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15. Hogwarts, uma nova era.


Fic: Por Trás de Uma Farsa


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: antes de td, mil desculpas pela demora e mtooooo obrigada pela paciência....

Anna Voltaire, maridão mtooo fofo msm... eu tbm queria... apesar de q eu sou mtooo mais o Draco... rs
BjauM!

Danny Evans, q boooooooom!!!!!!! Seja novamente bem vinda... ;-)
huahauuahua... tomara q Merlim proteja msm... pq vai pegar fogo... O Harry tah mto fofo msm... está sendo tão difícil fazer aq Mione brigar com ele... rs Mas faz parte..
Eu tbm amo os filhos dela... rs
Vlw!
BjauM!

Malu Chan, mtooo obrigada... :D
Vc entendeu bem o percurso da história... rs... vai ficar uma loucura...
BjauM! E boa sorte com o seu novo cap...

Christine Martins, seja bem vinda tbm... espero q vc e a Danny naum sumam de novo... rs
Vai ser sim... principalmente pq a Jeanne vai ser apimentada... ops, flei demais... rs
Vlw!
BjauM!

Sem mais demoras...



Não fala nada
Deixa tudo assim por mim
Eu não me importo se nós não somos bem assim
É tudo real nas minhas mentiras
E assim não faz mal
E assim não me faz mal não
Noite e dia se completam no nosso amor e ódio eterno
Eu te imagino
Eu te conserto
Eu faço a cena que eu quiser
Eu tiro a roupa pra você
Minha maior ficção de amor
E eu te recriei só pro meu prazer
Só pro meu prazer
Não vem agora com essas insinuações
Dos seus defeitos ou de algum medo normal
Será que você não é nada que eu penso?
Também se não for não me faz mal
Não me faz mal não
Noite e dia se completam no nosso amor e ódio eterno
Eu te imagino
Eu te conserto
Eu faço a cena que eu quiser
Eu tiro a roupa pra você
Minha maior ficção de amor
E eu te recriei só pro meu prazer
Só pro meu prazer...
Só Pro Meu Prazer

Leoni





15 – Hogwarts, uma nova era.


Quando Hermione voltou como o tal Masoli, todas as atenções foram voltadas para os dois, que conversavam animadamente.
Eles foram para a sala da castanha, onde pediu que ele se sentasse ao lado dela para que lhe passasse o básico de seu serviço.
Harry passava o tempo todo na frente da sala da ex-mulher. O que mais o irritava era que ou ela o estava ignorando, ou ela não o estava vendo, o que seria bem pior neste caso, pois mostrava o quão entretida estava.
Para não parecer um louco (mais do que já estava parecendo), pois todos já haviam notado o fato dele estar andando como uma barata tonta na frente da sala de Hermione, ele pediu para que a secretária dele a chamasse.
- Senhora Potter?
Hermione virou os olhos em sinal de impaciência, teria que escrever na testa para que não a chamassem mais assim?
- Pois não?
- O senhor Potter pediu para que a senhora fosse à sala dele.
Hermione ia retrucar, mas a secretária, seguindo as ordens de Harry, concluiu antes.
- É um assunto urgente.
- Você me dá licença, Marco?
- Claro.

