FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

49. Capítulo XLIX


Fic: Harry Potter e a Wendelin Phoenix.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

30 de junho de 2009


- Mandou me chamar, senhor? – Hermione perguntou enquanto Meredith fechava a porta às suas costas.


- Sim, Hermione.


- Imagino que tenha uma resposta para a minha solicitação, então.


- Mais do que isso, Hermione. Uma resposta e uma proposta – Gérard Glenn anunciou.


Hermione encarou o ministro surpresa.


- Estou curiosa, senhor – disse, sentando-se.


- Seu pedido de transferência foi aceito e você já pode começar a trabalhar no Ministério da Magia francês a partir do dia onze de julho, uma segunda-feira – o ministro contou. – Ele disse também que seu pedido de transferência foi muito oportuno para eles, uma vez que a representante sênior da Confederação Internacional da Magia está de licença à maternidade e ele precisa de uma substituta. Serge Beaumont, chefe do Departamento de Cooperação Internacional da Magia, ficou bastante interessado em tê-la como chefe da Confederação e foi o próprio quem indicou seu nome para substituir Anice Collet.


Hermione fora pega de surpresa e encarou o ministro, estática. Sedgewick Prescott e Serge Beaumont a haviam convidado para ‘chefiar’ a Confederação Internacional da Magia, repetiu em sua mente.


- É um cargo temporário, mas que pode se tornar definitivo a depender de sua atuação como representante sênior. – Então Glenn lhe estendeu uma carta onde aquelas informações estavam presentes. – Apesar disso, Hermione, sinto-me na obrigação de dizer que seu lugar aqui está garantido quando resolver voltar.


- Não está nos meus planos voltar, Sr. Glenn.


- É uma pena, mas se assim você quer, posso somente desejar-te boa sorte...


- Obrigada – Hermione sorriu.


- ... e dizer que o cargo de chefe do Departamento de Mistérios continuará sendo seu mesmo à distância. Já falei com Sedgewick, e você permanecerá trabalhando conosco ainda que exerça outra função no Ministério francês.


- Obrigada mais uma vez, senhor, mas eu não... eu não posso aceitar. Não é justo que eu continue ocupando um cargo quando há tantas pessoas competentes que podem assumi-lo depois que eu for para Paris.


- Eu insisto que fique com o cargo. Você pode fazer as suas pesquisas e investigações e coordenar as coisas em qualquer lugar, isso não influencia tanto nos resultados. Nós já trabalhamos dessa maneira e deu muito certo. – Então o ministro apoiou os cotovelos na mesa e entrelaçou os dedos. – É claro que é muito diferente de estar em contato direto com o trabalho, mas você apenas não vai estar na sala que é de seu direito. Todo o material que você receberia estando aqui será enviado a você da mesma maneira. E você pode se encontrar com o restante do pessoal de seu departamento sempre que quiser. Tudo estará à sua disposição.


Hermione respirou fundo antes de assentir.


- Tudo bem, eu fico com o cargo. Farei uma reunião com o meu pessoal para explicar tudo na sexta-feira e me despedir – disse. – A propósito, senhor, gostaria que convocasse uma reunião com Sedgewick Prescott e Serge Beaumont antes de aceitar o cargo como representante sênior nas cadeiras francesas da Confederação Internacional da Magia.


- Providenciarei a reunião para a próxima segunda-feira, tudo bem?


- Ótimo – Hermione assentiu. – Muito obrigada, Sr. Glenn.


- Eu que agradeço, Hermione.


---


Chloe encarava um ponto qualquer à sua frente. Ela estava sentada no sofá, as pernas cruzadas, os olhos nebulosos, desfocados e sem nenhum brilho. Daisy estava sentada no chão e tinha a cabeça deitada em suas pernas.


Ela estava vendo Zoe. A pequena ainda estava dormindo. No Brasil ainda era de manhã bem cedo, segundo seus conhecimentos sobre fusos horários. Eram três horas de diferença, quatro pelo fato de Londres estar em pleno horário de verão – e era assim todo ano, de março a outubro.


Por várias vezes, desde que Zoe e Harry viajaram, ela sintonizava-se à loirinha para saber como ela estava e onde estava. Descobrira que estavam no Brasil quando, em uma conversa com Zoe, Harry citou Teresópolis – e Chloe sabia que Teresópolis era onde ficava a sede do Ministério da Magia brasileiro; na verdade, ela sabia a localização de todos os Ministérios da Magia do mundo.


