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12. Ajudem a J.K.!


Fic: Harry Potter e o Segredo de Sonserina


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Se descobrir que o mundo de Harry Potter realmente existia não fosse a coisa mais gratificante que já tivesse acontecido com Ana, a expressão de Percy naquela manhã, quando entrou na Toca, teria ocupado este lugar com toda a certeza!

- Estão vendo isso? – Percy estendia um jornal trouxa para os pais, histérico. – “Harry Potter e a Pedra Filosofal”! Está em todos os jornais trouxas! E esta doida, Rowling, já disse que está escrevendo um segundo livro! A coisa toda fugiu do controle, e aquela garota...

Ana interrompeu-o, a voz sarcástica e bem-humorada:

- Bom dia para você também, Percival! – ele sobressaltou-se. Estivera de costas para a sala e ainda não tinha percebido a presença dela ali.

- S-senhorita Ana. Que bom vê-la. Como está sua tia, a senhora Smith-Roberts?

“Então ele já sabe...”, pensou Ana, com um sorriso. “Ah, as vantagens de ser descendente de Helga Hufflepuff!”.

- Muito bem, Percival, obrigado por se preocupar. – Ana lançou um olhar divertido para Fleur e Gui, com quem conversava antes.

O casal sabia de tudo agora. A própria Ana havia sugerido aos Weasleys que dividir o segredo com eles só iria ajudar.

- Olá, maninho! – Gui exclamou. – Não vai dar um abraço no seu irmão e na sua cunhada?

Percy cumprimentou os dois, muito envergonhado.

- Então... Que coisa é essa do Harry e a Pedra...? – Gui perguntou.

- “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. – Ana respondeu. - É o primeiro livro e conta como Harry foi parar na casa dos Dursleys, de que forma descobriu que era bruxo e como impediu que a Pedra Filosofal caísse nas mãos de Voldemort. – Ana revirou os olhos quando eles estremeceram ao nome: - Ah, gente, por Merlim!

- Isso é “fantastic”! – Fleur exclamou, admirada. – Ainda não consigo acrreditarr...

- Fantástico, uma ova! – Percy estava impaciente. – O mundo mágico está ameaçado...

- Ah, não é para tanto, Percival... – Ana o interrompeu gentilmente, tentando por panos quentes.

- Não é para tanto? Não é para tanto? – Percy repetia, irritando-se, não se importando mais quem era Ana.

Ele lhe mostrou um outro jornal trouxa e, apontando para uma foto onde ela aparecia na festa na casa do Primeiro Ministro trouxa, perguntou:

- O que me diz disso, senhorita?

Ana olhou atentamente para a foto por dois segundos, balançou a cabeça negativamente e disse em um tom pesaroso:

- Que eles não pegaram o meu melhor ângulo... Essa sombra no meu nariz faz com que ele pareça tão grande quanto o do Snape!

Os demais riram, exceto Percy:

- Não vai achar tão engraçado quando souber que o Ministério já sabe e quer a cabeça da tal Rowling!

- O quê? – Ana empalidecera.

- Isso mesmo o que ouviu. O ministro vai convocar uma audiência pública para ainda hoje. Quer tomar providências para que ela pare de escrever.

Nesse momento, entraram Harry, Gina, Rony e Hermione. Atrás deles, Tonks e Lupin.

- O que houve? – Harry perguntou.

Enquanto Percy explicava tudo novamente, Ana correu para o andar de cima. Desceu segundos depois com a sua bolsa nas mãos, e foi direto para a porta.

- Aonde você vai? – Hermione perguntou.

- Londres. Acho que a editora dela fica lá. Vou ver se consigo o endereço de Rowling.

- Para quê? – Percy perguntou.

- Para avisá-la, oras! Não posso deixar que a obriguem a parar de escrever! Seria um desastre! Alteraria o futuro! E, além disso... Já imaginaram se algum bruxo das trevas a pega? – Ana estava apavorada. – Se ainda não pensaram, esta idéia não sai da minha cabeça desde que Percy disse que o Ministério havia descoberto. Agora é uma questão de horas a notícia chegar até eles... Ela sabe... De coisas que eles não podem saber!

Ana voltou-se novamente para a porta quando ouviu Harry dizer:

- Nós vamos com você.

- Não vão não! – a senhora Weasley disse. – Não é seguro andarem assim pelas ruas de Londres... Ontem mesmo atacaram um grupo de turistas trouxas na Irlanda! O governo deles pôs culpa nos terroristas, como sempre... Não! – repetiu. – Não vão!

- Então nós vamos também, Molly. – Lupin disse e Tonks concordou.

- Talvez, se ela vir Harry... – Ana pensou em voz alta. – J.K. é um tanto reservada, talvez ela nos receba se os garotos estiverem junto...

A senhora Weasley trocou um olhar preocupado com o marido, suspirou e disse resignada:

- Está bem. Mas tenham cuidado!

- Por favor, senhora Weasley, avise minha tia – Ana rabiscou um bilhete em um pedaço de papel qualquer – e entregue isto a ela. Diga para Moody nos encontrar na rua do Caldeirão Furado. A editora, se não me engano, fica nela.

Ana dirigiu-se a Percy:

- Obrigada por avisar. Sempre soube que era um bom rapaz. – sorriu. – Só precisava de uma oportunidade para se retratar.

Percy ficou vermelho como Rony costumava ficar. Enquanto o grupo saía, ele olhou para os pais, que o fitavam com orgulho. Descobriu que era isso que queria ver desde que havia saído de casa, agindo como um idiota bajulador e pomposo. Mas tudo o que precisava fazer para que seus pais se sentissem orgulhosos dele era ser o que sempre fora: um Weasley.

Lá fora, Ana já estava quase atravessando o portão quando um divertido Rony gritou para ela:

- Aonde vai?

- Para Londres, eu já...

- À maneira trouxa?

