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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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9. Capítulo 09


Fic: Aquilo que você não vê DM-HG


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Já peço inicialmente desculpas pelo começo ruim... Fiquei meio travada, pois antes estava tão legal e sei que não será mais a mesma coisa... Com o desenrolar da história vou melhorando...


 


Capítulo 09


 


Draco a viu. Ela estava perfeita. Não que isso fosse novidade para ele. Hermione não estava acompanhada. Usava um vestido até os joelhos com uma bota de cano longo. Sorriu de lado, cutucou Blaise e falou:


 


- Eu disse que ela vinha soz-


 


Sua fala foi interrompida pelo aparecimento de Sean atrás de Hermione. A mão dele em sua cintura. Na sua delicada cintura. Ele era muito grande perto de Hermione. Definitivamente Sean Simmons não combinava com Hermione.


 


A piada de Blaise morreu nos lábios ao ver a expressão ferida do seu amigo.


 


- Oi, Draco. Oi, Blaise – Hermione disse visivelmente envergonhada. Os cumprimentos foram feitos de maneira extremamente formal e um silêncio incômodo pairou na mesa por alguns segundos.


 


- Então, vamos fazer os pedidos? – Blaise falou querendo amenizar - Quatro uísques de fogo?


 


- Você não quer uma cerveja amanteigada, Hermione? – Sean perguntou colocando um cacho de cabelo atrás da orelha da namorada.


 


- Ela prefere uísque de fogo, Simmons. – Draco falou de forma grosseira.


 


- Draco, por favor... – antes que Sean pudesse revidar, Blaise chamou o garçom e fez os pedidos. Começou a falar de quadribol para tentar aliviar o clima de tensão na mesa.


 


Draco, no entanto, não deixava de olhar Hermione com intensidade. Outra rodada de uísque onde os pedidos para o jantar foram feitos. Blaise já tinha esgotado os assuntos quando começaram a falar sobre o trabalho de cada um. Porém, o loiro permanecia calado e olhando Hermione. Claro que ela já tinha percebido aqueles olhares e a irritação do amigo.


 


No entanto, Draco precisava entender que agora era ela que namorava e ela não abriria mão de Sean. Era nisso que ela queria acreditar. Nisso que ela pensava incessantemente. Um soco na mesa a tirou de seus pensamentos:


 


- Pare de olhar dessa forma para minha namorada, Malfoy.


 


- Eu olho para minha amiga como bem entender, Simmons.


 


- Que tal encerrarmos a noite? – Blaise sugeriu, mas foi totalmente ignorado.


 


- Sabe, Malfoy... Não confio em você. Essa história tocante de mudança de lado, lealdade com nascidos trouxas não me convence realmente – o loiro desviou os olhos de Hermione e encarou Sean.


 


- Penso que você não deve ser convencido de nada. Não preciso provar nada a você, Simmons.


 


- Conheço bem a sua família, Malfoy. Andei pesquisando. Gerações e gerações de bruxos preconceituosos. Aliás, não é preciso muita pesquisa para saber da lealdade de sua família com o lado das trevas.


 


- Sean,...  – Hermione falou tocando o braço do namorado.


 


- Draco, vamos embora – Blaise disse de forma mais firme.


 


- Eu também faço minhas pesquisas, Simmons – o loiro ignorou novamente o pedido de Blaise de irem embora – Acontece que meus antepassados nunca foram segredo para Hermione. Ela sabe sobre os seus?


 


- Do que ele está falando? – Hermione perguntou olhando para o namorado.


 


- Hermione e eu estamos nos conhecendo – Sean usou um tom defensivo – Acontece que minha família mudou seus ideais por amor. Você mudou por covardia. Você não passa de um covarde, Malfoy.


 


Antes que alguém pudesse evitar a mesa que separava os dois homens voou longe e um feitiço foi lançado por Draco, porém Sean defendeu-se.


 


- Não é tão fácil me acertar quando não estou desprevenido. Acostume-se com a ideia, Malfoy. Hermione agora está comigo. Na minha vida. Na minha cama.


 


- SEAN! – Hermione exclamou. Draco estava furioso e Blaise segurou seu punho, murmurando um Não faça isso.


 


- Hermione, espere – Draco começou ao ver a expressão da morena.


 


- Não, Draco. Não quero ouvir. Sean é meu namorado. O mínimo que deveria fazer é respeitá-lo, como eu respeitei Astoria durante o tempo em que ficaram juntos.


 


- Escute, Mione... – Sean começou em tom apaziguador, mas também teve sua fala cortada.


 


- Não precisava falar do modo como falou – ela respirou fundo. Tentava, ao máximo, ignorar os olhares que atraíram pela confusão. Então, encarou Blaise – Leve-me embora daqui, Blás.


 


O negro não esperava por essa. Não era mais apaixonado por Hermione, mas a garota sempre teria um lugar especial em sua vida. Em seu coração. Olhou para Draco, percebendo o pedido silencioso que ele não partisse com Hermione. No entanto, no momento era Hermione que precisava de sua ajuda. Jogou alguns galeões na mesa e foi para o lado da morena.


 


- Vamos, Principessa. – e saiu com ela em seus braços, aparatando no seu hotel e depois a levando ao seu quarto.


 


Vendo-se sozinha com Blaise, ela sentou-se na cama e começou a chorar. Deixou que as lágrimas que segurava escorressem livremente. Blaise foi até o pequeno bar que havia em seu quarto e serviu dois copos de uísque de fogo. Sentou-se ao lado dela e entregou um copo. Ela bebeu o líquido, tentando conter o choro.


 


- Por que ele é tão idiota?


 


- Qual dos dois? – Blaise indagou e ela sorriu levemente.


 


- Draco... Por que ele age assim? Ele não sente nada por mim...


 


- Sabe que isso não é verdade, Hermione.


 


Ela respirou fundo, as lágrimas cessando. Sorriu levemente.


 


- E você sabe de que tipo de sentimento estou falando, Blás. Eu me iludi por tantos anos – ele ouvia calado, sentindo uma leve pontada de raiva do amigo por tamanha imbecilidade e era obrigado a concordar com Sean: Draco poderia ser um covarde às vezes – Quando ele disse que já sentiu algo por mim eu achei mesmo que poderia reconquistá-lo. Especialmente depois que começamos a morar juntos. – ela respirou fundo mais uma vez e deu mais um gole de sua bebida. Blaise esperou pacientemente – O tempo foi passando e percebi isso: eterna amizade... E é tão difícil...


 


- Você sabe que essa ceninha foi por ciúmes, não sabe? – ela concordou em silêncio – Você não acha que isso significa alguma coisa?


 


O olhar de Hermione machucou o coração de Blaise e ele sabia que por ela seria capaz de azarar seu amigo quantas vezes fossem necessárias.


 


- Draco é possessivo. Você sabe disso. É apenas ciúme de não me ter a hora que quer, indo aos jantares e festas quando ele acha melhor. E ir desacompanhada, claro.


 


Blaise levantou-se balançando negativamente a cabeça. Como duas pessoas inteligentes poderiam ser tão cegas? Enganar-se a tanto tempo?


 


- Já pensou que o melhor seria se vocês morassem em casas separadas? – provavelmente Draco o mataria por estar sugerindo isso a Hermione – E não me venha com a desculpa financeira.


 


- Sim, já pensei nisso... Eu penso nisso cada vez mais ultimamente – Hermione apoiou o copo no criado-mudo e deixou o corpo cair na cama suspirando e murmurando um palavrão.


