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10. Capítulo 10


Fic: Aquilo que você não vê DM-HG


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 10
 
Queimou o pergaminho. Seu grande aliado e financiador decidira pôr alguns homens próprios no serviço. Isso renderia mais poções. Em sua casa já havia outros trabalhando.
 
Novamente foi fumar na varanda. Seu plano estava dando certo. Muito mais certo do que planejara. E ainda mais agora, tendo o apoio de Seth Robert Bundy, tudo ficaria mais fácil. Só mais alguns dias e o mundo bruxo, e trouxa, estariam em suas mãos. O cargo de ministro parecia tão pequeno perto dessa visão...
 
---
Hermione entrou em casa e passou correndo pela sala, pelas escadas. Draco, que estava sentado no sofá, a seguiu com o olhar e após chamá-la algumas vezes e não ter resposta, foi atrás dela. Abriu a porta sem bater. Encontrou a morena na cama. Chorando.
 
- O que houve? – ele perguntou preocupado, sentando ao lado dela e passando a mãos pelos longos cachos.
 
- Blaise...
 
- Blaise? O que houve com Blaise? – ele perguntou preocupado.
 
Hermione encarou os olhos cinza. E disse sem coragem de dizer. Era como se ao dizer aquelas palavras, as coisas se tornassem ainda mais reais.
 
- Blaise... Ele contraiu a doença, Draco... Ele está com a maldita doença! E não há nada, NADA que eu possa fazer!
 
No quarto havia apenas o som do choro dela. Draco estava paralisado. Sentiu uma leve tontura. Seu amigo estava com uma doença terminal e a culpa era dele. Como não pensara que poderia expor o amigo ao perigo ao chamá-lo para Inglaterra?
 
- Vamos dar um jeito.
 
- Acredita mesmo nisso? É impossível! – ela estava com a voz embargada e falava nervosamente – Não posso achar a cura! Ele está com as brotoejas e declarou que vem perdendo o apetite! Temos cerca de dez dias. DEZ DIAS!
 
Draco levantou-se e bagunçou os cabelos com raiva. Começou andar de um lado para o outro.
 
- Vou ajudar no preparo de novas poções... Fazer uns testes...
 
- Sean – Hermione disse – Sean pode ajudar... A pesquisa dele... – ela levantou-se e foi até a bolsa e pegou o celular. Draco sentiu raiva. Blaise era seu amigo. Ele e Hermione dariam um jeito de resolver aquele problema, ela não precisava de Sean. Irritado, saiu do quarto.
 
- Hermione? O que houve?
 
- Sean... Preciso da sua ajuda. E dos seus amigos... Precisamos apressar as pesquisas. Dar um jeito para que façam testes em humanos. Qualquer coisa! – a voz dela transmitia um desespero palpável.
 
­- Hermione, você... O que está havendo?
 
- É o Blaise, Sean. Ele contraiu a doença.
 
Fez-se silêncio na linha.
 
- Falarei com Maris, Frank e Adam agora mesmo. Precisaremos de toda ajuda possível para testar em humanos...
 
- Disso eu cuido.
 
- Hermione, eu farei o possível para ajudar o seu amigo.
 
- Obrigada, Sean...
 
---
 
- Quando soube? – Hermione perguntou a Blaise enquanto entregava para ele uma poção de valeriana.
 
- Há alguns dias. Fui resolver algumas questões burocráticas.
 
- Poderia ter me avisado. Se eu soubesse dos sintomas antes...
 
- Eu morreria em 20 dias, ao invés de morrer em 17? – Hermione encarou os olhos escuros – Minha mãe chega hoje à tarde.
 
- Você teria mais tempo – ela falou.
 
- Três dias não farão diferença nessa altura, Hermione. Draco vem me visitar?
 
Hermione olhou o ex-namorado. Ele já havia perdido peso.
 
- Claro – ela sorriu – Ele apenas não está sabendo lidar muito bem com isso tudo. Você ficará sob os cuidados de Rachel e Jonah agora. Uma cama será arrumada para sua mãe. Eu vou... Vou realizar mais pesquisas.
 
Antes que ela pudesse sair, Blaise a segurou.
 
- Você está abatida. Tem dormido direito?
 
- Claro – ela mentiu. Ele não acreditou. A porta foi aberta e o senhor Taub apareceu dizendo:
 
- Hermione, precisamos conversar.
 
- Você também precisa se cuidar, Principessa.
 
Hermione seguiu o chefe até a sala dele.
 
- Estamos com um problema sério – ela já sabia disso ao ver que Shacklebolt estava na sala.
 
- Ministro – ela o cumprimentou.
 
- Sabe que não precisamos dessas formalidades, Hermione. Sente-se. Serei direto: o ministro trouxa entrou em contato comigo.
 
Ele não precisava dizer mais nada. Hermione sabia muito bem o que aquilo queria dizer.
 
- Houve mortes?
 
- Cinco até agora e mais 13 casos relatados. Estamos cuidando para que sejam transferidos para cá. Percy está cuidando da transferência dos doentes e também da alteração das memórias dos trouxas. Ele está liderando uma equipe. Além do mais, Harry e Ronald também já foram enviados com outros aurores para revistar a casa das vítimas.
 
- Algum avanço nas pesquisas? – Taub perguntou.
 
- Encontrei algumas similaridades com alguns vírus, mas nada que seja 100% compatível. Não há cura ainda. Valeriana tem ajudado a diminuir a coceira. Neville Longbotton está cuidando, juntamente com Draco Malfoy, da importação do guaraná. Tem um efeito estimulante e vamos usar em algumas poções misturado ao fenogrego, para ver se auxilia no aumento do apetite.
 
- Muito bom – Kingsley falou.
 
- E também há algo que quero pedir, Ministro. Será necessária a presença de Firth. É sobre a autorização para o uso de feitiços e poções experimentais nos pacientes.
 
- Hermione, - Taub começou ajeitando-se na cadeira – esse tipo de pedido leva meses. Tem toda uma comissão que precisa ser composta para avaliar. Fora isso, ...
 
- Espere, Taub – Kingsley analisou a expressão séria de Hermione. Sabia que ela não faria um pedido assim sem que houvesse fundamento – Explique-se.
 