Ana caiu em si. Com um sorriso encabulado, respondeu:

- Força do hábito... – e seguiu com os outros para o Ford Anglia do senhor Weasley.

***

O estômago de Ana roncava, lembrando-a que não tinham almoçado. Mas mesmo assim não diminuiu o passo. Continuava caminhando apressadamente pela calçada, sendo seguida pelos demais.

- Ana, espere! – Tonks pediu. – Temos que combinar o que vamos falar. Ou acha que eles vão nos dar o endereço assim, sem mais nem menos?

Ela obrigou-se a parar, reconhecendo que a amiga estava certa.

- Tá. – sugeriu, enquanto todos se agrupavam em um círculo para conversar: – Que tal... – estava nervosa demais. - Dizermos que somos parentes dela?

- Muito óbvio, não acha? – Tonks provocou.

Eles estavam em frente a uma livraria. O local também tinha um ponto de ônibus, onde uma mulher e duas crianças, uma menina e um menino, aguardavam. Harry olhou para eles, lembrando-se de quando tinha essa idade. O menino, que aparentava ter uns dez anos, o encarou também e Harry sorriu para ele. Quando estava voltando a sua atenção para os amigos, ouviu-o dizer:

- Mãe, aquele moço tem uma cicatriz igual ao do Harry Potter!

- Ah, que bom, querido... – respondeu a mulher distraída, enquanto folheava uma revista.

Os demais pareceram ouvir também, porque pararam de discutir e olharam espantados para Harry.

A vitrine da livraria exibia letras garrafais: “Aqui: Harry Potter e a Pedra Filosofal”.

- Já chega... – Harry sussurrou enquanto se dirigia resoluto para a loja.

- Harry, não... – Ana implorou, mas não foi ouvida. Os outros também protestaram, mas ele abriu a porta e entrou, alheio aos demais.

Harry olhou ao redor, procurando algo.

- Harry, nós realmente não temos tempo... – Ana tentou dissuadi-lo, mas ele já se dirigia para uma estante decorada com chapéus de bruxo em cartolina.

Ele pegou vagarosamente um exemplar, e Ana suspirou resignada. Os demais estavam parados, também parecendo surpresos enquanto observavam o exemplar que Harry tinha nas mãos.

- Interessado em Harry Potter? – uma vendedora se aproximou sorridente. – É incrível como esse bruxinho faz sucesso! Todos se apaixonaram por ele!

Harry encarou interrogativamente a vendedora, a expressão séria, quase agoniada:

- Por quê? Por que as pessoas gostam dele?

A moça pareceu confusa por alguns instantes pela reação de Harry. Hesitante, respondeu:

- Eu... Não sei. O pobrezinho teve uma vida tão difícil...

- Então elas têm pena dele? – a voz de Harry tinha uma nota quase imperceptível de orgulho ferido.

- Não... Quero dizer... – a vendedora estava pensando seriamente sobre a pergunta. – É claro que não é fácil não sentir pena dele tendo sido criado por aqueles tios... Dá vontade de bater nos Dursleys, sabia? E dar umas boas palmadas no Duda, que é o que ele devia ter recebido há muito tempo se aqueles pais... Ah, desculpe! Já estraguei parte da sua leitura! – a vendedora lamentou. – Eu realmente não sei te dizer por que as pessoas gostam dele. Pessoalmente, gosto de ler esse livro porque Harry parece muito real e desperta o melhor que há em mim. Acho que gostaria que ele fosse meu irmão mais novo! – ela completou sorrindo.

Harry foi lançado a um mundo à parte, onde seus pensamentos vagueavam sobre aquelas palavras. Sentiu uma certa onda de conforto, e quase não ouviu quando a vendedora perguntou:

- Vai levar o livro?

- Vou. – ele pareceu acordar. - Vou sim.

- Harry... – Ana começou a protestar. Não tinha certeza que conhecer os conteúdos dos livros fosse uma boa idéia para ele.

- Eu preciso. – disse para Ana, o olhar decidido.

A vendedora olhou de um para o outro, confusa. “Harry”?

- Se é tão importante para você, “Larry”... – Ana apressou-se a acrescentar para distrair a vendedora. – Pode embrulhar para presente enquanto pagamos? – perguntou para a mulher.

Algum tempo depois, estavam de volta à calçada do lado de fora. A mulher e as duas crianças ainda estavam esperando o ônibus. Diferente de momentos antes, os bruxos estavam silenciosos. Parecia que todos ainda estavam digerindo tudo o que tinham visto.

- Nossa! – foi Gina que quebrou o silêncio. – Agora essa coisa de livros parece tão mais real...

- Até que enfim encontrei vocês! – um homem grisalho e de óculos escuros apareceu do lado deles. A voz de rosnado era inconfundível.

- Moody? – Harry perguntou.

- Sim. – ele respondeu secamente. – Poção polissuco. Os trouxas não reagem bem com a minha aparência real. – então ele continuou em tom preocupado: - Más notícias. A audiência pública vai começar daqui à uma hora. Se não fizermos algo, a decisão tomada lá será...

- Irreversível. – Ana completou. Quando os demais a olharam surpresos, deu de ombros e acrescentou: - Andei lendo sobre as leis bruxas.

- O que vamos fazer? – Hermione questionou angustiada, parecendo falar consigo mesma. – Como vamos convencer o ministério a deixar Rowling continuar escrevendo?

Ana olhou fixamente para as crianças no ponto de ônibus. Fãs de Harry. Ela apostava que elas tinham os melhores motivos... Olhou mais atentamente para a mãe delas. Parecia que a conhecia de algum lugar...

- Catherine White? – chamou.

- Sim? – a mulher voltou-se para Ana. – Nós nos conhecemos? Quer dizer, você me parece familiar...

- Sou Ana! – ela sorriu e se aproximou. – Eu e sua irmã estudamos juntas! Você salvou minha vida, lembra? Quase me afoguei na piscina da escola...