 


Blaise sentou-se ao lado dela novamente e tocou-lhe gentilmente no joelho.


 


- Quer dormir por aqui hoje?


 


- Humrun.


 


- Eu transfiguro a poltrona em uma cama.


 


- Você pode dormir aqui, Blás.


 


- Principessa, se eu dormisse na mesma cama que você... Bem... Não responderia por mim – ela riu sonoramente pela primeira vez naquela noite – E tenho certeza que teria dois bruxos bem competentes com a varinha preparados para me impedir de ter filhos – a morena sentou-se novamente e entrelaçou seus dedos com Blaise. Sempre gostou de observar o contraste da pele deles.


 


- Desculpe-me por tudo. As coisas teriam sido mais fáceis se... – ele a interrompeu colocando o indicador sobre os lábios dela.


 


- La vita non è rende le cose facili, mia cara. (A vida não é feita de coisas fáceis, minha querida)


 


- Injusto falar em italiano, Blaise. Sabe que esse era um ponto fraco meu... – os dois riram e o rapaz negro deu um beijo na testa dela.


 


- Durma em paz, Principessa.


 


---


 


Harry não conseguia dormir naquela noite. Estava na varanda observando a noite de Londres. Atrás de si, sua mulher dormia tranquilamente sem saber o que se passava em sua mente.


 


Ele mesmo não sabia por que beijara Gina. Durante anos teve certeza da sua escolha e achou que a relação com os Weasley poderia ficar conturbada pelo fim do curto relacionamento, principalmente por que ela era declaradamente apaixonada pelo rapaz. No entanto, tudo tomou um rumo tranqüilo. Exceto pela própria ruiva que demorou um tempo para entender que Harry não queria nada.


No entanto, depois de anos sentiu o ímpeto de beijá-la e aquele sentimento apagado pareceu martelar novamente em seu peito. Bagunçou ainda mais os cabelos negros. Havia beijado outra mulher. Beijado Gina. Traído sua esposa. Traído Neville que era um grande amigo.


 


No que ele havia se enfiado?


---


 


Hermione acordou e viu que Blaise ainda dormia. Deixou um recado sobre o criado-mudo e foi para casa. Aparatou diretamente no seu quarto, tomou um banho. Parou na frente da porta do quarto de Draco. Respirou fundo algumas vezes. Blaise estava certo: ela precisava mudar-se. Quem sabe a distância poderia ajudá-la a apagá-lo da memória? Naquela semana mesmo se ocuparia em procurar uma nova casa para morar.


 


Bateu na porta uma. Duas. Três vezes. Não houve resposta. Abriu a porta vagarosamente:


 


- Draco?


 


Encontrou a cama ainda feita. Lembrou-se que das últimas vezes que passou a noite fora, ele esperou por ela na sala. Então foi até lá. No meio da escada deparou-se com Draco estendido no chão. Completamente ensanguentado. O grito morreu em sua garganta e ela desceu o restante dos degraus rapidamente.


 


- O que você aprontou? - com um feitiço fez que a camisa desaparecesse. Ela já tinha visto todo tipo de ferimento, mas vê-los em Draco, no homem que amava parecia tornar as feridas piores do que estavam.


 


Começou a curá-lo. Com as mãos sentiu que ele tinha pelo menos duas costelas quebradas. Com um feitiço levitou-o até o quarto. Conjurou suas poções e deu uma para ele beber, enquanto pedia silenciosamente que ele acordasse.


 


- Mimi... – ele murmurou ainda de olhos fechados.


 


- Draco – a morena respondeu deixando sua cabeça descansar na testa dela – O que houve?


 


- Onde estou?


 


- Em casa – ela disse. Como poderia partir agora? Como poderia partir em qualquer momento? – O que você aprontou? Está todo machucado. Tem duas costelas quebradas.


 


- Não lembro muito bem. Acabei me metendo em alguma briga em algum bar trouxa. E bruxo.


- Você não tem mais 17 anos, sabia? Beba isso – ela deu outra poção, ignorando a careta dele.


 


- Passou a noite com Blaise? – Hermione encarou os olhos cinzas.


 


- Draco esse não é o melhor momento para conversarmos. Você está ferido. Preciso curar seus ferimentos. Você tem cortes e ficará com alguns hematomas. Onde estava com a cabeça ao se meter em brigas?


 


- Em você passando a noite com Blaise – ela revirou os olhos.


 


- Nós somos apenas amigos, Draco. Você sabe disso.


 


Por alguns momentos Draco fechou os olhos imaginando se o amigo tentaria alguma coisa, sendo que estava ali para ajudá-lo.


 


- Não aconteceu nada entre nós – Hermione percebeu que o loiro sorriu levemente. E permitiu-se sorrir também – Draco, - ele abriu os olhos – você precisa encontrar uma maneira de conviver com Sean – a expressão dele voltou a ficar séria.


 


- Isso nunca vai acontecer, Hermione.


 


- Eu fiz isso por você. Com Astoria – Hermione estava sentada ao lado dele. A mão pousada delicadamente em seu ombro direito. Com a mão esquerda, ele foi até a mão dela, entrelaçando seus dedos.


 


- Eu não sou um grifinório, Hermione. - Ela fechou os olhos e deixou que uma lágrima escorresse. Draco sentiu o coração acelerar – Por favor, não chore.


 


- Draco, eu... – eu te amo, ela pensou, mas não falou – eu estou com Sean agora. E se não puder respeitar isso – ela soltou-se da mão dele e levantou-se – Eu vou precisar procurar outro lugar para morar. – dizendo isso, ela saiu do quarto.


 


Draco sentiu que a dor voltava ao seu corpo. Aos seus ossos. Ao seu coração. Ela não poderia sair assim da sua vida. E ele não poderia conviver bem com Simmons. Isso jamais aconteceria. Juntando sua pouca força, ele levantou e gemeu de dor. Abriu a porta e andou apoiado na parede do corredor.


 


A escada nunca pareceu tão longa. Sabia que Hermione estava preparando alguma poção para ele. Na cozinha.


 


- Mimi,... – ela parou o que estava fazendo.


 


- Draco! Você deveria estar deitado! Vou precisar lançar um feitiço?


 


- Não venha dar uma de medibruxa preocupado depois do que você acabou de dizer. Como assim: procurar outro lugar para morar? Eu não aceito isso.


 


- Você não tem que aceitar ou concordar com nada, Draco – ela foi até ele – Venha, você não deve ficar em pé. Suas costelas não estão curadas.


 


- Hermione, nós precisamos conversar – ele disse sério.


 


- Você precisa deitar – a morena retrucou. Draco sentia o corpo fraco e dolorido. Retomou o caminho do quarto aproveitando para sentir o corpo dela tão próximo do seu. O cheiro de Hermione...


 


Chegaram até o quarto dele. Hermione passouuma faixa ao redor do corpo dele e o acomodou de forma que ficasse sentado. Ele detestava a verdade de ser chamado de covarde por Simmons. E era hora de mudar esse jogo. Só que quando lidava com a realidade de contar a Hermione a verdade...


 


- Mimi, realmente precisamos conversar. Sobre tudo que vem acontecendo, nossas brigas,...


 


Uma barulho de telefone foi ouvido ao longe.


 


- É meu celular. Eu preciso atender...


 


- É o Simmons, ele pode esperar. – o telefone tocava incessantemente.


 


- Draco – Hermione respirou fundo – Também acho que precisamos conversar. Seriamente... Eu... Nós temos que parar com essas brigas. Só que agora não é o melhor momento. Você está muito ferido.


 


O toque continuava.