A campainha tocou e ela retornou imediatamente à sala onde se encontrava, deixando os sonhos de Zoe. Lucy, que estava fazendo um bolo, desligou a batedeira imediatamente, mas Chloe foi mais rápida e colocou-se de pé, já sabendo quem estava do lado de fora.


Correu para a porta e a abriu.


- Amy! – ela cumprimentou.


Amy, que fora alertada por Hermione sobre as novas habilidades de Chloe, imediatamente fechou a mente e tentou a todo custo não pensar em suas percepções. Fez um esforço imenso para não arfar durante a sua tentativa de conter um gritinho agudo ao notar como Chloe estava diferente.


Ela não via Chloe desde que ela fora para o treinamento, portanto, o choque era facilmente justificável. Depois que deixara o Centro de Treinamento, Hermione imediatamente providenciara para que a filha fosse passar uma temporada em Orléans, na casa de Hilary, e depois em Paris, entre as casas dos avós – Marion e Armand Vernet – e dos pais – Jane e Stan Granger – de Hermione. Chloe só retornara à Londres no dia anterior porque Jane e Stan Granger vieram resolver alguns assuntos na cidade.


Haviam, enfim, vendido a clínica odontológica que haviam montado em West End quando a transferiram de Godric’s Hollow para Londres e alguns papéis precisavam ser assinados.


- Chloe, querida! – Ela abraçou a pequena, que a esta altura já batia em seu ombro, e beijou-lhe o alto da cabeça. – Você está enorme!


- É, e as pessoas gostam de repetir coisas ao meu respeito – Chloe brincou.


- As pessoas gostam de repetir coisas óbvias – Amy segredou, num murmúrio, e riu. – Olá, Lucy.


- Bom dia, Sra. Mackenzie – Lucy cumprimentou. – Aceita algo para beber? Água, café, suco, chá...


- Água, por favor – Amy disse e Lucy assentiu, retirando-se. – E então, onde está sua mãe?


- Saiu há uma hora para ir ao Ministério e ainda não voltou – Chloe disse. – Eu poderia dizer se ela já está chegando, mas ela não me deixa saber.


- Isso não importa. O que acha de aproveitarmos que estamos sós para papearmos um pouco? – Amy sugeriu enquanto recebia de Lucy um copo com água. – Obrigada, Lucy.


Lucy apenas acenou e sorriu, mais uma vez deixando Chloe e Amy a sós.


- Acho ótimo. – A pequena sorriu e puxou Amy para que elas pudessem sentar-se no sofá. Daisy as seguiu e novamente deitou a cabeça nas pernas de Chloe, que instintivamente levou a mão até atrás da orelha da cadela, acarinhando-a. – Você tem tido notícias de Zoe?


- Quase todos os dias, mas acho que você anda melhor informada do que eu – Amy disse. – Sua mãe me contou que você anda checando Zoe.


- Estou de férias e não tenho muita coisa para fazer pela manhã – pelo menos não antes das 10h. – Chloe deu de ombros, então, sua postura mudou e Amy teve certeza de ver um traço de tristeza no olhar de Chloe. – Eu sinto saudades de Zoe.


- Oh, querida, eu também sinto muitas saudades dela. E de Harry. Você sabe, ele é como um irmão para mim.


- Sei como é sentir isso. Zoe é como se fosse minha irmãzinha também.


Amy engoliu em seco e esforçou-se para manter a mente vazia. Foi então que mudou de assunto:


- Vamos parar de falar de coisas tristes? Eu não quero borrar a minha maquiagem – brincou. – Agora... A senhorita pode me explicar como seu cabelo cresceu tanto em tão pouco tempo?


- Na verdade, eu não faço a menor idéia. Eu cortei na semana passada, mas já cresceu um palmo. Mamãe disse que talvez devamos deixar sem cortar por um tempo e ver se para de crescer. Ela disse que os cabelos dela também passaram a crescer rápido depois que eu nasci, mas nunca tão rápido como o meu parece crescer.


- Sua mãe pode estar certa. Os cabelos não podem crescer nessa velocidade a vida toda. Já pensou se por acaso você não pode cortar por um ano? Terá uma milha de cabelos se arrastando às suas costas! – Amy disse.


- E serei chamada de Rapunzel por todo mundo. – Chloe estremeceu com a possibilidade. – Jeesh! Não, eu não sei se poderei conviver com isso.


- Por quê? Toda garota quer ser uma princesa.


- Eu poderia dizer que eu já tenho tudo o que eu preciso e tudo o que eu quero, mas seria uma meia verdade, e uma meia verdade é uma mentira inteira – Chloe disse, séria.


