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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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7. Capítulo 07


Fic: Aquilo que você não vê DM-HG


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 07


 


- Ótimo... – o homem saiu do laboratório, acendendo um cigarro. Foi até a varanda e acendeu um cigarro. O mundo bruxo se renderia ao seu comando e os trouxas... Teriam uma boa serventia como trabalho escravo. Sorriu enquanto observava o por do sol.


 


Jogou o cigarro sem se importar de sujar o chão da rua trouxa onde estavam escondidos. Ter feito a aliança com aquele grupo tinha sido uma ótima jogada, mas precisava que mais Comensais se unissem à causa. Quem sabe com os resultados das mortes obtidas no mundo trouxa, conseguisse mais apoio.


 


Viu que seu aliado trabalhava fervorosamente. Aquilo era bom, apesar de não ser suficiente. A reunião que teria depois do almoço talvez surtisse bom resultado.


---


 


Quando Hermione acordou, Draco tinha saído para o trabalho, mas ela encontrou seu café da manhã pronto sobre a mesa na sala de jantar e um recado:


Mimi,


Passo ao meio dia e meia para pegar você para  almoçarmos juntos.


D.


 


Sorriu, claro. Draco conseguia ser muitas pessoas em uma só. Mudava seu jeito, humor, personalidade em instantes. Comeu rapidamente e foi pela conexão de flu até o hospital.


 


Encaminhou-se diretamente até o quarto de Alicia. Quando chegou viu que a ex-colega de casa comia seu café da manhã e suspirou internamente.


- Bom dia, Alicia. Bom dia, senhor. Como está se sentindo hoje?


 


- Estou bem. A coceira diminuiu e parece que não surgiu mais nenhuma ferida.


 


- Vejo que está se alimentando – Hermione perguntou enquanto passava a varinha sobre o corpo da paciente e verificava se estava tudo bem.


 


- Isso é importante, não é? Ela alimentar-se e manter-se forte? – o senhor Spinnet perguntou.


 


- Claro, claro. Essa é uma ótima notícia realmente. Aqui estão suas poções. Mais tarde Jonah virá aqui, ok? Até lá, se precisar de alguma coisa ou sentir qualquer tipo de desconforto é só chamar um de nós.


 


- Obrigada, Hermione.


 


Ela foi até o laboratório onde sabia que Jonah preparava mais poções. Havia um estagiário ajudando no preparo das poções, que cumprimentou Hermione rapidamente ao vê-la entrar na sala.


- Passou para ver a senhorita Spinnet?


 


- Sim, Jonah. Bom saber que ela ainda não perdeu o apetite!


 


- Atualizei nosso relatório, se quiser dar uma olhada – ele apontou com a cabeça uma gaveta – Pode acrescentar algum detalhe, se achar necessário.


 


Após ler o documento, ela voltou a guardá-lo, achando que não havia nada que poderia ser colocado no momento. - Teve alguma notícia do Potter e do Weasley?


 


- Ainda não. – ela respondeu séria, lembrando-se da briga que teve com Harry – Vou até meu escritório realizar mais algumas pesquisas e cruzar dados dos pacientes para ver se algo passou despercebido. Precisam de ajuda aqui? Taylor?


 


- Não, senhorita Granger. O senhor Malfoy mandou uma grande quantidade e nosso estoque está cheio. Estou apenas preparando mais umas para serem aplicadas nos ferimentos. O que precisamos é de mais raiz de valeriana.


 


- Vou falar com Neville sobre isso. Você estará por aqui mais tarde, Jonah?


 


- Não. Estarei na minha sala. Ainda temos um departamento para coordenar e alguns casos de envenenamento precisam da minha supervisão. Mas, nada ligado a essa doença – ele emendou ao ver a expressão de Hermione.


 


- Que bom... Estarei na minha sala... Nesses últimos dias dei pouca atenção a outros casos. Até mais tarde! – os dois homens se despediram dela, que saiu em direção à própria sala.


 


---


- Pode entrar, senhor Longbottom. O senhor Malfoy já o espera.


 


Neville acenou nervoso e entrou na sala. Nunca tinha estado no escritório de Draco, apesar de muitas vezes conversarem por coruja ou pó de flu. O loiro o consultava quando precisava de alguma informação precisa sobre herbologia. Ter sido chamado em Hogwarts para uma reunião era algo que ele não esperava.


 


O ex-grifinório estava treinando para assumir o cargo de Pomona Sprout. Além disso, realizava pesquisas de campo em Hogwarts. Queria ampliar a matéria para além do conhecimento das ervas, queria que os estudantes pudessem aprender como acelerar um crescimento ou como cultivar uma planta de inverno no verão, por exemplo. McGonagall, sempre interessada que os alunos aprendessem e estudassem mais,  deu, inclusive uma estufa para que ele conduzisse suas pesquisas.


 


O trabalho, que acontecia há dois anos, estava dando certo. Fazendo com que a matéria, antes pouco apreciada, fosse ganhando mais alunos interessados. Neville tinha, inclusive, montado um grupo de estudo com estudantes a partir do 5º ano.


 


A vantagem de ainda não trabalhar como professor de Hogwarts era que podia morar fora do Castelo. Claro que, como professor, ele ainda tinha essa opção, mas poucos conseguiam de afastar do castelo. A carga de lições, turmas, detenções, estudo era muita. Por isso, praticamente todos moravam por lá. Ele não via Gina morando com ele em Hogwarts... Aliás, ainda era difícil acreditar que ele e Gina estavam realmente juntos.


 


Afastando a ruiva de seu pensamento, entrou na sala. Estava nervoso. Mesmo sabendo que Draco não estava mais aliado às forças das trevas, ele nunca ficara sozinho com o loiro. Sabia muito bem que Draco não gostava dele e não poderia negar: a recíproca era a mesma.


 


- Longbottom – ouviu a voz arrastada e rouca de Draco. Assustado, tropeçou no tapete e foi ao chão. Derrubando as amostras que trazia. O tapete enrolou-se em seu pé, derrubando alguns vasos e esculturas. A secretária que o atendeu entrou correndo na sala e perguntou:


 


- Está tudo bem?


 


- Apenas uma entrada típica, não é mesmo, Longbottom? Está tudo bem, senhora Himmer. Pode nos deixar a sós. E sem interrupção – a senhora de cabelos grisalhos ajeitou os óculos e saiu da sala, olhando de forma desaprovadora para o rapaz que se levantava de forma desajeitada.


 


- Eu posso consertar, Malfoy.


 


- Por favor, não! – Draco falou sem esconder o desprezo – Faça o favor de chegar em segurança até a mesa e sentar sua bunda nessa cadeira. Não estou a fim de bancar sua babá e ter que ir com você até o St. Mungus.


 


Neville não sabia o que responder. Ele nunca sabia o que responder na frente de Draco. Parecia um garotinho de 12 anos e aquilo o deixava bravo consigo mesmo. Organizou as ervas que havia trazido e andou até o local indicado.


 


Draco mantinha a mesma postura fria dos anos de Hogwarts. Porém, mais intimidante, segundo Neville. Os dedos estavam cruzados sobre a mesa. No entanto, o ex-grifinório esperava mais ostentação na sala de Draco Malfoy. Só que Longbottom também sabia que o loiro à sua frente havia doado quase toda sua herança e sobrevivia com pouco dinheiro, a maior parte sendo investida na empresa. Ele ficara apenas com uma quantia razoável de sua mãe, isso depois de confirmar inúmeras vezes que o dinheiro não viera de negócios escusos.


 


- Você foi chamado aqui para me ajudar com Herbologia e as plantas medicinais e não para ficar admirando meu escritório. Se gostou tanto assim, eu tiro uma foto para você – Draco falou inclinando-se sobre a mesa e olhando ameaçador. Para o loiro, era impressionante como aquele rapaz, que tinha conseguido simplesmente cortar a cabeça daquela cobra medonha e gigantesca, parecia ter medo dele. E aquilo, ao invés de incomodar Draco, apenas aumentava o seu prazer. Ignorando o comentário, Neville disse, após um pigarro.


