FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

33. Capítulo XXXIII


Fic: Harry Potter e a Wendelin Phoenix.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

- Acontece, Harry, que quem cometeu os crimes não foi Pansy Parkinson, mas Perlla Panettiere, o que significa que Parkinson não estava ciente de nenhuma das mortes que provocara. E foi Priscilla Paltrow, induzida por Perlla, quem esteve o tempo todo nas reuniões da Suprema Corte, fazendo todas aquelas propostas... As mesmas que me impediram de voltar à Grã-Bretanha – Hermione explicou.


Antes que Harry pudesse dizer qualquer coisa, e exprimir a surpresa evidente em suas feições, Ashley deu continuidade ao assunto:


- Bem, ela falou a respeito disso... Perlla nos contou que a mãe teve um filho do tal ‘trouxa’ e que matava os chamados ‘nascidos trouxaspor vingança. Ela queria amedrontar as pessoas para que não se envolvessem com ‘trouxas’ e tornassem a sociedade cada vez mais mestiça. Também não queria que cada vez mais ‘trouxas’ soubessem sobre eles... Eu não entendi muito do que ela disse, mas... – Ashley pausou momentaneamente e fitou os rostos de cada um dos presentes. – Pode parecer inacreditável, mas ela matou a mãe e o meio-irmão.


Todos pareceram bastante surpresos, exceto Amy e Hermione, que conseguiram ouvir algo da conversa que acontecia no escritório. Entretanto, elas só se fixavam nas partes mais importantes, deixando-se distrair por muitas vezes pela conversa amena que os outros estabeleceram para livrar-se da ansiedade.


- E quando isso aconteceu? – Tiffany perguntou, um tanto assombrada com a revelação que Ashley acabara de fazer.


- Pansy tinha dezenove anos, e aceitou encontrar-se com a mãe. Foi então que soube que a mãe jamais vivera com o homem que fora seu amante quinze anos antes. Antoinette Dawson, nome de solteira da mãe dela, lhe contou que o homem sabia da existência do menino, George Dawson, mas nunca convivera ou ajudara na criação dele, opção da própria Antoinette – a loira contou. – Já depois da despedida, após o jantar, cada uma seguiu seu rumo. Isso, na versão de Pansy. – Ashley caminhou pela sala e contornou o sofá, acomodando-se em seguida. – No entanto, Perlla assumiu o controle e os seguiu, matando-os no quarto do hotel em que estavam hospedados.


- Ela citou os nomes? – Isabella duvidou.


- Não, mas o caso foi bastante comentado na época. Aconteceu em Londres, e não havia sinais de agressão nas vítimas. Supôs-se que a morte tivesse ocorrido por asfixia ou intoxicação, mas durante a autópsia descobriu-se que não havia nenhuma causa evidente. E como o assassino não foi encontrado, o caso foi arquivado.


- E como você sabe de tudo isso? – Herod inquiriu.


- A Interpol foi acionada, todos os jornais noticiavam diariamente novas informações, e eu estudava biomedicina na época, morava na Inglaterra e estagiava na polícia judiciária britânica, então sempre estava me atualizando sobre o caso. Sempre achei que deveria haver algum indício da causa da morte, apenas que não foi divulgada. E isso me levou a pesquisar o assunto mais a fundo... Acabei descobrindo que não era a primeira morte noticiada com ausência de provas.


Os bruxos se entreolharam brevemente.


- E foi a partir daí que as mortes na Grã-Bretanha passaram a ser constantes, e com números crescentes, todas acontecendo da mesma forma – Ashley concluiu.


As atenções já não estavam mais voltadas para a loira, mas centradas no escritório. Paul acabara de abrir a porta e juntar-se a eles.


- Ela dormiu. Está disposta a se tratar e... – o homem interrompeu-se. – Tudo pronto? – ele fez, beijando a testa da esposa e abraçando-a pela cintura.


Ashley fitou a prima, ao que o marido fez o mesmo.


- Hermione?


- Sim, Ash. Ela vai para a França... Isso não é problema – a morena assentiu.


