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5. O que eu tenho de errado?


Fic: Falling Angels


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Capítulo 5 - O que eu tenho de errado?

Mione olhava o céu se fundir com o oceano ao longe; estava no quintal da casa, balançando-se suavemente em um balanço preso a uma árvore no final do quintal. De acordo com a lenda, fora ali, naquele local, onde hoje tinha uma grande árvore, que o anjo caíra. Lembrou-se da história triste que Tonks contara. Talvez fosse somente uma lenda, talvez fosse verdade, não havia como saber. Sentia um imenso vazio em si; nunca se sentira apaixonada o suficiente para morrer pela pessoa. Certo, morreria por Harry e Ron se fosse preciso, mas nunca sentira que morreria por amor que não fosse fraterno. Queria saber como era o amor daquele casal que um dia vivera ali, que um dia pisou naquela mesma grama que ela pisava. Queria sentir ao menos algo parecido com o que eles sentiram, mas sabia que não sentia. Nunca sentira nada nem parecido com aquilo que eles sentiram um pelo outro, mas talvez fosse cedo. "Ou tarde", ela pensou, triste.

Sirius olhou pela janela do quarto. Tinha acabado de sair do banho. Estava secando os cabelos, com uma toalha enrolada na cintura. A viu ao fundo do quintal, se balançando devagar e olhando para o mar. Ela era linda, diferente de tudo que ele já conhecera; quente e fria, mulher e menina, presa e caçador. Sentia-se perdido, não sabia como se encaixar na vida dela, não sabia jogar o jogo dela, e não conseguia trazê-la para o seu, onde sempre ganhava.

Balançou a cabeça; estava cansado de jogos. Jogou-se na cama, olhando o teto do quarto. Por que sempre que pensava em jogar com ela aquele sentimento de erro aparecia? Afinal, por que se sentia como se não estivesse mais jogando, e sim gostando? Será que seria isso? Será que ele estava gostando dela? Riu alto, se levantando. Aquilo sim era besteira! Nunca gostara de ninguém, nunca se prendera a ninguém. "Então porque diabos comprou flores pra ela?", aquela velha voz que adorava tirar sarro dele perguntou, dentro de sua cabeça. Ele não soube responder.

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- Oi. - ela disse, entrando na cozinha onde ele preparava o jantar. Ela parou do lado do balcão, o olhando, porém ele sorriu e voltou a fazer a comida. Mione se apoiou no balcão e o assistiu. Não sabia que ele cozinhava; na Sede quem cozinhava sempre era ela, ou Molly, mas nunca Sirius.

- Quer jantar aqui ou na sala? - ele perguntou, preparando os pratos.

- Em frente à lareira é uma opção? - ela perguntou, sorrindo e pegando duas taças para colocar um pouco de vinho, para acompanhar a comida que cheirava bem.

- Sim. - pegou a bandeja com os pratos e rumou para a sala, sendo seguido por ela, que levava as taças e a garrafa de vinho. O jantar se passou calmo e regado de conversas amenas. Deixaram a bandeja de lado e se dedicaram ao vinho, sentados no grande tapete que ficava na frente da lareira. O silêncio se instalou por muitos minutos, até que o moreno resolveu o quebrar.

- Então, o que quer fazer amanhã?

- Ah, nada de mais. Pretendo ficar aqui e explorar a casa mais um pouco, ainda não consegui vê-la inteira. Talvez ler um livro depois. E você? - ela disse, bebendo um pouco do vinho de sua taça.

- Nada também. - ele terminou o resto de vinho que tinha em sua taça e deitou no tapete, olhando para o teto. - Pensei em passar o dia na praia, tomar um pouco de sol, sei lá.

- Boa idéia. - ela também terminou seu vinho e deitou-se ao lado dele no tapete, os pés se esquentando na lareira. - Vamos à praia?

Ele balançou a cabeça, concordando, mas logo a imagem deles na praia veio em sua mente e ele fechou os olhos ao imaginá-la de biquíni. A reação de seu corpo foi imediata. Virou-se de lado, ficando de costas para ela, escondendo dela sua ereção involuntária.

Mione o viu se virar e sentou-se, o olhando. Talvez ele estivesse passando mal, ou somente com sono. Resolveu conferir.

- Sirius? - ela chamou, e se debruçou por sobre as costas dele. Mas ele, ao mesmo tempo, se desvirou e a empurrou de volta ao chão, fazendo-a bater as costas no chão.

- Desculpa, Mione. - ele pediu, se levantando e puxando-a pelas mãos.

- Sem problemas, Six. - ela esfregou a cabeça com a mão e o olhou. Ele estava com a expressão de surpresa no rosto, e ela logo percebeu porquê: havia o chamado pelo velho apelido.