 


- Essas ervas têm crescido com mais facilidade depois de um feitiço que apliquei. Sei que Hermione tem usado poções à base de raízes de valeriana para acalmar a coceira. Como está seu estoque?


 


- Sempre precisando de mais... Eles têm um rapaz que nem me preocupo em aprender o nome ajudando no preparo das poções. Mandei uma grande quantidade, mas se essa doença começar a se alastrar o que tenho não será suficiente por muito tempo.


 


- Posso enviá-las para você. Tem algum funcionário que possa indicar para fazer um estágio comigo? Ele poderia aplicar minhas técnicas aqui. Ainda estão em fase de estudos, mas algumas têm dado bom resultado. Sei que coordena algumas estufas – Draco simplesmente o encarou de forma indiferente. Depois de alguns instantes, pegou um pergaminho e rabiscou um nome. Em outro pergaminho, escreveu mais algumas palavras, colocou dentro de um envelope e lacrou com cera quente – Peça para a senhora Himmer leva-lo ao encontro desse rapaz. Entregue a ele esse pergaminho. Hoje mesmo poderá acompanha-lo até Hogwarts.


 


- Hoje mesmo?


 


- Claro, Longbottom. Ou acha que meus funcionários são como seus estudantes melequentos que levam dias e dias para surgir com algum resultado?


 


- Eles não são melequentos – Neville respondeu de forma infantil. Draco apenas levantou uma de suas sobrancelhas. Estava pronto para manda-lo embora quando a porta foi aberta de forma intempestiva.


 


- Senhor Malfoy, eu avisei que o senhor não queria ser interrompido – disse a senhora Himmer antes que a outra pessoa que entrou na sala de forma abrupta pudesse falar alguma coisa.


 


- Eu posso, não é mesmo, Draquito? Afinal, faz dias que não nos vemos! – ela disse andando até a mesa. Ele apenas olhou com frieza para Astoria. A loira pulou no colo dele, como se não houvesse mais ninguém na sala e o beijou. Neville desviou sua atenção para qualquer ponto que não a sua frente.


 


- Astoria! – Draco exclamou após separa-la de si – Sei que essa é uma palavra pouco conhecida por você, mas algumas pessoas trabalham. E eu, estou trabalhando!


 


- É... Acho melhor... Estou de saída, Malfoy – Neville falou levantando-se. A secretária ainda parada na porta sem saber o que fazer.


 


- Sente-se, Longbottom. Agora. Nossa reunião ainda não acabou.


 


- Não?


 


- Não. Senhora Himmer acompanhe Astoria para fora da sala.


 


- Draco, mas Draco... faz 74 horas que nós não nos vemos! É uma eternidade!


 


- Estou trabalhando e no meio de uma reunião importante. – Draco falou com seu típico tom frio. Astoria olhou para Neville, como se notasse, pela primeira vez que havia outra pessoa na sala.


 


- Eu te conheço? – ela perguntou cruzando os braços. Em sua voz a indiferença. Neville abriu a boca para responder, mas Draco o cortou.


 


- Saber quem ele é ou deixa de ser não fará nenhuma diferença na sua vida, Astoria. Agora, faça o favor de sair. Eu passo na sua casa hoje à noite, ok? – ele disse com a mão nas costas dela, andando em direção à saída – Senhora Himmer – ele disse. Depois, deu um rápido beijo nos lábios da moça e fechou a porta de forma ruidosa.


 


- Achei que nossa reunião estava terminada – Neville falou sem encara-lo.


 


- Achou errado, Longbottom. Vai ficar sentado aqui mais alguns minutos – ele conhecia muito bem a namorada para saber que ela estaria esperando por ele do lado de fora. Se enrolasse tempo suficiente, sabia que Astoria se cansaria. Os dois ficaram em um incômodo silêncio. Neville procurando algo para onde olhar. Draco deixou a cabeça repousar entre as mãos. Sua respiração rápida. Então, o herbólogo viu a figura do loiro que parecia tão... perdida?


 


- Malfoy, v-você está se sentindo bem? – não houve resposta. Draco estava pensando sobre sua decisão. Não seria nada fácil. Ao mesmo tempo, só de pensar já sentia seu corpo mais leve. Seu coração mais tranquilo. Era como se fosse acertar a única coisa errada em sua vida, corrigir seu maior erro. Draco não respondeu simplesmente porque não ouviu. Tinha os olhos fechados. Neville não tornou a perguntar nada. Apenas mexeu-se na cadeira sem saber o que fazer. Se Malfoy tratava a namorada, que parecia ter chegado de viagem daquele jeito, preferia não saber como ele seria tratado caso interrompesse seja lá o que o ex-sonserino estivesse fazendo.


 


- Pode ir embora, Longbottom. Fale com a senhora Himmer – Draco voltou a se sentar ereto, jogando os fios prateados para trás. O brilho frio nos olhos. Tão diferente de quando ele olhava para... – Pode ir, Longbottom! – rapidamente ele se colocou em pé e seguiu para fora. Tomando cuidado para não tropeçar novamente.


 


---


 


Hermione cuidou de alguns pacientes e foi visitar novamente Alicia. Percebeu que a bruxa tinha comido um pouco menos no almoço, mas que ainda não se queixava de perda de apetite. Atualizou o documento e o enviou para Jonah. Olhou para o relógio: quase meio dia. Estar com Draco sempre seria aquele sentimento misto de alegria e tristeza. Completude e incompletude. Estar com Sean era uma saída fácil e segura. Uma saída que ela não estava se arrependendo de seguir. Ouviu uma batida na porta sem saber quem poderia ser. Draco era pontual, não chegaria antes sem avisar.


 


- Pode entrar – ela viu uma longa cabelereira ruiva surgir na porta. Gina. Como tinha precisado dela durante o fim de semana! – Gina! Como foi de viagem?


 


- Bem, foi bem – a ruiva respondeu, elas se abraçaram – Está muito ocupada? Podemos almoçar?


 


- Daqui a pouco eu vou almoçar com Draco. Que tal amanhã? – Gina assentiu.


 


- E você? Como foi seu fim de semana? – Hermione deixou-se cair pesadamente na cadeira e começou a contar. Relembrando, não conseguia acreditar que tanta coisa aconteceu em tão pouco tempo. Como esperava, sua amiga ficou exultante ao saber sobre o namoro. E, como temia, ela voltou em algo que Hermione preferiu não se estender: a briga com Harry.


 


- Certo... Só me explica direito essa briga com Harry. Você não me contou tudo... O que está escondendo? – e, relutantemente, ela contou...


 


Flashback:


- Tudo bem, Parvati... Nem sei por que vim aqui... – Hermione falou levantando-se abruptamente. A cadeira arranhando o piso sonoramente – Vou conversar com Gina.


 


- Sim, vá atrás de Gina! Ela vai passar a mão na sua cabeça e dizer que precisa mesmo ficar esperando o dia em que Malfoy vai perceber que ama uma nascida trouxa como você!


 


- Gina não é nada assim! Ela não me aconselha a ficar esperando por Draco! Ela me ajuda a seguir a minha vida, da mesma maneira que ela fez! Você é um idiota, às vezes, sabia?!


 


Hermione viu a amiga tornar-se tão vermelha quanto seus cabelos flamejantes. Depois de um longo tempo tentando chamar a atenção de Harry, Gina havia decidido continuar sua vida sem o moreno. Saiu com Hermione e as duas beberam e dançaram uma noite inteira. Riram e choraram sem precisar de palavras. Uns dias depois, ela encontrou com Neville. Começaram a sair e logo estavam namorando.


 


Nesse intervalo, Harry e Parvati, que se encontravam às escondidas, trouxeram a público seu relacionamento. Pouco depois do casamento do amigo, rápido demais na opinião de Hermione, Gina e Neville começaram a morar juntos. Ele queria formalizar a união, mas Gina preferira apenas juntar suas coisas e levar para o apartamento dele.


