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2. Minha


Fic: My Fire, femmeslash - Capítulo 3 postado, to melhorando povo


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Minha


Minha. Ninguém ia tirar ela de mim. Podiam fazer o que fosse, mesmo que ela não fosse minha no pleno sentido da palavra, ela era minha no sentido mais importante. Eu estava na mente dela, ela em todas as minhas células.


Eu dormi mal aquela noite. Acordei muito antes do sol e fiquei observando-a dormir. A boca levemente aberta, uma mão apoiada ao lado da cabeça, a outra apoiada na minha perna. O peito dela subia e descia de um jeito calmo, constante. E a minha parte preferida: o cabelo dela se espalhava pelo travesseiro como um pedaço de cetim carmim. Linda. Tudo nela era perfeito. Enquanto eu observava ela se virou. Fechei os olhos e tentei adormecer de novo. Não sei se consegui ou se permaneci apenas devaneando.


Ouvi a Srª. Weasley chama-la para ir ao Beco Diagonal. Sabendo que ela repetiria o convite para mim, tratei de inventar rápido uma desculpa. Eu precisava de um dia com ela. Quando a porta se fechou me virei para abraçá-la. Enlacei sua cintura. O cheiro dela impregnou meu nariz, meu cérebro, acabou com qualquer coerência.


– Herms... – falou ela sonolenta tão logo meus braços a aconchegaram.


– Fala... – respondi querendo simplesmente dormir.


– Me solta. – ela disse. Meu cérebro começou a trabalhar. Era só um abraço. Não. Não queria soltar.


– Por que? – eu perguntei.


– Não faça perguntas que não condizem com a sua inteligência. – ela soou sarcástica.


– Mas...eu gosto de ficar assim com você. – falei sonolenta. Ela moveu os braços em direção ao rosto. Era verdade. Eu gostava de ficar assim com ela.


– Eu também. – respondeu Gina. – Esse é o problema.


Problemas...Não queria ficar fazendo papéis ridículos.


– Ginny, é para sermos sinceras? – perguntei. Éramos adultas para compreendermos as coisas e controlarmos elas não éramos?


– De preferência. E se você me soltar talvez eu possa ser mais coerente, e portanto mais sincera. – ela disse naquele tom de voz sarcástico que era só dela.


Pensei em uma maneira de explicar, uma forma de dizer tudo que ela significava para mim, como eu mal conseguia respirar perto dela, como doía desesperadamente que ela nunca percebera isso, como eu estava horrivelmente feliz e dilaceradamente apavorada...


– Eu sou viciada em você. – confessei aconchegando meu rosto em seu pescoço. A pele dela arrepiou a minha.


– É? Que pena que diferente de uma dose de cocaína, eu tenho sentimentos. – ela soou ácida.


– É tão difícil assim? – pergunte. Afinal era bom para mim ficar perto dela...


– Hermione, eu te amo. – eu arfei ligeiramente quando ela falou. Acho que ela não percebeu. O fato é que ouvir o tom como ela falou, como a voz morreu levemente na última sílaba, como ela pareceu doce.


– Eu sei. Eu também te amo. – eu a puxei para mim. Eu a queria mais que tudo


– Você não está entendendo... – ela começou a explicar com a voz afobada – Eu acho que te amo de verdade. Eu não consigo encontrar outra explicação.


– Você só está atraída por mim. – é claro que era só isso. Afinal, ela era a Gina não é?


– Herms, o que acontece, se você ama demais uma pessoa, durante sete anos, como amiga. E de repente você quer beijá-la, tocá-la... – ela falava e eu divagava. – O que acha que acontece com aquele amor todo? Hermione, pode me soltar?


O que acontece Gina, é que você sofre desesperadamente.


– Estamos sendo sinceras? – eu tinha que colocar as cartas na mesa, custasse o que custasse.


– Eu não conseguiria mentir com seus braços em mim assim. – Gina falou docemente.


