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16. Capítulo 16


Fic: A Melhor Pior Férias


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 16


 


Draco estava inclinado no parapeito da varanda observando as nuvens escuras em movimento lá no alto e os relâmpagos refletidos na superfície do lago negro. Tudo refletia tranquilidade, embora soubesse que não tardaria para a tempestade começar a cair.


Deixava seus pensamentos vagarem por todo o ocorrido daquela tarde. Dos carinhos que recebera, dos beijos, das palavras que havia escutado daqueles lábios que tanto desejara no passado e que agora tanto apreciava. Tinha certeza que poderia sentir o cheiro cítrico do perfume natural do moreno impregnado em sua pele naquele momento de tanto que havia estado com aquele corpo próximo naquelas últimas horas.


Um sorriso surgiu em sua face quando se lembrou do quão ardentemente havia desejado aquilo. Talvez alguma entidade cósmica gostasse dele afinal e lhe quisesse proporcional alguns momentos de felicidade naqueles poucos anos que caminhava naquele mundo.


Sentiu um vento fresco que precedia a chuva balançar seus cabelos e se abraçou observando relâmpago iluminar tudo ao seu redor e um trovão alto o alcançar.


- O que você faz aqui? – Harry perguntou sonolento apoiando seu queixo no ombro do loiro enquanto o abraçava.


- Estava apenas pensando. – Draco falou sorrindo para o outro. – Não consigo acreditar que isso realmente aconteceu.


- Por quê?


- Sempre imaginei que nunca daria certo. – Murmurou após alguns breves instante em silêncio – O poderoso Harry Potter que derrotou pela segunda vez o temível Você-sabe-quem criar algum sentimento por alguém... Como eu, cujo pai foi um fantoche na mão daquele mestiço maníaco-idiota.


- Maníaco-idiota? – Harry riu virando Draco para ficar de frente para ele. – Sério?


- Era coisa pior, minha educação me impede de dizer o que penso realmente – Draco disso piscando e abraçando o pescoço do outro - Ainda bem que tínhamos um bravo cavaleiro para nos salvar do funesto inimigo.


- Mas, - Harry começou incerto com um sorriso maroto no rosto - o cavaleiro não fica sempre com a princesa no final?


- Idiota! – Draco exclamou e tentou se afastar, mas foi impedido pelo moreno. – Que foi? Vai lá ficar com sua princesa e me deixa em paz!


Harry aproximou o loiro de si lhe roubando um beijo e murmurou na orelha do menor:


- E se o cavaleiro quiser o príncipe ciumento? – mordiscou a orelha alheia – Enche-lo de beijos e carinhos e também ficar agarradinho nele o dia, e a noite, inteiro?


Antes que o loiro pudesse dizer alguma coisa, Harry segurou o rosto levemente rosado de raiva com suas mãos e o puxou para um beijo cheio de paixão e urgência que os transportam para um novo mundo onde a mais singela essência dos dois misturada no meio de tantos novos cheiros e gostos que ambos tão desesperadamente tentavam memorizar no fundo de suas mentes e almas.


Draco passou suas mãos pelos cabelos do recém acordado os bagunçando mais ainda e o puxou para trás deixando a mostra o pescoço do maior, local onde começou a distribuir beijos por toda a região. Escutou um gemido de dor fraco no momento em que mordeu com um pouco mais de força a região onde o pescoço se encontra com o ombro para logo em seguida beijar o mesmo lugar.


Estavam tão entretidos no mar de sensações que os beijos sempre os envolviam que só repararam a chuva molhando seus corpos quando Harry quebrou o beijo e puxou o loiro para um abraço apertado.


Ambos levantaram suas cabeças para o ceu escuro sentido as gotas de água da chuva caírem sobre suas faces rapidamente. Olharam um para o outro sorrindo antes de iniciarem um beijo sem pressa apenas aproveitando aquele momento de serenidade e paz interior já que ambos começavam a se completar de maneira que nunca poderiam imaginar.


- Vamos tomar um banho quente. – Harry falou olhando para Draco assim que voltaram para dentro do quarto - Não quero que meu príncipe pegue um resfriado.


