FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

22. Capítulo XXII


Fic: Harry Potter e a Wendelin Phoenix.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Encarou a si mesma no espelho. Os cabelos soltos caiam por sobre seus ombros jeitosamente, mas ela não os queria daquela forma. Prendeu-os hábil e rapidamente num coque bem feito e firme no alto da cabeça. Sentiu-se séria demais daquela forma. Mas era isso. Não era mais uma menininha. Tinha trinta e um anos e estava bem consciente disso.


Casara há dois anos com Justin Fuller, um dos membros da WP. Porém, não o conhecera na sociedade. Ele trabalhava com ela há dez anos no Escritório Internacional de Direito da Magia. No escritório, havia uma piada interna sobre a quantidade de membros da Wendelin Phoenix trabalhando ali.


Junto com eles, também trabalhavam Brittany Newbie e Ethan Mackenzie. Brittany trouxera o marido, Ethan Mackenzie, que também trabalhava no escritório, para a sociedade um ano após a fundação dela por sua mãe – e tia de Hallie –, Elizabeth Newbie. Além do casal, Tiffany Haase, também membro da WP há dois anos.


Hallie sabia que os interesses de Tiffany eram pessoais, e havia nela uma sede de justiça que impressionava a todos dentro da Wendelin Phoenix. Aos vinte e cinco anos, a filha de Thomas Haase assumira a responsabilidade de duas crianças, dois filhos de uma nascida trouxa que fora morta, junto ao marido, num ataque do bruxo misterioso e assassino.


Sempre estivera claro o seu objetivo de vingar a morte de Janet e Elliot Sexton. Hoje, aos vinte e sete, a morena já aceitara até mesmo se infiltrar, disfarçada, na Suprema Corte dos Bruxos e fazer investigações que podiam render a perda de seu emprego no Ministério da Magia.


Tiffany era uma mulher de fibra, e isso era incontestável. Não havia uma só pessoa que a conhecesse e não a admirasse.


Ela tomara as crianças, Josh e Francine, para si e os tinha como filhos seus. E agora ela só queria a proteção dos pequenos. E, Hallie sabia, nenhuma mãe gostaria de ver seus filhos perdendo os seus direitos antes mesmo de saberem que os tinham e conquistá-los.


Tiffany Haase era uma leoa defendendo sua cria – mesmo que não fosse propriamente sua. E ninguém a pararia.


Mas dentro da Wendelin Phoenix, ninguém tinha mais credibilidade com Elizabeth Newbie do que Hermione Granger. Exceto, claro, por Karen, quando esta ainda era viva. Liah Mackenzie também era de total confiança de sua tia, mas Hallie nunca soubera exatamente o motivo, embora tivesse certeza de que Scott Olivier tinha algo a ver com isso.


Além delas, somente as filhas e a única sobrinha de Elizabeth – ela, no caso – tinham acesso a (quase) tudo. Quase, porque havia assuntos que eram tratados apenas entre a Dama de Ferro e quem quer que fosse, sendo jamais citados aos outros membros.


Hermione Granger. Agora, Helena Gauer. A responsável pela investigação do bruxo assassino.


Os olhos de Hallie pousaram sobre a mesinha, onde um envelope jazia. Max Givet viera trazê-lo ainda aquela manhã. “O envelope que seria entregue a minha irmã”, pensou com pesar.


A falta que Karen lhe fazia era gritante, impiedosamente dolorosa. Apenas a presença de Zoe aplacava a dor e mantinha aquele buraco em seu peito intacto, pois tinha certeza de que seria inteiramente consumida por ele caso não houvesse a alegria, ou a simples presença, de Zoe para encher seus dias, mesmo que por algumas poucas horas.


Ela iria aproveitar a visita a Hermione para entregar-lhe aquele envelope, esperando que a morena conseguisse colocar um ponto final naquela história que já rolava há anos. Alguém teria que pegar aquele bruxo, alguém teria que pará-lo. E se não fosse Harry Potter ou os aurores ou mesmo eles, da WP, quem mais seria?


Aquele bruxo matara sua irmã, mesmo que indiretamente.


“Karen sabia muito para continuar entre nós, Hall. É terrivelmente desagradável saber que se ela estivesse viva e conosco, esse bruxo não estaria mais assolando a vida de inocentes”, sua tia lhe dissera.


Karen sabia quem era o bruxo, sabia onde encontrá-lo e foi ao seu encontro. No entanto, o que a matou foi uma hemorragia durante o parto. Um parto prematuro, um parto que foi emergencial por conta de uma queda que ela sofrera. 


