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2. Culpado


Fic: Falling Angels


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Capítulo 2 - Culpado

A porta da cabine telefônica, que servia de acesso ao Ministério da Magia, se abriu, e ela saiu sorridente, pulando. O julgamento terminara e ela fora inocentada, e tinha certeza que grande parte da causa era o testemunho de Sirius.

Parou no meio da rua deserta, respirou fundo e olhou para o céu londrino. O céu estava escuro, pois já era noite. Eles haviam passado o dia inteiro no Ministério.

Ela não ligou, pois o céu escuro parecia a fascinar. Estrelas eram poucas e nuvens eram grandes. Olhou os prédios dos dois lados das calçadas, as janelas fechadas e cortinas cerradas... Em algumas, as luzes estavam acesas, indicando pessoas acordadas.

Fechou os olhos e sorriu. Estivera tão tensa esse tempo todo no julgamento que poderia se dar ao luxo de rir sozinha. “Ele.” O sorriso se alargou ao lembrar de ele a defendendo no julgamento. Ele parecia disposto a ficar dias a fio defendendo-a. O olhou nos olhos várias vezes, mas nada se comparou ao momento em que deram o veredicto de inocente. Hermione se soltou das corrente que a prendiam, se levantou da cadeira no centro da sala, subiu correndo a escada que levava a filas de bancos, só parando nas últimas. Harry foi o primeiro a abraçá-la, e os demais se amontoaram junto a ele. Porém, ela procurava uma pessoa em particular.

Depois de ter falado com todos, ele a abraçou, ficando alguns segundos abraçado a ela. Mas, ao se afastarem, ficaram se olhando nos olhos, muito próximos um do outro. Hermione ainda estava com as mãos nos ombros dele, Sirius com as mãos na cintura dela. Os olhos castanhos dela estavam levemente vermelhos por terem chorado de alegria, mas ainda assim brilhavam, olhando para ele. Um arrepio a fez estremecer.

Mione olhava nos olhos cinzentos de Sirius, e eles pareciam buscar algo dentro dos olhos dela. Ela deslizou as mãos devagar pelo tórax dele, ainda o olhando nos olhos. Mas o momento foi desfeito por Ginny, que a chamou para perguntar alguma coisa, mas as mãos dele só perderam o contato com a cintura dela quando ela se afastou de vez.

- Pensando em quê? - uma voz a tirou do devaneio, e ela se virou, encontrando-o e fitando-o por alguns segundos.

- Em como é bom ser livre. - ela respondeu, sorrindo.

- Sei o que quer dizer. - ele se aproximou dela, e então começaram a andar, devagar, lado a lado.

- Me sinto tão bem. - a mulher suspirava de felicidade. Ficaram em silêncio algum tempo, e somente o som do vento frio era escutado. Mione estava usando uma calça jeans escura, tênis, blusa de frio, casaco longo e gorro; a noite prometia ser fria, mas nem isso a abalava. Sirius a olhou de canto de olho, e notou que ela parecia uma criança em época de natal: sorria para tudo.

Pararam em frente a um beco. Do lado esquerdo, havia uma loja de brinquedos, fechada, mas o letreiro luminoso estava ligado e piscava na vitrine. Na frente da loja, um senhor de idade estava sentado em um banquinho e uma bancada cheia de vasos e buquês de todos os tipos de flores.

Hermione parou na frente da bancada e se inclinou para cheirar um vaso de rosas brancas. Ela inalou o perfume e sorriu, fechando os olhos. O maroto viu aquela cena, sorrindo. O rosto dela era delicado, com traços finos; o sorriso era encantador, e fazia Sirius parar o que estava fazendo só para contemplá-lo.

- Vamos? - ela questionou, entrando no beco escuro. Ele não a seguiu. Alguns segundos depois, ela já estava voltando para saber o que tinha acontecido com ele. Até que o viu entrar no beco, segurando algo.

- Pra você. - ele esticou o braço entregando um buquê de rosas brancas para ela, que o pegou, sorrindo, com os olhos brilhantes.

- São lindas. - ela também as cheirou. Se possível, elas eram ainda mais cheirosas que as do vaso na bancada.

Olharam-se, e, mesmo que o ambiente estivesse parcialmente iluminado, viam a expressão um do outro. Ele esticou o braço; ela aceitou, e aparataram.

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Entraram na mansão em silêncio, cada um com seu pensamento. E mal sabiam que se tratava da mesma coisa.

''Por que comprei aquelas flores? Quando foi a última vez que dei flores para uma mulher?''. A resposta veio quase que imediatamente: ''Nunca.''