- Cala a boca, Harry! – Draco exclamou envergonhado entrando no banheiro sem olhar para trás.


 


_____ HD _____


 


- Harry, Para! – Draco quase gritou afastando o moreno de perto dele. – Será que você vai me deixar terminar esta maldita lição em paz?


O maior o olhava sorrindo.


Desde que haviam acordado, após dormirem agarradinhos ouvindo o barulho da chuva do lado de fora do quarto e tomar um café da manhã bem reforçado, Draco resolveu que iria fazer as tarefas das férias que não havia conseguido terminar no dia anterior apesar dos protestos e birras, mas foi inflexível. Então, derrotado, Harry resolveu terminar os seus também e após terminar, ficava atrapalhando o outro a se concentrar no dever, ora apenas encarando-o com um sorriso travesso, ora querendo roubar beijos ou beijando o pescoço.


- Quer parar de me olhar assim? – Draco questionou alguns minutos depois jogando a pena de volta ao tinteiro e encarando o moreno.


- Mas não estou fazendo nada. – Harry falou inocentemente – Estou sentado aqui, na minha cadeira, em silêncio, sem me mexer e sem respirar alto ou fazendo qualquer outro barulho.


- Você não consegue ver do jeito que me olha chupando esse pirulito, não é mesmo? – Draco falou vermelho. – É indecente!


- E porque você fica reparando em mim ao invés de se concentrar no que você está fazendo? – Harry falou se aproximando. – Apesar de sua presença ser muito boa, você é muito ranzinza enquanto está estudando e eu não quero ficar a manhã inteira aqui.


- Eu seria mais rápido se você não estivesse aqui me atrapalhando. – Draco falou irritado – Se você me deixar terminar, por favor, faço o que você quiser.


Harry encarou os olhos do outro por alguns instantes e assentiu a contra gosto.


- Ok. Vou estar... Lá. – Disse se afastando apontando um dedo para a porta do quarto atrás de Harry.


Draco suspirou pesadamente quando ouviu a porta abrir e fechar atrás de si e levou a mão ao cabelo o bagunçando de uma maneira muito parecida com a que Harry fazia e sorriu. Balançou sua cabeça e estralou seus dedos movendo seu pescoço de um lado para o outro o alongando e voltou a  olhar para o pergaminho em sua frente.


- Se concentra! – murmurou consigo mesmo – Para de pensar nele e naqueles beijos. Você já fez isso antes, com certeza consegue de novo.


Algum tempo depois, Draco sentia-se exausto daquela tarefa que seu padrinho havia deixado de tarefa. Por mais que gostasse de poções e sabia bastante da matéria, aquela estava muito complicada. Suspirou imaginando como é que estava a tarefa do moreno, já que este havia terminado em pouco mais de meia hora enquanto ele estava ali há quase duas horas.


Estendeu o pergaminho em sua frente, procurando por algum erro gramatical ou algum garrancho ou mancha que não havia percebido antes, quando sentiu uma respiração próxima a sua orelha e o perfume do outro chegando as suas narinas no mesmo instante em que era abraçado.


- Mas... – Draco começou virando seu rosto um pouco para a esquerda quando o moreno havia colocado seu queixo em seu ombro e fazia uma cara de desgosto – Que foi?


- Estava querendo saber onde é que vamos e o que faremos. – Virou seu rosto para o loiro e se afastou para dar espaço. – O que acha de irmos à Hogsmead? Dumbledore falou que se quisermos ir, ele já enfeitiçou uma carruagem para nos levar e nos trazer de volta.


- Quando você falou com ele? – Draco questionou voltando a encarar seu pergaminho.


- Agora. – Harry respondeu – Vamos?


- Tudo bem. – Draco falou – Eu preciso comprar umas coisas também. O que você olhava aqui com desgosto?


- Depois você pergunta para Severo as duas últimas questões. – Harry falou tomando a folha da mão do menor começando a enrolá-lo. – Vamos que não quero perder o almoço.


- Mas, Harry...


- Vamos. – Interrompeu o que o loiro falava.


O loiro foi para o quarto trocar o sapato que usava e logo os dois já estavam andando em direção a carruagem que estava parada próxima a estrada que os levaria ao povoado bruxo.