 


- Harry... Harry disse o quê?


 


- Gina, esquece... Ele estava nervoso, eu também – só que Hermione sabia que aquelas eram palavras inúteis. Claro que Harry e Gina continuaram “amigos”. Afinal, Rony ainda era o melhor amigo de Harry, assim como Hermione. Porém, havia sempre um silêncio incômodo entre eles. O silêncio de quem havia perdido seu primeiro amor para o destino. Para outro amor.


 


- Esquece? Esquece? Ele realmente acha que depois desse tempo todo, de todos esses anos… ANOS – ela repetiu enfaticamente, enquanto passava a mão pelos fios lisos e vermelhos – Eu ainda estaria esperando por ele, como uma coruja a espera de um nuque?


 


- Gina, é sério... Ele não pensa isso. Harry está com Parvati, você com Neville. Ponto. Ambos seguiram com suas vidas. Ele sabe disso. Ele apenas quis me provocar. Sabe muito bem como ele e seu irmão ficam quando se trata de Draco.


 


- E não posso tirar a razão deles por isso, não é mesmo? – ela perguntou de forma zombeteira para a amiga. Depois respirou fundo – Preciso ir.


 


- Você vai falar nada com ele – era uma afirmação e não uma pergunta.


 


- Eu? Não... Quer dizer, só umas palavrinhas, deixar claro algumas coisas. - A medibruxa apenas balançou a cabeça. Quando sua amiga cismava com algo era praticamente impossível fazê-la mudar de ideia.


 


- Você quem sabe... Almoço amanhã?


 


- Combinado! – Gina deu um beijo no rosto da amiga e partiu andando rapidamente deixando sua amiga com uma única certeza: a conversa entre ela e Harry resultaria em briga.


 


***


 


Draco bateu duas vezes na porta e entrou, sem esperar pela autorização de Hermione. Já a conhecia bem demais para saber que ela já estaria pronta. A morena o esperava sentada, as pernas esticadas sobre a mesa. Um livro sobre poções medicinais no colo. Seus olhos analisaram cada pedaço da perna que estava à mostra.


 


- Não deveria sentar dessa forma – Draco falou brincando ao perceber que ela não o ouvira entrando.


 


- Draco! Que susto! Além do mais, pouco importa a forma como me sento. Ninguém entra aqui sem bater...


 


- Eu bati... duas vezes – ele falou de forma defensiva, sorrindo de lado. Um sorriso que matava Hermione lentamente.


 


- Estava distraída – ela ajeitou-se. Draco, inconscientemente, inclinou a cabeça para o lado tentando ver um pouco mais dos pares de perna mais lindo que ele já vira. Quando percebeu seu movimento, ajeitou-se, agradecendo mentalmente por ter passado despercebido por Hermione, que organizava suas coisas em uma das gavetas. Foi até ele, ficando na ponta dos pés, para dar um delicado beijo em seu rosto. Um beijo que Draco aceitou. Uma parte de sua mente comandando seu corpo para que ele não virasse. A outra dizendo que ele não se importasse, apenas virasse o rosto e pudesse sentir novamente o gosto dela. O gosto que o perseguia há quase oito anos.


 


Mas ele não virou. Apenas fechou os olhos apreciando os intermináveis milésimos de segundos que o toque levou.


 


- Draco? Você está bem? – ela disse colocando a mão no rosto dele.


 


- Sim, Mimi... Estou bem, aliás, faz muito tempo que não me sinto assim. – ela o olhou interrogativa. Colocou a máscara que colocava todo dia disfarçando a tristeza. Escondendo seu amor cada vez mais fundo dentro do seu peito, do seu corpo, da sua alma, perguntou:


 


- Já sei! – ele sorriu divertido por fora e triste por dentro, porque isso era algo que ela nunca soubera – Astoria voltou, não? Aposto como ela fez uma entrada e tanto no seu escritório, deixando a pobre senhora Himmer totalmente sem graça. – Draco riu sincero dessa vez, nisso ela estava absolutamente correta.


 


- Sim, para a última parte. Apenas para última – ele acrescentou abaixando-se e sussurrando no ouvido dela. O tremor no corpo da mulher não passou despercebido. Ele não deu chances para que ela perguntasse mais nada, passou a mão pelo ombro dela, a levando para fora do escritório.


 


Draco conduziu a aparatação até um restaurante calmo em Leeds. Eles costumavam sair da agitação do Beco Diagonal quando estavam a sós. Apesar de serem geralmente reconhecidos em qualquer bairro bruxo da Inglaterra, quando iam para outras cidades tinham mais tranquilidade. Por isso, quando resolviam sair para almoçar ou jantar ou qualquer coisa, afastavam-se de Londres. Esses encontros aconteciam com menos frequência desde que Draco começara a namorar Astoria, mas ocasionalmente, eles conseguiam encontrar-se.


 


Hermione e Draco conversaram como há muito não faziam. Como na época em que começaram a morar juntos e não havia Astoria ou Sean. Não havia doenças e todos se recuperavam do fim da guerra e da morte de parentes ou amigos. A época em que se amavam calados, mas que estavam reconfortados pela amizade que tinham.


 


- Preciso voltar – Hermione falou olhando para seu relógio – Já estou atrasada.


 


- Eu te acompanho – ele disse levantando-se e jogando algumas moedas sobre a mesa – Vamos marcar uma reunião. Conversei com Longbottom mais cedo. Os casos ainda são poucos, mas é provável que mais pessoas sejam infectadas não acha? – ele perguntou enquanto saiam do restaurante para aparatarem.


 


- Sim, eu acho. Só não sei por que poucas pessoas estão contraindo. Apesar de não haver contágio, é óbvio que alguém está, deliberadamente, contaminando os bruxos. Por que fazer em tão pequena escala?


 


Por que fazer em tão pequena escala? Era a pergunta que Draco não queria saber a resposta. Despediram-se na entrada do Hospital. O loiro imerso em pensamentos.


 


***


 


- O que acha da minha proposta? – o homem perguntou. A mão passando pelos cabelos crespos e negros.


 


- Que garantia eu tenho? – retrucou o outro. A varinha girando na mão.


 


- Bom, algumas mortes aconteceram. O que comprova que meu método tem dado certo. Para agir em maior escala preciso de mais apoio. Não achei que fosse negar a chance de matar alguns trouxas ou sangue-ruins.


 


- Algum trouxa já morreu?


 


- Não, ainda não. Tenho minhas razões para não me importar que alguns sangue puros morram pelo caminho.


 


- Perigoso dizer isso para alguém como eu, não acha? – o homem negro levantou-se impetuosamente diante da pergunta, virou-se de costas para não responder o que lhe viera à cabeça. Quando voltou a encarar o rapaz à sua frente, estava novamente vestindo uma máscara de serenidade e falsidade.


 


- Não, afinal quero seu apoio. Será para um bem maior. Sempre é por um bem maior, não é?


 


- E onde pretende chegar com tudo isso? Ainda não respondeu quais são minhas garantias...


 


- Você estará protegido. Deixe que outros preparem o veneno e administrem. Preciso do seu apoio financeiro e de mais homens. Serei o intermediário. Ninguém, além de mim, saberá de sua participação.


 


- Certo... E por que acha que tenho como financiar esse seu plano?


 


- Tenho contatos em Gringotes. Sei que tem uma boa quantia guardada. Uma quantia que não foi confiscada após o fim da guerra.


 


O rapaz mais jovem continuava sentado. A varinha ainda girando entre seus dedos. Olhou o homem à frente. Tinha idade para ser seu pai. Tinha o ódio de seu pai. Seu pai... que deixara um legado. Que, até aquele momento, ele não soubera como continuar.


 


- Fazendo a lição de casa, não? E o que eu ganho em troca? Ver essas pessoas morrendo até que me agrada, mas... Não vai fazer com que eu ganhe o que perdi investindo nesse... projeto.


