Fred sentiu o fogo crescer em seu estômago ameaçando explodir, sentir uma parte de si ser envolvida por ela era algo sem explicação, uma coisa que ele não poderia explicar porque não sentiu com mais nenhuma. Ele colou o corpo ainda mais ao dela e a apertou em seus braços, gemendo juntamente com ela e acelerando ainda mais.

Talvez Loren tenha gritado o nome dele, talvez tenha gemido, ou talvez apenas contido o grito que ameaçou explodir de sua garganta momentos antes de sentir o prazer a invadir por completo. Sentiu seu corpo mole e o mundo todo poderia desabar naquele exato momento, talvez estivesse realmente desabando, porque as paredes do quarto pareciam tremer.

Por um momento Fred pensou que havia ficado cego, mas a visão pouco importava diante das outras sensações que irradiavam de seu corpo. Ele tinha a plena consciência de que estava tremendo, mas também tinha a plena consciência de que estava abraçado a Loren como se ela fosse o único bote salva-vidas em um oceano. Podia sentir também os braços dela ao redor de seu corpo e como algo que deveria ser feito, como algo que era tão certo como o sol que estaria para nascer dali a algumas horas ele a beijou calmamente, apenas encostando os lábios nos dela para depois adormecer daquela mesma forma.

Segundos, minutos ou horas depois uma loira levantava cuidadosamente da cama de um ruivo. O sol estava quase nascendo e algumas luzes alaranjadas entravam sorrateiras pela janela do quarto. Tentando fazer o mínimo de barulho possível, ela catou as roupas do chão e as vestiu, saindo em seguida da casa, sabendo que aquilo tudo não passara de uma noite de sonho e que ela voltaria para a realidade dali a alguns minutos, e a realidade como sempre, não era muito boa para pessoas como ela.


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NB (Pri): Merlin amado!!!!!!!!!!! Alguém ai tem um balão de oxigênio? Mana capítulo brilhante (apesar de não concordar em algumas coisas, como o tamanho do nariz do Rony...). Realmente a Gi tem que tomar cuidado com tudo e todos. O Harry vai ficar radiante quando souber da novidade... Fred e Loren... Espero que você esteja preparando algo bem legal para esses dois, porque depois dessa última cena, se você os separar é capaz de sofrer algum atentado. Bjks querida. te amo.
 
NB (Pam): Por nossa senhora, como você quer que eu escreva uma NB depois dessa NC?? To totalmente sem fôlego! Quanta paixão! Espero que a Loren faça algo muito, muito bom, para assim poder ficar com o Fred...pq ela ainda não me desce! Imagina a felicidade do harry quando souber da novidade?? E ele falando do momento da árvore?? Ai que lindo! Meu coração apaixonado ficou emocionado! rsrs Capítulo perfeito Mana! Amei! Amo-te! beijo,beijo 

resposta aos comentários:


Rafaela coelho iukelzon – Ah vc tá preocupada com a Layde? Foi ela que ajudou o Harry e foi ela que encontrou a Gi no ministério nesse capítulo... ah veremos, veremos... (sorriso maroto) Beijos e obrigada por ter sido a primeira a comentar o cap. 22, menina rápida vc rsrs...

MarciaM – Eu sei qual é esse seu gostinho de quero mais Dona Marcia!!! (sorriso malicioso), acho que os eu quero mais veio nesse capítulo novo né? Hauahuah... beijos na bunda amore.

Sônia Sag – Mana vc tá aceitando a Loren? Hauahauahu... sei que é difícil pra vc amore, ainda mais quando vc aprecia tanto os ruivos kkkkkkkkkk... gostou da nc? Vc tanto que me aperreou que foi né? Pois agora eu quero GG e Rowena *-* hauhauahu... adorei a parte sobre a Gina: "não dou, não dou, não dou, dei!" kkkkkkkkk... vc é uma piada mana hihihihi... e não pense que lhe perdoei por ter sumido não viu? Ainda terá punição (prepara a chibata)!!! Beijos.

Naty L. Potter – Que bom que vc gostou da Gi ficar grávida rsrs... quanto ao Fred e a Loren devido a grande torcida tivemos a 2ª nc do casal, mas não sei quando teremos outra, os dois são muito turrões. Ah vc lembrou do começo da minha fic? *-* as vezes acho que todo mundo esquece, as vezes deixo pistas mais ninguém parece ler hihihi... vc merece um prêmio hauhauahau... Beijos.

