Harry seguiu Gérard Glenn até o seu gabinete, a curiosidade pulsando em sua garganta misturada ao turbilhão de perguntas que tinha a fazer. Não entendia a repentina mudança de atitude do Ministro.
- Sente-se – o ministro lhe pediu.
O chefe do Departamento de Execução das Leis em Magia sentou na cadeira que o ministro apontava e aguardou.
- Eu espero que possa providenciar o controle que foi sugerido pela Srta. Parkinson.
- Isso não será problema, senhor – Harry garantiu.
O silêncio tomou conta do aposento por um longo instante.
- Eu gostaria que soubesse que eu não concordo com a idéia de controlar os casamentos que serão realizados e sei que essa medida não diminuirá os números de uniões que ocorrem todos os dias – foi Glenn quem começou.
- Eu sei, não se pode controlar esse tipo de coisa – o moreno assentiu.
Novamente o silêncio. Aquilo estava começando a perturbar Harry.
- Eu estou pensando em deixar o cargo, Harry – o ministro deixou a formalidade de lado ao dizer isso. O nervosismo em sua voz parecia mais fraco; era como se aquela idéia o aliviasse.
- Eu não entendo – Harry admitiu confuso. – O senhor é um ótimo ministro, soube administrar o Ministério da Magia como ninguém nos últimos anos e... – ele se interrompeu. – Há algum motivo em especial?
- Eu estou velho demais para isso. Para tolerar certas coisas... É preciso ter muito sangue frio para ouvir o que uma pessoa que está num cargo como o meu ouve diariamente. – o rapaz de olhos verdes sentiu como se estivesse ouvindo Dumbledore falar.
“Eu estou velho demais para tolerar esse tipo de coisa, Harry”, a voz do diretor ecoou em sua cabeça.
Mas ele ainda não conseguia entender de que “coisas” Glenn falava.
- Seria uma grande perda para o Ministério a sua aposentadoria, senhor. Talvez fosse o caso de pensar melhor a respeito e...
- Não é uma decisão definitiva, Harry. Não ainda – o ministro garantiu.
---
- Pontual – Hermione sorriu ao abrir a porta. – Como foi lá?
- Não sei se as notícias que eu trago são muito boas – Tiffany disse enquanto adentrava o apartamento.
O sorriso de Hermione morreu e ela fechou a porta observando Tiffany caminhar para o sofá e sentar-se.
- Pansy Parkinson – suspirou enquanto lia cada detalhe dos pensamentos e lembranças de Tiffany. Percebeu que ela estava prestes a contar tudo. – Tiffany, não acho que seja necessário que me conte tudo o que ocorreu. Eu já tenho uma boa idéia dos acontecimentos no Velho Décimo Tribunal esta manhã.
- Eu não sei o que dizer ou o que pensar ao certo, mas acho que ela quer recobrar confiança.
- Certamente. Mas ela não vai parar por aí. Talvez hoje ela não sugira mais nada. Será cuidadosa a partir de agora – Hermione comentou. – Digamos que ela já foi muito além do que deveria sugerindo essa restrição aos casamentos. Receio que ela tenha sentido a negatividade de sua proposta, mesmo esta sendo aprovada pelo ministro.
- Ele fará alguns ajustes, tenho certeza disso.
- Sim, ele fará. Mas ainda foi inesperada a atitude dele em aceitar isso – Hermione assentiu e argumentou. – Há algo por trás dessa aceitação repentina.
- Sem sombras de dúvidas. O nervosismo estava aparente no rosto dele, como se estivesse desconfortável por estar ali, conduzindo aquela reunião.
- O nervosismo dele diz respeito ao fato de ele ser o voto de minerva ali e no Ministério todo. Ele sabe das dimensões do poder que tem em mãos e teme por isso – Hermione disse num tom explicativo. – No fim das contas, ninguém quer ser como Cornélio Fudge. Em outras palavras, dar um passo em falso ou assumir uma posição equivocada diante dos fatos.
- Eu entendo.
