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53. Capítulo LIII


Fic: Harry Potter e a Wendelin Phoenix.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry fora pego de surpresa pela proposta. Sabia que ficaria no Brasil somente por três meses, de novembro a janeiro, mas e quanto a sua vida em Londres? Como ficaria o seu departamento no Ministério da Magia britânico? Não que ele duvidasse da competência de Scott para chefiá-lo, mas a vida dele fora totalmente dedicada ao Ministério britânico e à sua filha, que ficaria também distante da família da mãe.


Além disso, tinham seus amigos e... Hermione. Ainda que ela não correspondesse aos seus sentimentos, ela sempre seria sua amiga.


Ele tinha que voltar. Por ele próprio, pela filha, pelos amigos.


Quando ele aceitara vir ao Brasil para auxiliar Gianna no comando do Quartel General de Aurores e na atualização de algumas áreas do Departamento de Execução das Leis em Magia de modo a atingir um padrão internacional, sequer imaginara que Gianna pudesse estar grávida e com planos de voltar, mesmo que temporariamente, para a Itália. Como poderia imaginar que também seria convidado a chefiar o departamento enquanto ela estivesse fora?


- Eu não posso ficar – disse, por fim. – Eu realmente agradeço a proposta, mas eu não posso ficar.


---


Liah já havia arrumado a sacola de Mel e Scott já a colocara na sala, sobre a mesa. A morena estava paranoica com a possibilidade de estar esquecendo algo e já voltara ao quarto duas vezes e visitara o quarto que preparara para Mel outras três, recolhendo objetos que julgava necessários.


- Quantas fraldas acha que devo levar? – perguntou a Scott.


- Quantas você colocou? – o marido indagou.


- Não sei. Dez ou doze – Liah respondeu, o cenho franzido.


A campainha tocou e Scott adiantou-se para abrir.


- Graças a Deus você chegou, Hermione! Se eu ficasse mais um minuto sozinho com Liah aqui eu iria enlouquecer! Acha que dez ou doze fraldas são suficientes para dois dias e uma noite no hospital? – fez o moreno.


Hermione riu enquanto adentrava a sala da casa dos Scott.


- Acho que são suficientes – respondeu.


- Acha mesmo? – Liah perguntou, aproximando-se da amiga para cumprimentá-la.


- Liah, calma! – Hermione apertou suas mãos com força e segurança. – Amanhã à noite você já vai estar em casa e Mel só deve nascer por volta do meio dia, então, sim, acho que são suficientes as dez ou doze fraldas que você pôs na sacola.


- Eu coloquei dois cobertores, duas fraldinhas de pano, três roupinhas, quatro pares de luvinhas e quatro pares de meias.


- Ótimo, está perfeito!


- E por que eu tenho essa terrível sensação de que estou esquecendo alguma coisa? E se eu estiver?


- Liah, você não está esquecendo nada – Scott argumentou pela décima vez desde que acordaram.


- Se tiver esquecido alguma coisa, eu volto para buscar, tudo bem? – Hermione ofereceu-se.


Liah hesitou por um momento, mas concordou. Scott aproveitou que Hermione estava fazendo companhia à esposa e levou as sacolas e a bolsa dela para o carro.


- Ok, agora respira fundo e se acalma. Não fará bem a Mel se você ficar assim ansiosa.


Foi o suficiente para que Liah se acalmasse.


- Você não precisava ter vindo, Mione – disse, após se acalmar. – Poderia muito bem fazer o que quer que tivesse de fazer e ir mais tarde.


- O único compromisso que eu tenho agora é com vocês duas – Hermione garantiu.


- Vamos, garotas? – Scott estava de volta.


Hermione viu Liah respirar fundo mais uma vez e assentir. Deu a mão a ela e a acompanhou até o carro. Scott fechou a porta da casa e correu para abrir a porta do carro para elas.


- Você não veio de carro?


- Aparatei. Para variar – Hermione brincou.


- É bom. Para variar – Liah repetiu. – Nós estamos mesmo levando muito a sério essa história de viver como trouxas – murmurou.


- Medidas exigidas pelo ministro – Scott replicou, assumindo o seu lugar no banco do motorista e fitando a esposa pelo retrovisor.


Liah bufou, mas nada disse.


