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8. Capítulo 08


Fic: Aquilo que você não vê DM-HG


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 08


 


 


- Fechar os olhos? – ela indagou curiosa. Draco foi para atrás dela, que soltou a mão de Sean. – Sim, e sem espiar – ele tampou os olhos dela com suas mãos e a conduziu para dentro do apartamento. Sean, mais atrás murmurou um palavrão – Espero que goste – ele sussurrou ao entrarem na sala. Hermione abriu os olhos e sua boca abriu. Uma mão foi de encontro ao peito. A outra para a boca aberta.


 


- Olá, Principessa. Sentiu minha falta?


 


Ela apenas correu até ele, que a abraçou. Era bom sentir o abraço de Blaise Zabini novamente.


 


Mesmo nos braços de Blaise, Hermione ainda não acreditava que ele estava ali. E só podia pensar nessas palavras para dizer.


 


- Não acredito que realmente está aqui.


 


- Pode acreditar – o homem falou. Sua voz estava mais grave. Ainda tinha o cabelo cortado curto. Ele crescera e o corpo estava mais musculoso. Hermione sentiu-se corar ao pensar nisso.



Mais afastado, Sean observava a cena com raiva e ciúme. Muito ciúme. Percebeu que Draco se aproximara.


 


- Sabe quem é ele? – perguntou com a voz arrastada. O próprio loiro escondendo o ciúme que sentia. Sean apenas acenou negativamente, os braços cruzados em frente ao peito – Ele foi o primeiro namorado da Hermione. Muito mais que primeiro namorado, se é que me entende – a ironia em cada palavra podia ser sentida. Sean apenas lançou um rápido olhar para o lado. Depois, deu dois passos e falou:


 


- Hermione? – levou alguns segundos até que o abraço cessasse.


 


- Sean! Desculpe – ela falou indo em direção ao namorado – É que faz anos que não nos vemos – continuou apontando para si e, em seguida, para o outro homem – Sean Simmons, esse é Blaise Zabini – os dois se cumprimentaram com exagerada força no aperto de mão – Ele foi...


 


- Seu namorado. Primeiro namorado. Malfoy fez questão de me contar. - Hermione lançou um olhar irritado para o loiro que apenas elevou as sobrancelhas em resposta.


 


- Nós namoramos alguns meses no nosso último ano – Blaise disse encarando os azuis dos olhos de Sean.


 


- Hermione quebrou o coração do pobre rapaz aqui – Draco falou aproximando-se do amigo.


 


- Pare com isso, Draco – ela pediu – Blaise, o que você anda fazendo na Itália? – a morena sentou-se e os outros fizeram o mesmo.


 


- Departamento de execução de leis de magia.


 


- Vou pegar algo para bebermos enquanto colocam a conversa em dia. Já volto – Draco saiu. Na cozinha, dizia a si mesmo: ele veio para ajudar, não azare seu amigo, ele veio para ajudar, não azare seu amigo,...


 


O loiro voltou e serviu cerveja amanteigada a todos e a conversa fluía normalmente. Sean foi obrigado a admitir que Blaise era uma boa companhia.


 


- Está hospedado no Caldeirão Furado? – Hermione perguntou.


 


- Por enquanto sim, mas já estou procurando um hotel.


 


- Você poderia ficar aqui – Draco sugeriu – Eu posso dividir a cama com a Hermione. Não é como nunca tivéssemos feito isso, certo?


 


- Como? – Sean indagou sem esconder a raiva. Ele ameaçou levantar-se perante o olhar zombeteiro de Draco, mas Hermione colocou a mão em sua coxa.


 


- Ou ele pode ficar no seu quarto, Draco. Lá há espaço suficiente para outra cama.


 


- Eu não consigo dormir com os roncos de Zabini! – Draco provocou. Hermione quase falou que pelo que se lembrava Blaise não roncava, mas guardou as palavras para ela. Estava brava com Draco, não entendia por que ele estava fazendo aquilo, mas entendia muito bem que sua intenção era provocar Sean.


 


- Ou Blaise pode ficar hospedado no meu quarto e eu vou para casa de Sean. Tudo bem pra você? – ela perguntou olhando o namorado.


 


- Claro, não é como se você nunca tivesse dormido lá, certo?


 


Vendo que as coisas não estavam caminhando como Draco planejara, Blaise rapidamente intrometeu-se na conversa.


 


- Não, não. As coisas ficam como estão! Vou procurar um bom hotel bruxo. Quero acordar e ser servido no meu quarto. Além de que estou de férias... e vocês não. Ou seja,... sem hora para nada.


 


Hermione sorriu. Blaise tinha esse poder de fazê-la sorrir mesmo quando a situação estava tensa. Ela desviou seu olhar para Draco que a olhava com intensidade. O que ele estava planejando? Havia momentos que era tão difícil ler Draco Malfoy...


 


Hermione encarava o teto de seu quarto. A noite estava silenciosa. Há poucos dias que seu turno havia sido trocado para um horário normal. Estava feliz por não precisar mais dormir de dia e trabalhar de noite. Porém, ainda não estava totalmente acostumada. Então, era comum ficar ali. Encarando o teto. Virou-se na cama algumas vezes. Não conseguia pegar no sono de jeito nenhum. Decidiu ler um livro. Foi até a sala para escolher um já que não havia nada que agradava em seu quarto. Quando voltava com um livro, ouviu um barulho vindo do quarto de Draco. Aproximou-se da porta. Parecia que ele falava com alguém. Ficou preocupada. Abriu vagarosamente a porta do quarto dele:


 


- Draco? – ela falou em voz baixa. Viu que ele se remexia na cama. Palavras incompreensíveis eram ditas. Lençol e cobertor espalhados. Ela percebeu que ele estava tendo algum pesadelo – Draco! Draco, acorde! – exclamou ao entrar correndo no quarto.


 


- Não... Pare... Por favor... Hermione...


 


- Draco! Acorde! – ela sentou-se na cama e mexeu no corpo dele. Quente. Como se estivesse febril.


 


- Me escute...


 


- DRACO! – ela o chacoalhou com mais força. Ela só conseguia entender algumas palavras. Subiu em cima dele e o chacoalhou mais forte ainda – DRACO, ACORDE! – as mãos no peito dele. Ele abriu os olhos e viu Hermione sobre si. Estava perdido entre sonho e a realidade. Segurou-a pela cintura, e virou-a sobre a cama. Seu corpo cobrindo o dela.


 


- Hermione! Você... Você precisa me escutar! Me perdoar!


 


- Draco! Você está sonhando! Acorde de uma vez! – a mão dele segurando as dela. O cinza dos olhos dele pareceu focar o rosto assustado. Respiração ofegante.


 


- Hermione... – ele estava acordado. Ela percebeu pelo tom de voz dele.


 


- Você teve algum pesadelo. – ela ainda presa sob o corpo dele. A respiração do loiro aos poucos normalizando. Hermione. Seria tão simples. Beija-la. Ele desceu o rosto e encostou a testa na testa dela. Fechou os olhos.


 


- Não posso te perder – ele sussurrou.


 


- Não vai me perder... – ela disse tranquilizando-o. Draco afastou-se e sentou-se ao lado dela. Hermione fez o mesmo, respirando rápido. – O que houve? Com o que sonhou?


