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57. Capítulo LVII


Fic: Harry Potter e a Wendelin Phoenix.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Manhã de 20 de novembro de 2009


Estava sentada à mesa tomando o café-da-manhã quando Chloe adentrou o aposento. A menina passou direto por ela, em silêncio, e sentou-se no lado oposto da mesa. Sequer ergueu o rosto para encarar a mãe. Ainda em silêncio, pôs-se a organizar o próprio café-da-manhã.


- Bom dia, Chloe – Hermione fez em tom repreensivo.


- Dia – foi tudo o que a pequena respondeu em um murmúrio audível, mas retraído.


Foi inevitável para Hermione lembrar-se do ocorrido no dia anterior.


 


Hermione acordou cedo e foi direto ao quarto da filha, cuja cama estava vazia. Chamou por ela e não obteve resposta, então desceu as escadas. Chloe estava sentada à mesa da cozinha e, a julgar pelo prato vazio, já terminara o desjejum. Sequer pôde cumprimentá-la. Sem se voltar para a mãe, ela começou:


- Por que não me contou que sabia quem era meu pai?


A pergunta pegou Hermione de surpresa. Não estava esperando por aquilo, e não imaginava como ela podia ter descoberto. Imediatamente, perguntou-se se ela saberia quem era o pai.


- Por que não me disse que eu já o conhecia? Por que ele não sabe que sou filha dele?


- Chloe...


- Por que ele não sabe que sou filha dele? – Chloe interrompeu e virou-se para encarar a mãe. – Por que você não me disse que eu tenho já uma irmã?


Hermione não respondeu. Não sabia o que responder. Caminhou de volta para a sala e percebeu que a filha a seguia.


- Por que não fala alguma coisa? – questionou.


- Porque você não me deixa falar – respondeu a morena enquanto acomodava-se no sofá.


- Eu sempre perguntei... E por todos esses anos você sabia quem era o meu pai...


- Eu não sabia, Chloe. Eu soube meses depois de virmos morar em Londres. Eu soube só há sete meses...


- E quando pretendia me contar? Quando pretendia contar a ele que eu sou filha dele? – Chloe insistiu. – Quando pretendia me dizer que sou filha de Harry Potter? Que Zoe é minha irmã?


- Chloe, eu ia contar...


- Não, você não ia contar. Você ia me dizer quem era o pai de... – a pequena se interrompeu. – Ele também é o pai de meu irmão, não é? Ele também é pai do bebê que você está esperando...


Hermione baixou os olhos por um instante, afagando a barriga, e voltou a encarar a filha. Com os olhos cheios de lágrimas, assentiu.


- É, sim. Ele é seu pai e o pai de seu irmão ou irmã.


- Por isso você disse que me apresentaria a ele?


- Sim, eu pretendia contar tudo a você e a ele, mesmo que isso significasse perdê-lo...


- Você tem sido egoísta demais para contar! E quanto a mim? E quanto a ele? Nós tínhamos o direito de saber. Isso é sobre nós! Vai além da relação de vocês e de como vocês ficarão após todos esses anos... Nós ficamos em segundo plano em sua escala de importância? É isso? Você só pensou em não perdê-lo, mesmo sabendo que depois de tanto tempo, as chances de perder ele são muito maiores. Ele foi enganado, mãe. Eu fui enganada esse tempo todo! Você sabia quem era meu pai, sabia que eu queria conhecê-lo e mesmo assim escondeu a verdade de mim. Você podia ter contado antes! Eu tinha o direito de saber... Ele tinha o direito de saber!


- Eu tentei! Eu ia contar, mas quando cheguei à casa dele, ele já tinha viajado para o Brasil – Hermione explicou. – Tudo já poderia estar resolvido há muito mais tempo, Chloe.


- Por que não contou quando descobriu?


- Eu tinha outras coisas para resolver... Assuntos de trabalho e nós estávamos trabalhando juntos, não podia arriscar a missão.


- A missão acabou e você não contou. Mais uma vez.


- Chloe, eu não queria magoar você, eu não queria magoar Harry... Eu estava confusa! Era demais para mim, saber que ele me amava e que eu não o correspondia. E então nós retomamos nossa amizade, e eu já não sabia mais o que sentia em relação a ele, e sabia que só poderia me envolver quando tudo estivesse devidamente em seus eixos – a angústia era tanta e ela falava tão rápido que era quase impossível para Chloe continuar irredutível. – Chloe, eu não estava sendo egoísta. Eu só estava esperando o momento certo. Sei que posso ter errado e que ter esperado tanto tempo só pode ter piorado as coisas, mas naquele momento, me parecia ser o certo a fazer – Hermione insistiu. – Nós estávamos em Orléans quando eu admiti o que eu sentia e resolvi vir a Londres para contar. Lembra-se disso? Mas ele não estava mais aqui e eu não podia esperar. Eu tive que ir embora. Eu tive que ir... Para proteger você e essa pessoinha que nem chegou ao mundo ainda. –  Ela afagou a barriga. – Mas eu quero que ele nasça com tudo já resolvido. Por isso te disse que resolveria tudo ainda esse fim de semana. E eu vou resolver.