Ela passou, entãoa contar sobre os estudos de Simmons e seu grupo.
 
---
Draco passou pela porta do quarto de Blaise algumas vezes antes de entrar.
 
- Achei que não viria nunca. E não. A culpa não é sua – o negro emendou ao ver o olhar do amigo.
 
- Claro que é. Esse vírus não foi contraído fora da Inglaterra.
 
- Sabe que o papel de vítima não combina com você, Malfoy? Daqui a pouco minha mãe estará por aqui e não preciso de mais um “dramaqueen” no meu quarto.
 
- Você vai morrer.
 
- Todos nós vamos.
 
- Você entendeu o que eu quis dizer, Blaise – Draco colocou as mãos nos bolsos – Não está comendo direito – era uma afirmação.
 
- Não sinto fome.
 
- Estamos importando algumas ervas malucas que o Longbotton encontrou. Elas deverão ajudar nisso.
 
- Não vou me entupir de poções horríveis que apenas vão adiar o inevitável.
 
- Porra, Blaise! – Draco socou o criado-mudo com raiva. Bandeja, água e um pequeno vaso com flores caíram estrondosamente no chão. – Você é o meu único... único amigo! Como pode estar tão derrotista?
 
O rapaz negro levantou-se e Draco foi ajudá-lo, mas parou perante o olhar que recebeu. Blaise andou um pouco e depois parou em frente ao amigo.
 
- Derrotista? Não é derrotismo, Draco. Eu apenas me conformei com isso. Hermione não tem dormido, tem? Eu sei que não. Você também não. Era questão de tempo acontecer com alguém tão próximo. E você sabe disso. Acontece que fui eu. Preferia o que? Que fosse Hermione?
 
- Preferia que não fosse ninguém! – os ânimos exaltados.
 
- Pois é! Acontece que não somos nós que decidimos isso. Eu peguei essa merda de doença e não vou ficar me iludindo que em nove dias acharão alguma cura.
 
- Pode acontecer – Draco disse em voz baixa – Estamos pesquisando já há algum tempo.
 
- E quantos avanços tiveram? Olhe para mim, Draco! Estou emagrecendo, sem vontade de comer, com uma puta de uma coceira, estou vendo minha vida acabar a cada avanço da merda daquele relógio – e apontou para um relógio na parede – Isso não é derrotismo. É aceitação. – ele voltou em direção à cama e não negou a ajuda de Draco para ajeitar-se.
 
- Eu te prometo uma coisa. Eu mesmo vou matar o filho da puta que está causando isso. Prometo.
 
- Pela Sonserina – Draco assentiu.
 
 Pela sonserina. Pela amizade. Por Blaise. E por Hermione. Sempre por Hermione.
 
---
Seth Robert Bundy sentou em seu escritório revisando os papeis. Ouviu uma batida na porta e sua jovem secretária entrou. Ele sorriu charmosamente.
 
- Senhor Bundy,...
 
- Seth, pode me chamar de Seth, senhorita May – ela corou.
 
- Seth, você tem um recado a receber – ela abriu a porta e o loiro viu o homem de meia idade negro entrar trazendo um envelope. A secretária fechou a porta ao sair.
 
- A sala te agradou?
 
- Acho que a do Ministro é melhor.
 
O homem encarou Seth escondendo seus verdadeiros sentimentos de raiva. Era um babaca pomposo como o pai.
 
- Sim, é melhor. Eu já estive lá. Aliás, o ministro está em uma pequena reunião no St Mungus. Provavelmente debatendo sobre a contaminação dos trouxas.
 
- Provavelmente. Eles duram menos, não? Tão patéticos.
 
O outro nada respondeu.
 
- Tenho algo para você – entregou um envelope – Leia com atenção.
 
- Eu sempre leio com atenção.
 
- Imagino que sim. São dois relatórios feitos por colegas. Um aqui do próprio ministério e outro no hospital. Ainda faltam alguns dados para acrescentar.  - Seth puxou os pergaminhos. Havia três pergaminhos. – Tenho certeza que já ouviu falar sobre eles. Ainda falta um... Mas, esse é mais difícil ter acesso já que ele mantém extrema vigilância sobre seus funcionários. Além do mais, paga bem, vários direitos garantidos,... E muitos ainda o temem.
 
- Você não pode estar falando do filho do Lucius Malfoy. Eu o conheci quando éramos mais novos. É um covarde.
 
- No entanto, ele mudou. Você está longe há muito tempo, Bundy. – o homem loiro parou no terceiro pergaminho encarando a foto de uma moça.
 
- Aposto que ela está envolvida nessa mudança.
 
O outro sorriu.
 
- Sim. Há apenas boatos. Está no relatório dela. Eles dividem uma casa há alguns anos. O jovem Malfoy namorou a herdeira Greengrass, mas eles terminaram há um tempo. A jovem Granger de sangue sujo está com um tal de Simmons. Um sujeito sem muita importância.
 
- Sei.
 
- Vou deixá-lo sozinho.
 
Seth passou o dedo pela foto de Hermione e murmurou:
 
- Então, você que fez um sangue puro mudar de lado? Realmente não posso culpar meu antigo amigo Draco.
 
Seth leu os documentos. Sabia que teria que se manter bem afastado de Draco Malfoy. Talvez fosse reconhecido. Suas famílias eram próximas quando ambos eram crianças. Não que os dois convivessem muito, já que ele era alguns anos mais velho que Draco. Quando recebeu a carta para estudar em Hogwarts, seu pai recusou-se mantê-lo sob os ensinamentos do fraco Dumbledore, por isso fora enviado para a Romênia. Draco, em sua opinião, sempre fora um garoto magro e covarde. Apenas vivia sob a sombra de seu nome. Jamais seria como ele. Seu pai o treinara bem para ser quem era. E o mantivera afastado até que pudesse retornar. E ele retornara. Não apenas para acabar com trouxas, mas também vingar a morte de seu pai nas celas de Azkaban.
 