- Ótimo – Ashley sorriu e acenou brevemente. – Você volta conosco?


- É claro.


- Eu também vou – Herod se colocou.


- Então vocês vão juntos e levam Pansy – Paul disse. – Nós vamos logo atrás.


- Tudo bem. Vou levá-la para o carro – o loiro pediu licença e se retirou.


- Eu vou com você – Paul seguiu Herod e ambos voltaram ao escritório e saíram juntos, o loiro carregando Pansy.


- Eu vou acertar o restante dos detalhes – Ashley anunciou. – Com licença – pediu e seguiu os homens.


Os bruxos esperaram que eles estivessem longe o suficiente para iniciar qualquer assunto.


- Acha que é o correto, Mione? – Isabella indagou.


- É o melhor para ela – foi tudo o que Hermione disse.


- É, eu acho que conviver um pouco com trouxas vai fazer bem a ela – Amy riu.


- Amy! – Isabella repreendeu.


- O quê? – Amy ergueu as sobrancelhas. – Desde que ela não dê a louca por lá e mate alguém... A experiência vai ser bastante proveitosa. Quem sabe ela não volta mais... humanizada? Lá ela vai ver que o que os trouxas são e têm, faz parte de nós e nós temos também.


Tiffany, que tinha os olhos fixos num ponto qualquer do chão e os braços cruzados, assentiu brevemente, distraída. Então ergueu o olhar para Hermione.


- Acho que Amy tem razão. Ela vai sair de lá outra pessoa – concordou. – Sem trocadilhos, é claro – acrescentou, ao que Amy riu. Ela própria teve que conter o riso por isso.


- E o que nós faremos agora? – Harry perguntou, dirigindo-se a Hermione.


- Você ouviu... eu vou voltar para a França. Quanto a vocês... – ela deu alguns passos, caminhando pelo aposento. – Bem, eu sugiro que voltem para as suas casas e aguardem. Se eu tiver alguma novidade, entrarei em contato com vocês.


- Tem certeza de que não vai mais precisar de nós? – Isabella insistiu, preocupada.


- Por enquanto não, Bel – Hermione sorriu, agradecida. – Vão para casa, descansem... Vocês têm filhos e maridos esperando por vocês, e eles devem estar preocupados. E depois, amanhã temos que estar de volta à rotina. A vida continua, afinal!


- Tudo bem, então – Isabella assentiu e abraçou-a. – Sabe como me encontrar, não é?


- Sim, eu sei – a morena assentiu ao se afastar da amiga.


- Tchau, Herms – Amy abraçou-a e se afastou, segurando e apertando com firmeza as mãos da amiga. – Me ligue.


- Pode deixar – Hermione assentiu. – Tif, manterei contato com você até à noite, ok?


- Sem problemas – Tiffany assentiu e se aproximou, baixando a voz. – Devo avisar Elizabeth Newbie que está tudo resolvido?


- Eu já fiz isso, mas não entrei em detalhes. Aliás, foi bom mencionar isso – Hermione comentou. – Marquei um encontro com ela amanhã no horário do almoço, e você deverá estar presente. Sabe como ela é perfeccionista...


- Se sei! – Tiffany revirou os olhos. – Tudo bem. Avise-me qual o restaurante e o horário exato do encontro, e estarei lá.


- Sim, é claro. Eu ligo – Hermione garantiu. – Mas seria ótimo se, antes de ir para casa, você fosse ao Caldeirão Furado e avisasse as famílias que está tudo resolvido e que eles poderão retornar às suas casas esta noite, se quiserem.


- Farei isso – Tiffany garantiu.


Amy, que já estava no hall com Isabella, falou, alteando a voz:


- Qual é, pessoal?! Isso aqui não é uma despedida definitiva... Adiantem!


Hermione riu.


- Eles já estão indo, Amy – respondeu, então, em tom de aviso, baixou a voz para que só os outros ouvissem: – É melhor adiantarem, ou ela vai rebocar vocês à força.


- Não duvido disso – Harry brincou, num sussurro.


- Eu ouvi isso! – Amy gritou do hall.