Todo o resto do percurso até o hospital foi feito em quase que total silêncio. Uma vez no St. Mungus, foram imediatamente enviados para o quarto onde Liah aguardaria a cirurgia cesariana. Lá, foram recebidos por Keira Newbie, que deu entrada na internação de Liah.


- Mandarei virem buscar você às 11h. O nosso anestesista virá meia hora antes do procedimento. Então você será levada para a sala de parto – Keira instruiu. – Eu e minha equipe estaremos aguardando por você.


Dito isto, Keira se retirou.


- Eu volto num instante – Hermione disse e seguiu a medibruxa. Alcançou-a ainda no corredor. – Keira, eu posso falar com você um instante? Prometo que não vai demorar.


- É claro. Vamos ao meu consultório. Eu tenho de me preparar para o parto de Liah, então conversamos no caminho.


Hermione assentiu e acompanhou-a.


Retornou cerca de vinte minutos depois e encontrou Liah já usando roupas de hospital e devidamente acomodada na cama que o quarto oferecia. Scott puxara uma cadeira e estava sentado ao lado da cama, segurando sua mão. Conversavam calmamente. Os pais de Liah também já estavam lá. A Sra. Mackenzie estava em pé do outro lado da cama e também segurava a mão de Liah. O pai, por outro lado, estava no telefone, provavelmente falando com os filhos.


Não demorou muito e Amy também estava ali. Ela fora falar com Liah rapidamente e cumprimentara os sogros, em seguida voltou para ficar com Hermione. Elas acharam melhor dar espaço para que Liah ficasse com a família.


Passou-se uma hora antes que o anestesista chegasse. Todos, exceto a mãe de Liah e Scott, se retiraram e aguardaram do lado de fora.


Scott saiu primeiro e veio até Hermione e Amy.


- Vocês vão querer assistir ao parto? – ele perguntou.


Amy e Hermione se entreolharam.


- Não, eu vou ficar aqui e esperar – Amy respondeu e lançou um olhar significativo a Hermione. “Vá e garanta que nossa amiga e Mel fiquem bem”, pensou.


Hermione assentiu discretamente e voltou-se para Scott.


- Eu vou – disse, segura.


Scott assentiu e se afastou. Amy e Hermione se abraçaram brevemente. “Vai ficar tudo bem”, Hermione garantiu a Amy via pensamento. “Nós três voltaremos logo, eu prometo”.


“Eu sei, eu confio em você”, Amy pensou de volta e observou Hermione se afastar e seguir a mesma direção que Scott.


Hermione, Scott e a Sra. Mackenzie estavam prontos para acompanhar Liah até a sala de parto e podiam ser facilmente confundidos com a equipe médica que cuidaria de Liah.


- Pronta? – um dos curandeiros que levariam a gestante perguntou.


Liah engoliu em seco e assentiu. Hermione, percebendo o nervosismo da amiga, segurou-lhe a mão com força e cuidou para que ela se acalmasse, transmitindo a ela toda a segurança que ela precisava.


- Você não precisa ir, Mione...


Hermione negou com um aceno veemente.


- Absolutamente. Eu vou e ponto – disse, séria. – Eu quero estar lá quando minha afilhada nascer.


- Tudo bem, estamos prontos para ir – o curandeiro disse aos demais e eles deixaram o quarto, levando a maca onde Liah estava, seguidos de perto pela avó, pelo pai e pela madrinha de Mel.


---


Chloe estava no quarto que fora designado para ela e Sophie na casa dos avós da loirinha em Marselha.


Sophie estava tomando banho e Chloe podia descrever com exatidão a ansiedade dela por estarem aguardando a visita de sua priminha, Genevieve. Era ainda bebê e, pelo que Chloe compreendera, Sophie e o irmão, Thierry, ainda não a conheciam. Além de Genevieve, Gabrielle, irmã de Fleur, também tinha uma garotinha seis anos mais velha, Roxanne.


Enquanto esperava pela amiga, deitou-se na cama e encarou o teto. Lembrou-se de Zoe e da viagem que fizeram a York com sua mãe e o pai da garotinha. Durante aquele fim de semana, sentiu como se fossem uma família. Ocorreu-lhe, então, que não sentia-se assim desde que Chad e sua mãe se separaram.