Lisandra Matthew – Outra que gosta do Fred e a Loren né? Um casal pouco convencional rsrsrs... é bom ver as pessoas gostando de uma PO, mesmo que ela não seja totalmente boazinha. Esse negócio de ficar rindo na frente do pc é sério, acho que o povo aqui já me considera louca mesmo de tanto que eu faço isso, principalmente quando leio o comentário de vcs hauhauahau... beijos.

Georgea – Mana linda do meu coração (abraça) Espero que goste desse capítulo viu??? rsrs... beijos.

Luciana Martins – (autora vermelha) Nhan obrigada pelo elogio tão fofo *-* Fico feliz que mesmo sem Nc vc tenha gostado do capítulo, adorei seu comentário!!! Mas como prêmio tivemos Nc no cap. 23 ehhhhhhh... espero que esteja a altura de vcs! Nunca em hipótese nenhuma ficarei de saco cheio dos seus comentários, eu fico é toda besta hauahuahau... obrigada querida, mil beijos pra vc!

Deby – Olá!!! Desculpe pela demora na atualização, vc deve ter viajado, voltado e eu nada... (autora coloca as orelhas no forno) eu fui máááááá... hihihi... mas tive os mesmo motivos de sempre, trabalho, trabalho e mais trabalho. Espero que vc goste desse cap. Beijos enormes.

Daiana Braga Pereira – Casal de gêmeos é??? (pensando) hauahauhau... veremos essa possibilidade rsrs... e nunca me canso de ler os comentários viu? Beijos.

Danielle Pereira – Desculpe pela demora na postagem do capítulo, quanto ao ministério nós veremos mais coisas sobre a Gi com certeza. O novo Harryzinho está a caminho sim, ehhhhhhhhhhh... Beijos.

Clara – hauahauhauaha... (se espocando de rir) a sua dancinha na frente do pc foi linda kkkkkkkkkkkk... que bom que gostou do cap. Passado e Fred e Loren né? Vc viu que nesse capítulo eles não aguentaram, vamos ver se vão se conter nos próximos rsrs... beijos e ainda quero mais sapos de chocolate, os últimos que vc me mandou já acabaram, sou chocolatra *-*!!!

Luana – Ah obrigada por ter lido “Cansei, eu desisto” e fico muuuuuito feliz que vc tenha gostado!!! Quanto as atualizações dessa fic aqui, me desculpe pela demora, mas minha vida é muito corrida. Beijos.

Ana Karynne – hauahuahauah... gostou da xícara de chocolate né? Kkkkkkk... beijos.

Lalá Potter – Que fofo seu comentário, valeu por estar sempre aqui e espero que o cap. 23 te agrade. Beijos enormes.

Maria Lucinda Carvalho de Oliveira – Novamente eu pedindo desculpas pela demora hihihi... foi mal e valeu pelo comentário.

Aluada – Obrigada pelo comentário empolgado rsrs... beijos querida e desculpe pela demora.

Yumi Morticia voldemort – Tb fiquei feliz com o irmão (a) da Mel, espero que goste do cap. 23. beijos.

Jackeline Potter – Isso mesmo, Melzita ganhou presentinho, pena que ainda não sabe rssssss... um abraço.

Amanda – Obrigada pelo comentário e desculpe a demora na postagem. Beijos.

Nanda Potter – Ah Merlim Amado, o que eu faço??? Todas querem o Fred hauhauahauh... imagina depois desse cap. Hihihihi... espero que vc goste da Nc dona Nanda, vc já tá até imaginando o casamento do Fred e da Loren??? hauahuahu... mas não sei não, vai que ela morre no meio disso tudo (desvia da azaração) hihihii... Que bom que gostou do baby Potter rsrs... Vc viu que eu cumpri minha promessa né? Parte quentinha Fred e Loren ehhhhhhhh... mereço chocolate *-* beijos mana (se fingindo de desentendida quanto ao sexo do baby Potter).

Drika Granger – Menina má vc heim? Perdeu dois capítulos da fic!!! Vou pensar se te perdoo hihihi... querendo o Harry de presente né? Deixa a Gi saber disso, eu vou contar tudinho pra ela dona Drika. Quanto aos Kataros eu pesquisei mesmo sobre ceitas antigas, nunca li o Livro labirinto, sou louca pra ler “Labirinto” da Kate Moss não sei se é o mesmo livro, mas nunca tive a oportunidade, vou tentar comprar pra ler. Eles falam dos Cataros no livro? Bem, obrigada pelo comentário, mil beijos pra vc e não perde mais capítulo viu mocinha?