Amy a encarou em silêncio, mas sua atenção foi transferida da garota para Daisy, que lambera sua mão. Amy sorriu e passou a acariciar a cadela.


- Hum, Amy?


- Sim? – Amy tornou a encarar Chloe.


- Posso te fazer uma pergunta?


- Além dessa? – a morena de olhos azuis fez, divertida. – Estou brincando. É claro que pode. – Sorriu.


- Amy, eu não gosto de cobrar nada e sei que não é algo muito correto e educado de se fazer, mas... Bem, você prometeu que me apresentaria ao meu pai.


O sorriso de Amy se apagou.


- Já sei o que você vai dizer. – Chloe suspirou. – “Isso não é exatamente uma pergunta, Chloe” – imitou a voz de Amy e a própria assustou-se ao ouvir a reprodução perfeita de sua voz. – É, não é uma pergunta, eu sei. Eu só... Eu já conheço meu pai, Amy?


Amy não respondeu. Em vez disso, apenas prendeu a respiração. Chloe a viu empalidecer.


- Eu já o conheço, não é? – insistiu, mais uma vez sem obter sucesso. A amiga de sua mãe, e sua amiga, permanecia em silêncio, fitando-a. – Tudo bem. Olha, faz dois meses e meio, mas eu não esqueci. E você prometeu.


Mas Amy, ainda de olhos arregalados e sem qualquer expressão ou emoção evidente, começou:


- Chloe, seu pai, ele...


Foi quando a porta da frente se abriu.


- Enkeli? – uma voz doce chamou.


Amy e Chloe automaticamente viraram-se para encarar a recém-chegada, que estava de costas para ela, retirando o sobretudo branco que usava e pendurando-o atrás da porta. A cascata de cabelos castanhos ondulados descendo até a altura da cintura e movimentando-se com ela. Então virou-se.


- Ah, Ames! Desculpe-me pelo atraso. O ministro pediu que eu fosse ao Ministério, então...


- Na verdade, você está treze minutos adiantada – Amy disse, sorrindo.


Hermione checou o relógio de pulso e riu.


- Ah, então eu tenho tempo para um banho – disse.


- Mas você tomou banho antes de sair, mãe – Chloe franziu o cenho.


- Sim, eu tomei, mas estou morrendo de calor e definitivamente preciso de um banho frio – a mãe replicou. – Além disso, estou apertadíssima e preciso muito fazer xixi – segredou num sussurro e sorriu antes de correr escada acima.


- Eu odeio quando ela não me deixa saber as coisas. Há dias ela não me deixa sentir o que ela sente, ouvir o que ela pensa e ver o que ela vê – Chloe murmurou, desgostosa. Então suspirou. – Você ainda vai me levar para conhecer meu pai, não vai?


- Eu prometi, Chloe, e eu farei – Amy garantiu. – Pode não ser hoje ou amanhã, mas eu levarei você até ele.


- Obrigada, Amy – a pequena agradeceu e então se aproximou da mulher. – Você me responde algumas coisas sobre ele?


- Se eu puder responder...


- O meu pai é casado? – Chloe perguntou, sem rodeios.


Amy arregalou os olhos, surpresa, então sorriu.


- Não, Chloe.


- Hum – a pequena fez, pensativa. Amy a viu morder o lábio inferior, exatamente como a sua mãe fazia quando estava ponderando sobre algo, hesitante ou quando estava apreensiva. – Sabe, antes eu queria conhecer o meu pai para que ele e a minha mãe se casassem. Queria ter uma família normal, sem pais separados.


- E por que dá a entender que esse não é mais seu desejo? Você não quer que seus pais fiquem juntos?


Chloe hesitou por um momento.


- Eu acho que o pai de Zoe gosta da minha mãe – revelou, em um murmúrio. – E se ela se casar com o meu pai, Zoe não vai mais poder ser a minha irmã.


Amy sentiu como se tivesse levado um soco no estômago e prendeu a respiração. Sua mente estava quase entrando em curto-circuito e seus pensamentos se fundiam, tornando-se fluidos e confusos. Ela não sabia o que dizer, e talvez fosse melhor não dizer nada.


- Quando você acha que eles voltam? – foi a própria Chloe quem mudou de assunto.


- Eu, hum, er... – Amy começou, ainda desconcertada. – Harry disse que, hum, eles retornariam a Londres no início de setembro.


- Então eles não estarão aqui no aniversário de Zoe – a pequena constatou, sem tom triste.


- Não, eles não estarão – Amy confirmou.