Com a certeza de que ninguém podia vê-los naquele instante, os dois caminhavam de mãos dadas conversando animadamente sobre tudo o que conseguiam imaginar, fazendo planos para os próximos dias e como se divertiriam naquelas férias juntos.


Pouco tempo depois, ambos estavam saindo da carruagem com as bochechas coradas e com os cabelos um pouco bagunçados, mas não se importaram com o fato, apenas olhavam um para o outro sorrindo e começaram a caminhas em direção ao Três Vassouras onde parariam para comer alguma coisa. Embora ali não estivessem de mãos dadas, ambos andavam tão pertos um do outro, que pareciam que seus ombros se tocaram o caminho inteiro.


Madame Rosmerta aos ver os dois juntos conversando animadamente, derrubou o copo de cerveja que estava servindo no chão fazendo um enorme barulho de vidro se quebrando o que atraiu a atenção de todas as pessoas e destas as que conheciam a fama dos dois, também ficaram confusas com a mudança de comportamento dos mesmos.


Sentindo ser observados, Draco estufou o peito em sua pose orgulhosa gostando da atenção que ganhava e Harry ficou vermelho no mesmo instante, escorregando na cadeira tentando se esconder de todos aqueles olhares.


Não tardou muito e a dona do estabelecimento veio pegar o pedido de ambos, o que fez com que o clima que mudasse um pouco e eles voltaram a conversarem como se nada tivesse acontecido, mas antes o moreno lançou um olhar assassino para um grupinho de garotas que estavam sentadas um pouco mais a frente dos dois, que olhavam com cobiça o loiro sentado em sua frente.


O tempo avançava rapidamente e os dois entretidos com a conversa sobre Quadribol nem haviam notado que o local estava relativamente vazio, apenas por eles, uma pessoa coberta por uma longa capa negra no canto mais afastado do local e por um homem que já estava de saída cambaleando com sinais de que havia tomado mais álcool do que o recomendado.


Draco apoiou sua cabeça em sua mão, e observou todo o estabelecimento admirado.


- Todo mundo já foi, Harry. – Comentou desanimado fechando os olhos – O que você acha de irmos também?


- Não é a toa que você demora a dormir a noite... – Harry murmurou e depois  perguntou – Aonde você quer ir primeiro?


- Podemos nos separar para ir mais rápido, e nos encontrarmos na carruagem em meia hora. – Draco falou pensativo – O que acha? Seria mais rápido e poderíamos passar um tempinho lá no lago antes de subir. – continuou diminuindo a voz nessa última parte.


- Perfeito! – Falou aumentando o sorriso maroto. – Vamos?


Os dois se olharam atentamente sorrindo um para o outro e começavam a se levantar quando ouviram a porta se abrir e por ela entrar o diretor que, ao vê-los sentados e sorrindo levantou uma sobrancelha interessado no que via. Passou pelo balcão pegando uma taça de hidromel que lhe era oferecida pela madame Rosmerta.


- Que bom que os encontrei aqui, garotos. – Dumbledore falou se aproximando – Estava querendo uma palavrinha com vocês, se for possível.


- Claro, senhor. – Draco falou indicando uma cadeira vazia para o diretor.


Dumbledore olhou para os dois sob o os óculos meia lua e sorriu como sempre fazia quando tinha algo em mente.


- Estava pensando em deixar as férias um pouco mais agitadas. – o mais velho disso - Se não tiverem nada melhor para fazer, estava pensando em um projeto de férias.


- Porque tenho a impressão de que serão necessárias horas e horas enfiadas na biblioteca lendo uma montanha de livros? – Harry comentou com pesar e tornou a perguntar - Qual será o resultado desse projeto? O que ganharemos com ele?


- Harry! – Draco exclamou indignado com a atitude do moreno. – Isso é coisa que se pergunte desse jeito?


- Que foi? – Harry rebateu inocentemente lançando um olhar lascivo para o loiro.


O diretor apenas observava a interação dos dois com mais interesse e um pouco animado. Começava a achar que estava realmente certo ao ter proposto aquela detenção e estava curioso para saber até onde os dois já tinham chego. Ainda mais depois do que havia visto no lago outro dia.