Foi inevitável lembrar-se de um dos poucos diálogos que tivera a sós com Harry, quando ela pela primeira vez desejou que ele fosse seu pai.


 


Ela estava parada no hall da Mansão Branca, em York. Observava – admirava, para ser mais correta – a grande caixa de vidro que continha a enorme fotografia de uma garota ruiva de olhos verdes montada num belíssimo cavalo negro e forte. Chloe reconheceu, pelos equipamentos que ela usava, que a fotografia fora tirada durante uma competição de hipismo.


Notou que aqueles mesmos equipamentos que ela usava estavam ali, também dentro da caixa, expostos, assim como o troféu que a competição rendera à garota.


Sentiu alguém aproximar-se e soube imediatamente que não era sua mãe nem Zoe.


- Ela é muito bonita – disse.


Harry riu.


- A garotinha ou a fotografia? – perguntou.


- Ambas – Chloe respondeu com sinceridade e virou-se para fitá-lo. Ele estava parado bem ao seu lado, também admirando a foto. – Quem é ela?


- Minha mãe.


Chloe voltou a fitar a fotografia.


- Quantos anos ela tinha? Você sabe... quando a foto foi tirada.


- Ela devia ter dezesseis ou dezessete anos. Meu bisavô quem tirou. Ele adorava competições de hipismo e sempre incentivou a paixão de minha mãe por cavalos. O sonho dele era que um de seus filhos compartilhasse de sua adoração ao esporte, mas isso não aconteceu. Então só lhe restou torcer para que um de seus netos o fizesse.


- E sua mãe foi essa neta.


- Na verdade, ela e o primo dela, Giuly.


- Giuly? – Chloe repetiu e fez um sinal com a mão, apontando o dedão por sobre o próprio ombro, dando a entender que retificava se era o primo Giuly que ela conhecera.


Harry assentiu e continuou:


- No entanto, Giuly sofreu um acidente enquanto treinava para uma das competições quando tinha vinte e dois anos e sofreu uma lesão na base da coluna. Passou por meses de tratamento fisioterápico e jurou que, se um dia voltasse a andar, jamais participaria de uma competição novamente.


- Mas ele já havia ganhado muitas delas, não é?


- Sim, muitas. Assim como a minha mãe, embora ela não tenha participado de tantas quanto Giuly.


- Por quê? – Chloe perguntou, o cenho franzido.


- Ela parou de competir exatamente no dia em que essa foto foi tirada. Foi o último verão antes de acabar o curso em Hogwarts. Nessa época, as coisas começavam a ficar complicadas...


- Se refere a Voldemort, certo?


Harry a encarou estarrecido.


- Eu não sabia que essa garota era sua mãe, mas conheço a história dela. A história deles, os seus pais... a sua história... Vocês são como heróis para o mundo bruxo. Você deve ter muitos motivos para se orgulhar deles, não é? E de si mesmo – Chloe comentou.


- Eu não me orgulho de ter matado um homem, por pior que ele tenha sido – Harry comentou.


- Não me refiro somente a isso. Você passou por muita coisa. Viveu, em sua adolescência, muito mais do que anciões centenários em sua vida toda. – Houve uma pausa. – Minha mãe admira você um bocado. E eu também.


Harry agachou-se para que seus olhos ficassem na altura dos olhos de Chloe.


Chloe olhava bem no fundo dos olhos verdes daquele homem. Ela sentia que ele tinha o poder de fitar uma pessoa como se pudesse enxergar a alma dela, despindo-a por completo de todas as suas máscaras. Ao mesmo tempo, ele despia a si próprio.


Fora por conta desse olhar que Chloe jamais acreditara que estivesse envolvido com Pansy Parkinson e todas as propostas que ela fazia à Suprema Corte dos Bruxos no Ministério da Magia britânico, mesmo quando sua mãe suspeitava dele e dizia aos quatro ventos que ele não era confiável. Alguém como ele, com aquele olhar, não podia ser mau sujeito. Ela acreditava nele, confiava nele como confiava na própria mãe.


- Você parece com sua mãe muito mais do que pensa – ele murmurou e levou a mão ao rostinho da garota. – E, por isso, posso dizer que terá vivido muito mais do que eu quando tiver a minha idade.


