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8. Reformando


Fic: Os contos de amor - Notícias da autora sumida


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Capítulo 8


Reformando


 


 


- Por que eu não posso ir com você?


A garota revirou os olhos, sorrindo.


- Já discutimos isso Ron – disse ela calmamente, enquanto depositava uma blusa dobrada dentro da mala.


O ruivo suspirou. É, já tinham discutido isso. Tinham discutido isso tantas vezes que Rony já perdera a conta. A garota viajaria de avião e ele não tinha dinheiro para a passagem. E era muito orgulhoso para deixá-la pagar por ele. Aparatação e outros meios bruxos não alcançavam distâncias tão longas. Além disso, por mais que Hermione o quisesse ao seu lado, sentia que era uma coisa que devia fazer sozinha. Para coroar a lista de motivos desanimadores que tinham discutido, o ruivo ainda tinha certo medo de enfrentar os pais da garota.


Quando confessara seu receio a Hermione, algumas noites atrás, ela caíra na gargalhada.


- Mione, é sério! – disse ele ressentido.


- Qual é Rony? Meus pais são legais – falou entre uma risada e outra.


- Não com o namorado da filhinha deles ora – disse, resoluto – Eu sou o cara que pode tirar sua inocência.


A garota ergueu uma sobrancelha em sinal de incredulidade.


 - Não que isso... é o que eles pensam de mim... que eu posso te roubar deles – atrapalhou-se ele, mas Hermione calou-o com um beijo rápido.


- Você é um fofo, sabia? – perguntou, fazendo as orelhas dele ficarem tão vermelhas quanto os cabelos.


Todas as lembranças se misturavam na cabeça do ruivo, e parecia-lhe já sentir saudades antes mesmo de vê-la partir.


- Tudo bem – disse ele cabisbaixo – Vou sentir sua falta.


Hermione interrompeu o ato de colocar um livro na mala e olhou-o com ternura.


- Vem cá, vem – aproximou-se e, sentando-se de frente para ele na cama, passou os braços sobre seu pescoço e o beijou.


- São só alguns dias – disse por fim, interrompendo momentaneamente o beijo – Também sentirei sua falta.


O sol matutino entrava pela janela do quarto de Gina. O dia estava quente, apesar de ainda serem nove horas da manhã. Rony a puxou pela cintura e a beijou mais apaixonadamente ainda. A garota riu, mesmo durante o beijo, quando o namorado a ergueu alguns centímetros e a jogou na cama. Várias roupas dobradas esperando para serem postas dentro da mala foram parar no chão.


Ficando sobre ela, voltou a beijá-la. As mãos de Hermione estavam trêmulas, mas agarraram seu pescoço, aprofundando o beijo. As línguas macias, o hálito fresco e a respiração quente se misturavam as carícias e ao calor da manhã. A garota agarrou seus cabelos cheirosos, enquanto as mãos do ruivo passavam vagarosamente da cintura para suas nádegas.


- Rony...


Mas os protestos de Hermione se perderam quando o ruivo passou a beijar seu pescoço com volúpia.


- Ron... acho melhor – o quê? Qualquer frase coerente foi apagada de sua mente ao toque instigante dos lábios do ruivo. Como ele conseguia fazer isso com ela? Como conseguia que perdesse o controle tão rápido, a ponto de não confiar mais em si mesma? Não importava. Mandou a razão às favas e fechou os olhos para apreciar melhor as sensações.


Rony foi descendo, feliz do efeito que causara, mordeu a curva de seu pescoço, beijou seu ombro. A essa altura o corpo dele a envolvia por completo: quente, pesado, aconchegante.


Voltou a beijá-la nos lábios, ansiando por mais daquela boca perfeita, desejando-a como nunca desejara qualquer outra mulher na vida...


- Uoooooooou – Gina desviou o rosto para evitar encarar a cena.


Eles se separaram tão rapidamente que Rony caiu da cama. Gina, envergonhada, manteve a mão na maçaneta da porta, que acabara de abrir.


- Não sabe bater não? – esbravejou o irmão, levantando-se e arrumando a parte da frente das vestes amarrotadas.


- Acontece que esse é o meu quarto – retrucou a outra, zangada – Deviam ter trancado a porta. Mamãe mandou ver se Hermione precisa de alguma coisa. E sorte de vocês que fui eu a vir aqui e não ela.