- Meu Deus! Como você envelhe... Quer dizer, cresceu! Como você cresceu!

Ana conteve a irritação. Sabia que não aparentava mais ter dezesseis anos, mas ela queria o quê? Ela tinha vinte e quatro, na realidade!

As crianças estavam encarando Harry novamente, o que estava deixando-o sem graça. Com certeza estavam pensando que o rapaz era parecido demais com o personagem do livro que gostavam tanto. “Que gostam tanto...” Uma idéia se formou na sua cabeça:

- Cat, aceitaria tomar algo no Caldeirão Furado? Tenho umas coisas para conversar com você...

- Não! – os outros exclamaram ao mesmo tempo.

As crianças arregalaram os olhos ao reconhecer o nome do lugar por onde se chegava ao Beco Diagonal.

- Tudo bem gente, eu sei o que estou fazendo! – Ana sorriu confiante.

***

Meia hora mais tarde, depois de muitas explicações, provas de que estavam falando a verdade e vários ataques de “Que legal”, “Minha nossa!” “É super-hiper-mega legal” das crianças, todos estavam na entrada do Ministério.

- Vamos ser banidos por isso... – Moody resmungou.

- Você é maluca, sabia? – Lupin sentenciou.

- E nós mais malucos ainda por concordarmos... – Tonks completou.

Ana sorriu sem dizer nada e voltou a atenção para os garotos. Samantha, a filha de oito anos de Catherine, tinha cada uma das mãos agarradas em uma das de Harry e de Rony, não aceitando solta-las de jeito nenhum. A garota exibia um sorriso enorme no rosto, como que a dizer: “estou com Harry e Rony, podem ter inveja de mim”.

- Eu disse que vocês faziam sucesso com as mulheres... – Ana teve que abafar o riso.

- Só esqueceu de mencionar a idade delas. – Rony disse irritado. E resmungou enquanto olhava desgostosamente para o menino que abraçava Hermione pela milionésima vez: - E também esqueceu de dizer que Mione fazia o mesmo sucesso com os garotos.

- Eu gosto muito de você, Hermione! – o garoto sempre repetia.

- Obrigada, Christopher... – Hermione respondeu entre envergonhada e divertida.

- Ei! – Rony reclamou. - Ô “projeto de gente”! Dá para soltar um pouco a minha namorada?

- Você e a Hermione estão namorando? – o queixo do garoto caíra, enquanto os olhos se esbugalharam em surpresa.

- Eu sabia! – Samantha afirmou com superioridade. – Sabia que isso ia acontecer desde que ela o avisou no Expresso de Hogwarts que o nariz dele estava sujo.

Rony e Hermione ficaram vermelhos na mesma hora.

- Tá. – o garoto deu de ombros. – Também gosto da Gina! – e abraçou a garota, mais parecendo um carrapato.

- Essa não! – dessa vez foi Harry quem reclamou.

- O quê? Vocês também estão namorando? – Christopher a soltou indignado. – Ah, que saco! Vocês eram mais legais quando tinham onze anos!

Samantha sorriu, erguendo os olhinhos azuis para Harry:

- Que legal, Harry! Se você se casar com a Gina, você e o Rony vão ser irmãos de verdade!

Harry e Gina trocaram um olhar rápido e dessa vez foram eles que enrubesceram. Ao mesmo tempo, Ana pareceu lembrar-se de algo:
- J.K.! Não dá tempo de enrolar os funcionários da editora...

- Pelo menos sabe em que cidade ela mora? – Lupin perguntou.

- Em 1997? Edimburgo, eu acho. Com a irmã.

- Tudo bem. Acho que conseguimos dar um jeito. Tonks e eu vamos tentar acha-la.

- Obrigada. – Enquanto eles aparatavam (o que quase provocou um grito surpreso em Cat), Ana explicou para a amiga: - Tudo bem. De agora em diante você é um aborto, ok?

- Um o quê? – Cat estranhou.

- Alguém que nasceu de pais bruxos, mas que não tem poderes mágicos. Eles podem transitar no mundo mágico, ao contrário dos trouxas.

- Deus! E precisavam ter esse nome? – Cat perguntou. – Já não bastava esse negócio de “trouxa”?

Ana abriu a boca para responder, mas as palavras não vieram. Cat estava coberta de razão. Enquanto isso, Harry disse para as crianças:

- Escondam-se naquela pilastra e coloquem isto.

- A Capa de Invisibilidade! – Sam e Chris pularam de felicidade.

- Shiiiii! – Harry pediu silêncio. – Vão!

Enquanto os garotos desapareciam por baixo da capa, o grupo de adultos encaminhou-se até o porteiro.

- Varinhas? – ele pediu. Pesou uma a uma e, quando só faltou Cat, Ana apressou-se a dizer:

- Sem varinha. Aborto.

- Hã... Tudo bem. – estava evidentemente com pena da mulher. – Podem passar.

Moody os guiou até a Sala de Julgamentos. Ana parou um pouco antes de entrarem, tomando coragem. Audiências bruxas eram completamente doidas. Foi quando sentiu algo colidir em suas costas.

- Crianças, são vocês?

- Hum, hum! – vozinhas finas responderam baixo.

- Entrem e fiquem perto de sua mãe.

A sala mais parecia a casa torta, do homem torto daquela história infantil. As paredes e arquibancadas em círculos só podiam ter sido construídas com mágica. Ao centro, ao que tudo indicava, ficaria o objeto de julgamento. Mas estava vazio.

Um burburinho percorria a sala. As pessoas estavam agitadíssimas e frequentemente balançavam a cabeça e diziam “Um absurdo!”. “Alguém tem que parar isso!” Algumas olhavam Harry com desconfiança, certamente achando que ele tinha participação, já que os livros falavam dele.

