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20. Capítulo 20


Fic: O amor fala mais alto que o sangue 3. - Cap 26 e 27 ON


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 20


 


 


Demetria estava em seu quarto, sentada em sua cama, enquanto Felicity estava ocupada demais em frente ao espelho, penteando os longos cabelos loiros. Às vezes ela conseguia ser tão vaidosa que deixava Demi com enjoo por causa do excesso de frescura.


Felicity encarou a amiga pelo reflexo do espelho e suspirou. Ainda se sentia mal por ter escondido dela que Anthony tinha um passado meio confuso.


- Admita, você ainda está zangada comigo, não é? – Felicity se virou para encarar a amiga, que apenas deu de ombros.


- Não... Não tenho motivos para ficar zangada com você, Fee. – ela garantiu – Mas isso não significa que não existam motivos para estar chateada.


- Agora você me confundiu.


Demetria deu uma risada e balançou a cabeça. As coisas estavam confusas até para ela.


- Estou chateada sim, mas não com você. – ela explicou – Entendo não ter me contado sobre a tal da Rachel. O segredo não era seu para que me contasse. O Anthony quem deveria ter sido sincero e me dito a verdade sobre seu passado... Quero dizer, não é do meu feitio ficar cobrando as coisas, implorando para que ele divida comigo sua história e tudo mais, mas a forma que eu descobri que ele teve uma namorada e que, pelo visto, ela foi uma pessoa muito importante, não foi legal!


- Eu entendo você, Demi! – Felicity disse – Mas, se serve de consolo, o Anthony queria mesmo te contar. Ele me disse isso milhares de vezes... Só não sabia exatamente como fazer isso, entende? Não é muito... Muito fácil para ele se lembrar do relacionamento com a Rachel e a forma como as coisas terminaram.


- Eu percebi, Fee! Não é preciso ser um gênio para saber que a história dos dois foi forte o suficiente para deixar marcas, e é isso que me irrita! Se ela foi tão importante, tão especial, tão marcante, por que ele não foi sincero desde o começo e me falou logo? – Demetria perguntou, meio revoltada com a situação – Sabe como estou me sentindo agora? Como uma substituta! E, sinceramente, se ele não se mover para vir me contar quem diabos é aquela garota e o que ele ainda sente por ela, eu juro que...


- Se você não estiver com muito sono, posso te explicar tudo agora.


Demetria e Felicity saltaram de susto ao verem Anthony parado na sacada do quarto, com os braços cruzados em frente ao corpo e com uma expressão não muito contente.


- O que você está fazendo aqui? – Demetria se levantou da cama e encarou Anthony, um pouco irritada com aquela invasão.


- O que você acha que estou fazendo?


- Invadindo o meu quarto de uma forma não tão legal. – Demetria observou – ‘Tá me achando com cara de princesa de contos de fadas ou coisa assim?


Anthony deu uma risada e balançou a cabeça.


- Eu ia deixar para vir aqui amanhã, mas minha cabeça estava explodindo e eu não ia conseguir dormir se não esclarecesse tudo de uma vez. – ele explicou – E quanto ao fato de invadir o seu quarto, achei que fosse a única forma de entrar aqui. Seus pais não iam me deixar subir se eu tocasse a campainha e dissesse que precisávamos conversar.


- Não mesmo. – Demetria disse – Sorte a sua que eles estão lá embaixo ocupados demais conversando com uns amigos para virem aqui me dar boa noite. Em todo o caso, é melhor começar a falar.


- Está bem! – Anthony encarou Felicity, que tinha voltado a pentear seus cabelos – Felicity?


- Sim?


- Pode nos dar licença?


- Posso, mas para onde eu vou? – Felicity perguntou.


Demetria se levantou e caminhou até a amiga. Em seguida, ela colocou as mãos em seus ombros e começou a empurrar a menina para fora do quarto, sem nenhuma cerimônia.   


- Para o quarto do Daniel discutir a relação. Vocês adoram fazer isso que eu sei.


- Já passamos dessa fase de discutir a relação. E eu não posso invadir o quarto do Daniel! Se ele estiver dormindo? Ou pior, e se ele estiver dormindo pelado?


- Meu irmão não dorme pelado, Felicity! – Demetria revirou os olhos – A não ser que ele esteja com alguma menina, o que, com certeza, não está! Agora dá para ir de uma vez?


- Mas eu...


- Tchau, Felicity! – Demetria bateu a porta na cara da amiga, que ficou revoltada e bateu os pés no chão.


“Argh, ninguém merece isso!” Felicity pensou antes de caminhar pelo corredor e bater na porta do quarto de Daniel, que provavelmente a xingaria por aparecer lá para incomodá-lo.


- Entra! – Felicity ouviu Daniel gritar de dentro do quarto e então abriu a porta.


- Daniel, a Demi me expulsou do quarto e... PELO AMOR DE MERLIN, vá se vestir! –Felicity deu um grito histérico ao notar que Dan estava apenas com uma toalha enrolada na cintura.


Daniel deu uma gargalhada, mas fez o que a menina pediu. Voltou para o banheiro e, quando saiu de lá, já usava seu moletom.


- Só para constar, eu estava de cueca quando você entrou. – ele comentou e riu novamente ao ver Felicity ficar tão vermelha quanto os cabelos de um Weasley – E então, por que a minha irmã te chutou para fora do quarto dela?


- Porque o Anthony está lá. – ela respondeu – Veio conversar com ela sobre toda aquela história da Rachel.


- Hum... Já estava na hora. – Daniel deu de ombros – Suponho que a conversa dos dois vá ser longa.


- Se ele for contar tudo nos mínimos detalhes, vai ser mesmo. – Felicity concordou.


- Você conhece toda a história, não é? – Daniel perguntou – Vocês dois parecem ser bem amigos.