 


- Que você partia. Que você não me perdoava por coisas não ditas...


 


- Que coisas? Coisas do passado? Do tempo... Do tempo que você me odiava?


 


Não, ele pensou. Do tempo que te amo e não tenho coragem de assumir. Ela interpretou o silêncio de forma errada, sem conseguir lê-lo.


 


- Isso é passado, Draco – ela aproximou a cabeça do peito dele, que a envolveu num abraço. E ele pensava sozinho que não era apenas passado. Era presente. Um presente sentido continuamente dentro de seu peito. Ama-la em silêncio era seu pior castigo por tudo que fizera com ela.


 


- Hermione? – Blaise perguntou. Ela percebeu que Draco ainda tinha os olhos fixos nos seus. Desviou e encarou as orbes negras de Blaise.


 


- Desculpem... Vou preparar algo para comermos. Já volto – ela foi até a cozinha, abriu a pia e jogou água no rosto.


 


- Você está bem?


 


- Sim, estou – ela respondeu – Daqui a pouco levo alguma coisa para a sala – ela tentou chegar até a geladeira, mas Draco postou-se em seu caminho.


 


- No que estava pensando? Do que lembrou?


 


- Nada demais, Draco. Por favor, me dê licença. – mas ele ficou parado no mesmo lugar. Ela sabia que ele esperava uma reposta. – Lembrei-me de quando teve um pesadelo. O pesadelo que achava que eu não te perdoaria por algo do passado.


 


- E por que se lembrou desse dia? – ele perguntou dando um passo para frente. Ela deu um passo para trás.


 


- Porque às vezes é tão difícil saber o que pensa, porque faz as coisas que faz...


 


- É mesmo? – ele sorriu de lado dando mais passo e notando o nervosismo dela. Ela deu outro passo para trás. Encostou-se na pia.


 


- Sim, é. Draco, por favor... Sean pode entrar e...


 


- Não estou nem aí pro Simmons. Eu nunca te contei quais eram as coisas não ditas. – as mãos dele apoiaram na pia, impedindo que ela tentasse sair pela lateral.


 


- Não, não contou... – ela soltou o ar pesadamente. Que tipo de tortura era aquela? Ela olhava para qualquer coisa, menos para os olhos dele. E Draco percebeu.


 


- Olhe para mim, Hermione – era uma ordem. Ela olhou. – Quer saber? Saber o que não te contei? Saber por que achei que partiria?


 


- Eu sei o que é – ele riu de forma irônica. Ela detestava essa risada. Na verdade, ela se detestava por amar essa risada. Draco inclinou-se. Os fios loiros tocando levemente a pele dela.


 


- Não, minha sabe-tudo preferida, você não tem nem ideia – ele soltou o ar na orelha dela. Hermione arrepiou-se. – Mas, prometo te contar em breve. Antes, preciso tirar umas pendências do caminho – ele afastou-se e beijou-a lentamente no rosto.


 


Depois, saiu assobiando e as mãos enfiadas no bolso. Hermione ficou parada. A respiração rápida, muito rápida.


 


Ela apareceu na sala levando alguns sanduíches e evitando olhar para Draco. Blaise percebeu que algo acontecera, mas não comentou nada. Apenas encarou de forma divertida o amigo. Na verdade, Blaise nem acreditara na carta que recebera semanas antes...


 


Blaise estava definitivamente apaixonado por Hermione, mas sabia muito bem o que ela e o amigo sentiam um pelo outro. Era ridículo eles não ficarem juntos. Quando Hermione e Draco saíram sabia que ela se declararia para ele. E esperava que seu amigo tivesse o bom senso de, finalmente, assumir o que sentia.


 


Por isso, não acreditou quando viu Draco andando sozinho pelos jardins de Hogwarts.


- Achei que estivesse com Hermione.


 


- Ela quer ficar sozinha. Ela... Ela disse que está apaixonada por mim – Blaise sentiu uma dor em seu peito. Não era nada fácil ouvir.


 


- E você está aqui sozinho por quê? Não deveria estar com ela? Beijando-a loucamente? – a frase tinha um certo veneno, um ódio nada velado. Mas era a verdade.


 


- Cale a boca, Blaise! Você não sabe do que está falando!


 


- Eu não sei do que estou falando? Eu? Você é um idiota, Draco! Um covarde que realmente não merece Hermione! Por que é tão difícil assim assumir que gosta dela?


 


- Eu. Não. Gosto. Dela. – ele disse entredentes. A mentira doendo em si mesmo. Quem queria enganar?


 


- Quer saber? Foda-se! Espero que Hermione aprenda a te esquecer. Deixe de te amar. Eu saí do caminho por que sou seu amigo, por que percebi o que sentem... Espero que ela encontre alguém que não se importe com você. Alguém que a faça esquecer-se do babaca por quem ela se apaixonou!


 


Draco avançou para bater no amigo, mas Blaise desviou-se e empurrou Draco.


 


- Estou indo embora. Não preciso ver isso... Não quero estar perto de você ou dela... Você é mais idiota do que eu pensava. Não passa de um maldito covarde como seu pai foi – e, dizendo isso, Blaise entrou no castelo.


 


Ele ainda lembrava com tristeza suas últimas palavras para o amigo. Porém, estava apaixonado, irritado e sentindo-se sozinho. Foi para Itália e conseguiu um bom cargo no Ministério. Logo cresceu no seu Departamento. Esquecer Hermione e deixar de amá-la, não foi tão fácil. Porém, conseguiu. Conheceu outras bruxas, teve outras namoradas. Amou, sofreu e fez sofrer.


 


Estava de folga quando uma coruja desconhecida entrou em seu quarto. Assim que viu a letra fina no envelope, não acreditou. Tinha recebido algumas cartas de Hermione, mas não respondeu nenhuma. Mas de Draco? Não recebera uma única linha. De repente, estava lá. Draco pedindo sua ajuda. Pedindo desculpas. Ele riu sozinho. O amigo, finalmente, deixara o orgulho de lado.


 


Blaise Zabini resolveu ajudar. Pegou férias que estavam vencidas e partiu para Inglaterra. Encontrou-se com Draco um dia que Hermione não estava em casa. O loiro explicou a situação e o outro não escondeu sua risada. E Draco sabia que o pensamento do amigo de longa data era: “bem feito, eu bem que te avisei”.


 


Assim que viu Sean Simmons, decidiu que seria bom para o amigo sofrer um pouco. O outro homem era bonito e sem dúvida deveria ser inteligente. Hermione não namoraria qualquer um. Após algumas palavras percebeu que Draco encontrara um adversário como ele previra. Sean não tiraria seu time de campo.


 


Teve receio de que seu coração balançasse novamente ao encontrar seu amor de juventude, mas viu que restou apenas um carinho forte. Hermione estava mais bonita, mais mulher. E ele não entendia como ninguém percebia que ela e Draco se amavam. Os dois pareciam se conhecer muito bem, mas simplesmente não viam o que sentiam um pelo outro. Sim, Blaise Zabini percebera isso também: Hermione ainda amava seu amigo. Mas, Zabini era sonserino. De forma alguma contaria esse “detalhe” para Draco Malfoy.