- Ana! – tia Agatha os encontrou e abriu caminho no meio das pessoas. Atrás de si, uma outra senhora e um adolescente. – Trouxe as coisas que me pediu no bilhete. – voltou-se para a outra mulher e para o garoto: - Essa é Augusta Longbotton e seu neto, Neville. Augusta é minha amiga desde os tempos de Hogwarts, e concordou em nos ajudar.

Mas Ana não escutou absolutamente nada depois que a tia lhe dissera quem era o garoto tímido. “Neville!”, Ana sorria de orelha a orelha e estava prestes a abraçá-lo e pedir um autógrafo quando Gina sussurrou:

- Comportem-se! – ela dirigia-se para algum ponto vazio, mas de onde Ana percebeu virem barulhos de pulinhos de contentamento. Em seguida olhou para Ana, acrescentando: - “Os três”!

Ela não teve outra saída a não ser reconhecer que Gina estava certa e fingir que não sabia absolutamente nada do garoto à sua frente. As crianças pareceram obedecer à voz de comando de Gina (às vezes, ela ficava tão assustadora quanto a senhora Weasley) porque não se percebia mais nenhuma movimentação daquele ponto em específico.

Agatha e a senhora Longbotton foram se sentar próximo à Prof. McGonnagal, que também estava ali, parecendo muito preocupada. Ana fez um sinal cumprimentando-a quando ouviu uma voz etérea e feminina:

- Com licença! – uma menina loura e de olhos muito saltados se aproximou deles. – Oi gente! Como vocês estão? Eu tenho uma teoria muito interessante sobre isso tudo. Acho que a tal Rowling na verdade é o espírito de uma bruxa muito poderosa que morreu em... Sei lá quando, só sei que ela era a favor da revelação do Mundo Mágico e jurou retornar para fazer isso. Deve ser por isso que ela sabe tanto...

- Luna... – Hermione balançou a cabeça desaprovadoramente.

Gina conteve Ana a tempo dela fazer o mesmo que tinha pensado em fazer com Neville momentos antes. Depois lançou um olhar intrigado para o “espaço vazio”, estranhando o silêncio.

- Luna só aparece no quinto livro, eles não ouviram falar nela ainda. – Ana sussurrou para Gina.

Gina fez um sinal de compreensão. Luna continuou:

- Só ia dizer que deve ser por isso que nenhum auror foi capaz de encontrá-la!

- Não encontraram a Rowling? – Ana perguntou preocupada.

- Ah! Olá – Luna pareceu perceber a presença dela e sorriu aérea, mas simpaticamente: - Sou Luna Lovegood.

- Ana Maximilliam Anhanguera... – se apresentou.

A garota não estranhou o nome, ao contrário, parecia ser a coisa mais normal do mundo. O que, aliás, era de se esperar quando se conhecia Luna Lovegood.

- Com licença, querida, dê espaço para a verdadeira imprensa, sim? – uma mulher com um bloco de notas e uma caneta voadora afastou Luna e se aproximou de Harry:

- Então, senhor Potter, como se sente tendo a sua vida aberta para o mundo todo por uma escritora trouxa?

Harry limitou-se a fitá-la com um olhar assassino. Hermione se aproximou por trás dela e bateu um dedinho no ombro da mulher, chamando-lhe a atenção:

- Rita Skeeter, pensei que já tivesse lhe ensinado a não invadir a privacidade dos outros...

- E pensei que já soubesse que agora eu sou uma animaga registrada, senhorita certinha... – a repórter devolveu triunfante.

Hermione pareceu surpresa, mas se recompôs:

- Isso não anula o que fez antes...

- Prove o que eu fiz, então! – Skeeter pareceu se deliciar.

- Hum, hum! – Ana se fez anunciar.

Skeeter voltou-se para a brasileira e perguntou:

- E você seria... – deu um risinho de desdém – A sobrinha aborto de Agatha Smith... Não é?

- A sobrinha, sim. – Ana limitou-se a responder. – Mas não interrompi sua conversa “tão interessante” com Hermione para falar sobre minhas raízes senhorita Skeeter. Só queria corrigi-la que... – levantou o exemplar de “Harry Potter e a Pedra Filosofal” - ...que nós JÁ TEMOS provas suficientes...

A repórter arregalou os olhos, empalidecendo.

- Volte para o lugar reservado para a imprensa. – Ana indicou com a cabeça o lugar onde os outros repórteres estavam, inclusive o pai de Luna. – E, por favor, “continue” fazendo seu trabalho com ÉTICA...

Skeeter bufou, mas voltou a se sentar com os outros repórteres.

- Realmente...? – Hermione começou a perguntar.

- É claro que não! Eu blefei. – sussurrou para Hermione – Isso só vai aparecer no quarto livro, que é quando “você” descobre que ela era uma animaga não-registrada!

As duas trocaram um olhar cúmplice. Scrimgeour bateu diversas vezes com um martelo, impaciente:

- Silencio, por favor! Silencio! SI-LEN-CIO! – levantou-se e gritou, sendo finalmente atendido. – Obrigado. – sentou-se novamente.

Percy levantou-se, desenrolou um pergaminho e começou a ler:

- “Julgamento de Joane Rowling, pseudônimo J.K. Rowling, residente em lugar incerto e não-sabido, sob a acusação de revelar o Mundo Mágico aos trouxas, e violar, assim, a Lei Máxima de Separação Entre Bruxos e Trouxas”.

Novos burburinhos percorreram a sala, mas desta vez as cabeças se voltavam em todas as direções procurando a acusada, mas sem sucesso. Scrimgeour resolveu esclarecer logo a situação:

- A acusada J.K. Rowling não foi encontrada para fazer a sua defesa. No entanto, conforme prescreve o artigo terceiro da Convenção dos Bruxos de 1589, o julgamento pode prosseguir sem a presença do acusado quando a conduta delatada for de extrema gravidade, e as medidas a serem tomadas devam ser postas em prática sob pena de danos irreversíveis... Assim, fique consignado na ata que os aurores fizeram o possível para encontrá-la, e continuemos o...