- Eu não acredito em você – Chloe disse antes de subir as escadas correndo. Hermione ouviu a porta do quarto da pequena se fechar com um estrondo e tremeu da cabeça aos pés, os olhos fechados, as lágrimas que enchiam seus olhos agora transbordando. Sentia as palavras da filha ainda machucarem profundamente, como facas atiradas com o intuito de acertar todos os seus pontos vitais. E era tudo verdade...


 


- Chloe, eu sei que eu errei em não ter te contado quando eu descobri, mas... Eu já te expliquei. É muito mais complicado do que parece. Seu pai pode não me perdoar... Nunca – a morena tentou se desculpar, falando de modo suave.


Silêncio.


- Chloe Ann Vernet! – retomou o tom duro.


- Potter. Chloe Ann Potter – Chloe corrigiu, alteando a voz, dessa vez erguendo os olhos para fitar a mãe. – Esse é meu nome. Chloe Ann Potter. E eu sei, você já me disse isso um milhão de vezes ontem. Mas, mãe, eu tinha o direito de saber. E ele também tem o direito de saber. Sobre mim, e sobre...


- Sobre seu irmão. Eu sei. Eu prometi que contaria amanhã. Falei com ele, eu disse que nós sairíamos para almoçar e conversaríamos – Hermione disse. – Eu vou contar, Chloe. Amanhã.


Chloe então levantou-se e caminhou até a mãe, jogando os braços em torno de seu pescoço.


- Desculpa, mamãe. Eu só... não queria que tivesse escondido de mim que sabia quem era meu pai.


- Eu sei disso, anjo. E sei que você está feliz por saber que seu pai é também o pai de seu irmão e de Zoe – a morena disse, então afastou Chloe, de modo a fitá-la. – Mais do que isso, ele é alguém de quem você gosta, alguém que admira.


- Ele gosta de você.


- Eu sei.


- Como era... antes de eu nascer? – Chloe perguntou. – Como vocês se conheceram?


- Nos conhecemos no trem, quando íamos para Hogwarts. Ele estava com Rony numa cabine quando eu cheguei. E eles não gostavam de mim.


- Não? – a pequena fez, surpresa.


- Não.


- Por quê?


- Eles me achavam chata e metida a “sabe-tudo”.


- E você era assim?


Hermione riu.


- Um pouquinho – admitiu. – Era como eu me protegia por ser nascida-trouxa. Eu me esforçava para estar sempre um passo à frente, para conhecer tudo sobre o novo mundo que me fora apresentado.


- E quando vocês se tornaram amigos?


- No Dia das Bruxas daquele mesmo ano. Um professor, que estava sob influência de Voldemort, soltou um trasgo que vivia nas masmorras do castelo e ele foi exatamente para o banheiro onde eu estivera o dia todo chorando por ter ouvido uma conversa onde Harry e Rony diziam que não gostavam de mim.


- E mesmo assim te salvaram.


- Seu pai sempre foi muito bom. E Rony também. Eles não deixariam nem Draco Malfoy morrer. E eles o odiavam mais do que a qualquer outra pessoa.


- Mas eles são amigos, não são?


- Sim, mas nem sempre foram. Muita coisa mudou em nossos últimos anos em Hogwarts – Hermione explicou em tom de nostalgia. – Eu me apaixonei por seu pai em meio a boatos de que gostava de Rony, Rony passou a sair com Luna, Gina com Draco... Conheci Amy e Isabella...


- Mas Rony não é casado com Lilá? – Chloe perguntou, confusa.


- É, sim. Mas eles só começaram a namorar depois que saíram de Hogwarts. E Luna, a ex-namorada dele, hoje é casada com Blaise Zabini. Ela é mãe de duas meninas: Charlotte e Lorraine.


- Hum – Chloe fez, depois retomando o assunto de seu interesse: – E quando você começou a namorar com o meu pai?


- No Natal de 1996. Tudo em segredo. Só os amigos mais próximos sabiam – Hermione contou. – Ficamos juntos por pouco mais de um ano, então ele foi ameaçado por Voldemort e resolveu terminar tudo para me proteger. Não me contou nada, só no baile de primavera, dois meses depois, depois de ter me beijado no meio da pista de dança, na frente de todos. Então eu tive que contar que não tínhamos muito tempo... Havia uma profecia...


- Que profecia?


- Acho melhor você pedir a Amy para te explicar – a morena disse, sorrindo, antes de continuar. – O fato é que iríamos nos separar não por vontade própria, mas por determinação do destino. Então acabamos por retomar o namoro e, bem... Eu acabei engravidando de você. Só que só descobri quando a profecia já havia se cumprido e todo o meu passado que o envolvia tinha se apagado.


Houve um breve momento de silêncio, enquanto Hermione parecia reviver cada um dos momentos que havia citado e Chloe absorvia as informações.


- Você também ama o meu pai, mamãe? – Chloe perguntou.


- Amo, sim, querida. Eu só descobri isso tarde demais.


- Não me pareceu tarde demais. Ele ainda ama você.