– Eu entendo o que quer dizer. Eu sempre quis... você. Entende? – tentei falar claramente mas era como se as palavras não quisessem sair da minha garganta. Foi tão difícil guardar isso para agora entrega-lo assim, como uma coisa barata.


– Não entendo, não. Você me quer? – ela pareceu confusa.


– Mais do que tudo. – novamente tive que forçar as palavras a saírem.


– Mentira. – ela se soltou.


– Por que seria? – falei levemente atordoada. Não estava sendo clara?


– Você está namorando o Ronald! – a voz dela saiu estrangulada, meu coração falhou um compasso – Se você realmente me quisesse você teria terminado com ele e nós estaríamos de outra maneira nessa cama agora.


Ela realmente achava que as coisas eram tão simples? Realmente não pensava em tudo que poderia acontecer? Essas coisas são lindas em livros minha pequena, pensei, não na vida real.


– Percebe quantas pessoas estão envolvidas? Como acha que sua família se sentiria? E o Ronald? E o Harry? Meus pais? Não é como escolher entre dois namorados Ginny, é pior que isso. – eu não conseguia imaginar o caos que seria tudo isso. Estremeci imaginando os Weasleys me amaldiçoando.


– Andou conversando com a minha consciência ultimamente? – ela perguntou sem nenhum traço de humor.


– Não. – respondi – Eu sou ela.


Ela murmurou algo como se concordasse. Aguardei ela falar novamente mas isso não ocorreu.


– Posso te abraçar? – perguntei finalmente.


– Deixa eu tentar entender: Você me quer certo? – ela questionou. Eu fechei os olhos. Merlin...


– Certo. – respondi antes que pudesse me conter.


– Mas você continua namorando com o meu irmão, certo? – ela continuou.


– Certo. – respondi.


– E mesmo assim você quer continuar me torturando? – ela parecia indignada. Com mil diabretes, o que ela queria que eu fizesse? Eu a estava torturando? Eu ? Ela me torturava só por existir.


– Ahm...?


– E ainda assim você diz que se sente atraída por mim? Que me quer bem? – falou ela finalizando.


– Não é tortura só para você Ginevra. Eu queria muito poder fazer... tudo aquilo que eu penso em fazer. – eu a abracei de novo sem me conter – Eu não posso ter pelo menos um pouco? – o cheiro da nuca dela me atraiu como um feitiço e eu toquei meus lábios em sua nuca. Senti que ela estremecia sob mim, e meu estômago se contorceu.


– Herms pára. – ela falou entrecortado acelerando meu peito.


– Você diz que eu te torturo... – sussurrei. Era inebriante ver as reações dela.


– Pára... – a voz dela era um fio.


– Mas você sabe o que é tortura? – perguntei.


– Adianta eu mencionar que não desejo saber? – ela falou de um fôlego.


– Eu vou te dizer... – deixei o cheiro invadir meu corpo como um veneno, uma droga. Minha droga particular – Sabe o quanto o seu cabelo é lindo? O quanto o cheiro que você tem é delicioso? O quanto seus olhos são maravilhosos quando você ri? O quanto o calor da sua pele é atraente?


Ela se virou deixando nossas bocas muito próximas.


– Hermione – eu fitei seus lábios rosados enquanto ela falava – Fica comigo?


 


Quero mergulhar em sua boca


Me afogar em seus olhos


Quero dizer “sim” à tudo que você diz


Quero seu corpo enlaçado ao meu


Quero que suas mãos me queimem à ferro


Quero simplesmente morrer nos seus braços






Eu não podia. Não podia...


– Eu faço qualquer coisa. Eu vou com você para qualquer lugar do mundo. A gente só precisa aparatar! – ela me abraçou enquanto falava.


– Não é assim que funciona. – comecei. Ela me soltou.


– Claro que é! – ela quase gritou. Ela não entendia? Eu a queria de todas as maneiras, mas infelizmente não era tão simples.