- Com licença! – Ana levantou-se, atraindo todas as atenções para si. Engoliu em seco e continuou: - Desculpe interromper, Excelência, mas eu gostaria que se fizesse consignar também que desejo fazer a defesa da acusada...

O salão caiu em risada diante das palavras de Ana.

- Senhorita... – Scrimgeour estava impaciente. – Isso não é um tribunal trouxa. Não há advogados.

- Eu sei, Excelência. – reunindo coragem, continuou: - Mas o Decreto Honorífico de 1435 diz que - Ana pegou um pedaço de papel e começou a ler: “...é facultado aos descendentes dos quatro maiores bruxos que a Grã-Bretanha já viu, o patrocínio de causas que acreditem serem nobres frente ao Tribunal Bruxo”.

Um novo burburinho.

- Você disse... Descendente? De quem? Como...?

- De Helga Hufflepuff, Excelência. Sou filha de Elizabeth Smith Maximilliam. Os Smiths são reconhecidamente descendentes de...

- Sim, sim! Eu sei! – Scrimgeour interrompeu-a. – Milton! – como não teve resposta, procurou alguém em um canto escuro da sala e gritou novamente: - Alpharrápius Milton! Acorde!

Um velhote saltou de sua cadeira, onde estivera dormindo:

- Sim! O quê? Já acabou?

- Milton... – o Ministro teve que controlar a vontade de esganá-lo. – Milton, o Decreto Honorífico de... – voltou-se para Ana, pedindo mudamente que repetisse:

- De 1435, Excelência.

O velhote pareceu pensar por uns instantes, e então sacou uma varinha do velho casaco que vestia e apontou para uma estante enorme – que ia do teto a uns trinta metros de altura até o chão – e fez um único rolo depositado em um dos quadradinhos que formavam a estante voar até a mesa do Ministro.

- Sim... – murmurou o Ministro desgostosamente, depois de ler o conteúdo. – É verdade. Tem como provar que é quem diz ser, senhorita? – frente a um balançar de cabeça de Ana disse: - Apresente o documento à senhora Tereza Albourne.

Ana pegou um rolo amarelado que tia Agatha lhe estendeu e entregou à mulher de meia-idade que o Ministro tinha lhe indicado. Tereza Albourne olhou o documento e falou para Ana, intrigada:

- Mas... Conforme este documento, você tem só dezesseis anos!

- Um conselho, Excelência: nunca ande debaixo de um sol tropical como o do Brasil sem protetor solar. O sol dos trópicos acaba com qualquer pele.

- Oh, pobrezinha! – a mulher pareceu se compadecer. Voltou-se para o Ministro e disse, de forma que todos pudessem ouvir – Está tudo correto, senhor Ministro.

Scrimgeour olhava de Ana para Agatha, e dessa para o pergaminho que Milton lhe estendera:

- A senhorita é a sobrinha de Agatha Smith-Roberts que todos dizem ser um aborto, não é? – ele pareceu satisfeito, e nem mesmo esperou a resposta de Ana para continuar: - Sinto muito, mas então não pode assumir causas. O pergaminho diz que somente bruxos...

- Mas eu sou bruxa! – Ana exclamou, levando a sala a novos burburinhos. Até Ana pareceu se surpreender ao assumir sua nova identidade sem problemas. – É... – repetiu com um pequeno sorriso despontando nos lábios. – Eu sou uma bruxa!

Como Scrimgeour não pareceu muito convencido, Ana pegou sua varinha e a apontou para um camundongo que passeava desavisadamente pelo canto do tribunal: “Fera Verto!” – o roedor se transformou em um cálice.

Os burburinhos estavam se tornando freqüentes naquele julgamento!

Ana sempre teve em mente que tribunais bruxos não eram brincadeira. Como alguém formada em Direito, a cena do julgamento de Harry a impressionou bastante porque não houve advogados. Se não fosse por Dumbledore, Harry ficaria sem defesa. Isso é tido entre os juristas trouxas modernos como uma barbárie, um elemento certo para um resultado injusto.

Nas três primeiras semanas em que ficou no mundo mágico, tratou de reunir todas as informações que podia. Além de estar lendo os jornais trouxas para tentar saber o que o “querido tio Voldie” poderia estar aprontando, encheu Moody e Tonks de perguntas, sem, contudo, contar-lhes seus temores. Quando achou o decreto, pensou imediatamente em tia Agatha. Mas agora que descobrira seu “dom”...

- Fui eu quem ensinou isso para ela! – McGonnagal comentou orgulhosa para Augusta Longbotton. – Saiu da minha sala conseguindo transformar praticamente qualquer coisa viva em um cálice!

Ana continuou explicando, alheia aos comentários que percorriam a sala:

- Só demorei a descobrir meus poderes, Excelência. Meu pai era descendente de ameríndios, então...

- Sim, sim... Entendo. – o Ministro se agarrou mais uma vez às palavras do pergaminho: - Mas você também precisa ter o apoio de mais um renomado cidadão da comunidade bruxa... Que não seja da sua família... – acrescentou quase maldosamente, olhando para Agatha. – E... – agora deu um risinho. – De um cavaleiro andante que tenha lutado contra um dragão.

- Eu a apoio! – Augusta Longbotton se levantou. – Sou membro do Conselho há mais de quarenta anos, acho que isso é o suficiente, não é, Rufo? – a senhora Longbotton chamou-o pelo primeiro nome e ergueu uma sobrancelha, como que a desafiá-lo dizer que não. Agora Ana entendia o comportamento temeroso de Neville frente à avó. Ela voltou-se para a senhora e mexeu os lábios sem som, dizendo: “obrigada”, e recebeu um sorriso de volta.