- Talvez de algumas roupas que ela ficou de passar – disse a garota, vermelhíssima, numa tentativa óbvia de mudar de assunto e manter uma conversa agradável.


Um segundo de silêncio se arrastou no ar pestilento do quarto.


- Pronto, agora pode voltar lá pra baixo – falou o irmão, e, pela expressão, seria capaz de expulsá-la a pontapés – Vá lá ver o Harry, vai.


- O Harry saiu – informou ela desgostosa.


- De novo? – estranhou Hermione – Francamente, ele vai acabar passando mais tempo fora de casa do que aqui n’A Toca – na última semana o garoto saíra por quatro tardes seguidas.


- Aonde ele vai, afinal? – perguntou o ruivo, ainda um pouco carrancudo pela interrupção da irmã.


- Não sei, ele não me conta – respondeu ela brava - Diz que “logo saberei”.


- Estranho – murmurou Hermione pensativa. Depois de alguns segundos virou-se para Gina novamente – Desculpe estar viajando na véspera do seu aniversário Gi...


- Já disse que não tem problema Mione – replicou a amiga, sincera – Eu faria a mesma coisa se fosse comigo, iria procurar meus pais o quanto antes.


- Mas ainda me dói deixar de comemorar seu aniversário de dezessete anos com você – disse a outra. Agitou a varinha e todas as roupas que haviam sido jogadas para fora da cama se dobraram novamente e entraram na mala.


- Tá tudo bem, sério – assegurou a ruiva – Mas como vai encontrar seus pais?


- O Ministério Australiano assegurou que eles estão morando em Brisbane, tenho o endereço comigo. Não posso simplesmente inventar uma desculpa e marcar um encontro com eles. Então vou até a casa deles e dizer que sou do controle de pragas, ou coisa assim, eles tem muito disso lá. Finjo que vou vistoriar a casa. Então desfaço o feitiço e eles voltam pra casa comigo – repassou ela, daquele jeito febril típico de Hermione, que eles só viam antes das provas de Hogwarts.


- Vai dar tudo certo Mione – disse o namorado para acalmá-la.


- Espero – suspirou ela.


Passaram o resto da manhã vendo Hermione arrumar as malas, checar livros de feitiços e olhar para o relógio nervosamente a cada cindo minutos. Harry chegou uns minutos antes do almoço, um tanto animado, e se recusou a responder qualquer pergunta dos três.


O voo de Hermione partiria às duas da tarde daquele dia. Não a levariam ao aeroporto, por determinação da própria Hermione apesar da insistência dos amigos, e quando a Sra. Weasley os convocou para começar a arrumação da casa para o aniversário de Gina eles não tiveram alternativa senão despedir-se dela ali mesmo nos jardins d’ A Toca.


Harry e Gina deixaram-na para permitir a ela e Rony uma despedida mais “calorosa”. Entraram conversando na cozinha, a claridade da tarde iluminando a casa, deixando-a festiva. Gina subiu para o seu quarto, enquanto Harry permaneceu no aposento com uma Sra. Weasley muito atarefada.


- Ela vai ficar bem não vai? – perguntou ela para o garoto, enquanto guardava os pratos do almoço – Não sei se confio... como se diz? Naquela geringonça trouxa... avião, ou coisa assim. Artur é simplesmente fascinado por eles.


- Ela vai ficar bem – assegurou Harry à matrona, sorrindo carinhosamente de sua preocupação com eles – Avião é o jeito mais seguro de viajar que existe.


- Tudo bem então – ela não parecia em nada convencida, entretanto – Pode me passar isso querido? Oh, sim, obrigado.


 - Sra. Weasley... - começou Harry, procurando as palavras, ligeiramente nervoso – Será que eu poderia levar a Gina para dar um passeio hoje? Mais tarde. Não vamos demorar...


Ela estudou o pedido por um segundo.


- Acho que sim – respondeu Molly, relutante – Mas terminem as tarefas antes.


- Obrigado – agradeceu o garoto sorrindo.


As tarefas da Sra. Weasley não foram nada fáceis, entretanto. Incluíam limpar toda a casa, além de desgnomizar o jardim. Rony ficara particularmente mal-humorado com a partida de Hermione, para piorar a falta que a garota fazia na casa. O calor vespertino também não ajudou nada, e ao final da tarde eles estavam exaustos.