 


- Eu venho pensando nesse projeto, como você chama há muitos anos. Muitos longos anos. E fiz contatos no Gringotes, Hogwarts, lojas do Beco Diagonal e Travessa do Tranco. Contatos, inclusive, dentro do Ministério. O cargo de Ministro,... soa como para você?


 


O brilho de cobiça brilhou nos olhos claros do jovem bruxo. Ministro. Depois, ele voltou à realidade e riu debochado.


 


- E como você pode fazer com que eu seja eleito Ministro?


 


- Você concorda em me financiar?


 


- Se conseguir me convencer de que forma poderei ser Ministro... – o homem negro sorriu. Isso seria o mais fácil.


 


***


 


Intempestivamente, Gina entrou no escritório de Harry.


- Gina? Como foi de viagem? O que houve? – Rony perguntou ao ver a expressão da irmã.


 


- Você não tem sua própria sala, Ronald? – ele ia responder, mas ela o cortou – Não me importa. Preciso falar com Harry.


 


- Estamos trabalhando em algo importante. Não podemos conversar agora – Harry falou olhando-a, sem levantar-se. O cabelo ruivo estava cortado em várias camadas e descia liso como sempre. O rosto dela com a típica vermelhidão característica da família em seus acessos de raiva ou momentos de timidez.


 


- O que tenho para falar também é importante e não vai levar mais do que alguns minutos. Ronald – ela falou apontando para a porta.


 


- Ok, ok! Que coisa! – Ron juntou alguns pergaminhos e falou para o amigo – Vou analisar e revisar esses relatórios. Passe na minha sala depois. – Harry apenas acenou com a cabeça.


 


- O que houve com você para entrar desse jeito? – o moreno levantou-se, deu a volta na mesa e apoiou-se. Cruzou os braços e encarou os olhos castanhos da ruiva.


 


- Sua conversa com a Mione – na hora ele mudou a fisionomia. Tentara, em vão, não pensar na briga que tivera com a amiga. Sabia ter perdido a cabeça, só não sabia como se desculpar por tanta idiotice dita.


 


- Minha conversa com Hermione não é assunto seu – ele respondeu. Olhava firmemente para os olhos castanhos. Gina não mudara muito da época da adolescência. Claro, adquirira feições mais maduras e de mulher, só que o brilho no olhar, ainda era algo que estava lá. Um brilho que há algum tempo incomodava Harry profundamente.


 


- Torna-se assunto meu quando você fala de mim. Quando você fala como seu eu ainda agisse como uma adolescente tonta.


 


Ela ainda estava vermelha e muito nervosa. O dedo apontado para ele. O que Harry agradeceu, pior seria se ela estivesse com sua varinha.


 


- Eu falei por falar, estava nervoso com Hermione e toda essa história do Malfoy – ele respirou fundo e ajeitou os óculos – Agora, me diga, por que isso te incomodou tanto?


 


- Não me incomodou, quer dizer... Incomodou você ficar falando de mim como se eu fosse uma tola apaixonada. Isso foi há muito tempo, Harry! – ele desencostou-se da mesa e aproximou-se dela. Não sabia por que estava agindo assim. Apenas, algo despertou dele ao vê-la tão... Gina.


 


- É mesmo? É difícil esquecer um primeiro amor – ele disse parando a alguns passos de distância dela. Gina ficou ainda mais enfurecida com tamanha audácia da parte dele.


 


- Para você foi bem fácil, não foi? Ou nunca foi amor? Apenas um passatempo para se distrair de Voldemort? – as palavras dela doeram, mas Harry sabia que merecia.


 


- Não foi tão fácil assim, eu apenas...


 


- Muito tarde para discutirmos isso. Saiba que eu te superei. Estou com Neville agora. E est-


 


Ela não terminou. Harry simplesmente diminuiu o espaço entre eles e a beijou. Puxando-a pela cintura, prendeu-a perto de si. Do seu corpo. Gina sentiu raiva e por um tempo muito curto, tempo de impedir que o beijo se aprofundasse. Pois,  quando se deu conta do que acontecia o afastou com força. Limpou a boca com as costas da mão e disse:


 


- Nunca mais faça isso! Nunca mais! – e saiu da sala mais rápido do que havia entrado deixando para trás um Harry confuso e nada arrependido.


 


***


- Draco! Achei que não fosse chegar nunca mais! Que demora! – Astoria falou pulando no pescoço dele.


 


- Como já disse antes, Astoria, eu trabalho. – ela percebeu que desde que chegara Draco estava mais distante do que normalmente. Já tinha se acostumado com a frieza dele. Só que aquele dia... Aqueles últimos dias...


 


- Draco, o que está acontecendo? Sabe que eu te amo, não sabe?


 


- Sim, eu sei. Não tem nada para beber aqui?


 


- Beber? Hoje é segunda-feira! – ela falou inconformada, só que mesmo assim foi servi-lo. Draco afrouxou o nó da gravata e depois dobrou a manga da camisa preta que usava. Bagunçou os cabelos. Ficou sentando esperando que ela retornasse – O que está havendo?


 


- Astoria, nós precisamos conversar – a loira, que havia acabado de se sentar, levantou-se novamente.


 


- Não há nada para ser conversado. Pedirei aos elfos que apressem o jantar. Você deve estar com fome. Mopsie! – um elfo aparatou já curvando-se.


 


- Sim, minha senhora. Mopsie está aqui para servi-la, minha senhora.


 


- O jantar, Mopsie! Quero que seja servido agora.


 


- Não, Mopsie.


 


- Ohhh! Senhor Malfoy, meu senhor – disse o elfo inclinando-se mais ainda. Medo nos grandes olhos que encaravam o chão.


 


- Pare com isso! O jantar não será servido agora. Eu preciso conversar com Astoria. Faça o favor de se retirar.


 


- Fique onde está! – a bruxa disse sem alterar sua voz – Ele é meu elfo e obedece a mim.


 


- Tudo bem – Draco ajeitou-se no sofá e tomou um gole de sua bebida – Se prefere resolver assuntos particulares na presença de um elfo doméstico... Como eu ia dizendo, precisamos conversar.


 


- Retire-se, Mopsie – a voz dela já não tão segura assim – Diga... – ela falou sentando-se ao lado dele. Draco parecia escolher bem as palavras que diria a seguir. Ela percebeu.


 


- Tenho agido errado com você há tanto tempo, Astoria. – não seria fácil. Apesar de tudo, sabia que ela realmente gostava dele. Claro que havia o interesse pelo sobrenome, só que ela era diferente de Pansy.


 


- Como assim?


 


- Esse namoro... foi um erro. É um erro.


 


- Erro? Erro? Depois de mais de dois anos de relacionamento você vem aqui me dizer que foi um erro?


 


- Melhor terminar tudo agora do que continuarmos nos enganando.


 


- Melhor para quem? Para você?


 


- Para nós dois – ele disse olhando para ela que andava de um lado para o outro. O salto ressoando no assoalho frio – Esse relacionamento é um erro, não percebe?


 


- Não, não percebo, Draco. A gente namorou em Hogwarts...


 


- A gente ficou, não passou de uma troca de beijos. Apenas isso – ele a cortou.


 


- Que seja! Estamos juntos há tanto tempo! Até falei para meus pais que você estava pensando em propor casamento – Draco, que até aquele momento estava calmo, levantou-se. Astoria parou imediatamente de andar e deu um passo para trás.


 


- Você o quê? Casamento? Quando eu falei em casamento?


 


- Namorados se casam!


- Namorados que se amam, se casam! – ele disse entre os dentes.


 


- E quando você amou alguém? É como o seu pai, apenas quer uma mulher de sangue-puro para continuar com a linhagem! – Draco apertou as mãos com força e se afastou para não fazer nenhuma besteira. Enfiou a mão dentro do bolso. A outra segurando o copo.


 


- Não. Me. Compare. Com. Meu. Pai. – ele disse pausadamente. A raiva extravasando por cada poro.


