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12. Bebés Black


Fic: O HERDEIRO DE HORUS - Notícias a 3-10-11


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 12 – Bebés Black




Costuma dizer-se que as coisas boas passam depressa. Era assim que Harry se sentia. Parecia que, desde que regressara a Hogwarts, o tempo tinha voado. Num piscar de olhos chegara o Halloween. Durante as últimas semanas, mal tinha tido tempo para descansar. Além das intermináveis aulas, ainda treinava a equipa quatro vezes por semana, devido à proximidade do jogo contra Slytherin e fazia trabalhos de casa redobrados. Mesmo assim, ainda encaixava um tempinho para gastar com Ginny ou para preparar novas partidas. É verdade! Harry tinha-se tornado, em apenas algumas semanas, um verdadeiro descendente de Maroto. Quem não achava muita piada era James. Mas como dizia McGonagall “cá se fazem, cá se pagam”. É claro que James, na verdade, sempre quis que Harry seguisse os seus passos, mas achava que não precisava de ser ele a vítima dos planos do filho.
A primeira visita a Hogsmead, calhou exactamente no dia de Halloween. Num passe de mágica, Harry e Ginny desapareceram. Uma tarde romântica aguardava-os no salão de chá. Ron e Hermione, para não se aturarem, juntaram-se a Lily, Marlene, Sirius e James. Não, não estão a sonhar! Lily finalmente saiu com James. Apesar de tudo, ela dizia que só tinha aceitado para garantir que Sirius não ia fazer nenhum mal a Marlene.
Foram primeiro Zonko’s, onde James sempre apanhava Lily desprevenida com alguma brincadeira, deixando-a furiosa. Seguiu-se a Doces e Duques, que estava cheia de alunos curiosos por experimentar o novo doce que fazia casais apaixonados pensarem que estavam a ter um jantar romântico nas nuvens (muito inspirador, sem dúvida). Aqui Lily quase enfeitiçou James porque ele queria que Ron e Hermione provassem. Depois do Três Vassouras, foram sentar-se junto à Cabana dos Gritos. Já estavam lá há cerca de dez minutos quando outras duas pessoas se aproximaram deles: uma ruiva de olhos verdes, a outra morena de olhos castanhos. Eram Lily Potter e Marlene Black. As reacções foram diversas. Ron e Hermione apenas sorriram. Lily e Marlene, as do passado, apenas olharam as outras duas de cima a baixo, como que confirmando se eram quem elas pensavam que eram. James e Sirius, boquiabertos, pensavam o quão belas aquelas duas se haviam tornado.
Lily Potter foi a primeira a falar.
- Olá a todos! A passear por aqui?
- É verdade, Sr.ª…
- Por favor, Hermione, não me trates por senhora, faz-me sentir velha. Trata-me apenas por Lily. Afinal trabalhamos juntas no Verão, não foi?
- Claro… Lily! – Hermione sorriu compreensiva para a ruiva. Era estranho tratar a mãe do melhor amigo pelo primeiro nome, mas pelo que se lembrava, Harry tinha-lhe dito que teriam de ocultar quem era a sua mãe pelo menos até que Lily e James se entendessem.
- Suponho que o Harry esteja com a Ginny, não é? Precisava falar com ele… e com o pai dele.
- Acho que o James não deve estar com muita vontade de te ver, principalmente depois das fadinhas que invadiram o gabinete dele. – Marlene envergava um sorriso maroto para a “irmã”.
- Ri-te, ri-te, mas eu quero ver quando o Sirius descobrir que foste tu quem deu a ideia da revista ao Harry.
- O QUÊ?! – uma poderosa voz ouviu-se por detrás delas. Ao virar-se, Marlene deparou-se com um Sirius muito chateado, acompanhado de James com a expressão mais feliz do mundo. – Quer dizer que eu estava todo preocupado que lesses a revista e tu sabias dela o tempo todo?
- Exactamente…
- Mas… quer dizer… não acreditaste em nada do que dizia nela, pois não?
- É claro que não, Sirius! – o sorriso de Marlene dizia um “não é óbvio?” – Quem é que no seu juízo perfeito acreditaria que tu algum dia fizeste sucesso a cantar? Nem no chuveiro tu és afinado!
- Obrigado pelo elogio…- Sirius fingiu um ar aborrecido, que logo foi substituído por um sorriso encantador – Então, o que é que estais aqui a fazer? Bem, a Lily provavelmente veio aqui para tratar ela própria do assunto “como tramar James Potter”.