 


A conversa fluiu entre trabalho e quadribol. Até que Sean, relutantemente, falou:


 


- Preciso ir. Tenho uma reunião amanhã cedo. Prazer, Blaise – ele esticou a mão e despediu-se do outro homem. Já com Draco, os dois apenas trocaram um aceno de cabeça.


 


- Eu vou acompanhá-lo até o carro – Hermione disse ignorando novamente o olhar de Draco – Eu já volto, Blaise.


 


Ela saiu com Sean, os dois andando silenciosamente até o carro.


- Ele é simpático... – Sean disse.


 


- Sim, é... Obrigada – ela sorriu ao ver o sorriso dele – Você é uma pessoa maravilhosa. Não é qualquer um que toparia ficar conversando com o ex da namorada.


 


- Realmente, não é qualquer um. Mas ele ficar hospedado aqui também...


 


- Draco estava apenas te provocando – Hermione falou – Não ligue para ele. -Sean a olhou atentamente, então perguntou:


 


- Realmente não houve nada entre vocês dois em Hogwarts? – ele segurou o queixo dela, sustentando o olhar.


 


- Alguns beijos – como ela poderia mentir? Mas, como ela poderia falar a verdade? – Nós nos beijamos no sexto ano. Depois nossas vidas se separaram e não houve mais nada. Então, apareceu Blaise...


 


- Sim, Blaise. O rapaz que, segundo Malfoy, teve o coração quebrado por você...


 


- Hoje não... Prometo te contar tudo – ou quase tudo, ela emendou em pensamento. Sean inclinou-se sobre ela e a beijou, com paixão. Com volúpia. Sabia muito bem que um par de olhos cinzas o observava da janela.


 


Dentro da casa....


- Olha só! Já está agarrando Hermione novamente.


 


- E você era diferente com Astoria? – o loiro ficou calado.


 


- Eu não sei mais o que fazer... Ela... Ela deixou de gostar de mim, não deixou? – ele perguntou e fechou a cortina, como se, assim, pudesse apagar da memória a imagem que acabara de ver.


 


- Bom... Esse Sean Simmons é bem o tipo dela, sabe? O cara é um perfeito cavalheiro, simpático, inteligente,...


 


- Você veio aqui me ajudar ou para paquerar o namorado de Hermione? – Blaise riu do comentário sarcástico.


 


- Eu vim te ajudar. Só estou jogando a real. Não vai ser nada fácil reconquistá-la. Ninguém mandou ser um cabeça dura – o gostinho sonserino da vingança. Era amigo de Draco, mas o loiro sempre fora acostumado a ter o que queria, a hora que queria. Seria interessante vê-lo correr atrás de Hermione. Mas, mesmo assim, daria uma força para o amigo.


 


- Ela não está apaixonada por ele – Draco dizia mais para si mesmo.


 


- Talvez sim, talvez não. Você precisa reconquistá-la aos poucos. Talvez se aproximar dos amigos dela – Draco o encarou com raiva. Blaise riu realmente divertindo-se.


 


- Sabe, eles não são tão ruins assim... Controle seu temperamento... E seu ciúme. Ela está com ele agora.


 


A porta foi aberta e Hermione olhou para os dois. Contrastes maravilhosos de se observar.


 


- Bem simpático o seu namorado – ela procurou por ironia nas palavras que acabara de ouvir de Blaise, mas não as encontrou. Sorriu para ele.


 


- Obrigada, Blaise. Quer comer ou tomar mais alguma coisa? – ele olhou para o relógio.


 


- Estou cansado hoje, Principessa. Vou descansar e amanhã procurar um bom hotel. Eu entro em contato – eles voltaram a se abraçar – Draco, vamos marcar um almoço, ok? Assim eu te ajudo naquele projeto.


 


- Projeto? Que projeto? – Hermione perguntou. Viu o rosto do loiro corar levemente.


 


- Nada, Hermione. Apenas,... Apenas ele vai me ajudar a resolver algumas pendências. As pendências que preciso tirar do caminho – ela o olhou sem entender o que ele queria dizer. Blaise saiu e aparatou.


 


- Gostou da surpresa? – ele perguntou.


 


- Sim, claro que sim – Draco sorriu.


 


- Boa noite, Mimi – o loiro saiu, o sorriso ainda nos lábios.


 


- Boa noite... – ela murmurou.


---


 


Hermione andava de um lado para o outro. Alicia tinha piorado. Apesar de ter passado o final de semana bem e alimentando-se com moderação. Ela começara a ter febre no começo da tarde daquela segunda-feira. Tinha conseguido controlar com poções, mas até quando seria possível? O vírus era forte e tudo o que tentavam apenas adiava o inevitável: a morte do paciente.


 


Para complicar ainda mais sua vida, Draco andava estranho. Provavelmente o término com Astoria fez com que ele se sentisse mais leve. Pelo menos para ela era um alívio não ter mais que aguentar a presença da loira em sua casa. Em sua vida. Na vida de Draco.


 


Atendeu alguns pacientes e só pensava em uma coisa: voltar para casa.


 


- Hermione?


 


- Oi, Jonah...


 


- Vim estragar seus planos de ir para casa – ele disse seriamente – Mais um caso da doença – ele respirou fundo – Uma criança dessa vez.


 


- Você não pode estar falando sério.


 


- A mãe não consegue confirmar a forma de contágio. Acredita que tenha sido um doce da Dedosdemel.


 


- Em que fase? – ela perguntou.


 


- Febre e tosse com catarro – e continuou já antecipando a pergunta dela – Os pais seguem uma linha de não medicação, por isso demoraram em trazê-la. Apenas em casos extremos trazem ao Hospital. Acharam que era apenas indisposição.


 


- Merda... Qual o nome e quantos anos?


 


- Kimberly Smith, nove anos – Hermione passou a mão pelos cabelos. Uma criança. Provavelmente estaria morta em alguns dias. - Você precisa acompanhar Alicia. Estamos monitorando cada avanço da doença dela, já que foi o caso que começamos a tratar antes.


 


- Sim, eu sei. Você precisa pegar alguma coisa na sua casa?


 


- Não, Mione. Eu sempre tenho roupa extra por aqui. Você precisa ir, não?


 


- Serei rápida. Vou tomar banho e trazer uma muda de roupa. Em menos de meia hora estou de volta. Eu... – Hermione gostava do trabalho com crianças, mas vê-las sofrer era sempre algo difícil – Eu posso ajuda-lo com Kimberly? – Jonah sorriu. Hermione sempre tratava as crianças pelo primeiro nome. Acenou positivamente e saiu da sala da colega.


 


Assim que chegou em casa, Hermione reconheceu o cheiro de comida vindo da cozinha. Sem dúvida Draco preparava algo. Tirou os sapatos e encostou-se no batente da porta vendo-o cozinhar. O loiro estava de costas e sem camisa. Hermione nunca se cansaria de olhar para cada detalhe do corpo dele. As costas eram bem desenhadas. O corpo magro da época da escola havia se transformado graças a um treino que ele havia se submetido na época de formação para aurores. Nada muito exagerado. Músculos nos lugares certos. Tudo em Draco parecia certo e extremamente errado para Hermione. Algo que não permitido, por que ele não a queria. Engoliu com força, lembrando-se do gosto dele. Usava uma calça preta, claro. Descalço. Ele virou-se quando percebeu que Hermione chegara.


