FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

28. Capítulo XXVIII


Fic: Harry Potter e a Wendelin Phoenix.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

- Petrificus Totalus! – fez, antes que a italiana pudesse pensar em correr. – Prenda-a! – ordenou ao loiro. – E não baixe o capuz até que eu diga que deve. – Acrescentou.


Herod obedeceu prontamente. Tiffany sabia que o ‘ser encapuzado’ estaria tentando aparatar desde o momento em que percebeu que tinha companhia.


Quando percebeu que ela já estava devidamente amordaçada, na cozinha da casa, Tiffany finalmente livrou a assassina do feitiço paralisante. Ficou observando-a atenta, esperando o momento em que ela se rebelaria e tentaria se soltar das cordas, mas este não veio. Ela não reagiu um só instante; permaneceu quieta, a cabeça erguida em sinal de dignidade.


Não estava desacordada, disso ela tinha certeza. Herod lançou um olhar curioso à italiana e depois encarou Tiffany, as sobrancelhas arqueadas, alarmado. Era estranho, certo? E Herod tinha razão em estar sobressaltado. Uma pessoa normal e em sã e plena consciência de que aquele seria o fim para ela, certamente estaria se debatendo ou tentando induzir seus ‘carcereiros’ a soltá-la – ou, no mínimo, fazendo discursos carregados de sarcasmo e ameaças.


Chegou à conclusão de que não havia mais por que perder tempo. Ligou para Hermione, sabendo que ela contataria para Amy e Isabella logo em seguida.


- Já estamos com a italiana – disse e após alguns segundos de silêncio, os olhos fixos na figura encapuzada presa numa cadeira qualquer, voltou a falar: – Sim, tudo bem.


Desligou o celular e enfiou-o no bolso da calça, caminhando em direção a Herod.


- E então? – ele cochichou, de modo que só a morena pudesse ouvir.


- Estão a caminho – ela informou.


Curiosa, ela se aproximou da assassina e levou a mão ao capuz. Hesitante, lançou um olhar a Herod. O loiro incentivou, mas não se aproximou. Não por medo, mas por achar que a morena gostaria de fazer sozinha. Estava curioso, era verdade, mas não sabia o que esperar de por debaixo do manto negro.


Quando o capuz foi finalmente baixado, Herod estava de costas e não viu de quem se tratava, mas pôde ouvir um guincho e uma arfada audível às suas costas.


- Herod? – uma voz chamou.


Não era a voz de Tiffany, ele observou. Havia algo na pronúncia de seu nome que muito lembrou os tempos que vivera em Ohio. “Mas ela não era italiana?”, foi o primeiro pensamento que veio à sua mente.


Ao se virar, seus olhos automaticamente foram parar no rosto surpreso de Tiffany, que encarava uma mulher que muito lembrava a Branca de Neve dos contos trouxas. Sua pele era alva, os olhos de um azul intenso, os cabelos curtos cor de carvão estavam presos a um rabo de cavalo que lhe dava um ar adolescente e despojado – por parte dos fios soltos, curtos demais para se manterem presos ao penteado.


Herod sentiu o pânico invadi-lo após a surpresa inicial se esvair, mas logo se transformar em algo que misturava o desgosto com uma grande dose de descrença. Sentiu os olhos de Tiffany presos sobre si, indagadores, e simplesmente não soube o que dizer – nem ao menos sabia se haveria uma reação para tal situação.


- Pansy? – fez, por fim.


E pôde ver, diante de si, a expressão no rosto de quem achava ser Perlla Panettiere assumir uma feição completamente diferente. Parecia ser outra pessoa, e não a Pansy que ele conhecia.


- Quem é você? Dá para vocês me soltarem? – ela mexeu-se nervosamente, os olhos obscurecidos pelo ódio. O sotaque italiano finalmente se fez presente.


Herod lançou um olhar preocupado a Tiffany.


- E-eu... – o loiro parecia nervoso, descrente.