Felicity balançou a cabeça positivamente.


- E somos! Aliás, eu sempre fui bem próxima a ele e a Rachel, por isso conheço toda a história.


Daniel se sentou em sua cama e encarou Felicity.


- Então que tal você se sentar aqui e me contar? Preciso saber se vou ter que ajudar a minha irmã depois da conversa com o Anthony ou não.


 


 


 


~*~


 


 


 


- Você já pode começar a falar, se quiser. – Demetria se sentou em sua cama novamente e apontou a poltrona em seu quarto, para que Anthony se sentasse.


- Claro – Anthony tentou sorrir, mas sem muito sucesso. Ele se sentou na poltrona em frente à cama de Demi e a encarou com o cenho franzido. Algo lhe dizia que isso não ia terminar muito bem – Antes de mais nada, Demi, você precisa saber que eu te amo e isso nunca esteve em discussão aqui.


- Eu sei! – Demetria disse – Não quero saber o que sente por mim. Quero saber o que sente por ela.


Anthony respirou fundo e encarou Demi profundamente.


- A Rachel não mentiu quando disse que era uma das minhas melhores amigas. Nós crescemos juntos e os nossos pais são como irmãos. Ela sempre esteve presente em minha vida e então...


- Você se apaixonou por ela. – Demetria concluiu.


- Perdidamente! – Anthony riu, embora a situação não fosse nada engraçada – Foi absurdamente clichê a forma como tudo aconteceu. Um dia éramos amigos e no outro eu estava completamente apaixonado. Ela não saía da minha cabeça e, de uma forma bem idiota, eu também não saía da dela. E foi aí que tudo começou.


- Tudo?


- Tudo! – Anthony afirmou – Nós ainda íamos fazer treze anos quando começamos a namorar.


- Ainda iam fazer treze? – Demetria perguntou um pouco espantada – Vocês começaram a namorar ainda “crianças”? É isso mesmo?


- Sim, é isso mesmo. – Anthony confirmou – Foi bem precoce a coisa, e estávamos perdidamente apaixonados. Juro que pensei que toda essa paixão fosse acabar logo, mas parecia que a cada dia que passava estávamos mais ligados e mais apaixonados do que nunca! Era estranho e ao mesmo tempo engraçado. Nós acreditávamos que isso nunca fosse acabar e que fossemos ser felizes para sempre.


- E o que mudou? Por que acabou, se a relação de vocês era tão perfeita? – Demetria perguntou tranquilamente.


- Os pais dela tiveram que passar um tempo fora do país graças ao trabalho. Era algo relacionado com o Ministério e eles foram para a Holanda. – Anthony começou a explicar – No início, a Rachel disse que ficaria aqui, morando com os avós e eu achei isso ótimo. Mas, no último segundo, ela me disse que iria com os pais. A Rach sempre foi estupidamente grudada na mãe dela e, como na época ela ainda ia fazer quinze anos, achou que não fosse aguentar de saudade e me contou que iria embora.


Demetria apenas meneou a cabeça, demonstrando que estava ouvindo tudo o que ele dizia. Não sabia muito bem explicar, mas, de repente, as coisas começaram a ficar ainda mais confusas em sua cabeça.


- E então, o que aconteceu? – ela quis saber.


- Terminei com ela. – Anthony respondeu – Terminei o nosso namoro sem me importar se isso a faria sofrer. Sem me importar se isso me faria sofrer. Eu só não queria ficar longe dela, o que era um egoísmo de minha parte, afinal, a Rachel ia acompanhar a família e eu deveria ter sido compreensivo, mas não fui.


- E ela aceitou numa boa?


- Ela me mandou algumas cartas nos primeiros meses, mas como não respondi nenhuma, acredito que tenha desistido. Deve ter entendido que eu não queria mesmo mais nada. Que eu estava chateado demais para me importar se ela sentia ou não a minha falta... Essa minha decisão meio que me rendeu um período bem obscuro. Eu devo ter ficado pior que a Felicity, se quer saber.


- Deixe-me ver se entendi... Você desistiu do amor da sua vida por puro egoísmo?


- Yeah – Anthony deu de ombros – Mas isso acabou sendo bom.


Demetria engoliu em seco e encarou as próprias mãos, que estavam pousadas em seu colo. Não queria continuar olhando para Anthony enquanto ele admitia tudo o que sentia por outra garota.


- Como pode ter sido bom, se você abriu mão do grande amor da sua vida?


Anthony se colocou de pé e se ajoelhou em frente a Demi, segurando suas mãos.


- Se eu não tivesse sido egoísta naquela época, com certeza a faria sofrer muito mais agora.


- Isso não está fazendo nenhum sentido, Harris! – Demi puxou as mãos e se colocou de pé, caminhando para o outro lado do quarto. – Não faz sentido você vir me dizer que a faria sofrer mais agora, porque a verdade é que se não tivesse terminado com ela, os dois estariam felizes e saltitantes até hoje!


- Não, não estaríamos!


- Ah não? Por que, hein? Por que vocês não estariam? Foram feitos um para o outro, isso ‘tá na cara!


- Não estaríamos felizes, porque você entraria na minha vida da mesma forma e eu iria me apaixonar perdidamente. E então eu iria terminar tudo com ela, dizendo que estava enganado quanto ao fato dela ser o meu grande amor.


Demetria riu e passou a mão pelos cabelos, nervosa. Queria logo ficar sozinha para poder ter a sua própria crise existencial, sem demonstrar fraqueza na frente de Anthony.


- Seus discursos sobre amor não me comovem, você sabe, não é?


- Eu não vim aqui para te comover – Anthony disse pausadamente, enquanto caminhava na direção de Demi – Vim aqui apenas para te contar o que aconteceu naquela época, quem é a Rachel e o que ela significou para mim. Vim aqui para te fazer entender que não sinto nada por ela. Não mais. Tudo que eu sentia ficou no passado.