- Sem problemas, senhor Malfoy. Já me acostumei com o comportamento de Harry. – Dumbledore falou piscou para o loiro tomando um gole de sua bebida vendo o outro jovem passar a mão por seus cabelos negros o bagunçando mais. – Garanto que será um projeto muito interessante, mas tenho que advertir que poderá ser perigoso.


- Nada de biblioteca então? – Harry perguntou se animando.


- Isso vai depender apenas de vocês. – Dumbledore falou e observou a face do loiro pensativo. – Senhor Malfoy, algum problema?


- Não. – Respondeu – Poderemos sair de Hogwarts?


- Naturalmente. – Respondeu tranquilo.


- Eu aceito então. – Draco falou após olhar para o moreno.


- Eu também – Harry respondeu – Não vou deixar Draco ir sozinho nessa aventura.


Dumbledore sorriu para os dois e retirou de dentro de suas vestes uma pequena esfera cheia com algum liquido transparente com alguma coisa de um material dourado dentro e que não conseguiram identificar em uma analise visual rápida.


- O que é isso, senhor? – Draco perguntou pegando a esfera, sentindo o material gelado de que era feito.


- Esse é o projeto de férias de vocês. – Falou animado sorrindo e se levantou da cadeira – Conheci esse lugar quando tinha um pouco mais de idade que vocês têm agora, mas sei que possuem capacidade para encontrá-lo. É um ótimo lugar para passar alguns dias. Tchauzinho!


- O que será que tem aqui dentro? – Harry perguntou assim que o loiro passou a esfera para ele. – Parece que desaparece, e aparece de novo.


- É estranho. – Draco disse se aproximando para ver novamente. – Quando voltarmos para Hogwarts, podemos tentar ver melhor o que tem ai, o que acha?


- Parece um ótimo plano.


Os dois sorriram um para o outro e vendo que ninguém prestava atenção neles, deram um rápido beijo e saíram do pub tentando imaginar o que aquela esfera significava e até onde ela que os levariam.


Assim que se separaram, Harry pensou em ir ver se havia alguma novidade na Zonko’s, mas acabou parando em frente a uma livraria observando os livros que estavam expostos na vitrine. Fez uma cara de desgosto e acabou entrando procurando por alguns livros que poderiam ser útil nesse novo projeto que Dumbledore o tinha colocado.


Saiu de lá, quase meia hora depois e correu para a carruagem se encontrar com Draco, parando rapidamente na Dedos de Mel para comprar alguns sapos de chocolate e alguns doces que o outro havia comentado serem seus preferidas.


Quando avistou o caminho para Hogwarts, já estava com cinco minutos de atraso e ficou imaginando o que teria que ouvir por causa de seu atraso. Abriu a porta com cuidado, mas a encontrou vazia.


Deixou suas sacolas em qualquer lugar e voltou para fora olhando em todas as direções procurando algum sinal de onde o loiro tivesse vindo ou voltado. Não conseguiu encontrar nada, então se sentou na escadinha que auxiliava a entrar, e ficou olhando para o caminho que havia feito na esperança de poder vê-lo chegando.


Pegou a esfera que estava em seu bolso e a olhou novamente, ficando atento em qualquer detalhe que pudesse ter passado da última vez. Mas não havia nenhum. Apenas o líquido transparente e o pequeno quadrado dourado que desaparecia e reaparecia quase instantaneamente.


Chacoalhou, levantou para olhar contra o sol, mas não havia ideia do que poderia ser. Pegou um graveto no chão e bateu-o no vidro esperando que alguma coisa mudasse, ou indicasse alguma coisa que poderia ser, mas ainda continuou do mesmo jeito. Deu uma pancada um pouco mais forte, e o pedaço de madeira se quebrou começando a entrar em combustão. O moreno levantou uma sobrancelha para o fogo que rapidamente se extinguiu e voltou seus olhos para a estrada.


Decidiu esperar pelo loiro para decifrar o que seria aquilo e deixou seus pensamentos começarem a vagar pelo que havia feito no dia anterior. Ainda não sabia por que havia dito tudo àquilo ou mesmo de onde é que tinha saído. Sua única certeza é que se sentia como se tivesse tirado um peso de suas costas e que aquilo realmente era a coisa certa.