– Eu não sou lésbica.


Ela ficou alguns segundos em silêncio.


– Eu também não. – falou entre dentes.


– Não podemos fazer isso. – eu a fitei.


– Pare de repetir isso! – ela começou a gritar, segurei-a pelos ombros antes que saísse da cama.


– Eu não sou lésbica. – tentei explicar – Não quero ser, não quero que meus pais passem por isso, não quero que sua família passe por isso.


– Eu também não porra! Eu só te amo! – ela se levantou e escondeu o rosto nas mãos. Eu me sentei na cama. – Fica comigo.


– Não posso. – eu precisava desesperadamente de uma solução.


– Então escute: – ela me apontou um dedo acusador – Nunca mais me toque. Não chegue perto de mim. Eu não sou brinquedo.


Como se isso fosse possível.




Apenas corra, anjo


Antes que eu te pegue


Apenas fuja


Por que tudo que quero é te encarcerar




– Você está acabando com a nossa amizade? Está me dando um ultimato? –  perguntei quando ela já estava saindo.


– Amigos não precisam dormir com outros. –  disse ela se preparando para abrir a porta.


Por que ela tinha que agir assim! Eu não podia resolver tudo! Meu Deus! Não tinha como eu resolver tudo!


– Pare de agir como se fosse culpa minha!


– Chega Hermione. Essa conversa já sugou o que tinha que sugar de mim. –  ela saiu e eu voltei a me sentar na cama. Deitei-me e escondi meus olhos com as mãos. Se ao menos houvesse uma solução...


O barulho do chuveiro já soava há algum tempo quando eu fui até o banheiro e abri a porta suavemente com Alorromora, me ilusionei e me esgueirei para dentro do banheiro. Fiquei sentada alguns minutos aspirando o cheiro de flores que impregnava o banheiro e observando enquanto ela estava dentro do box com os olhos fechados. A pele dela estava cada vez mais avermelhada, fumaça se espalhava por todo o banheiro.


– Você vai ficar toda ardida depois. – falei simplesmente. Ela abriu os olhos.


– Hermione! Quando a porta está trancada isso significa que a pessoa dentro do cômodo não deseja que alguém entre!


Ela parecia ainda mais bonita indignada.


– Alorromora não concorda com isso. – falei.


– Se vira, eu estou nua. – ela voltou para a água. – Há quanto tempo você esta ai?


– Há algum tempo. Meu feitiço de desilusionar está ótimo não?


– Se vira. – ela falou irritada, eu obedeci ficando de costas para o box.


– Mais calma? – perguntei.


– Não significa que penso diferente. – a voz dela abafou-se no fim da frase.


– Quanto tempo vai demorar para sair daí? – perguntei impaciente.


– O  tempo necessário para que você saia do banheiro. – enquanto ela falava eu ouvi o “tlec” da tampa do shampoo sendo aberta.


Ótimo.


– Esperava que dissesse isto. Isso é o que eu preciso para que você me escute. Eu não quero perder sua amizade, Ginny. Vamos fingir que nada disso aconteceu? Continuar sendo amigas como sempre fomos? – eu finalizei esperançosa e me virei para fitá-la. O corpo dela era lindo, incrivelmente lindo.


Ela me fitou desconcertada por dois segundos e desligou o chuveiro. Ela tinha uma expressão estranha, poderia ser irritação, mas parecia algo mais.


– Desculpa...eu não ia olhar... eu... – disse me levantando. Ela se aproximou de mim.


– Você quer fingir que nada disso aconteceu? – ela falou se aproximando. Me afastei. Não ia conseguir resistir à ela, nua e toda molhada daquele jeito. Eu mal conseguia respirar.


– Eu não quero que as coisas mudem... – comecei.


Bati com as costas na parede e ela me prendeu com o próprio corpo. A água molhou meu baby doll, o calor da pele dela me fez ficar tonta.