- Tem certeza?


- Absoluta!


- Então me responde uma coisa.


- O que?


Demetria respirou fundo e encarou Anthony, séria.


- Quando nos conhecemos... Ou melhor, quando você decidiu que ia pegar no meu pé... Ainda sentia algo por ela?


- Sim!


Demetria fechou os olhos e se virou de costas, incapaz de distinguir o que estava passando por sua cabeça. Incapaz de compreender o que estava sentindo.


- Anthony, vai embora. – ela pediu.


- Não!


- Não me obrigue a ser grossa com você, Harris! – Demetria disse, cerrando os punhos.


- Eu meio que já estou acostumado com as suas grosserias, Davis! – ele brincou.


Demetria se virou e encarou Anthony, com uma expressão para lá de revoltada.


- Claro que está! – ela riu sem humor – Porque eu não faço o estilo de garota santa, boazinha e gentil, capaz de conquistar todo mundo com a minha simpatia. Não sou fácil de lidar e, definitivamente, não sou o sonho de consumo de ninguém. Não sou amiguinha e nem legal. Não sou o tipo de garota com que você está acostumado!


- Eu nunca pedi que fosse isso, Demi!


- É claro que não! – Demi riu novamente – Você não precisava de uma cópia da sua Rachel. Precisava de alguém diferente, que te fizesse esquecê-la! Você precisava de alguém como eu. – ela concluiu.


Anthony a encarou como se ela tivesse dito que seu maior sonho era ir para a Lufa-Lufa confraternizar com todas as crianças puras de coração.


- Você está tirando conclusões erradas, Demi.


- Não, não estou! – ela teimou – Estou dizendo a verdade, e você sabe disso!


- Que verdade? – ele perdeu a paciência e quase gritou – Eu não procurei em você coisas diferentes da Rachel. Eu jamais faria isso, Demi! Você me conhece, sabe que não gosto de brincar com os sentimentos de ninguém. Eu nunca menti para você!


- Não contar sobre ela foi uma mentira.


- Foi uma omissão. – ele a corrigiu – Mentir e omitir são duas coisas diferentes.


- Para mim é a mesma coisa.


- Que droga, Demi! O que você quer que eu diga, afinal? – ele perguntou, irritado.


- Quero que você diga que me ama! – ela gritou de volta – Que diga que a presença dela aqui não significa nada para você! Quero que diga que não importa o quanto ela seja linda, legal e boazinha, você não vai voltar a ficar com ela, e nem pensar o quanto seria bom estar com ela, porque, sinceramente, acho que não vou aguentar outra mentira na minha vida.


Anthony deu dois passos em direção à Demi e segurou seu rosto entre as mãos, a fim de fazê-la olhar em seus olhos.


- Eu te amo, Demetria! – ele disse pausadamente – E a volta da Rachel não significa absolutamente nada.


- Você não tem que dizer isso só porque eu pedi.   


- E eu não estou. – ele garantiu – Estou dizendo por que é verdade. Eu realmente amo você, como nunca amei ninguém.


- Nem mesmo ela? – Demetria parecia ser incapaz de falar o nome de Rachel.


- Nem mesmo ela. – Anthony garantiu – A Rachel fez parte do meu passado e só. Você não tem que se preocupar com isso.


- Bem que eu queria... – Demi murmurou e então o encarou – Obrigada!


- Pelo que?


- Por ter vindo aqui conversar comigo. – ela respondeu – Agora acho melhor você ir.


- Por quê?


- Meus pais podem aparecer aqui e não vão gostar de saber que entrou pela janela. – ela explicou e sorriu.


Anthony encarou Demi por meio minuto e então se afastou, fingindo que tinha acreditado naquela desculpa esfarrapada que ela havia lhe dado.


- Vejo você amanhã? – ele quis saber.


- Nos vemos em Hogwarts. – ela disse – Até mais, Anthony!


Anthony se aproximou de Demi mais uma vez e tornou a pousar a mão em seu rosto. Ele queria dizer inúmeras coisas, mas sabia que não adiantaria insistir naquele momento, já que a menina precisava pensar. Lentamente, aproximou seu rosto ao dela e a beijou.


Foi um beijo rápido, simples, mas que deixou claro que a última coisa que ele queria era perdê-la.


- Eu amo você – ele sussurrou e beijou a testa de Demi.


- Eu também amo você. – Demi tentou sorrir – Agora é melhor você ir.


Anthony balançou a cabeça e se afastou. Minutos depois, já estava fora do quarto e a caminho de sua casa.


 


 


 


~*~


 


 


 


Quando Demetria finalmente estava mais calma, decidiu ir até o quarto do irmão para chamar Felicity de volta. Ela não poderia deixar a amiga ficar plantada junto com Daniel a noite inteira.


- Daniel? – Demi chamou, depois de bater na porta três vezes seguidas.


- Pode entrar! – Daniel respondeu e Demetria abriu a porta.


Ela tentou não dar risada ao ver a amiga jogada na cama de Daniel, tentando não dormir, enquanto ele lia um livro.


- ‘Tô vendo que a coisa aqui está no mais profundo tédio.


- Eu quero dormir – Felicity reclamou – Mas ele não deixa.


- É claro! Imagina se meus pais entram aqui e dão de cara com você dormindo? Vão achar que abusei da sua inocência.


- Ah, não se preocupa! Eles estão tão entretidos no andar debaixo que acho que nem se lembram da nossa existência. – Demi deu de ombros.


- E então, como foi a conversa com o Anthony? – Felicity quis saber, enquanto se levantava da cama.


- Não quero falar sobre isso – ela disse – Amanhã prometo que conto tudo, mas hoje quero só ficar na minha, ok?!