 


- Por favor, não atenda e cuide de mim, Hermione. É a única coisa que peço no momento... Faça isso... Como foi na época que começamos nos aproximar.


 


O toque parou e depois voltou.


 


Draco a segurava no punho. Seu corpo machucado. Por um momento, ela lembrou-se do jovem de 16 anos.


 


- Por favor, Hermione.


 


Ela suspirou resignada.


 


- Eu vou desligar o celular e já volto – ela estava prestes a sair, mas Draco ainda segurava o seu punho e a puxou para si. Hermione ajeitou-se como pôde e sentiu a respiração lenta e quente dele em seu pescoço.


 


- Prometo que vou ajeitar as coisas entre nós.


 


---


- Sente-se, meu jovem – disse Shacklebolt cumprimentando o jovem alto e loiro que entrava em sua sala. – Você foi muito bem recomendado e seu currículo é impecável.


 


- Obrigado, senhor – o rapaz agradeceu.


 


- Geralmente, senhor _____, não aceitamos um novo funcionário em um cargo tão alto como no Departamento de Cooperação Internacional em Magia, mas com a aposentadoria de Davies precisávamos de alguém a altura e com experiência em outros Ministérios. Fale um pouco sobre sua experiência, meu jovem.


 


- Assim que formei na Escola de Magia de Ynes, na Romênia, eu entrei como estagiário na área de relações exteriores. Fui monitor e líder estudantil. Sempre gostei de lidar com o público – ele sorriu.


 


- Vejo que é um rapaz ambicioso. Ambicioso politicamente.


 


- Sim – ele respondeu sinceramente – A política sempre me fascinou – ele pegou a varinha e girou entre os dedos – Abriu um cargo para trabalhar em outros ministérios pelo mundo. Seria necessário viajar constantemente Sou fluente em algumas línguas, então... Aceitei a oportunidade. Eu era jovem e não era casado.


 


- É casado hoje? – o Ministro perguntou.


 


- Não, senhor – mais um sorriso carismático – Ainda não achei a mulher ideal.


 


Shacklebolt sorriu. Olhou novamente para o currículo em suas mãos.


 


- Você vai chefear o Organismo de Padrões de Comércio Mágico Internacional. Alguns bruxos esperavam esse cargo, infelizmente nenhum deles tinha aptidão. Provavelmente enfrentará algumas reações negativas. Será necessário... seduzir seus funcionários.


 


A varinha parou de girar nos dedos de Seth que ajeitou-se, inclinando-se levemente.


 


- Não se preocupe, senhor Shacklebolt – ele ajeitou os cabelos – Sou um líder nato. E especialista em sedução – ele piscou maratomente arrancando uma risada do negro à sua frente.


 


- Então, não terá problemas – ele levantou-se e o rapaz loiro o imitou – Você começa segunda-feira. Às oito horas da manhã. Eu mesmo farei sua apresentação à equipe. Até lá.


 


Ele ajeitou suas vestes e saiu da sala. Andou calmamente pelos corredores. Saiu pelo elevador de visitantes e, dali mesmo, aparatou em direção ao Hogsmead. Seguiu pelas ruas até alcançar um vilarejo bruxo. Hogsheart. Típico lugar calmo, com casas avarandadas e cercas brancas. Ele havia alugado uma pequena casinha no fim da rua. Cumprimentou seus vizinhos e lançou um sorriso sedutor para uma bruxa que podava plantas.


 


Com um feitiço e sua senha, abriu a porta da frente. O ambiente interno era um contraste com o exterior da casa. Uma ampla sala estava coberta por uma nuvem de vapor que era expelida pelos caldeirões fumegantes. Dez bruxos trabalhavam avidamente.


 


- Como anda o preparo?


 


Um bruxo miúdo e com poucos fios de cabelo aproximou-se fazendo uma referência e trazendo um frasco de cerca de 10 centímetros com um pó negro.


 


- Aqui, meu senhor – Seth sorriu e pegou o frasco. Foi até o fundo da casa onde algumas corujas estavam empoleiradas. Sentou-se à mesa e pegou um pergaminho escrevendo um curto bilhete. Com um assobio curto, uma delas voou até seu braço, ele anexou o bilhete e sussurrou algo. Ela levantou voou e saiu pela janela.


 


A coruja fez a viagem sem grandes problemas, não era uma viagem longa. Chegou ao seu destino e bateu com o bico no vidro.


 


Do outro lado, um homem negro levantou-se e abriu o pergaminho:


 


O lote para os trouxas está pronto. Suficiente para matar uns 20. Também já ingressei no Ministério.


 


O negro sorriu. Claro que havia ingressado no Ministério. Ele mesmo havia cuidado para que o currículo passasse pelas mãos corretas.


 


Seu plano estava dando certo.


 


---


Após tomar a poção para restaurar seus ossos, Draco dormiu o resto da manhã. Quando acordou, sentiu o aroma delicioso do almoço preparado por Hermione. Eles entraram em um acordo silencioso de esquecer a noite anterior. De esquecer que ela tinha dito que partiria. Um acordo silencioso onde não havia passado, não havia Astoria, Sean ou Blaise. Um acordo que se limitava apenas nos dois. Jogando conversa fora, rindo e esquecendo-se do mundo real que havia fora das paredes daquela casa.


 


 


Draco não iria trabalhar aquela semana, mas Hermione partiu para o trabalho. Assim que entrou em seu escritório e voltar a ligar seu celular, viu que havaia várias ligações e mensagens de Sean.


 


Era com ele que ela namorava.


 


E ela não podia fugir dessa realidade para sempre.


 


Ligou para ele, o telefone mal tocou do outro lado e ela ouviu:


 


­- Mione, me desculpe.


 


Hermione sentiu-se culpada. Ela que precisava se desculpar.


 


­- É que Malfoy me tira do sério.


 


- Sean, nós precisamos conversar.


 


Silêncio do outro lado da linha. Ela apenas ouvia a respiração pesada dele.


 


­- Você vai terminar?


 


- Não – disse ela querendo dizer “sim” – Apenas precisamos conversar sobre Draco. Sobre nós... Como lidar com tudo isso da melhor forma possível.


 


- Posso pegar você para jantar em casa hoje?


 


- Às 20 horas?


 


- Tudo bem. Eu passo na sua casa.


 


- Não, Sean... Melhor você me pegar aqui.


 


­- Como achar melhor, Mione. Até mais tarde. Beijos.


 


- Beijos – ela desligou o telefone e deixou a cabeça cair sobre a mesa. Ouviu uma leva batida e depois a porta foi aberta. A voz de Jonah a tirou de seus pensamentos:


 


- Final de semana difícil?


 


- Sim... – ela encarou o amigo – Mais algum caso foi noticiado?


 


- Até agora nada. A triagem está descartando os casos que tem chegado. Rachel decidiu mostrar serviço e está auxiliando essa parte. Pensei que fosse pudesse se focar na análise do vírus.


 


- Claro – ela respondeu – Vou até a Biblioteca Médica na Londres trouxa. E fazer umas pesquisas na internet. Talvez consigamos achar algo.


 


- Vou começar isso imediatamente – ele assentiu e ela foi até o laboratório. Amostras do vírus estavam sendo analisadas, mas ninguém chegava a resultado nenhum. Usando uma máquina específica ela fotografou as imagens ampliadas dos microscópios – Olive – Hermione chamou.


 


A bruxa, que era responsável pelas pesquisas médicas bruxas laboratoriais, encarou Hermione com simpatia. Ela tirou os óculos do rosto.


 


- Diga, Hermione.