- Resta saber se esse amor vai ser forte o suficiente para suportar tantos segredos – fez Hermione em tom de tristeza.


---


O dia passou arrastado. Talvez o clima tivesse alguma influência nessa sensação que se sentia. O tempo estava frio e ventava muito, um vento seco, cortante.


- Já estamos a um mês do inverno... – Hermione ouviu Chloe comentar no andar de cima.


- Certas coisas não mudam mesmo, não é? – Chad riu, fitando Hermione.


- Não, não mudam – Hermione concordou. – Ela estava acostumada a temperaturas bem baixas, então adora o inverno e não acho que isso vá mudar...


- Ah, vai. Espera só ela ter de dirigir... Neve é muito bom quando se é criança!


Hermione riu.


- Verdade...


- É bom ter você de volta, mesmo que por uma semana – Chad disse, afagando a mão da morena.


- Não que eu esteja tão perto assim de você... É uma viagem de Pimlico até aqui, Chad.


- Besteira, Mione. São vinte minutos.


- De carro e sem trânsito, você quer dizer – Hermione pontuou. – Experimente fazer o percurso de transporte público! Leva pelo menos o dobro do tempo.


- Ainda assim, demora bem menos tempo do que ir, dois fins de semana por mês, a Paris para ver vocês – Chad disse, as sobrancelhas arqueadas em provocação à morena.


Sim, Chad era superpresente na vida de Chloe. Ele sempre dava um jeito de vê-la uma vez que fosse por mês. Para ele, ela era como uma filha. Ele a vira nascer e acompanhara o seu crescimento até os quatro anos de idade. Não obstante, mantinha contato por telefone quase que diariamente com a pequena e sua mãe, além de ser amigo da família e frequentar os eventos por eles realizados.


Hermione agradecia muito por isso. Chloe, apesar de não ter conhecido o pai, sempre tivera Chad como um amigo e uma figura paterna, que se preocupava e a amava como amava ao próprio filho, Shawn, hoje com nove meses.


- Tudo bem, você venceu – a morena se deu por vencida.


- Nós vamos ficar aqui ou vamos ao batizado de Mel? – Chloe se fez presente, dando a volta no sofá e sentando-se no colo de Chad, que a abraçou e depositou um beijo em sua bochecha. – Se demorarmos mais um minuto, chegaremos atrasados! Já são 15h38.


- E então, vamos? – Chad disse.


-Tem certeza que não vai esperar Elloe?


- Tenho, sim. Ela disse que ia sair do trabalho somente às 22h e ia direto para casa.


- Nesse caso... – Hermione pôs-se de pé. – Rumo a Knightsbridge.


Foi um percurso tranquilo, apesar de em alguns pontos haver uma maior quantidade de carros nas ruas. Chad observava Chloe pelo retrovisor e conversava animadamente com a pequena.


- E de onde você sente mais saudade?


- Eu passei os primeiros anos de minha vida em Karlstad, então tenho o sueco como a minha segunda língua...


- Ela ainda tem momentos de nostalgia e inicia conversas em sueco – Hermione comentou.


- E o lugar onde morei por mais tempo em minha vida foi Berlim... trinta e nove meses – Chloe continuou, ignorando o comentário da mãe e o riso de Chad. – Mas acho que o lugar de onde sinto mais falta é Helsinki. Acho que vai ser a primeira viagem que vou pedir ao meu pai para fazermos... Aí poderei levar meus irmãos ao Seurasaari.


Chad e Hermione trocaram um breve olhar.


- É um passeio muito bonito. Lembra de todos os esquilos? – Chad continuou.


- Sim, e das corujas e das casas de madeira bem antigas... E a ponte! – a voz de Chloe trazia um tom sonhador que se misturava a saudade.


- E aquela casa estranha?


- A que parecia suspensa? – Chloe perguntou.


- Sim – o loiro confirmou.


- Muito estranha! – Chloe riu. – Será que todos aqueles patos e cisnes ainda estão lá?


- Aposto que estão! – Chad garantiu.


- Tantos passeios que fizemos ao Seurasaari... – foi a vez de Hermione falar. – Estava aqui me perguntando: verão ou inverno?


- Inverno – a filha apressou-se em responder. – Não que no verão não seja bonito, mas no inverno fica tudo coberto de neve e tudo parece tão mais...


- Acolhedor – Chad completou.


- Isso! Acolhedor e rústico e... Ah, mamãe, fica tão lindo!


Hermione assentiu e riu.


- É, eu tenho que concordar... Inverno.


Não muito depois, chegaram à casa de Liah.


Seu vestido preto estampado com linhas retas, curtas e horizontais em tons de cinza e branco, justo nos seios e de caimento confortável a partir do alto da barriga, não tinha mangas e ia até exatamente a altura dos joelhos. Por conta disso, trouxera um sobretudo também preto, de modo a proteger-se dos ventos frios de outono mais tarde. As pernas estavam devidamente cobertas por uma meia-calça de fio grosso e preto. Nos pés uma sapatilha também preta, bem como a pequena bolsa que trazia segura em sua mão. Somente parte dos cabelos compridos estava presa, de modo que os cachos em suas pontas caíam com leveza, em cascata, sobre os ombros e costas até a cintura.


