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6. Eixo


Fic: A Secret.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: Ok, mais uma nota do autor para se desculpar. Tive alguns contratempos de cunho sentimental que me fizeram perder a inspiração para continuar a fic, mas agora acho que consegui transformar esses problemas, nesse capítulo. Tem muito de mim, aqui. Espero que gostem. Os que ainda forem acompanhar essa fic, claro.


Obrigada pelos reviews e enjoy.


x


 


Tears stream down your face,


When you lose something you cannot replace


Tears stream down your face


And I will try to fix you


 


X


 


Eu não podia culpar o álcool pelo que estava acontecendo. Eu sabia exatamente o que o que estava fazendo e tinha plena consciência dos meus atos, mas minha consciência aqui não mandava em nada.


A única coisa que me guiava naquele momento era o desejo. O maldito instinto do desejo de sentir cada vez mais o membro de Malfoy dentro de mim.


Pulsando. Latejando.




“Draco”. Sussurrei em seu ouvido e ele entendeu bem o recado, começando a ir mais depressa.


Doía, mas nada superou o prazer daqueles minutos. Chegamos ao ápice juntos e o sentimento de nunca ter me sentido tão desejada, como naquela hora, cresceu em mim.


Ambos estávamos ofegantes e suados. O corpo dele sobre o meu e o meu corpo sobre aquele chão frio da sala. Alguns minutos depois e minha mente começou a trabalhar numa velocidade incrível, até ele colocar aquele par de olhos cinzentos em meu rosto. Estavam claros novamente, diferentes de minutos antes, mas continuavam frios. Acho que eu estava começando a me costumar a cair desse penhasco. Nossas respirações voltaram ao normal e eu comecei a ficar nervosa. Não fazia idéia do que falar ou do que fazer agora. E tenho certeza que ele não precisou ler minha mente para perceber isso. O sorriso no canto de sua boca se formou, então ele saiu de cima de mim e deitou ao meu lado. Sem me tocar. Apenas ficamos por um bom tempo encarando o teto até que eu me virei pra seu lado e encolhi meu corpo, fechando o olho. Estava cansada e faminta. Sem contar o frio que percorria meu corpo agora, depois da adrenalina baixar.




- Isso é ridículo... – Ele disse e eu abri meus olhos, o encarando. Ele continuava olhando para o teto e eu tive a leve sensação de que o comentário foi mais para ele do que pra mim. Na verdade, para o bem dele, era melhor que fosse mesmo.




- Tenho certeza de que isso não é algo muito delicado para se falar, depois do que fizemos – Eu disse, voltando a fechar meus olhos. Eu queria sair do chão e deitar em alguma cama bem quentinha, para descansar meu corpo, mas o infeliz daquele loiro não pensou em uma cama quando entramos na sala. E pelo jeito nem estava pensando. Ele riu timidamente. Eu senti o seu riso e, mesmo de olhos fechados, percebi que ele havia aproximado seu rosto ao meu.




- Não. Eu não estou falando disso. – Ele começou, mas não continuou. Acho que entendi o que ele quis dizer e então juntei forças pra abrir os olhos e começar a me levantar dali. À medida que erguia meu corpo, senti seus olhos em mim e, se houvesse um espelho em minha frente, teria comprovado que minhas bochechas ficaram vermelhas. – Em alguma coisa tínhamos que dar certo, huh?




Porque ele tinha que falar aquilo? Virei meu rosto na direção dele e não tive outra reação, a não ser soltar um sorriso. Não era um sorriso de felicidade, porque aquilo seria muito menos doloroso se tivéssemos continuado sem descobrir que poderíamos nos dar bem em alguma coisa. Terminei de vestir minha calça e comecei a procurar meu soutien, que não demorei a achar. Ele continuava com aqueles olhos em mim, mesmo de costas eu sabia disso. Confesso que minha vontade de conversar era zero. A única coisa que ocupava a maior parte do meu querer era de ficar ali com ele, naquela sala. Mas isso era errado. Éramos errados um para o outro e ambos sabíamos disso. E isso, de uma maneira esquisita, me machucava.