Debora Miranda de Barros – Muita confusão ainda está por vir com certeza rssss... me aguarde mocinha. Desculpe pela demora viu? Ah não diga que minha fic vai esfriar, assim eu choro e fico deprimida hihihihi... Espero que goste do cap. 23, beijos.

Camy Tonks Potter – Sim, eu sou Paty Maria hauahauahu... mas isso se deve a comunidade de Nc, onde todo mundo lá ganhou o sobrenome de Maria rsrs... quanto ao penteado da Mel deve ter sido engraçado mesmo hihihi... espero que vc goste do cap. 23, beijos.

Daniela Paiva – Tivemos apenas as explicações no ministério né? No próximo capítulo teremos mais aventura, ainda mais com a Belatriz tentando escapulir rsrsrs...

Karina Krum – Ah as coisas sobre a Mel vem na cabeça hauahuahau... ela é uma piada, tem algumas cenas que eu vive mesmo com uma prima minha rsrs... que bom que vc gosto da Gi estar grávida. Beijos.

Liz Negrão – Pq se afogar mana??? hauhauahau... não se afogue amore, assim eu perco uma leitora assídua rsrs... sim, vc já sabia do baby Potter hihihihi... espero que tenha gostado do Fred e da Loren nesse capítulo ehhhh... beijos.

Mattie W. McCarthy – Ah que fofo o seu comentário *-*... fico feliz que vc tenha gostado do baby Potter rsrsrs... sim, sim a Gina está grávida menina, resta saber se é menino ou menina!!! Ah e novamente volto a dizer que seu comentário é fofo, vc me deixa sem palavras rsssssssss... obrigada, obrigada e obrigada, esse é o único prêmio que nós autores ganhamos, a consideração e o comentário de leitores fofos como vc!!! Beijos.

Tina Weasley Potter – Ah mana vc sabe que um filho muda um homem? É exatamente isso que tá acontecendo com o Rony hauhauahauah... e veremos como será o Harry babão tb rssssssss... beijos e obrigada pelo comentário.

Sally Owens – Ah mana como é bom ter vc aqui!!! (abraça) beijos amore e obrigada pelo comentário, mesmo que corrido.

Jessica – Obrigada pelo comentário, fico feliz que goste da minha maneira de escrever e das minhas fics, muuuuuuito obrigada e desculpe não ter atualizado antes de vc viajar! Beijos.

May Weasley – Que mesmo que teremos mais um baby na fic né? Daqui a pouco vou montar uma creche hauahuahau... pra vc que tem uma queda por ruivos acho que deve ter gostado da ultima cena né? Hauahuahu... não tivemos muito a reação de todos no ministério, mas relaxe que teremos muito mais no próximo capítulo, vc viu que o chefe da Gina deixou ela quietinha na sala né? Rssssssss... veremos no próximo. Beijos.

Thais A. Tonks Lupins – Ah que bom que vc gostou do cap. 22, espero que goste desse outro. Beijos enormes.

Ninhaa WP – Muito bem, vc realmente é uma leitora muito boazinha e está comentando rsssss... desculpe pela demora na postagem viu? Obrigada pelos muitos pedidos de atualização rsssssss... ao contrário de ser chato, isso é muito bom!!! Valeu pelo feliz 2008, que vc tb tenha um ano maravilhoso. Beijos e continue comentando.

Danielle Weasley Potter – EHHHHHHHHHHHHHHHH... leitora nova!!! (abraça) continue comentando viu??? Se não um berrador vai chegar na sua casa hauahauh... beijos.

Stephanie Murer Franco – Ah desculpe pela demora na atualização, foi mal. Obrigada por estar acompanhando a fic, beijos.

Pandora Potter - “interessantemente encabulador” kkkkkkkkkkkkkkkkkkk... é realmente deve ser mesmo. Ah quanto a inocência da Mel, até na minha comunidade tivemos umas conversas sobre isso, pq o mundo da Mel é diferente não tem todas essas porcarias da Tv que ensinam as crianças cedo demais como nascem os bebês rsssssss... além de na Inglaterra os costumes serem diferentes né? Então sempre pensei nela assim, uma criança mesmo rssss... Gostou do ruivo e da Loira é? Vamos ver o que achou da ultima cena desse capítulo então hauhauhau... beijão pra vc tb!!!

Mari Black – Ah que bom que gostou do cap. Tivemos muito de Fred e Loren nesse né? E Harry e Gina tb, não poderia faltar. Bjus.