Ao término das tarefas, aproveitando a ausência oportuna de Rony na sala de estar, Harry agarrou Gina por trás, pela cintura, e sussurrou em seu ouvido, fazendo-a arrepiar:


- Você é minha agora.


A ruiva riu.


- Sua? – ela virou-se, uma sobrancelha erguida.


- Vem comigo, por favor – disse Harry ainda aos sussurros, enfiando o rosto em seu pescoço.


- Pra onde?


- Você vai ver – disse ele simplesmente, respirando o cheiro maravilhoso dela.


- Tá bem – disse, rindo e passando os braços sobre seu pescoço – Vou trocar de roupa.


Alguns minutos depois ela desceu, vestindo um vestido alegre e (maravilhosamente, na opinião de Harry) colado ao corpo. Brincos grandes lhe caíam nas orelhas, de um jeito descolado que combinava com sua personalidade.


- Estamos saindo Sra. Weasley – avisou o garoto ao passarem pela cozinha.


- Aonde eles vão? – perguntou Rony com um quê de indignação na voz.


- Não demorem – aconselhou a mãe a Harry e Gina, mas eles já estavam saindo para a claridade do dia.


 


 


 


Gina torceu o nariz quando chegaram a Londres.


- Nunca vou me acostumar com isso – disse, referindo-se a aparatação que acabara de fazer juntamente com Harry.


Estavam no centro de uma pequena praça. A rua estava quase deserta, exceto por uns moradores que colocavam seus sacos de lixo para fora das casas sujas de fuligem. A frente deles havia o número doze. Gina olhou a volta, espantada:


- Largo Grimmauld...


Harry olhou para ela, engolindo em seco.


- Está diferente – estranhou a ruiva franzindo o cenho – Parece mais limpa.


- E está – disse o namorado enquanto atravessavam a rua – Contratei algumas pessoas para fazerem uma limpeza e reforma nela. E chamei Quim para remover um feitiço que eles tinham colocado contra Snape – Ele abriu a porta com uma batida da varinha.


O ambiente interior estava muito diferente. Os objetos esquisitos de decoração haviam sido removidos, os papéis de parede trocados por mais claros. Os candeeiros a gás foram substituídos. O corredor estava muito mais iluminado, e todas as teias de aranha foram removidas. A casa cheirava a gesso e tinta recém-aplicada.


- Pretendo vendê-la – informou Harry diante de seu espanto, dando de ombros – Acho que Sirius não ligaria. Ele nunca pôde realmente chamar essa casa de lar. Lembro do quanto ele se sentia preso, quando foi obrigado a voltar. E eu também não tenho boas lembranças daqui.


Gina esquadrinhou seu olhar, tentando decifrá-lo.


- Eu te trouxe aqui porque, bem, senti que você deveria ser a primeira a saber – continuou ele - Além disso, com o dinheiro talvez eu consiga comprar uma casa em Londres ou Godric’s Hollow, pra quem sabe um dia a gente... morar junto, ou sei lá.


As entranhas de Gina deram uma reviravolta.


- Morar junto?


- Não agora – apressou-se a dizer – Depois, daqui a alguns anos, quando a gente, sei lá, quiser morar na mesma casa ou casar...


Mas Gina interrompeu-o de repente com um beijo doce e demorado. Harry se assustou, mas retribuiu o beijo, e ela passou os braços pelo seu pescoço antes de dizer, radiante:


- Achei a ideia ótima Harry.


Ele sorriu. Abraçou sua cintura e ergueu-a vários centímetros do chão, distribuindo beijos em seu pescoço. A ruiva riu da brincadeira, deliciada.


- Monstro nos preparou alguns sanduíches – informou Harry finalmente soltando-a – O chamei da cozinha de Hogwarts pra cá.


- Como ele está reagindo às mudanças na casa? – perguntou ela enquanto iam para a cozinha.


- Não muito bem – respondeu ele com uma careta – Mas melhor do que eu esperava, pelo menos. Acho que ficará bem, só não tá se sentindo muito bem em se separar dela.