Felicity balançou a cabeça em um sinal positivo. Estava com tanto sono, que não se importava em esperar até o dia seguinte para ouvir os relatos da amiga.


- Boa noite, Dan! – Felicity disse e saiu do quarto, e foi praticamente se arrastando pelo corredor.


- Boa noite, criatura maligna! – Demetria disse.


- Boa noite, Fee! Boa noite, Demo! – Dan falou e quando sua irmã ia fechar a porta do quarto, ele perguntou: - ‘Tá tudo bem com você?


- Não, mas vai ficar!


- Assim espero. – ele sorriu – Agora sai logo, eu quero dormir.


Demi sorriu e saiu do quarto do irmão, agradecendo a Merlin por ele não fazer o estilo de irmão chato e intrometido, que quer sempre saber de tudo a toda hora.


 


 


 


~*~


 


 


 


Alice e Alvo estavam sentados no sofá da sala, vendo TV e comendo um pedaço gigante de bolo, quando a jovem largou subitamente a colher e encarou o noivo, como se tivesse se lembrado de algo muito grave que aconteceu e precisasse compartilhar com ele urgentemente.


- O que houve, Alice? – Alvo perguntou com preocupação. Esperava que não fosse um daqueles surtos de desejos malucos, afinal, estava nevando e frio demais para ele sair por aí a procura de sabe-se lá Merlin o que.


- Ou esse bolo está me fazendo ter alucinação, ou nosso bebê acabou mesmo de se mexer aqui – Alice disse, ainda espantada com aquela novidade.


- É sério? – Alvo perguntou, sorrindo feito um bobo alegre.


- Aham – Alice respondeu e colocou a mão do noivo sobre a sua barriga – Sente só.


Alvo ficou parado por alguns segundos, esperando que seu filho ou filha fosse legal o bastante para chutar, mas nada. A criança parecia estar de brincadeira com a cara dele, não era possível.


- Vamos lá, bebê, chute para o seu pai ver a menina forte que você vai ser – Alice incentivou, acariciando a sua barriga. – Vamos lá, pequena Kath, fale conosco.


- Kath? – Alvo encarou Alice com a sobrancelha erguida. Desde quando ela havia escolhido os nomes?


- Katherine, na verdade – Alice respondeu – Andei pensando em alguns nomes, sabe, não podemos deixar o nosso bebê sem nome nenhum.


Alvo deu uma risada e balançou a cabeça, concordando. Aquela era a primeira vez que eles conversavam sobre nomes de criança e era legal poder falar de algo relacionado a seu filho que não tivesse nada a ver com desejos e comida.


- Quais foram os outros nomes que você pensou?


- Além de Katherine, pensei em Hayley, Brooke e... Ginevra – Alice respondeu com empolgação.


- Ginevra? – Alvo perguntou com a sobrancelha erguida – Sério mesmo que você pensou em dar o nome da minha mãe para a nossa criança?


- Por quê? Você não gostou?


- Amor, nem a minha mãe gosta do nome dela – Alvo observou, rindo mais uma vez – Sei que a sua intenção foi boa, mas não precisamos castigar o nosso bebê, ok?! Já não basta a ideia dos meus pais de batizar os filhos como Tiago Sirius, Alvo Severo e Lilian Luna. Não precisamos continuar com essa tradição de tortura, certo?


Alice deu uma gargalhada e balançou a cabeça, concordando. Nem ela sabia onde estava com a cabeça quando pensou em colocar o nome “Ginevra” em seu bebê.


- Bom, se for menino, em quais nomes você pensou? – Alvo perguntou, retomando a conversa.


- Na verdade, eu não tenho pensado tanto em nome de menino – Alice admitiu – Os únicos que vieram em minha cabeça foram Justin e Matt, mas não acho que esses nomes combinem com o nosso bebê.


- Posso sugerir um nome, então?


- É claro, seu bobo! – Alice respondeu.


- Podemos chamá-lo de Arthur? – Alvo perguntou.


Alice sorriu. É claro! Como não tinha pensado em batizar o seu filho com o nome do Sr. Weasley? Nenhum neto dele carregava “Arthur” no primeiro nome. Nada mais justo que um bisneto tivesse essa honra.


- Está decidido! Se o nosso filho for menino irá se chamar Arthur. – Alice disse em um tom que encerrava o assunto – Mas eu ainda acho que vai ser uma menina.


- E por que você acha isso?


- Não sei. Eu só sinto.


Alvo sorriu e se aproximou para beijar Alice. No instante em que seus lábios se tocaram, sentiu algo se mexer na barriga dela e se afastou abruptamente.


- Opa, olha só quem decidiu dar sinal de vida – Alvo comentou e se abaixou para beijar a barriga de Alice – Oi bebê! O papai ‘tá muito feliz por você ter decidido “falar” com ele, ok?! Você deveria fazer isso mais vezes e, de preferência, quando eu não estiver beijando a sua mãe.


- Alvo! Não fale assim com o nosso bebê – Alice o repreendeu, com uma risada – Não escute ele, bebê, você pode se mexer quando quiser, ok?!


- Fica incentivando. Quero só ver quando ele decidir se mexer quando você estiver dormindo.


- Pensando bem, bebê, vamos fazer uma escala de horários para você, ok?! – Alice brincou – Nada de se mexer quando a mamãe estiver dormindo.


- E nem quando o papai estiver beijando a mamãe. – Alvo disse e encarou Alice, com um sorriso no rosto – Eu te amo, sabia?


Ela sorriu e o beijou levemente nos lábios.


- Eu também te amo. – Alice respondeu – A mamãe também te ama, bebê.


- E o papai também – Alvo disse e, novamente, beijou a barriga de Alice – Você e ele... – ele começou dizer, mas ante o olhar da noiva, corrigiu – ou ela, são tudo para mim.


 


 


 


~*~


 


 


 


Alguns dias depois...