– Ginny...você não pode me beijar. – falei desesperada. Fechei os olhos para evitar olhar para ela – Você não pode. – enquanto eu falava ela segurou minhas mãos prendendo-as na parede. Minha varinha voou e eu senti uma contração estranha pelo meu corpo.


– Não posso? O que você faria se eu o fizesse? – a respiração dela chegou ao meu rosto piorando tudo.


– Bateria em você, te azararia... – te agarraria, provaria você inteira... Meu cérebro estava funcionando em duas freqüências agora.


– Você conseguiria me parar? – ela perguntou.


Eu conseguiria?


– Claro que sim. – respondi. Claro que não, pensei.


– Eu acho que não. – ela falou com um tom maroto.


Eu ia recomeçar a falar quando ela passou os lábios pelo meu pescoço. Senti a pele macia e úmida em contato com a minha, a respiração irregular dela me tentando.


– Você quer esquecer isso Hermione? – ela falou ao meu ouvido e eu não consegui respirar muito bem.


– Sim...


– Vamos falar de situações hipotéticas? – ela começou.


Situações hipotéticas? Só queria que ela me soltasse, quem sabe assim meu cérebro voltaria ao normal e eu pararia de tremer. 


– Precisamos conversar assim? – forcei os pulsos para me soltar.


– Te incomoda? – o tom dela era sarcástico.


– Um pouquinho... – Diabos, garota!


– Que pena... Podemos falar das situações hipotéticas? – ela repetiu.


– Só falar? – perguntei nervosa. Ela confirmou. – Ok.


– Abre os olhos. – ela falou.


– Você está nua. – eu não podia abrir os olhos, eu ia ficar ainda pior.


– Eu estou colada em você.  Não creio que isso faça diferença. Além do mais você não parecia se importar muito com isso agora há pouco. – ela explicou. Conformada eu abri os olhos.


– Você está molhada... – constatei inutilmente.


– Eu sei. Você está também agora. – quando ela falou reparei que tinha razão.


– Eu estou ouvindo seu coração bater. – era nítida a batida do coração dela. Irregular, dando um passo em falso à cada vez que eu falava.


– É o que acontece se você fica tanto tempo colada em alguém. – falou ela displicentemente.


Diabos!


Me faça arder


Me deixe sem ar


Faça tudo o que quiser comigo


Faça o que eu peço


Só não faça o que eu quero


E não me faça pedir o que quero




– Isso é uma vingança? – eu não conseguia desviar os olhos de sua boca.


Por alguns segundos ficamos assim. Fitando a boca uma da outra, as respirações em um ritmo indefinido e desenfreado.


– Estou tentando entender. O que amigas podem fazer?


Ahm?


– Amigas podem... – eu desviei os olhos de sua boca – se abraçar...


– Como estamos fazendo? – ela falou cínica.


– Algo assim... – falei.


– O que mais? – ela me fitava mesmo que eu não olhasse em seus olhos.


– Se cumprimentar com beijos no rosto... – falei. Minha maldita cabeça perdendo a guerra e se entregando.


Senti sua boca tocar o meu rosto próxima à minha, tão próxima que achei que poderia sentir o gosto dela.


– Amigas podem fazer carinho? – ela perguntou.


– Acho que sim... – eu estava completamente fora de controle.


A mão dela deslizou pela minha perna me fazendo perder o último fio de sanidade. Senti um arrepio percorrer minha espinha e meu corpo esquentar.


– Chega Ginevra. – tentei falar.


– Me diz no que você está pensando agora? – perguntou ela e eu quis socá-la.


– Eu... – comecei.


– Fale a verdade. – ela me interrompeu e retirou a mão.


– A verdade não é uma boa coisa. – eu disse. A verdade era algo complicado.


– A verdade é a coisa que eu quero. Me conceda ao menos isso. – o tom de voz dela era autoritário.