Tiffany abriu a boca para começar seu longo discurso, mas logo a fechou ao perceber que a bruxa se aquietara na cadeira, agora suas feições estavam límpidas, o ódio se esvaíra da mesma maneira como se instalara, e ela olhava de maneira admirada para Herod.


- Herod! – repetiu. E mais uma vez ele foi remetido a Ohio pelo simples modo como a mulher falava seu nome. – Ah, como é bom finalmente falar com você! Não sabe como foi ruim tê-lo tão perto e ao mesmo tempo tão longe... Ver-te e não poder falar com você era como ir à Paris e não conhecer a Torre Eiffel.


Embasbacado, Herod procurou o olhar de Tiffany, que o olhava surpresa, as sobrancelhas erguidas – mas algo em sua expressão e no simples fato de sua boca estar levemente aberta dava a entender que ela transbordava escárnio e raiva. Balançou a cabeça negativamente, mais uma vez sem palavras.


- Parkinson, eu sei que você deve estar se divertindo horrores, mas já chega dessa brincadeirinha sem graça – Tiffany disse, a voz endurecida, confirmando as suspeitas de Herod.


- Eu não sou Pansy Parkinson. Ela ficou em casa dormindo – Pansy (?) retrucou, aparentemente ofendida. – Meu nome é Priscilla – corrigiu, dando bastante ênfase ao nome. – Priscilla Paltrow.


Revoltada – e confusa –, Tiffany caminhou até Herod e o puxou pelo braço para a sala da casa.


- Você vai me dizer, e é agora, o que está acontecendo aqui – Tiffany sibilou para o loiro.


Herod soltou um riso nervoso, involuntariamente.


- Como se eu soubesse! Está claro que é a Pansy, não importa o que ela diga, ou quem diga que é. – Ele não conseguiu ficar sério. – Eu juro, eu sabia que ela estava pirando, mas nunca imaginei que chegasse a esse ponto... – Riu. – Digo... inventar nomes, imitar outros sotaques... Isso está ficando realmente ridículo!


Desconfiada, Tiffany soltou o braço dele e olhou por cima do ombro para a mulher amordaçada na cadeira. De fato, estava ficando ridículo – e ela não pôde deixar de concordar com Herod. Mas havia algo naquele olhar sereno, naquela feição doce que jamais pertencera a Pansy Parkinson, e definitivamente não parecia com a mulher descontrolada em que ela se transformara pouco após constatarem que se tratava dela. Não, ela olhava com afeição para Herod, de forma calorosa... “Apaixonada”, Tiffany completou em pensamento.


- É melhor esperarmos por Hermione – Tiffany concluiu, mais para si mesma do que para o rapaz e deixou-se cair numa cadeira.


Herod observou-a mexer-se, desconfortável – e ansiosamente, Herod supôs –, na cadeira por várias vezes, também balançando o cabelo nervosamente vez ou outra, pressionando os dedos sobre as têmporas e tantos outros gestos que transpareciam a impaciência que a morena sentia.


Levantou-se e foi até a cozinha, ignorando o olhar que a mulher lançava a ele. Tomou um pouco de água e estava pronto para voltar à sala quando resolveu voltar atrás. Sem mais, baixou o capuz da bruxa e saiu a passos rápidos do aposento, bufando.


Sentou-se novamente no braço do sofá em que Tiffany estava acomodada, encarando os dedos entrelaçados sobre as pernas, pensativo.


Havia – ele contou mentalmente – quase vinte horas que Tiffany fizera aquela ligação para o celular dele, informando que precisaria de sua ajuda, e doze horas que eles estavam naquela busca que cada vez mais parecia perder o sentido.


Por sorte pudera honrar os compromissos que agendara com seu pai e os sócios da empresa para aquela manhã, além de ter podido almoçar com o pai para ‘comemorar’ a sua entrada para os negócios da família. Tudo parecera calculado para acontecer na hora certa e ele agradecia por isso. Perderia o restante do crédito que tinha com John Christow se ‘furasse’ a reunião. “Mesmo que por uma causa nobre”, acrescentou.