Silêncio. Os olhos azuis de Amy esquadrinhavam o rosto da pequena enquanto ficava cada vez mais claro para ela o porquê de Hermione estar escondendo a filha de todos. Chloe havia mudado tanto no último mês... Mas não era só isso.


- Mamãe está demorando, não é? Vou lá em cima ver se ela ainda vai demorar muito – Chloe disse, enquanto se colocava de pé. – Você vem também?


- Claro – Amy assentiu e acompanhou Chloe.


- ... É, acontece. Mudança de planos de última hora – a voz de Hermione vinha de seu quarto. – Na quinta-feira... Tenho uma reunião marcada para segunda e outros assuntos para resolver aqui em Londres antes de ir... É... Mas pode acertar tudo aí, mãe... Não, eu vou manter a casa aqui por ora. Claro, pode deixar... Também te amo.


Chloe tinha o cenho franzido quando elas atravessaram a porta do quarto.


- Mamãe? – chamou.


- Ah, oi, anjo. Ames, perdoe-me a demora. Eu estava falando com minha mãe. Há tanta coisa para resolver que você nem imagina. Minha vida definitivamente é uma correria – Hermione disse, sorrindo, enquanto separava os sapatos que usaria.


Hermione já estava devidamente vestida com um macacão tomara-que-caia preto de um tecido fino, não tão casual assim.


- Ainda bem que eu estou bem vestida, ou eu teria vergonha de estar com você – Amy brincou.


- Você está ótima, Ames – Hermione garantiu. – Eu não sei se já te disse isso, mas você fica bem de preto. E essa blusa está fabulosa! A calça branca combinou perfeitamente.


- Obrigada – Amy riu.


- E então, conversaram muito?


- Bastante – Chloe respondeu.


- E a senhorita está pronta, Chloe Ann? – Hermione já calçara as sapatilhas pretas e estava penteando os cabelos.


- Chloe vai com a gente?


- Não – foi a própria Chloe quem respondeu.


Então a campainha tocou.


- Acho que ela chegou, anjo – Hermione brincou e precipitou-se às pressas para fora do quarto, Chloe e Amy em seu encalço.


Daisy já estava à porta, abanando o rabo freneticamente. A língua para fora lhe dava um ar maroto, risonho. Hermione sorriu e afagou a cabeça da cachorra antes de abrir a porta.


- Hermione – uma mulher loira belíssima, esbelta e esguia a cumprimentou.


- Como vai, Fleur? – Hermione lhe sorriu. – Vamos, entre.


- Oh, não, Hermione, obrigada. Eu apenas vim trazer Sophie – ela disse e a loirinha acenou para Hermione. – Espero que não seja um incômodo. Sophie não fala em outra coisa desde que Chloe ligou e a convidou.


- De maneira alguma. Será ótima tê-la conosco esses dias.


- Obrigada, Hermione. Eu virei pegá-la amanhã, então.


- Pode deixá-la ficar o tempo que quiser. Não se preocupe quanto a isso – Hermione garantiu. – Vamos nos divertir um bocado, não é Soph?


- Eu vou ficar bem, mamãe – Sophie assegurou a mãe.


- Eu sei, querida. Comporte-se – Fleur disse e beijou o alto da cabeça da filha, que a beijou no rosto e depois na barriga. – Je t’aime, ma chérie.


- Je t’aime, maman – Sophie disse antes de a mãe lhe sorrir, acenar para Hermione e entrar no New Beatle que as trouxera ali.


- Vamos? Chloe está te esperando – Hermione disse e fechou a porta.


Chloe e Amy estavam ali, paradas ao pé da escada, esperando.


- Como vai, Sophie? – Chloe apressou-se em se juntar à loirinha.


- Lucy? – Hermione chamou.


- Sim, Srta. Granger?


- Eu e Amy vamos sair agora, mas voltaremos para o almoço. Dê uma olhada nas meninas, tudo bem?


- Claro. Pode deixar – Lucy assentiu.


- Muito bem. Chloe, nós já vamos. Leve Sophie lá para cima para ela deixar as coisas dela em seu quarto – instruiu a filha. – Nós voltamos logo, ok?


- Ok – a pequena assentiu, veio até a mãe, deu-lhe um beijo e correu com Sophie escadas acima.


- Vamos? – dessa vez dirigiu-se à Amy.


- Quando quiser.


---


- Você conhece as regras, Mitzi – a mulher branca de cabelos cor de carvão e olhos azuis intensos disse antes de se pôr de pé. Retirou os óculos de grau e jogou-os sobre a mesa. – Você tem a opção de abrir mão do serviço e você o fez, portanto, estou passando-o adiante.