- Eu sei – Harry gritou de volta, então voltou-se para Hermione: – Me ligue quando eu puder buscar Zoe.


- Não será preciso. Amanhã, quando eu estiver de volta a Londres, a deixarei em casa. Pode ficar tranquilo, ligarei para você e então poderá falar com ela – Hermione disse.


- Tudo bem. Até logo, Mione! – e assim ele esperava.


- Até, Harry – Hermione acenou brevemente e, percebendo que Harry não sabia bem o que fazer, acabou por sorrir e beijar-lhe os lábios rapidamente. – Eu só peço um pouco de paciência – ela disse ao pé do ouvido do moreno e se afastou.


Harry enfiou as mãos nos bolsos e saiu, ladeado por Amy, que o abraçou de lado. Isabella e Tiffany iam à frente, conversando.


- Tudo pronto – Paul retornou.


- Ok. Eu vou ver se não há nada fora do lugar ou se esquecemos algo e já vou.


- Certo – o homem se retirou.


Hermione, sem mais, fechou os olhos e concentrou-se. Segundos depois, ao abri-los novamente, observou tudo atentamente à sua volta. Parecia estar tudo em seus devidos lugares e, ela esperava, a dispensa deveria estar cheia novamente.  Numa rápida visita ao escritório, recolheu o gravador que deixara lá mais cedo.


Alcançou a porta rapidamente e fechou-a as suas costas, descendo, apressada, as escadas. Atravessou o portão de ferro e, de alguma maneira, sentiu um enorme peso esvair-se de sobre si. Finalmente acabara.


Não havia mais sinal de Ashley, Paul ou Herod à vista. Os carros, ambos pretos e de vidros igualmente negros, já estavam devidamente posicionados para sair da rua e ligados. Abriu a porta do Mercedes ML 500 de Herod e ocupou o banco do carona.


Pansy estava no banco de trás, deitada, dormindo, serena, como se nada pudesse perturbá-la.


Quase que imediatamente após Hermione acomodar-se, o loiro pisou no acelerador e eles partiram rumo a Paris, sendo seguidos de perto pelo Mercedes S600 em que Ashley e Paul se encontravam. Naquele momento, eles deixavam para trás uma noite cansativa e cheia de revelações surpreendentes.


---


- Mamãe? – Francine fez, correndo para alcançar Tiffany.


- Sim, querida. Sou eu – Tiffany tirou o sobretudo que usava e pendurou-o antes de pegar a filha no colo, ajeitando o vestido que usava em seguida. – Onde está seu irmão?


- Está lá dentro com Cissa e Jennifer – a pequena respondeu.


- Hum... – Tiffany caminhou rumo a sala. – E você, mocinha, o que está fazendo?


- Estava colorindo, mas agora que você chegou, vou ficar com você – Francine sorriu.


Tiffany não resistiu e sorriu, beijando a testa da filha.


- Oh, querida, mamãe está cansada e vai subir para dormir. Se quiser, pode vir e continuar colorindo lá em cima – sugeriu.


- Eu posso ficar com você até você dormir – Francine propôs.


Mais uma vez Tiffany sorriu.


- Tudo bem, minha moleca. Vamos? – e pôs-se a subir as escadas, ainda com a filha no colo.


Já no quarto, Tiffany deixou Francine na cama e tirou os sapatos. A pequena, enquanto esperava, afofou os travesseiros e colocou um deles em seu colo. Tiffany sorriu ao ver a cena. Francine sempre fora uma criança encantadora, e ganhava fácil qualquer pessoa.


Deitou-se no travesseiro que ela ajeitara e acomodou-se na posição mais confortável que encontrou. Sentiu, então, os dedinhos da filha em seus cabelos, afagando-os, e entregou-se ao cansaço ainda com um sorriso no rosto, partindo de encontro a um sono tranquilo e sem sonhos.


---


- Por que não me contou? – fez Harry, enquanto desativava o alarme do carro e destravava as portas.


Ele e Amy estavam de volta à Kensington.