Era isso. Sirius Black nunca havia dado flores para ninguém, nem comprado, nem pego de um canteiro qualquer, nem mesmo dado em velórios ou enterros.

''Então porque diabos eu comprei essas?''. Dessa vez, porém, a reposta não veio.

Hermione entrou na casa ainda observando as rosas. ''Quando fora a última vez que ganhei rosas?'' ela se perguntou e a ligeira resposta a amargou ''Nunca.''.

A mulher já estava subindo as escadas, quando ele a chamou.

- Mione. - ela se virou. - Vamos comemorar?

- Vamos. – Hermione sorriu. - Só vou tirar essas roupas de frio e já volto. – disse, recomeçando a subir.

- Esperarei na cozinha.

- Certo.

Sirius entrou no corredor que dava pra cozinha, e no caminho tirou o cachecol e o paletó, os colocando no cabideiro. Abriu a porta da cozinha escura, puxou a varinha e conjurou velas, as espalhando, acesas, por todo o cômodo.

Abriu a porta da adega. O ambiente tinha um cheiro de estoque lacrado por anos. Ao fundo, havia outra porta, por onde ele passou, chegando a um quarto pequeno onde estocava Firewhisky. Puxou uma garrafa e a assoprou para tirar o pó. A olhou, e sorriu. Serviria.

Não podia negar, a garota era atraente, bonita, inteligente, e, o melhor de tudo, solteira. Mesmo se não fosse, estaria tudo bem. Ele se conhecia, um eterno conquistador, porém nunca conquistado. Era o predador entre os predadores.

Saiu da adega, e ela já estava lá. A garrafa quase caiu de sua mão quando a viu; ela vestia uma calça preta de moletom, descalça, uma blusa de alças finas colada ao corpo e o cabelo preso, e nas mãos vinha o buquê de rosas brancas. Talvez hoje ele fosse à caça.

Mione o vira parar na porta da adega ao vê-la, mas não entendera o porquê. Foi até a pia, pegando uma vasilha vazia, enchendo-a de água e colocando as belas rosas dentro. A janela que ficava acima da pia se abriu, trazendo um vento gelado para o cômodo quente.

- Deixa que eu fecho. Ela está quebrada. - a pouco ele havia saído de seu transe e viu quando a janela se abrira; foi até a pia e, com uma forte batida, a fechou, porém a batida fora forte demais e o vidro se quebrara. Quando Sirius tirou sua mão de lá, acabou por fazer um extenso corte na palma, que sangrava.

- Está bem? - ela perguntou, ao vê-lo segurar a mão e falar baixo um palavrão.

- Só está ardendo um pouco. Veja! - ele disse, indicando com a cabeça a vasilha de flores que estava na pia embaixo de sua mão; o sangue de sua mão caíra nos botões de rosa, respigando em alguns, mas a rosa que se encontrava ao centro foi completamente tingida de vermelho. Hermione sorriu, achando a bizarra cena completamente linda.

-Venha, deixe-me cuidar disso. - Mione o puxou pelo pulso, até a mesa, e o fez sentar em uma das cadeiras. Puxou uma para si e sentou-se, puxando a varinha de um dos bolsos da calça.

- Vou limpar, fechar, e, por precaução colocarei uma atadura, está bem? - ela indagou, parecendo uma médica.

O moreno a viu apontar a varinha para sua mão, que sangrava. No mesmo momento em que ela disse algumas palavras baixas, o sangue estancou, sua mão ficara limpa e o corte se fechara com alguns curativos que regeneravam a pele aos poucos, em questão de horas.

- Agora vou colocar um pano enfaixando, por precaução, certo? - ele sorriu, concordando, e a viu conjurar um lenço de tecido fino e branco. Na borda do lenço estavam as inicias H.J.G. em vermelho. Sorriu inconscientemente quando ela enrolou o tecido em sua mão.

- Obrigado, Dra. Granger. - Sirius agradeceu, fazendo graça. A mulher riu, colocando a varinha na mesa. - Vamos comemorar?

- Sim. – Sirius abriu a garrafa de Firewhisky e colocou um pouco em dois copos, entregando um para ela.

- A inocência. - ele disse, e, levantando os copos, brindaram.

- A justiça. - ela disse, e brindaram outra vez.

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Quarto copo; visão lenta. Era exatamente assim que a morena se sentia. Sabia bem que aquele era o momento certo para parar de beber. Colocou o copo na mesa, e olhou Sirius. De algum modo, o copo dele nunca estava vazio e ele parecia extremamente sóbrio. Só então percebeu aquele sorriso no canto da boca dele era conhecido; já o vira antes.