 


O botão da calça aberto. Hermione desceu o olhar e demorou uns segundos para se recompor. Ele percebeu e não escondeu isso dela:


 


- Interessada em conhecer mais, Granger? – ela corou violentamente. Ele riu e foi até ela. Hermione congelou no lugar. – Acho que seu namoradinho não gostaria muito disso, não é?


 


- Pare de falar besteiras, Draco! Você e suas piadas... – ela não sabia para onde olhar.


 


- Ainda não respondeu minha primeira pergunta – ela o empurrou. A pele dele queimando a sua. Afastou-se.


 


- O que está preparando? – Draco sorriu consigo mesmo ao perceber que ela fugira da pergunta. E Hermione só fugia de uma pergunta se ela não quisesse responder.


 


- Estrogonofe – ele respondeu vendo a forma como ela se inclinava para respirar o conteúdo. É o tempo de você tomar um banho e sentarmos para jantar – quando ela virou-se notou a seriedade nos olhos dela. A preocupação – O que houve?


 


- Vou passar a noite no Hospital. Mais um caso daquela doença – ela passou a mão pelo rosto – Dessa vez uma criança. Apenas nove anos.


 


- Não é possível que o bosta do Firth ainda pense em não falar sobre essa doença! Isso é insanidade! – Draco disse nervoso.


 


- Eu sei. Hoje mesmo vou falar com ele. Sei que às segundas-feiras fica até mais tarde. Ainda não terminamos o relatório, mas vou mostrar como conseguimos conter um pouco do avanço da doença quando diagnosticada no começo.


 


Assim que ela passou ao lado dele, Draco a segurou.


 


- Tem certeza que não há risco de contágio? Você está o tempo todo com eles... Por favor, Hermione...


 


- Não há risco. Analisamos o vírus, ele não passa de pessoa para pessoa. Apenas não consigo achar nada que o detenha. Nada. Nem no nosso mundo, nem no mundo trouxa.


 


- Vou ajudá-la na pesquisa. Nós vamos resolver isso. Prometo – Hermione não pensou duas vezes, ao abraça-lo. Draco passou a mão pelos cachos, pressionando a cabeça dela contra seu peito. A respiração ritmada e profunda. Não sabia o que faria se algo acontecesse com ela.


 


---


 


- Senhor Firth – Hermione entrou na sala após ser anunciada pela secretária. Encontrou Rachel Moore sentada balançando as pernas. Franziu as sobrancelhas, preferia não ter que discutir o relatório na presença da outra bruxa. Principalmente porque ela não havia sido consultada. Achava que Rachel até seria bonita se não fosse tão antipática.


 


Era claro para todos como ela havia crescido profissionalmente. Ela tampouco fazia questão de esconder. Era uma boa bruxa e uma medibruxa dedicada, mas que preferia meios mais rápidos para alcançar seus objetivos.


 


- Olá, senhorita Granger. Boa noite. Soube do infeliz caso da mocinha – Hermione cerrou os dentes. Detestava quando os pacientes eram tratados como se fossem pessoas sem nome ou rosto.


 


- Kymberly. Kimberly Smith – ela disse sorrindo de maneira nada simpática – Será que podemos conversar em particular?


 


- Ora, Granger – Rachel disse mexendo-se na cadeira – Eu faço parte do grupo de pesquisas contra essa terrível doença. Não é por isso que está aqui?


 


- Ah faz? Quase me esqueci, Moore. Não tenho visto você acompanhando nossa paciente ou na sala de pesquisas.


 


- Eu conduzo minhas próprias pesquisas, não é, Larry? – o homem passou a mão nervosamente pelos longos bigodes.


 


- O que a traz aqui? – ele perguntou querendo mudar o rumo da conversa.


 


- Acho que devemos falar com os jornais e repassar toda a situação para o Ministro. Alguns aurores estão sabendo e nos ajudando, mas...


 


- Por alguns devemos presumir que são os seus amigos, Potter e Weasley?


 


Hermione, que já estava sentada, ignorou a interrupção feita pela outra medibruxa e continuou:


 


- Os aurores pouco podem fazer, sendo que o que causa a doença geralmente chega até nós tarde demais. As investigações do anel de uma das pacientes não levaram a nada. Alicia Spinnet, nossa quinta paciente, acredita que a transmissão se deu por um creme. Ela achou que se tratava de uma alergia, o creme foi descartado e jamais encontrado. Temos uma sexta paciente. Uma criança.


 


- Granger, eu entendo... – ela ignorou o homem e continuou a falar.


 


- O caso de Spinnet eu mesma reconheci os sintomas, por acaso nos encontramos em uma festa. A paciente demorou a apresentar os outros sintomas...


 


- Você não achou a cura? – Rachel perguntou. Hermione olhou-a rapidamente.


 


- Os sintomas que surgem em torno do quarto dia apenas apareceram no sétimo. Por isso, você deve liberar as informações para a imprensa. O quanto antes. Aqui está um relatório que escrevemos.


 


- Eu não fiquei sabendo de relatório nenhum – Rachel disse tentando alcançar a pasta, mas Hermione afastou, entregando-a diretamente ao bruxo.


 


- Claro, você não foi convidada para participar da escrita desse documento – Hermione falou irritada – Só digo uma coisa, Firth, não quero estar no seu lugar quando noticiarmos a morte de seis pessoas.


 


Antes que qualquer um dos dois pudesse responder qualquer coisa, saiu da sala.


---


Hermione jogou-se no sofá. Não tinha fome. Apenas a imagem do rosto delicado de Kimberly em sua mente. Os cabelos lisos e negros. A franja que ela tirava dos olhos com as mãos. Ela não conheceria Hogwarts. Não conheceria tanta coisa. Como algum deles conseguiria achar a cura em tão pouco tempo?


 


Impossível.


 


Na sua mesa, havia vários livros bruxos e trouxas. Anotações. Possibilidades. Que maldito vírus era aquele? Nada parecia funcionar. Nada.


 


Ouviu uma leve batida na porta e pediu que entrassem.


- Draco? O que faz aqui? – ela perguntou sentando-se.


 


- Aposto que está tão concentrada no trabalho que não comeu – ele entrou carregando uma sacola – E que vai dizer que está sem fome.


 


- Sem graça – ela disse sorrindo. Pena que ele não via e não sentia que  o que ela mais precisava era dele.


 


- Eu resolvi trazer o jantar que preparei. Tenho certeza que pode parar 15 minutos para comer comigo, não?


 


- Claro. Não vou perder a oportunidade de comer seu estrogonofe – ela disse sorrindo.


 


Os dois comeram conversando sobre feitiços e poções que os poderiam ajudar na cura da doença. Hermione contara sobre a conversa com Firth. Na verdade o monólogo. E Draco vibrara. Admirava isso nela. Hermione nunca se dava por vencida. Ele pensou que era um bom momento para um elogio, daqueles que a deixariam sem graça. E Draco Malfoy adorava deixar Hermione sem graça.