- Eu não podia. A profecia que envolvia Hermione era demasiadamente forte, e andou impedindo muita gente de falar sobre ela. Você viu como Karen tentou lhe contar sobre Hermione quando soube de vocês e simplesmente não conseguiu... – Amy lembrou. – Provavelmente você pensou que ela estivesse sofrendo com a dor ou algo do gênero, quando, na verdade, ela estava lutando contra uma força muito maior do que isso. – Ela abriu a porta do carro e entrou, acompanhando Harry. Fechou-a e virou-se para encarar o ‘irmão’. – Além de tudo isso, eu só soube dos lugares onde ela esteve por todos estes anos depois que ela já se mudara, o que não permitiria nem mesmo que eu a encontrasse. Quando eu soube que ela tinha voltado para a Inglaterra – e foi ela quem me ligou para contar, em novembro passado –, imediatamente quis encontrá-la, mas ela evitou o encontro até a semana passada.


- E como Hallie a conheceu?


- Hermione tem algum tipo de relação profissional com Elizabeth Newbie, assim como Tiffany. Além disso, elas têm interesses pessoais em comum. Eu não sei dizer bem do que se trata, e também não acredito que nós iremos algum dia saber.


- Karen sabia, certamente. Ela e Elizabeth Newbie sempre tiveram segredos e ‘assuntos particulares’ a tratar...


- Bem, é algo natural. Elizabeth sempre teve as sobrinhas como filhas próprias, pelo que se diz. E você viu como é a relação entre elas – Elizabeth, Karen e Hallie – no dia em que Karen, bem... você sabe... – Amy comentou, sem jeito.


Harry assentiu, os olhos baixos por um momento.


- Eu sabia quem era Helena Gauer, sabia que era Hermione... Você me ligou no dia em que eu fui visitá-la, lembra? Mas o que eu podia fazer? E Liah... ela soube no mesmo dia que você e Hermione foram namorados quando adolescentes... E ficou tão feliz em saber que ela tinha voltado, Harry! Depois desse dia, tudo começou a acontecer tão rápido que você nem pode imaginar – Amy contava como se pedisse desculpas, às vezes escorregando nas próprias palavras. – Mas nós... Eu acho que talvez seja melhor você esperar que ela te procure e aí vocês poderão conversar e esclarecer tudo.


Ela estendeu a mão e afagou o ombro do moreno, que segurou a mão dela e beijou-a com delicadeza. “Oh, meu irmãozinho! Eu imagino que você esteja decepcionado... e sinto tanto por isso!”, pensou, mas gostaria de pegá-lo no colo e cuidar dele, como uma mãe faria com um filho. “Como eu gostaria de poder ajudar você...”


Harry engoliu em seco e deu um sorriso torto, com leves traços de tristeza.


- Tem razão – foi tudo o que ele disse antes de dar partida no carro e disparar rua afora.


---


Tudo a volta deles era branco, e, em alguma medida, em tons pastéis.


Havia pacientes por toda a parte. Os jardins da clínica estavam repletos de pacientes que tentavam se distrair da melhor forma. Alguns pintavam quadros, outros conversavam entre si e com os funcionários do lugar... E dentro da sede, havia instrumentos que eram disponibilizados para que eles tocassem quando quisessem. Oficinas, cozinhas, salas de informática e bibliotecas, além de pátios cobertos, também eram atrativos para eles.


- É um lugar tranquilo – Herod comentou, enquanto voltava de um passeio pela propriedade, acompanhado de Pansy e Hermione.


- Por quanto tempo terei que ficar aqui? – Pansy perguntou.


- Nós não sabemos, tudo depende do tratamento – foi Hermione quem respondeu. – Mas fique tranquila. Estaremos te acompanhando, mesmo que de longe.


- Eu poderei receber visitas? – Pansy quis saber.


- É claro. – Hermione acenou brevemente, assentindo. – A clínica disponibiliza dois dias com horários para visitas. É claro que nem sempre seu pai, Herod ou qualquer pessoa poderá se deslocar de Londres para cá, mas pelo menos uma vez por semana você deverá receber alguém aqui.