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Hermione entrou no laboratório de Sean e encontrou os bruxos a olhando ansiosamente. Sean se aproximou. Aquela era a pesquisa da vida dele. Dele e dos três bruxos que permaneceram sentados. Nervosos demais para fazer qualquer movimento.
Sean a beijou e pegou em suas mãos.
 
- Então,...
 
- Temos a aprovação – ela sorriu verdadeiramente. Sean a pegou pela cintura, rodando pelo ambiente. De repente todos estavam se abraçando. Maris saiu correndo e voltou com uma garrafa de champagne.
 
- Só um detalhe – Hermione falou e todos se calaram – Nada de testes em trouxas e apenas em bruxos que autorizarem.
 
- Trouxas? – Adam perguntou.
 
- O vírus alcançou a comunidade trouxa.
 
Houve o som da rolha estourando e mais nada.
 
 
---
Harry chegou em casa quase meia-noite.
 
- Harry? Tudo bem?
 
- Desculpe, Parvati. Não quis te acordar.
 
- Eu não estava dormindo – ela disse acendendo a luz do abajur ao lado da cama – Está tudo bem?
 
- Esse vírus... Não temos nenhuma pista. Vários trouxas contraíram a doença. – ele começou a se despir – Vou tomar um banho.
 
- Harry? – ele voltou-se para a esposa – Tem certeza que não tem mais nada?
 
- Tenho – ele entrou no banheiro sem notar que não havia dado um beijo nela ao chegar. Mas, ela notou.
 
---
- Mimi? – Draco indagou desligando a TV ao ver que Hermione chegara.
 
- Oi, Draco. Soube que visitou Blaise. Está tarde... Ainda acordado?
 
- Fui visitá-lo. Ele não está bem... Não consigo dormir. Cheguei agora pouco.  Tem um lanche para você.
 
- Obrigada – ela foi até a cozinha e ele a seguiu. Hermione sentou no balcão e começou a comer seu lanche. Era quase uma da manhã.
 
- Longbotton está sendo de grande ajuda.
 
- As poções têm ajudado Blaise e os trouxas. Mais um trouxa morreu hoje. Parece que o nosso tratamento apenas adia o inevitável – ela engoliu com força. Draco serviu um copo de suco de laranja.
 
- Blaise também pensa assim.
 
- Amanhã farei uma proposta para ele. Algo novo... Experimental. Acha que ele aceita?
 
- Experimental? – Draco deu uma mordida no lanche de Hermione, ela apenas sorriu enquanto terminava de mastigar. Há quanto tempo não ficavam assim? Quanta falta sentia desses momentos?
 
- Consegui aprovação hoje. Sean e seus amigos – ela ignorou a careta de Draco – estão há algum tempo testando feitiços antigos, feitiços orientais da China e tal.Porém, não tinham autorização para testar em humanos. Com toda essa crise, conseguimos. Pensei que poderia nos ajudar no preparo de poções. Poções mais feitiços antigos podem resultar em uma cura. Precisamos da autorização dos pacientes, no entanto. Acha que Blaise aceita?
 
- Primeira coisa, se preparar poções significa trabalhar no mesmo local que Simmons: minha resposta é não. E quanto ao Blaise, eu não sei. Sinceramente não sei. - Ele afastou encostando-se na pia, do outro lado da cozinha. Hermione terminou seu lanche, o suco e pulou do balcão aproximando-se de Draco que precisou olhar para baixo para encarar os olhos castanhos.
 
- Provavelmente vocês precisarão trabalhar juntos – ele abriu a boca para responder – É uma chance que temos. Uma chance para salvar Blaise e tantos outros.
 
- Estamos falando do Simmons, Hermione.
 
- Estamos falando da vida de Blaise.
 
Ele suspirou resignado.
 
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Harry bagunçou ainda mais os cabelos.
 
- Estamos fodidos, Rony! Não há merda de pista nenhuma. Todos esses objetos... Há resquício do vírus, mas não há nada que nos leve a quem os enviou.
 
Rony examinou os objetos sobre a mesa. Ambos estavam usando luvas para evitar qualquer contaminação.
 
- Antigos comensais? – o ruivo perguntou analisando a lista que tinha em mãos – Não houve nenhuma visita suspeita nos últimos meses aos prisioneiros.
 
- Deve ser alguém novo. Alguém que não tem ligação com os comensais... – Harry falou guardando os objetos infectados com um floreio e tirando suas luvas descartáveis e queimando-as. Rony fez o mesmo.
 
- Hermione ou sei lá quem precisa descobrir do que é feito esse veneno. O que achamos é muito pouco para uma análise mais aprofundada.
 
- E se... – Harry encarou os objetos selados. Não eram muitos – E se eles conseguissem extrair o pouco que encontramos e juntar esse pouco? - Rony olhou interrogativo para o amigo – Antes não tínhamos nada, pois as pessoas demoravam a nos procurar. Agora estamos conseguindo coletar resquícios do veneno. Poucos, mas alguns... E se juntarmos todo esse resto? Seria suficiente?
 
- Puta merda, Harry! Vou mandar uma coruja para Hermione agora mesmo! – Rony foi até a porta e parou, virando-se para o amigo – Outra coisa: e se investigássemos alguns bruxos do Departamento de Transportes Mágicos? Deve ser alguém que sabe como espalhar e disseminar o vírus para que tantas pessoas estejam sendo contaminadas e não levante suspeitas.
 
- Ótimo. Pedirei para Kingsley uma ficha de funcionários que ele mantém sob vigilância.
 
 
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- Certo – começou Hermione nervosa. De um lado havia Adam, Frank, Alice e Sean. O último de braços cruzados. Do outro, Draco e Neville. Claro que Neville não era um exemplo como preparador de poções, mas seu conhecimento em herbologia seria de grande ajuda – Vocês precisam deixar suas diferenças de lado.
 
- Diferenças? – Neville perguntou sem entender.
 
- Cale a boca, Longbotton – Draco declarou.
 
- Quanta educação, Malfoy. Não ligue para ele, Nev. – Sean disse gentilmente – Venha, vou te mostrar uma pequena estufa que Adam mantém nos fundos.
 