Estava terminando de me vestir quando percebi que ele se levantou e começou a pegar as peças de roupas dele. Suspirei. A hora de dar adeus estava se aproximando de verdade, agora.




- Eu deveria ter pensado em uma cama – Ele falou e eu não respondi – O chão está realmente frio. - Andei até uma das poltronas e sentei, encarando a janela à minha frente. – Ou realmente poderíamos ter ido pro tapete – Suspirei e virei meu rosto para encará-lo. Ele já estava com a calça.




- Qual é o dia do seu aniversário? – Perguntei e ele achou estranho, mas respondeu.




- 5 de junho. Por quê? – Ele pareceu confuso e eu sorri.




- Gêmeos. Está explicado porque você fala tanto. – Comecei a rir e ele parou de recolher suas peças de roupas e me encarou com uma pergunta nos olhos. – Horóscopo – Respondi divertida. Aquilo estava deixando a atmosfera mais leve.




- Ah! – Ele exclamou, e eu não tive certeza se ele tinha entendido. – Tem a ver com toda aquela coisa de constelações e astros que estudamos em Astrologia.




- Uau, senhor Malfoy. Achei que não fazia a menor idéia do que se tratava – respondi com um sorriso franco no rosto e ele devolveu, voltando a recolher suas roupas. Começando por calçar os sapatos.




- Qual o seu? – Perguntou não me encarando, voltado para sua tarefa de calçar seus sapatos.




- 19 de setembro. Virgem.




- Não mais. – O que? Sério que Draco Malfoy estava fazendo aquela piadinha? Ele riu gostosamente e minha única reação foi de pegar a camisa dele que estava perto dos meus pés, embolar e jogar na cara dele.




- Ridículo – Falei, soltando um pequeno sorriso e me levantando, indo em direção a uma das janelas. O pôr-do-sol estava lindo, dali. Lindo e melancólico. E me trouxe para a realidade, mais rápido do que eu poderia imaginar. Olhei pra ele e antes dele conseguir terminar de vestir sua camisa, eu pude perceber minhas unhas bem marcadas em suas costas. Aquilo me trouxe uma melancolia, uma tristeza que eu não sabia da onde vira. Senti algo quente descer em meu rosto e morrer na minha boca. Ele viu. Virei novamente o rosto e senti as lágrimas descendo como se fossem uma cachoeira. Meu ombro começou a fazer um movimento de subir e descer, e eu comecei a soluçar. Escondi meu rosto em minhas mãos e por isso não vi quando Malfoy se aproximou.




- Hey. – Ele falou, segurando meus ombros, mas eu não cedi. Continuei com aquele choro dolorido e sem coragem de parar. – Você... Você se arrependeu.




Não senti preocupação em sua voz, só uma ponta de tristeza, talvez. Juntei forças para olhá-lo. Eu tinha me arrependido? Quer dizer, não era por isso que eu estava chorando, mas... Eu tinha me arrependido? Quer dizer, a primeira vez que me entrego para um cara, foi pra um comensal da morte, um inimigo. Isso seria algo fundamental para me fazer me arrepender do que fiz.


Olhei para seu rosto e estava com uma expressão serena. Nunca havia visto isso no rosto de Draco Malfoy. Ele tinha sido muito gentil comigo. Todo o tempo. Não me sentir nervosa ou com medo, quando ele me invadiu daquela forma e, para desespero da minha consciência, eu tinha me sentido segura. Me senti segura com o cara que, horas antes, disse que preferia me ver morta. Isso não fazia sentido. Mas, por Merlin, não.




- Não – Respondi, sentindo minha voz rouca – Não me arrependi, Malfoy. E isso que machuca.




Ele entendeu. Encarou-me por alguns segundos antes de abaixar a cabeça e concordar, afastando-se de mim.




- Sabe... – Ele começou, terminando de ajeitar sua gravata – Sou o cara que fez escolhas ruins pelo simples fato de não ter tido escolhas. E você é o preço que pago, por isso.




Desisti de tentar parar de chorar. Balancei a cabeça, negativamente, e funguei.