Nesta hora eles se sentaram na mesa grande da cozinha, que não parecia mais a mesma. Um lustre grande e bonito pendia no teto, a lareira fora reformada e o fogão trocado. A comprida mesa continuava ali, agora devidamente lustrada. Monstro apareceu, visivelmente abatido, de seu esconderijo:


- A nobre casa dos Black... minha Senhora Black – murmurava ele, enquanto caminhava pela cozinha. Deu uma boa olhada em Gina, antes de fazer uma reverência – Boa tarde Srta. Weasley.


- Boa tarde Monstro – respondeu ela educadamente.


- Disse que ele podia pegar tudo o que quisesse da casa – tentou desculpar-se Harry – Quer dizer, o que sobrou depois da vizitinha do Mundungo – sua voz se tingiu de raiva da lembrança.


- Sim senhor, o senhor permitiu – concordou o elfo, embora não parecesse nada feliz. O medalhão de Régulo faiscou em seu peito.


- Escute Monstro, você pode ficar aqui – tentou argumentar Harry gentilmente – Pode ficar na casa de sua família Black. Posso libertar você, se quiser. Pode escolher servir aos outros moradores daqui, não me importa. Apenas quero que você... an... faça o que o seu senhor Régulo iria querer, o melhor pra você.


Monstro estudou-o com os olhos serrados por alguns instantes, antes de virar-lhes as costas e sair do aposento.


- Monstro serve a você agora senhor Potter – crocitou simplesmente antes de sair.


Harry e Gina se entreolharam, confusos.


- Tentei oferecer-lhe pagamento pelos serviços – lamentou-se o garoto – Ele não aceitou. Não aceita nada do que eu ofereço. A não ser claro, ficar com os objetos da casa. Conseguiu remover a tapeçaria dos Black. Não sei como, estava colado com um feitiço adesivo.


- Magia de elfos é diferente da nossa – argumentou Gina, perspicaz.


- De qualquer modo, não tentou tirar o retrato da Sra. Black da parede – comentou o outro – Ainda bem, porque não ia aguentar aquele troço na minha casa.


Gina riu.


- Monstro não conhece outra vida Harry – disse ela - Pode até ter ficado um pouco de tempo com Dobby, mas acredito que não sabe o que é liberdade. Nunca soube. Ele simplesmente não conhece o que é ter de fazer suas próprias escolhas.


Harry concordou. O que eles não sabiam, no entanto, era que Monstro tinha uma razão, escondida lá no fundo de seu íntimo, quase no inconsciente, para não aceitar nenhuma das propostas do rapaz, além de seu amor pela família Black. Monstro tinha um segredo, sujo e grotesco. O elfo achava um tanto absurdo, para falar a verdade. Era estranho, diferente. Algo dentro de si ligeiramente repugnante, que ele não conseguia expressar.


Tinha se afeiçoado ao garoto.


 


 


 


 


Meia hora depois eles já tinham terminado os sanduíches. Devidamente saciados, eles foram para uma sala no piso térreo.


Harry segurou a mão de Gina, olhando-a, pedinte. A garota achegou-se para perto dele, achando graça de sua expressão de “cão sem dono”, e ia dar-lhe um beijo quando uma ideia clareou-lhe a mente, sua boca a centímetros da dele:


- Me pegue.


Antes que pudesse sequer entender o que ela tinha dito, sentiu o calor de seu corpo esvair-se de perto dele. Ela agora corria pela casa.


Revirando os olhos e rindo, Harry a seguiu. Viu-a subir as escadas, os cabelos vermelhos esvoaçando as suas costas, e entrar num quarto no primeiro andar.


Apertou o passo atrás dela e entrou no aposento bem em tempo de vê-la contornar a cama de casal. Seu coração batia rápido devido à corrida. O pôr-do-sol entrava pelas janelas altas de cortinas vermelhas, banhando o cômodo com uma claridade dourada e viva. A cama grande com cabeceira trabalhada dava ao quarto um ar elegante e imponente. Mas em nada disso ele prestou atenção. Seus olhos estavam fixos na ruiva sapeca do outro lado da cama.


Investiu. Correndo, deu a volta na cama, enquanto Gina passava por cima desta. Foi mais rápido, no entanto, e agarrou-a antes que ela fugisse novamente, jogando-a na cama.


Eles riram até as costelas doerem. Harry caiu ao seu lado, às gargalhadas, e permaneceram assim por longos minutos. Aos poucos, as risadas foram cessando, deixando em seu lugar o ar quieto e renovado da casa.