“Fora tudo um acidente”, pensou consigo mesma.


Felizmente Zoe sobrevivera. E estava ali, viva, parte de sua irmã e do amor que ela vivera em vida.


Suspirou e sorriu, sozinha.


Caminhou até uma gaveta onde guardava seus acessórios e a abriu.


- Vamos, Zoe? – Hallie chamou após amarrar o lenço de seda no pescoço.


A loira usava um vestido simples todo branco e apenas o laço rosa bebê quebrava a seriedade de seu visual.


Zoe entrou no quarto como uma bala e jogou-se na cama, sentada. Hallie sorriu para ela, fitando-a através do espelho. A pequena usava um vestido foral rosa, os detalhes em branco. Os cabelos estavam presos em um penteado que muito lembrava o menina-moça que Karen tanto gostava de usar, a franja loira caindo sobre sua testa, emoldurando o seu rosto de fada.


- Você me imitou – Zoe observou.


- Estou de branco, apenas o laço é rosa – Hallie retrucou.


- O laço e os sapatos. – A loirinha apontou e Hallie fitou o sapato baixo que usava. – Mas eu pus um sapato branco, o laço do cabelo é branco e as flores do vestido também, então estamos quites.


Hallie não conteve um riso.


- Quites – repetiu, ainda rindo. – Onde aprendeu a falar desse jeito, Zoe Morgan Potter?


- Papai é quem fala assim, Hallie Morgan Priestly. – Zoe respondeu, como se fosse uma adulta. – Não deveria ser Hallie Morgan Fulller?


- Tanto faz. Ambos são meus nomes.


- Como é o da vovó Morgan?


- Morgan Kelsy Priestly – Hallie ajoelhou-se de frente para a sobrinha e brincava com o narizinho arrebitado dela.


- E antes de ela casar com o vovô Nash?


- Morgan Kelsy Corrigan – a loira respondeu, pacientemente.


- Papai me contou que ela é irlandesa.


- E é verdade. Ela e seu avô, ambos são irlandeses. E tia Elizabeth também – Hallie assentiu e ouviu um barulho vindo da porta. Justin estava ali, o ombro recostado na madeira, sorrindo. – Just, eu não te vi aí.


- Estava admirando duas lindas fadas irlandesas – ele brincou. – Sabia, Zoe, que vocês são descendentes das fadas? Lá na Irlanda, as fadas são os descendentes diretos, assim como os celtas, dos elfos e de Finn. E são as formas mais puras da magia.


- Uau! – os olhos de Zoe brilharam. – É sério?


Hallie lançou um olhar repreensivo ao marido e suspirou. Aquela era uma longa história, e uma história verídica. Aquele simples fato explicava muita coisa sobre a existência de todos de sua família, e aquilo se estendia até suas primas, Brittany e Keira, mesmo que, no caso delas, fosse apenas por parte de mãe.


- Sim. Mas um dia eu poderei te contar toda a história, está bem? Agora nós estamos atrasadas, e Helena e Chloe estão nos esperando. – Hallie se colocou de pé e pegou a sobrinha no colo, ajeitando seu vestido.


---


- Eu disse que ela tinha visto alguma coisa! – Chloe jogou-se no sofá, deitando no colo da mãe e estendendo a mão para acariciar Daisy, que estava deitada ao pé do sofá, sob a mesinha. – Ela me contou que tem maus presságios com bastante freqüência, mas que nunca tinha tido uma visão. Digo, nunca tinha tido nenhuma dessas previsões nem nada, pelo menos até anteontem.


- Você não tem jeito mesmo, não é? – Hermione passou a acariciar os cabelos lisos da filha, enrolando-os nos dedos distraidamente.


- E você diz isso com muita freqüência. – A pequena retrucou. – Ah, e ela me explicou que você tem essas visões por causa de uma profecia, e que esse dom nasceu com você.


- Você disse profecia? – Hermione franziu o cenho.


- Sim. Foi essa a palavra que ela usou. Ela disse que havia uma profecia perdida, mas nunca entrou em detalhes.


Hermione sentiu-se tentada a correr para o telefone e ligar para Amy, procurar saber mais sobre a profecia.


Ela deveria estar perdida mesmo, ou já teria ouvido falar dela. Nunca listara nenhuma profecia dentro do Departamento de Mistérios que falasse a seu respeito. E, como chefe do departamento, era sua obrigação saber o conteúdo de cada elemento ou objeto que era guardado dentro das adjacentes da Sala Circular.