Lore Weasley Potter – é sinistro mesmo a forma como a Gi descobriu que tava grávida, mas as coisas no mundo bruxo são meio estranhas mesmo rsrsrs... ah e desculpe por quase lhe levar a insanidade hauahuahau... beijos e obrigada pelo comentário.

Bruno Mambrini – Ah tadinho de vc, ficou até tarde lendo minha humilde fic!!!! Fico tão feliz, não pela dor no corpo e cansaço que vc ficou hihihihi... mas por ter ficado lendo minhas fic, beijos e continue comentando.

Lola Potter – Quem sabe virão mesmo as 3M's rsssss... que bom que gostou do cap. Espero que curta a Nc. E feliz 2008 pra vc tb! Beijos.

Loly Evans – Olá, muito obrigada por estar lendo minha fic, um grande abraço.

Sô – Muito bem mocinha, é hora do nosso acerto de contas hauahuahau... vc anda criando revoltas lá na comunidade né??? (aponta a varinha) hihihihi... dessa vez passa. Ah vc não sabe o quanto na verdade adoro essas revoluções huahauahuah... obrigada por acompanhar a fic e ser uma leitora tão fofa rssss... beijos.

GI MARY – Ah que fofo *-* (autora vermelha) fãs é? Valeu, beijos.

Prika Potter – Obrigada pelo comentário e veja se arranja um tempinho pra esse capítulo menina ocupada. Quanto a sua teoria do chefe da Gina, a única coisa que posso dizer é que vc chegou um pouco perto, não tá totalmente errada rssssssssss... e pq vc falou que sua irmão não pode ler??? Um abraço.

Bruna Goularte – Valeu mesmo, fico feliz em saber que vc já tinha passado por aqui rsssssss... continue lendo e comentando, beijos, beijos, beijos.

Fissu – Gostei da parte de única autora que não matou Tiago e Lilian hauahauh... mas é que eu não consegui hihihi... meu coração é muito mole! Obrigada pelo elogio viu? E desculpe pelo atraso no capítulo, não foi desinteresse não, o problema é que meu trabalho me ocupada demais, se eu pudesse apenas escreveria na minha vida rsrsrs... pena que não dá. Beijos e desculpe novamente.

Gabi W. - Prima obrigada por estar aqui, espero que vc tenha gostado desse ultimo cap. Inclusive a nc rsssssss... beijos amore.

Fernanda Caroline – Obrigada pelo comentário, valeu.

Carolina Pardim – Leitora nova é??? ehhhhhhhhhhhhh... que bom que está gostando. A louis te faz pensar na Luna é? Não havia pensado sobre isso ainda. Sim, A Gi grávida rsssssss... beijos na bunda e até o próximo cap.

Viviane – Valeu pelo incentivo rssssss... beijos.

Jhonatas Tiago Potter – Olá menino, até que enfim vc leu né? Se atrasou mesmo aff... bonito né? Hihihi... Tá, eu sei que me atrasei tb, então estamos empate rssssssss... obrigada pelo comentário querido, vc sempre por aqui, e sei que estará sempre lendo minhas fics, adoro ler seus comentários divertidos. Espero que goste do cap. 23. Milhões de beijos pra vc!

Jamylle ariel sajo altheman – Jamylle vc sabe qual a punição para leitores desnaturados??/ (aponta a varinha) é melhor vc ficar sem saber mesmo hihihi... ah como vc disse que ama Fred e Loren deve ter gostado desse ultimo capítulo rsssssss... beijos.

ß®µ – Quer dizer que vcs vão montar um sindicato é??? hauhauahauah... já basta a revolução lá na comunidade hihihihi... Obrigada, obrigada e obrigada pelo elogio e desculpe pela demora, beijos.

Édson Barbosa Santos – Valeu pelo seu comentário e desculpe pela demora na postagem, mas são coisas da vida rsrsrs... Um grande abraço tb!

Shinne – Obrigada pelo comentário, assim que puder eu passo na sua fic, beijos.

Luiz Renato Guedes Bandeira – Obrigada pelo elogio, fiquei muito feliz mesmo em saber que vc gostou tanto assim da minha fic, milhões de beijos e comente sempre.

Rebeka Lupin – Ah desculpe por lhe fazer esperar tanto, é um prazer saber que vc lê a minha fic mesmo não gostando de ler fics incompletas. Por incrível que pareça o Draco apareceu nesse capítulo hauhauahauh... teremos mais em breve a resposta pra sua pergunta. Beijos e valeu.

