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19. Lidando com a fama e aprendend


Fic: SENTIMENTOS


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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A recuperação de Harry da fratura da perna foi rápida. Em comparação seu amigo Rony levou uma semana para melhorar dos cortes profundos nas mãos e no rosto, mas felizmente existiam feitiços para retirar as diversas cicatrizes que ele ganhara. Rony até que não tinha se saído tão mal. A palavra felicidade ficou gritante no rosto de cada pessoa da família Weasley, e de cada amigo dela também, por causa de Deivid. Lupin e Sirius deram vivas em saber que ele estava vivo, e propuseram a todos comemorar com muita cerveja amanteigada. Molly quase caiu de costas ao saber do neto, Arthur ficou emocionado; Os gêmeos presentearam o sobrinho com gemilinidades Weasley pelos anos todos que Deivid havia passado fora, o que significava pelo menos um ano abrindo presentes na visão de Harry. Carlinhos paparicou o sobrinho até não querer mais; Mas o mais emocionante foi quando Gui e Fleur viram Deivid entrando pela Toca.
Harry estava junto dele e da filha Sabrina no momento que Deivid chegou a Toca de madrugada, pois os aurores haviam demorado muito para deixar o Ministério, que quando ele voltou, quase totalmente recuperado, da rápida visita ao hospital, depois de colocar o osso da perna no lugar e ver o amigo Rony, todos ainda estavam lá vendo os tramites do caso de Gabrielle, enquanto Deivid e Sabrina estavam sentados no gabinete dele conversando sobre os fatos recentemente ocorridos. Na mesma hora Harry optou por levá-los. Gabrielle tinha ficado no hospital conversando com Hermione, e Gina quis ficar por causa do irmão.
Ele bateu na porta da Toca, onde lá ainda moravam Molly e Arthur, juntamente com Gui e Fleur, e a filha do casal mais novo, Gabrielle. O restante dos filhos da Sra Weasley estavam casados e morando longe dela, somente Rony, e Gina, morava perto da Toca. Mas todos, até mesmo Carlinhos que morava no Egito a visitavam freqüentemente.
Quando a porta foi aberta, Harry imaginou ver a Sra Weasley, e viu, mas não era exatamente a que ele esperava ver àquela hora. Fleur, com seus lindos cabelos loiros até a cintura, que abriu a porta, ela lembrava muito a fisionomia da irmã mais nova Gabrielle. Harry sorriu para ela, e pode ver Gui atrás com a varinha em posição de ataque.
-Calma! Sou eu, Harry!
-Como vou saber se não está tomando poção polissuco?
-Fácil, estou com minha filha. Você acha que seria fácil pegar dois membros Potter, Gui?
Gui riu.
-Você tem razão. Me desculpe. Mas é que a essa hora da madrugada é meio estranho. Realmente com um Potter não se brinca, foi um deles que destruiu Voldemort. Mas a que devo a honra da visita?
-Vim trazer minha filha e meu genro, aliás meu sobrinho... Bem, vim trazer Deivid. Ele não pode ficar sozinho.
Fleur, que estava de braços cruzados até então, e com cara de sono, abriu bem os olhos.
-O que você disse? Eu ouvi bem? Deivid? Isso mesmo que eu escutei?
-Sim – Harry acenou com a cabeça. – Entrem vocês dois.
Os olhos de Fleur se encheram d’água ao ver Sabrina ao lado de Deivid.
-Onde está ela Harry? ONDE está minha irmã?
-Ela está bem. Sã e salva. No momento faz companhia a minha esposa, e também a Hermione no hospital, pois Rony sofreu ferimentos graves, mas já está tudo sobre controle.
Fleur lentamente, e delicadamente, foi até Harry, olhou no fundo de seus olhos, e o abraçou. Chorando lhe disse:
-Muito obrigado... Eu sabia que um dia você ia conseguir. Eu confiava em você, e agora sei que estava completamente certa. Muito obrigado!