– Em... transar com você embaixo do chuveiro. Em beijar você, em tocar você... – nem acreditei que a frase saía de minha boca.


– Amigos podem fazer isso Hermione? – a voz dela agora era áspera.


– Não. Não podem. – falei desanimada.


– Podemos ser amigas Hermione? – ela parecia irritada novamente.


– Por que está fazendo isso comigo? – falei desesperada. Por que Gina?


– Não estou fazendo nada. Não tenho culpa pelo que está pensando. Ignore o que você sente. – ela me soltou. – Agora, saia do banheiro.


Eu me encaminhei para a porta.


– O que está tentando provar? – perguntei antes de sair.


– Que não é bom você me tocar se não quer arcar com as consequências. – decretou ela.


– Vamos tentar? – perguntei agoniada – Tentar ser amigas? Só isso?


– Sabe quando você vai em um zoológico e há uma porta dizendo: “Não entre”? Você sabe que pode haver um leão lá dentro. Mas se você quiser, você pode entrar? – ela falava sem olhar para mim, isso me irritou.


– Se quiser pode sim. Mas corre o risco de ser devorado. – concordei.


– O que você faz quando vê uma porta dessas, Herms? – ela perguntou.


– Eu me afasto. Por que? Você não? – respondi intrigada.


– Infelizmente eu nunca consigo evitar entrar por uma porta dessas. – ela me fitou longamente.


Eu quis dizer tanta coisa! Pedir perdão, dizer que tudo ia ficar bem... mas os olhos dela me impediram de falar o quer que fosse. Então eu sai e fui até o quarto.


 


Me diga apenas o que posso fazer


Como abrir mão de você sem te perder?




– Hermione... me desculpe. Você tem razão. É idiotice. Eu sou uma idiota. – ela estava parada no quarto com o rosto mais calmo. Era um pouco mais a minha Gina.


– Vamos só esquecer? – propus. Ela concordou com um movimento de cabeça e eu me senti aliviada.


Restava saber, se eu poderia esquecer.




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Não parávamos de rir enquanto lembrávamos de assuntos quaisquer de Hogwarts, alguma coisa relacionada com as traquinagens de Fred e George. Estávamos deitadas no alto da colina perto d’A Toca, embaixo de um grande carvalho


– Já pensou na hipótese de ser um feitiço? – ouvi ela perguntar quando fitamos a boca uma da outra.


– Como? – perguntei confusa sem conseguir desviar os olhos da boca dela.


– Isso. – ela voltou a olhar para minha boca e era incrível como isso causava coisas incríveis em mim. Apenas aqueles olhos castanhos, lindos, focados em mim.


– Talvez... – murmurei perdida.


– Um beijo seria fácil? – a pergunta dela soou estranha.


– Fácil? – perguntei sem entender?


– De esquecer... – explicou ela.


– Talvez... Se fosse só um. – comecei, mas... – Mas e o Ronald?


– Dividíamos sorvetes quando erámos pequenos... – ela comentou idiotamente. Eu a fitei irritada. Que coisa idiota!


– Comparação infeliz Ginevra. – retruquei.


– Eu sei. Não consegui penar em nada melhor. – justificou ela.


Me perdi nos olhos dela de novo.


– Sabia que existe uma teoria de que coisas que acontecem durante menos de cinco minutos na verdade não entram no continuum espaço-tempo? – eu despertei com a pergunta dela.


– Quem te disse isso? – perguntei.


– Luna. – disse ela dando de ombros. Eu ri. Luna era mesmo louca. Mas tinha razão em algumas coisas, não tinha?


– Eu gosto da Luna. – falei sem pensar.


– Eu também. – respondeu ela.


– Se for menos de cinco minutos...


– Se for só essa vez...