Foi tirado de seus pensamentos pelo estrondo que a porta fez ao abrir. Hermione entrava decidida na casa, acompanhada de perto por Isabella. Harry e Amy entraram alguns segundos depois. Todos estavam em silêncio, mas era possível notar a curiosidade nos olhos de cada um – e os de Hermione já esquadrinhavam o ambiente.


- Alguma novidade? – Isabella foi quem perguntou.


- Algumas complicações, na verdade – Tiffany respondeu.


Hermione já entendera.


- Eu estava certa – disse, inexpressiva; ela ainda estudava os pensamentos de Tiffany e Herod.


- Ela insiste em dizer que se chama Priscilla Paltrow – Tiffany murmurou.


- Christow – Hermione voltou-se para o loiro.


- Ela está lá dentro. É perturbador olhar para ela quando não é nada do que eu conheci – ele falou. – É como se fosse outra pessoa, entende? É... – ele se interrompeu. – Acho melhor que veja você mesma.


Ele se pôs de pé e esperou que Hermione o acompanhasse.


- Podemos ver isso depois. Agora temos algo mais importante para resolver e, se eu estiver certa, teremos um problema – ela mordeu o lábio inferior. – Uma complicação, para ser mais precisa. Daquelas que podemos chamar de ‘complicação tripla’, por assim dizer – fez, enigmática. Depois, virou-se para Tiffany e ergueu as sobrancelhas. – Você disse que ela insiste em dizer que se chama Priscilla, certo?


Tiffany concordou com um aceno.


- Sim, Priscilla Paltrow.


- P... P... De novo – murmurou sem fazer muito sentido, mais para si do que para os outros. – Muito bem, acho que vamos precisar entrar em contato com algum representante dos Ministérios estadunidense e italiano – uma pausa. – Para ontem!


- Desculpe, mas eu não entendo a necessidade de mais representantes do Ministério quando temos quatro funcionários do britânico nessa sala, sendo um deles o próprio chefe do Departamento de Execução das Leis em Magia e o melhor auror de todos os tempos depois de Alastor Moody. – Herod se pronunciou, falando rápido demais, como se temesse ser interrompido.


Hermione e Amy riram, incapazes de se controlar, atraindo atenção dos outros para si.


- Pode dizer, Amy – Hermione disse.


- Na verdade, Christow, somos cinco funcionários do Ministério; dentre nós, dois são aurores – Amy corrigiu. – Hermione, inclusive, é instrutora da Academia Internacional de Aurores há sete anos, tendo passado pela Noruega, Finlândia e Alemanha. Está na Escola de Aurores do Ministério da Magia britânico há cinco meses e deverá ingressar no Quartel General de Aurores ainda nas próximas semanas. E, me acredite, já é a melhor auror de todos os tempos. – Riu, mas logo reassumiu o ar sério. – Acredito que já tenha ouvido falar em Helena Gauer, certo?


O loiro pareceu pensar por um instante antes de assentir. De fato, Helena Gauer tinha uma fama tremenda dentro e fora do Ministério. “A mulher é fantástica!”, ele pensou.


- Sim, ela é fantástica – Amy riu mais uma vez. – E você está diante dela – apontou Hermione, que agora ruborizava levemente e cumprimentava-o (ou assentia, não se sabia) com um aceno de cabeça e um leve sorriso envergonhado nos lábios. – E agora, você confia nela e no que ela diz que deve ser feito?


Mais uma vez Herod assentiu, parecendo encabulado, mas sincero. O loiro então lembrou do primeiro encontro que tivera com Hermione àquela noite...


“Para todos os efeitos, até que isso tudo acabe, sou Helena Gauer”, ela dissera. Como ele não percebera?


- Ótimo – Amy parecia realmente satisfeita agora. – Herms, a palavra é sua.