O rapaz tirou os sapatos e sentou-se encostado na cabeceira. Colocou uma mão no joelho levantado, numa pose descansada.


Gina ainda sorria. Harry teve um pouco de dificuldade de encará-la, a princípio. Suas entranhas se reviraram: uma mistura de ansiedade e nervosismo. Mas ela estava ali, tão linda, os cabelos vermelhos espalhados displicentemente sobre a colcha clara, os olhos brilhando de alegria.


A ruiva ruborizou com o jeito com que ele a olhava. Era até divertido como Harry às vezes simplesmente esquecia-se de tudo à sua volta. Suas bochechas arderam mais ainda. Amava tanto aqueles olhos verdes... Mais ainda quando brilhavam tão intensa e apaixonadamente.


O rapaz foi se aproximando. Gina, hipnotizada, apenas segui-o com o olhar, observando como, sem tirar os olhos dela, pôs-se por cima da ruiva na cama.


- Peguei – sussurrou, num meio sorriso que a namorada achou extremamente provocante.


E beijou-a. Não foi um beijo como os outros. Havia urgência, havia desejo. Seus joelhos apertaram a cintura de Gina enquanto ela agarrava seus cabelos negros. Era como se quisessem compensar todas as interrupções, todas as vezes em que não puderam ficar sozinhos n’ A Toca. Harry passou a mão pelo lado de seu corpo, delineando-lhe as curvas, detendo-se em suas coxas macias. A intensidade do beijo aumentava cada vez mais, juntamente com a temperatura do quarto. Qualquer pensamento coerente foi diluído na cabeça dos dois.


Gina arfou quando o namorado passou a beijar-lhe o pescoço, mordendo-lhe de leve. Ela podia sentir a excitação dele contra seu ventre. Foi descendo beijos, levando-a ao delírio, até parar no limiar dos ombros e depois fazer o caminho de volta até seus lábios.


A mão de Harry ia subindo carícias em suas pernas, até parar no limite imposto pelo vestido. Interrompeu o beijo, olhando para ela, num pedido mudo de permissão. A garota encarou-o com aquele olhar intenso que Harry já vira tantas vezes. Depois sorriu, consentindo, e o garoto não precisou de outra confirmação. Eram assim, se entendiam só com um gesto, um olhar.


Vagarosamente o garoto foi tirando-lhe o vestido, as mãos meio trêmulas. Lá estava ela. Bela, alva, sardas pelo corpo inteiro, exatamente como ele havia sonhado tantas vezes. O sutiã vermelho contrastava lindamente com sua pele. O coração dos dois batia rápido, em perfeita sincronia. Ele deixou escapar um sorriso de comoção antes de voltar a beijá-la.


A ruiva arrancou-lhe a camiseta, que foi parar do outro lado do quarto. Inverteram as posições, e desta vez ela estava por cima dele. Gina passou a morder-lhe a orelha, os ombros, e distribuir beijos por todos os lados. Harry não conseguiu conter um gemido quando ela moveu os lábios sobre seu pescoço, enquanto a mão descia vagarosamente por sua barriga até o fecho da calça.


Ajudou-a a abrir o botão e arrancou a peça de roupa rapidamente. Voltando novamente a ficar por cima dela, colou seu corpo ao de Gina e abriu seu sutiã, enquanto tornava a beijá-la. Suas pernas bambearam diante daquela visão maravilhosa. Num impulso, abocanhou seu seio direito, lambendo e sugando, fazendo caminhos com a língua macia, levando-a a loucura. Gina gemeu de prazer. Queria mais dele, queria-o todo. O garoto passou ao outro seio, satisfeito, vendo a ruiva contorcer-se por debaixo de seu corpo. Sugou seu mamilo com volúpia, e ela gemeu alto, não aguentando mais aquela tortura.


- Harry...


Ele não precisou de outro aviso. Ele próprio já não aguentava mais. Livraram-se das suas últimas peças de roupa. Harry olhou-a novamente, buscando um último consentimento, um sinal de que ela estava pronta. Em resposta Gina agarrou seu pescoço e deu-lhe um beijo.


O namorado deu a primeira investida. Choques de prazer percorreram todo o seu corpo. Aquilo era bom demais. A garota gemeu. Doeu um pouco.


- Gina, tá tudo bem? – disse ele preocupado – a gente pode parar.