Kakau – Leitora atrasada né??? Estamos as duas empate então hihihihi... obrigada pelos elogios fofos e tb acho que quando o Harry souber do baby vai ficar muito babão hauahuahau... beijos.

Maria – Ah mil perdões pelo capítulo ter demorado tanto!!! Valeu pelo comentário viu? Milhões de beijo e comente sempre.

Meg Littrell Weasley – Obrigada pelo comentário, beijos.

Dhanny Potter – Ah valeu pelo elogio, beijos pra vc tb.

Lorrainne russel – A Liz indicou a fic foi? Ela é uma fofa rsssssss... que bom que vc está lendo e gostando, um grande beijo pra vc tb e obrigada.

Kenia Moraes Gomes – Ah temos um ponto em comum: Louca por Harry e Gina hihihihi... eu até tento fazer mais Rony e Mione mas não consigo rssssss... Gosta das cenas nc é? Hihihihi... espero que goste dessa ultima rsssss... ah obrigada mesmo pelo comentário fofo e pelos elogios, fico muuuuito feliz que esteja agradando e espero receber mais comentários.

Nefer Potter – Desculpe pela demora com o cap. E obrigada pelo comentário, um abraço.

Renata Grazielle Souza Santos – Que bom que vc gostou da minha fic, a Liz é uma fofa mesmo rsssssss... ela tá sempre indicando minhas fics rsrsrs... beijos e obrigada.

Claudio Souza – Obrigada por comentar Claúdio, eu sei bem como são as coisas no dia-a-dia, nós acabamos ocupados demais rsssssss... beijos e obrigada por acompanhar a fic, mesmo quando não puder comentar.

Felipe – Que bom que vc gostou da fic, mesmo não sendo muito fão do casal H/G, um abraço.

Acel – Tivemos a Gi no ministério sim, mas foram mais explicações, no próximo teremos mais atividade. Beijos.

Leca20 – Desculpe a demora na atualização, beijos grande.

Pati Melo – Olá, palpites e pitacos são sempre bem vindos e vou responder a cada um deles: Erros de português, sim eles podem ainda estar vagando pela fic, minhas betas e eu lemos e lemos, mas deve passar algum sim. Quanto a perca de memória da Gina eu acho que está colocado gradativamente na fic, pq primeiramente o Harry e todos quiseram sentir a presença dela novamente, tudo tinha que entrar em um curso, um curso em que ela fosse inserida e fizesse parte de tudo como sempre deveria ter sido, assim depois que ela até mesmo voltou para o trabalho as coisas se ajustam ou ficam ainda mais confusas para ela como vc pôde ver nesse ultimo capítulo. Bem agora vamos falar da escrita de Cataros, vc pode encontrar essa palavra escrita de várias maneiras, existe a original e existe a que é meio que traduzida pelas pessoas, eu escolhi a palavra traduzida, foi uma escolha pessoal e acho que a adoção da palavra traduzida não influi. Quanto a história dos Cataros eu mesma expliquei na fic para quem não tinha conhecimento e sei bem que eles foram um povo perseguido, inclusive deixei isso claro na fic, porém vc há de convir comigo que em todos os lugares existem pessoas boas e ruins, em TODOS, e sempre vão existir pessoas alienadas que usam os preceitos de religiões/seitas para justificar suas ambições pessoais. Então peço desculpas por não poder explicar mais muita coisa pq se não estaria revelando coisas que serão explicadas apenas no futuro da fic. Agradeço por estar lendo minha fic e de maneira nenhuma estou denegrindo a imagem dos Cataros.

Vivinha – Desculpe a demora, beijos.


N/A: Olá pessoal, quero primeiramente pedir desculpas a todos pela demora exagerada do capítulo e dizer que são motivos alheios a minhas vontade, se eu pudesse com certeza passaria o dia escrevendo rsrsrs... mas ai estaria desempregada hihihihi... Quero tb agradecer pelas pessoas lá da comunidade, que sempre estão comentando lá e me pressionando tb hauhauahau... Um grande beijo e abraço apertado nas minhas irmãs Pri e Pam. Ah quero dizer tb que essa Nc vai de presente para a senhorita Sônia Sag (abraça) é né mana, foi vc quem me pediu (forçou) hauhauahau... Beijos a todos e espero que curtam o capítulo, no próximo teremos muito mais aventura.

BEIJO NA BUNDA DE TODOS!!!!

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