- Então... em quantos copos estamos? - Mione perguntou, se enrolando, devagar.

- Receio que estejamos indo para o quinto. - o maroto estava quase enchendo o copo dela outra vez, mas ela o impediu.

- Eu parei. - Hermione se levantou, sentindo o cômodo girar. Teve que se segurar na mesa para não ir ao chão. – E, só para constar, já entendi seu plano.

Sirius fitou-a por alguns segundos. Seu plano dera certo; ela bebera um pouco mais do que o normal, e ele ainda estava no segundo copo. Poderia se aproveitar dela, como já fizera antes com outras mulheres, e não encontrara nenhuma resistência; porém com Mione era diferente. Não sabia porquê, mas sentia que era. Talvez porque a viu crescer, a viu se tornar mulher, a viu perder os pais, chorar por companheiros de guerra e se envolver com Ron Weasley.

Esse pensamento o fez ficar com certa raiva. No começo do relacionamento deles, ao fim da guerra, tudo eram rosas, os pombinhos riam de tudo. Alguns meses depois, a surpreendera por diversas vezes chorando escondida, e quando a perguntava o que tinha, ela simplesmente dizia que não era nada e que estava tudo bem. Logo o fim do namoro não foi surpresa.

Lembrava como se fosse hoje quando os pais dela morreram e ela pedira para ficar em sua casa; no começo ficou relutante em morar sozinho com uma adolescente de dezesseis anos, afinal, era o que ela era para ele. Porém, com o passar dos dias, pôde conhecê-la melhor. Conversavam sobre tudo, brigavam sobre tudo. Tinha dias que não a via, e sabia que era por causa da dor da perda recente, mas não sabia como agir, não conseguia dizer palavras de consolo sem pensar em segundas intenções; ela era uma garota, com idade para ser sua filha.

"Não ligou muito para isso naquele dia, não?", sua voz interior disse, rindo, e ele se lembrou do dia em que passara a vê-la de outra maneira. Ela já estava morando em sua casa fazia mais de seis meses e certa noite ele saíra de seu quarto, em direção ao banheiro do andar térreo, para buscar uma peça de roupa que havia deixado pendurada perto da porta; ao entrar no banheiro, encontrou Mione somente de roupas íntimas e essa deu um grito ao vê-lo ali, parado na porta com a boca aberta e a olhando. Sirius ficara com certa vergonha, mas, ao mesmo tempo, não conseguia parar de olhar para a garota quase nua em sua frente. Porém, seus olhos subiram para o rosto dela e viram que lágrimas caiam de seus olhos e seu rosto estava extremamente vermelho. Saiu do banheiro, fechando a porta atrás de si, e ficou esperando-a sair. Queria saber o porquê de ela estar chorando.

Quando Mione saiu do banheiro, ainda estava com os olhos vermelhos, mas parecia mais calma. Ele não precisou perguntar nada, pois ela se jogou nos braços dele e recomeçou a chorar; Sirius a abraçou em retorno, mesmo se sentindo estranho e sem saber o que fazer. Ele a segurou e acariciou seus cabelos, ouvindo-a chorar, um choro sentido. Ficaram abraçados o resto daquela noite, e, ao acordarem na manhã seguinte, se viram ainda abraçados no sofá da sala da lareira. Os braços de Sirius a envolviam pela cintura e os dela estavam presos no pescoço dele. Pareciam um casal; algo teria acontecido se ele não tivesse se afastado, dizendo que tinha que fazer uma coisa. Tudo uma mentira; queria ficar longe dela porque gostara de dormir abraçado com ela, e isso nunca lhe acontecera antes. Nunca gostara de dormir abraçado com ninguém. Mione ainda ficou o olhando e ele se afastou, saindo da sala, e ela voltou a dormir mais algumas horas no sofá.

Ele sorriu ao lembrar daquele dia. A olhou, parada em sua frente, e viu que ela ainda tinha aquele jeito de garota de antes, mas, ao mesmo tempo, era mulher. Uma mulher que estava atiçando seus sentidos.

- Boa noite. Obrigado pela comemoração. - virou-se, e, devagar foi na direção do corredor para subir e ir para seu quarto. Porém, antes mesmo de sair da cozinha, perguntou sem o olhar: - Culpado ou Inocente?

- Culpado. - ele respondeu, segundos depois, no ouvido dela. Mione tremeu, Sirius sorriu.

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