Com o silêncio da mãe, Chloe resolveu mudar de assunto.


- O Petit Gateau que você fez estava magnífico. Posso comer mais?


- Mais tarde, talvez. Nós iremos receber visitas daqui a pouco, esqueceu? E nós não queremos que você suje sua roupa – alertou enquanto mexia no detalhe de renda do vestido verde desbotado que a filha usava. – Você gosta mesmo deste vestido, não é?


- Ele é leve e gracioso. E fica bonito em mim – Chloe respondeu, um sorriso maroto nos lábios.


Hermione riu. A garotinha repetira exatamente as palavras de Jane Granger.


- Combina com seus olhos – observou, assentindo.


- Os olhos de esmeraldas – a pequena agora repetiu o que Amy lhe dissera na tarde anterior.


Cuidando de pensar silenciosamente, de modo que a mãe não ouvisse, lembrou-se da conversa que tivera com Amy.


 “O formato do rosto é de sua mãe, embora mais cheio. Os lábios são exatamente iguais aos dela, também. Já as sobrancelhas e as covinhas nas bochechas são de sua avó, Jane. Sabe, ela e sua mãe são muito parecidas, e você também, mas as sobrancelhas e as covinhas sua mãe não tem”, disse enquanto torneava-os delicadamente com o dedo. Ela tinha um sorriso brando brincando em seus lábios. “Seus olhos e seu queixo são idênticos aos de seu pai, seu nariz e seu sorriso são de sua outra avó, de quem seu pai herdou os olhos que você também tem”.


Sentiu a esperança nascer naquele momento. Amy parecia saber seu pai e sua avó paterna. Também se lembrava de tê-la ouvido dizer que seu pai era a cópia de seu avô, exceto pelos olhos, que eram de sua avó.


Ela já ouvira muito um discurso parecido com aquele. “Você é a cópia exata de sua mãe, exceto pelos olhos”.


Ela e o pai eram um o inverso do outro.


Sorriu por dentro, temendo que a mãe tentasse ler seus pensamentos se a visse sorrindo. Fechou os olhos e deliciou-se com as carícias que a mãe lhe fazia em seus cabelos, mas não deixou as lembranças de lado.


Amy prometera levá-la para ver seu pai. Disse que não poderia ser de imediato, mas que a levaria e, Chloe sabia, ela cumpriria sua promessa.


“Esse é o nosso segredo”, ela dissera.


Sim, aquele era o seu segredo – seu e dela.


A campainha tocou e ela abriu os olhos.


- Eles chegaram, querida – Hermione anunciou com um sorriso nos lábios.


Ela reclamaria se fosse em outra ocasião. Gostava de ficar deitada no colo da mãe, principalmente porque ela tinha o melhor afago.


“Depois do da vó Jane”, Chloe acrescentou em pensamento.


Com um suspiro, levantou-se e arrumou o vestido enquanto Hermione prendia seus cabelos num rabo de cavalo.


- Pronto – e ela observou a mãe se colocar de pé e encaminhar-se para a porta. 


Zoe foi a primeira a entrar, e Hermione se agachou para cumprimentá-la, dando um beijo na ponta de seu nariz. A loirinha abraçou-a com uma intensidade que faria parecer que conhecia Hermione desde que nascera – ou que a sua mãe também era mãe dela.


E Chloe desejou, por um momento, que Zoe fosse mesmo filha de sua mãe. Não sabia de onde surgira aquela simpatia pela garotinha, mas era como se soubesse que ela faria parte de sua vida.


A loirinha veio correndo ao seu encontro logo em seguida. Chloe ajoelhou-se, numa tentativa inútil de ficar do tamanho dela, mas a pequena acabara ficando maior do que ela. Zoe sorriu antes de abraçar Chloe.


- Você está parecendo uma princesinha, Zoe – Chloe disse. – Só falta a coroa!


Zoe riu.


- Olá, Daisy – Zoe se agachou para acariciar a cadela.


Chloe observou o amor que a menina tinha por cães, a pureza como lidava com eles e deixou os olhos vagarem para a mãe, que estava conversando com Hallie e Justin ainda à porta, embora esta já estivesse fechada.


Hallie lhe entregou um envelope e Hermione veio com ele ainda em mãos para o centro da sala.


- Venham – chamou-os.


- Como vai, Chloe? – Justin indagou.


- Estou bem. Vocês também parecem ótimos, principalmente você, Hall.


“Chloe, querida, cuidado. Ela ainda não sabe”, Hermione alertou em pensamento.