 


- Alguma nova descoberta? Algum avanço? Qualquer coisa?


 


Olive Thompson mudou sua expressão.


 


- Nada. Estou comparando com vírus de doenças já erradicas do mundo bruxo e nada bate com esse vírus. Feitiços e poções conhecidos por suas ações de cura, são inúteis.


 


- Falei com Jonah, pensamos que eu poderia te ajudar. Talvez no mundo trouxa aja alguma pista.


 


Olive suspirou aliviada.


 


- Isso seria ótimo, Mione! Pensei mesmo no mundo trouxa, mas não conheço muita coisa. – Hermione sorriu.


 


- Tudo parece tranquilo por aqui. Qualquer emergência, Jonah tem meu número. Ficarei fora durante a tarde.


 


- Realmente... Tudo tranquilo – Olive falou encarando a colega.


 


Tranquilo até demais, pensou Hermione.


 


---


Depois de mandar uma coruja para Draco, explicando que voltaria mais tarde naquela dia, Hermione esperou a chegada de Sean. Ele apareceu e aparataram juntos, um clima leve de tensão entre os dois.


 


- Hermione, – Sean começou quando chegaram na casa dele – Eu perdi completamente a cabeça na semana passada.


 


- Sei que lidar com Draco não é fácil – ambos sentaram no sofá. Sean pegou a mão dela entre as suas.


 


- Eu ia contar sobre minha família... Não estava escondendo isso de você, apenas não via motivo para falar...


 


- Eu não me importo com isso, Sean – ela o interrompeu – Apenas não é fácil ficar na briga entre meu namorado e um dos meus melhores amigos.


 


- Acontece que ele não te vê apenas como amiga. É diferente de Harry ou Rony. E... – ele olhou para ela e pensou alguns segundos antes de continuar – tenho a impressão, às vezes, que você se sente da mesma forma que ele.


 


A voz dele foi baixando e terminou em um murmúrio. Os olhos azuis estavam entristecidos.


 


Hermione não sabia o que dizer. Não poderia confirmar. Tampouco desmentir. Apenas o beijou e disse colada aos lábios dele:


 


- Preciso de você, Sean.


 


- Sempre que precisar, Hermione – voltaram a se beijar.


 


---


Gina estava com a cabeça lotada. Claro que Neville percebera seu ar ausente, mas o que poderia dizer: “Harry me beijou”?


 


Não entendera os motivos de Harry e não queria entender. Queria sua vida calma com Neville.


 


No entanto, por que não parava de pensar no maldito Harry e no maldito beijo?


 


---


As semanas seguintes passaram lentas e sem que nenhum outro caso fosse relatado. Pouco avanço houve na pesquisa de Olive e Hermione, porém a última achou algumas relações entre o vírus enigmático e alguns vírus de doenças trouxas.


 


Hermione e Draco tratavam-se como se a briga não tivesse ocorrido. Ela não tinha aquela situação e ele criava coragem para colocar sua afetiva em ordem. Procurara por Blaise durante todos os dias, mas ele tinha desaparecido. Não fora achado no hotel e tampouco respondera suas corujas.


 


Quem primeiro teve notícia de Blaise Zabini foi Hermione. Estava em seu escritório vendo algumas imagens de vírus e suas transformações quando o negro entrou em sua sala.


 


- Blaise! – ela exclamou indo até ele e o abraçando.


 


- Principessa – ele retribuiu o abraço.


 


- Você sumiu! Draco e eu estávamos preocupados.


 


- Mesmo de férias os italianos não conseguem viver sem minha presença. – eles riram.


 


- Você está bem? Não deveria trabalhar nas férias, isso te deixou mais abatido – Hermione falou com seu ar mandão e Blaise sorriu com a lembrança dela na época em que namoravam.


 


- Queria que esquecesse meu conselho de sair da casa que divide com Draco. Ele ficaria completamente louco sem você.


 


- Blaise,...


 


- Estou falando sério, Hermione – ele adquiriu um tom que ela poucas vezes ouvira. Blaise contornou o rosto dela e sorriu – Sem dúvida, a bruxa mais linda e mais inteligente por quem me apaixonei. Ele foi até o primeiro botão da própria blusa e começou desabotoá-la.


 


- Blaise, o qu-


 


Ela parou ao ver o peito negro em sua frente.


 


As palavras morreram, seu coração parou e as lágrimas vieram aos seus olhos ao ver pequenas brotoejas no corpo do ex-namorado.


 


 


Já peço inicialmente desculpas pelo começo ruim... Fiquei meio travada, pois antes estava tão legal e sei que não será mais a mesma coisa... Com o desenrolar da história vou melhorando...


 


Capítulo 09


 


Draco a viu. Ela estava perfeita. Não que isso fosse novidade para ele. Hermione não estava acompanhada. Usava um vestido até os joelhos com uma bota de cano longo. Sorriu de lado, cutucou Blaise e falou:


 


- Eu disse que ela vinha soz-


 


Sua fala foi interrompida pelo aparecimento de Sean atrás de Hermione. A mão dele em sua cintura. Na sua delicada cintura. Ele era muito grande perto de Hermione. Definitivamente Sean Simmons não combinava com Hermione.


 


A piada de Blaise morreu nos lábios ao ver a expressão ferida do seu amigo.


 


- Oi, Draco. Oi, Blaise – Hermione disse visivelmente envergonhada. Os cumprimentos foram feitos de maneira extremamente formal e um silêncio incômodo pairou na mesa por alguns segundos.


 


- Então, vamos fazer os pedidos? – Blaise falou querendo amenizar - Quatro uísques de fogo?


 


- Você não quer uma cerveja amanteigada, Hermione? – Sean perguntou colocando um cacho de cabelo atrás da orelha da namorada.


 


- Ela prefere uísque de fogo, Simmons. – Draco falou de forma grosseira.


 


- Draco, por favor... – antes que Sean pudesse revidar, Blaise chamou o garçom e fez os pedidos. O rapaz negro começou a falar de quadribol para tentar aliviar o clima de tensão na mesa.


 


Draco, no entanto, não deixava de olhar Hermione com intensidade. Outra rodada de uísque onde os pedidos para o jantar foram feitos. Blaise já tinha esgotado os assuntos quando começaram a falar sobre o trabalho de cada um. Porém, o loiro permanecia calado e olhando Hermione. Claro que ela já tinha percebido aqueles olhares e a irritação do amigo.


 


No entanto, Draco precisava entender que agora era ela que namorava e ela não abriria mão de Sean. Era nisso que ela queria acreditar. Nisso que ela pensava incessantemente. Um soco na mesa a tirou de seus pensamentos:


 


- Pare de olhar dessa forma para minha namorada, Malfoy.


 


- Eu olho para minha amiga como bem entender, Simmons.


 


- Que tal encerrarmos a noite? – Blaise sugeriu, mas foi totalmente ignorado.


 


- Sabe, Malfoy... Não confio em você. Essa história tocante de mudança de lado, lealdade com nascidos trouxas não me convence realmente – o loiro desviou os olhos de Hermione e encarou Sean.


 


- Penso que você não deve ser convencido de nada. Não preciso provar nada a você, Simmons.


 


- Conheço bem a sua família, Malfoy. Andei pesquisando. Gerações e gerações de bruxos preconceituosos. Aliás, não é preciso muita pesquisa para saber da lealdade de sua família com o lado das trevas.


 


- Sean,...  – Hermione falou tocando o braço do namorado.


 


- Draco, vamos embora – Blaise disse de forma mais firme.