Harry se emocionou. Tantos anos de buscas, de tentativas e mais tentativas frustradas, uma vida toda amargurada atrás de uma mulher que ele nem sabia se ainda vivia, um sentimento de culpa pelo sobrinho ter sumido na última vez que se avistara Gabrielle, um remorso por não ter prestado atenção nos primeiros sinais dela pedindo ajuda, agora tudo isso podia ser perdoado, e feito um recomeço, uma página em branco somente com felicidades. Ele não precisava mais se culpar pela morte de Draco, agora sabia, após uma reflexão com sua esposa, que Lúcio era um desequilibrado muito mesmo antes de destruir toda sua família. Fora Voldemort que matara Draco, e mesmo assim Lúcio quis se manter fiel a ele, e culpar Harry. Fechando os olhos, ele deixou as suas lágrimas rolarem, assim como as de Fleur rolavam e molhavam suas vestes. Mas ele não se importava. Pela primeira vez na vida realmente se sentia um herói de verdade, não apenas por ter ajudado na busca de Gabrielle e Deivid, mas ter ajudado a si mesmo a entender que a culpa na verdade não era sua, e talvez, na verdade, nunca tivesse sido culpa de ninguém.
Ele mal podia acreditar. Agora tinha tudo, e talvez um pouco mais. Era sobrinho do homem mais famoso do mundo dos bruxos, tinha seus pais, sua tia Gabrielle continuava perto dele, tinha sua namorada que ele amava muito, arranjara uma família inteira de ruivos, uma família muito legal por sinal. Ensinava ao irmão mais novo seus truques no Quadribol, estudava em Hogwarts ao mesmo tempo em que entrava para a Seleção de seu esporte favorito. Em conseqüência de tudo isso, a fama foi inevitável.
No começo ele soube lidar muito bem com ela, pois foi sempre o que ele almejou. Mas os problemas começaram a aparecer pouco a pouco.
-Você não vai sair comigo e sua tia Gabrielle hoje? A tia Fleur vai ir conosco, era pra comprar uma veste pra você para o III Baile de Primavera de Hogwarts.
Sabrina falava indignada.
-Já falei que não posso. Tenho treino de quadribol...
-Se eu morrer hoje, você não vai ter tempo de nem ir ao meu velório, não é?
-Não diga um absurdo desses!
-O que você quer que eu diga. Há semanas não saímos. Se não é estudar, é trabalhar com o time de Quadribol novas táticas. Agora quando se trata do seu time escolar, você passa a liderança pra mim.
-É esse o problema? Se estiver te incomodando, eu nomeio outro capitão para ficar no meu lugar, e você não precisar me substituir – despejou ele com raiva.
Foi um erro. Os olhos de Sabrina se encheram d’água, e o que ela falou cortou o coração dele.
-O problema é que você não é o mesmo que eu conheci. Eu vejo todas seus fãs na sua volta e você com um ar de superioridade que eu nunca imaginei que tivesse. Acabou tudo Deivid. Eu te amo, mas se for assim, prefiro ficar longe de você a estar perto.
-Sabrina não, pense...
-Tchau. A gente se vê por ai. – Sabrina deu as costas e saiu em direção ao castelo. Deivid continuou onde estava, próximo do Salgueiro lutador.
-Mas Sabrina...
Deivid ainda pensou em ir atrás dela. Mas chegou perto dele um homem alto, de olhos azuis e cabelos castanhos, ele era o treinador da Seleção de Quadribol.
-O treino foi antecipado. Tem uma sessão de fotógrafos que querem entrevistar o melhor artilheiro dessa temporada. Vamos lá.
-Mas Eduardo... - esse era o nome do treinador.
-Nada de mas. Vamos.
Eduardo colocou sua mão sobre o ombro de Deivid, e pegou a vassoura dele.
-Você tem muitos fãs de esperando. Vamos lá.