- Sean, espere... – Hermione falou – Vocês – e ela não precisava especificar de quem estava falando – precisam encontrar um jeito de trabalhar juntos. Colocar as diferenças de lado para ajudarmos quem está doente. Precisamos achar a cura dessa maldita doença.
 
- Tudo bem – Sean disse após alguns segundos de silêncio – Uma breve trégua, Malfoy? – ele estendeu a mão para o loiro que o olhou com indiferença.
 
- Trabalhar juntos não é sinônimo de trégua, Simmons. E você sabe muito bem que o que precisamos colocar de lado, não é nossa diferença, mas nossa igualdade.
 
Dizendo isso, ele começou a preparar seu material em uma mesa previamente apontada por Hermione.
 
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Hermione sorria, encostada ao batente da porta. Um sorriso triste. Ela precisava ir para casa. Precisava descansar, dormir um pouco. Sabia disso. Só que seus olhos não conseguiam fechar. Toda vez vinha a imagem de pessoas que ela não conhecia que morreram, das crianças. Alicia. E agora Blaise.
 
Foi preciso que dessem um sedativo para que a senhora Zabini se acalmasse ao entender o que estava acontecendo com o filho. Ela estava viajando com seu mais novo marido pelas ilhas gregas e estava totalmente alheia ao que se passava na Inglaterra.
 
- Você precisa dormir, Principessa.
 
- E você precisa assinar a autorização, Blaise.
 
Ela entrou no quarto sentando-se na cama e pegando a mão dele. Blaise passou o polegar pela mão dela.
 
- Eu não sou animal de testes, Hermione – o tom dele era sério – Responda-me verdadeiramente, com toda sinceridade e lealdade grifinória: vocês estão perto da cura?
 
Como ela poderia mentir? Para ele ou para si mesma?
 
- Não... Só que entenda... Ontem tivemos um caso. Usamos os feitiços de Sean juntamente com a poção de Draco no bruxo que aceitou, ele teve uma melhora considerável.
 
- Momentânea.
 
- A vida é feita de momentos, Blaise. Não desista agora. Por favor. Não, Hermione... Não me peça isso...
 
Ele sabia o que viria a seguir.
 
- Pelo amor que sentiu por mim um dia... Assine o documento – ele desviou seus olhos dos olhos castanhos.
 
- Esse é um pedido injusto. Um pedido sonserino – Hermione notou o tom bravo na voz dele.
 
- Convivência... Sabe que namorei um e... – ela não conseguiu dizer: sou  apaixonada por outro. – E sei que é um pedido injusto. – Blaise estava ainda mais magro. As brotoejas tinham diminuído, devido a um unguento. Porém, a febre começara no fim da tarde. – Mas é uma chance. Mesmo que pequena e improvável. Cada dia que você vive, é um dia que você tem para te curarmos.
 
O rapaz negro olhou para Hermione e depois para a mãe, adormecida na cama ao lado.
 
- Passe essa merda de pergaminho, sua grifinória teimosa! – ela sorriu e o abraçou fortemente. Hermione retirou o documento do bolso, aumentou-o e entregou para Blaise. Depois, pegou pena e tinteiro na gaveta do criado-mudo e estendeu para ele.
 
- Porca puttana! Cazzo! Andare all'inferno!!! Maledetto!!!
 
 Não era bom sinal quando ele xingava em italiano, mas pelo menos Blaise Zabini estava assinando a autorização.
 
---
- Senhorita May, poderia trazer o Profeta dos últimos meses? Estive fora por muito tempo, quero verificar as últimas notícias.
 
- Claro, senhor Seth – ela disse sorrindo – Eu posso selecionar o que mais interessa ao senhor, assim não perderia tanto tempo.
 
Era uma proposta realmente tentadora, porém não queria que ela soubesse o que procurava. No entanto,...
 
- São tantas coisas, senhorita. E ler é uma tarefa que muito me agrada, porém não me interessa o caderno de esportes ou de artes.
 
- Trarei os jornais ainda hoje, senhor Seth. Ordenados do mais antigo para o mais recente.
 
- E se houver algo que ache interessante, seja do mundo político ou... do mundo das fofocas, pode selecionar também.
 
Ela sorriu abertamente ao ouvir a palavra “fofoca”.
 
- Sim, senhor. Farei marcações que achar prudente.
 
- Muito obrigado, senhorita May.
 
Quando Seth Robert Bundy se viu sozinho, esticou os pés sobre a mesa e murmurou:
 
- Vamos ver o que você anda aprontando Draco Malfoy. – Seth sabia bem da traição da família Malfoy. Nada como adicionar mais um pequeno ingrediente à sua vingança.
 
---
- Acho que vou precisar amarrar você na cama – Draco brincou ao ver Hermione chegando depois da meia noite novamente. Ela pensou que não se incomodaria nem um pouco se ele a amarrasse em sua cama.
 
- Engraçadinho... Como se você tivesse dormido muito – ela sentou-se ao lado dele no sofá.
 
- Conseguiu?
 
- Claro – ela mostrou o documento assinado para Draco que sorriu.
 
- Ele xingou em italiano? – ela meneou a cabeça concordando e ambos riram. – Quer comer alguma coisa?
 
- Não. Estou sem fome – ela viu o olhar preocupado – Não me olhe assim, comi algo no restaurante do hospital.
 
- Nossa conversa está temporariamente adiada pelo visto.
 
- Draco, tudo está muito confuso - Hermione falou recostando-se no sofá. Os dois ajeitaram-se de forma a se olharem.
 
- Você pretende sair daqui? Pretende realmente mudar de casa? Eu... eu te faço sofrer tanto assim, Hermione?
 
Draco percebeu que ela estudava suas feições. Percebeu que ela pensava no que dizer.
 
- Com você as coisas sempre pareceram conturbadas. E não poderia ser diferente. Mesmo nós sendo... Mesmo com nossa amizade.
 
- Com Simmons é diferente? Ele te faz sentir-se segura?
 
- Ninguém me faz sentir tão segura quanto você, Draco – ele sorriu.
 
- Mesmo? – perguntou enquanto pegava um dos cachos dela. Hermione não respondeu e ele sabia que sim. Apesar de Simmons, Potter ou mesmo Weasley. Era com ele que ela se sentia segura.
 