 


- Eu também faço minhas pesquisas, Simmons – o loiro ignorou novamente o pedido de Blaise de irem embora – Acontece que meus antepassados nunca foram segredo para Hermione. Ela sabe sobre os seus?


 


- Do que ele está falando? – Hermione perguntou olhando para o namorado.


 


- Hermione e eu estamos nos conhecendo – Sean usou um tom defensivo – Acontece que minha família mudou seus ideais por amor. Você mudou por covardia. Você não passa de um covarde, Malfoy.


 


Antes que alguém pudesse evitar a mesa que separava os dois homens voou longe e um feitiço foi lançado por Draco, porém Sean defendeu-se.


 


- Não é tão fácil me acertar quando não estou desprevenido. Acostume-se com a ideia, Malfoy. Hermione agora está comigo. Na minha vida. Na minha cama.


 


- SEAN! – Hermione exclamou. Draco estava furioso e Blaise segurou seu punho, murmurando um “Não faça isso”.


 


- Hermione, espere – Draco começou ao ver a expressão da morena.


 


- Não, Draco. Não quero ouvir. Sean é meu namorado. O mínimo que deveria fazer é respeitá-lo, como eu respeitei Astoria durante o tempo em que ficaram juntos.


 


- Escute, Mione... – Sean começou em tom apaziguador, mas também teve sua fala cortada.


 


- Não precisava falar do modo como falou – ela respirou fundo. Tentava, ao máximo, ignorar os olhares que atraíram pela confusão. Então, encarou Blaise – Leve-me embora daqui, Blás.


 


O negro não esperava por essa. Não era mais apaixonado por Hermione, mas a garota sempre teria um lugar especial em sua vida. Em seu coração. Olhou para Draco, percebendo o pedido silencioso que ele não partisse com Hermione. No entanto, no momento era Hermione quem precisava de sua ajuda. Jogou alguns galeões na mesa e foi para o lado da morena.


 


- Vamos, Principessa. – e saiu com ela em seus braços, aparatando no seu hotel e depois a levando ao seu quarto.


 


Vendo-se sozinha com Blaise, ela sentou-se na cama e começou a chorar. Deixou que as lágrimas que segurava escorressem livremente. Blaise foi até o pequeno bar que havia em seu quarto e serviu dois copos de uísque de fogo. Sentou-se ao lado dela e entregou um copo. Ela bebeu o líquido, tentando conter o choro.


 


- Por que ele é tão idiota?


 


- Qual dos dois? – Blaise indagou e ela sorriu levemente.


 


- Draco... Por que ele age assim? Ele não sente nada por mim...


 


- Sabe que isso não é verdade, Hermione.


 


Ela respirou fundo, as lágrimas cessando. Sorriu levemente.


 


- E você sabe de que tipo de sentimento estou falando, Blás. Eu me iludi por tantos anos – ele ouvia calado, sentindo uma leve pontada de raiva do amigo por tamanha imbecilidade e era obrigado a concordar com Sean: Draco poderia ser um covarde às vezes – Quando ele disse que já sentiu algo por mim eu achei mesmo que poderia reconquistá-lo. Especialmente depois que começamos a morar juntos. – ela respirou fundo mais uma vez e deu mais um gole de sua bebida. Blaise esperou pacientemente – O tempo foi passando e percebi isso: eterna amizade... E é tão difícil...


 


- Você sabe que essa ceninha foi por ciúmes, não sabe? – ela concordou em silêncio – Você não acha que isso significa alguma coisa?


 


O olhar de Hermione machucou o coração de Blaise e ele sabia que por ela seria capaz de azarar seu amigo quantas vezes fossem necessárias.


 


- Draco é possessivo. Você sabe disso. É apenas ciúme de não me ter a hora que quer, indo aos jantares e festas quando ele acha melhor. E ir desacompanhada, claro.


 


Blaise levantou-se balançando negativamente a cabeça. Como duas pessoas inteligentes poderiam ser tão cegas? Enganar-se há tanto tempo?


 


- Já pensou que o melhor seria se vocês morassem em casas separadas? – provavelmente Draco o mataria por estar sugerindo isso a Hermione – E não me venha com a desculpa financeira.


 


- Sim, já pensei nisso... Eu penso nisso cada vez mais ultimamente – Hermione apoiou o copo no criado-mudo e deixou o corpo cair na cama suspirando e murmurando um palavrão.


 


Blaise sentou-se ao lado dela novamente e tocou-lhe gentilmente no joelho.


 


- Quer dormir por aqui hoje?


 


- Humrun.


 


- Eu transfiguro a poltrona em uma cama.


 


- Você pode dormir aqui, Blás.


 


- Principessa, se eu dormisse na mesma cama que você... Bem... Não responderia por mim – ela riu sonoramente pela primeira vez naquela noite – E tenho certeza que teriam dois bruxos bem competentes com a varinha preparados para me impedir de ter filhos – a morena sentou-se novamente e entrelaçou seus dedos com Blaise. Sempre gostou de observar o contraste da pele deles.


 


- Desculpe-me por tudo. As coisas teriam sido mais fáceis se... – ele a interrompeu colocando o indicador sobre os lábios dela.


 


- La vita non è rende le cose facili, mia cara. (A vida não é feita de coisas fáceis, minha querida)


 


- Injusto falar em italiano, Blaise. Sabe que esse era um ponto fraco meu... – os dois riram e o rapaz negro deu um beijo na testa dela.


 


- Durma em paz, Principessa.


 


---


 


Harry não conseguia dormir naquela noite. Estava na varanda observando a noite de Londres. Atrás de si, sua mulher dormia tranquilamente sem saber o que se passava em sua mente.


 


Ele mesmo não sabia por que beijara Gina. Durante anos teve certeza da sua escolha de terminar o namoro e achou que a relação com os Weasley poderia ficar conturbada pelo fim do curto relacionamento, principalmente por que ela era declaradamente apaixonada pelo rapaz. No entanto, tudo tomou um rumo tranquilo. Exceto pela própria ruiva que demorou um tempo para entender que Harry não queria nada.


No entanto, depois de anos sentiu o ímpeto de beijá-la e aquele sentimento apagado pareceu martelar novamente em seu peito. Bagunçou ainda mais os cabelos negros. Havia beijado outra mulher. Beijado Gina. Traído sua esposa. Traído Neville que era um grande amigo.


 


No que ele havia se enfiado?


---


 


Hermione acordou e viu que Blaise ainda dormia. Deixou um recado sobre o criado-mudo e foi para casa. Aparatou diretamente no seu quarto, tomou um banho. Parou na frente da porta do quarto de Draco. Respirou fundo algumas vezes. Blaise estava certo: ela precisava mudar-se. Quem sabe a distância poderia ajudá-la a apagá-lo da memória? Naquela semana mesmo se ocuparia em procurar uma nova casa para morar.


 


Bateu na porta uma. Duas. Três vezes. Não houve resposta. Abriu a porta vagarosamente:


 


- Draco?


 


Encontrou a cama ainda feita. Lembrou-se que das últimas vezes que passou a noite fora, ele esperou por ela na sala. Então foi até lá. No meio da escada deparou-se com Draco estendido no chão. Completamente ensanguentado. O grito morreu em sua garganta e ela desceu o restante dos degraus rapidamente.


 


- O que você aprontou? - com um feitiço fez que a camisa desaparecesse. Ela já tinha visto todo tipo de ferimento, mas vê-los em Draco, no homem que amava, parecia tornar as feridas piores do que estavam.