Hermione entrou na sala de Harry o mais indiferente possível.
- Com licença, senhor Potter, me chamou?
- Deixa de bobagens Hermione, você nunca me tratou assim nem aqui nem em lugar nenhum.
- Nesse caso, perdoe-me pela minha falta de profissionalismo.
Harry bufou.
- Escute, o que está acontecendo?
- Eu já falei.
Ele passava as mãos pelo cabelo furiosamente.
- Pare de se fazer de desentendida! Eu quero saber quem é ele? Se vocês estão saindo juntos? E por que você está saindo do Ministério?
- Eu já expliquei quem é ele, e com que eu saio ou o porque eu estou saindo do Ministério é um problema exclusivo meu.
Ele a segurou pelos braços.
- Será que você não vê que estou enlouquecendo de ciúmes? Que estou louco de vontade de matá-lo da forma mais dolorosa que existe?
Hermione se encolheu.
- Você está me machucando.
Harry a soltou.
- Desculpe, eu não quis.
- Eu sei.
- Hermione, me explique o que está acontecendo. – ele estava desnorteado, não sabia mais como agir.
Ela ficou pensativa.
- Está bem, de algum modo você vai saber mesmo. Eu vou dar aulas de transfiguração em Hogwarts, assim fico perto dos meninos e terei como garantir a segurança deles.
Ele sorriu, ela sempre arrumava um jeito para tudo.
- É uma boa saída. Mas eu não sei, Hermione, você acha mesmo que o Lucius vai ter coragem de aparecer?
- Não sei, mas não vou arriscar.
- Isso implica em perder a liberdade que ele conquistou.
- Você não compreende, Harry? É uma questão de honra para ele.
- Você pode ter razão. Eu não quero ficar parado, são meus filhos também.
Hermione ergueu as sobrancelhas. Harry se aproximou e segurou as mãos dela.
- Mione, vamos voltar a ficar juntos, nós dois sempre nos entendemos, sempre resolvemos tudo juntos. Seria tão mais fácil.
Ela não respondeu, sentiu os olhos queimarem, ia chorar, mas que droga!
Ele a olhou daquele jeito que ela não conseguia dizer não.
- Volta pra mim.
- Harry, pare com isso...
- Volta, por favor.
Ele a puxou pela cintura com uma mão e com a outra acariciou seu rosto.
- Pare... – a voz dela saiu mais baixa do que ela gostaria.
- Eu te amo.
Harry aproximou mais o corpo do dela e a beijou. Ela não cedeu na hora, tentou repudiá-lo, mas não podia. Não podia fazer isso com Harry, pois por pior que ele tivesse feito, ele sempre ficou ao seu lado.
No fundo ele tinha razão, ela não tinha permitido se entregar. Hermione sempre colocou Draco entre eles, na verdade, sempre colocou Draco em tudo.
Ela nunca entendeu por que não conseguia se apaixonar por Harry, ele sempre fora tão perfeito com ela.
“Droga! Sempre ele!”.
Ela não deixaria Draco revirar a vida dela novamente.
“Mas que merda! Já estava interferindo! Estava com Harry, e não com Draco! Tenho que tirá-lo da cabeça“.
Era isso, não ia deixar Draco fazer a diferença, tentaria ser feliz com Harry. Definitivamente, ela seria feliz sem Draco.
“Ele de novo!”

Hermione, então, se entregou ao beijo.
Harry, sentindo que a tinha de volta, aprofundou o beijo. Ela sorriu marota, inclinando a cabeça para trás.
- Ei, caso você não se lembre, estamos no Ministério, senhor Potter.
- Pouco me importa onde estamos. – e tentou beijá-la novamente.
- Harry...
- Deixa de ser chata!
Ele a beijou de novo. Ela se afastou.
- Harry, eu tenho que voltar prá minha sala, o Marco está me esperando.
Harry fechou a cara.
- Onde você o conheceu? Você ficou com ele?
- Ai, não começa...
Harry continuou emburrado.
- Eu o conheci na Itália, quando fui fazer o curso de poções, há dois anos. E não, eu não fiquei com ele.
- Você não me falou dele.
- Porque não era importante.
- Se não era, por que ligou para ele?
Hermione virou os olhos.
- Porque ele é muito bom no que faz. – respondeu, provocando-o.
- Mione!
Ela riu abertamente.
- Deixa de bobagem, Harry, eu estou falando de trabalho. Ele é auror em Veneza.
- E certamente se ofereceu para te mostrar a cidade.
Ela sorriu, sempre foi assim, por mais brava que estivesse com Harry, sempre achava graça em suas crises de ciúmes.
- Sim, se ofereceu.
- E...
- Mas eu não aceitei. Afinal, caso você não se lembre, eu sou uma mulher casada.
Harry a rodopiou e a beijou.
- Sim, minha mulher.
- Você anda muito possessivo ultimamente.
- É a saudades, senhora Potter. Não vejo a hora de voltar para casa.
Hermione se afastou um pouco e tomou um ar mais sério.
- Harry, acho melhor não voltar ainda.
- Por quê?
- Porque nós acabamos de nos separar, faríamos uma bagunça na cabeça dos meninos se contássemos para eles agora que voltamos.
- Deixe de bobagem, eles vão adorar!
- Harry, eu não acho bom nós recomeçarmos assim.
- O que você está falando? – ele estava ficando impaciente.
- Nosso casamento já começou assim, nos casamos e fomos morar juntos. Vamos fazer as coisas mais devagar dessa vez...
- Pra quê?
- Harry, a gente nunca namorou... ou pelo menos nunca passamos pelos processos de um namoro. Tenho certeza que isso vai ser bom.
- Mione, eu não estou te ententendo. De quais são os processos você está falando?
Ela sorriu.
- Vamos fazer do meu jeito, ok?
- Mas...
- Do meu jeito! – ela retrucou, com um ar mais mandão e debochado.
Ele bufou derrotado.
- Eu sempre cedo mesmo, né!?! Vai ser do seu jeito sim, como sempre.
- Ótimo! Eu vou para a minha sala agora.
Hermione beijou Harry e estava saindo quando ouviu.
- Eu estou de olho no italiano, viu?
Ela não respondeu.