- Não, continua – insistiu ela, trazendo-o ainda mais para perto.


O garoto continuou. Era a única realidade no mundo. Os dois, a cama quente e a luz dourada que entrava pelas janelas. A cada investida os corpos recobriam-se daquele prazer doce e inigualável. Gina abraçou-o com as pernas, ajudando-o. O ritmo aumentou, naquela dança cadenciada e perfeita. Eram um só.


A cada penetração eles iam às nuvens. O rapaz investia com cada vez mais rápido, até que o ritmo se tornou alucinante e eles já estavam cegos naquele prazer incrível. Então atingiram o ápice, e Harry deixou-se derramar dentro dela.


Caíram na cama, felizes, exaustos. O tórax de ambos subia e descia e o suor brilhava em suas testas. Gina aconchegou-se perto dele, deitando a cabeça em seu peito. O garoto abraçou-a e começou a fazer carinhos leves com os dedos em seu braço.


- Eu te amo.


- Eu também te amo Harry.


Sorriram. Deixaram-se ficar naquela posição, por o que pareceram vários dias ensolarados, apenas sentindo a respiração e o calor um do outro. A primeira vez dos dois, a primeira vez daquelas duas almas mutiladas. Como a ruiva sempre sonhara. Como o garoto imaginara muitas vezes depois de descobrir que a amava. O mundo inteiro estava em paz.


Neste intervalo de tempo, a garota notou uma cicatriz fina que fazia a volta em seu pescoço e outras espalhadas por seu corpo. Harry percebeu que ela as encarava, e comentou, um pouco envergonhado:


- Não são nada bonitas.


- São lindas – rebateu ela, e beijou uma em seu peito – São parte do que você viveu, do que nós vivemos.


Harry sorriu a abraçou-a mais forte ainda, pensando como é que poderia existir alguém tão perfeito no mundo como Gina Weasley. Passados vários minutos felizes, Gina disse:


- Acho melhor irmos para casa. Mamãe vai ficar brava se nos atrasarmos para o jantar.


Harry gemeu.


- Ah, não podemos ficar aqui? Mandamos uma carta pra sua mãe dizendo que eu te sequestrei e não aceito qualquer tipo de resgate.


Ela acrescentou, rindo:


- Podemos fugir, quem sabe. Mudamos de nome e saímos do país. Com Molly Weasley, acho que temos de sair do planeta, se possível.


Harry riu. E, naquele instante inesquecível, pela primeira vez em anos, tudo estava bem.


 


 


 


 


 


O lugar estava cheio de gente. Sob o teto alto e treliçado se aglutinavam homens de negócio com suas maletas, executivas de saia e terninho, famílias animadas com a viagem de avião, turistas com suas câmeras, estrangeiros tagarelando em outras línguas, crianças que choravam reclamando da espera e um arrastar de malas incessante e infernal. O burburinho de conversas e instruções enchia o ar enquanto a garota se aproximava do balcão da companhia aérea para fazer seu check in.


Colocou a mala na balança para ser pesada e etiquetada. Desejou intimamente ter trazido sua bolsinha de contas, mas tinha certeza que os funcionários do aeroporto achariam meio estranho, pra dizer o mínimo, ver dezenas de objetos dentro de uma bolsinha mínima aparecerem na máquina de raio-x.


- Boa viagem Srta. Granger – desejou o rapaz atrás do balcão depois de despachar sua mala – A Austrália é um lugar realmente muito bonito.


Hermione deu um sorriso forçado em resposta. Suas entranhas se reviravam. Checou seus documentos na bolsa de mão, assim como seu plano traçado mentalmente. Caminhando em direção ao portão de embarque, o teto do aeroporto Heathrow parecia crescer ameaçadoramente sobre sua cabeça. Respirou fundo. Chegara a hora.



 


 



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N/A: Oi.


Ta aí, capítulo cheio de romance como todos nós gostamos. Espero que tenham curtido tanto quanto eu curti escrever todas as 3825 palavras desse capítulo.


Primeira vez H/G. Que lindo *carinha feliz* Eu simplesmente adoro os dois. Fugindo um pouco ao meu “estilo” de escrever tudo como realmente é, sem idealizações (isso não se aplica a minha fic), decidi tentar ser bem romântica na primeira vez deles. Não sei se consegui. Mas eu gostei muito e acho que seria bem assim mesmo.