 


Começou a curá-lo. Com as mãos sentiu que ele tinha pelo menos duas costelas quebradas. Com um feitiço levitou-o até o quarto. Conjurou suas poções e deu uma para ele beber, enquanto pedia silenciosamente que ele acordasse.


 


- Mimi... – ele murmurou ainda de olhos fechados.


 


- Draco – a morena respondeu deixando sua cabeça descansar na testa dela – O que houve?


 


- Onde estou?


 


- Em casa – ela disse. Como poderia partir agora? Como poderia partir em qualquer momento? – O que você aprontou? Está todo machucado. Tem duas costelas quebradas.


 


- Não lembro muito bem. Acabei me metendo em alguma briga em algum bar trouxa. E bruxo.


- Você não tem mais 17 anos, sabia? Beba isso – ela deu outra poção, ignorando a careta dele.


 


- Passou a noite com Blaise? – Hermione encarou os olhos cinzas.


 


- Draco esse não é o melhor momento para conversarmos. Você está ferido. Preciso curar seus ferimentos. Você tem cortes e ficará com alguns hematomas. Onde estava com a cabeça ao se meter em brigas?


 


- Em você passando a noite com Blaise – ela revirou os olhos.


 


- Nós somos apenas amigos, Draco. Você sabe disso.


 


Por alguns momentos Draco fechou os olhos imaginando se o amigo tentaria alguma coisa, sendo que estava ali para ajudá-lo.


 


- Não aconteceu nada entre nós – Hermione percebeu que o loiro sorriu levemente. E permitiu-se sorrir também – Draco, - ele abriu os olhos – você precisa encontrar uma maneira de conviver com Sean – a expressão dele voltou a ficar séria.


 


- Isso nunca vai acontecer, Hermione.


 


- Eu fiz isso por você. Com Astoria – Hermione estava sentada ao lado dele. A mão pousada delicadamente em seu ombro direito. Com a mão esquerda, ele foi até a mão dela, entrelaçando seus dedos.


 


- Eu não sou um grifinório, Hermione. - Ela fechou os olhos e deixou que uma lágrima escorresse. Draco sentiu o coração acelerar – Por favor, não chore.


 


- Draco, eu... – eu te amo, ela pensou, mas não falou – eu estou com Sean agora. E se não puder respeitar isso – ela soltou-se da mão dele e levantou-se – Eu vou precisar procurar outro lugar para morar. – dizendo isso, ela saiu do quarto.


 


Draco sentiu que a dor voltava ao seu corpo. Aos seus ossos. Ao seu coração. Ela não poderia sair assim da sua vida. E ele não poderia conviver bem com Simmons. Isso jamais aconteceria. Juntando sua pouca força, ele levantou e gemeu de dor. Abriu a porta e andou apoiado na parede do corredor.


 


A escada nunca pareceu tão longa. Sabia que Hermione estava preparando alguma poção para ele. Na cozinha.


 


- Mimi,... – ela parou o que estava fazendo.


 


- Draco! Você deveria estar deitado! Vou precisar lançar um feitiço?


 


- Não venha dar uma de medibruxa preocupado depois do que você acabou de dizer. Como assim: procurar outro lugar para morar? Eu não aceito isso.


 


- Você não tem que aceitar ou concordar com nada, Draco – ela foi até ele – Venha, você não deve ficar em pé. Suas costelas não estão curadas.


 


- Hermione, nós precisamos conversar – ele disse sério.


 


- Você precisa deitar – a morena retrucou. Draco sentia o corpo fraco e dolorido. Retomou o caminho do quarto aproveitando para sentir o corpo dela tão próximo do seu. O cheiro de Hermione...


 


Chegaram até o quarto dele. Hermione passou uma faixa ao redor do corpo dele e o acomodou de forma que ficasse sentado. Ele detestava a verdade de ser chamado de covarde por Simmons. E era hora de mudar esse jogo. Só que quando lidava com a realidade de contar a verdade a Hermione...


 


- Mimi, realmente precisamos conversar. Sobre tudo que vem acontecendo, nossas brigas,...


 


Um barulho de telefone foi ouvido ao longe.


 


- É meu celular. Eu preciso atender...


 


- É o Simmons, ele pode esperar. – o telefone tocava incessantemente.


 


- Draco – Hermione respirou fundo – Também acho que precisamos conversar. Seriamente... Eu... Nós temos que parar com essas brigas. Só que agora não é o melhor momento. Você está muito ferido.


 


O toque continuava.


 


- Por favor, não atenda e cuide de mim, Hermione. É a única coisa que peço no momento... Faça isso... Como foi na época que começamos nos aproximar.


 


O toque parou e depois voltou.


 


Draco a segurava no punho. Seu corpo machucado. Por um momento, ela lembrou-se do jovem de 16 anos.


 


- Por favor, Hermione.


 


Ela suspirou resignada.


 


- Eu vou desligar o celular e já volto – ela estava prestes a sair, mas Draco ainda segurava o seu punho e a puxou para si. Hermione ajeitou-se como pôde e sentiu a respiração lenta e quente dele em seu pescoço.


 


- Prometo que vou ajeitar as coisas entre nós.


 


---


- Sente-se, meu jovem – disse Shacklebolt cumprimentando o jovem alto e loiro que entrava em sua sala. – Você foi muito bem recomendado e seu currículo é impecável.


 


- Obrigado, senhor – o rapaz agradeceu.


 


- Geralmente, senhorBundy, não aceitamos um novo funcionário em um cargo tão alto como no Departamento de Cooperação Internacional em Magia, mas com a aposentadoria de Davies precisávamos de alguém a altura e com experiência em outros Ministérios. Fale um pouco sobre sua experiência, meu jovem.


 


- Assim que formei na Escola de Magia de Ynes, na Romênia, eu entrei como estagiário na área de relações exteriores. Fui monitor e líder estudantil. Sempre gostei de lidar com o público – ele sorriu.


 


- Vejo que é um rapaz ambicioso. Ambicioso politicamente.


 


- Sim – ele respondeu sinceramente – A política sempre me fascinou – ele pegou a varinha e girou entre os dedos – Abriu um cargo para trabalhar em outros ministérios pelo mundo. Seria necessário viajar constantemente Sou fluente em algumas línguas, então... Aceitei a oportunidade. Eu era jovem e não era casado.


 


- É casado hoje? – o Ministro perguntou.


 


- Não, senhor – mais um sorriso carismático – Ainda não achei a mulher ideal.


 


Shacklebolt sorriu. Olhou novamente para o currículo em suas mãos.


 


- Você vai chefiar o Organismo de Padrões de Comércio Mágico Internacional. Alguns bruxos esperavam esse cargo, infelizmente nenhum deles tinha aptidão. Provavelmente enfrentará algumas reações negativas. Será necessário... seduzir seus funcionários.


 


A varinha parou de girar nos dedos de Seth que ajeitou-se, inclinando-se levemente.


 


- Não se preocupe, senhor Shacklebolt – ele ajeitou os cabelos – Sou um líder nato. E especialista em sedução – ele piscou marotamente arrancando uma risada do negro à sua frente.


 


- Então, não terá problemas – ele levantou-se e o rapaz loiro o imitou – Você começa segunda-feira. Às oito horas da manhã. Eu mesmo farei sua apresentação à equipe. Até lá.


 


Ele ajeitou suas vestes e saiu da sala. Andou calmamente pelos corredores. Saiu pelo elevador de visitantes e, dali mesmo, aparatou em direção ao Hogsmead. Seguiu pelas ruas até alcançar um vilarejo bruxo, Hogsheart. Típico lugar calmo, com casas avarandadas e cercas brancas. Ele havia alugado uma pequena casinha no fim da rua. Cumprimentou seus vizinhos e lançou um sorriso sedutor para uma bruxa que podava plantas.