A semana estava sendo ótima, Harry e Hermione estavam de fato namorando.
Ele mandava flores constantemente, bilhetes, dentre outras coisas.
Harry não custou a convencer Minerva de que ele devia dar aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas em Hogwarts, afinal, era mais reconhecido do que qualquer outro para o cargo.
Nenhum dos dois contou aos meninos que lecionariam, decidiram fazer surpresa.
Mas havia algo de estranho, eles não haviam dito um para o outro, mas os dois pensaram na mesma coisa; onde Malfoy estaria, que não dava nem pedia notícias há dias?

- Mamãe, anda, nós vamos nos atrasar.
- Calma, Tiago, estou indo...
- Pai, faz a mãe se adiantar.
- Relaxa, Philip, vocês não irão se atrasar.
- Onde é que vocês vão com essas malas?
- Para Hogsmeade.
Philip erqueu a sobrancelha.
- Com tantas malas?
- Sim, vamos passar uma temporada por lá.
- Vamos logo! Ou eu vou perder o Expresso.
- Acalme-se Tiago!
- Estou pronta. Vamos!




Harry e Hermione deixaram os meninos na estação Kings Cross e foram para Hosgmeade, de onde partiram para Hogwarts. Seria uma surpresa e tanto.
Eles chegaram mais cedo na escola e ficaram com McGonagall na sala dela, esperando o horário dos alunos e dos novos professores chegarem.
Aproximadamente vinte minutos após a chegada do casal Potter, Draco chegou (surpresa!!! Huahauhua). Hermione e Harry ficaram sem reação, enquanto Minerva calmamente pediu para que ele se sentasse.
- O que faz aqui, Malfoy?
- Oi para você também, Potter.
- Não enrole.
Draco o encarou cínico.
- Não me diga que você não sabe? – o loiro sorriu vitorioso. – Nesse caso, eu te explico, eu sou o novo professor de poções. E devo imaginar que você é o professor de DCAT, e a Hermione a professora de Trasnfiguração.
- Minerva, o que está acontecendo aqui? – Hermione perguntou, mantendo a calma.
- Foi ele quem me deu a idéia.
Hermione esperou que ela concluísse.
- Ele esteve aqui antes de ir falar com você no outro dia, como já havia te dito. Me explicou a situação e eu comentei que, para complicar a questão da seguraça, perderíamos professores de confiança, Foi quando Draco se propôs a dar aulas de poções, e eu prontamente aceitei. Ele me me disse que falaria com você para que você assumisse alguma matéria aqui também.
- Mas como sabemos, você não confia em mim, afinal de contas, eu não presto para resolver nada. – Draco falou, dando uma volta em Hermione, e para concluir parou atrás dela e falou em seu ouvido – Só o Potter serve, mas querendo ou não, foi a minha solução que você acatou.
Hermione sentiu o sangue ferver, mas tinha que se manter calma. Recomeçar sua vida com Harry, com Draco por perto, não era exatamente o que ela tinha em mente.
- E é realmente uma pena que o Potter tenha vindo a tira colo. – concluiu entediado.
- Talvez você não compreenda, Malfoy, mas é isso que um marido deve fazer, seguir sua esposa, e caso não saiba, a recíproca é verdadeira também.
- Esposa? – Draco ergueu uma sobrancelha. – Até onde sei vocês não estão mais juntos.
Harry foi para o lado de Hermione e colocou a mão sobre os ombros dela.
- Como você pode ver, as coisas mudaram, meu caro.
Se Draco antes trazia consigo uma expressão cínica, sarcástica, ou até de desdém, essa expressão mudou para irritação.
- Como assim, Hermione? Depois de tudo...
- Eu não te devo satisfações, Malfoy. E será realmente lastimável passar um ano inteiro com você, mas vejo que não me resta alternativa.
Draco ia responder, mas a sala de Minerva foi “invadida” por Gina, Rony, Neville e Meg (para quem não se lembra, a Meg é a amiga que a Mione levou para o natal).
- Desculpe-nos, Minerva, mas você sabe como é, a mamãe sempre embaça para nos liberar para Hogwarts, mesmo quando é para darmos aulas. – Gina falou afoita.
- Imagine, Gina, já marquei a reunião mais cedo para não termos problemas.
- Gina, o que voês estão fazendo aqui?
- Surpresa Mione, o papai me contou o que estava acontecendo, então falei com o Rony e com o Neville, e decidimos vir dar uma força: eu vou dar aulas de História da Magia. Evidentemente que pretendo modificar algumas coisas nessa matéria, o Rony vai dar aulas de Vôo e o Neville de Herbologia.
Hermione sorriu, era bom ter os amigos ao lado dela.
- Mas e você Meg, como veio parar aqui?
- Sabe como é, eu vi que você estava com problemas e eu não podia não fazer nada. Vou dar aulas de Runas Antigas, morra de inveja! – zobou a amiga.
- Meg!
Todos se cumprimentaram, logo chegaram Hagrid, Firenze, Trelawney, Sinistra e Flitwick, os antigos professores que permaneceram em Hogwarts. Hagrid era o vice-diretor da escola, porém não havia aceitado o cargo de diretor da Grifinória, alegando que não gostava da idéia de ter que ser mais severo com seus alunos grifinórios. Passaram o resto do tempo definindo como seria a segurança do colégio. Draco e Minerva já tinham tudo planejado, e o plano estava tão bom que não houve nenhum argumento ou reclamação.