O casal fulminou Sirius com o olhar. Os outros, até aí calados, observavam a discussão dos adultos. O mais novo dos Sirius, parecia pensativo, mas depressa se fez luz na sua cabeça.
- Esperem lá! Deixem-me ver se percebi! Esta história está muito confusa… Eu vou casar-me com a Marlene, Evans e Potter vão finalmente começar a dar-se bem…
- Eu não diria dar-nos bem… - interrompeu o Professor Potter – Eu diria mais convivermos civilizadamente….
- Civilizadamente? James, não gozes comigo. A cena que eu presenciei há umas semanas atrás era tudo menos civilizada.
Ninguém percebeu porque é que James e Lily, na sua forma adulta, coraram com o comentário do Professor Black, mas este sabia muito bem. E outra pessoa parecia compreender igualmente, uma vez que apresentava um sorriso malicioso.
- Não sei do que é que estás a falar! – disseram os dois ao mesmo tempo.
- É claro que sabem, uma vez que a minha sala quase foi abaixo!
- MARLENE MCKINNON BLACK! Tu também? Por mais que eu continue a discutir com ele – Lily apontou para James – nós somos civilizados, ‘tá?
- Eu concordo com a Lily! Mas mudando de assunto… o que é que queres falar comigo? Afinal eu ainda não te perdoei pela história das fadas. Que ideia foi aquela? Aquele pó que elas largam deixou-me zonzo por umas horas!
- Coitadinho do professor Potter! – disse Harry que acabara de chegar, de mão dada com Ginny. – Oi pessoal.
- Olá Harry. Que tal vão os nossos planos para tramar esse dois aí? – Lily piscou o olho ao filho e logo foi retribuída.
- Perfeitos… estou ansioso por colocá-los em prática.
- Esperem lá! Não acham que já aprontaram o que chegasse?
Ignorando James, Lily prosseguiu.
- Bem… por muito que goste de chatear o James, não foi por isso que eu aqui vim. Eu queria prevenir-vos. – Ela virou-se para o Trio Maravilha. – Os alunos de Slytherin que estavam em Azkaban, vão ser libertados e vão voltar para Hogwarts.
- O QUÊ?! – gritaram Harry, Ron, Hermione e Ginny ao mesmo tempo.
- Não podem fazer isso! Eles foram Devoradores da Morte. Não podem simplesmente libertá-los depois de tudo o que fizeram.
- Eu sei, Harry, mas consideraram que eles são apenas fruto de uma má influência dos pais. Sabes como é o Scrimgeour, ele nunca ouve a opinião dos outros. Por isso podem contar com Malfoy, Zabbini, Grabbe, Goyle e outros de quem eu não me recordo do nome.
Os quatro jovens não se conformavam. Harry ainda tentou argumentar, mas foi interrompido pela madrinha.
- Não vamos pensar nisso agora. Eu vim cá por outro motivo. Tenho uma novidade para vos contar. Mas antes de me perguntarem o que é… Sirius, quero falar contigo.
- De que é que estás à espera?
Marlene agarrou o braço do marido, arrastando-o, antes de acrescentar:
- A sós!
Os dois desapareceram por entre as árvores que ladeavam o caminho de acesso à vila.
- Bem… agora nós! – Disse James, virando-se para Lily e para Harry – podem começar a contar o que é que pretendem fazer comigo.
- Oras, pai! Se te disséssemos estragávamos a brincadeira!
Após alguns minutos de silêncio, quebrados de tempos a tempos por James a tentar saber mais informações, um grande AH de Sirius cortou o ar. Lily sorriu sozinha.
- Acho que a Marlene já lhe contou… – disse ela para si mesma, baixinho.
- Contou o quê?
- Deixa de ser curioso, James. Já vais saber!
A voz de Sirius podia ser ouvida, cada vez mais perto. Eles estavam a regressar.
- Leninha, do meu coração, tens a certeza disso?
- Claro, Si, porque é que eu te mentiria em algo tão sério? Sirius… não me digas que não gostaste de saber…
- É claro que gostei. É o que eu mais queria! – pelo tom de voz, todos perceberam que a notícia deixara Sirius radiante. – E então? É menino ou menina?