 


- Não posso aceitar – ela falou cruzando os braços. Ele soltou uma risada irônica pelo nariz.


 


- Não estou te propondo nada. Apenas comunicando. Tentei fazer isso da melhor maneira, mas parece que esqueci com quem estou lidando.


 


- É, parece que sim.


 


Draco andou até a mesa de centro, bebeu o resto do conteúdo do uísque e depositou o copo sobre a mesa.


 


- Está terminado, Astoria – ele deu às costas para ela e foi em direção à porta.


 


- É por causa dela, não é? Por causa da sangue-ruim. – ele parou e fechou o punho. Virou-se lentamente. O olhar frio. A expressão séria. E Astoria sentiu medo.


 


- Nunca mais chame Hermione desse jeito, entendeu? – ela ficou quieta, pensando em responder que ele a chamara assim tantas vezes. Só que isso tinha muitos e muitos anos. – Você me entendeu, Astoria?


 


- S-sim.


 


- Estou fazendo isso por mim e as outras razões não lhe dizem respeito. Peça para Mopsie separar minhas roupas e passar na minha casa amanhã.


 


- Eu posso...


 


- Não, não pode. Você não pode mais entrar na minha casa. E nem voltarei a entrar aqui. Dê meu recado a Mopsie.


 


- E se eu não der? – ela disse batendo os pés como uma criança mimada. Ela era uma criança mimada.


 


- Jogue tudo fora. Farei o mesmo com suas coisas. Não dou a mínima. Não me procure – ele retomou seu caminho e saiu da casa. Assim que fechou a porta atrás de si, era como tivesse tirado toneladas de seus ombros. Do lado de dentro, uma bruxa praguejava tendo apenas uma certeza: aquilo não terminaria assim.


 


---


 


Hermione sabia muito bem que Draco não viria para o jantar. Ela não precisava de palavras para saber. Não precisava que ele lhe dissesse que Astoria estava de volta, que jantaria na casa dela, que dormiria com ela, que... Hermione afastou os pensamentos. Ela agora tinha Sean. Que tinha escrito para ela dizendo o quanto tinha sentido sua falta e se podiam jantar juntos no dia seguinte. Hermione sugeriu um cinema. Sean aceitou e ficou de pegá-la na saída do St. Mungus.


 


Terminava de preparar um sanduíche quando ouviu uma batida na porta. Como apenas amigos poderiam passar pela barreira de proteção que ambos haviam colocado, abriu a porta. Sentiu o coração encher-se de tristeza. Brigar com ele era quase tão ruim quanto brigar com Draco.


 


- Oi, Mione... Será que podemos conversar? – ali estava Harry. E ela sabia o quão era difícil ele ir até lá – Malfoy... ele está aí?


 


- Não. Ele não deve voltar hoje. Entre – Hermione deu passagem para o amigo – Estava terminando de preparar um lanche. Quer comer algo?


 


- Jantei com Parvati antes de vir – o homem a acompanhou até a cozinha. Hermione mordeu um pedaço do seu lanche sem se preocupar em sentar-se.


 


- Ainda estou brava com você – ela falou quando terminou de mastigar.


 


- Eu perdi a cabeça. Não consigo aceitar essa relação sua com o Malfoy e sei que sente por ele muito mais que amizade. Sorte sua que Rony não percebeu.


 


- Qual o problema? Ele errou e mudou de lado. Nos ajudou. Se não fosse por ele acha que teríamos conseguido sair da Mansão dos Malfoy?


 


- Eu teria dado um jeito. Dobby estava nos ajudando – Harry respondeu.


 


- Claro... Como se as coisas sempre se tratassem de você. Eu que estava sendo torturada. Você passou por isso e sabe o quanto dói... Imagina quatro, cinco, seis seguidas... – ela respirou fundo, tomou um gole do seu suco antes de continuar – Quer saber? Isso não importa. Importa que ele nos ajudou. Se vocês não conseguem se entender, tudo bem. Mas, não venha dizer que sou idiota.


 


- Eu errei, Mione! Detesto brigar com você!  - ele disse bagunçando ainda mais seus cabelos – Não quero que você sofra.


 


- Estou bem – ela disse a verdade, ou pelo menos parte dela.


- Perdoado? – a mulher assentiu e ele a puxou para um abraço.


 


- Como foi a conversa com Gina? – Hermione perguntou e continuou comendo seu sanduíche. Viu que ele desviou do seu olhar, não entendeu por que, mas não perguntou nada.


 


- É, foi tudo bem, tudo muitíssimo bem. – Hermione olhou desconfiada.


 


- Nós conversamos e nos entendemos. Apenas isso – ela continuou olhando o amigo de forma inquisitiva.


 


- Apenas isso? Por que tenho a impressão de que está me escondendo algo?


 


- Eu? Imagina, Mione!


 


- Harry... Você está escondendo algo! Conte o que é! – ela disse de forma autoritária.


 


- Mimi? – Draco entrou na cozinha e seu sorriso se transformou numa expressão fria e séria – Potter.


 


- Malfoy.


 


- Olá, Draco. O que faz aqui? Achei que jantaria com Astoria.


 


- Não, hoje não – ele respondeu de forma mais amistosa, olhando Hermione – Estarei no meu quarto – e saiu da cozinha sem despedir-se de Harry.


 


- Sério mesmo... Não sei como aguenta. Só que não vou entrar mais nessa discussão. – o auror acrescentou ao ver a expressão dela. Eles se abraçaram. - Eu te amo, sabe disso, não?


 


- Sei... também amo você, Harry. Sem querer falar de trabalho uma hora dessas, mas já falando...


 


- Não encontramos o creme de Alicia.


 


- Merda... Eles não estão deixando rastro.


 


- Na verdade, eles devem estar deixando rastro. Nós que estamos demorando demais para acha-los. Escreveremos sobre isso, tudo bem?


 


- Claro... Você e Rony podem se encontrar comigo amanhã, às 14 horas, para nos ajudar no relatório para convencer Firth?


 


- Combinado. Até amanhã, Mione – Harry despediu-se com um fraternal beijo na testa.


 


- Ah! – ela interrompeu a aparatação dele – Não te contei: estou namorando o Sean. – viu que o amigo sorriu aliviado.


 


- Quer ficar mais um pouco? – ela perguntou esperando por uma resposta negativa. Harry riu.


 


- Você me odiaria se eu ficasse. Sei que está louca para subir e conversar com Draco. Até amanhã – ela o acompanhou até a porta. Depois, fechou a porta correndo, pegou seu resto de sanduíche e foi para o quarto dele.


 


- Draco – ela disse abrindo a porta devagar. Encontrou-o deitado. A camisa aberta. Os sapatos e meias jogados pelo chão. Ele tinha um dos braços cobrindo os olhos. Sinal de que alguma coisa não estava bem. Aproveitou a oportunidade para analisar o corpo dele. Desejo sofrido. Poderia toca-lo como já tinha tocado tantas e tantas vezes, mas não poderia toca-lo como ela gostaria. Com paixão. Com desejo. Com amor. Com tesão.


 


- Entre – ele disse sem olha-la. A voz calma. Hermione não entendia como um tom de voz poderia mudar tão rapidamente em uma pessoa. Sentou-se ao lado dele. Os olhos nos lábios finos perfeitamente desenhados. Alguns fios loiros em torno da boca, do queixo. Sinal que ele não fizera a barba. Ela gostava desses momentos. De sentir o pelo dele na sua face. Pinicava, arranhava, fazia cócegas... e ela amava cada mínima sensação que ele causava.


 


Hermione riu de uma piada que Draco contara, mas que provavelmente ela esqueceria no dia seguinte. Os dois estavam levemente embriagados. Comemoravam os dois anos que moravam juntos. Internamente, Draco comemorava o fim do rápido namoro dela com um auror apresentado por Potter e Weasley.


 


- Podemos viajar juntos – ele disse contendo a risada e mudando completamente o assunto.