- Para concluir a nossa primeira reunião do ano, quero passar alguns encargos a mais.
Draco, você será o diretor da Sonserina, Neville, você o da Lufa-Lufa, Hermione você da Grifinória e logo mais chegará a nova diretora da Corvinal. – Minerva sorriu orgulhosa ao falar de Hermione.
Os escolhidos agradeceram Minerva.
- Por que a nova diretora da Cornival? E o Flitwick?
- Eu não quero mais ser diretor querida – respondeu simpático a Hermione. – é muito exaustivo, vou deixar essa tarefa para os mais jovens.
- Eu passarei a ela tudo o que for discutido nesta reunião a nova professora, e ela será a diretora da Cornival. E Harry, eu pensei seriamente em te dar o cargo de diretor da Grifinória, mas cheguei à conclusão que não daria certo, já que você é um herói para 90% dos alunos.
- Está bem Minerva.

Nesse momento, entrou uma loira deslumbrante na sala de Minerva, cabelos longos e ondulados, olhos verdes e um corpo escultural.

- Minerrva, perrdon pelo atraso. – tinha o sotaque francês carregado.
- De forma alguma, eu apresento a vocês Jeanne Vasseur a nova professora de Aritmancia, e diretora da Corvinal.
A mulher tinha mais ou menos a mesma idade de Hermione. Cumprimentou todos com um aceno delicado com a cabeça.

- Drraco! Você aqui!
Jeanne se pendurou no pescoço de Draco, que ficou sem ação.
- Olá Jeanne, como vai?
- Com saudades... você sumiu...

Hermione cravou os olhos na cena, estava desconcertada.
Meg puxou Hermione delicadamente.
- Está dando na cara....
Hermione saiu do transe.
- Não é o que você está pensando.
- Eu sei que não. – concluiu debochada.
- Meg, não me provoque.
- Eu não faria isso agora, ou certamente você descontaria em mim toda a raiva que está sentindo da loira...
Hermione olhou ameaçadoramente para a amiga.
- Ok, ok, eu paro!
- Ótimo!