Ela assentiu discretamente para a mãe.


- Você é que está linda, Chloe – Hallie sorriu. – O vestido combina com seus olhos.


- E com os meus também – Zoe acrescentou.


- Sim, querida, com os seus também – Hallie assentiu, rindo.


- Vamos sentar. Preparei um bom lanche para nós – Hermione chamou e eles seguiram para a sala de visitas, restando somente Chloe e Zoe na sala.


Chloe logo notou que a garotinha era uma pessoa de sorriso fácil, de uma sinceridade do tamanho do mundo. Não havia pensamentos que ela não compartilhasse com todos, e isso fazia dela ainda mais especial.


Passaram-se alguns minutos até que sua mãe aparecesse. Ela veio sem jeito, hesitante. Ela esfregava nervosamente as mãos na bermuda branca que vestia.


“Me deixa sozinha com ela, querida?”, pediu.


Chloe deu um sorriso tímido para a mãe e levantou-se.


“Claro”, respondeu.


- Zoe, eu vou levar a Daisy lá para dentro. Está na hora de dar a ração dela – explicou para a garotinha.


- Ah, tudo bem – Zoe assentiu e pôs-se de pé e observou Chloe sair da sala, Daisy em seu encalço.


- Pode deixar que eu levo Daisy, anjo – Hermione disse para a filha, que assentiu e se retirou.


- Helena.


- Olá, meu raio de sol – sorriu para a garotinha. – Quer vir conosco?


- Eu posso? – os olhos de Zoe brilharam.


- É claro que sim – a morena assentiu e jogou a enorme trança em seus cabelos para trás. – Venha. – Estendeu a mão e a loirinha apressou-se em aceitar. – Você gosta muito de cães, não é?


- Sim. Eu queria muito que Garth estivesse aqui. Ele e Daisy seriam bons amigos – ela comentou.


- Claro que seriam – Hermione sorriu.


Num instante elas já estavam na cozinha, encaminhando-se para o quartinho que Hermione designara para a cadela.


- Quando ela tiver filhotinhos, você pode me dar um?


---


- Alô? Rhina? Você ainda está com os filhotinhos de Nixe?


---


Ela e Chloe tinham acabado de jantar.


Zoe, Hallie e Justin haviam deixado a casa de Hermione há quase duas horas. Tinham ido pouco após as 18h. Chloe estava novamente deitada no sofá acariciando a Daisy, exatamente como estivera pouco antes dos outros chegarem.


Hermione agora tirava os sapatos altos e subia as escadas rumo a seu quarto.


- Anjo, mamãe vai assistir a um filme, não quer vir? – Embora ela já estivesse lá em cima, Chloe podia ouvir sua voz com perfeição por conta do silêncio em que a casa se encontrava.


- Aposto como ainda vai demorar no banho – comentou.


Ouviu a mãe rir.


- Então você faz a pipoca?


- Com doce de leite?


- Com doce de leite – Hermione confirmou.


- Tudo bem! – e Chloe correu para a cozinha, animada. Adorava pipoca com doce de leite, por mais que isso parecesse estranho.


“As pessoas costumam comer pipoca com manteiga, Chloe, querida. No máximo com leite condensado”, sua avó vivia dizendo, mas ela não se importava. Gostava de doce de leite!


Quando chegou ao quarto da mãe com a bacia enorme de pipoca numa das mãos e o tubo comprido de doce de leite na outra, ela acabava de voltar ao quarto, ainda de roupão e com uma toalha amarrada na cabeça.


- Que filha eficiente que eu tenho! – Sorriu e beijou a testa da pequena.


- Não queimei nenhumazinha – Chloe comentou, satisfeita consigo mesma.


Hermione riu enquanto arrumava o vestido azul e branco que acabara de vestir.


- Gostou da sua tarde? – indagou.


- Sim, muito – a filha respondeu. – Quando Zoe vem nos visitar novamente?


- Hall disse que tentaria trazê-la para passar o dia com você na segunda, mas tudo depende do pai dela – a mãe explicou enquanto secava o cabelo na toalha com movimentos rápidos. Depois, ela sentou-se na cama, ao lado de Chloe, a toalha e suas mãos sobre o colo. – Você gosta dela, não é?


- Eu a amo, mamãe – Chloe respondeu e Hermione viu sinceridade em seus olhos, palavras e pensamentos.


- Eu também, anjo – ela abraçou a filha e beijou o alto de sua cabeça, apoiando o queixo em seguida.