 


- Chloe! – uma voz a chamou, tirando-a de seus devaneios. No instante seguinte, Fleur estava à porta do quarto. Ela sorria e trazia o telefone celular à mão. – Sua mãe.


Chloe levantou-se da cama e correu ao encontro da mulher, tomando o celular de sua mão.


- Obrigada – agradeceu antes de finalmente levar o fone ao ouvido. – Olá, mamãe.


- Como você está, anjo? – Hermione perguntou.


- Bem. Por que pergunta como se me sondasse? – a garotinha fez. – Aconteceu algo que eu deveria saber?


Ela ouviu a mãe rir.


- Na verdade, aconteceu, sim. Mel nasceu. Não faz mais que quarenta minutos – a mãe contou.


- E por que eu não vi isso? – Chloe murmurou, mais para si mesma que para a mãe.


- Eu estava exatamente me perguntando a mesma coisa – Hermione disse. – Em que estava tão concentrada?


- Estava lembrando da viagem que fizemos a York. Só isso – a garota disse, a voz com um leve ar indiferente. – Mas como é Mel? Como está Liah?


- Mel é linda e tem incríveis olhos azuis. Fui a primeira a ver quando ela abriu os olhos. Acho que o meu colo acalma as crianças – Hermione brincou. – E Liah está ótima. Acabou de ir para o quarto. Vou vê-la em alguns minutos, quando ela puder receber visitas.


- E você está no berçário agora?


- Sim. Assim que estiver com Liah, eu ligo novamente para você falar com ela, tudo bem?


- Tudo bem. Amo você, mamãe.


- Eu também amo você, anjo.


Chloe estava novamente sentada à cama. Deixou o celular de lado e tornou a mergulhar em seus devaneios, desta vez buscando saber mais sobre a novidade e deixando de lado suas divagações anteriores.


---


Na manhã seguinte, Hermione acordou cedo e seguiu para a Razzle Dazzle. Precisava conversar com Rhina e Alecia sobre sua mudança para Paris.


- Você só pode estar brincando! – Rhina levantou-se de um salto, parecendo realmente contrariada.


- Ela parece estar brincando? – Alecia também se colocou de pé, mas parecia ter aceitado melhor a notícia do que Rhina.


- É só até março. Depois eu voltarei, prometo – prometeu Hermione.


Rhina suspirou, resignada. Deu a volta em torno da mesa e colocou-se defronte a Hermione, abrindo o seu melhor sorriso.


- Tudo bem, então – fez e Hermione soube que estava planejando algo. – Acha que ainda pode aceitar mais um serviço antes da licença?


- Rhina – Alecia repreendeu.


- Alecia, essa é a maior e a mais emocionante missão da história da Razzle Dazzle...


- Esqueceu de mencionar que é a mais perigosa também – Alecia pontuou.


- E precisamos das melhores garotas – Rhina continuou como se não tivesse sido interrompida. – E Hermione é, sem dúvida, a melhor que temos.


- Mitzi, Vanusa, Ksenya, Anastasia, Valesca, Frida e Dinara já não são suficientes para você? – Alecia perguntou, impaciente. – Temos um contrato a assinar hoje e você já desfalcou nosso time de modelos.


- Hermione não é uma de nossas modelos, Alecia – Rhina rebateu prontamente.


Hermione, que acompanhara a discussão que corria como se ela sequer estivesse ali em completo silêncio, resolveu falar:


- Desculpem-me interromper, mas... Eu poderia saber qual a missão de que estão falando?


- Iremos atrás dos chefes da Máfia Russa – Alecia respondeu.


- Iremos? – Hermione indagou, arqueando uma sobrancelha.


- Eu e Alecia iremos também – Rhina contou. – E então, acha que pode encarar mais essa?


Estava surpresa. Rhina e Alecia, em todos aqueles anos, se envolveram em pouquíssimas missões. Rhina gostava de fazer o trabalho por si mesma, e raramente esperava que alguém encomendasse o serviço, então já tinha um currículo bem maior que o de Alecia – e talvez maior do que o de todas as garotas que trabalhavam na Razzle Dazzle. Bem, aquilo não importava agora.


Suspirou e pôs um sorriso satisfeito no rosto. Diante do que sabia sobre si mesma e da oportunidade que lhe estava sendo oferecida de colocar suas antes desconhecidas habilidades em prática, não pôde recusar:


- Acho que posso encarar mais essa – assentiu.