 


Jogou os cabelos para trás em um gesto que ele sabia ser extremamente sexy, inclinou-se para perto dela, seu dedo pegou um cacho e enrolou-o, analisou cada traço do rosto dela, sua atenção demorando-se (propositalmente) nos lábios femininos e:


 


- Hermione? Hermione? – era a voz de Sean que saía da lareira de Hermione. Ela afastou-se abruptamente. Draco cerrou os punhos com raiva.


 


- O-Oi, Sean – ela ajoelhou-se em frente à lareira – Tudo bem?


 


- Sim, desculpe de atrapalhar. Não achei você na sua casa, mas é importante.


 


- Hoje estou dando plantão por isso estou aqui ainda. O que houve?


 


- Sabe o meu projeto e minhas pesquisas? – ela concordou – Será que podemos marcar um jantar amanhã? Meus amigos ficaram curiosos em te conhecer pessoalmente.


 


- Claro que sim – ela pigarreou meio nervosa e não percebeu a aproximação de Draco, que se sentou ao lado dela e disse de forma despretensiosa passando os braços sobre os ombros da morena:


 


- E aí, Simmons? – um momento de silêncio antes que o outro continuasse a falar.


 


- Malfoy. Que eu saiba Hermione está em horário de trabalho.


 


- Estou, Dr- ela começou, mas foi interrompida.


 


- Eu apenas fiz a gentileza de trazer o jantar para Mimi. Se dependesse dela ficaria sem comer. Quem sabe quando a conhecê-la um pouco mais saiba desses detalhes, não?


 


- Draco já estava de saída – Hermione falou apressadamente – Eu te mando uma coruja amanhã para combinarmos, ok?


 


- Eu comprei um celular. Depois te passo o número. Assim, podemos conversar com mais privacidade. – ele sumiu entre as chamas e Hermione levantou-se nervosa.


 


- Draco! Pare com essas provocações! Ele é meu namorado!


 


O loiro olhou para o chão para acalmar o ciúme ao vê-la defendendo Simmons.


 


- Ele é um mauricinho sem graça! Não gosto dele!


 


- Você não gostar de alguém não é novidade – Draco respirou fundo lembrando-se dos conselhos de Blaise.


 


- Não quero brigar. Vim apenas trazer o jantar... E passar um tempo ao seu lado. Sinto falta desses momentos – ele disse com a ternura voltando. Uma ternura que ele dirigia exclusivamente para ela.


 


- Eu adorei o gesto – ela fugiu dos olhos que a olhavam profundamente – Só que agora preciso realmente voltar ao trabalho.


 


- Eu sei – com um floreio ele organizou o que havia levado para lá – Já vi que amanhã vai estar com seu namoradinho – disse sem disfarçar seu desprezo – Quando poderá jantar comigo e com o Blaise?


 


Ela percebeu que ele deixara Sean fora do convite. Mas talvez fosse bom assim, sair apenas os três como era na época de Hogwarts. Só que ela também precisava do conforto de Sean. Do conforto e da segurança que ele lhe passava.


 


- Que tal nesse fim de semana? Veja se o Blaise pode e eu vejo com o Sean – ela viu a fúria passar rapidamente pelos olhos acinzentados. Ele não respondeu nada, despediu-se com um seco tchau e foi embora.


---


No dia seguinte, Hermione conseguiu algumas horas de descanso. Ela, Jonah e Rachel (que resolveu começar a participar mais ativamente dos estudos e pesquisas realizados pela dupla) passaram a manhã envolvidos em alternativas de tratamento.


 


Nada surtia efeito.


 


Felizmente, pouco depois da hora do almoço, Hermione recebeu a boa notícia que até o fim daquela semana o Hospital escreveria uma nota oficial informando a população bruxa sobre a nova doença.


 


A noite ela aparatou na casa de Sean onde ocorreria a reunião.


- Senti sua falta – ele disse a abraçando. Os cabelos longos presos a um rabo de cavalo. Sean tinha os olhos azuis brilhantes e passavam sinceridade e carinho. Hermione podia facilmente apaixonar-se por ele. Bastava esquecer-se de Draco.


 


- Eu também. Espero que seus amigos gostem de mim.


 


- Hermione, - ele falou com afeto – ele já gostam de você. Sei que não gosta disso, mas não tem como eles não a conhecerem.


 


Os dois caminharam até a sala de estar onde um casal os esperava. Os dois conversavam animadamente, mas pararam ao ver Hermione. A bruxa foi até ela e a abraçou como se fossem velhas amigas. Hermione assustou-se, porém acabou retribuindo o abraço meio sem graça.


 


- Maris! Você vai assustá-la desse jeito! – Sean disse em tom de brincadeira. Maris era uma bruxa baixinha. Até mais baixa que Hermione. Negra, de olhos grandes e vivos ela parecia ser o tipo de pessoa que vivia sorrindo. Ela usava vestes bruxas e um chapéu que lembrava os usados por Minerva.


 


- Deixa de ser chato, Simmons! Finalmente você namora alguém decente e ainda por cima uma heroína! Mas, não vou bancar a tiete chata! Sou Maris, MarisGreenwood e esse é meu marido, Frank.


 


- Prazer – ele disse apertando suavemente a mão de Hermione. Ela logo percebeu que o homem a sua frente era muito mais contido que sua esposa. Ele não era muito alto, usava óculos – Não ligue para Maris. Ela tende a ser um pouco impulsiva, às vezes.


 


- Você não tem do que reclamar, afinal se não fosse pela minha impulsividade provavelmente você estaria andando em minha volta como zonzóbulos.


 


Hermione não pôde deixar de rir. Além de Luna ela nunca tinha ouvido mais alguém citar esses seres estranhos. Sean afastou-se para atender a campainha que acabara de tocar, voltando instantes depois acompanhado de um bruxo que lembrava um Horacio Slughorn mais novo.


 


- Adam Turner, Hermione Granger – os dois se cumprimentaram – Ele veio da China para conhecê-la pessoalmente e discutir sua entrada no nosso grupo de pesquisa.


 


- Desculpe o trabalho. Eu bem sei que longas aparatações são terríveis.


 


- Terríveis mesmo – o bruxo falou retirando o casaco – mas, vale a pena. Já faz um tempo que discutimos sobre a entrada de um medibruxo no nosso grupo.


 


- Antes nossas pesquisas estavam focadas apenas em feitiços, nada relacionado à cura. Porém, nossas últimas descobertas foram bem reveladoras.


 


Eles passaram o jantar e algumas outras horas conversando sobre as pesquisas de campo. Hermione concordou em fornecer assessoria e estava aliviada que logo eles saberiam sobre os casos da nova doença e, assim, poderiam focar os estudos nos sintomas.


 


Como Hermione trabalhara durante a noite no começo da semana, ela teria o dia seguinte de folga. Então não estava muito preocupada com horário. Quando a conversa começou a sair do tema “trabalho”, ela percebeu-se rindo de forma descontraída.


 


Adam despediu-se, ele precisaria voltar para China dentro de dois dias e precisava dormir. Estava bem confuso com os diferentes fusos. Cerca de meia hora depois, os Greenwood que se despediram.


 


- Eu tinha certeza que vocês se dariam bem. Só não ligue para Maris.