- Bem, acho melhor nós almoçarmos. Venha, Lucy deve estar terminando o almoço.
Ela se pôs de pé e seguiu para a mesa acompanhada pela outra. Quando Lucy adentrou o aposento com uma assadeira enorme em mãos e o colocou sobre a mesa, Hermione viu os olhos de Tiffany fecharem e ela apreciar o cheiro do prato do dia.
- Salmão – ela murmurou com um pequeno sorriso nos lábios, deliciando-se.
- Com batata au sauter – Lucy completou.
- É meu prato favorito – Tiffany murmurou, corando.
Hermione sorriu. Ela sabia disso. Permitira-se checar os gostos de Tiffany antes de convidá-la para o almoço.
- Fique à vontade – foi tudo o que disse antes de se servir com uma pequena porção da salada agridoce.
Silêncio; ele se estendeu por longos e intermináveis minutos.
- Está magnífico! – elogiou Tiffany.
- Que bom que gostou – a anfitriã sorriu agora se servindo do salmão. – Você não parece ficar muito à vontade na minha presença, não é?
Tiffany hesitou.
- Eu intimido você?
- Não é isso – Tiffany colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha, sinal de que ainda estava hesitante. – É só que... eu me identifico com você. Muito. Então eu fico desarmada... – ela fez menção de continuar, então Hermione não a interrompeu. – E depois, bem, é como se houvesse um mistério sobre você... Eu sinto que é uma mulher cheia de segredos.
- Eu tenho meus segredos, é claro – Hermione assentiu, séria. – Todos temos. Eu apenas guardo uns a mais – ensaiou um sorriso. – E quanto ao mistério... Bem, eu venho tentando ignorá-lo há quase onze anos – ela olhou Tiffany nos olhos com seriedade. – Meu mistério é o meu passado.
- Seus segredos, o seu presente – Tiffany murmurou.
- Sim.
Naquele momento, Lucy voltou à sala.
- Posso tirar a mesa? – perguntou a Hermione.
- Tiffany? – Hermione olhou para a convidada.
- Claro, eu já terminei.
- Traga a sobremesa, Lucy.
- Sim, Srta. Granger – e Lucy se retirou, levando uma parte dos pratos consigo.
Hermione apoiou os cotovelos na beirada da mesa e entrelaçou os dedos. Suspirou e levantou os olhos para Tiffany.
- Você confia em mim? – indagou de súbito.
- Sim – a outra respondeu sem pestanejar. Não conseguiria responder o contrário. Hermione lhe passava uma confiança tremenda, como poucas pessoas lhe passavam.
- Sei que a pergunta vai lhe parecer estranha, mas... Quem é Herod Christow?
Tiffany sentiu como se tivesse levado um soco na barriga, mesmo que já tivesse sido avisada sobre a estranheza da pergunta.
- Desculpe, eu não pretendia assustá-la.
- Não, de maneira alguma! Apenas fui pega de surpresa – ela apressou-se em dizer. – Eu... Bem, na verdade eu não sei muito sobre ele.
- E o que sabe a respeito?
- O pouco que sei é sobre a irmã dele e... Me parece que ele morava nos Estados Unidos, em Ohio e se veio para a Inglaterra há pouco mais de dez anos.
- Há quanto tempo o conhece?
- Hoje são dezenove, então... dezesseis dias.
- Duas semanas, basicamente – Hermione avaliou. – Há algo nele que faz você afastá-lo de si. É como se você não gostasse dele... e eu me pergunto o porquê disso.
- Ele não é uma pessoa a quem se deva dar confiança ou espaço. Há algo nele que desperta em mim instintos defensivos... É como se eu pudesse pressentir que ele não é bom.
- Claro – os olhos castanhos de Hermione acompanharam o mousse de chocolate que Lucy colocava sobre a mesa. – E se eu lhe disser que eu sei exatamente o motivo pelo qual você não o considera bom?
- Eu certamente passarei a confiar ainda mais em minha intuição, e olha que eu já confio um bocado nela – Tiffany brincou.