- Sim, sim... – o Ministro respondeu à senhora Longbotton cautelosamente. – Mas ainda há o problema do cavaleiro do dragão... – riu como se estivesse se desculpando. – E devo avisar que o senhor Potter não conta...

- Como não? – Ana insurgiu-se. – Ele lutou contra um dragão no Torneio Tribruxo!

- Acontece que o senhor Potter é diretamente beneficiado com o comportamento da acusada, e conforme o decreto...

- Ter minha vida exposta é um benefício? – Harry se levantou furioso com a acusação. Rony e Gina o fizeram se sentar novamente.

- Senhor Potter devo avisá-lo que não pode se manifestar. Agora vamos continuar com o julgamento que já foi adiado demasia...

- Com licença! – a porta se abriu e Carlinhos entrou. Evidentemente chegara até ali correndo. – Ouvi que precisam de alguém que lida com dragões?

Ana sentiu realmente como se um corajoso cavaleiro tivesse vindo salva-la. Quando Carlinhos se aproximou dela no centro da sala, ela disse, de forma que só ele escutasse:

- O que está fazendo aqui? Pensei que estivesse na Romênia...

- Fui conversar com a mamãe pela lareira e ela me contou o que estava acontecendo. – ele respondeu no mesmo tom. - Sabendo que você tem o talento do Harry de se meter em encrencas, como Dumbledore disse, logo imaginei que precisaria de ajuda... – sorriu provocador.

Ignorando o impropério que evidentemente Ana segurara de lhe dizer, ele caminhou até Scrimgeour e entregou um pedaço de pergaminho:

- Minha licença como treinador de dragões, Excelência. – depois de um murmúrio resignado do Ministro, ele prosseguiu: - Gostaria de apresentar meu apoio à jovem donzela... – o ruivo voltou-se para Ana e sorriu charmosamente, o que provocou vários suspiros das mulheres presentes.

“Assim ele dificulta minha vida...”, pensou Ana, o coração acelerado.

- Ana Maximilliam Anha... Ag... – o Ministro tentou dizer o nome que estava na certidão de nascimento de Ana, mas desistiu, falando simplesmente: – A senhorita foi aceita como defensora de J.K. Rowling!

Vários aplausos irromperam pelo tribunal, que àquela altura dos acontecimentos já estava, em sua maioria, torcendo por Ana (menos Skeeter, que tinha torcido o nariz). Carlinhos sorriu mais uma vez para Ana e foi se sentar ao lado dos irmãos. Ela percebeu que o senhor Weasley estava logo atrás deles. Certamente o Ministério tinha parado para ver o julgamento.

- Senhorita Ana... – o Ministro recomeçou. – O Tribunal Bruxo acusa Joane Rowling, mais conhecida como J. K. Rowling, de expor a existência do Mundo Mágico aos trouxas. O que a defesa declara?

- Inocente, Excelências. – Ana respondeu sem hesitação.

Todos, até mesmo seus amigos, pareceram surpresos.

- Francamente, senhorita! – Scrimgeour exclamou. – “Inocente”? – ele pegou um exemplar de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”: - Este livro fala tudo sobre o nosso mundo, inclusive com detalhes!

- Mas em nenhum momento diz que é verdade, Excelência. – Ana rebateu. – A acusada sempre apresentou o Mundo Mágico como sendo fruto de sua imaginação. Desta forma, ela não cometeu nenhum crime que qualquer pessoa no mundo não tenha cometido ao contar um conto de fadas para uma criança dormir.

Algumas pessoas no salão balançam a cabeça, concordando com Ana. Ela continuou:

- A diferença, Excelências, é que ela é uma das poucas que não mistifica o que vai nos corações dos bruxos. Ela deixa bem claro que há bruxos bons... e bruxos ruins. Exatamente como acontece entre os trouxas. Ela os humaniza, Excelências... – Ana se corrigiu. – Ela NOS humaniza.

- É verdade! – uma vozinha exclamou.

- O que foi isso? – Scrimgeour perguntou.

- Minha prova, Excelência, que os livros de Rowling não são uma ameaça.

A um sinal de Ana, as crianças tiraram a Capa de Invisibilidade. Ninguém entendeu o que estava acontecendo.

- Essas crianças, Excelências, são trouxas. – Ana disse.

Murmúrios e gritos de protesto ecoaram no tribunal. “Trouxas não podem pisar no Ministério!” “Isso é uma afronta!” “Tirem-nos daqui!”.

- SILENCIO! – o Ministro gritou, e as vozes calaram. Ele voltou-se para Ana, furioso: - A senhorita passou dos limites! Feriu a lei bruxa! Obliviadores!

- Não! – Ana disse em uma voz de comando tão firme que até mesmo os aurores pararam. Ela disse ao Ministro: – Eu lhe asseguro que estou agindo dentro do que as leis bruxas permitem!

- Trazendo trouxas ao Ministério? – Scrimgeour atacou.

- Sim! – Ana disse no mesmo tom. – O Acordo... – Ana pegou mais uma vez suas anotações: - O Acordo de Cooperação Mútua entre Bruxos e Trouxas, de 1875, assinado pela Rainha Victória e por Algeous Calaham, o Grande Bruxo Benevolente, garante que trouxas possam ser trazidos como testemunhas em casos de acusação de revelação do Mundo Mágico.

Um silêncio sepulcral se fez enquanto o Ministro suspirava impaciente.

- Milton... – nada. – Milton! – roncos se ouviram e algumas pessoas abafaram o riso. – ALPHARÁPIUS MILTON, ACORDE SEU IMPRESTÁVEL!

- O q-quê? Ainda não terminou?

- Milton... – a voz de Scrimgeour era mais um lamento. – O Acordo de Cooperação de 1875...