Não podia negar que gostava de sentir aqueles lábios finos contra os seus ou mesmo a textura daquela pele pálida perto da sua. Era incrivelmente macia e bem cuidada, ao contrário da sua que o único produto que a tocava era o sabonete.


Sorriu se lembrando do beijo que havia acontecido àquela noite durante a chuva e do quanto havia gostado de sentir o outro em seus braços lutando para deixar seus olhos azuis prateados abertos para poder ficar lhe observando com aquele sorriso que fazia seu coração parar de tão inocente. Não sabia quanto tempo ficara analisando atentamente aquele rosto depois que o outro se entregara ao sono, só tinha certeza que poderia desenhar aquele rosto com perfeição se fosse um bom artista.


Ouviu passos próximos e levantou os olhos para apenas vem um morador da vila entrando em uma das últimas casas que havia ali por perto e suspirou pesadamente. Uma das coisas que havia aprendido aqueles últimos dias é que Draco não tolerava atrasos e ele já estava há quase um quarto de hora atrasado.


Olhou para o chão para poder ver o que riscava com a vareta e reparou que havia desenhado o contorno de um rosto. Riu ao perceber que o rosto mais parecia uma batata com dois chifres tortos no lugar em que deveria estar às orelhas, dois olhos estrábicos e de tamanhos quase diferentes, um nariz pequeno e redondo parecendo o de um porco e uma boca mostrando a língua. Mas o que mais chamou sua atenção foi para um ponto próximo ao nariz, um ponto quase não perceptível que poderia ser pequenina pinta que havia visto pela primeira vez na última noite naquela tão cuidada face de seu loiro.


Harry ficou vermelho de vergonha e mesmo de raiva por não saber desenhar direito ou pelo menos fazer um desenho razoável da fisionomia de Draco a apagou-o rapidamente antes de caminhar de voltar em direção ao vilarejo à procura dele. Não aguentava mais ficar ali esperando por ele.


Seu coração começava a bater acelerado imaginando o que é que poderia ter acontecido pela demora. Milhares de tragédias começaram a pipocar em sua cabeça e torcia para que nenhuma delas tivesse ocorrido realmente, embora a ideia de ver o desespero do loiro ao tentar esconder suas calças sujas de uma substância pegajosa e malcheirosa pudesse até ser engraçada, se não fosse sobrar para ele aguentar sozinho a fúria do menor.


O moreno já começava a ficar desesperado tentando encontrar o loiro. Havia passado por todas as lojas e não estava em nenhuma. Havia ido até a última construção da vila, até a casa dos gritos e entrado nela para verificar se ele estivera por lá, mas nenhum sinal de que alguém havia estado por lá nos últimos meses.


Agora ele estava parado no meio da rua olhando para qualquer lugar que ele não havia ido naquela busca entrando em pânico. Ele não teria ido embora sem se despedir ou não teria aceitado a tarefa que Dumbledore havia passado aos dois para as férias.


“Talvez ele já tivesse voltado para carruagem e se desencontraram”, uma voz dizia no interior de sua mente, mas, por outro lado, havia aquela sensação de que esse desencontro não havia acontecido. Mas não conseguia pensar em outra alternativa para o sumiço do loiro.


Suspirou pesadamente e começou a andar em direção a carruagem olhando para o chão, quando parou do nada sentindo seu coração acelerar rapidamente. Tinha certeza que havia ouvido a voz de Draco naquele instante, mas já havia olhado por aquele lugar e ele não estava. Havia apenas paredes de tijolos por ali e mais nada, nenhuma janela, chaminé ou porta que pudesse dizer de onde o som poderia ter saído.


Respirou profundamente tentando se acalmar e olhou novamente ao seu redor procurando alguma coisa que tivesse deixado passar, quando encontrou uma abertura do lado de uma carroça parada ali perto. Estava tão desesperado da outra vez que não a havia percebido ali. Caminhou rapidamente em direção a ela temendo o que poderia encontrar ali, mas enfrentaria Voldemort de novo se fosse necessário para conseguir encontrar o loiro.