Com um longo suspiro, pensou em como aquela criança era encantadora, cativante e aberta. Não era difícil amá-la, de fato.


---


- Acorde, anjo – chamou.


- O que foi? – Chloe levantou, os olhos miúdos por conta da claridade.


- Vá tomar banho e se apronte. Nós vamos para a França.


- França?


- É, querida. Vamos passar o dia de Páscoa, no caso hoje, e uma parte da semana lá.


- Mas Zoe...


- Eu cancelei, querida. Quando nós voltarmos, na quinta, ligaremos para ela, certo?


- Tudo bem – Chloe assentiu.


Hermione observou-a se aproximar, depositar um beijo em seu rosto e correr para o banheiro. Suspirou. Detestava mentir para a filha, mas talvez fosse melhor assim. 


---


- Raquete?


A garotinha lhe mostrou.


- Bolas?


- Bem aqui – abriu um bolso na sacola e apontou o pote que continha três bolas verde cana.


- Pegou outra roupa?


- Sim, mamãe – suspirou.


- E os protetores?


- Também, está tudo na bolsa.


- Ótimo – Hermione colocou o boné branco na cabeça, passando o rabo de cavalo pelo buraco e deixando a cascata de cabelos castanhos caírem por suas costas.


Colocou os óculos escuros e acelerou o carro.


Era dia de Páscoa. Chloe nunca gostara muito de chocolate, mas fazia questão de ganhar o seu todos os anos, pelo menos àquele dia. Depois de receber o seu, a menina insistira para que a mãe a levasse para jogar tênis.


E sem pestanejar, Hermione aceitou. Ela gostava de jogar tanto quanto a filha. Depois de almoçar com seus pais, Carl, Marcia, Hilary, Ashley e seus respectivos maridos e filhos e entregar os chocolates suíços que trouxera para eles, finalmente se aprontara e agora estavam a caminho do clube mais próximo.


Para quem não queria lembrar que o prazo de preparação acabava em vinte horas, nada melhor do que sair para jogar um pouco de tênis com a filha.


---


Ela olhou pelo olho mágico da porta.


- Adivinha quem veio passar a Páscoa com vocês? – Tiffany fez suspense.


Francine e Josh correram para a porta e voaram no pescoço de Herod quando o viram.


Herod adentrou a casa com Francine ainda no colo. Brianna veio logo atrás dele. Narcisa e seu pai cumprimentaram-nos e todos seguiram para a sala. As crianças pareciam bastante entretidas nos chocolates que ele trouxera: ovinhos minúsculos que mais pareciam gotinhas brancas e negras, mas era tamanha a quantidade que eles ficaram fascinados.


Quando Narcisa e Thomas foram receber Draco, Gina e Sarah à porta, Tiffany aproveitou para se aproximar de Herod.


Esfregando as mãos nervosamente na calça jeans justa que usava, ela veio andando na direção do loiro, que namorava o piano de cauda que estava disposto à um canto da sala de estar. Parou a uma distância de pouco mais de um metro, os olhos dançando, sem fitarem um ponto fixo – ela simplesmente não conseguia fitá-lo por muito tempo.


- Obrigada, de verdade, por vir – ela agradeceu, sem jeito. – As crianças adoraram!


- Você sabe que eu viria, nem que fosse apenas para entregar os chocolates a eles e ir embora – ele sorriu para ela e passou os dedos pelas teclas do piano, testando-as. – Você toca?


- Desde os meus cinco anos – ela riu, corando. – Mas é você quem parece gostar.


- Ah, sou fascinado por piano, mas não toco. – Herod comentou, sem desgrudar os olhos do instrumento um só minuto. – Brianna toca, e muito bem, por sinal.


- É, Francine e Josh também.


- Influência sua, aposto.


- Sim – Tiffany admitiu, corando ainda mais.


- Não precisa se envergonhar disso. É muito bonito alguém saber tocar piano – ele murmurou. – Por que não toca um pouco?


- Bem, faz tanto tempo desde que eu toquei pela última vez...


- Pois aposto que ainda sabe exatamente como fazê-lo – Herod incentivou.


Tiffany então se sentou na banqueta e endireitou a postura, os dedos já sobre as teclas. E então se pôs a tocar. Uma melodia calma, suave. E logo Narcisa e Thomas estavam ali, com Draco e Gina. Todos a observavam tocar após tanto tempo sem sentar-se naquele piano e entregar-se a uma de suas maiores paixões: a música.