Quando o pergaminho chegou às mãos do ministro, ele o abriu, leu por alguns instantes, e, encarando Ana, sentenciou:

- Sabe que eles vão ter que ser obliviados depois, não sabe?

- Sim, Excelência. – Ana voltou-se para Cat, que estava muito pálida e disse – A mãe dos meninos também está aqui como testemunha e concordou com tudo. Cat, venha cá, por favor.

Cat se aproximou e ficou do lado dos filhos.

- Seu nome? – o Ministro perguntou.

- Catherine White. – ela respondeu com a voz trêmula.

- E vocês? – ele se dirigiu às crianças.

- Samantha White. – Sam respondeu primeiro. – Minha mãe me deu esse nome porque gostava de um seriado da TV chamado “A Feiticeira”, sabia? – a criança sorriu para o ministro de forma tão doce que até mesmo ele pareceu amolecer.

- É mesmo? E o seu, rapaz?

- Christopher Ronald Weasley White...

- Como é que é? – o Ministro estranhou.

- Ah, tá bom... – ele deu de ombros. – É só Christopher White. Mas eu gostaria de ter o nome do Rony – o garoto olhou para o ruivo que enrubesceu, mas exibia um sorriso orgulhoso no rosto. – Exceto o nome do meio dele, “Bilius”. Esse nome é muito feio...

Todos riram e o sorriso de Rony desapareceu no mesmo instante:

- Eu ainda pego esse tampinha... – resmungou.

- Bem... – continuou o Ministro. – O que têm a dizer em defesa de J. K. Rowling?

As crianças se olhavam, e pareceram por um momento que não iriam dizer nada. Mas Chris falou:

- Que ela escreveu os melhores livros de todos os tempos!

- Ah, é claro que vocês iriam gostar deles. – o Ministro retrucou. – Eles falam sobre coisas fantásticas como voar em vassouras, transformar coisas, fazer poções...

- Não! – Sam exclamou. – Gostamos do Harry!

Todos os rostos se voltaram para Harry e depois foram para o das crianças.

- E como não iam gostar, não é mesmo? – Scrimgeour falou sarcasticamente. – Ele enfrentou o mais poderoso bruxo das trevas quando ainda era um bebê! Deve ser o herói de vocês!

Chris pôs as mãos na cintura e olhou desaprovadoramente para o Ministro:

- É claro que não é por isso! Harry nem sabe como fez! O mais legal no Harry é que ele sobreviveu aos TIOS dele!

- Os Dursleys não são pessoas boas! – Sam apoiou o irmão.

- Mas mesmo assim ele continua sendo um cara legal. – completou Chris. – Não é como aquele metido do Draco Malfoy.

- É! – Sam continuou. – E sempre ajuda os amigos. E os amigos dele gostam dele porque ele é corajoso e leal.

- E quanto ao que é falado do Mundo Mágico? O que acham dele? Não têm medo?

- Naaaaaaão! – Samantha disse. – Quer dizer... A gente só sabe do Beco Diagonal e Hogwarts. Mas a escola é muito legal... o Chapéu Seletor, as Casas, os fantasmas, os quadros que se mechem e falam... E as aulas! – a garota tinha os olhos brilhando.

- Viram? – o Ministro parecia triunfante. – Vocês gostam do Mundo Mágico porque parece que tudo é fácil, empolgante... Em breve estariam nos pedindo para consertar coisas para vocês...

- Não seja bobo! – era Chris de novo.

Risos foram abafados em todo o tribunal.

- Christopher! – Cat empalideceu.

- Mais respeito, mocinho! Sou o Ministro da Magia!

- Não parece! – o garoto rebateu. – Sabemos que a vida de um bruxo não é fácil. Precisam aprender a controlar seus poderes senão podem sair machucados ou então machucar outras pessoas. E tem que enfrentar perigos até mesmo estudando! A gente sabe que a Floresta Proibida não é nenhum parque de diversões!

- O que a gente quer dizer é que não somos como os Dursleys! – Sam completou.

- É! A gente não acha vocês esquisitos só porque fazem as coisas de um jeito diferente do nosso. Acho que é isso que o livro ensina...

Todos prestavam a máxima atenção no que as crianças diziam. Pareciam elevados com a visão de paz e respeito entre os dois mundos que eles mostravam.

- E essa coisa de separação... Apesar de a gente ficar um pouco chateado no começo... Acabamos entendendo porque fizeram isso. Há bruxos bons, e bruxos ruins... Hagrid disse isso a Harry. E... Se todo mundo vivesse misturado, ficaria difícil controlar os maus, eles iriam querer se aproveitar que a gente não sabe fazer magia e nos machucar... Então, por se sacrificarem e ficarem isolados para nos proteger vocês são todos mais ou menos como nossos heróis, eu acho... – ele franziu o cenho, parecendo pensar nas próprias palavras. - Espero que tenham entendido...

Sim. Todos haviam entendido.

- Principalmente depois de Voldemort... – Sam completou o irmão mais uma vez.

Todo tribunal protestou pela pronúncia do nome.

- Crianças... Devem dizer... – o Ministro começou.

- “Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado”? “Você-Sabe-Quem”? – Chis disse.

- Se sabem então por que...?

- Porque o medo de um nome só aumenta o medo da própria coisa. – Sam respondeu.

- Alvo Dumbledore sempre diz isso! – Christopher declarou sorridente.

Diante do olhar intrigado do Ministro, Ana explicou:

- O livro fala só sobre o primeiro ano de Harry, Excelência...

As crianças olhavam todos com uma expressão de interrogação:

- Harry, porque está triste? – Sam perguntou.

Harry não conseguiu responder e uma lágrima silenciosa escapou de seus olhos.

- Não... – a vozinha doce da menina falhou. Ela olhou para o irmão que também pareceu entender. – Dumbledore não!