- Do que você tem medo?
- Meus filhos gostam dele. Minha filha, principalmente – ela resumiu. – Tenho medo da proximidade e das conseqüências, dos laços que eles podem criar com Christow. Principalmente quando minha irmã é amiga da irmã dele, o que nos torna irrevogavelmente próximos.
- E também tem medo de estar errada sobre ele.
- Também – Tiffany assentiu.
- Você não está errada sobre ele, Tiffany – Hermione anunciou por fim. – Ele está envolvido com Pansy Parkinson.
---
- Como foi a reunião? – Scott lhe perguntou quando se encontraram já no átrio.
- O de sempre – Harry respondeu sem rodeios. – Algumas novidades, é claro. Conto quando estivermos fora daqui.
- Bistrotheque? – Scott indagou, breve.
- Hoje não. Hoje vamos ao Mirabelle.
E os dois seguiram para o carro de Harry, num estacionamento duas quadras da cabine telefônica que dava acesso ao Ministério.
O percurso para o restaurante foi imerso em silêncio. Scott estava com a cabeça longe e a mente de Harry era um verdadeiro turbilhão de pensamentos que iam e vinham e se misturavam.
A maître os recebeu.
- Boa tarde, senhores. Sejam bem-vindos – ela cumprimentou os dois morenos. – A mesma de sempre, Sr. Potter? – dessa vez ela dirigiu-se apenas a Harry.
- Claro – assentiu.
- Muito bem, venham comigo, por favor – e eles a seguiram para o fundo do restaurante, sentando-se próximo a uma janela larga de vidro. – Fiquem à vontade. Vou mandar alguém atendê-los.
Ela se retirou.
- Faz bastante tempo desde o nosso último almoço aqui – Scott murmurou.
- Foi o primeiro lugar ao qual te trouxe, lembra? – Harry riu.
- Claro, e o primeiro ao qual eu trouxe Liah.
- Falando nela, como ela está?
- Uma pilha de nervos. Ela sempre foi muito agitada e ficar em casa deitada numa cama não a agrada muito – Scott respondeu, as feições sérias. – Mas era isso ou ela perderia o bebê de novo.
- Ela não superou a primeira perda, não é?
- Ela não queria nem tentar de novo, Harry. Foi com muita insistência que sua irmã conseguiu convencê-la – o primeiro comentou. – Da primeira vez aconteceu na lua-de-mel, não foi planejado, mas um filho é sempre bem-vindo, então foi traumático e eu não tiro a razão dela.
- Dessa vez, no entanto, foi bem planejado.
- Sem dúvidas. Liah não queria que o bebê perdesse um ano letivo, então o planejou para o final junho ou início de julho – Scott riu, mas assumiu sua seriedade novamente. – Nós só não esperávamos que ela fosse ter placenta baixa novamente. Dessa vez ela aquietou, pelo menos.
- Vai dar tudo certo, Scott – Harry assegurou.
Um garçom se aproximou e eles fizeram os pedidos, devolvendo o menu em seguida.
- Você disse que tinha algo a dizer sobre a reunião...
- Pansy Parkinson ataca novamente – Harry resumiu. – Não foi nada de muito escandaloso como das outras vezes, mas ela chegou a sugerir que a sociedade fosse orientada a evitar casamentos entre bruxos e trouxas
- Eu já não me surpreendo com ela – Scott disse. – Mas ela foi vetada, não foi?
- Por incrível que pareça, não.
- Como não?
- Não sendo. Com o apoio de Gérard Glenn, tudo fica mais fácil para ela. Esse assunto deve ser resolvido nas próximas semanas e a decisão parece ser definitiva.
- Depois dessa ela não vai parar mesmo! – Scott previu.
- Ela já disse que está só começando. Ela é gananciosa demais para parar por aqui – Harry aderiu ao coro. – Mas ela me disse hoje uma coisa que me deixou intrigado – confessou.
- Que foi...?