Pouco depois, Minerva ordenou a Hagrid que fosse receber os alunos do primeiro ano no saguão de entrada, enquanto os demais professores se dirigiam para o salão principal.
Hermione ficou sentada entre Harry e Rony, Draco estava ao lado de Rony.
Os alunos a partir do segundo ano já tomavam seus lugares no salão. E Philip olhou contrariado para a bancada. Ele ameaçou se levantar e ir até onde estavam seus novos “professores”, mas Harry fez um sinal negativo com a cabeça, e Philip retornou ao seu lugar.
A cerimônia de seleção seguiu tranqüila, Hermione e Harry ficaram satisfeitos ao ver que mal o Chapéu Seletor foi colocado na cabeça de Tiago e logo gritou, GRIFINÓRIA! Eles também notaram que Tiago parecia realmente satisfeito em tê-los por perto.
Hermione foi apresentada como professora Granger. Preferiu assim, já que de Potter, bastava Harry.
Após a cerimônia, Hermione e Harry levaram os filhos à sala de Hermione, onde conversaram.
- O que vocês estão fazendo aqui? – Philip perguntou arrogante. – E que história é essa de você ser a nova diretora da Grifinória, mãe?
- Parabéns, Tiago, fico feliz que você tenha caído na Grifinória. – Congratulou Hermione e foi acompanhada por Harry.
- Eu também fico, obrigado.
- Vocês podem parar de me ignorar?
- Claro, Philip, é só você ser mais educado. – retrucou Harry ligeiramente irritado.
Philip bufou.
- Nós fomos convidados por Minerva para darmos aulas aqui e aceitamos, algum problema com isso?
- Claro que há mãe! Eu tenho a minha liberdade, e vocês a estão tirando!
Hermione e Harry se seguraram para não rir. Liberdade!? O que ele entendia por isso...
- Não seja bobo, Philip!
- Eu estou falando sério pai!
- Bem, você não tem com o que se preocupar, aqui nós não seremos seus pais, mas sim seus professores.
- Saco!
- Philip, já chega. Agora vá para o seu quarto antes que perca pontos para a Grifinória antes do ano letivo começar de fato. E acompanhe o seu irmão até o quarto dele, ele ainda não sabe aonde é.
- Está bem, vamos baixinho....
- Você tem que parar de me chamar assim, sabia?
Philip ergueu a sobrancelha e riu sarcástico.
- Quando você deixar de ser um baixinho eu paro de te chamar. Agora vamos.
- Não nos falam boa noite? – perguntou Hermione.
- Claro que sim, boa noite professores. – o loirinho respondeu sarcástico, mas depois voltou e deu um beijo de boa noite nos pais.

A sala comunal dos professores era extremamente elegante, decorada com uma mescla das cores de todas as casas, de muito bom gosto. Tinham várias poltronas distribuídas e uma lareira aconchegante. Os quartos eram individuais, e tinham portas de carvalho.
Quando Harry e Hermione chegaram até a sala comunal, Rony, Gina e Draco e Jeanne ainda estavam nela.

- A Frrança não ficou mais a mesma sem você, Drraco.
- Você sabe como é, eu tive que voltar, sentia falta da minha casa, meu país.
Jeanne logo foi se deitar, não sem antes fazer um descarado convite a Draco.

- Bela compania, não Malfoy.
- Deixe sua esposa ouvir isso, Ronald!
- Calma, Gina, é só um comentário. Hey, Harry, que bom que chegou, estava te esperando para relembrar velhos tempos, a fim de perder uma partida de xadrez?
- Não me subestime, Weasley!
- Isso é um sim?
- Não sei. – Harry encarou Hermione, e a segurou pela cintura. – Você se importa?
- Claro que não. Assim eu aproveito e vou reler as aulas que preparei para amanhã.
Harry baixou a voz para que só Hermione pudesse ouvi-lo.
- Posso ir ao seu quarto depois?
Ela sorriu e deu um selinho nele.
- Claro.
Ele sorriu maroto para ela e se virou para Rony.
- Vamos lá, Ronald, vai levar a primeira lavada da sua vida.
Rony riu satisfeito.
- Não sonhe, Harry. A melhor de três?
- Sim, a melhor de três.

Hermione desejou boa sorte aos homens e se retirou, sendo seguida por Gina, que foi se deitar também. Draco ainda ficou um pouco assistindo à partida e sorriu ao ver a superioridade do ruivo sobre Harry. Ele definitivamente gostava de ver Harry perder.
Draco pediu licença para se retirar, e despercebidamente seguiu para um quarto que não era o seu.