- Eu sei disso. Eu só... não conseguiria fazer – disse a mulher que atendia pelo nome de Mitzi, cabisbaixa.


Mitzi Nielsen tinha vinte e cinco anos e era a irmã mais nova de Rhina. Era tão parecida com a irmã que quase poderiam se passar por irmãs gêmeas. Estava na Razzle Dazzle há quatro anos.


- É natural que aconteça. O fato de ele se parecer com Mikhail mexeu com você, eu compreendo – Rhina disse. – Falarei com Ksenya. Ela está livre e poderá assumir o serviço.


- Como você pode ser tão fria ao falar de Mikhail? – Mitzi perguntou.


- O fato de eu não demonstrar a dor não significa que eu não a sinta, Mitzi – Rhina fez, séria.


Mikhail era o irmão mais velho das duas e, se ainda fosse vivo, teria trinta e quatro anos, sendo um ano e dez meses mais velho que Rhina. Dedicara sua vida inteiramente ao seu trabalho na FSB e fora assassinado sete anos antes por membros da Bratva, ou Máfia Russa, durante uma investigação.


Rhina, muito mais do que Mitzi, sempre fora muito apegada ao irmão, a ponto de serem inseparáveis. Ele era o seu protetor, seu confidente, seu ídolo. Deus sabia como a sua morte havia sido dura para ela. Sentira como se tivesse perdido o chão e, por muitas vezes, pensara em vingar a morte dele.


Mitzi tinha os irmãos mais velhos como ícones, verdadeiros exemplos. Ela os idolatrava e os amava incondicionalmente. E ela tinha apenas dezoito anos quando a tragédia acontecera, obrigando-a a amadurecer e deixar de ser a protegida dos pais.


Naquele instante, o telefone tocou.


- Diga, Marija – Rhina ordenou.


- Rhina, Natasha Novak está na linha dois – Marija informou.


Rhina trocou um olhar alarmado com Mitzi. Seria coincidência?


- O quê? – Mitzi perguntou num sussurro.


Rhina tapou o fone com a mão.


- Natasha – fez, sem emitir som algum.


- Atenda – Mitzi deu de ombros.


- Pode passar a ligação, Marija – Rhina disse.


Natasha, a viúva de Mikhail, também trabalhava para a FSB e sofrera tanto quanto os familiares. Era uma mulher belíssima e uma típica intelectual. Durante os sete últimos anos, passara a investigar exclusivamente a Bratva e chegara a vários nomes de importantes mafiosos, tanto na Rússia quanto nos Estados Unidos.


- Rhina? – a voz de Natasha chamou.


- Sim, Nat – Rhina assentiu. – Então, tudo bem com você? Aconteceu alguma coisa?


- Está tudo bem comigo, mas não posso dizer o mesmo para alguns infelizes da Bratva.


- Conseguiu provas contra algum deles?


- Se essas provas existem, Rhina, eles foram muito bem sucedidos em livrarem-se delas. Acho que nós nunca chegaremos a elas, e eles continuarão soltos – Natasha disse. – E foi por isso que liguei para você. Quero que você os elimine para mim.


- Nat, você está certa disso?


- Nunca estive tão certa de algo desde que decidi que seu irmão era o homem da minha vida. E, é claro, desde o dia em que eu prometi que vingaria a morte dele – Natasha assegurou. – Tenho os nomes, sei onde atuam.


- Tudo bem, farei o serviço – Rhina concordou. – Tem fotos? Elas serão necessárias. Não gostamos de cometer erros.


- Enviarei tudo a você. Estará com tudo o que precisa até sexta-feira – a outra prometeu. – A propósito, Rhina, tenho de alertar que são homens extremamente perigosos. Você estará lidando com os chefes.


- Não se preocupe. Farei parecer que tudo foi encomendado pelos seus rivais – a morena disse, os olhos brilhando com a perspectiva de uma vingança. – Darei início a uma reação em cadeia. Será uma questão de tempo até que eles se eliminem uns aos outros.


- Eu confio em você – Natasha disse.


- Estarei esperando o material – Rhina disse antes de desligar o telefone.


- O que houve? – Mitzi perguntou.


- Chegou a hora de vingar a morte de Mikhail – Rhina anunciou, um sorriso maroto nos lábios.


- Eu estou dentro – Mitzi disse.


- Não precisava nem dizer. – O sorriso da irmã mais velha se alargou e ela um brilho diferente nos olhos da irmã quando esta lhe sorriu de volta e se perguntou se o mesmo brilho podia ser visto em seus olhos.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.