- Foi como se ela insinuasse que as propostas dela poderiam trazer... – ele se interrompeu e passou a escolher melhor as palavras. – Algum benefício... para mim.
- É claro que ela iria dizer isso, Harry! Ela quer que você a apóie – o primeiro revirou os olhos. – Mas não parece ter sido apenas isso.
- E não foi. Ela disse que isso faria com que eu encontrasse Hermione – contou e emendou uma explicação para a teoria da morena: – Ela é nascida trouxa.
- Ótimo, você a encontra e ela perde todos os direitos dela na sociedade bruxa – Scott ironizou. – Esquece essa, Harry.
Harry pareceu pensativo por um instante.
- Giuly disse que a família dela esteve em York na semana anterior à morte de minha bisavó – ele contou, os olhos vidrados num ponto fixo da mesa sem realmente enxergar nada. Levantou os olhos para encarar o amigo e engoliu em seco. – Depois de dez anos.
Scott encarou Harry hesitante e o outro percebeu.
- Por que todos vocês ficam assim quando eu falo nela? – indagou trincando os dentes.
Scott não respondeu à pergunta e analisou Harry por um instante, baixando os olhos em seguida para sua soda.
- Giuly não falaria nela sem solicitação de sua parte – disse, por fim.
“De fato”, Harry assentiu em pensamento.
Ele sabia que agora Amy já estava à par de todos os seus pensamentos, mas estava profundamente agradecido que ela não houvesse comentado nada a respeito.
Os dois caminhavam juntos de volta para a Mansão Branca. Amy segurava sua mão com força, transmitindo a ele a firmeza que ele tanto precisava naquele momento.
- Passei em sua casa antes de vir. Hallie já estava lá com Zoe – ela murmurou assim que chegaram aos portões. – Trouxe algumas duas mudas de roupas para você. Eu mesma peguei. Não quis incomodar Betty.
- Obrigado – Harry agradeceu.
- Suba e tome um banho, descanse. Qualquer coisa, eu estou aqui.
Harry assentiu e subiu as escadas. Aquele dia parecia que não ia acabar nunca. Ao chegar ao andar de cima, esbarrou-se com Giuly no corredor.
- Amy esteve aqui – ele anunciou.
- É, eu sei. Eu a encontrei no caminho. Ela já está lá embaixo – Harry assentiu.
- Bem, receio que queira ficar sozinho, então... – Giuly fez menção de descer as escadas.
Harry ainda estava de costas para ele e uma idéia lhe ocorreu. Giuly nunca saía de York, certo? Então ele, ainda de costas, chamou:
- Espera! – e virou-se para o primo.
- O que foi? – Giuly parou.
- Eu estive pensando... Hermione... ela... quando você a viu em York pela última vez? – ele teve dificuldades em formular a pergunta e a expectativa para a resposta aumentava a cada segundo.
Giuly hesitou. Harry nunca falava em Hermione e pedira que eles também não falassem a respeito dela em sua presença. Aquela súbita mudança de idéia deixou-o alarmado. Não sabia se podia, se deveria falar...
- Ok, eu já não suporto mais vocês me olharem como se eu fosse uma aberração cada vez que eu toco no assunto “Hermione”! – ele revirou os olhos verdes. – O fato é que eu estava andando pelas alamedas quando passou um carro por mim e um cão me chamou a atenção e... Bem, havia uma criança dentro do carro, uma garotinha linda que me lembrou Hermione, mas eu não consegui ver o rosto da mãe dela, estava coberto por óculos escuros, então...
Harry gesticulava muito e Giuly pôde medir seu nervosismo, sua ansiedade. Ainda hesitante, ele escolheu as palavras e desenvolveu-as lentamente:
- Eu não a vejo desde a sua última visita, no Natal de 1997 – respondeu, por fim.
Então Harry deixou a cabeça cair, desapontado. Suas suposições estavam mesmo certas: só podia ser alguém muito parecida com ela. Ele não sabia de onde havia tirado esperanças de que a mulher no carro fosse mesmo Hermione.