Chloe, por sua vez, usava um vestido branco listrado em um tom acinzentado de mangas compridas que se ajustava ao busto, mas era totalmente solto e confortável. Usava um sapato fechado, que muito lembrava o sapato de uma boneca, em uma tonalidade entre cinza e marrom. Uma trança negra pendia do alto da cabeça da pequena, caindo pesada por entre a cascata de cabelos lisos que se estendia livremente até o fim de suas costas.


Atravessaram o jardim. Chad segurava firmemente a mão de Hermione para que ela pudesse andar com perfeito equilíbrio e Chloe vinha imediatamente ao lado da mãe.


Tocaram a campainha e Liah viera recebê-los.


- Ora, se não é a madrinha de Mel e minha linda afilhada! – a morena fez, com um largo sorriso no rosto. – E, é claro, Chad Hastings.


- Pensei que iria esquecer-se de mim.


- Impossível, Hastings. Como poderia esquecer esse lindo rostinho? Esse apaixonante e caro colega de trabalho e maravilhoso amigo – Liah brincou. – Sejam bem-vindos. Fiquem à vontade.


A atenção de Chloe, entretanto, não estava mais em Liah. Seus olhos buscaram por um par de olhos semelhantes no momento em que Liah dera espaço para que eles adentrassem a casa. E aquele par de olhos olhava em direção à porta, mesmo quando deveriam estar atentos a Sirius Black e Remo Lupin, que lhe faziam companhia e com quem conversava.


Alheia à conversa que sua mãe e Chad mantinham com Liah, ela caminhou apressada em direção a ele, sem desviar o olhar.


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Ele encarava os convidados recém-chegados. Hermione chegara acompanhada de um rapaz loiro de olhos verdes, de quem ele vagamente lembrava, embora não soubesse de onde. Trabalhava no Ministério, claramente.


Observava-a de longe, enquanto ela conversava animada com o rapaz e com Liah, que fora recebê-los quando chegaram.


Percebeu Liah chamar por Scott e ele se aproximar com Mel nos braços, entregando-a para Hermione, que a recebeu no colo com um sorriso encantador nos lábios.


Hermione estava linda, toda de preto, com um vestido que evidenciava a sua barriga de sete meses – que mais aparentava oito. Ele não a tinha visto grávida, exceto por algumas poucas fotos que ela lhe mostrara certa vez, meses antes. Não conseguia compreender como algumas mulheres conseguiam ficar ainda mais bonitas quando grávidas, sem parecer que haviam engolido uma melancia ou inchadas demais, embora elas dissessem assim se sentir.


- ... e ele está preparado para assumir o cargo, não acha, Harry? – Lupin chamou. – Harry? – o lobisomem insistiu.


- Ih, já vi tudo! – Sirius comentou, acompanhando o olhar do moreno de olhos verdes e cutucando o outro maroto. – Parece que alguém não está muito feliz por ver acompanhada a dama que acaba de se juntar aos convidados da festa.


Mas não foram os comentários deles que o fizeram desviar sua atenção da morena que ainda estava no hall de entrada com Liah e o rapaz loiro.


- Oh, olá, Chloe! – ele ouviu a voz de Sirius cumprimentar e, de repente, braços não tão compridos envolverem-no em um abraço.


Seus olhos voltaram-se para baixo, onde uma cabecinha coberta de cabelos negros recostava-se em seu tronco. Demorou a compreender que Chloe o abraçava fortemente e, ainda assim, não compreendia por quê.


- Ch-Chloe? – fez e sentiu que ela apertou o abraço. Então lhe afagou, sem jeito, os cabelos lisos e negros da pequena, que ergueu o rosto para encará-lo com um sorriso estampado na face. Quando ela abriu os olhos, ele se viu hipnotizado pelas duas contas verde-esmeralda que o fitavam.


- Chloe! – a voz de Zoe se fez presente e a pequena soltou-se de Harry e correu para ela, deixando o moreno para trás sem entender muita coisa.


---


- Liah, será que amanhã você pode ficar com Chloe? – Hermione perguntou quando se viram sozinhas. Ainda tinha Mel nos braços e a mimava maternalmente.


- Claro, por que não?


- Já falei com ela e ela concordou. O que não é surpresa alguma, visto que ela sabe que vou encontrar o pai dela enquanto ela passa a manhã e almoça com vocês aqui em Knightsbridge.


- Não se preocupe. Fico com ela até tudo estar resolvido.


- Nesse caso, espero que eu possa tê-la de volta amanhã mesmo – Hermione murmurou, nervosa.


Liah não gostou da pitada de humor negro que a amiga acrescentara à sua fala, mas nada disse. Hermione, aparentemente, temia que Harry não reagisse bem ao que ela tinha para lhe falar, e isso preocupava Liah. Queria que pudesse haver uma maneira de amenizar as coisas, mas não via como. E o pior era saber que qualquer que fosse a reação do moreno, aceitando ou não que Hermione tivesse mantido aquele segredo, ele estaria sempre com a razão.