- Todos têm escolhas, Malfoy – Falei e uma parte de mim – que não era a da razão – desejava desesperadamente que ele entendesse isso e desistisse daquela vida que ele estava entrando.




- Você nunca entenderia e nem entenderá isso, Granger.  




- Tenta – O desafiei.




- Você tem o amor dos seus amigos e familiares. Você nasceu para ter escolhas. Ninguém ao seu redor lhe obriga a lutar ao lado deles. A fazer o que eles acham que é certo. Você vive em um mundo que diferença de sangue, de poder de magia, tudo simplesmente não é requisito para você ser digna deles. Para ser digna de viver ou morrer. No seu mundo, independente de tudo isso, você sempre será digna de viver, porque nunca a consideraria fraca por seguir seus sentimentos.




Ele parou para tomar um pouco de ar. Fechei meus olhos e me apoiei na janela. De um modo geral, ele estava totalmente certo nessa análise.




- Malfoy... – Tentei falar algo, mas ele me interrompeu




- Eu cresci em um mundo completamente oposto ao seu, Granger. Se eu admitir que eu sinto algo por alguém como você, em meu mundo, me considerariam fraco, traidor, eu seria ridicularizado e morto. Você sabe disso, você sabe que eu não tenho escolhas. Nunca tive.




Abri meus olhos a tempo de ver uma única lágrima percorrer seu rosto. Senti um aperto em meu peito, uma angústia, uma vontade de correr até ele, abraçá-lo e dizer que tudo ficaria bem. Mas eu não podia. Nada ficaria bem depois daquele dia. Nada seria como antes e os dois sabiam disso. Ele limpou o rosto e terminou de se arrumar. Eu caminhei até a mesa no centro da sala, peguei minha fita de cabelo e o prendi de forma despretensiosa.




- Acho que pioramos tudo, hoje – Falei, sem encará-lo, ambos estávamos de costas um para o outro.




- Acho que sim – Ele respondeu – E eu nunca serei aquele cara de comédias românticas que desistem de tudo só para ficar com a mocinha. Eu sou... Fraco.




- Por isso a vida é uma Tragédia, não uma comédia romântica – Eu falei, limpando meu rosto e tentando parar de chorar, de vez. Ficamos parados, sem fazer barulho por mais alguns minutos, até ele resolver quebrar o silêncio. E Deus, como eu queria que ele não tivesse feito isso.




- Vai embora – Ele falou e meu coração congelou. Eu sabia que tinha que ir embora, mas aquelas palavras me deixaram triste.




- Draco... – Eu tentei, me virando pra ele, mas ele me interrompeu de novo, virando-se também.




- Vai embora – Havia dor naqueles olhos – Para de querer prolongar isso. Você sabia que esse momento ia chegar. Eu sabia. Então pra que querer prolongar essa dor... – Ele parou e o percebi engolindo as palavras – Eu só quero que você saia daqui e pare de me sufocar com esse seu cheiro... – Ele foi se aproximando e eu não me afastei.




Sabia o que iria vir a seguir e minhas suspeitas se confirmaram quando ele tocou meus lábios com os dele. Tudo pareceu rodar e eu me segurei em seus ombros.


Pareceu uma eternidade, ou pelo menos esse era meu desejo, até que ele me empurrou para longe dele. Levantei a minha cabeça e respirei fundo. Olhei dentro de seus olhos antes dele se virar e colocar as mãos na cabeça. Percebi que estava na hora de sair. Ele estava certo. Não tinha porque continuar prolongando aquilo. Caminhei até a porta, abri e antes de ter a chance de fechá-la totalmente, ouvi seu grito de desespero; um vidro, que provavelmente era da nossa bebida, sendo jogando contra a parede oposta a da porta e livros sendo lançados no chão. Malfoy estava em um ataque de fúria, mas ela não podia fazer nada. Apenas fechar a porta e sentir meu coração congelar, por ter que deixá-lo ali, naquela situação. Ou apenas por simplesmente ter que deixá-lo. A única coisa que eu tinha certeza é que, nessas últimas horas, Draco Malfoy havia despertado algo em meu coração, mas que para meu próprio bem, deveria conseguir adormecê-lo.

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