 


 


Demetria não se surpreendeu ao ver que Rachel estava de volta à Hogwarts. Algo lhe dizia que teria que aturar a ex de seu namorado por mais tempo do que gostaria, e a prova disso veio quando Minerva, durante o primeiro jantar após as festas de fim de ano, disse que tinha novidades para todos. A primeira delas era a entrada de dois novos alunos: Ashley Knightley e Jeremy Benson. A menina foi para a Corvinal, enquanto o menino foi parar na Sonserina. A segunda novidade do ano era o retorno de uma das melhores alunas que a Grifinória teve nos últimos seis anos: Rachel Elizabeth Lewis. Demi sentiu seu sangue ferver nas veias quando viu a menina atravessar a porta do Salão Principal, sorridente e feliz por estar de volta. O pior de tudo foi quando Demi encontrou o olhar de Anthony, que numa atitude meio covarde, não conseguiu sustentar e encarou as próprias mãos que estavam sobre a mesa. Desde quando ele se intimidava com o seu olhar? Bom, parecia que desde agora.


Aquele jantar foi um fiasco por inúmeros motivos, mas o principal deles foram as fofocas. Era uma merda ter que escutar todos mencionarem o nome de Rachel e fazerem especulações a respeito dos sentimentos de Anthony. Tudo bem que Rachel era uma das meninas mais lindas daquela escola e que tenha sido o primeiro amor de Anthony, mas isso não era motivo para ficarem falando pelas suas costas, como se ela não fosse capaz de ouvir os absurdos que mencionavam, até mesmo ao seu respeito. Demetria até pensou em sair do salão e correr direto para o dormitório, mas isso só daria mais motivos para comentarem, então ela limitou-se a fazer aquela expressão de poucos amigos e se concentrar no prato de comida a sua frente, o que não era nada fácil, uma vez que queria chutar tudo para longe.


Apesar de seus esforços, Demi não conseguiu ficar para a sobremesa. Falou rapidamente com seu irmão e Felicity, e saiu do Salão Principal sem dar maiores satisfações. Talvez as pessoas ficassem mais a vontade para fofocar sobre sua vida se ela não estivesse presente, afinal, ninguém gostava de inventar as coisas com a vítima da fofoca presente no local.


- Ela ‘tá exagerando e acho que sabe disso – Felicity comentou com Daniel, que parecia bastante interessado na mesa da Corvinal. A tal da Ashley era uma menina realmente bonita e parecia ser divertida também, a julgar pelas risadas que as pessoas a sua volta estavam dando – Ela é linda, não é?


- Oi? – Daniel se virou para encarar Felicity, parecendo confuso – Do que estava falando?


- Vocês garotos são absurdamente idiotas – Felicity revirou os olhos – Eu estava falando da sua irmã, mas aparentemente você prefere prestar atenção na novata. – ela deu de ombros – Ela é linda e parece ser simpática também, mas esse não é o tipo de conversa que você vai querer ter comigo, não é? Meninas não gostam muito de ficar ouvindo sobre a beleza de outra garota, a não ser que seja ela quem esteja comentando.


Daniel riu e balançou a cabeça. Meninas são tão complicadas.


- Isso tudo é ciúme, é? – ele perguntou.


- Ciúme? – Felicity perguntou e deu uma risada – Ah, vamos lá, eu sou superior a isso. – ela se levantou da cadeira.


- Aonde você vai? – Daniel quis saber.


- Vou cumprimentar o novato, é claro. E você deveria fazer o mesmo.


- Vou ter todo o tempo do mundo para conhecê-lo, e acho que você também.


Felicity sorriu e passou a mão pelos cabelos, jogando-os para trás.


- Sim, mas para que vou deixar para fazer amanhã aquilo que posso fazer agora? – ela perguntou – Além do mais, eu acho que conheço aquele menino de algum lugar.


- Talvez a língua dele já tenha ido parar dentro da sua boca.


- Acredite, queridinho, se isso tivesse acontecido me lembraria e ele não iria estar cercado por aquelas meninas. Estaria aqui do meu lado, implorando por mais.


- Uau, é bom saber que você é humilde.


- Eu faço o que posso.


Felicity jogou um beijo para Daniel e seguiu para a ponta da mesa, onde Jeremy estava sentado e cercado por seus novos colegas de escola. Era engraçado ver como as meninas eram atiradas. Não podiam ver um garoto novo e bonito, que já corriam para socializar e tentar chamar a sua atenção. Patético.


Não foi preciso mais que um pedido de licença para que as meninas se afastassem e os meninos abrissem espaço para Felicity se sentar ao lado do novato. A popularidade dela ainda servia para alguma coisa, afinal.


- Olá Benson! – ela sorriu e estendeu a mão para cumprimentar o garoto – Eu sou...


- Felicity. – Jeremy nem esperou a garota terminar a apresentação e completou a sua frase, apertando a mão que ela havia estendido – É, eu sei.


- Como? – quis saber, erguendo a sobrancelha direita.


- Sério mesmo que você não ‘tá me reconhecendo? – ele perguntou, cruzando os braços em frente ao corpo e erguendo a sobrancelha direita também.


Felicity observou Jeremy com atenção. Ele não lhe parecia nada familiar, a não ser os olhos castanho-esverdeados. Havia algo ali que lhe fazia querer se lembrar, mas ela não conseguia.


- Desculpe, mas não consigo me lembrar. – ela admitiu, levemente envergonhada.


- Garanto que você não lembra só porque não quer admitir que todas as vezes que vencia no Banco Imobiliário era porque eu deixava. – Jeremy deu de ombros – E também porque o Sebastian costumava a me chantagear para que eu te deixasse ganhar.


- Oh meu Merlin, JIMMY! – ela quase gritou e jogou seus braços em volta do pescoço de Jeremy, o abraçando.