- Eu não vou me mudar.
 
- Eu não ia permitir – Draco a puxou para si, fazendo com que ela deitasse em seu peito. Adormeceram. Desconfortáveis no sofá, mas confortáveis um com o corpo do outro.
 
---
O dia não havia amanhecido quando Hermione foi acordada com uma batida fervorosa na porta. Ela e Draco levantaram-se bruscamente. A roupa bagunçada e o corpo doendo.
 
- Quem é essa hora? Não são nem cinco da manhã! – Ele perguntou mal humorado olhando para seu relógio.
 
Hermione andou meio aos tropeços até a porta e encontrou Rony parado com cara de quem tinha dormido menos que ela.
 
- Ron? Entre, o que houve?
 
- Não, Hermione. Você precisa vir comigo. Agora.
 
- O que aconteceu, Weasley? Você viu que horas são? – Draco perguntou abrindo ainda mais a porta. O ruivo o ignorou.
 
- Hermione... É minha mãe. Ela está doente.
 
- Não... – ela murmurou. Draco tornou-se sério. Molly Weasley sempre o recebera muito bem. Ela fora quase como uma substituta depois que sua mãe morreu. Ela o acolheu sem perguntas, aceitando-o nos almoços, jantares e festas. Ela ignorava todos os olhares raivosos do resto da família.
 
Hermione não pensou em mais nada. Nem em trocar de roupa. Apenas deu a mão para Rony e ambos aparataram no Hospital. Draco os seguiu instantes depois.
 
Quando Hermione chegou ao corredor, encontrou Fred com sua namorada Angelina, Jorge, Harry e Bill. Tinha certeza que Artur deveria estar no quarto com a esposa. Viu Fred caminhar até ela, segurá-la pelo ombro e suplicar:
 
- Por favor, Hermione. Diga que estão perto de encontrar a cura – os olhos estavam marejados.
 A verdade presa em sua garganta: ela não sabia se seria capaz de achar a cura em tão pouco tempo.
 
- Preciso vê-la, Fred... – Hermione entrou no quarto após cumprimentar rapidamente todos que estava lá. Artur era a imagem da desolação.
 
- Hermione – Molly disse numa voz fraca – Eu falei para Rony esperar. Você não precisava ter vindo, querida.
 
- Jamais me perdoaria, Molly. O que está sentindo? – Hermione perguntou passando a mão pelos cabelos ruivos da matriarca Weasley. Foi Artur quem respondeu.
 
- Coceira. Começou ontem a noite. Como não passava, achei melhor trazê-la e verificar. Eu juro que achei que não era nada...
 
- Não é culpa sua, meu amor – Molly falou afetuosamente.
 
- O que acha que pode ter causado? – Hermione indagou enquanto passava a varinha pelo corpo da mulher.
 
- Entreguei para Rony – Artur tornou a falar – Era um creme.
 
Hermione pensou: creme novamente.
 
- Molly, - Hermione retomou a falar – estamos testando feitiços experimentais e poções...
 
- Querida, desculpe te cortar – Molly interveio – Eu estou sabendo e sim, vocês têm minha autorização. Preciso assinar algum documento?
 
Hermione sorriu docemente.
 
- Vou pegar para a senhora.
 
Ela passou pelo corredor com pressa, Harry e Rony a seguiram.
 
- Diga que vocês tiveram algum avanço em achar a cura – Rony pediu.
 
- Diga que tiveram algum avanço em achar o culpado.
 
Silêncio.
 
- Estamos fazendo investigações secretas dentro do Ministério – Harry começou – E também tivemos uma ideia de como pegar o veneno.
 
- Não temos quantidade suficiente... Talvez agora com... – ela estancou de repente e seus amigos quase se chocaram contra ela.
 
- Mesmo que não tenha o suficiente, vocês podem tentar juntar o pouco que há nos objetos que estamos recolhendo – Rony explicou.
 
- Sim... Envie todos para o Hospital. Gina... Ela já está sabendo? – Hermione perguntou enquanto abria uma gaveta do seu escritório e puxando o documento de autorização.
 
- Ainda não. Mandei uma coruja para Carlinhos agora cedo.
 
- Eu falo com ela – Harry se candidatou e Hermione o olhou interrogativa – Bem,... – ele esfregou o pescoço – Neville pode nos ajudar com...
 
- Neville viajou ontem à noite com Adam, colega de Sean, atrás de novas ervas. Volta hoje à tarde.
 
- Eu vou mesmo assim. Você deve ficar com sua família, Ron – o ruivo assentiu e saiu dizendo que pegaria os objetos contaminados na sala dos aurores.
 
- Harry, - Hermione falou antes que ele pudesse sair da sala – não brinque com os sentimentos de Gina.
 
- Jamais faria isso, Mione. Eu nunca fiz isso.
 
- Desculpe, Harry. Eu sei... Apenas... Você é casado, ela está com Nev...
 
- Gina te contou alguma coisa?
 
- Não há nada que precise ser contado. É só ver como se olham.
 
Harry abraçou a amiga e saiu da sala dela.
 
---
- Nós tivemos avanços no processo de estabilizar alguns sintomas.
 
- Retardar – Draco corrigiu.
 
- Como? – Sean perguntou.
 
- Retardar. Os sintomas continuam os mesmos, mas apenas demoram a aparecer. – Hermione ficou quieta. Draco tinha razão. Sean ignorou e continuou:
 
- De qualquer forma, isso nos dá mais tempo para encontrar uma cura. – Sean falou, disfarçando o orgulho ferido.
 
- Estamos longe disso – Maris completou – O que temos do veneno é suficiente para análise de certos ingredientes, mas não de todos.
 
- Merda – Draco exclamou bagunçando os próprios cabelos.
 
---
- Lance esse maldito feitiço direito, Moore! – Hermione exclamou ao ver o corpo frágil de Blaise debatendo-se contra a cama. Jonah tinha tirado a senhora Zabini do quarto. Ela não precisava ver mais um ataque epilético que o filho sofria. O terceiro em 24 horas.
 