Os dois começaram a chorar, e foram consolados pela mãe. Cat ergueu-se e disse, primeiro timidamente, depois com mais confiança:

- É isso que os livros ensinam: a amar o Mundo Mágico. Confesso que não li o livro... Mas meus filhos sim, e eles não param de falar em Harry, em Hermione, em Rony... Sam não descansou enquanto não ganhou um sapo, porque queria por o nome dele de Trevo igual ao do Neville Longbotton... – Algumas pessoas sorriram para Neville, que olhou para os lados timidamente e abaixou a cabeça envergonhado, mas com um sorriso nos lábios. – E um vizinho, da idade de Chris, enfrentou os amigos que queriam enterrar um gato vivo porque Dumbledore disse que é necessário ter coragem para enfrentar os inimigos, mas mais ainda para enfrentar os amigos... E que não era correto fazer os animais sofrerem...

- Especialmente gatos, porque podem ser a Profa. Minerva McGonnagal transformada... – Sam completou, ainda fungando, fazendo os demais rirem.

McGonnagal tentou fazer uma expressão de desaprovação, mas um sorriso escapou de seu rosto.

Os juízes pareceram chegar a um consenso. Um deles cochichou algo no ouvido do ministro, e ele perguntou:

- Alguma vez acreditaram que o Mundo Mágico existia?

- Bem... Não. – Chris respondeu. – Mas a gente queria tanto que existisse que sempre brincamos que é de verdade. – ele pareceu preocupado. – Isso é crime?

- Não querido. – Tereza Albourne respondeu.

E pareceu que os demais concordavam com ela, porque cochicharam mais um pouco, balançando as cabeças afirmativamente. Pouco depois, um deles cochichou novamente no ouvido de Scrimgeour, e ele disse, a contragosto:

- Esse Tribunal declara J. K. Rowling inocente das acusações!

A Sala de Julgamentos explodiu em aplausos, que foram interrompidos por Scrimgeour, que bateu novamente com o seu martelo, pedindo silêncio.

- No entanto, em conseqüência, o tribunal declara proibido que se comente qualquer coisa sobre o livro, se adquira um deles junto a livrarias trouxas, ou quaisquer outros que acusada... – o Ministro respirou fundo, tentando aceitar o fato – ...por ventura vier a escrever, bem como o ocorrido neste tribunal, sob pena de banimento do Mundo Mágico! E isso vale para a imprensa, também! – acrescentou lançando um olhar especialmente ameaçador para os jornalistas.

- Mas isso é ferir a liberdade de imprensa! – Rita Skeeter protestou.

- Tem certeza que quer que o conteúdo desses livros seja de conhecimento do Mundo Bruxo, senhorita Skeeter? – Ana perguntou sarcasticamente.

- Não! – ela tentou sorrir e disfarçar. – As decisões desse ilustríssimo tribunal são sagradas para mim... Se for para o bem das pessoas, não é...?

“Especialmente o dela”, Ana pensou.

- Senhor Ministro... – Ana perguntou, tentando se fazer ouvida em meio à balbúrdia geral. – E a proteção da autora?

- A respeito dos bruxos das trevas, você quer dizer? – Scrimgeour perguntou.

- Sim, Excelência. – ela disse preocupada.

- Duvido que qualquer um deles a encontre. Ao que tudo indica, alguém lançou um feitiço de confusão sobre o paradeiro dela. E um muito bom.

Ana sorriu. Dumbledore. É claro que ele não deixaria a amiga desprotegida.

- Obrigada, Excelência.

Ela voltou-se para Cat e as crianças:

- É hora de voltarem para casa e... De esquecerem.

- Aaaaaaaaah... – as crianças reclamaram.

- É preciso...

Harry se aproximou deles e os abraçou:

- Obrigado por tudo, pestinhas!

- Nós é que agradecemos, Harry. – Chris respondeu. – Por você existir. Mesmo que a gente vá esquecer disso daqui a pouco...

- Me promete uma coisa? – Sam perguntou.

- O que? – Harry sorriu para a menina.

- Que vai casar com a Gina?

Harry teve um acesso de tosse, enquanto Cat repreendia a filha:

- Sam! Desculpe, Harry...

Ele fez um sinal de “tudo bem”, e olhou para os lados, certificando-se que Gina não tinha ouvido. Ana virou-se para que Harry não a visse abafando o riso. Ela realmente sabia como Sam se sentia...

- Obrigada, Cat. Mesmo. – Ana disse abraçando a amiga. – É a segunda vez que me salva. Foi uma sorte te encontrar naquele ponto de ônibus.

- É... Foi quase... Mágico! – Cat sorriu.

Os demais se despediram do trio, que foi levado pelos aurores. Eles iriam fazê-los esquecer de tudo e deixa-los em casa, sãos e salvos. Quando saíram pela porta lateral, Ana ouviu Carlinhos comentar:

- É... Uma causa e tanto!

- Minha avó paterna sempre dizia: quando a esperança parece ter fugido, ouça as crianças.

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(N/A): Pensaram que a J.K. iria aparecer, né? Calma, estou com idéias para o futuro!

Obs: Acreditem, eu só percebi que o capítulo lembrou vagamente “Legalmente Loira” lá pela terceira vez que eu li. Não foi plágio, juro!

Magia: Obrigada pelo comentário! Que bom que gostou. Foi justamente pensando nos fãs que eu criei a Ana. Eu tenho algumas cenas que eu já decidi que vou escrever, mas ainda não tenho a história pronta. “Baixa” o santo em mim, às vezes e quando eu vejo o capítulo tá pronto... Olha eu fiquei muito feliz com o seu cometário. BRIGADÃO!

(De joelhos, implorando): COMENTEM!

Ah, gente, tô sem betha agora, se alguém se interessar... Agradeço, muito, muito e muito!

Bem... Até o próximo capítulo e obrigada por ainda terem paciência de lerem o que eu escrevo! Beijos!

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Enviado por allissandra em 05/09/2012

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