 


- Viajar?


 


- Sim, você poderia tirar férias! Está precisando descansar!


 


- Ainda estou na minha formação de medibruxaria e você na sua especialização em poções. Não temos tempo para viagens!


 


- Claro que temos. Pode ser um fim de semana, que tal? – ele disse a cutucando levemente.


 


- Não temos dinheiro para viagens! Já estamos atolados em conta!


 


- A gente dá um jeito! – ele falou ajeitando-se no sofá.


 


- Você mal tem tempo para fazer sua barba! O que diriam suas coleguinhas sonserinas ao ver o senhor Draco todo--gostoso-mas-sou-magrelo Malfoy com a barba por fazer?


 


Ele fingiu pensar e respondeu:


 


- Provavelmente se matariam para sentir como é meu toque no rosto delas. Mas, você, não precisa enfrentar nenhum duelo. Tem preferência na fila.


 


Hermione respirou fundo vendo e sentindo a proximidade dele. Fingiu indiferença.


 


- Ganharia o duelo com qualquer uma, mas não se preocupe – mentiria... – Não quero saber sobre sua barba mal feita na minha pele. Provavelmente pinicaria.


 


Ele apenas a olhou, sorrindo. Aproximou-se dela e deixou que seus lábios roçassem a bochecha dela. Depois, virou-se. Ela sentiu o leve toque da pele, dos pelos dele em si. Fechou os lábios para que um gemido não escapasse. Afastou-se bruscamente.


 


- Você é completamente maluco, Draco Malfoy! Vou ao banheiro – e afastou-se sentindo o coração acelerado. Não ouviu a resposta dele:


 


- E você é completamente perfeita, Hermione Granger.


 


- Você está bem? Não preparei nada, pois achei que jantaria e dormiria na casa da Astoria. Sempre dorme lá quando ela volta de viagem – o desgosto na voz dela era fácil de perceber.


 


- Qual seu problema com ela? – Draco perguntou ainda com os braços sobre os olhos. Hermione agradeceu isso. Era mais fácil mentir quando ele não a olhava. No entanto, surpreendeu-se ao perceber que mentia muito bem quando o assunto era seus verdadeiros sentimentos por Draco Malfoy.


 


- Só acho... – acho que ela é uma vagabunda que roubou o homem que amo – Só acho que você merece uma bruxa que não queira só status. Acredito que ela goste realmente de você, mas ela está atrás de status. Ela não trabalha. A única preocupação de Astoria é banal demais.


 


- E qual o problema disso? – ele perguntou tirando o braço do rosto e virando-se para a morena. Merda.


 


- O problema é que você merece alguém melhor.


 


Mas, será que eu mereço você? – ele pensou, mas não falou. Encarou os castanhos e voltou a deitar. Antes pegou um pedaço do sanduíche e o mordeu.


 


- Sente-se, Draco! Assim você pode engasgar – ela brigou. Draco sorriu de lado.


 


E não me importaria em nada de receber uma respiração boca a boca... Seus lábios sobre os meus.


 


Sentou-se em silêncio.


 


- Do que está rindo? Você bebeu? – ela perguntou e aproximou-se dele.


 


- Apenas um copo de uísque na casa de Astoria.


 


- Por isso está aqui? Brigaram? Você não elogiou o sapato que ela trouxe que é a última moda em Paris? – Hermione perguntou sem esconder a ironia.


 


- Não. Não foi por isso, Hermione. – por que era tão difícil contar para ela? Ele estava tão... feliz.


 


- Que tal jantarmos juntos amanhã? Aí eu te explico tudo. Agora, eu preciso dormir.


 


- Amanhã? – Draco viu como ela olhara as migalhas de pão no prato – Amanhã eu vou sair com Sean.


 


- Entendo – Não, ele não entendia. Engoliu seu orgulho. Quantas e quantas vezes ela tentara marcar algo e ele simplesmente a dispensava? – E depois de amanhã?


 


- Perfeito. Podemos preparar o jantar juntos. Faz tempo que não fazemos isso. O que acha?


 


- Perfeito – ele respondeu simplesmente. O que não era perfeito quando estava com ela? Só ele e ela? Só Draco e Hermione?


 


---


 


Antes de entrar no quarto deAlícia, viu Jonah parado do lado de fora. Aquilo não era um bom sinal.


- O que houve?


 


- Alicia não conseguiu comer o café da manhã. Ela tentou, disse que estava bem, mas acabou vomitando. – Hermione ia entrar no quarto, mas ele impediu – Eu dei uma poção alimentar e um feitiço para acalma-la. Spinnet é uma bruxa esperta. Sabe muito bem o que essa perda de apetite significa.


 


- Harry e Rony vêm hoje aqui. Vamos adiantar o máximo que pudermos desse relatório. Chega de mortes.


 


- Você sabe que pouco poderemos fazer...


 


- Sim... Eu sei que ela morrerá dentro de alguns dias e não tem nada que possamos fazer.


 


---


 


Hermione sentiu-se leve ao encontrar com Sean na saída do hospital.


 


- Oi, Hermione. – ele disse abraçando-a – Senti sua falta.


 


- Também, Sean – eles se beijaram.


 


- Como foi seu dia? – ele perguntou enquanto caminhavam para o carro. Ele abriu a porta para ela.


 


- Melhor falar do seu dia... – ele passou a mão pelo rosto dele, quando este se sentou ao volante.


 


- Quer ir ao cinema ainda ou prefere apenas jantar e ir para casa?


 


- Cinema será uma ótima distração. Diga sobre seu dia – ela voltou a pedir enquanto ele ligava o carro e depois dirigia pelas ruas movimentadas de Londres.


 


- Estou fazendo um registro das minhas pesquisas. Pensando em lançar um livro, mas antes quero me especializar em feitiços de cura. Pode me indicar algum curso bom?


 


- Claro que posso, mas porque feitiços de cura?


 


- Quando estava na Ásia, alguns países fazem uso de feitiços antiguíssimos. O nome e o movimento do feitiço são diferentes dos nossos. Realizei testes em algumas cobaias e o poder de cura desses feitiços chegam a superar o nosso em torno de 80% - aquela conversa começou a interessar ainda mais Hermione.


 


- Que tipo de testes são esses?  - ela perguntou já pensando em dispensar o cinema e se aprofundar no assunto. Sean estacionou o carro e saiu para abrir a porta para ela antes de continuar.


 


- Tem uma sessão começando daqui a pouco... Ou prefere sentar em algum lugar e continuamos nossa conversa?


 


- Podemos... podemos continuar nossa conversa? – Hermione perguntou meio sem graça por insistir nesse assunto.


 


- Claro. Venha comigo, nessa rua tem um pub calmo onde poderemos conversar. – sentaram-se e pediram algo para beber – Quer saber sobre os testes, não? – ela concordou – Fizemos com alguns animais doentes. Não é o tipo de experimento que causaria dor ou nada do tipo, já que estaríamos curando. Apenas queria saber se havia alguma diferença nos feitiços usados na Ásia. Qual a eficácia de cada um? Essa era minha pergunta.


 


- Você realizou essa pesquisa sozinho? – ambos agradeceram o garçom que chegava com as bebidas.


 


- Montei uma equipe com mais três bruxos de confiança. Aprendemos os feitiços, que eram usados especialmente em pequenos vilarejos chineses. E nossa pesquisa mostrou e comprovou que os feitiços dele curavam mais rápidos e com mais eficácia que os nossos. Um dos meus colegas está pesquisando sobre as poções. Algo que eu nunca fui muito bom e nem muito interessado.


 


- Mas, essa é uma descoberta fantástica! Já levaram esse estudo para o Ministério? Sem dúvida os hospitais ficariam interessados.


 


- Ainda não testamos em humanos. Quer dizer... os testes que realizamos em humanos não poderia ser usado como base de estudo – Sean disse.


 


- Como assim?