De repente, ela se lembrou. Jeremy era um amigo de infância. Era seu vizinho em Nova York, e a única criança do condomínio, além dela, a ser bruxa. Ele tinha pais trouxas também, que eram podres de ricos e viviam viajando e torrando o dinheiro. Muitas vezes eles programavam viagens de lua de mel, e como Jeremy não podia faltar a escola, acabava passando algumas temporadas na casa de Felicity, onde costumavam brincar, rir e passar trote para as pessoas. Era divertido ligar para a lavanderia e enlouquecer o dono com aquelas história e piadas sem graça – não que os pais de Fee soubessem que ela aprontava coisas desse tipo. Toda essa farra acabou quando Sebastian morreu e ela entrou naquela fase depressiva, sem querer ver ou falar com alguém. Logo em seguida, se mudou para a Inglaterra e acabou perdendo o contato com seu antigo amigo. Nas vezes que voltou a cidade para passear, evitava contato com a sua antiga vida, pois se lembrava de seu irmão e isso lhe fazia mal.


- Como foi que não te reconheci? – ela se afastou e o encarou com um sorriso – Nem ‘tô acreditando que você ‘tá aqui, Jimmy!


- Sobre esse apelido de infância, nós precisamos entrar em um acordo ok?! Nada de Jimmy na frente das pessoas – Jeremy brincou, embora tivesse a certeza de que Felicity ia continuar chamando ele de “Jimmy” – E tenho a ligeira impressão que você não me reconheceu porque estou alguns quilos mais magro e não uso mais aqueles óculos ridículos.


- Dieta e lentes de contato fazem milagre, ahn? – ela brincou – Ai meu Deus, o que você ‘tá fazendo aqui?


- Meus pais decidiram sair em lua de mel... de novo – ele riu e balançou a cabeça – E como eles não queriam ficar com a consciência pesada por me largar, decidiram que a minha avó Matilde estava sentindo muito a minha falta e que eu precisava passar uma temporada aqui na Inglaterra com ela. E para que eu não perdesse um ano de escola...


- A sua avó decidiu te matricular em Hogwarts. – Felicity concluiu – Sinto falta da vovó Matilde. Vai ficar com raiva de mim se eu disser que a última vez que a vi foi por acaso em Londres? E isso já faz, tipo, uns dois anos.


Jeremy riu e balançou a cabeça. Felicity não tinha jeito mesmo.


- Bom, agora você não tem mais desculpa. Eu ‘tô aqui e você vai poder visitá-la nas férias.


- Vou mesmo, pode apostar! – ela garantiu – Agora me conte tudo sobre o que eu perdi desde que me mudei, e eu quero detalhes!


Jeremy revirou os olhos e então encarou Daniel na outra ponta da mesa.


- Ei, você não tem que jantar com o seu outro amigo? Ele não me parece muito satisfeito por você estar aqui.


- Ele vai superar. – ela deu de ombros – Além do mais, o Dan está muito ocupado admirando a menina nova da Corvinal.


- Por que será que eu senti uma pontinha de ciúme?


- Fala que eu ‘tô com ciúme de novo e eu espalho para toda a escola que o seu apelido de infância era “Jimmy Bolha” por causa daquele filme trouxa e conto para as meninas que você não era assim tão gostoso na infância – ela disse em voz baixa.


Jeremy riu e jogou as mãos para o alto, como se estivesse se rendendo.


- Ok, ok, mas já aviso que tenho muitas histórias para contar, então é bom que seja paciente.


- Eu serei!


E então os dois travaram uma conversa durante a sobremesa, que lhes renderam muitas gargalhadas e brincadeiras.


Daniel, que agora estava sozinho, sentiu um pequeno incômodo quando viu Felicity se divertir com aquele garoto. Sabia que se quisesse tê-la de volta ao seu lado era só chegar lá e pedir para que ela se sentasse de novo com ele, mas não fez isso. Não daria o braço a torcer e jamais admitiria que estava com um pouco de ciúme. Além do mais, ele não tinha nada a ver com as amizades de Felicity, certo? Era melhor ficar ali sozinho e admirando a beleza da novata, ao invés de assumir que não estava gostando de ver sua melhor amiga com outro cara.


 


 


 


~*~


 


 


 


Havia nevado durante toda a madrugada e aquela manhã estava mais fria do que Rose desejava. Ela não tinha conseguido pregar o olho durante a noite, pois estava preocupada e ansiosa demais para a sua viagem. Iria partir para os Estados Unidos aquele dia e já perdera as contas de quantas vezes arrumou e desarrumou a sua mala. Queria ter certeza que não esqueceria nada de importante.


Sua viagem com chave de portal estava marcada para as onze em ponto e, apesar de ainda estar cedo, precisava correr, pois sabia que se não se apressasse acabaria se atrasando. Quando ficava muito ansiosa com alguma coisa, Rose sempre se atrasava.


Na noite anterior teve um jantar em família, onde pode se despedir de seus amigos e familiares. Sua mãe, sua avó Molly e sua sogra foram as pessoas que mais choraram com a sua partida. Parecia até que a menina estava indo embora para sempre e que elas nunca mais se veriam. Rose tentou acalmá-las, embora ela mesma estivesse a ponto de desmoronar. Odiava despedidas, ainda mais quando era a sua.


Depois do jantar, ela voltou para casa com Scorpius. Eles ficaram juntos por mais um tempo, mas ele não pode dormir lá. Tinha que estar no treino antes das seis da manhã, já que o técnico da Seleção da Inglaterra era bem chato e exigente, e gostava de testá-los física e emocionalmente. A prova disso era obrigá-los a irem para o campo de quadribol de madrugada.


Scorpius havia dito que faria de tudo para ir se despedir dela no Ministério antes dela partir, mas não deu muita certeza. Precisaria de sorte para que o técnico deixasse ele sair do treino e fosse dar adeus para a sua noiva, coisa que duvidava muito que pudesse acontecer. Aquele homem era irritante e chato.