Naquele momento, eles estavam se aproximando da sede onde funcionava a direção da clínica. Ashley e Paul vinham de encontro a eles.


- Pronto! Está tudo resolvido. O quarto dela fica na ala B, é o de número 6 – Paul contou. – Seria bom se vocês conseguissem trazer as coisas dela o mais rápido possível, pois já demos entrada na internação.


Pansy, que tinha os braços cruzados sobre o peito – o que Hermione supôs ser uma forma de proteção inconsciente –, fez uma careta e desviou o olhar para o chão. Herod automaticamente passou um braço sobre seus ombros e afagou-os.


- Eu farei isso. Também entrarei em contato com o pai dela – o loiro disse.


- Ótimo – Ashley se pronunciou. – Bem, nós já temos tudo encaminhado. Vocês podem ir para a casa de meus pais, se quiserem – sugeriu.


- Oh, sim, nós iremos – Hermione assentiu e virou-se para Pansy. – Até logo, Parkinson. Fica bem, ok?


- Obrigada, Granger. Por tudo – Pansy disse, ensaiando um sorriso.


- Por nada. Eu só estava fazendo o meu trabalho, e espero que esse seja um novo começo para você.


- Certamente que será. – Pansy fez um breve gesto com a cabeça. – Acho que podemos ser amigas, afinal. Sabe, eu nunca tive ninguém além do Herod. – Ela apontou o loiro com a cabeça e sorriu.


O loiro riu e beijou o topo de sua cabeça.


- Vamos, vou levar você para dentro – ele disse e caminhou, ainda abraçando-a pelos ombros, para a ala B, como Paul indicara, sob o olhar do casal e de Hermione.


- Ela vai ficar bem – Ashley comentou, ainda observando-a se afastar com o amigo.


- Tenho certeza disso – Hermione murmurou.


- Eu farei o possível para vir aqui todos os dias e acompanhar o caso dela. Se quiserem conversar com o médico que vai estar acompanhando, é só procurar por Horatio Lefèvre – Paul instruiu.


- Ele é irmão de Paul e é de total confiança.


- Oh, sim. Eu o conheço. Também tem uma irmã, certo? – a morena fez. – Cameron, se não me engano.


- Sim, Cameron – Paul confirmou. – É a do meio. Eu sou o mais novo, e sou seis anos mais novo que Horatio.


- Desculpe a indiscrição, mas... quantos anos você tem, Paul? – Hermione perguntou, rindo. – Eu nunca tive a curiosidade de perguntar, então...


Ashley também riu.


- Ele é quatro anos mais velho que eu, Mione – Ashley respondeu.


- Hum, trinta e sete?


- Sim – Paul confirmou. – Um filho de oito... Acho que estou bem.


Hermione riu e viu Herod voltando.


- Deixei-a no quarto com uma enfermeira. Ela está meio tristonha, mas disse que vai ficar bem – o loiro disse.


- Ela parece bastante conformada e disposta a se tratar – Paul comentou. – É difícil ver alguém reagir dessa forma... Muitas vezes levam meses, e até anos para aceitar sua condição.


- Imagino. De qualquer modo, acho melhor nós irmos – Hermione disse.


- Tudo bem – Herod assentiu. – Vamos?


Hermione apenas acenou positivamente e voltou-se para a prima.


- Obrigada, Ash. Obrigada, Paul – agradeceu.


- Sem problemas, Mione. Vemos-nos mais tarde – Ashley disse e Paul fez um gesto breve com a cabeça.


Então, lado a lado, Herod e Hermione deixaram a clínica, retornando ao carro do loiro.


Todo o caminho rumo à casa dos tios de Hermione foi feito em quase em total silêncio, exceto pelos momentos em que a morena o quebrava para instruir o loiro sobre como chegar ao destino.


Herod parou defronte à casa.


- É uma senhora casa, não?


- Oh, sim – Hermione sorriu. – Digamos que meus tios recebem muitos familiares aqui.


- Compreendo. Imagino que sejam muitos aposentos.


- Sete quartos, três salas, banheiros enormes... – a morena citou. – A casa era uma antiga pensão do final do século XIX, então é maravilhosa! Por que não entra?