O quarto de Hermione possuía uma decoração delicada, e ao mesmo tempo objetiva.
A cor predominante era vermelha. Tinha fotos dos filhos, e dela com Rony e Harry na escrivaninha, que ficava em frente à cama. Era um quarto espaçoso, como os dos outros professores.
Ela estava sentada em uma cadeira fazendo anotações em um pergaminho, estava realmente concentrada.
Draco entrou sorrateiro e trancou a porta atrás de si, só depois de já estar bem próximo dela ele se expôs.
- Boa noite professora Granger.
Ela já havia se trocado, trajava uma camisola azul bebê com um robe da mesma cor,.
Hermione congelou instintivamente, a voz dele estava próxima demais, ela ficou irritada por ter estado tão concentrada no que estava fazendo de modo a não perceber ele entrar. Afinal, o perfume amadeirado dele era irreconhecível.
Ela levantou e se virou para encará-lo, não gostou do quão perto ele estava. Essa era a primeira vez que estavam tão próximos há muito tempo, principalmente em uma situação como aquela, a sós, com ele em seu quarto, e de camisola.
- O que faz aqui? – tentou parecer calma.
- Você ainda tem coragem de perguntar? – ele parecia um pouco exaltado.
Ela o encarou incerta se deveria responder. Foi então que ele a segurou pelos pulsos e fez com que ela fosse para trás, em direção da escrivaninha.
- Não se faça de boba, Hermione, por que diabos você voltou para o Harry?
- Até onde eu saiba eu não te devo satisfações.
- Não brinque comigo, está evidente que você ainda sente algo por mim.
- Você realmente precisa da ajuda de um especialista, Malfoy! – ela tentou ser displicente, mas seu corpo definitivamente não estava contribuindo, seu coração estava acelerado e ela sentiu o rosto esquentar. Como um simples contato com ele a deixava assim?
- Não me provoque. – ele respondeu em tom de aviso. – Você não faz idéia do que sou capaz!
Ela o inclinou, a cabeça para frente, diminuindo assim a distância entre eles e perguntou desafiadoramente:
- E do que exatamente você é capaz?
Draco sorriu enviesado, era tudo o que ele precisava, ela o desafiando.
Sem nenhum aviso, puxou-a pela cintura e a beijou de maneira possessiva. Era o primeiro beijo desde o reencontro. Ela relutou inicialmente, tentava empurrá-lo, mas ele era muito mais forte. Enquanto tentava controlá-la, ele a empurrou contra a escrivaninha. Ela não tinha mais para onde fugir.
Ele continuou beijando-a com paixão, e ela não demorou a ceder. Antes que pudesse pensar, já estava sentada sobre o móvel com Draco encaixado em si, beijando desvairadamente seu pescoço enquanto ela acariciava a nuca dele.
Era um misto de sensações, saudade, desejo, paixão, raiva, tão misturados que era difícil decifrar qual deles os tinha colocado naquela situação.
Ela recobrou um pouco do juízo ela mergulhou os dedos no cabelo dele, na base do pescoço e puxou sua cabeça para trás com força, fazendo ele se afastar.
- O que você pensa que está fazendo? Logo mais o Harry virá para cá.
Ele sorriu sarcástico. Como ela odiava aquele sorriso, principalmente porque ele ficava encantador.
- Bela bosta! O Harry pode ficar com você a vida inteira que nem assim fará você sentir o que eu faço.
Hermione puxou com mais força o cabelo dele, quando tentou voltar a beijá-la.
- Como ousa? Você não tem nem um pingo de bom senso, não é mesmo? O que faz você pensar que eu quero isso?
- O fato de você ficar toda arrepiada quando eu simplesmente falo com você. – ele fez com que ela afrouxasse a mão que prendia o cabelo dele e se aproximou do ouvido dela. – Principalmente, quando falo assim, de perto.
Ela respirou fundo e molhou os lábios, que estavam secos com a ansiedade. Ela queria que ele a beijasse e a possuísse ali mesmo, e por outro lado se odiava por isso.
- O que você quer Malfoy?
- Você sabe.
Draco já tinha voltado a beijá-la, dessa vez no colo. Ele retirou o roupão dela, deixando-a apenas de camisola.
- E a sua amiguinha? A Jeanne?
Ele sorriu abertamente.
- Com ciúmes, querida? Não tem porque, eu só tenho olhos para você, por mais fantástica que ela seja. E ela é! Você é infinitamente melhor.
- Como você se atreve? Você é tão desprezível...
- Eu faço o que eu posso.
- Eu pensei que você quisesse ser bom agora... – ela falou com dificuldade.
Ele parou de beijá-la e a encarou nos olhos.
- E eu não estou sendo? – perguntou se fingindo de ofendido.
- Não seja bobo, não é disso que eu estou falando.
- Nesse caso, como você mesma disse, eu não tenho muito jeito para ser herói!
E a beijou novamente, o beijo era possessivo, arrebatador. Draco desceu a mão para as coxas de Hermione, ela ficou sem ar, qualquer toque do loiro a deixava em êxtase.
Ele explorou a região sem pudor, e ela agora beijava o pescoço dele.
Draco a desejava muito, e sabia que se quisesse, naquele momento a teria. Mas também estava ciente de que ela o odiaria ainda mais depois.
Ele se afastou ofegante e se odiando por ter parado. Ela o encarou confusa.
- Você vai voltar a ser minha, e sabe por quê? Porque ainda me ama e me deseja como doze anos atrás. Mas não será assim.
As palavras dele tiveram o efeito de um choque. O que diabos ela estava fazendo, afinal?
Ele saiu de onde estava e foi para perto dela, sussurrando em seu ouvido:
- Duvido que o Potter consiga algo essa noite. Você é minha! Sempre foi.
E falando isso, se afastou em direção à porta. Ela tinha que se recompor.
- Aonde você pensa que vai?
- Embora! Ou quer que eu fique? – perguntou malicioso.
- Não seja idiota, alguém pode te ver.
- Não me viram entrar, não me verão sair, prometo. Boa noite querida.
Ele beijou e mordeu de leve o lábio dela antes de sair.
Saiu satisfeito, ela ainda o queria.