- Gostei.

- Do quê?

- De você me chamar de Six. Faz-me sentir que sou seu amigo.

- Ah, Sirius. Você sempre foi meu amigo. - ela o puxou para um abraço. Mas, como sempre acontecia, ao se separarem, eles prendiam os olhos no outro e seus rostos começavam a se aproximar. Porém, antes mesmo de senti-lo perto demais, ela se levantou e foi até o sofá.

- Por que você faz isso? - ele perguntou, virando na direção dela, ainda no chão.

- Faço o quê?

- Foge. – Sirius se levantou e foi até a lareira, se encostando ao lado dessa.

- Porque isso não é certo. - Mione respondeu, ficando envergonhada e cruzando os braços.

- Porque não seria certo? Sou um homem, você é uma mulher. Não vejo onde isso não daria certo. - ele respondeu, um pouco mais nervoso do que queria.

- Mas você está com a Analy. - ela tentou se justificar. Porém, em seu íntimo, queria dizer que também acha que eles deveriam seguir em frente.

- Não estou mais com ela. - ele tratou logo de dizer. Dirigiu-se até o sofá e ajoelhou-se entre as pernas dela, que ficou apreensiva com os movimentos dele.

- Mesmo assim. - ela disse, se afundando no sofá. Ele pousou as mãos nos joelhos dela - Isso não é certo.

- Por quê? - ela não respondeu. Apenas ficou olhando para ele, que esperava uma resposta plausível. Sirius percebeu que ela não tinha argumentos, e decidiu agir; talvez, dessa vez, ela não fugisse.

Sentiu as mãos dele subindo por suas pernas e se postando em sua cintura, lhe puxando para o chão; ficaram de joelhos um em frente ao outro, e Mione tinha plena certeza de que aquilo não iria acabar bem, mas não conseguia fugir. Ele tinha as mãos na cintura dela, ela as mãos nos ombros dele.

A puxou para perto de si e trilhou pequenos beijos do canto da boca dela até sua orelha, onde beijou, lambeu e mordiscou.

- Mione, porque não entende? Será que é tão difícil entender que eu te quero? - ele sussurrou no ouvido dela, sem perceber que ela passava as mãos por seus cabelos, entorpecida por sua voz. Percebeu que ela respirava mais rápido, e continuou. - Te quero por inteiro. Não consegue ver a reação que você causa em mim?

Ela riu baixo ao entender o que ele queria dizer, afinal, sentia sim a reação que causava nele. Estava sentindo essa reação naquele exato momento. Ela soltou seus cabelos e o olhou nos olhos, aqueles olhos cinzentos que somente Sirius Black possuía, aqueles olhos que demonstravam desejo. Correu os lábios pelo rosto dele, dando um beijo perto de seu ouvido, e respirou alguns segundos ali. Depois disse bem baixo, como se contasse um segredo:

- Esse é o problema, Six. - riu ao falar o apelido dele. - Você só quer o corpo, eu preciso de mais. Preciso de sentimentos, preciso do coração, não só do corpo.

Ao ouvir as palavras dela, ele deixou os braços, que estavam procurando uma entrada na camiseta dela, caírem ao lado de seu próprio corpo. Não esperava ouvir aquilo, nunca. A observou se afastar e o olhar nos olhos mais uma vez, antes de depositar um breve e casto beijo em seus lábios e se levantar, saindo da sala.

Ficou ainda alguns minutos ajoelhado no tapete da sala, as palavras dela pesando em seus ombros. Estavam tão carentes um do corpo do outro que nem pensara na possibilidade de que ela fosse lhe dizer aquilo. Corrigindo, ele estava carente pelo corpo dela que nem percebera aquilo, nem percebera que aquele brilho nos olhos dela era porque gostava dele. Ela sentia algo por ele, mas será que ele poderia sentir algo por ela?

Jogou-se no tapete, fechou os olhos e passou a mão pelo rosto. Estava cansado daquilo. Mas será que isso indicava que estava gostando dela? Não sabia a resposta, não sabia a resposta para muitas coisas, mas não saber a resposta para aquela pergunta era cruel. Desistiu de ficar tentando achar a resposta para aquela pergunta e se levantou. Decidiu que não iria ficar pensando em algo que não sabia responder, e foi para seu quarto, afinal, teria uma semana inteira para descobrir se poderia ou não gostar dela. Sorriu ao passar pela porta do quarto dela. Se deveria gostar era uma coisa, mas já percebeu que algo em si mudava, estava sorrindo sozinho. Sorrindo por causa dela.

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