- Obrigada, Amy – Hermione deu um passo à frente, pronta para passar as ordens. – Como Amy fez questão de salientar e, agora, tenho certeza de que todos vocês sabem, ‘Helena Gauer’ é bastante viajada e já trabalhou em boa parte da Europa, certo? Eu também trabalhei nos Estados Unidos durante meu primeiro ano e meio na Confederação Internacional da Magia, portanto, eu mesma poderia resolver tudo sem a ajuda de ninguém. Mas acredito que o trabalho em equipe é importante neste caso, além de agilizar um bocado o processo. Sei que não há ninguém melhor do que o Christow para falar com algum representante nos Estados Unidos, visto que ele morou por quase oito anos lá, certo? Do mesmo modo que não há ninguém melhor do que Harry Potter para falar com o ministro italiano, mas ainda assim eu acho que não podemos envolver vocês ainda mais nessa história – ela lançou um olhar cúmplice a Tiffany, que mordeu o lábio inferior e assentiu. – Vamos, Tif – chamou antes de tomar o rumo para outro aposento, um que estivesse vazio.


Tiffany acenou brevemente para os outros e seguiu-a. Herod encarava o lugar onde Hermione estivera segundos atrás, embasbacado.


- Por que vocês, homens, são tão lentos? – Amy bufou, chamando atenção para si.


Harry lançou um olhar severo à ‘irmã’, que fez uma careta para ele e cruzou os braços sobre o peito.


- Eu só acho tudo um tanto... óbvio demais – explicou-se. – Mas ela vai explicar de qualquer jeito, então... – deu de ombros.


Seus olhos então foram parar em Isabella, que estava quieta, recostada a uma parede. Parecia atenta, olhando o corredor, cheia de expectativa, como se aguardasse qualquer novidade.


- Bel? – Amy chamou


Isabella automaticamente virou a cabeça para encarar a amiga, os olhos azuis intensos alertas.


Rapidamente, Amy passou os olhos pelo aposento. Herod parecia concentrado o suficiente num livro que pegara na estante e Harry tinha os olhos e a atenção completamente voltados para algo distante e Amy preferiu não se intrometer.


- O que houve? – perguntou, se aproximando da amiga e falando baixo o suficiente para que somente ela pudesse ouvir.


- Ela está diferente – Isabella murmurou e Amy entendeu que ela falava de Hermione.


- É impressão sua. Não acho que tenha sido uma boa hora para vocês se reencontrarem. Ela está cheia de problemas mal resolvidos, e ansiosa para colocar um ponto final nessa história – referiu-se ao presente momento. – Enfim! Eu acho melhor esperar isso tudo acabar e vocês poderão conversar, você vai poder perguntar tudo o que quiser e eu tenho certeza que ela vai esclarecer tudo. Além


disso, você não é a única que está debatendo internamente acerca do assunto – ela apontou Harry com a cabeça, discretamente.


- Você acha que elas vão demorar?


- Eu não sei. Já são quase 2h, e o horário não ajuda muito, mas espero que consigam resolver o que Hermione tem em mente o mais rápido possível.


- Está curiosa, não é?


- Sim – admitiu Amy, contrariada por Hermione ter fechado tanto a mente a ponto de ela não conseguir penetrar e achar uma pista sequer. – Acho que a ansiedade de Hermione e, em alguma medida, a apreensão dela estão contagiando mais do que eu gostaria.


Na sala ao lado, Tiffany desligou o telefone.


- Nenhum registro – anunciou. – Eu não... eu não entendo! Como não? Perlla Panettiere. O nome é claramente italiano! – Tiffany fez, exasperada.


- Sim, o nome é italiano. Mas isso não quer dizer necessariamente que ela é italiana – Hermione explicou. – Da mesma forma que eu, se fosse sangue puro, não estaria registrada no Ministério da Magia britânico, e sim no francês, uma vez que nasci lá e não aqui. Você pode argumentar que meu nome consta na lista de nascidos trouxas do Ministério britânico, mas isso porque eu já morava aqui quando me ‘localizaram’ – continuou. – Você, provavelmente, está registrada na Irlanda.


Tiffany pareceu ponderar. Hermione – mais uma vez, e como sempre – estava certa. No entanto, antes mesmo que pudesse formular algo para dizer, ela já estava concentrada no aparelho telefônico.