Antes que eu pudesse seque inspirar ela tocou meu lábios com os dela. Eu tinha esperado tanto por aquilo, tanto, que foi difícil definir a sensação. Era quase dor, como se meu coração se partisse sangrentamente, como se naquele momento eu tivesse vendido minha alma. Senti que ela me puxava para ela e perdida em todas aquelas sensações me deixei levar. O corpo dela no meu fez com que eu me arrepiasse. Respirar era quase impossível. As mãos dela queimavam minha cintura sob a blusa, as minhas agarravam-se aos cabelos delas, quase surpresa que eles não me queimassem como seu corpo.


De repente simplesmente perdemos o controle. A boca dela no meu pescoço fez com que eu desejasse fundir seu corpo ao meu, logos depois senti suas unhas em minha perna. Eu a queria para mim, que ela fosse minha, minha e só minha. Abri o botão de sua calça mas só percebi que fazia isso quando senti meus dedos roçarem a renda de sua calcinha, eu hesitei e logo senti as mãos dela no meu seio tateando pelo fecho. Eu deveria pará-la mas desejei aquilo mais que tudo, e voltei a tatear pela lingerie dela.




Possuir você é o mesmo que me perder


Amar você é queimar em fogo eterno


Por isso quero mais que tudo uma passagem para o inferno


– Ginny!


Nos afastamos tão rápido que meu cérebro nem associou isso.


– Mione! – a voz de Rony agora me chamava. Percebi que estava distante ainda, mas subindo. De repente eu formei o quadro geral da situação.


– Sua calça! – ela começou a ajeitar rapidamente a calça e os cabelos. Eu me recompus e arrumei minha blusa.


– Vamos. – chamou ela se levantando. 


Começamos a descer e de repente Gina me fitou.


– Corra! – falou ela em tom urgente.


– Como? – não entendi. Por que correr?


– Confie em mim. Seu rosto está vermelho, você está úmida de suor... – ela falou e eu logo entendi.


– Ok. – disse antes de dispararmos colina abaixo.


Encontramos os garotos mais abaixo.


 –  Aí estão vocês! –  gritou Rony antes que nos aproximássemos –  Mamãe já estava preocupada.


–  Estávamos... –  Gina ofegou –  ...correndo.


–  Estou vendo. – disse Rony –  Mas de que?


– Nada. Só diversão. –  expliquei rapidamente.


– Hermione por que tem cabelos da Ginny em suas mãos? – perguntou Rony. Eu fiquei gelada e abri a boca para responder sem emitir nenhum som.


– Eu tropecei. Ela me segurou pelos cabelos. – inventou Gina. Ah, ninguém acreditaria nisso. Mas Rony não questionou mais.


Enquanto descíamos Harry passara o braço pelos ombros de Ginny. Eu me senti irritada, ela era minha. O gosto dela em minha boca não me deixava esquecer disso.


 


E quando eu corto sua carne


E sugo seu sangue


Esse é meu amor jurado


Te ferir é a promessa de nunca te deixar


– Ei não sobe ainda. – Rony enlaçou minha cintura escondendo o rosto no meu pescoço provocando um leve arrepio.


– Rony, pára. – argumentei enquanto ele me puxava direto para o sofá – Sua mãe não vai gostar disso.


– Relaxe. Ela já está dormindo faz tempo, todos estão. – ele e sentou no sofá e me puxou para o colo dele.


Logo estávamos nos beijando sofregamente. Rony me causava arrepios, mas faltava tocar algo mais profundo. Algo que ele sequer sabia que existia.


Ele deslizou a mão por baixo da minha camisola, segurando com os dois dedos a lateral da minha calcinha.


– Rony pára. – falei tentando me afastar.


– Pára você com isso, Mione. – disse ele me puxando – É só um carinho.


Ele roçou as pontas dos dedos sobre minha calcinha, eu gemi levemente antes que ele me beijasse. Antes que eu percebesse, ele havia me livrado da minha calcinha, ele roçava os dedos em mim, ora suavemente, ora pressionando. Eu senti meu corpo todo reagir, embora uma parte de mim ainda se preocupasse com Molly, e principalmente com Gina, meu cérebro de repente perdeu o controle sobre meu corpo. Rony pegou uma das minhas mãos e colocou dentro da calça de pijama que usava. Ele gemeu levemente enquanto eu explorava a textura, ele tinha a boca entreaberta, e o rosto rosado.