 


- Testamos os feitiços em nós mesmos... – Hermione viu o azul dos olhos dele brilhar de orgulho e receio. Afinal, não era muito indicado que feitiços de cura fosse utilizado dessa forma.


 


- Sean! – ela exclamou, entre assustada e admirada – Qual foi o resultado? – ele sorriu e passou os dedos carinhosamente pela mão dela.


 


- Como o teste em animais: resultados mais rápidos e mais eficazes. Foram para pequenos ferimentos. Um dos meus colegas ficou resfriado e concordou em que tentássemos um dos feitiços próprios para essa doença. Além da rápida recuperação não houve nenhuma recaída.


 


- Alguém sabe sobre essa pesquisa? Alguém além de você e sua equipe?


 


- Não, estou contando apenas para você. É minha namorada e, além do mais, trabalha na área médica. – essa pesquisa dele era muito importante. Principalmente por que poderia ser aplicada na doença misteriosa. O que teriam a perder?


 


- Só que seus colegas... eles.... são casados? Será que não contaram para mais alguém?


 


- Hermione, o que está havendo? Isso tudo ainda é confidencial. Um dos meus colegas, que está na China é solteiro e não pretende mudar essa situação tão cedo. Os outros dois são um casal de amigos, então...


 


- E eles realmente não contaram para ninguém?


 


Sean notou o desespero dela. Notou, porém sem entender por que. Hermione, no entanto, já pensava não só na aplicação daqueles feitiços. Mas, também que, assim, poderiam estar um passo a frente de quem quer que fosse que estava deliberadamente contaminando os bruxos. Essa informação precisava ser confidencial. A última coisa que precisavam agora era uma versão mais forte do tal vírus.


 


- Hermione, o que está havendo? Minha pesquisa pode estar relacionada ao que está acontecendo no seu trabalho? Relacionado com... a doença de Alicia? É isso? - Ela mordeu o lábio inferior. Não podia contar. Pelo menos não agora.


 


- Sean... Mais alguns dias... Estamos enfiados em algo confidencial, mas queremos mudar essa situação... Só peço que ainda não divulgue esses resultados.


 


- Tudo bem, claro. Eu posso aguardar – ele respondeu passando a mão pelo rosto dela.


 


- E queria pedir mais um favor...


 


- O que quiser... – Sean respondeu sorrindo.


 


- Será que você poderia me ensinar esses feitiços?


 


- Hermione, você não está pensando em... – ele tornou-se sério de repente.


 


- Não! Sean, não... – ela rapidamente entendeu – De forma alguma que faria uso deles em pacientes sem autorização deles ou sua. Queria apenas conhecer mais e pedir sua ajuda no hospital quando se fizer necessário.


 


- Claro – ele respirou aliviado – Só que são apenas testes. Nenhum de nós é formado em medibruxaria, mas... se quiser você pode fazer parte da equipe. Seria de grande ajuda.


 


- Não sei se posso assumir uma responsabilidade dessa, Sean.


 


- Apenas uma consultoria. Pense sobre isso, ok? – ele inclinou-se e beijou-a. Ela respondeu ao beijo. Sim, Sean seria capaz de fazê-la esquecer. Mesmo que esse esquecimento durasse apenas alguns minutos.


 


---


 


Ao chegar ao Hospital foi direto para o quarto de Alicia. A moça estava deitada e tentava se alimentar de uma torrada.


- Não sinto fome – ela disse entristecida. Hermione sorriu de forma simpática. O pai de Alicia ao lado da cama. O rosto já marcado pelas noites mal dormidas e pela preocupação.


 


- Coma o que conseguir, ok? Daremos algumas poções para te ajudar. Sentindo alguma coisa além da perda de apetite?


 


- A coceira voltou, mas bem pouca. E algumas feridas no braço – Hermione analisou e manteve o rosto impassível. Apesar daquele não ser um bom sinal.


 


- Algum gosto na boca? Algo que possa prejudicar sua fome?


 


- Não sinto nada diferente – respondeu.


 


- Coma o que conseguir. É melhor não forçar – viu que a moça relutantemente parou de comer a torrada. – Jonah virá mais tarde para ver como está e dar algumas poções, ok? Descanse.


 


Hermione não viu o dia passar. Entretida no relatório e outros pacientes que chegavam em seu departamento tomaram seu dia. A contribuição dos seus amigos os aurores, foi de grande importância. Ela apenas corrigiu alguns detalhes, mas eles trouxeram várias comprovações de como uma investigação iniciada com antecedência tinha resultados mais rápidos e mais concretos. Quando olhou para o relógio já havia passado do horário de ir embora. Juntou suas coisas e, quando andava para a saída, pensou no quanto  era bom trabalhar no horário normal. Apesar de ter que ir ao hospital em emergências ou fazer ocasionais plantões era bem diferente de quando começou a trabalhar. Nessa época ela havia trocado a noite pelo dia.


 


Chegou em casa e Draco esperava por ela assistindo TV. Descalço como sempre e vestido de maneira informal. Mais um contraste que ela amava nele. Draco sempre era visto vestido de maneira impecável. Seus cabelos, roupas, sapatos. Tudo combinava e estava perfeitamente em ordem. Combinava. Nada fora do lugar.


 


Quando começaram a morar juntos, depois que saíram de Hogwarts, ela foi notando como ele ficava mais relaxado aos poucos. Andava descalço a maior parte do tempo. Suas camisas dobradas até o cotovelo, o cinto sem afivelar. Não havia gelo nos cabelos platinados.


 


- Você ainda vai ficar doente de andar assim pela casa. Estamos no inverno! – Hermione disse ao notar que ele estava descalço na cozinha, a camisa aberta. A tentação constante.


 


- Eu gosto de andar descalço – ele disse sentando-se no balcão e mordendo uma maçã. Hermione evitando olhar para o loiro e concentrando-se em cortar o tomate.


 


- Você não andava descalço em Hogwarts – ele deu de ombros.


 


- É, mas agora é diferente. Essa é minha casa. Nossa casa. Posso andar como quiser, não acha?


 


- Claro que sim, Draco. Não foi isso que eu quis dizer – Hermione respondeu ignorando a resposta um tanto mal educada dele. Draco pulou do balcão e a abraçou por trás.


 


- Desculpe – fez com que ela se virasse – Quando morava com meus pais eu tinha que estar sempre arrumado. Nunca podia me sujar ou amassar minhas roupas. E eu tinha roupa para tudo: ao acordar, para o almoço, para o lanche da tarde e para o jantar. Tinha que estar sempre calçado, arrumado. Perfeito. Agora... agora posso andar como quero entende?


 


- Eu que peço desculpas – Draco a abraçou novamente. Beijou o topo da cabeça dela. Hermione apoiou a cabeça no peito dele, sem entender por que o coração do loiro estava tão acelerado.


 


- Ficou presa no St Mungus? – ele perguntou levantando-se e jogando o cabelo para trás. Tão ausente de como aquilo era sedutor para ela.


 


- Perdi a hora. Vou tomar um banho e começamos, ok? Estou morrendo de fome.


 


- Claro, vai lá. Vou colocar um vinho para gelar.


 


Os dois ficaram na cozinha, preparando uma torta de frango. Falavam de tudo, menos de si mesmo. O segredo escondido. Conheciam tanto sobre si, mas não o mais importante. Ambos mascaravam muitíssimo bem.


 


Durante o jantar, Draco perguntou:


- Não sei se planejou algo com Simmons para amanhã, mas preparei uma surpresa para você.


 


- Surpresa? – ela perguntou desconfiada.


 


- Sim, uma surpresa – ele juntou todo seu autocontrole e continuou - Tudo bem se ele vir também – talvez seja até... interessante.


 


- Você não vai aprontar nada, vai?


 


- Não, Hermione... Claro que não!


 


- E Astoria? Não vai sair com ela amanhã? Aliás,... você ficou de me contar sobre isso anteontem.