Quando o corpo dele começou a se acalmar, Hermione passou um pano molhado pela testa do amigo.
 
- Hermione – a voz dele era um sussurro – Por favor, não quero mais continuar com as experimentações. Eu sei o que vem depois.
 
- Blaise – ela não conteve as lágrimas.
 
- Por favor, Hermione – e adormeceu – Não quero ouvir nada, Moore. – ela disse olhando para a outra medibruxa.
 
- Granger, eu... Eu não falaria nada – a bruxa saiu do quarto, dando passagem para a senhora Zabini que se sentou segurando a mão do filho. Hermione saiu em seguida.
 
- Jonah, - Hermione começou do lado de fora – Molly, a senhora Weasley, poderia cuidar dela hoje?
 
- Sim, Hermione, claro.
 
- Ela está na fase da sede. Estamos conseguindo manter isso. Poções diárias de fenogrego e guaraná.  Quando chegar, se chegar, na fase das brotoejas, unguento de carobinha.
 
- Hermione – ele disse calmamente colocando uma mão sobre o ombro dela – Vá dormir. Já passa da uma da manhã.
 
---
Gina estava sentada do lado da mãe enquanto seu pai dormia. Ela e o irmão faziam um pequeno rodízio para não deixar a mãe sozinha. A porta foi aberta e ela viu a silhueta de Harry.
 
- Melhor ir embora – ela declarou voltando a olhar a forma adormecida da mãe.
 
- Gina, eu...
 
- Por favor, Harry.
 
- Você sabe que pode contar comigo, não sabe? Independente de qualquer coisa. – ela o olhou
– E quanto ao outro dia... Foi um gesto impulsivo, mas eu não me arrependo.
 
Ele saiu do quarto e as lágrimas da ruiva rolaram com mais força.
 
---
Hermione chegou em casa e não encontrou Draco na sala. Foi até seu quarto e o viu olhando a noite pela janela.
 
- Uma mudança de quarto no meio da noite, Malfoy? – ele virou-se para ela e sorriu.
 
- Não conseguiremos, salvá-lo. Nem a ele, nem a senhora Weasley. Nem os outros bruxos e trouxas que deram entrada esses dias no hospital.
 
Era uma afirmação. Uma constatação. Hermione andou até ele e se abraçaram.
 
Novamente uma tragédia os unia, mas Draco faria de tudo para que não fosse assim. Para que ele reconquistasse Hermione e tivesse Blaise ao seu lado. Para que dentro de 10 anos pudessem rir de tudo aquilo. E doía saber que dentro de 10 dias, provavelmente, Blaise morreria.
 
---
- Já revisei essa lista incontáveis vezes, Harry! – exclamou Rony. - Os outros aurores também têm trabalhado incansavelmente. Parece que a cada dia mais e mais tem parentes doentes. Infectados.
 
- Acharemos um jeito... Não é possível que não haja uma única merda de pista – Harry falou.
 
- Não conseguiremos salvar a minha mãe.
 
Harry não tinha nada a dizer. Ele, na verdade, não sabia o que dizer.
 
---
O homem cumprimentou com um aceno de cabeça uma mulher que se ocultava nas sombras. Magra e com o rosto repuxado. Olhos de um azul tão negro quanto seus cabelos lisos e longos.
 
- Nêmesis – ele disse – andando pelas sombras da Travessa como sempre.
 
- Minha essspecialidade – ela disse puxando o som do “S”, como era seu hábito.
 
- Percebo que continua ágil como uma serpente.
 
- Por issssso fui convocada, meu sssenhor. Gossstando do ssserviçççço? – eles andavam pelas ruas escuras. Alguns olhavam para o homem achando que ele falava sozinho.
 
- Sim, é claro que sim. No entanto,... Que tal expandir seu trabalho para além da Inglaterra?
 
- Tudo tem um preçççço. E eu ouço que em ssseu bolssso direito vocccê trazzz esssse preççço.
 
Ele mudou o lado da calçada e, antes que se desse conta, ela já estava do seu outro lado. Tentou esconder seu medo.
 
- Não tenha medo de mim, meu sssenhor. Desde que mantenha o nosssso acordo. E continue me pagando...
 
O homem levou a mão ao bolso e retirou os frascos.
 
- Não interessa ouro?
 
- Ouro não ssserve mais para alguém como eu – outra sombra surgiu e ele percebeu que ela já estava oculta atrás de si. Sentiu a frieza tocar-lhe a pele e os frascos sumiram.
 
- Algum lugar esssspecccífico?
 
- Você tem o mundo todo, Nêmesis – a risada dela era baixa. E sinistra. O homem sentiu um arrepio percorrer seu corpo. Continuou seu caminho.
 
---
- Hermione – Sean disse quando se viu sozinha com ela pela primeira vez nos últimos dias – Você precisa descansar.
 
- Eu preciso achar a cura – ela disse debruçada sobre um microscópio enquanto fazia anotações.
 
- Não, Hermione – ele disse puxando-a delicadamente – Você está exausta. Mal tem se alimentado.
 
- Sean, você não entende... Estamos falando não apenas de Blaise e de Molly... Já são dezenas de casos. Está sendo avaliada a possibilidade de testes em trouxas.
 
- Eu entendo, Hermione... Apesar de não serem próximos a mim...
 
- Então, você não entende – ela disse virando-se novamente para o microscópio, ele a impediu.
 
- Venha para minha casa hoje. Eu preparo um jantar decente.
 
- Não – ela respondeu – Você não entende.
 
- Mas, ele entende, não é?
 
- Não vou ter essa discussão agora – Hermione disse voltando para suas anotações. Sua mão tremia – Pode ir. Eu tranco tudo aqui.
 
Hermione sentiu os braços dele em volta de si. E permitiu-se relaxar. Sua cabeça contra o peito dele.
 
- Só estou preocupado com sua saúde. Preocupado com você – ele virou a banqueta onde ela estava sentada de forma que se olhassem nos olhos – Eu te amo, Hermione.
 
- Sean,... – ela não disse mais nada. Não podia dizer mais nada e, no fundo, ele sabia.
 
---
- Ron... – Hermione falou abraçando o amigo.
 