- Vou ligar para o Ministério estadunidense agora. E é melhor torcermos para eles encontrarem os nomes. – Então ela discou. Não demoraram a atender. – Stevens?


Luke Stevens era o representante – e referência –, dentro da Confederação Internacional da Magia norte-americana, com quem Hermione lidou diretamente em suas constantes viagens aos Estados Unidos logo que começou a trabalhar na Confederação britânica.


- Stevens, aqui quem fala é Hermione Granger – explicou. Houve um breve assentimento e, em seguida, o reconhecimento. – Sim, é claro. Não, infelizmente eu deixei o cargo na Confederação. – A resposta seguinte foi rápida demais para que Tiffany pudesse compreender, mas não foi difícil deduzir pela resposta de Hermione: – Na verdade, sim... Stevens, eu preciso checar um registro... – mais uma resposta curta. – Em nome de Perlla Panettiere.


Tiffany percebeu que o homem dissera algo e depois abandonara o fone, uma vez que Hermione afastou o celular do ouvido.


- Ele foi pegar os arquivos – murmurou para a outra e recolocou o celular no ouvido. – Não? – Os olhos castanhos da morena se arregalaram num claro sinal de surpresa. – Na verdade, há mais um nome... É... Priscilla Paltrow – ela citou. – Sim, ambas vivem na Grã-Bretanha – assentiu e então houve um longo instante de silêncio, onde Hermione apenas ouvia muito atenta. Os olhos dela então procuraram os de Tiffany.


- O quê? – Tiffany indagou para a outra, balbuciando sem emitir som algum.


Hermione balançou a cabeça negativamente e ergueu uma mão, pedindo que ela esperasse.


- Tem certeza? – Ela agora parecia estar falando com Luke Stevens. – Tudo bem, eu vou checar por aqui. Obrigada, Stevens – ela aguardou um instante e então desligou o telefone.


Silêncio. Tiffany já estava angustiada com tanto mistério, e parecia que Hermione gostava daquele clima de suspense insuportável.


- Ora, Hermione, fale de uma vez! – Implorou enquanto revirava os olhos.


- Vá chamar Christow – foi tudo o que Hermione disse antes de dar as costas para a outra morena.


Tiffany chegou a sala num átimo.


- Christow – chamou.


Herod, assim como os demais, imediatamente virou-se para encará-la.


- E então? – Ele fez, se aproximando da morena.


Tiffany sentiu-se desconfortável com todos os olhares que tinha sobre si, e baixou a voz para falar de modo que só o loiro ouvisse:


- Ela quer te ver – murmurou e apontou com a cabeça a sala ao lado.


Herod hesitou, mas concordou com um aceno e, deixando o livro sobre uma bancada, caminhou a passos largos rumo ao outro aposento.


- Importa-se de nos deixar a sós, Tiffany? – Fez Hermione, ainda de costas para a porta.


- Não, eu... É claro que não – Tiffany respondeu, olhando rapidamente de Herod para as costas da morena. Só então deixou o aposento, fechando a porta depois de sair.


- Você morou nos Estados Unidos, certo? – Hermione indagou, séria, finalmente virando-se para encarar o loiro.


- Na verdade, eu nasci em Chicago e vim ainda bebê para a Inglaterra – ele contou. – Por quê?


- Pansy Parkinson também nasceu lá – ela explicou. – Você sabia disso?


- Sim, é claro. Como eu disse, nossos pais são amigos de infância e, bem, conseqüentemente nós também convivemos desde pequenos. Pelo pouco que eu sei, nossos pais vieram para cá com mais um amigo deles, Joseph Tweedy, dispostos a iniciar uma sociedade, mas parece que não deu muito certo; em poucos anos a sociedade foi extinta, mas a amizade deles permanece firme até hoje. Antes disso, logo nos primeiros meses vivendo na Inglaterra, a mãe de Pansy descobriu que estava grávida e retornou aos Estados Unidos, para a Flórida – Jacksonville, se não me engano – para dar à luz perto da família. Os Parkinson então retornaram pouco depois e desde então vivem aqui.