E Hermione foi resgatar os pais, que emocionante. Querem saber o que vai acontecer nessa viagem? Confesso que nem eu sei.  Mas vou por minha cabecinha pra funcionar, podem deixar. Acho que alguns vão reclamar de eu não ter levado Rony junto, mas não sei, não me pereceu plausível na história, apesar de que com certeza dariam momentos bem interessantes. Acredito que é assim que aconteceria. Hermione iria sozinha e acabou. E quanto a meios bruxos não conseguirem cobrir essa distância, tem cenas dos livros que embasam essa tese, como no capítulo da Mansão dos Malfoy, de RdM, que Voldemort tem que vir voando até uma distância para poder aparatar.


Monstro gostando do Harry? Não sei se vocês acharam essa parte um pouco estranha, mas eu gostei. Acho bem possível. Quero dar profundidade ao Monstro no decorrer da história, já vi fics que o tratavam quase como decoração da sala do Harry.


Enfim, não consegui postar o capítulo dia 07, mas gostei de ter um prazo, assim eu me empenho mais e termino os capítulos mais rápido. Anotem dia 07 aí, porque se vocês me cobrarem talvez eu escreva mais rápido ainda *sorrisinho*


Obrigada mais uma vez a todos que estão votando e comentando, tem me incentivado muito. Um obrigado especial a potter e weasley, Giselle di Launnblecc e Juliana Aparecida Chudo Marques, que deixaram seus coments no capítulo anterior. Valeu de coração. Enfim, frase final em homenagem aos meus queridos elfos domésticos.


Beijos,


Fernanda S. Weasley


 


“- Dobby não tem senhores! – guinchou o elfo – Dobby é um elfo livre [...]!”

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Comentários: 4

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Enviado por Neuzimar de Faria em 15/04/2012

Descobri sua FIC ontem e já li toda. É excelente, fiel à essência dos personagens! Quanto ao fato de o Monstro gostar do Harry, não é suspresa, ele passou a gostar sim. Mudou drasticamente sua aparência, preocupava-se com a alimentação do Harry e até emprestou um livro à Hermione, conforme consta no "Relíquias da Morte"! Acredito que ele tenha se apegado à Família Potter e aos seus filhos, com o decorrer do tempo, sentindo-se feliz por encontrar uma nova famíliaa quem se dedicar, sendo valorizado e bem tratado. E, você tem razão, algumas fics, embora bem escritas, não dão ao Monstro o espaço que ele merece. E você escolhe muito bem as frases dos livros que fecham suas respostas aos comentários. E, para finalizar: POSTA LOOOGOOOOO !!!!!!!!!!!

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Lediane Werner em 21/03/2012

Parabens!!!
Gostei da ideia do Harry vender a casa. Não consigo imaginar ele morando ali com a familia. Mesmo a casa refermada, sempre vai ser o local em que Sirius e ele proprio tiveram que ficar presos.
A primeira vez do Harry e da Gina foi linda, foi como eu imaginava.
Parabens pela fic, ela esta maravilhosa.
Bjus!!!
 

Nota: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por Juliana Aparecida Chudo Marques em 20/03/2012

Muitooo lindooo.... adoreiii cada palavraa!!!! achoo que não tem o que tirar nem por.. kk... confesso que acho que se o rony fosse junto seria mais facil pra ela.. mas tambem concordo que esse momento é dela... é ela que tem fazer isso né.. kkk... harry e gina... foi perfeitoo... achooo que ficou mais que digno dos dois.. kk.. adoreiii o capitulo e pode deixar que vou ficar aqui cobrando um pouquinho pro capitulo sair logoo..tbm concordo com vc em relação ao monstro, achoo que ele se afeiçoa ao harry no setimo livro e achoo que com o tempo ele vai se tornar muito importante pro harry e tambem achoo que o harry se afeiçoa a ele tambem e serão bons amigos e ele vai cuidar dos potterzinhos que vão vir.. kkkkk .. ansioossaaa ao maximoo pro proximo capitulo.. *-* bjooos

Nota: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por potter e weasley em 20/03/2012

Amei mt o cap..... a primeira vez de harry e gina fui ao delirio aki.... amei, amei, amei.....bjo
AGUARDO ANCIOSAMENTE O PROXIMO CAPITULO 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

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