Deivid olhou uma última vez para trás, e pode ver o castelo de Hogwarts impotente como sempre, e Sabrina lá longe conversando com Andril, também pode ver, perto do lago, estudantes descansando num belo dia de primavera. Ele os invejava, suas vidas simples, sem tantos compromissos sérios. Ele estava se dando conta, até tarde demais, que perdia toda sua juventude numa fama que só lhe trazia recompensas supérfluas. Foi arrastado embora de Hogwarts, mas não deixou de pensar em Sabrina um minuto sequer, tinha a perdido. Perdera seu mais precioso pilar.
Gabrielle estava com a irmã�Fleur, tudo estava bem agora. Ela nunca tinha se sentido tão completa. Achava até�que um romance estava surgindo na sua vida, um auror iniciante, colega de Harry, chamado Adriano, lhe deu flores e a convidou para sair. Ela aceitou e por esse motivo saiu para fazer compras no Beco Diagonal com Gina, Fleur e Sabrina. Precisava de uma roupa especial. Durante toda a caminhada e entradas nas lojas, ela se divertira muito. Quando todas resolveram tomar sorvete, quando a pequena Gabrielle, que tinha ido junto, se lambuzara muito, foi quando ela notou a tristeza de Sabrina.
-O que houve Sabrina? perguntou.
Sabrina que olhava distraída um casal ao lado tomando sorvete, arregalou os olhos para ela.
-Nada não.
-O que minha filha tem? Está quieta desde que chegamos. O que houve?
O jeito como Gina falara com ela, docemente, jeito de mãe, pareceu fazer Sabrina desabar, porque nesse mesmo instante ela deixou as lárimas rolarem e começou a soluçar.
-Ele não me ama... disse entre lágrimas.
-Ele quem? - perguntou Gina. - Deivid?
-É...
-Por que você diz isso? Nunca vi meu sobrinho tão apaixonado. E olha que ele já teve outras duas namoradas, nenhuma foi como você - disse Gabrielle.
-Mas ele não arranja mais tempo para mim.
-Eu sei como é isso filha. Hermione está lá com ele, em vez de sair com a gente, tá naquele evento de quadribol acompanhando seu filho. Aliás, é só isso que ela faz agora. Eu não vejo mais minha melhor amiga.
-Foi por isso que eu terminei com ele... - Sabrina limpou as lárimas decidida. Eu não vou mais aceitar isso. Eu nem o vejo mais.
-Bem que faz. Seu pai largou o quadribol para formar uma familia comigo. Até Vítor Krum fez isso.
-Mas é o sonho dele, e sempre foi - defendeu Gabrielle.
-Eu não acho que ele precise largar o quadribol para ficar comigo, mas que deixe a imprensa e a fama para lá - disse Sabrina com raiva.
Depois disso todas foram embora, e Gina largou Sabrina no porta� de Hogwarts.
-Sabrina? Posso te dizer uma coisa?
-Sim tia Gabrielle.
-Ele te ama, e eu tenho certeza disso.
-Por que tem tanta certeza?
-Ele me disse. Tchau.
Gabrielle saiu sorrindo, deixando Sabrina pensativa. Ela achou que tinha ajudado Deivid de alguma maneira, esperava pelo menos que o sobrinho fizesse alguma coisa para reatar o namoro.
No outro dia, além das fotos promocionais do seu time de quadribol, sem ele saber como, uma página inteira preencheu o Profeta Diário falando de sua vida pessoal. Ele leu:
"Astro mirim do quadribol acaba o namoro com a filha do grande Harry Potter".