- Vocês também voltaram para os Estados Unidos.


- Pouco antes de eu completar doze anos. Eu... – ele pigarreou. – Nasci dia dois de setembro. Então, nós fomos para lá ainda no início de agosto.


- E só retornaram quando você terminou de cursar o último ano.


- Assim que me formei – Herod assentiu.


- Foi um longo período, não? Quase oito anos, porque pelas minhas contas você voltou pouco antes de completar vinte anos, certo?


- Quatro meses antes, para ser mais preciso. Eu voltei no dia onze de maio de 1999 – ele acrescentou.


- Hum, muito bem – Hermione assentiu, parecendo ponderar a respeito de algo. – E, hum, durante esses longos oito anos, Pansy Parkinson não foi te visitar nenhuma vez?


- Na verdade, fomos as duas famílias, a minha e a dela, a essa altura formada só por ela mesma e o pai, passar umas férias em Nova York. É claro que foi uma maneira de esconder a verdadeira intenção por trás dessa viagem. Nós nos separaríamos no aeroporto com a desculpa de que não havíamos conseguido passagens para o mesmo vôo. Então nós partiríamos para Ohio e eles de volta para Londres. – Contou. – O caso é que ela descobriu alguns dias antes e fez um escândalo, mas logo se conteve e nunca mais tocou no assunto. Parecia bastante conformada quando eles fizeram a viagem de volta. Então, o pai dela preferiu que ela não voltasse para nos visitar, com medo de que ela sofresse com a separação. Passamos os oito anos nos correspondendo através de cartas e pela Internet.


- Entendo. Agora... Christow, você saberia dizer se ela já morou na Itália?


Ele não respondeu de imediato, mas a resposta também não demorou a aparecer.


- Quando era pequena, sim – ele confirmou. – Ela devia ter uns cinco ou seis anos quando os pais dela foram passar uma temporada lá por conta de um curso que a mãe dela estava fazendo. É bem verdade que a mãe dela abandonou a família ainda quando estavam lá, mas isso nunca foi mencionado por Pansy, então é melhor que não fale a respeito com ela, você sabe...


- Não se preocupe. Eu não vou dizer nada a respeito do que conversamos aqui a mais ninguém – Hermione assegurou. – Bem, obrigada por me ceder essas respostas. Acho que já tenho tudo o que preciso. – Ela ensaiou um meio sorriso para o loiro. – Pode voltar para a sala. E peça que não me incomodem por algum tempo. Eu preciso processar algumas informações, enfim... Pensar! – Dessa vez ela deu um sorriso largo.


- Tudo bem – o loiro sorriu torto e deixou a sala, fechando a porta atrás de si.


- E Hermione? – Amy foi a primeira a se aproximar ao vê-lo adentrar a sala de visitas.


- Ela pediu para ficar sozinha por uns instantes. Acredito que logo estará se juntando a nós – ele respondeu.


Isabella observou Amy voltar para perto dela, os olhos fixos em Harry.


- Ele não parece bem – comentou.


- Só está tentando conviver com o fluxo de informações. Organizá-las não é tão simples quanto se imagina para alguém que está passando pelo que ele está... Eles vão precisar de uma longa conversa


para assentar as coisas – Amy suspirou.


Naquele momento, Herod pegou o livro e sentou-se numa poltrona, voltando a concentrar-se na leitura. Tiffany estava mais afastada, falando ao celular. Amy não precisou usar de seus peculiares métodos para saber que estava ligando para casa; ela, como qualquer mãe, queria saber como estavam os filhos em sua ausência.


- Você não parece muito confiante de que eles vão se acertar – Isabella pontuou.


Amy engoliu em seco.