 


- Sendo amiga de Luna, mais ninguém é estranho – Hermione falou. Os dois riram, mas depois ficaram em silêncio. Apenas se olhando. Sean aproximou-se e sussurrou:


 


- Senti sua falta. Até agora não pude realmente te beijar – a morena não poderia contestar. Apenas aceitou os lábios dele sobre os seus. Ele beijava bem. Como seria o beijo de Draco depois de tantos anos? Afastou essa lembrança


 


Sentiu-se deitar sobre o sofá e Sean soube exatamente como afastar Draco de seus pensamentos. Ele fez isso muito bem naquele momento e pelo resto da noite.


--


Draco andava impaciente de um lado para o outro. Sabia que Hermione tinha ido jantar com Sean, então saiu com Blaise. Só que sua mente apenas estava focada em Hermione. Por que apenas agora se tornou impossível não tê-la para si? Todos os bloqueios, todas as desculpas, todos os tijolos que construiu em torno dela havia se desmoronado.


 


Aprendera a viver tendo-a ali. Tão próxima, mas intocável. Conseguia aquietar seu coração por ser covarde, por não achar que ela merecia alguém como ele. Só que tudo isso o sufocava. As palavras ditas por Blaise anos atrás, “Espero que ela encontre alguém que não se importe com você. Alguém que a faça esquecer-se do babaca por quem ela se apaixonou!”, martelavam em seu coração de forma frenética.


 


Ele sabia que Sean era esse cara.


 


Havia sentido isso no momento que o conheceu, no momento que ele apareceu para levar Hermione para alguma festa babaca. Sabia que ele não se importaria em levar Hermione embora, em tirar Hermione de sua vida. E ela iria. Se entregaria e se apaixonaria por ele. Simplesmente por que fora orgulhoso demais para agarrá-la quando a reencontrou na volta a Hogwarts. Burro demais para abraçá-la depois do Natal. Covarde demais por não beijá-la quando ela se declarou.


 


- Draco? – Blaise falou passando a mão na frente do rosto do amigo – Pensando em Hermione novamente?


 


- Não é novamente... É ainda. Ultimamente é a única coisa que faço.


 


- Me diga o que passa nessa sua cabeça oca para namorar com Astoria? Você morava com a garota, Draco!  


 


- Por favor, Blaise. Eu tive medo, ok? As coisas fugiram do controle, o tempo foi passando,... Só que agora...


 


- Agora a situação está insustentável – Blaise completou. Naquele momento, ao ver o olhar desolado do amigo ele quase, quase falou que desconfiava do sentimento de Hermione. Mas, acabou bebendo seu vinho e calou-se.


 


Draco tinha acabado de chegar, olhara no relógio e nada dela. Nada. A casa estava vazia. Tudo era vazio sem Hermione. E ele queria apenas saber onde Sean morava. Talvez, melhor era não saber. Pois se soubesse ele iria imediatamente para lá. Sem nem pensar.


 


Sua madrugada passou assim. Doída. Silenciosa. Solitária. Ela não aparecera e, por mais que quisesse negar, sabia muito bem o que significava. Estava sentado. Os olhos sem foco encarando ora a lareira. Ora a porta. Ela estava com ele. Entregando-se para ele. Sentia náuseas. Sua cabeça latejava. Ele estava tocando Hermione de uma forma que Draco nunca ousou. De uma forma que Draco apenas permitia-se em sonhos.


 


A noite foi substituída pelos primeiros raios da manhã. Ele continuava ali. Parado. Estático. As mãos cruzadas. Apenas por ela era capaz de ficar sem dormir. Sempre por ela. E ela nunca foi capaz de ver, por que ele nunca permitiu.


 


Viu a lareira acender-se e Hermione sair.


 


- Draco?! Está tudo bem? – ela perguntou ao ver a expressão do loiro sentado no sofá.


 


- Onde esteve? Como some a noite toda sem falar nada? Sabe há quanto tempo estou te esperando?


 


Hermione sentiu raiva. As palavras nem saíam. Draco levantou-se.


 


- Você falou que jantaria na casa dele. Poderia ter avisado que resolveu estender para o café da manhã.


 


- Não sabia que agora é meu pai, Draco – ela disse irônica. Draco ignorou o comentário e continuou:


 


- Você sai daqui para jantar com um idiota...


 


- Com meu namorado – ela o interrompeu.


 


- Um idiota­ e volta agora – ele olhou para o relógio – às 7 horas da manhã?


 


- Que loucura é essa, Draco Malfoy? – ela disse cruzando os braços, para depois apontar um dedo para ele – Quantas e quantas vezes você passou o fim de semana fora sem me dar um aviso?


 


- Ah sim, e você se sente no direito de fazer o mesmo?


 


- Eu me sinto no direito de não dar satisfação da minha vida para você! – ele aproximou-se dela. E seu peito doía. E seu coração batia descompassado, pois sabia o que isso significava. Sabia muito bem o que significava ela ter voltado aquela hora. Hermione via raiva nos olhos dele. Aquele cinza que sempre lembrava uma tarde de tempestade. Por que ele sentia tanta raiva?


 


- Por que tanta raiva? Por que, Draco? Eu sempre fui como uma amiga para você, não é? Qual o motivo de tanta raiva em saber que dormi com Sean?


 


E ao ouvir o que seu coração sabia, mas queria negar, Draco sentiu o mundo desabar. Qual o motivo?  O motivo poderia ser respondido com três palavras. Apenas três palavras. Três palavras que, mais uma vez, morreram em sua língua.


 


- É... Silêncio. Sua única resposta, não? – ela passou por ele e disse sem se virar – Vou deitar. Quero passar no Hospital mais tarde.


 


---


Hermione suspirou ao ver Alicia dormindo. Ela havia perdido peso nos últimos dias. O pai dela estava no sofá, a cabeça entre as mãos. Bagunçava os ralos fios de cabelo. Ele também havia emagrecido um pouco. Preocupação. Alicia morreria dentro de alguns dias e nem ela ou sua equipe estavam próximos de encontrar qualquer cura.


 


E ela estava certa. Os dias que se passaram após a briga com Draco foram lentos e eles não voltaram a se falar. Naquela tarde de agosto, Alicia faleceu segurando a mão do pai. Após dar um tempo para o homem, Hermione pediu que ele se retirasse. O resto da família seria avisada. Hermione passou a mão pelos cabelos da ex-colega. Depois, cobriu o rosto da mulher com o lençol branco e chorou.


---


Doença misteriosa ataca bruxos – Hospital mantém segredo


 


O Ministério Inglês contatou os repórteres do Profeta Diário para relatar que médicos do Hospital St Mungus descobriram uma nova doença que vem matando bruxos há cerca de, pelo menos, três meses.


Larry Firth, diretor do St Mungus, alega que a notícia não foi divulgada antes para evitar pânico na sociedade bruxa: “Era necessário investigarmos essa doença, saber sua causa, seus sintomas, antes que qualquer medida fosse tomada”. No entanto, os esforços dos medibruxos não têm sido suficientes e todos pacientes que apresentaram os sintomas morreram em cerca de duas semanas.


“Todos nossos esforços, pesquisas, experimentos estão focados para a cura dessa doença”, diz a Hermione Granger. A medibruxa, cuja participação para o fim da guerra é nacionalmente conhecida, assumiu a liderança do grupo para investigação.