O título já dizia tudo. Havia uma foto, que ele lembrava ter tirado com Sabrina na sorveteria do Beco Diagonal há alguns dias atrás. Em uma outra matéria recente, a mesma foto era dos dois sorrindo, e o tíulo dizia que Deivid era um menino de muita sorte, além de ser o melhor jovem no quadribol, namorava a filha de Harry Potter. Sabrina tinha detestado aquela matéria. Deivid estava detestando essa. A foto recente agora mostrava Sabrina emburrada e de braços cruzados, enquanto ele a puxava pela manga e sorria para a câmera. A matéria dizia:
"Deivid Weasley: filho perdido, e reencontrado, do melhor amigo de Harry Potter, Rony Weasley; Sabrina Potter: filha de Harry Potter, e prima de Deivid Weasley. Os dois foram vistos brigando, fontes seguras afirmam que o namoro estava desgastado. Mas tudo leva a crer que os pais de Deivid não aceitavam o namoro, por eles possuírem o mesmo sangue. E isso levou ele a acabar o namoro com ela. Além de que ele agora é um astro do quadribol, e as meninas correm atrás dele o tempo todo, o que poderia ter causado muito ciúmes na pequena menina Potter.
A matéria dizia mais coisas, mas era uma mentira atrás da outra. Alegavam que antes eles namoravam escondidos, e que o namoro só estava durando porque Deivid queria usar o nome Potter para glorificar sua carreira no quadribol.
-Isso aqui tudo mentira!- esbravejou Deivid.
Tiago, seu agora ex-cunhado, chegou perto dele, na mesa da Grifinória para tomar o café e espiou por cima do ombro do primo, edepois de olhar começou a rir.
-Do que está rindo Tiago?
-Minha irmã vai te matar.
-Por quê?
-Duas razões: uma porque ela odeia aparecer como a "menina Potter", e outra por tudo que está escrito ai sobre você. Olha só essa parte do ciúme dela, e essa aqui em que diz que você está com ela só por interesse. No mínimo ela vai te estuporar, e sem aviso prévio. Toma cuidado por ai.
Tiago pegou uma maça de cima da mesa, e saiu dando gargalhada.
-Pra ele é fácil falar - resmungou Deivid.
-O que aconteceu mano?
Era Andril, feliz da vida, tinha recém começado um namoro com a filha de Vítor Krum. Andava sempre cantarolando quando não estava com ela.
-Olha o Profeta, que você vai entender...
Alguns minutos depois, Andril estava boquiaberto.
-Você está encrencado com Sabrina, ela puxou o gênio da tia Gina, eu não gostei nada, nada, quando ela me estuporou.
Nesse momento Sabrina chegou no sala e se se sentou na mesa da Grifinória e sentou a uma certa distância de Deivid. Mas quando ela pegou o jornal de uma colega, seus olhos em fúria voltaram-se para ele. No segundo seguinte ela estava na frente dele, na mesa, e enfiava o Profeta Diáio em sua cara.
-Quem você pensa que é?
-Eu...
-Então você disse tudo isso ao jornal, é?
-Eu...
-Ficou comigo por que meu pai era Harry Potter? O grande?
-Não, eu...
-Você não merecia nem ser meu primo, seu patético!
-Mas eu...
- Menina Potter... Era só o que me faltava!
Um aglomerado de gente tinha se aproximado e formado um bolo de pessoas curiosas. Deivid foi obrigado a levantar, quando Sabrina pegou a varinha.
-Sabrina... Não faça isso! Não faça algo que vá se arrepender depo...
Mais era tarde. Sabrina lançou seu feitiço.
-Estupefaça!
Deivid voou por cima das cabeças de várias pessoas que estavam sentadas nas outras mesas, respectivas de suas casas. Ele bateu a cabeça na parede, e caiu sentado. Todos correram até onde ele tinha caído, um bolo de alunos curiosos, na sua volta, davam risada.
Sabrina abriu caminho.
-Da próxima vez eu te petrifico durante uma semana seu trasgo!
Dizendo isso saiu, guardando a varinha sobre as vestes. E tomo mundo soltou gargalhadas. Quando um professor chegou para saber o que tinha acontecido, Deivid disse que, sem querer, tinha caído. O bolo de pessoas se desfez. E ele resolveu ir para o quarto pensar um pouco.