- Eu sei que você está fazendo o possível. Todos estão vendo isso, Hermione. Minha mãe vai lutar até o último minuto.
 
Hermione sentiu os braços dele apertarem mais em torno de si. E sentiu as lágrimas dele caírem em seu rosto.
 
---
- Hermione, - Blaise disse segurando-a pelo punho – Meu fígado?
 
- Eu... eu posso cuidar...a poção.
 
- Pare, Hermione. Não quero mais nada.
 
- Blaise,...
 
- Hermione,... pelo o que você sentiu e sente por mim... Pare. Não quero mais ninguém no quarto, exceto pela minha mãe, você e Draco.  Per favore, la mia bella principessa...
 
Ela conhecia o suficiente de italiano para entender o que ele tinha acabado de falar. Pediu que todos saíssem do quarto e que a senhora Zabini entrasse para que conversasse com seu filho. Passou na sala de Jonah e de Firth. Ambos concordaram em silêncio.
 
Olhou para o relógio. 22h46. Draco estava em casa. Foi até a cozinha e o encontrou com um lanche intocado sobre o balcão.
 
- Ele pediu para interromper o tratamento – novamente a afirmação. Draco apoiou os cotovelos no joelho e deixou que sua cabeça pendesse sobre as mãos. Estava tão cansado que não tinha mais força para nada.
 
---
- Mamma - Blaise disse com a voz fraca. A mulher que nada mais tinha da postura arrogante aproximou-se do filho e ouviu o que ele tinha a dizer. Ela chorava alto e apenas concordava com a cabeça, murmurando palavras em italiano.
 
- Draco – o loiro vestia-se sobriamente. Todo negro. Apenas a gravata com as cores da sonserina. A senhora Zabini pediu ajuda para chegar até o sofá e Hermione ficou ao lado dela – Não seja um tolo teimoso que sempre foi. Você é o irmão que nunca tive. Cuide para que minha mãe fique bem – o loiro assentiu – E quanto a Hermione, – cinza e negro – ela é a melhor garota que você vai encontrar. Draco, - ele tossiu. A voz cada vez mais fraca. A mão dele e a de Draco apertadas. Draco sentindo a vida se esvair do amigo – ela ainda te ama. Ela nunca deixou te amar. Quero falar com ela...
 
Draco afastou-se sentindo o peso das palavras encherem seu coração nessa hora de tristeza e olhou para Hermione, que se aproximou.
 
- Blaise...
 
- Hermione, la mia bella principessa. Tu sai che io ti amavo davvero?¹– ela sorriu sem responder. Havia entendido as palavras em italiano. Ela não encontrava palavras. Chorava. Ele limpou as lágrimas do rosto dela. - Não fale nada. Tenho apenas duas coisas para dizer: morro tranquilo por ter amado e ter tido você em minha vida.
 
- Blás...
 
- E, Hermione, - ele tossiu novamente a voz mais fraca e a respiração pesada. Ela aproximou sua orelha da boca dele, mal o escutava – Saiba que Draco... – ele puxou o ar com força – ele...
 
- Blaise,... – silêncio – Blaise... Por favor... – a tosse cessara. A respiração cessara. Ela encarou os olhos negros que nada mais podiam enxergar. – Não, Blaise... - Draco foi até ela e cerrou as pálpebras do seu amigo.
 
A senhora Zabini se aproximou e abraçou o corpo morto do filho dizendo palavras entrecortadas em italiano. Draco abraçou Hermione com força e permitiu-se chorar depois de muitos anos.
 
---
 
Ambos entraram em casa. Hermione encostou-se na porta que fechara atrás de si. Draco parado à sua frente.
 
- Hermione,... A culpa não foi sua – ele disse.
 
- Tampouco sua. Nos culpar não nos levará a nada. – ele encarou os castanhos. As palavras de Blaise, as últimas palavras de Blaise ecoavam em seu mente. Aproximou-se dela. Suas mãos tocaram o rosto vermelho e molhado de lágrimas. Inclinou a cabeça dela para cima.
 
- Blaise me disse algo. – não, ela pensou – Hermione, é verdade? Por favor... É verdade?
 
- Por que isso importa, Draco?
 
Ele não respondeu com palavras. Apenas a beijou. Como desejava há anos. Como fizera no sexto ano. Ele a beijara. E ela correspondia ao beijo avidamente. Uma de suas mãos deslizou para a nuca dela, a outra para a cintura. Puxando-a. Sentia o gosto dela misturado ao gosto de sal. Sua Hermione.  Sua boca deslizou até alcançar a orelha dela e perguntou num murmúrio rouco que a fez perder a pouca força que tinha. Ele a sustentava.
 
- É verdade, Hermione? Você ainda me ama?
 
- Sim, Draco – ela respondeu – Por que isso importa?
 
- Importa, Hermione, porque eu também te amo – ela o empurrou para que se encarassem. Seu coração descompassado.
 
- Do que está falando?
 
- Eu sempre te amei. Desde os meus 16 anos, Hermione. Eu nunca deixei de te amar.
 
Ele viu a decepção passar pelos olhos dela. Ela sentia-se traída. Hermione tentou se afastar, mas ele não permitiu:
 
- Não, Hermione. Chega de fugas. Está na hora de vivermos isso. E hoje você será minha. Para sempre – e voltou a beijá-la sem dar chance para que ela saísse. Ele sabia. Ela sabia. Ela nunca seria capaz de sair.
 
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1 - Hermione, minha princesa linda. Sabe que eu te amei verdadeiramente?
 
N.A.: esse final de capítulo foi uma das cenas mais difíceis que escrevi. Chorei aqui.... Mandei mensagem pra Maris... E não conseguia enviar o capítulo, pois estava sem Internet...
Novamente: Protego! Nox!
 
N.B.: O quer escrever? Recebi uma sms da Artemis ontem à noite dizendo que chorava muito. Meu coração apertou, sabia que o que eu mais temia havia acontecido...Tentei salvar o Blás, mas foi inútil. Assim que abri esse capítulo hoje pela manhã, senti a magia que emanava dele...Nunca demorei tanto para betar um cap. de Artemis. Levei três horas para ler e betar.Mas o cap estava especial demais e merecia um carinho especial nessa betagem.  Espero que tenham gostado do cap. assim como eu gostei!
 