Apesar da doença não ser transmitida de bruxo para bruxo sua forma de contágio é variada: contato com pó de fada mordente, chocolates envenenados e até um anel foram alguns meios de transmissão desse novo vírus.


Para manter a privacidade, o nome das vítimas dessa doença não foram revelados. Tampouco sabemos qual o número de vítimas. Granger orienta que quando houver suspeita qualquer sintoma (lista abaixo), o bruxo deve dirigir-se imediatamente ao Hospital. “Essa é uma doença letal e ainda não encontramos a cura, a expectativa de vida aumenta quando o tratamento começa logo que a doença é diagnosticada”.


E se sua pergunta, caro leitor, é: esse vírus está sendo voluntariamente dispersado entre nossos membros? A resposta é positiva. Os aurores investigam o caso, mas nenhuma prova foi encontrada.


Felizmente, temos novamente a união do Trio de Ouro: Hermione Granger, Ronald Weasley e Harry Potter. Resta-nos a esperança de que, mais uma vez, eles exterminem o mal da nossa sociedade.


Lista de sintomas:


Coceira no corpo


Sede excessiva


Brotoeja


Perda do apetite


Gosto ácido na boca


Febre


Tosse com catarro


Perda de peso


Tremedeiras


Ataques epiléticos


Falência do fígado


Falência do rim


 


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A repercussão dessa notícia foi diferente para cada um que a leu...


Hermione, que estava com Harry e Ron, na casa do ruivo, ficou aliviada ao ver que a notícia havia, finalmente, sido publicada. No entanto nem ela, nem seus amigos, gostaram de estar no posto de “salvadores”. Havia muita gente trabalhando e pesquisando que nem fora citada como Jonah, Neville e... Draco.


 


Ela preferiu não contar para ninguém sobre a briga, embora seus amigos soubessem que algo a aborrecia. Aliás, eles também sabia que algo era esse. Mas preferiram ficar em silêncio.


 


Com a divulgação da notícia, ela poderia ter mais apoio de Sean e seus colegas. Poderia fazer com que eles também participassem do grupo que procurava a cura. Quem sabe, conseguiriam alguns testes em humanos? Afinal, desde o aparecimento do primeiro sintoma, a vida da pessoa estava marcada para terminar em 17 dias. Com Alicia, conseguiram estender para 20, mas ainda era pouco. Era pouco tempo de vida.


 


---


Draco não se importou em não aparecer na reportagem. Sentiu orgulho de Hermione. Sentia falta dela.


 


Muita falta.


---


Ele não era alto. Tampouco era baixo. Corpo magro. As pessoas lembravam-se dele, pois sempre precisavam que ele procurasse algum documento, que levasse um pergaminho importante para outro departamento. Nem sempre confiavam nos bilhetes voando pelo Ministério. E ele fazia isso: percorria todo o Ministério. Todos os dias. Oito horas por dia. Seis vezes por semana. Tarefa que ele fazia desde que era jovem. Ocupava o mesmo cargo há tantos anos.  Sua agilidade fora diminuindo, só que ele era de confiança.


 


Abriu a porta e encarou o jovem de ar prepotente. Só que ele precisava engolir seu orgulho. Ele detestava a mania do outro de ficar girando a varinha entre os dedos. Deu espaço para que o rapaz entrasse. Na verdade, seu convidado não era um “jovem”. Deveria ter uns 30 anos. Ele conhecera o pai do jovem que entrava em sua sala.


 


Serviu uísque para os dois.


- Então...? – perguntou. Após o último encontro dos dois, seu “convidado” ficara de pensar sobre sua proposta.


 


O jovem tirou de sua capa um saco cheio de moedas e jogou sobre a mesa de centro. As moedas se espalharam.


 


- Acha que é o suficiente? Além disso, tenho uma lista de bruxos de confiança – ele esticou o pergaminho, mas antes que o outro pegasse puxou o braço de volta – Esses seus aliados são realmente de confiança?


 


- Claro que são. – respondeu seriamente.


 


- E a morte dos trouxas?


 


- Devemos ter notícias em breve. Mas, como expliquei, tenho apenas um preparador de poções. O vírus é extraído dessa poção venenosa. É um trabalho lento. – os dois se olharam em silêncio.


 


- Aqui está – ele entregou a lista e o outro analisou os nomes. Alguns eram conhecidos – E quando começa sua campanha para que eu assuma o Ministério?


 


- Quanto a isso... Quero ser seu assessor.


 


- E as exigências só aumentam... Mas eu concordo com isso.


 


- O Departamento de Cooperação Internacional em Magia vai abrir vagas. Nada como um currículo adulterado e meus aliados para que consiga o cargo. Ele é disputado lá dentro também, mas isso é facilmente contornado.


 


- Envio para você – o bruxo levantou-se, ajeitando as vestes.


---


Hermione agradeceu a chegada do fim do expediente. O dia foi uma loucura. Todos que suspeitavam de qualquer sintoma haviam aparecido no hospital. Mais quatro casos haviam sido identificados. A pequena Kymberly não conseguiu resistir e havia morrido durante o período da manhã nos braços dos pais.


 


Chegaria em casa, fingindo que Draco não estava no quarto ao lado, tomaria um banho, se arrumaria e esperaria por Sean. Ele viria buscá-la para um encontro com os amigos num pub recém-inaugurado.


 


Quando estava pronta foi para sala e seu coração ao ver Draco deitado no sofá. Claramente esperando por ela. Era difícil, tão difícil ignorar a presença dele. E, com a briga, o trabalho no hospital nem tivera tempo de ver Blaise novamente.


 


- Blaise perguntou por você – Draco falou, levantando-se e caminhando até ela. – E não, não é por causa dele que estou falando com você. Sinto sua falta. Detesto essas brigas. Detesto, Hermione.


 


Ela soltou o ar. O coração doendo.


 


- Você não torna as coisas fáceis – ela disse encarando-o – O que está havendo? Por que tanta raiva de Sean? Ele é um cara ótimo, simpático, inteligente e ele... Ele realmente gosta de mim.


 


Esse é o problema, Draco pensou, o cara é perfeito para você.


 


- Eu tenho medo de te perder. – ele aproximou-se – Tudo na minha vida só teve sentido quando você começou a fazer parte dela. Quando, anos atrás, Dumbledore pediu que cuidasse de mim. Você pode não saber, mas cuida até hoje.


- Draco,... – ele entrelaçou seus dedos com os dela.


 


- Vamos sair amanhã com Blaise... Sei que estou pedindo muito, mas não convide Simmons. Por favor, Hermione. Apenas nós três. Como era no nosso quarto dos monitores em Hogwarts.


 


- Eu não sei, Draco. Preciso pensar e... Ver o que Sean acha. Afinal, ele é meu namorado. Não você.


 


Ele é o seu namorado, Draco pensou. Ele.


 


Quando tudo tornou-se tão... Complicado? Provavelmente quando ele, Draco Malfoy apaixonara-se por ela, Hermione Granger.


 


Não respondeu por que não tinha palavras. Não queria pensar em palavras. Queria apenas...


 


Puxou-a para um abraço.


 


- Desculpe-me. Eu agi como o idiota que sou.