Deivid não estava nada contente com o rumo que as coisas estavam tomando. Ele pensava que fama e dinheiro eram tudo. Mas estava errado. Já não jogava com seu pai, e só via sua mãe com freqüência porque ela resolvera o acompanhar em todos os lugares que ele precisava ir. A imprensa fazia da vida dele uma novela. Noticiava até a cor de suas contusões. Com quem ia sair, e se tinha dado um oi para Harry Potter no dia tal. Seu tio Harry detestava a fama, e ele nunca teria entendido o porquê se não estivesse vivendo na pele o real motivo. Era como estar sozinho, mas com milhões de pessoas querendo te amar, só que nenhuma delas sendo aquela que você quer para amar.
Era estranho, e injusto. Ele queria voltar a ser normal. A ter tempo. Queria Sabrina de volta. E com a matéria do jornal parecia que isso agora era uma missão impossível. Ela não o perdoaria. Ele precisava pensar...
-Já sei! – disse ele bem alto.
No dormitório estava apenas ele, e um gato preto chamado Mon, que pertencia ao seu colega de quarto. O gato o olhou assustado, depois voltou a fechar os olhos, ficando na posição em que estava, parecendo um ovo de páscoa enorme.
-Vou ameaçar largar o quadribol, se tiver que continuar com essa palhaçada de imprensa. Eles perderão um jogador, se não aceitarem minha proposta.
Falou tudo como se o gato pudesse ouvi-lo, Mon abriu os olhos, fez cara de pouco caso, e voltou a fechá-los.
Deivid saiu do quarto às pressas.

Ele tinha ido conversar com Eduardo, seu técnico em quadribol.
-Como assim vai largar o quadribol, se não aceitarmos sua proposta? Você assinou um contrato- disse Eduardo furioso, os olhos miúdos, e a boca retorcida.
-Mas eu sei que se não cumprir todas as normas do contrato, sou expulso. E prefiro ser expulso, a tudo continuar como está.
-Vai mesmo largar o time? – perguntou o técnico incrédulo.
-Vou – respondeu Deivid determinado.
-Bem, se você está tão decidido assim, acho que vamos precisar inventar que você está doente e não pode comparecer aos eventos. Se for assim, você continua? – perguntou Eduardo após tomar sua decisão, depois de pensar um bocado.
-Mas... E quando eu jogar? Vão notar que estou perfeitamente bem, não?
-Dizemos então que sua tia adoeceu e pronto, e que você precisa ficar perto dela.
Deivid achou a idéia cabível.
-Está bem então. Agora tenho que ir correndo.
-Mas espera...
Deivid já corria em direção a lareira da sala cheias de troféus de seu time de quadribol. A sala mais parecia um museu. Ele riu do seu pensamento, depois jogou o pó de flú, dizendo:
-Casa De Hermione Granger Weasley e Ronald Weasley.
Desapareceu sem deixar rastros.

Quando chegou em casa contou tudo para sua mãe, e seu pai, que acharam ótima a idéia de ele passar mais tempo com a família. Ele resolveu dar um pulo na casa ao lado, a Toca, onde encontrou a tia Gabrielle, que parecia muito contente. O motivo era que havia começado um namoro com Adriano, o auror.
-Que bom tia. Nunca gostei de ver você sozinha. Uma mulher tão bonita...
-Deixa de besteira! – falou ela, sem graça, sorrindo. – Mas me diz uma coisa... E a Sabrina? Como você vai fazer para reconquistá-la? Ainda mais depois da matéria de hoje e das coisas que você me disse?
-Eu não sei...
Ele olhou para o nada, com pesar.
-Por quê não fala com a mãe dela? A Gina pode dizer do que a filha gostaria de ouvir, não acha?
-Vou tentar. Vou até lá agora mesmo. Antes que fique tarde. Tenho que voltar para Hogsmeade, e para o castelo a tempo.
-Como você veio?
-Com minha Potence.
-Somente com a vassoura? Ainda bem que você sabe voar muito bem. Se cuida hein!
-Eu trouxe pó de flú comigo também, mas prefiro voltar com a Potence, porque a lareira de Hogwarts anda com alguns problemas de congestionamento.