Era difícil admitir, mas apenas uma pequena parcela dela acreditava firmemente que Harry e Hermione iriam ficar juntos. Ela não entendia por que, mas pressentira que em Hermione não havia o mesmo amor que Harry nutria por ela. “Complicações”, pensou. Ela esperava, no entanto, que a amiga se permitisse dar uma chance de o moreno conquistá-la novamente, pouco a pouco, exatamente como acontecera anos atrás.


Além disso, havia outro detalhe: eles tinham uma filha, afinal! E, por algum motivo, ela acreditava que esse seria um dos fatores que agiriam a favor do casal. Mas tudo parecia sem sentido no futuro daquela relação. A única coisa que ela podia esperar agora era que a profecia fosse forte o suficiente para se fazer cumprir exatamente como fora prevista para ser. “Juntos para sempre, seja como amigos, seja como amantes”, a frase ecoou em sua mente e ela sentiu os dedos torcerem.


Nervosa, Amy checou o relógio de pulso e seus olhos arregalaram-se em surpresa.


- É, já são quase 4h – Isabella confirmou. – Ela está demorando, não acha?


Amy assentiu, insegura. Quanto tempo havia se passado desde que Hermione e Tiffany se dirigiram para a sala ao lado? Quanto tempo se passara desde que Herod retornara para o círculo social mais estranho em que Amy estivera? Sim, porque por mais que a maioria deles fossem conhecidos – e pelo menos três deles íntimos –, a situação que os levara ali os tornava completamente estranhos uns aos outros. Desconfortável; sim, essa era a palavra certa para descrever a sensação de estar naquela sala.


Eles pouco trocavam palavras. A comunicação ali fluía por meio de olhares significativos em meio a um silêncio ensurdecedor e incômodo. Frustrante.


E Hermione não retornara ainda.


Amy estava pronta para ir à sala ao lado e arrancá-la de lá – assim como quaisquer informações que ela estivesse guardando para si – quando ela finalmente apareceu. Ela trazia o sobretudo pendurado num dos braços, o celular firme na outra mão e o rosto inexpressivo. Os óculos que antes emolduravam seus olhos estavam servindo como um arco para seus cabelos impecavelmente lisos e compridos. Ela parecia flutuar sobre as botas de salto fino.


- Bem, como eu disse antes, nós temos algumas complicações. E, sinceramente... Eu espero que vocês não se incomodem de ter entre nós uma criminalista trouxa – ela murmurou.


- Do que você está falando? – Tiffany franziu o cenho, confusa.


- Eu tenho uma prima que trabalha nas investigações e no departamento de criminalística da polícia trouxa. Ela é uma espécie de detetive especialista em casos de homicídio e, bem, acho que ela poderá nos ajudar, especificamente, nesse caso, uma vez que está trabalhando com um similar no... no mundo trouxa – Hermione explicou. – Nós temos a opção de seguir para a França, os seis e a assassina, o que seria mais fácil; e mais rápido, evidentemente. Mas também há a opção de ficar e esperar. Provavelmente ela estará chegando dentro de quatro ou cinco horas, então... sugiro que vocês descansem ou vão para casa, se preferirem.


- É melhor ficarmos – foi Isabella quem se pronunciou. E ninguém pareceu disposto a discordar.


- Infelizmente eu não posso ficar – Hermione disse. – Tenho outros assuntos a resolver, e são inadiáveis.


“Amy, eu vou voltar para Londres e devo estar de volta a Leeds em duas horas – três, no máximo. Enquanto eu estiver fora, tente fazê-los dormir e descansar um pouco, providencie comida e tudo o mais que for necessário. Ah, e não se esqueça que pelo menos um de vocês deverá permanecer em vigília”, ela transmitiu as instruções via pensamento e viu a amiga assentir brevemente.


“Se cuide”, foi a única resposta que teve.


Sua atenção agora estava completamente voltada para Harry, que também tinha os olhos fixos nela.


- Aonde você vai? – Ele exigiu saber.


Hermione riu.


- Não se preocupe, eu volto – disse, divertida. Em seguida, aproximou-se dele e depositou um selinho no canto dos lábios do moreno. – Eu volto – repetiu a promessa antes de se afastar e sumir porta afora.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.