 


- Sim, fiquei... – ele tomou um gole de vinho – Não dormi na Astoria ontem e tampouco vou para lá novamente. Nós terminamos, Hermione.


 


- Como? – ela sentiu seu coração acelerar. Como...


 


- Quer dizer, eu terminei... Não estava dando certo e você tem razão, ela não tem nada a ver comigo. Estávamos nos enganando. – Hermione quieta. Deveria ser alguma piada do destino, alguma brincadeira de muito, mas muito mau gosto. - Vai soltar rojão? Pular de alegria? – ele perguntou ao ver que ela não falara nada.


 


- Draco, - a mão dela sobre a dele – fico feliz com a decisão que te faça feliz – ela sorriu sincera. Se ao menos você tivesse terminado esse relacionamento um pouco antes... Esquece, ele fez isso por ele. Não tem nada a ver com você. Lembre-se disso: amizade.


 


- Eu sei disso – ele bebeu um gole de vinho – Amanhã em torno das 19 horas, pode ser?


 


---


 


- Obrigada por vir comigo.


 


- Olha, Mione – Sean falou antes de entrarem – Sei que divide a casa com Malfoy, mas não esqueci o que ele fez a última vez que estive aqui. Não revidei e não o farei, em respeito a você. Espero que ele não esteja aprontando nada.


 


- Ele não faria isso. Draco sabe que estamos namorando. – antes que ela pudesse abrir a porta para entrar, viu a porta sendo aberta por Draco.


 


- Oi, Mimi! Simmons – o tom mudando drasticamente. – Você precisa fechar os olhos.


 


- Fechar os olhos? – ela indagou curiosa. Draco foi para trás dela, que soltou a mão de Sean. – Sim, e sem espiar – ele tampou os olhos dela com suas mãos e a conduziu para dentro do apartamento. Sean, mais atrás murmurou um palavrão – Espero que goste – ele sussurrou ao entrarem na sala. Hermione abriu os olhos e sua boca abriu. Uma mão foi de encontro ao peito. A outra para a boca aberta.


 


- Olá, Principessa. Sentiu minha falta?


 


Ela apenas correu até ele, que a abraçou. Era bom sentir o abraço de Blaise Zabini novamente.


----


 


N.B: Olá, esta nota é só para dizer o que todos já sabem: é um privilégio ser beta... Isso significa que essa maravilha de fic primeiro passa pelas minhas mãozinhas e olhos. Coisa muito chata sendo uma fic da Artemis que é sempre uma delícia de ler. 


Bjos, Maris


 


N.A.: Nem acreditei que Maris já betou! Assim... de um dia para o outro!!! Espero tenham gostado do capítulo!


 

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Comentários: 19

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Enviado por Ju Fernandes em 22/01/2012

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai o blaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaise! Lindoooooooooooooooo!

Nota: 5

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Enviado por Milena Pinheiro em 04/10/2011

OMG ' *-* quando sai o proximo capitulo comecei a ler e achei ela mtooooooooooooooooooooooooooooo perfeita ' adoreeeiiiii msmo ' ; ansiosa para o proximo õ/. Parabéns pela fic maravilhosa  *-*

Nota: 5

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Enviado por Mione03 em 28/09/2011

AHHHHHHHHHHHHHHHH o Blaise está de volta!!!! Agora quem sabe o Draco toma vergonha na cara e cria coragem para conquistar a Hermione!!!Esse Sean é muito perfeito pro meu gosto!Será que ele não anda aprontando nada por ai?

Amei o capítulo novo e estou ansiosa para os próximos!!!Finalmente o Draco terminou com a coisa da namorada dele!!!

Parabéns e até mais!!!

Beijos
mione03

Nota: 5

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Enviado por Mrs. Mari Oldman em 28/09/2011

E quando é que sai esse capítuloooo?!

Nota: 5

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Enviado por Yabble em 27/09/2011

Mais pelo amor de deus! *U*

Nota: 1

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Enviado por Her Granger Malfoy em 22/09/2011

Filha, filha, filha...
Eu não sei dizer como você consegue prender a atenção da gente assim nas fics. Estou boquiaberta com a história, simplesmente fantástica. Dificilmente vejo um bom encaixe de Blaise em algumas fics mas, você o colocou numa posição neutra e ao mesmo tempo importante. Draco com seus erros que me fez pensar que a fic deveria se chamar: As burradas de Malfoy. Porém está lindo o modo como ele vem retratando a fala dele "não foi isso que eu quis dizer". kkkk
As ações dele de reconquista só estão começando e acredito que ainda vem muita coisa fofa para deixar Hermione mais bobona por ele do que já é.
Algo intrigante são esses envenenamentos, eu até tenho um palpite para os que estão fazendo isso mas, devo estar errada porque você sempre surpreende nas suas histórias. Confesso que minha curiosidade está me matando e não é a toa que estou a essa hora (quase duas da manhã) em plena FeB para postar o comentário. kkkk
Também tem Harry e Gina que devem passar por mudanças e peço, nesse caso, que faça Harry sofrer um pouquinho por causa dela pra ele se orientar de vez. Ahuahauha. E olha que não tenho nada contra o ship H/G, até gosto. Mas voltando a Dramione, eu acredito que Hermione está numa enrascada. Espero ansiosamente pelo próximo.
Ah! E claro, eu como sua mãe (hahahahaha) declaro que estou muito orgulhosa de você.
Fic perfeita!!!
Bjosss.

Nota: 5

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Enviado por trixxx- em 21/09/2011

posta mais, pelo amor de Deuss ! melhor fic ;)

Nota: 5

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Enviado por Yabble em 20/09/2011

Maaaaaaaaaaaaaaaais, mais, mais!

Nota: 1

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Enviado por claudia paes em 17/09/2011

aaaaaaaaaaaaaaaah, eu necessito do proximo cap, demais.

Nota: 5

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Enviado por Jheni weasley em 15/09/2011

Amei!! A surpreza do Malfoy hehe !

 

Nota: 1

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Enviado por silvia xavierdos santos em 14/09/2011

Oieee sou leitora nova e ñ costumo escrever muito mas adoro as suas fics e essa é o meu xodó adorei o capitulo bjos Silvia

Nota: 5

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Enviado por more1weasley em 13/09/2011

aah,' quero o próximo... poh sacanagem' deixar a gente na curiosidade :t

amando a fic ><

Nota: 5

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Enviado por Cristina Granger em 12/09/2011

Gosteei muiito, e essa surpresa nossa, acho que o Blás, vai ficar um tanto quando satistfeito em fazer algumas proocações.

Nota: 1

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Enviado por Tonks Fenix em 12/09/2011

Amei o cap... muito bom q o Draco esteja tomando jeito, e aposto q oZabini tem algum plano pra juntar os dois! ou recuperar a Mione... 
Qndo tem mais? Tô amando essa fic mesmo!!!

Nota: 5

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Enviado por Larissa do Amaral em 12/09/2011

Esse cap é sensacional!!!
Achei um maximo o fora que o Draco deu na lumbriga!hehehheheeheheh
Maissssssss beta!!!!
beijo pra vc xuu.

Nota: 5

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Enviado por Miss Perfection em 12/09/2011

Zambini *-*

quero muito o proximo cap.

Nota: 5

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Enviado por jessica salicio da silva em 11/09/2011

me emocionei agora. Como assim, o Blaise ? O_o

Affffe os melhores flash back's. A melhor escritora (sem puxar saco) é a artemis, que não me falou dessa surpresa. Como Assim o Blaise? Que liiiiiiiiiindo ! O que o Draco ta aprontando --'

ksoaksoaksoaksoaks , Quero,não. NECESSITO do próximo capitulo. *----------------*

Nota: 5

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Enviado por Jheni weasley em 11/09/2011

Gostei!! To ansiosa para ver a continuação. Bjus!!

Nota: 4

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Enviado por jessica salicio da silva em 10/09/2011

 Morrendo de curiosidade pra ver o capitulo inteiro  ! *------------------------------* 

Nota: 1

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