 


- Você não é idiota, apesar de agir como um às vezes – ela deixou que sua cabeça se apoiasse no peito dele e relaxou. Sentiu vontade de chorar. Não queria que aquele abraço terminasse.


 


Sentiu Draco afastando-a. Apenas um pouco. Seus olhos se encontraram. Uma imensidão de azul acinzentado. A mão dele subiu vagarosamente pelo braço de Hermione até alcançar o seu rosto.


 


O que eu estou fazendo? – É o que Hermione deveria pensar, mas ela não pensava.


 


Draco voltou a se aproximar. Seu coração acelerado. Sentia o cheiro dela. Sempre gostara do cheiro de Hermione. O que não gostava nela?


 


- Draco,... O que você está fazendo? – ela falou num murmúrio. Ela sabia muito bem, por isso o parou. A mão sobre o peito dele – Não podemos fazer isso – soltou-se e andou para trás, nervosa – Estou namorando e você... – Hermione balançou a cabeça sem encontrar por palavras – Eu não entendo por que você faria isso.


 


Antes que Draco pudesse responder a campainha tocou e Hermione emendou:


 


- É Sean. Depois nos falamos – ela virou-se para ir embora, mas antes que abrisse a porta o ouviu falar:


 


- Eu e Blaise estaremos no La Bohemia, aquele pub no Beco Diagonal – Hermione não respondeu, apenas abriu a porta e encontrou com o namorado. Ele e Draco trocaram um olhar nada amistoso. Rapidamente ela fechou a porta e foi embora.


---


- Acha mesmo que ela vai aparecer aqui sem o namorado? – Blaise indagou olhando a expressão preocupada de Draco.


 


- Não sei mesmo. Ela não voltou para casa hoje. Avisou por lareira que passaria o dia com os Potter. – ele estava olhando para a entrada do pub. Até que a viu. E ela chegava...


 


 


N.A.: Chegava... com Sean ou sozinha?!!?!


Apenas no próximo capítulo!


 


Desculpem pela demora. Foi um capítulo difícil de escrever. Eu me organizei para escrever todo final do dia, mas minha semana foi muito puxada. A noite, não tinha condições de escrever algo apropriado...


Espero que tenham gostado!


 


N.B: Pronto xuxus, não me matem!!!


Cap. Maravilhoso, como sempre!

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Comentários: 21

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Enviado por Ju Fernandes em 22/01/2012

Sozinha, CLARO! hahahaha

Nota: 5

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Enviado por Elizabeth Riddle em 16/12/2011

ADOREI A SUA FIC!

Nota: 5

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Enviado por Srta. Rouge em 05/12/2011

ESPERANDO OOR MAISÇ E EU AKIZ. PRECISANDO DORMIR E ESTUDAR MAS LENDO..Ç AFFZZ

Nota: 1

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Enviado por Miss Perfection em 10/11/2011

diz que ela chegou sozinha *-* e que ela brigou com Sean por causa do ciume dele...

Nota: 5

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Enviado por Cho Chang Rosa em 19/10/2011

Tô adorando a fic!! Você é muito criativa! Mas posta logo ok? Não nos mate de curiosidade! bjuss

Nota: 5

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Enviado por HeloiseMalfoy em 16/10/2011

Sozinha Sozinha Pleaseee (YN)

Nota: 5

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Enviado por Milena Pinheiro em 15/10/2011

Nosssaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa como ela me deixa curiosa !

Já querendo o outro cap. *-*

Nota: 5

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Enviado por Larissa do Amaral em 13/10/2011

aiiiii que emoção o BLAISE voltou \o/!!!! O cap ta lindo mami, nossa e aquelas paradas sobre a doença? Quem é que ta fazendo isso? Pq o Sean não cai num precipicio e vai pra p*********? kkkkk
Mais mais maisssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss!
Adorando ( E ISSO NÃO É NOVIDADE)
beijos flor estamos anciosas.

Nota: 5

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Enviado por Tonks Fenix em 13/10/2011

ótimo capitulo como sempre... o Blaise é tão fofo *_*, e se não fosse pelo loiro liindo, a Mione até poderia ficar com ele de novo... rsrs 

Ahhh Artemis, vc tem o dom de me deixar SUPER curiosa!!! esse vírus tá muito sinistro, e ng nem imagina de onde isso tá vindo... dá mais dicas pra gente aê amore!!!

Esperando pelo próximo! Bjinhus!!!

 

Nota: 5

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Enviado por Fernanda Toledo em 12/10/2011

diz q é sozinha!!! rss

 

Tô adorando a fic!!!! Cada capitulo termina com gosto de quero mais...

Nota: 5

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Enviado por Mrs. Mari Oldman em 12/10/2011

Você ainda mata a gente do coração!!!

 

Nota: 5

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Enviado por jessica salicio da silva em 12/10/2011

ME diz quem é doido de reclamar dessa escritora maravilhosa é a Artemis? Eu não sou, mesmo que ela me mate quando faz essas coisa de acabar o capitulo da forma mais intensa. E por que ela parou o Draco? Ta eu entendo, mas é o amor da vida dela. Eu não pararia, pro inferno com o Sean.

Mas, enfim, sem me empolgar mais, só quero falar que ta perfeito como tudo que essa linda faz. E que ais uma vez estou ansiosaaaa pra mais um capitulo, o qual sei vai ser maravilhoso.

Nota: 5

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Enviado por HermioneMalfoy em 11/10/2011

trailer maravilhoso,me deixou com MUITA vontade, quero mais! kkk

poste logo, quero tanto a herms e o draco juntos, adoro o ciume dele kkkkk

Nota: 5

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Enviado por Her Granger Malfoy em 10/10/2011

Eu queeeeeeerooooooooooooooooooo!!!
:'(
Vou choraaaaaaarrr, desculpe mas eu vou chorarrrrr.
Ahuahauha Vou sequestrar a Beta. Quero esse capítulo AGORA!
¬¬

Nota: 5

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Enviado por mione Jean Granger em 10/10/2011

o trailler ficou muito bom 

anciosa.


Nota: 1

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Enviado por Cristina Granger em 10/10/2011

Lindo, perfeita, mas ah, por favoor deixa de ser má com a gente,posta inteiro vai?

Nota: 5

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Enviado por Larii Malfoy em 09/10/2011

Olha a maldade hein dona Artemis :(

Lindo,lindo e lindo (:
Posta logo ele inteiro *-*

Nota: 5

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Enviado por Miss Perfection em 09/10/2011

anciosa de mais *-* lindo trailler ^^

Nota: 5

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Enviado por Larissa do Amaral em 09/10/2011

esses trailers são só pra atiçar nossa vontade...Ficou bacana a monategem!
VIU GENTE MINHA MÃE É UMA MULHER BOA, ELA DÁ PREVIAS E TRAILERS, E QUANDO EU CRESCER QUERO SER QUE NEM ELA!
beijo flor ta ficando sensacional!!(como tudo que vc escreve)

Nota: 5

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Enviado por Jheni weasley em 09/10/2011

Adoooooooooooorrrrrrrreeeeeeeeeeei o trailler ele ficou bem montado. To esperando o outro capitulo.Bjus!!!!

Nota: 5

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