Assim que entrou naquela abertura quase louco de preocupação, parou em choque sentindo seu coração parar de bater por uns instantes.


Havia encontrado um pequeno corredor, porém largo o suficiente para três grandes pessoas caminharem lado a lado, escuro e sem saída cheia de panfletos colados nos tijolos a mostra das construções que os cercavam e todas as janelas fechadas. Mas sua atenção estava voltada para uma pessoa de cabelos loiros que outrora haviam sido arrumados no banheiro do pub com um olhar de extremo pavor e desespero.


Estava parado em choque e moveu seus olhos para a pessoa que segurava Draco preso a parede vendo os longos cabelos escuros balançar por uma pequena brisa que havia acabado de passar por si olhando para aqueles grandes olhos verdes que o encaravam com puro desejo predatório e que começavam a ganhar um novo brilho de raiva por ter sido atrapalhado. Quando começava a recuperar os movimentos de seu corpo, o estranho abriu um sorriso maníaco e desaparatou de lá fazendo o loiro escorregasse até o chão apoiado numa parede próxima abraçando seus joelhos em seguida.


Harry correu de encontrou ao loiro se ajoelhando próximo ao loiro estendendo a mão para abraçá-lo.


- Draco...


- Não me toque! – Draco exclamou alto empurrando-o para longe de si. – Sai daqui! Não me toque


O moreno não se intimidou e voltou novamente para tenta abraça-loe novamente foi repelido, porém dessa vez não o afastou o bastante e conseguiu passar seus braços entorno do corpo pálido do menor que começou a bater contra o corpo que o acolhia murmurando coisas que não conseguia entender.


- Sou eu – Murmurava na orelha de Draco o puxando para perto de si -, Harry...


Ficou ali não sabe por quanto tempo agarrado ao menor encarando-o a nuca enquanto sentia que os socos iam diminuindo e Draco começava a se acalmar.


- Estou aqui com você. – Harry sussurrava para o outro passando suas mãos pelas costas do loiro. – Se acalme. Não vou deixar te deixar sozinho...


Draco parou de dar socos no outro e se agarrou fortemente ao maior enterrando sua cara no pescoço moreno se derramando em lágrimas o assustou Harry que não esperava que houvesse tal demonstração de desespero.


Inspirou pesadamente sentindo pela primeira vez o cheio fétido de esgoto e de carniça daquele lugar onde se encontravam e olhou em volta notando várias garrafas quebradas ali por perto, ou mesmo caixas de madeira vazias e quebradas e outras objetos estranho que não sabia pra que serviam. Também acabou notando várias manchas no chão e mesmo pela parede de que reconhecia como sangue seco e alguns animais mortos ou apenas os ossos de algum.


Apertou mais forte ainda o loiro em seus braços, pegou as sacolas que estavam caídas ao seu lado e afastou um pouco a sua cabeça da de Draco para que pudesse olhou para ele e viu as marcas das lágrimas que havia escorrido dos olhos quase prateados. Levou seus lábios ao deles e desaparatou dali o mais rápido possível.


 


_____ HD _____


 


Notas finais:


 


Olá, pessoinhas lindas... A Paula teve uns problemas com o PC e não pode corrigir o capítulo, então, perdoe-me os erros.


Espero que tenham gostado desse capítulo e que não queiram me matar pelo que aconteceu ao Draco.



Hugo Martins Silva
: Que bom que gostou. Obrigado pelo comentário. Pode deixar que desenvolverei mais.

Mariah Hudson: Fico contente que tenha gostado do capítulo. Obrigado por comentar.


Beijos e abraços,


Yann

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Comentários: 2

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Enviado por tamires wesley em 22/10/2012

oh tadinho do draco, fikeichateadaagora.# ;(

adorei o cap, 0/

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Meroph ㄓ em 26/02/2012
Meldels, tipo, ainda to tremendo pelo q aconteceu com o Draco, tadinho dele, enfim, heyhey, amei o capítulo, não sei como vc consegue escrever assim, quem dera eu escrever assim ^^, enfim, quero saber quem é essa anta ai q fez isso com o nosso loiro favorito, ENTÃO POSTA LOGO OKAY? bjs e sapos de chocolate! Mari
Nota: 5

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