- Infelizmente não dá. Ainda estou pensando como vou fazer para explicar o fato de eu ir e voltar de Londres em meia hora – Herod riu. – E eu ainda tenho um jantar às 20h.


- Eu sugiro que você fale com o pai dela, dê o telefone da clínica e peça para ele vir. Você deve estar cansado... E já são 19h – Então ela teve uma ideia. Tirou do bolso do sobretudo um cordão de ouro com um pingente médio em forma de ampulheta. – Você não vai conseguir chegar a Londres em uma hora, então... Acho que seis voltas é o suficiente para você. Mas sugiro que só ligue para ela quando forem 19h novamente. – Hermione piscou.


- E você...?


Hermione ergueu a mão, interrompendo-o e balançando a cabeça negativa e despreocupadamente.


- Eu tenho mais desses – ela disse. – Faça isso agora, antes de seguir viagem.


- Eu, hum... Obrigado, Hermione – ele sorriu e a morena retribuiu o gesto, fechando a porta do carro e correndo para a porta da casa.


Esperou alguns segundos, até que o carro finalmente voltasse a andar e sumisse na curva do final da rua para então puxar outro vira-tempo do bolso da calça e colocá-lo no próprio pescoço. Girou a pequena ampulheta, dando três voltas. Lembrava-se claramente de ter dito à mãe em sua última ligação – quatro horas atrás – que estava a caminho de Paris. Aguardou o borrão à sua volta assentar-se e abriu a porta.


- Mamãe! – Chloe veio correndo, sendo seguida de perto por Zoe, e Jane mais atrás.


- Meus amores! – Hermione se agachou e abraçou as duas meninas. – Se comportaram direitinho?


As duas assentiram, sorrindo marotamente e Hermione olhou para a mãe, que sorria e também acenava positivamente.


- Hum, então acho que merecem uma recompensa! – a morena piscou. – O que acham de ir jantar comigo no Chez Catherine?


- Eu pensei que você fosse chegar cansada... – Chloe comentou.


- E eu estou. Morta! Mas eu descanso agora e nós saímos para jantar, certo? – disse, e então se virou para Zoe. – Aí eu vou poder explicar tudo o que você quer saber, meu raio de sol.


Zoe apenas assentiu e abraçou Hermione, enquanto a morena via, na mente da filha, os acontecimentos daquela tarde. Mordeu o lábio inferior, sobressaltada e levemente preocupada. Afastou-se de Zoe e recompôs-se.


- Mãe, eu vou subir e descansar. Mande as meninas subirem para se arrumarem às 19h, ok?


- Claro, querida. – Jane beijou o rosto da filha, que retribuiu o gesto e sorriu, se afastando.


Hermione subiu as escadas enquanto as crianças juntavam-se a Michael e Jacob para dar continuidade à montagem do quebra-cabeça de mil peças. E Hermione sorriu ao notar na mente dos garotos a contrariedade por Chloe estar montando quase tudo sozinha.


Desfez-se de toda a roupa que vestia, tomou um banho rápido, vestiu um pijama todo flanelado por dentro e deitou-se, adormecendo em questão de três minutos.


Parecia que ela tinha dormido por uma eternidade quando Jane entrou no quarto e sentou-se na cama, acordando-a.


- Herms, querida... – chamou e esperou que a filha despertasse. – As meninas já estão tomando banho. 


- Tudo bem, já estou indo – Hermione disse, também sentando-se na cama. Jane já estava alcançando a porta quando ela chamou: – Mãe?


- Sim, querida?


Hermione hesitou por um momento e baixou os olhos, o que deixou Jane preocupada. Ela voltou a sentar-se na cama.


- O que houve, Herms? – insistiu.


Hermione mordeu o lábio inferior e Jane soube que algo realmente estava acontecendo. Então a morena ergueu os olhos para a mãe.


- Elas são irmãs, mãe – disse, por fim.


- Elas quem, Herms? – Jane perguntou.


- Chloe e Zoe – Hermione respondeu, para depois repetir: – Elas são irmãs.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.