De forma que Rose estava triste e nervosa, e não conseguia fazer nada direito. Achava que se continuasse assim, acabaria estragando tudo e sua apresentação nos EUA para o Ministro seria a pior possível. Como iria explicar aquelas olheiras e a cara de choro? Qualquer pessoa em seu lugar estaria incrivelmente feliz por aquela oportunidade, mas ela parecia ter acabado de sair de um velório, graças a sua expressão de desânimo.


Rose sabia que mesmo mudando para outro país não iria perder contato com ninguém. Graças a Merlin seus pais, tios e melhores amigos sabiam usar o telefone. Ela poderia manter contato com seus sogros através de correio coruja, e Scorpius sempre que estivesse de folga iria visitá-la – apesar das visitas serem meio complexas. O Ministério Americano tinha uma política bastante rígida quanto a aparatação. Qualquer pessoa que tentasse entrar no país dessa forma tinha que informar ao Ministério e eles marcariam o dia e a hora que poderiam aparatar, já que eles controlavam a entrada e saída de bruxos. Depois do ataque que os trouxas sofreram no dia onze de setembro, tinham certo medo que algum bruxo terrorista invadisse o país, então era melhor prevenir. Quanto a rede de flú, para estabelecer uma conexão entre uma lareira na Inglaterra e uma nos Estados Unidos, demorava algum tempo e Rose não tinha certeza de onde ficaria, então Scorpius descartou essa possibilidade. A chave de portal era complexa também, já que também precisava da autorização do Ministério. Mas, apesar dessas dificuldades, os dois tinham certeza que tudo daria certo e que não precisavam temer.


A vida era difícil, eles sabiam, mas no final as coisas sempre davam certo.


 


 


 


~*~


 


 


 


Quando Rose chegou ao Ministério, foi recebida não apenas por seu pai e tio Harry, mas também pelo Ministro, Sophie, Alvo e algumas outras pessoas que haviam ido ali apenas para lhe darem instruções e se despedirem mais uma vez.


- Awn, eu nem acredito que vou ficar sem minha companheira de casa – Sophie disse, enquanto abraçava Rose – Isso é muito injusto.


- Sophie, faz tempo que o seu único companheiro de casa é o Vincent – Rose disse – Não seja sentimental.


- Eu estou grávida, ok?! – ela se defendeu – Sentimentalismo é algo inevitável.


Rose deu uma risada e abraçou a amiga mais uma vez. Ia sentir a falta dela.


- Quero que você me mande fotos, certo? Eu preciso acompanhar o crescimento do meu afilhadinho – Rose disse e passou a mão na barriga da amiga, que estava ficando cada vez mais visível.


- Ou afilhadinha. Não vamos fazer essa criança ter uma crise de identidade ainda no ventre. Você e o Vincent ficam tentando chutar o sexo do bebê, e eu tenho a impressão que ele não gosta de ser pressionado.


- Por falar em Vincent, diga a ele para não se apossar do Scorpius ok?! – Rose brincou – Não é porque ‘tô longe que ele pode roubar meu noivo.


- Ai dele se tentar roubar o Scorpius de você. Sou uma mulher grávida, preciso de cuidados.


- Agora você vai usar a gravidez como desculpa para tudo, é?


- Depois que eu descobri que as pessoas se comovem com grávidas, esse tem sido o meu maior trunfo. – Sophie admitiu e caiu na risada junto com a amiga – Me liga assim que estiver lá, ok?!


- Pode deixar!


Rose então foi se despedir do pai. Era difícil ter que dizer “até logo” a Rony, especialmente quando ele começava a chorar e a abraçá-la, como se ela estivesse indo para uma guerra e não tivesse a mínima chance de sobreviver. Ele era um exagerado, não havia como negar.


Ela não demorou muito se despedindo de Harry e de Alvo. Os dois perceberam que bombardeá-la com palavras de conforto e despedida não iriam ajudar em nada, então limitaram-se a desejar boa sorte e dizer que sentiriam saudade, mas que em breve estariam juntos novamente.


Rose se despediu de algumas pessoas do Ministério que haviam ido até ali para lhe dar um rápido adeus, e então suspirou. Faltava menos de quinze minutos para ela usar a chave de portal e, pelo visto, Scorpius não havia conseguido permissão para ir vê-la.


- Srta. Weasley? – um homem gordinho, que Rose reconheceu como Kevin Scott, a chamou.


- Sim?


- Já despachamos a sua bagagem. – ele anunciou – E já está quase na hora da senhorita partir.


Rose meneou a cabeça positivamente e olhou para o relógio. Faltava pouco mais de cinco minutos. Distribuiu mais alguns abraços e garantiu ao pai que escreveria e ligaria sempre que pudesse para contar como as coisas estavam.


- Ei Sophie, cuide bem daqueles dois malucos, ok?! – Rose pediu e abraçou a melhor amiga mais uma vez.


- Pode deixar, aqueles dois vão andar na linha comigo. – ela garantiu – Se cuida, viu?!


- Vou me cuidar. – Rose sorriu – Bom, agora é só esperar essa escova de cabelo começar a brilhar e...


- ROSE!


Rose se virou imediatamente e viu Scorpius correr em sua direção. Ele nem esperou a menina falar uma palavra e a beijou na frente de todos – incluindo Rony, que fez uma careta – de uma forma quase desesperada. Ela retribuiu o beijo com a mesma intensidade e o abraçou forte, como se não quisesse que aquele momento terminasse nunca. Mas precisava terminar e ela sabia disso.


- Eu achei que não fosse te ver – ela disse e afundou o rosto em seu ombro, tentando conter aquelas malditas lágrimas – Pensei que...