Deivid se despediu da tia e saiu da Toca. Voou até a casa de sua tia Gina que ficava nas proximidades também. Mas não havia ninguém lá. Era óbvio. Ela estava trabalhando de auror com o marido, o tio Harry. Os dois voltariam só mais tarde. Ele resolveu ir embora.
Saiu voando, numa velocidade incrível, queria chegar o mais rápido possível no castelo, precisava falar com Sabrina, antes que escurecesse. Mas Deivid estava distraído pensando em uma forma de pedir desculpas a ela, e não viu que um bando de hipogrifos voava na mesma direção. Quando tentou desviar já era tarde, bateu no topo de uma das árvores da Floresta Proibida, caindo no chão, depois de passar por muitos galhos, que entraram em sua pele durante a queda de vários metros de altura. Ficou imobilizado na terra fria, cheio de dores em todo o corpo. Sabia que a floresta era muito mais perigosa do que na época de seus pais. Mas a dor mal deixava ele pensar nisso. Resmungando por causa dos ferimentos, descobriu que não podia nem levantar. Sua vassoura ficara presa no topo da árvore em que ele batera. Parecia que tudo estava perdido.
Uma menina se aproximou de Sabrina. Era loira, de olhos claros, e bonita. Porém tinha um ar estranho.
-Oi! Chamo-me Min Lovegood. Eu adoro o seu namorado. Gostaria de um autógrafo dele. Pode me dizer onde ele está?
A menina falara tudo sem nem pensar. Parecia estar em outro lugar. Devia ter apenas onze anos.
-Eu não sei te informar. E ele não é mais meu namorado – respondeu Sabrina irritada.
-Se eu fosse você não deixava ele sozinho. Bem, eu vou cuidar do meu rato invisível. Tchau.
A menina sorriu e saiu olhando para o teto da sala principal de Hogwarts, como se nunca o tivesse visto antes.
-Menina meia estr...
-Sabrina! Sabrina!
-Que foi Andril? Pó que essa gritaria?
-Não acho Deivid em canto algum. Ele sumiu!
-E o que eu tenho haver com isso? – perguntou com poço caso.
Mas logo se arrependeu da pergunta. Andril estava mesmo muito aflito. Alguma coisa estava acontecendo.
-Pegue sua vassoura e a minha, te espero perto do lago... – sussurrou ela.
-Ok!
-Vamos dar uma volta em Hogsmeade para procurá-lo. Já está escuro. Depressa!
Logo os dois sobrevoavam o vale. Mas nem sinal. Foi Andril que gritou após uma hora de procura.
-OLHA LÁ! A vassoura dele em cima daquela árvore. Ele deve ter caído dentro da floresta Proibida.
-Oh meu Merlim!
Os dois sobrevoaram a árvore, Sabrina pegou a vassoura de Deivid, que estava apenas com um arranhão. Ela e Andril mergulharam dentro da floresta escura. Estava muito frio. Andril pegou sua varinha.
-Incendium!
A varinha de Andril criou uma pequena chama. Que se manteve acessa, iluminando pouco, mas aquecendo ambos.
Sabrina ajeitou a vassoura de Deivid em baixo de um de seus braços, e com a outra mão agarrou sua varinha.
-Lumus!
O lugar ganhou luz.
-Cuidado com os centauros – alertou Andril em voz baixa.
-Tá tudo bem. Nós achamos Deivid e saímos daqui – Sabrina não tinha tanta certeza se podia acreditar nela mesma. Os dois pousaram no chão escorregadio e gelado.
-Deivid! Deivid!
-Manooo!Deivid!
-Ai...
-Eu ouvi um gemido – disse Sabrina olhando em volta. – Onde está você Deivid? – perguntou em voz alta.
-Aqui...
-Não para de falar.
-Aqui...
-Ali, é ele Sabrina.
Ela olhou para o chão a sua esquerda, estava cheio de sangue, apavorada ela correu até Deivid.
-Você sangrou muito? Por quanto tempo?