- Eu também achei que ela estaria aqui essa semana que passou, afinal, a casa dos Granger ficou ocupada nos últimos dias. Mas ninguém saiu dos terrenos, exceto as filhas de Carl Stang, três crianças e um bebê recém-nascido – Giuly acrescentou pensativo. – Sempre saíam bem cedo pela manhã e antes das 8h estavam de volta à casa.
Harry sabia o porquê do horário. Provavelmente saíam para passear com as crianças e o bebê, que não podia se expor ao sol forte mas precisava dele para produzir a vitamina D.
Mas não era isso que o interessava naquele momento. A família de Hermione estivera em York, depois de dez anos com a casa fechada.
- Poderia ser ela, da mesma forma que poderia não ser – Scott disse antes de beber um gole de sua soda. – Seria mais fácil se Giuly tivesse mencionado o cão ou se soubesse quantos filhos cada prima dela têm.
Harry coçou a sobrancelha e encarou o amigo.
- Eu não quis esticar o assunto. Não me faria bem e o dia já não estava muito bom, também – murmurou. – Além disso, o advogado chegou pouco depois.
- Claro, leitura do testamento...
- Ela revelou no testamento que as casas que ficavam ao lado da Mansão Branca eram da família também. Nós optamos por derrubar os muros e transformar tudo num terreno só – ele contou. – São casas muito bonitas, todas seguem um mesmo padrão de forma e tamanho. Nós não tínhamos noção das dimensões daquelas casas antes.
- Ela não especificou nada?
- A Mansão Branca é minha agora. Ela disse que tudo naquela casa lembrava minha mãe e então a deixou para mim. Giuly e Dudley ficaram com as outras casas e não fizeram objeção alguma. Eles sabem o real significado da casa.
- Claro – Scott assentiu. – Mas você pretende ficar com as três?
- Eu não me desfaria das casas, de nenhuma das três. Todas têm um significado, todas fazem parte de um momento específico da história de minha mãe. Duas delas também têm uma parte de meu pai... Enfim! – ele suspirou.
- Eu entendo.
Harry abriu a boca para continuar naquele momento, mas uma visão o interrompeu. Gérard Glenn adentrava o restaurante acompanhado de uma mulher que deveria ter seus vinte e cinco anos. Não era uma deusa, entretanto, seus traços eram finos, e o conjunto agradava.
Os cabelos curtos e repicados eram de um tom loiro platinado, os olhos azuis acinzentados se destacavam na maquiagem forte e escura que ela usava. Os lábios, no entanto, traziam a cor natural de boca, mas tinham aparência molhada.
Usava uma roupa simples e, ao mesmo tempo, elegante. Calças de alfaiataria negras e uma blusa diferente; branca, costas nuas e de gola alta negra. O que chamava atenção era a fada que ela tinha tatuada nas costas, pouco abaixo da nuca.
- Olha – Harry apontou para que Scott visse.
Scott virou-se discretamente e deu uma olhadela furtiva.
- Deve ser a filha dele – comentou com descaso.
- Não, não é – o moreno de olhos verdes garantiu. – Conheço Charlize Glenn e ela não é loira, nem têm tatuagens – replicou. – E é a cara da mãe, Lillith Glenn.
- Bem, essa daí não parece muito com ele também – Scott insistiu e depois entendeu o que Harry queria dizer. – Você acha que ele tem uma amante? – Harry assentiu. – Não. Impossível, Harry! Ela tem pelo menos metade da idade dele...
- Eu sei, idade suficiente para ser filha dele. Mas não, ela não é filha dele – ele então se esforçou para ler a mente do ministro da Magia, mesmo de longe, e descobrir o nome da mulher misteriosa que o acompanhava. – Carson.
- Rápido, você – Scott sorriu. – Agora podia descobrir quem ela é.
Harry tentou novamente.
- Não consigo ver nada. Mas são íntimos, aparentemente.
Uma amante. Gérard Glenn tinha uma amante que tinha idade para ser filha dele. Perguntou-se que preço aquela informação poderia ter nas bocas erradas.