---


Ela observava Chloe de longe. A via sorrindo, conversando... Era tão linda! E mesmo tão nova, ainda uma criança, parecia já uma mulher. Percebeu que ela olhara numa dada direção e assentira, então disse algo como “mamãe está me chamando, volto num minuto” para Zoe, Gwen e Sean e deu a volta no sofá, caminhando na direção em que olhara. Amy sabia que ela teria de passar por ali, então esperou.


Chloe já estava passando por ali quando foi interceptada pela morena de olhos azuis.


- Amy! – Chloe fez, rindo enquanto era abraçada por Amy.


- Quer dizer que a senhorita não fala mais direito comigo, não é? – Amy brincou. Antes que Chloe pudesse abrir a boca para raplicar ou desculpar-se, ela continuou: – Estou brincando.


- Eu sei – Chloe assentiu.


- Eu vi quando chegou que correu para Harry...


- É – a pequena confirmou, sem jeito.


- Sua mãe te repreendeu por isso? – Amy perguntou, o cenho franzido.


- Não, mas eu acho que ele ficou confuso. Você sabe, eu sempre mantive certa distância dele, mesmo que gostasse dele e quisesse que ele casasse com a mamãe. Acho ele um tanto quanto reservado.


- Demais – a morena concordou. – Mas ele é assim com todo mundo, assim como sua mãe. Só que ele é mais calado do que ela. De todo modo, eu acho que ele ficou feliz por sua aceitação, mesmo que súbita.


Chloe riu.


- Ele é meu pai – ela afirmou, os olhinhos brilhando de felicidade.


- Em breve você vai poder chamá-lo assim sempre – Amy sorriu.


- É bom finalmente saber quem é meu pai.


- Vocês têm sorte de serem pai e filha. Você tem sorte de tê-lo como pai porque ele é um homem fantástico e um superpai! E ele tem sorte por ter você como filha porque você é muito especial, de muitas maneiras diferentes.


- É aquela história de eu ser uma...


- Chloe, vai muito além do fato de você ser uma criatura rara. Ser uma Safira é ser especial, sim, mas você é muito mais do que isso. É bonita, inteligente, carinhosa, meiga, madura... Tenho certeza que ele se sentirá muito orgulhoso de ter uma filha como você – a morena garantiu.


- Obrigada.


- Não tem por que agradecer, querida – Amy fez em tom maternal. – Sabe, me identifico com você. Eu também não sabia quem era o meu pai até o meu sétimo ano em Hogwarts.


- Jura? – Chloe se interessou.


- Juro. Então podemos dizer que você está na vantagem, não é?


Chloe assentiu e observou Sirius Black, que estava com seus pais a certa distância.


- Seu pai é legal. Ele é engraçado – comentou, vendo que Hermione ria de algo que ele acabara de dizer e Harry dera uma risadinha de lado e balançara a cabeça negativamente, uma mão segurando uma taça de champanhe e a outra enterrada no bolso da calça. Conseguira ouvir um “não seja sem graça, Harry” pronunciado por sua mãe, que agora afagava a própria barriga.


- É, ele é – Amy assentiu e acrescentou, cheia de admiração: – Ele é meu herói, Chloe.


---


Passava das 21h.


Hermione estava na companhia de Harry, Amy e Sirius, e conversava descontraída, embora vez ou outra buscasse Chloe em volta. Incomodava ouvir os pensamentos das pessoas, curiosas sobre sua gravidez e sobre Chloe, que há poucos meses tanto parecia com ela.


Gina fora uma das poucas que não guardara a curioisidade só para si e procurara Hermione como quem nada queria e puxara conversa. Ela sempre soubera como conseguir o que queria. Demorou, mas ela fora direto ao ponto... Hermione, por sua vez, pediu para não falarem a respeito.


Aquilo só dizia respeito a ela, embora fossem amigas. Mas ela sabia que Gina já tinha tirado as próprias conclusões. A ruiva claramente tinha certeza que Chloe era filha de Harry, pois notara as semelhanças, e, embora soubesse que a relação de Hermione e Harry era apenas de amizade, já concluíra que ambos tiveram uma recaída e o bebê que a amiga esperava era do moreno. Mas havia dúvida em seus pensamentos, pelo que Hermione percebera. Ela cogitava a possibilidade de Hermione ter alguém fora de Londres, alguém que não fora apresentado a nenhum dos velhos amigos da morena. E Hermione não desmentiu a hipótese. Era melhor aproveitar a dúvida e resolver o que tinha de resolver com Harry antes de deixar que os amigos soubessem toda a verdade.


Sentiu um leve mal estar, uma tontura por ela já conhecida e isso chamou a atenção de Amy.


- Herms – a morena chamou pela amiga. – Herms, você está bem?


Hermione abanou a mão despreocupadamente.


- Sim, estou. Deve ser só um mau presságio – garantiu.


- Tem certeza, Hermione? – Sirius perguntou, também preocupado.


- Sim, eu estou bem. Já passou – Hermione disse e sorriu. – Acho melhor eu ir para casa.