Quando Herod percebeu que a música estava chegando ao fim, sentou-se ao lado da morena e levou as mãos às teclas, aproveitando as últimas combinações que ela fazia para iniciar sua própria música, uma que ele próprio compunha mais de dez anos atrás.


Tiffany observou-o assumir o piano com uma habilidade que somente alguém que praticava há anos teria. A melodia era belíssima, contagiante, envolvente.


- ‘Summer Dream’ – Brianna murmurou, fascinada. Embora soubesse que Herod fizera quando ela ainda era pequena, nunca o vira tocar. Ao final da melodia, outra foi emendada. – E ‘Sweet Smell of Rain’.


Quando o irmão finalizou a segunda, todos aplaudiram, inclusive uma Tiffany extasiada e surpresa.


- Pensei que tivesse dito que não tocava.


- E eu não toco – Herod assentiu e depois sorriu. – Há dez anos.


- Foi ele quem compôs essas melodias. Ele me deu todas quando eu aprendi a tocar – Brianna contou.


- São muito bonitas, as duas – Gina comentou. – Devo parabenizá-lo pelo trabalho. É um excelente compositor.


- E eu assino embaixo – Thomas riu. – Rapaz, tem um talento impressionante.


- Obrigado, mas tenho que discordar. Anna toca muito melhor do que eu. Além disso, ainda estou um pouco enferrujado.


- Herod, você sabe que é o melhor. – Brianna elogiou. – E depois, a modéstia não combina muito com você.


Todos riram com o comentário da veela.


- Tif, querida, fico muito feliz que tenha voltado a tocar – Narcisa sorriu maternalmente. – Espero que volte a escrever, também.


Tiffany sorriu de volta para a madrasta, mas permaneceu em silêncio.


Levantou-se e caminhou para a sala, acompanhada de todos. 


- Eu gostei de vê-la tocar de novo, Tif – Josh disse à mãe. – Agora você pode me ensinar as músicas que você escreveu.


- Eu ainda não as musiquei, Josh. – Tiffany disse pacientemente.


- Quer dizer que Tiffany Haase escreve?


- Escreve, e escreve músicas lindas – Francine entregou.


Tiffany corou.


- E ela canta, também – Josh acrescentou.


Herod sorriu ao ver que Tiffany ainda podia corar mais.


- Ora, crianças! – ela baixou os olhos, envergonhada.


- É verdade! – Josh e Francine replicaram em uníssono.


Herod riu.


- Tif, querida! – a voz de Thomas Haase ecoou pela sala. – Chame os garotos e Christow para juntar-se a nós. O crepe que Cissa está preparando com doce de leite está fabuloso!


“Salva pelo gongo”, ela pensou antes de pegar Francine no colo e empurrar Josh para a sala de jantar.


---


- E então, agora que estamos só nós dois, não vai me contar o que fez esses dias todos que esteve longe de seu pai? – ele piscou para a filha.


- Eu fui ao parque com a tia Hall e o Just quinta-feira e encontrei uma cadelinha igual ao Garth, acredita? – a loirinha contou.


- Hum, e não ficou triste?


- Não. Ela me fez lembrar dele e senti saudades, mas não fiquei triste – ela franziu o cenho.


- E o que mais?


- Sexta nós assistimos a um monte de filmes! E eu fui ao shopping.


- Imagino o estrago que a Hall não fez com você, não é, Zoe Morgan? – ele brincou.


Zoe riu e foi atacada pelas cócegas que o pai fazia.


- E ontem?


- Fomos visitar Daisy, Chloe e Helena.


- E quem são elas?


- Ah – Zoe revirou os olhos e contou nos dedinhos minúsculos. – Daisy é a cadelinha de quem lhe falei, Chloe é a minha mais nova amiga mais velha...


- Espera, deixa eu ver se eu entendi: sua mais nova amiga... Mais velha?


- É. Ela tem dez anos e é muito legal.


- Hum. E Helena?


- Helena é a dona de Daisy e mãe de Chloe – contou. – Ela é tão bonita, papai! Os cabelos dela são bem compridos, até aqui, ó – ela mostrou as costas e fez sinal para a própria cinturinha. – E ela usa óculos, mas continua bonita do mesmo jeito.


- Vocês foram à casa dela?


- Hum-hum – a garotinha assentiu. – E comi bolo com sorvete. – Zoe animou-se. – Você já comeu bolo com sorvete, papai?


Harry apenas assentiu, enquanto o falatório da filha se estendia. Era incrível como, em três dias, ela tinha acumulado histórias mil para contar.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.