De repente eu ouvi um barulho alto de vidro se quebrando. Me sobressaltei virando em direção ao som, e me deparei com Gina parada há alguns metros, ela tinha os olhos arregalados e estava pálida.


E quem toca meu corpo


E me toma o ar


Não consegue me tocar o íntimo


Lá só você consegue alcançar


Lá onde suas unhas me fazem sangrar


–  Gina! –  Rony falou com a voz esganiçada, retirando suas mãos de sob a minha camisola. Eu me levantei e comecei a caminhar até Gina. –  Você não vai contar não é Gina? – perguntou ele idiotamente.


Gina recuou conforme eu me aproximava, de repente ela disparou escada acima.


– Ela vai contar, estamos ferrados! – falou Rony passando a mão pelos cabelos angustiado – Ela vai contar.


Me controlei para não socar a cara dele e fazendo um gesto displicente para ele subi as escadas rapidamente com um nó na garganta. Eu parei ao lado da porta tentando me controlar. Eu realmente era uma idiota.


Ao entrar no quarto eu vi que ela estava deitada sob o cobertor. Tomada de uma coragem que sei lá de onde vinha eu puxei o cobertor dela. Me assustei vendo o rosto dela molhado de lágrimas. Afinal que diabos Gina estava pensando? Mais um pouco e eu enlouqueceria.


–  Oh, Ginny, por favor. Não faça isso! – falei aflita. O que deveria fazer? O que eu deveria...?


Ela se sentou na cama ligeiramente trôpega.


–  Eu estou bem – falou desnorteada–  Estou ótima. Está tudo bem.


Olhei para ela exasperada.


–  Como tudo bem? – me sentei na cama – Você está chorando! – e isso é muito injusto...completei em minha mente.


–  Não estou não. – falou ela levando as mãos ao rosto. Ela sentiu as lágrimas e secou-as rapidamente.


–  Pare de agir assim. Você sabia como ia ser! – falei sem pensar. Arrependi-me imediatamente, mas o que fazer? Ela tinha que entender.


Ginny fechou os olhos e respirou fundo.


–  Estou bem. Estou ótima. – repetiu.


–  Pára de repetir isso! Ginny a gente falou, era só um beijo lembra?


Quando terminei de falar ela abriu os olhos e me fitou. Aquela sombra nos olhos dela me deixou tonta.


–  Claro que eu sei. Estou bem, sério. Eu nem me lembro mais, era para esquecer não é?


Eu a fitei incrédula. Eu precisava resolver as coisas. Mas machucar Ginny...machucá-la era como remover meu coração à unha. Num gesto involuntário estendi a mão para toca-la e ela se afastou de mim.


–  Por favor, não me toca. Se importa se eu dormir na sua cama?


Eu continuei fitando-a enquanto ela pegava o cobertor, o travesseiro e ia para a outra cama no quarto. Um nó surgiu na minha garganta. Eu fiquei sentada na beirada da cama ainda aturdida. Havia muitas decisões que eu precisava tomar. Mas o que fazer quando se é capaz de escolher? Magoa-se mais agindo, ou se omitindo?


E quando o céu parecer sufocante e eu não conseguir respirar


Vá embora, por favor...Vá para que eu não tenha que fazer isso...


E se eu tentar te impedir, e eu vou,


                                                                Apenas vá.



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 N/A: Espero que vocês se divirtam ^^ Vamos tentar nivelar SF e MF agora...

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Comentários: 1

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Enviado por Willow Rosemberg em 25/10/2011

Oba! Atualização! Gosto muito dessas duas fics....

Nota: 5

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