-Na verdade, eu acho que esse sangue não é meu.
-Você está tonto. Venha!
Ela tentou levantá-lo, mas o motivo do sangue era sua perna esquerda.
-Oh Meu Deus! Andril conjure uma maca. A perna dele está horrível!
Depois de conjurada a maca, Andril e ela, levitaram Deivid.
-O que vamos fazer agora? – perguntou Andril apavorado.
-Temos que levá-lo por terra. Vamos mandar as vassouras sozinhas, e...
-Você está louca? Essa floresta tem até aranhas gigantes. Dizem que os centauros não gostam dos humanos. Você quer arriscar mais ainda a vida de Deivid?
-Claro que não!
-Então, Sabrina, vamos voando.
-Como Andril?
-Simples. A vassoura de Deivid vai ao seu lado na maca, e nós voamos nas nossas, usando o feitiço de levitação para carregar a maca até o jardim do castelo.
-Mas a maca pode não agüentar.
-Por isso temos que ser rápidos.
-Está bem.
Nesse instante ambos ouviram cavalgadas. E ruídos estranhos na terra.
-O que humanos fazem em nosso território? – perguntou um centauro, liderando um bando com dez deles. Seu rosto áspero, encarava Liandra, em plena escuridão.
-Estamos salvando um amigo.
-Lealdade entre humanos? Isso é uma raridade. – debochou o centauro.
-São somente crianças. Eles ainda têm a virtude dos não mortais – disse um centauro mais baixo para o líder, que pareceu refletir um instante.
-Levem depressa esse mortal, do contrário serão engolidos pela Floresta. ANDEM! – gritou o líder dos centauros.
Sabrina e Andril o encararam, mas acharam melhor sair antes que acontecesse alguma coisa. Voaram, levitando a maca com suas varinhas. O mais depressa possível para que a maca agüentasse. Quando chegaram ao jardim do castelo, desceram.
-Aqueles centauros queriam nos comer com os olhos. Ainda bem que nos deixaram sair de lá.
-Sim. – disse Sabrina, dando tapas de leve em Deivid, que estava inconsciente desde que o encontraram. – Acorda meu amor... – Ela o beijou de leve nos lábios. Ele continuou imóvel. – Meu Deus, ele está muito gelado. Anda, depressa! Vamos levá-lo a ala hospitalar.
Uma hora mais tarde, Sabrina estava abraçada em sua tia Hermione, as duas choravam baixinho. Rony andava de um lado para o outro. Harry tentava acalmar Gabrielle e Andril.
-Mas tio Harry, a perna dele...
-Não se preocupe Andril. Existe uma poção que ajuda a regenerar. Deivid só não vai gostar nada, nada, do gosto dela. – Harry fez careta, lembrando do gosto terrível da poção.
Nesse momento a enfermeira saiu da ala hospitalar, falou com a diretora McGonagal que estava sentada no banco em frente, e depois se dirigiu a Rony que tinha parado em uma janela olhando com tristeza as estrelas na noite escura.
-Ele está perfeitamente bem – disse a enfermeira para alívio de todos. – Já está tomando a poção de regeneramento para curar o ferimento da perna, e no momento dorme profundamente. Amanhã já poderá receber visitas.
Todos sorriram com a notícia. Sabrina e Hermione foram até Rony e comemoraram juntos. Gabrielle abraçou Andril, e depois Hermione. Harry abraçou a filha.
-Você tem um garoto de muita sorte – disse ele para Sabrina. – Cuide dele, assim como eu sei que ele sempre cuidará de minha filha.
-Claro que sim, papai.
Sabrina sorriu para Harry que viu uma Gina mais nova em sua frente, cheia de expectativas para o futuro, com a esperança de um mundo melhor. Ele foi embora do castelo assim, com a sensação de missão cumprida. Quando menos esperasse o tempo passaria depressa e sua filha estaria casada com seu sobrinho Deivid, e então ele, o Harry, e a verdadeira Gina seriam os avós mais sortudo do mundo da magia.