 


Com um feitiço e sua senha, abriu a porta da frente. O ambiente interno era um contraste com o exterior da casa. Uma ampla sala estava coberta por uma nuvem de vapor que era expelida pelos caldeirões fumegantes. Dez bruxos trabalhavam avidamente.


 


- Como anda o preparo?


 


Um bruxo miúdo e com poucos fios de cabelo aproximou-se fazendo uma referência e trazendo um frasco de cerca de 10 centímetros com um pó negro.


 


- Aqui, meu senhor – Seth sorriu e pegou o frasco. Foi até o fundo da casa onde algumas corujas estavam empoleiradas. Sentou-se à mesa e pegou um pergaminho escrevendo um curto bilhete. Com um assobio curto, uma delas voou até seu braço, ele anexou o bilhete e sussurrou algo. Ela levantou voou e saiu pela janela.


 


A coruja fez a viagem sem grandes problemas, não era uma viagem longa. Chegou ao seu destino e bateu com o bico no vidro.


 


Do outro lado, um homem negro levantou-se e abriu o pergaminho:


 


O lote para os trouxas está pronto. Suficiente para matar uns 20. Também já ingressei no Ministério.


 


O negro sorriu. Claro que havia ingressado no Ministério. Ele mesmo havia cuidado para que o currículo passasse pelas mãos corretas.


 


Seu plano estava dando certo.


 


---


Após tomar a poção para restaurar seus ossos, Draco dormiu o resto da manhã. Quando acordou, sentiu o aroma delicioso do almoço preparado por Hermione. Eles entraram em um acordo silencioso de esquecer a noite anterior. De esquecer que ela tinha dito que partiria. Um acordo silencioso onde não havia passado, não havia Astoria, Sean ou Blaise. Um acordo que se limitava apenas nos dois. Jogando conversa fora, rindo e esquecendo-se do mundo real que havia fora das paredes daquela casa.


 


 


Draco não iria trabalhar aquela semana, mas Hermione partiu para o trabalho. Assim que entrou em seu escritório e voltar a ligar seu celular, viu que havia várias ligações e mensagens de Sean.


 


Era com ele que ela namorava.


 


E ela não podia fugir dessa realidade para sempre.


 


Ligou para ele, o telefone mal tocou do outro lado e ela ouviu:


 


­- Mione, me desculpe.


 


Hermione sentiu-se culpada. Ela que precisava se desculpar.


 


­- É que Malfoy me tira do sério.


 


- Sean, nós precisamos conversar.


 


Silêncio do outro lado da linha. Ela apenas ouvia a respiração pesada dele.


 


­- Você vai terminar?


 


- Não – disse ela querendo dizer “sim” – Apenas precisamos conversar sobre Draco. Sobre nós... Como lidar com tudo isso da melhor forma possível.


 


- Posso pegar você para jantar em casa hoje?


 


- Às 20 horas?


 


- Tudo bem. Eu passo na sua casa.


 


- Não, Sean... Melhor você me pegar aqui.


 


­- Como achar melhor, Mione. Até mais tarde. Beijos.


 


- Beijos – ela desligou o telefone e deixou a cabeça cair sobre a mesa. Ouviu uma leve batida e depois a porta foi aberta. A voz de Jonah a tirou de seus pensamentos:


 


- Final de semana difícil?


 


- Sim... – ela encarou o amigo – Mais algum caso foi noticiado?


 


- Até agora nada. A triagem está descartando os casos que tem chegado. Rachel decidiu mostrar serviço e está auxiliando essa parte. Pensei que fosse pudesse se focar na análise do vírus.


 


- Claro – ela respondeu – Vou até a Biblioteca Médica na Londres trouxa. E fazer umas pesquisas na internet. Talvez consigamos achar algo.


 


- Vou começar isso imediatamente – ele assentiu e ela foi até o laboratório. Amostras do vírus estavam sendo analisadas, mas ninguém chegava a resultado nenhum. Usando uma máquina específica ela fotografou as imagens ampliadas dos microscópios – Olive – Hermione chamou.


 


A bruxa, que era responsável pelas pesquisas médicas bruxas laboratoriais, encarou Hermione com simpatia. Ela tirou os óculos do rosto.


 


- Diga, Hermione.


 


- Alguma nova descoberta? Algum avanço? Qualquer coisa?


 


Olive Thompson mudou sua expressão.


 


- Nada. Estou comparando com vírus de doenças já erradicas do mundo bruxo e nada bate com esse vírus. Feitiços e poções conhecidos por suas ações de cura, são inúteis.


 


- Falei com Jonah, pensamos que eu poderia te ajudar. Talvez no mundo trouxa aja alguma pista.


 


Olive suspirou aliviada.


 


- Isso seria ótimo, Mione! Pensei mesmo no mundo trouxa, mas não conheço muita coisa. – Hermione sorriu.


 


- Tudo parece tranquilo por aqui. Qualquer emergência, Jonah tem meu número. Ficarei fora durante a tarde.


 


- Realmente... Tudo tranquilo – Olive falou encarando a colega.


 


Tranquilo até demais, pensou Hermione.


 


---


Depois de mandar uma coruja para Draco, explicando que voltaria mais tarde naquele dia, Hermione esperou a chegada de Sean. Ele apareceu e aparataram juntos, um leve clima de tensão entre os dois.


 


- Hermione, – Sean começou quando chegaram à casa dele – Eu perdi completamente a cabeça na semana passada.


 


- Sei que lidar com Draco não é fácil – ambos sentaram no sofá. Sean pegou a mão dela entre as suas.


 


- Eu ia contar sobre minha família... Não estava escondendo isso de você, apenas não via motivo para falar...


 


- Eu não me importo com isso, Sean – ela o interrompeu – Apenas não é fácil ficar na briga entre meu namorado e um dos meus melhores amigos.


 


- Acontece que ele não te vê apenas como amiga. É diferente de Harry ou Rony. E... – ele olhou para ela e pensou alguns segundos antes de continuar – tenho a impressão, às vezes, que você se sente da mesma forma que ele.


 


A voz dele foi baixando e terminou em um murmúrio. Os olhos azuis estavam entristecidos.


 


Hermione não sabia o que dizer. Não poderia confirmar. Tampouco desmentir. Apenas o beijou e disse colada aos lábios dele:


 


- Preciso de você, Sean.


 


- Sempre que precisar, Hermione – voltaram a se beijar.


 


---


Gina estava com a cabeça lotada. Claro que Neville percebera seu ar ausente, mas o que poderia dizer: “Harry me beijou”?


 


Não entendera os motivos de Harry e não queria entender. Queria sua vida calma com Neville.


 


No entanto, por que não parava de pensar no maldito Harry e no maldito beijo?


 


---


As semanas seguintes passaram lentas e sem que nenhum outro caso fosse relatado. Pouco avanço houve na pesquisa de Olive e Hermione, porém a última achou algumas relações entre o vírus enigmático e alguns vírus de doenças trouxas.


 


Hermione e Draco tratavam-se como se a briga não tivesse ocorrido. Ela não sabia mais como lidar comaquela situação e ele criava coragem para colocar sua vida afetiva em ordem. Draco procurara por Blaise durante todos os dias, mas ele tinha desaparecido. Não fora achado no hotel e tampouco respondera suas corujas.