Hermione estava se odiando, como pode ser tão submissa aos desejos dele? Ou seria aos dela?
Ela ficou estática, estava se sentindo um lixo, tinha deixado Draco fazê-la perder o controle, não que isso fosse uma novidade, mas ela estava possessa.
Depois de algum tempo ela vestiu o roupão, que antes estava sobre a escrivaninha, e sentou na cama, relembrando tudo o que tinha acontecido.

O que a trouxe de volta ao mundo real foram às batidas à sua porta, ela ficou sobressaltada, afinal, já sabia quem era.




Bom, fiz um trailer caprichado, afinal, estou em dívida com vocês...

Ela estava furiosa e cometeu mais erros.
Hermione não respondeu. Ficou de pé e o beijou de uma maneira avassaladora. Harry a puxou pela cintura e ela o pressionou pela nuca para que ficassem mais próximos.
Em seus lábios ainda sentia o gosto dos beijos de Draco e sua pele ainda estava sensível pelos toques do outro.


Mas como sempre, ele a trouxe para o mundo real.
- Se eu soubesse que voltar a Hogwarts te faria tão bem, teríamos voltado antes.
Harry voltou a beijá-la.
Ele tinha que abrir a boca? Estragou tudo, que droga!
Hermione parou imediatamente o que estava fazendo.


As provocações de sempre.
- Sempre perdendo, não é mesmo Potter?
- Eu vou dormir. Ou melhor, vou ver a Mione. – Harry olhou para Draco com a intenção de provocá-lo.
- Nesse caso, boa sorte Potter. Você vai precisar.


Fez com que ele endesse o que tinha acontecido.
- O que você fez, Malfoy? O que você fez a ela?
Harry puxou Draco pelo colarinho, estava vermelho de raiva.
- Sua noite não me parece estar sendo muito boa, Potter, mas mantenha a calma. – respondeu debochado.


E para variar, Draco o tirava do sério.
- Eu não vou perdê-la para você! Está me ouvindo Malfoy? NÃO VOU! – bradou
Draco parou no caminho e encarou Harry sério, pela primeira vez na noite.
- Lamento dizer, Potter, mas isso não tem jeito, já que não podemos perder o que nunca tivemos, e você sabe muito bem disso.
- Desgraçado!


A culpa tomou conta dela.
- Não adianta ficarmos procurando culpados agora. O que passou, passou.
- Harry, não aconteceu o que você está pensado. – falou desolada.
- Eu não estou pensando em nada.


E mais uma vez o casamento estava em jogo.
- Escuta Mione, eu sei o que você está pensando em fazer, mas eu digo desde agora que não aceito.
- Como?
- Ontem eu avisei ao Malfoy que não te perderia para ele e falei sério.


E para completar, as coisas não pararam por aí.
- Ora, ora, se não é o maldito Malfoy! Fico feliz em te ver, quero terminar o que comecei ontem.
Harry foi avançar em Draco e Hermione tentou segurá-lo, em vão o puxando para trás.
- Harry, por favor!
- Me solta Hermione! – bradou.

Muitas emoções no próximo cap. Antigas Brigas e Novas Disputas
.

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