- Também acho. Pode ser cansaço – Amy concordou. – Vou chamar um táxi.


Ela já tinha sacado o telefone celular quando Harry a interrompeu:


- Não, Amy. Não precisa. Eu a levo.


- Não, Harry. Fique. Aproveite a festa – Hermione dispensou.


- De jeito nenhum. Faço questão – Harry insistiu.


- É melhor que aceitar, Herms. Só por garantia. Eu mesma a levaria, mas você sabe... Liah é irmã de Aaron e eu tenho que ficar com a família.


- Vou chamar Chloe – Amy anunciou.


- E Zoe, se não for abusar – Harry pediu.


- Pode deixar. – Amy piscou para o moreno e se afastou.


- Harry! – Hermione repreendeu. – Quando Chloe chegar, irei com ela e você fica com Zoe.


- Isso está fora de discussão, Hermione – Harry disse, sério.


- Eu não quero atrapalhar sua noite, Harry – a morena insistiu.


Sirius acompanhava a discussão e ria.


- Continuam exatamente os mesmos. Dois adolescentes teimosos.


- Não acho que isso um dia vá mudar, papai – Amy disse, se juntando a eles com Zoe no colo e Chloe em seu encalço. – Harry, Zoe está caindo de sono!


- Já vamos? – Chloe perguntou.


- Nós também já vamos, Chloe – Harry disse. – Vou levar vocês em casa e depois sigo para a minha.


Chloe assentiu. Ela sabia que a mãe estava cansada. Além disso, seu pai também já estava indo embora, assim como sua irmã. Por mais que ainda quisesse ficar, não queria incomodar quem quer que fosse para levá-la em casa ou incomodar Liah e dormir na casa da madrinha. Além disso, a mãe só tinha a ela.


Hermione sorriu. Poderia ter sido um sorriso de gratidão direcionado à filha, mas era somente gratidão por ter uma filha tão compreensiva e madura. Era grata desde o dia de seu nascimento e tinha certeza de que fora o maior e melhor presente que a vida se encarregara de dar a ela. A vida e Harry, que a presentearam novamente.


- É bom deitar logo que chegar em casa, Hermione. A esta altura da gravidez, qualquer esforço é demais – Sirius aconselhou, tirando-a de seus devaneios.


- Sei disso. Eu deveria ter ido mais cedo para casa, mas foi o batizado de minha afilhada, e eu estou tão em dívida com Liah e com vocês...


- Não se preocupe, Herms. É por uma boa causa – Amy disse enquanto entregava Zoe a Harry. – Tem que cuidar de meu afilhado, não é? Ou afilhada...


Sorriu enquanto acariciava a enorme barriga de Hermione.


- Vamos? – Harry chamou.


Hermione trocou olhares com Amy e Sirius, revirou os olhos e deu de ombros.


- Estou cansada demais para discutir, então... Vamos – assentiu e deu a mão a Chloe.


Despediram-se rapidamente de todos os que estavam próximos e seguiram em busca de Liah e Scott para avisar que já iam embora. Encontraram ambos em animada conversa com Chad.


- Eu entendo, Mione. Fica tranquila – Liah sorriu e abraçou a amiga.


- Obrigado pela presença, pessoal – Scott agradeceu, apertando a mão de Harry e dando um tapinha em seu ombro em seguida, antes de apertar uma bochecha de Zoe, que sorriu e escondeu o rosto no pescoço do pai, e de cumprimentar Hermione e Chloe.


- Leve minha amiga em segurança para casa, ouviu bem, Potter? – Liah brincou. – Amanhã pela manhã passarei em Notting Hill para buscar a minha afilhada linda – anunciou e abraçou Chloe. – Cuida direitinho da mamãe e de seu irmãozinho até lá, ok?


- Tudo bem – Chloe assentiu.


- Obrigada por tudo, Chad – Hermione agradeceu e parou por um instante, ao invés de acompanhar Harry, que já estava a meio caminho do hall de entrada.


- Não há o que agradecer. Passarei no domingo à tarde com Elloe e Shawn em Notting Hill para visitarmos vocês.


- Certo. Estaremos esperando, não é, Chloe? – Hermione sorriu e afagou o ombro da filha.


- Nos vemos no domingo, então – Chloe disse e soltou-se da mão da mãe para abraçar o loiro. – Eu amo você, Chad.


- Eu também amo você, pimentinha – Chad disse e depositou um beijo no alto da cabeça da garota.


- Tchau – Chloe disse quando se afastou e rumou, junto com a mãe, para o hall de entrada, onde Harry as esperava.


- Dê um beijo em minha afilhada por mim, sim? – Hermione acrescentou para Liah. – Eu não quero acordá-la.


- Pode deixar – Liah assentiu.


Enquanto aguardava que as duas se juntassem a ele, Harry observava Chad, que voltara a conversar com Liah e Scott e vez ou outra eles lançavam olhares a Hermione. Claramente estavam falando algo a respeito dela e de sua filha. E Chad parecia ser muito amigo de Liah, Harry observou.