No outro dia Rony e Hermione voltaram para casa após visitarem Deivid e confirmarem que ele estava bem. Gabrielle também deixou Hogwarts depois de ver seu sobrinho em ótimo estado. Quando Andril saiu da ala hospitalar, Sabrina tomou coragem e entrou. Aproximou-se da cama. Deivid estava de olhos fechados, a claridade do sol batia em seu rosto. Ele sentiu o perfume de Sabrina e abriu os olhos.
-Oi Sabrina... – falou, sentando-se, e sentindo dor nas costelas.
-Não fale muito. – Sabrina encostou seu dedo de leve nos lábios dele. – Você precisa descansar.
-Preciso te dizer uma coisa. Eu ia te dizer ontem, daí aconteceu tudo isso... Bem... Eu deixei as entrevistas, as comitivas, tudo, tudo que tinha haver com fama de lado... Aprendi minha lição.
-Do que está falando? Você largou o quadribol? Era seu sonho, como você foi fazer uma coisa dessas...
-Não. Ei! Espera... Eu... – a dor na perna fazia ele perder um pouco do fôlego. – Eu ameacei abandonar se não fosse liberado dos eventos. Só isso. Daí o técnico me liberou de toda aquela palhaçada.
Os olhos de Sabrina se encheram d’água.
-Você fez isso por mim?
Deivid acenou a cabeça confirmando que sim, sorrindo. Para sua sorte tinha feito apenas um arranhão na testa, não ganhara nenhuma cicatriz no rosto.
-Eu sinto muito por ter te azarado. Mas eu deixei me levar pelas mentiras do jornal. Sua tia Gabrielle disse que você conversou com ela antes de sair correndo para encontrar minha mãe, e descobrir um jeito de me reconquistar. Acho que fui idiota em acreditar naquelas lorotas do Profeta Diário.
-Tudo bem. Agora isso não importa mais. Eu te amo e sempre vou te amar. Aprendi uma lição com tudo isso.
-Que lição?
-Nada é mais importante do que a amizade e o amor entre as pessoas, nem mesmo toda a fama do mundo, ou o dinheiro que ela possa oferecer.
A face de Deivid era sonhadora.
-Quero ser feliz com você, ter tempo para todos meus amigos e para minha família. Aceita ser minha namorada de novo?
-Claro que sim, seu bobo. – Sabrina se aproximou dele e o beijou de leve.
-Ai...
-Desculpa!
-Minha perna ainda dói muito...
Ela fez cara de espanto.
-To brincando sua boba!
Os dois caíram na gargalhada.
Passaram o resto do dia conversando na ala hospitalar, Deivid teria alta no dia seguinte.
-E qual será o nome de nosso filho mais velho? Porque eu quero ter um time de quadribol inteiro. Tem que nascer pelo menos duas meninas como você, pra roubar a goles do pequeno Harry. Que tal?
-Meu pai ia adorar essa idéia. Mas vamos esperar alguns anos para comentar sobre isso a ele. É que pra ele eu ainda sou uma menina. Era capaz de ter um treco, se soubesse que já estamos fazendo planos para o futuro.
Os dois deram risadas.
-Ok! Mas está decidido então? – perguntou Deivid sorrindo, Sabrina estava sentada na cama hospitalar ao seu lado. O braço dele estava em volta do pescoço dela, ele fazia carinho em seu cabelo vermelho escuro.
-Sim – respondeu Sabrina sorrindo. - Nosso primeiro filho vai se chamar “Harry Potter Weasley”.
Os dois se beijaram.
O tempo passou, e como os dois haviam dito, chamaram seu primeiro filho de Harry Potter Weasley, que por acaso do destino, ou não, nasceu no mesmo dia que seu avô. Trinta e um de julho. Era um bebê muito esperto, de cabelos escuros bastante bagunçados, puxara muito ao pai, mas os lindos olhos verdes eram, sem dúvida, herança de sua mãe.

The end.

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