 


Quem primeiro teve notícia de Blaise Zabini foi Hermione. Estava em seu escritório vendo algumas imagens de vírus e suas transformações quando o negro entrou em sua sala.


 


- Blaise! – ela exclamou indo até ele e o abraçando.


 


- Principessa – ele retribuiu o abraço.


 


- Você sumiu! Draco e eu estávamos preocupados.


 


- Mesmo de férias os italianos não conseguem viver sem minha presença. – eles riram.


 


- Você está bem? Não deveria trabalhar nas férias, isso te deixou mais abatido – Hermione falou com seu ar mandão e Blaise sorriu com a lembrança dela na época em que namoravam.


 


- Queria que esquecesse meu conselho de sair da casa que divide com Draco. Ele ficaria completamente louco sem você.


 


- Blaise,...


 


- Estou falando sério, Hermione – ele adquiriu um tom que ela poucas vezes ouvira. Blaise contornou o rosto dela e sorriu – Sem dúvida, a bruxa mais linda e mais inteligente por quem me apaixonei. - Ele foi até o primeiro botão da própria blusa e começou desabotoá-la.


 


- Blaise, o qu-


 


Ela parou ao ver o peito negro em sua frente.


 


As palavras morreram, seu coração parou e as lágrimas vieram aos seus olhos ao ver pequenas brotoejas no corpo do ex-namorado.


 


N.A.: sei que foi um capítulo curtinho, mas já estava angustiada de deixá-las sem o capítulo.... Sei que foi um final... triste e na certa serei azarada...


Valeu, Nana, pela ajuda na criação do nome de Seth, que terá mais destaque a partir do próximo capítulo.


 


Protego!


 


 


 

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Comentários: 21

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Enviado por Serena Sly em 08/04/2012

CARALEOOOOO...eu não acreditooooo que o Blaise está doente...não não não...ele não...vou morreerrrrr... toda vez acho que ele é o vilão, mas agora vc acabou com essa suspeita, ou não.... de tu kkkk quem saabe hahahahahahha... adoro as brigas do Draco, ele é tão pefeitoooo. Vou chorar pelo Blasio...vou sim

Nota: 5

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Enviado por Mrs. Mari Oldman em 11/01/2012

Ai que vontade de jogar uma bombarda na sua cabeça! hehehehe

Sabe aquela coisa de ficar lendo e falando com os personagens? "Ai seu burro! Larga de ser idiota!!! Simplifica, meu filho, simplifica!!" Pois é, sou eu lendo essa fic.

Vamos iniciar uma campanha: NÃO MATE O BLAISE ARTEMIS!!!!

Eu tô tão ansiosa, tão ansiosa com essa fic... que será que vai acontecer?

Nota: 5

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Enviado por Her Granger Malfoy em 10/01/2012

Lance Protego mesmo, a torto e a direita, pq eu sou a primeira a lançar tudo que vier a mente. Isso não é coisa que se faça!!! Estou com uma baita raiva por Blaise aparecer doente. Estou com uma baita raiva por Draco ser tão estúpido em não assumir. Estou com uma baita raiva por Hermione ser tão burra de não enxergar. Estou com uma baita raiva porque quero o capítulo logo.
MASSSSS ESTOU COM UM BAITA ORGULHO PQ VC SABE O QUE FAZ!!! FIC FANTÁSTICA!
Não demora.
Bjosssssssssssssss

Nota: 5

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Enviado por jessica salicio da silva em 10/01/2012

O legal é que ela  me pediu pra comentar, porque não tinha comentários. Mas passa-se meia hora e a fic ganha mil comentários de tão boa que é.

Dramaqueen: COMO ASSIM BANGUES VERMELHOS NO BLAISE? Ai meu Deusm to sem ar. E que lindeza de burrice é esse draco? Eu me pergunto como a linda Artemis consegue fazer coisas tão lindas e me prender completamente? Sendo ela, dããããr.

Parabéns minha linda, quero maiiiiiiiiiiiis, logo mais. *----*

 

Nota: 5

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Enviado por Larissa do Amaral em 10/01/2012

morrié claro neh mamis... cara que foda, NÃO MATA ELE NÃO FAZ ISSO! (nao adianta tentar te remover de uma ideia)  masssssssssss vc sabe que eu nao to de acordo com o Blá dodoi, ele merece ir pra uma ilha no caribe rodeado de mulheres lindas, whisky cervja e bebidas tropicais, muita grana e tudo de perfeito. PQ ELE É O BLAISE UAI! 

Ficou muito very hiper good kkk, adorei, como sempre, VC arrazou!

Nota: 5

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Enviado por Prado Soares em 10/01/2012

putz flor... meu olho ficou cheio d'agua... o blás não pode morrer, não pode! por favor!!! eles tem que achar uma cura, porfavor!!! não deixa o blás morrer, não pode!!!

no mais, o capítulo ficou ótimo xD o draco e a mione precisam fazer as pazes logo!!!

fiquei curiosa qnt ao sean hm. dá mt vontade de azarar ele até ele ficar louco ¬¬ cara chato!!!

e essas partes com os "malvados" é terrível!!!

flor, não-demora-pra-postar pelo-amor-de-merlin *--*

beijnhooz ;*

Nota: 5

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Enviado por Tonks Fenix em 10/01/2012

O Blaise com a doença misteriosa!!! Please, não mata ele não!!!!!

Please, please, please!!!

Nota: 5

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Enviado por Isa Malfoy em 09/01/2012
Termina looogoooooooooo
Nota: 5

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Enviado por Larissa do Amaral em 28/12/2011

ooooo mamis... eu fico puta quando isso acontece comigo, mas relaxa q depois das ferias vc vai vir cheia de novas ideias OPS ATE RIMOU! bjoooo

Nota: 1

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Enviado por Jamii Altheman em 25/12/2011

AAA GOOOD!!! como parar agora?

eu to desesperada por mais!!

 entretando, entendo que a parada de computador morrendo é seria.

por favor, assim que der poste o cap. 

 

um beijo 

Nota: 5

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Enviado por Katie Black em 25/12/2011

Ahh, nem acredito... Estava esperando muito esse cap, é mesmo muito chato quando isso acontece. Mas encontra o ânimo e posta logo pra suas leitoras que estão aqui morrendo! Feliz Natal pra você também!!! Bjs :**

Nota: 5

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Enviado por annnnie em 23/12/2011

super topo!!!!

Nota: 5

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Enviado por Landa MS em 23/12/2011

Então vai postar amanhâ?:) E a fã da um largo sorriso e levata as mãos para o alto \o/.

Nota: 1

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Enviado por Roberta Santos em 22/12/2011

Claro que sim,to sentindo falta dos posts :(

Boa viajem e bom natal e ano novo *-*

 

Beijinhos ;*

Nota: 5

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Enviado por karen cristine granger em 22/12/2011

opa opa, pode ser !! to morrendo de curiosidade

Nota: 5

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Enviado por Tonks Fenix em 21/12/2011

Claro que sim...

Depois vc compensa com 2 bem grandes... rs

Nota: 5

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Enviado por Larii Malfoy em 21/12/2011

Pode ser,maaaas posta um beeem grandão depois haha

beijos ;*

Nota: 5

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Enviado por Miss Perfection em 21/12/2011

claro, só pra matar a cuiriosidade *-*

Nota: 5

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Enviado por HeloiseMalfoy em 21/12/2011

Siim *-* Eu Topo o/

Nota: 5

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Enviado por Jess Mesquita em 21/12/2011

sim, sim, eu adoraria só para matar a curiosidade um pouquinho... =D

Nota: 5

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