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Rony podia ver a figura da esposa e dos filhos lá embaixo, nas arquibancadas. Eles acenaram ao ver que ele olhava em sua direção e ele retribuiu o aceno, sorrindo como bobo.


Estava na Bulgária, em pleno treino. Aquele seria o último antes do jogo do dia seguinte. Ainda não estavam jogando pela Copa Mundial de Quadribol; esta só aconteceria no verão do ano seguinte. Esse ano, entretanto, havia uma competição menor entre as maiores seleções da Europa.


O jogo contra a Bulgária seria o primeiro da temporada. Como os filhos estavam de férias e a esposa dera um tempo em seus projetos para abrir a própria grife de roupas, eles podiam acompanhá-lo. Nada podia deixar Rony mais feliz que ter os filhos e a esposa com ele quando estava fazendo o que mais gostava: jogando Quadribol.


O treino terminara menos de vinte minutos antes, mas Rony e Gina, que iria substituir Katie durante a competição, permaneceram em campo. Aquele seria o primeiro jogo profissional de Gina e era como se ela nunca tivesse deixado de jogar. Era visível a satisfação que ela tinha por estar novamente numa competição. Ela era boa, realmente boa.


Rony quase fora atingido pela goles, mas seu reflexo era tão bom que ele a pegara antes que isso acontecesse. Sabia que Gina a tinha jogado em sua direção de propósito, ao invés de aproveitar para fazê-la atravessar uma das balizas.


- Acorda, maninho – ela fez, rindo.


Rony fez uma careta para a irmã.


- Eu só não mato Malfoy por ter te convencido a vir porque eu sei que você é boa – disse.


- Ainda bem que você é o capitão substituto e não reclama quando eu faço as minhas jogadas sozinha. Katie iria gritar um bocado comigo se estivesse aqui – a ruiva riu.


- Ela também é atacante. Essa é a diferença – Rony replicou, enquanto ambos voavam juntos de volta para o campo. – Mas não acho que ela se importaria tanto quando nós acabássemos com o adversário.


- Talvez. Mas acho que você deve se concentrar mais no jogo e esquecer um pouco a esposinha ali. Amanhã teremos veelas. Quero ver se você vai se jogar da vassoura a mais de quinze metros de altura – Gina provocou.


- Acho que você se esqueceu que já joguei algumas vezes contra a Bulgária.


Agora ambos estavam caminhando rumo às arquibancadas, as vassouras em mãos.


- Draco e Sarah não vêm?


- Chegam esta noite. Vêm no mesmo voo que Katie – a ruiva respondeu. – Fred e Jorge também vêm, aparentemente.


- Eles e as crianças. Espero que não sejamos expulsos do hotel – Rony riu, acompanhado da irmã.


- Hey, Weasley! – uma voz chamou.


Rony e Gina automaticamente procuraram o dono da voz. Ele vinha caminhando a passos largos em direção aos irmãos Weasley.


- Ora, se não é Vítor Krum – fez Rony, cumprimentando-o com um aperto de mão. – E aí, cara? Conhece minha irmã?


- Gina Weasley – Gina se apresentou, também cumprimentando Krum com um aperto de mão.


- Gina – Krum repetiu. – Você é boa.


- Obrigada – a ruiva agradeceu.


- Eu falo sério. Pelo visto o Quadribol está no sangue dos Weasley. A propósito, Weasley... – ele voltou a falar para Rony. – Você está muito bem. Assisti aos treinos de vocês de ontem e de hoje e acho que nossa seleção terá bastante dificuldades para passar por vocês dois. Mas senti falta da loirinha, a capitã....


- Ah, Katie. É nossa cunhada. Está grávida – Rony respondeu. – Mas ela virá para assistir ao jogo. Vai assistir também?


- Claro – Krum assentiu. – Bom te ver, cara. Prazer, Gina. – Ele voltou a cumprimentá-los e se afastou. – Vejo vocês amanhã.


- Hermione tinha razão. Ele é um cara legal – Gina comentou ao vê-lo se afastar.


- É, ele é – Rony assentiu e ambos voltaram a caminhar de encontro a Lilá, Reese e Phillip, que invadiam o campo correndo.

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