N.A.2: Difícil... Capítulo que me desgastou... Quanto a Nêmesis... Se não me engano, vi umfilme de um ser, alguém sei lá... que andava pelas sombras. Porém,não me lembro. Se alguém souber...Obrigada, mainha, por ter lido essa parte.
Agradecimento especial a Jessica Salicio que me auxiliou nas pesquisas pelos capítulos. o que ajudou que ele fosse terminado ontem.

 

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Comentários: 30

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Enviado por na carolina veiga em 29/06/2014

nossa fiqueimuito trite pq o blaize morreu, mais muito feliz pq finalmente draco se declaro para a hermione....
 

Nota: 1

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Enviado por Flor do Inferno em 14/01/2014

Caralho!!!!! Desculpe o palavrao mas foi preciso pra eu libertar oq sentir ao ler esse cap. Doi no meu cofacao. O blas morrendo foi triste demais 

Nota: 1

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Enviado por thevoldiggorry em 08/02/2013

Droga a fic já foi terminada :(

Nota: 1

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Enviado por thevoldiggorry em 08/02/2013

Ah droga! Eu estou chorando que nem uma louca! Por favor! Não mate a Molly, é muita dor pra mim.. por favor!

Nota: 1

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Enviado por Serena Sly em 08/04/2012

Por que a campanha Não mate o Blasio não deu certo????? por que...por que!!!! eu não podia chorar a meia noite e doze pq amanha eu acordo inchada.... eu to muito triste...mas eu to muito feliz pq finalmente o Draco se declarou heeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee...
Capitulo excelente..... triste e lindo
agora só falta matar a Molly

Nota: 5

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Enviado por Jess Mesquita em 16/02/2012

Chorei, chorei e chorei...
como vocÊ faz isso comigo
como me mata logo o Blaise??
parabens viu a "cena" foi de uma tensão, foi emocionante
só uma verdadeira autora consegue fazer...
mas apesar de toda essa tristeza fiquei feliz pelo Draco e a Mione.
anciosa pelo proximo capitulo
XO 

Nota: 1

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Enviado por Her Granger Malfoy em 15/02/2012

Pura maldade, filha. Chorei e chorei...
Mas pulei de alegria ao ver Draco segurar Mione, agora siiim e ela não vai mais escapar.

Perfeita! Bjos.

P.S.: Eu já tinha lido há um tempão e vi agora que não tinha comentado :O

Nota: 5

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Enviado por juliana vieira em 12/02/2012

leitora nova

estou adorando a fic

espero que continue

Nota: 1

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Enviado por Jamii Altheman em 10/02/2012

mimimi... já faz quase um mês... mimimimi... 

Nota: 5

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Enviado por jessica salicio da silva em 07/02/2012

Que lindeza de tristeza foi essa? Mas ta lindo demais. *-*
Artemis você ainda me mata, nunca mais viajo porque não sei viver sem essa vida minha *-* 

Nota: 5

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Enviado por Iasmim Costa em 26/01/2012

Não creio! Zabini morreu e agora a Molly esta doente tbm? Vc quer acabar com nossos corações?! Que triste!

Nota: 1

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Enviado por leleu_mione em 25/01/2012

Posso confessar, também chorei com a morte do Blás, que triste. Será que a Moly vai morrer também, porque ela é a mãe que todo mundo pediu a Deus, o amor em pessoa, vai ser muito triste se ela morrer também...
Pelo menos a morte do Blás foi positiva para o relacionamento do draco e da mione né, parece que até que enfim eles vão se acertar, mas estou com uma intuição que essa doença ainda vai ameacar essa união...
A fic tá pegando fogo, como você escreve bem, parabéns, mas por favor, por favorzinho, não faz o nosso casalzinho mais lindo do mundo sofrer muito não, tende piedade Artemis (KKKKKKKKKKKKKK)
Beijos e em cólicas esperando pelo próximo capítulo.

Nota: 5

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Enviado por Isabella Grindelwald Malfoy em 24/01/2012

Meu Merlin!!
 Coitadiinho do Blás.
 Será que nossos bruxinhos mais queridos vão enfim conseguir ser felizes?? Tomara.
 Continua!!! 

Nota: 5

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Enviado por The Daily Doll em 22/01/2012

Tadin do Blás :'( Fodis ele nem conseguir terminar a frase antes de partir, pelos menos o Draco e a Hermions finalmente sabem q se amam neh, já tava na hora, agora é só dar um chute na bunda do Simmons e td vai ficar quase bem *0* Só falta acharem a cura, matarem o bandido sem noção, salvarem todo o mundo (bruxo e trouxa) e todos serem eternamente agradecidos, ahh, e salvar a Molly principalmente.

Nota: 5

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Enviado por Jamii Altheman em 22/01/2012

não nos torture...

Nota: 5

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Enviado por Scarlett em 22/01/2012

PEGA, MATA, SACODE, EXCULAXA, JOGA ACIDO no infeliz q ta espalhando essa doença...

Como pode,  Matar o Blas????  *InstintoAssassinoON*

a CURA please... naum quero q a Molly morra tbm...

Ao menos as coisas entre a Mione e o Draco parecem estar se encaminhado finalmente...

Next cap D. Artemis so quero me emocionar com cenas felizes viu...

A fic ta otima!!!!

 

Nota: 5

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Enviado por Elisa Carvalho 3 em 22/01/2012

Capítulo perfeito, ansiosa pelo próximo *----*

Nota: 5

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Enviado por Ju Fernandes em 22/01/2012

Só tenho uma coisa a dizer: LUTO! *chorando horrores*

Nota: 5

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Enviado por Aylane Cristina Macedo em 16/01/2012
Que triste a morte do Blaise... + fiquei feliz por finalmente o Draco e a Mione perceberem q se amam ^^ Ansiosa pelo próximo cap...
Nota: 5

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Enviado por annnnie em 15/01/2012
que final maravilhosooo!!! adorei, mt anciosa pelo próximo cap :)
Nota: 5

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