- Harry – Hermione repreendeu. “As demonstrações de ciúmes já foram suficientes por hoje, não acha?”, pensou claro e alto, de modo que ele pudesse ouvir. “E não pensei que fosse sentir ciúmes por Liah ser amiga de Chad”, acrescentou, revirando os olhos.


Harry deu de ombros, mas seu olhar era de quem pedia desculpas. Hermione sentiu crescer dentro de si ainda mais a necessidade de contar tudo o que se passara naqueles onze anos em que estivera longe. Harry não merecia mais se martirizar e queimar neurônios tentando encaixar as poucas peças daquele quebra-cabeças que Hermione permitira que ele conhecesse quando ainda faltavam tantas outras, ainda escondidas e desconhecidas.


Quase todo o caminho para casa foi feito em silêncio. Incomodava Hermione saber que Harry a estudava e a Chloe, curioso com algo que acontecera mais cedo, quando chegaram ao batizado de Mel.


Então Hermione se permitiu vasculhar os pensamentos do moreno e encontrou. Teve de controlar-se para não mostrar-se sobressaltada com o que viu. Estava pronta para repreender Chloe, mas percebeu que ela também estava concentrada em Harry, estudando-o.


- Para um carro com duas menininhas tão falantes a bordo, está silencioso demais, não acham? – Hermione quebrou o silêncio.


- Zoe dormiu – Chloe disse, finalmente desviando a atenção de Harry a cadeirinha ao lado, onde a loirinha dormia a sono solto.


Não houve muito mais o que dizer, principalmente pelo fato de finalmente já estarem na rua onde Hermione morava. Harry parou exatamente à porta da casa da morena.


- Obrigada, Harry – ela virou-se para agradecê-lo. – Gentileza sua se oferecer para nos trazer. Eu poderia ter chamado um táxi.


- De maneira alguma – Harry balançou a cabeça com veemência.


- Não há mais o que discutir. Eu já estou em casa, e a única coisa que posso fazer é agradecer – Hermione disse.


- Pode convidá-lo a entrar também – Chloe se intrometeu.


- Mas Zoe está dormindo, filha, e...


- Já chegamos, papai? – Zoe perguntou, a voz sonolenta. A loirinha coçava o olho, desajeitada.


- Não está mais... – Chloe cantarolou. – E então, por que não entram?


- Sua mãe tem razão, Chloe. Zoe está cansada, é melhor irmos para casa – Harry respondeu. – Mas agradeço o convite.


- Papai, quero ir ao banheiro – Zoe pediu.


- Vamos, Harry. Ela pode usar o banheiro, sem problemas – Hermione disse. – E é melhor adiantarmos. Não se deve dar bandeira na rua a essa hora, ainda mais dentro de um carro – e, dizendo isso, abriu a porta e saltou.


Chloe a acompanhou e Harry desligou o carro. Esperou que Zoe saísse do carro para que pudesse fechá-lo e acompanhou as três até a porta da casa de Hermione. Ajudou-a a subir a escada com cuidado.


Uma vez dentro de casa, Hermione acendeu as luzes.


- Zoe, sabe onde é o banheiro. Pode ir – disse à loirinha, que caminhou ainda coçando os olhos rumo ao lavabo. – Eu também vou ao banheiro. Minha bexiga está me matando! Bem, fique à vontade. Aproveitarei para me trocar.


Dessa maneira, Chloe e Harry se viram sozinhos na companhia um do outro.


- E então, onde estão morando em Paris? – Harry perguntou, sem querer estender o constrangedor silêncio em que fizeram o percurso de Knightsbridge a Notting Hill.


- Montparnasse.


- Gosta de lá?


- Sim. Estamos mais perto da vovó e do vovô. E o apartamento é grande – Chloe contou.


- Hum, é sempre bom estar perto de quem a gente gosta, não é? – Harry fez, sem pensar em nada melhor para dizer.


- Por que Daisy não está aqui? – Zoe perguntou enquanto atravessava a sala para se juntar a eles.


- Porque elas estão morando na França, princesa. Lembra que eu te falei? – Harry explicou, pegando a loirinha no colo. Chloe viu Zoe assentir, levemente emburrada por conta do sono, e sorriu. Foi quando lembrou-se.


- Ah, eu tenho que entregar a você umas fotos. Estavam dentro do livro que peguei anteontem em sua biblioteca e...


- Não precisa me entregar agora, Chloe – Harry disse, um sorriso simpático no rosto. – Pode me entregar quando for devolver o livro, certo? Sem pressa – garantiu.


- Tudo bem, então – Chloe assentiu.


- Bem, acho melhor irmos. Sua mãe deve estar cansada, Zoe está chatinha por conta do sono...


- Espera só a mamãe terminar de se trocar. Ela não deve demorar – Chloe disse. “Mamãe?”, chamou, concentrando-se na mãe. “Mamãe, Harry e Zoe têm que ir. Vai demorar muito?” Nenhuma resposta. “Mamãe?”, ela insistiu. Nada. – Eu vou lá em cima ver se ela já vem, ok? – fez, tentando não demonstrar a preocupação latente em si.