- Shhh... – Scorpius beijou os cabelos dela e a abraçou com mais força – Eu não podia deixar você ir embora sem dizer que te amo e que um ano passa rápido.


- Promete? – ela se afastou e o olhou nos olhos.


- Prometo – ele sorriu e a beijou mais uma vez – Agora você precisa ir.


Rose balançou a cabeça mais uma vez e caminhou em direção a sua chave de portal. Sorriu novamente para todos e então, sem pensar duas vezes, segurou a escova de cabelo e foi sugada para a sua nova vida.


 


 


 


~*~


 


 


 


Rose se surpreendeu ao perceber que a chave de portal não a levou diretamente para o Ministério da Magia Americano e sim para a casa do Ministro. Ela não imaginava que ele... Bom, que ele vivesse em um apartamento luxuoso situado no Upper East Side, mas aparentemente ele não tinha tanto problema com o mundo dos trouxas como os ingleses. Pelo visto, ele gostava mesmo daquela ideia de conforto e modernidade que o mundo não-mágico fornecia.


Ela admirou algumas obras de arte que estavam penduradas na parede do escritório e sorriu. O Ministro tinha mesmo bom gosto. Talvez ele lhe indicasse algum lugar onde pudesse encontrar pinturas tão lindas como aquelas e assim ela poderia comprar para a sua mãe. Hermione adorava quadros.


Estava tão distraída ali que não percebeu que no canto do escritório havia alguém a sua espera, tanto que saltou de susto quando ouviu uma voz estranhamente familiar dizer o seu nome.


- Ora, ora, ora, Weasley. Nos encontramos novamente!


Rose arregalou os olhos e encarou a outra pessoa que estava parada no canto do escritório.


- Você? – ela quase engasgou ao dizer essa palavra.


- Feliz em me ver?


 


 


 


 


~~


 


 


 


 


 


N/A: E EU FINALMENTE VOLTEI!


Meninas, desculpem a demora, mas a internet demorou demais para ser instalada e eu, definitivamente, não tenho paciência para lan house, então achei melhor esperar UAHUAHUAH


Então, eu iria postar o cap. 21 junto com esse, mas achei interessante deixar vcs um pouquinho curiosas KKKKKKKKK achei que seria legal terminar com esse suspense e deixá-las um tempinho curiosas *maligna* kkkkkkkkkkkkkkkkk


Sobre o Anthony e a Demi... O que posso dizer é que ele ainda não contou tudo para a Demi, embora tenha dito 95% da verdade. Ainda tem caroço embaixo desse angu, minha gente kkkkkkkkkkkkkkkkk mas, torno a dizer, a Rachel não é vilã. Nem ela e nem os próximos personagens que serão apresentados nos próximos capítulos.


Enfim, espero que tenham gostado. Logo venho com o 21 e o 22 (que já tá no final o/)


Comentem, ok?!


 


Amoooo vcs <3


Xoxo,


Mily.

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Comentários: 9

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Enviado por Jess Evans em 29/11/2011

oie...fiz meu cadastro e agora posso comentar tbm...uhuu  u.U

Bom, meu nome eh jess...sou da corvinal por percepção, tenho a ironia da sonserina, as vezes dou uma de lufa-lufa, mas qdo o bicho pega eu da grifinoria msm...

Queria dizer que amo essa fic e q apesar de ter começado a ler o amor fala mais alto que o sangue 1 mes passado, ja tou totalmente viciada...O.o serio msm...ja li o amor fala mais alto que o sangue 2 duas vezes...(essa declarção tocou meu s2)...e eu tbm amo o vincent (quem nao ama?)

sobre o cap só digo uma coisa: EU ODEIO RACHEL'S...(td bem, eu só odeio a rachel dare...+ cmo essa tem uma pesonalidade igual...) 

+ acho que sei qm eh esse ministro...

popr favor nao demora postaaar...

~malfeito feito~

Nota: 5

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Enviado por Karina. em 28/11/2011

CHOREI COM A DESPEDIDA DA ROSE, own, pensei que o Scorpius não chegaria a tempo, nossa, chorei hein. A verdade é que eu fico me perguntando quando eu não vou chorar com algum capítulo dessa ficção, porque eu sempre choro por alguma coisa 'AKOAKAO Enfim... Quem será que a Rose reencontrou? Tantantantan...

Nota: 5

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Enviado por giselye nascimento reis em 24/11/2011

por favor....posta MAIS POIS NÃO AGUENTO DE TANTA CURIOSIDADE...

Nota: 1

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Enviado por Jô Weasley Potter em 24/11/2011

ALELUUUUUUUUIA !!

Eu acho que sei quem é o Ministro... É vilão?

Ameeeeeeeeeeei o cap, bjbj

Nota: 5

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Enviado por Juliana Aparecida Chudo Marques em 22/11/2011

ameii sua fic.. comecei a ler e naum consegui parar.. kk... to ansiosa pra ler o proximo capitulo e achoo que vou ler as anteriores pq comecei com essa mas to curiosa pra ler as outras .. naum demore pra postar. kkk *-*

Nota: 5

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Enviado por karolpotters em 19/10/2011

Volta logo *-*

Nota: 5

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Enviado por Mione e Gina em 17/10/2011

Esperaandooo ,  e querendoo muito outro capítulo !

 

Bjos , Mione e Gina

Nota: 5

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Enviado por Jô Weasley Potter em 17/10/2011

Obrigada por avisar, Mils. APOSAPOKSPAOKSPA. Mils é bom. AIUSIAUHSIUAHS. 

Mais de um? OPAAAAAAAAA , que vai valer a pena a demora. ahauhauhua;

Boa mudança então, beijinhos.

Jô. 

Nota: 5

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Enviado por Juliana Soares em 16/10/2011

Aguardando ansiosamente!!!

Nota: 5

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