Caminhou naturalmente, atravessando a sala, contornando o sofá, mas cada passo seu era mais apressado que o anterior. Viu-se correndo escada acima no instante seguinte. Então voltou a caminhar lentamente ao ver gotas de sangue próximas à porta entrecostada do quarto da mãe. Sentiu a preocupação crescer e tornar-se gritante. Abriu a porta e desesperou-se com aquilo com o qual se deparou.


- P-pa-pai... – ela murmurou. – Pai – chamou em um tom que qualquer um que estivesse a uma distância razoável de uma conversa poderia ouvir, mas quando seu grito de desespero – ainda assim racional – saiu, foi pelo nome do pai que chamou: – Harry, vem aqui!


- Chloe, o que está havendo?


- Harry, sobe! Vem! – pediu. – Rápido!


Ela ouviu Harry subir as escadas apressado, pulando os degraus dois a dois e se aproximar para ver o que estava acontecendo.


O moreno deparou-se com Chloe à porta do quarto da mãe, as mãos tapando a boca, em evidente estado de choque.


- O que houve, Chloe?


Chloe se aproximou dele e o abraçou, mas não respondeu de imediato. Quando ela o fitou, ele pôde ver os seus lindos olhos verdes contornados por um vermelho escarlate, injetados de sangue. Ela os fechou e lágrimas rolaram.


- Sangue – foi tudo o que ela disse e Harry a afastou com cuidado, aproximando-se da porta do quarto de Hermione, onde observou os rastros de sangue no chão, mas ao vê-la desacordada no chão envolta por uma pequena poça de sangue foi que entendeu o desespero de Chloe.

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Comentários: 7

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Enviado por alylyzinha em 13/12/2011

Bem o que dizer, a cada capitulo vc me deixa sem palavras!!! Esse capitulo ta maravilhoso... Cara a reação da Chloe, foi definitivamente de uma pessoa madura, apesarde tudo acabou pelo menos tentando enteder a Mione.. Não sei se o Harry vai reagir assim.. ele tem um histórico de impulsividade... Cara quero ver a cara da Zoe quando souber que tem uma irmão e vai ganhar outro(a)... Agora que finald e capitulo foi esse... Cara lemberi logo do aborto que a mione teve quando estava com o Chad...  vc não vai fazer uma maldade dessa né???
Gosto das aparições da Gina mesmo sendo pequenas... (Só pra constar rsrs)
To ansiosa para o próximo capitulo.. espero que o Bebê da Mione/Harry esteja bem .. e que o Harry não  faça nada que depois vá se arrepender rsrs..
beijos e mais uma vez Parabéns pela fic maravilhosa!!!

Nota: 5

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Enviado por Coveiro em 13/12/2011

Acho que por esse final de capitulo ninguem esperava. Ficou muito bom o capitulo todo, mas esse "drama" no final vai com certeza mexer com tudo que ainda virá. Espero ansioso pelo proximo, triste pela fic acabando, mas feliz por ver Harry e Mione se acertando, afinal como diz sua profecia, quendo eles se reencontrassem iam ficar juntos finalmente.
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Nota: 5

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Enviado por alex omari em 13/12/2011

Excelente capitulo mto bom msm!!!!!!!!!!

 

 

Nota: 5

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Enviado por quitxi em 12/12/2011

Caramba muito tensa essa situação entre a Mione e a Chloe...Afinal todas duas tem lá suas razões...

Não vejo a hora de ver a Mione contando para o Harry...de ver a reação dele....espero que a reação dele seja boa, que ele entenda a situação...vai ser muito dificil pra Mione se acontecer o contrario.

QUE FINAL FOI ESSE INGRID???

caramba que TENSO a Mione literalmente vem passando por cada uma....

muito ansiosa pelo próximo. De férias já???Com tempo???

POSTA POSTA POSTA!!!

Nota: 1

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Enviado por Léo Mota em 11/12/2011

Para alegrar e tirar a monotonia do meu domingo nada melhor que um capítulo novo :D Quando Chloe descobriu que Harry é o pai dela putz,eu paguei pau,a fic tomou um rumo insperado...mais uma vez você me surpreendendo :) Como sempre.Hermione na nostalgia...até eu fiquei nostálgico quando ela tava relembrando Hogwarts xD Fiquei tenso desde o momento em que Hermione e Chloe encontraram Harry...e QUE FINAL! *-* Putz,MUITO BOM... #mindblowin...meus neurônios explodiram :P

Nota: 5

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Enviado por Déborah Rogers Poynter Potter em 25/11/2011

AAAAA!!! Meu deus!!! Nem imagino a cara do harry quando souber!!! AAAAAA eu vou pirar!!!! Posta o mais rapido possivel!!!! Bjuuu!! Sou sua Fã!!!!

Nota: 5

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Enviado por Coveiro em 25/11/2011

Mione gravida do Harry? E a Zoe e a Chloe vão levar numa boa que são irmãs? A Zoe ja sabe que o Harry é pai da Chloe? Loco pelo proximo.
Quando der gostaria q voce desse uma olhada na minha fic A Jornada do Trio de Ouro .
POSTA POSTA POSTA

Nota: 5

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