Nesse momento, caiu o queixo de todos, excepto o de Lily, que parecia mais feliz do que nunca, enquanto Sirius e Marlene reapareciam no ângulo de visão do grupo. Marlene, do passado, encostou-se ao namorado, demasiado chocada para se pronunciar.
Mas Marlene Black ainda não lançara a maior bomba, aquela que arrasaria com tudo. Dando um sorriso malicioso, ela respondeu:
- Ainda não sei o sexo deles.
- Como assim “deles”?! – por um segundo, Sirius pareceu assustado com o que viria a seguir.
- Sirius – declarou Marlene, como se fosse fazer um pedido de casamento – eu estou grávida de trigémeos.
As reacções não podiam ser mais engraçadas. Marlene, do passado, desmaiara com a emoção da revelação, enquanto um namorado ansioso tentava acordá-la. Os dois James olhavam para os respectivos melhores amigos com um sorriso de gozo nos lábios. Lily Potter deu um suspiro de satisfação. Os restantes pareciam por demais surpresos para tecerem qualquer tipo de comentários. Sirius, o maior atingido pela “bomba” olhava para Marlene, estático. Tudo nele estava parado, até a respiração parecia ter cessado.
- Sirius! – Chamou Marlene preocupada – Estás bem? Fala comigo. – Ela começou a agitar os braços na frente dos olhos de Sirius e a abaná-lo – Só me faltava mais esta. Ajudem-me, o Sirius está em estado de choque!
Saindo pouco a pouco do seu estado de torpor, Sirius olhou-a fixamente, fechando ligeiramente a boca.
- Três… três… - o seu olhar de espanto foi sendo substituído aos poucos por um sorriso radiante e num segundo abraçou Marlene e girou-a no ar – Mas isso é fantástico!!! Ei James! Ouviste isto? Vou ser pai de TRÊS LINDOS BEBÉS! Quem é o incompetente aqui?
Marlene deu um beliscão no braço de Sirius, que protestou. James fez um ar aborrecido, mas os seus olhos brilhavam de alegria.
- Estás a chamar-me incompetente? Estás a esquecer-te de que eu já tenho um filho de dezassete anos?
- Ei, crianças, deixem-se disso. Parece que estão a discutir quem tem a melhor vassoura. – protestou Lily, interrompendo a discussão.
Harry, que até aí estava a festejar silenciosamente a felicidade dos padrinhos, aproximou-se deles e deu um abraço nos dois.
- Parabéns aos dois! Sirius, por teres sido o melhor padrinho que eu poderia ter, eu desejo-te as maiores felicidades. Tu mereces: fraldas para trocar… biberões para dar… noites sem dormir… roupa suja com uma coisa que eu não digo agora…
- Pronto, pronto, já chega. Obrigado pelo apoio!
- De nada, Sirius. – virando-se para os pais – só eu é que não tenho a felicidade de ter um irmão. O Sirius tem razão, pai. És um incompetente!
Diante do olhar indignado de James, Lily riu às gargalhadas.
- Porque é que nestas coisas a culpa é sempre do homem? – protestou James para Harry – Quando nasceste, a tua mãe passou o parto todo a gritar “Isto é tudo culpa tua, Potter, seu imbecil!”
Agora foi a vez de Lily beliscar James.
- É claro que a culpa foi tua. Quem é que engravidou a pobre donzela indefesa?
- Deixa-me rir, Lily, “pobre donzela indefesa”?! Essa tem muita piada.
Se ninguém impedisse, aquela discussão iria durar a tarde toda. Era sempre assim. Eles começavam e ninguém os conseguia parar.
- Será que estes dois não mudam nunca? – perguntou Harry a Sirius, fazendo com que a discussão cessasse imediatamente.
- “Burro velho não aprende línguas”, Harry. Esses dois serão sempre assim.
Lily fulminou Sirius com o olhar, agarrando ao mesmo tempo no braço de James.
- Depois desse comentário inoportuno, Sirius, que eu vou fingir não ter ouvido, eu vou retirar-me. Ainda tenho umas continhas a ajustar com este senhor aqui.
James olhou algo assustado para a ruiva e depois falou para Harry:
- Harry, se eu não sair vivo desta, diz à tua mãe, que eu lhe perdoo tudo o que ela tem feito comigo, juntamente contigo, e que continuo a amá-la como sempre. – depois deu um sorrisinho brincalhão para Lily.
Esta apenas revirou os olhos e arrastou um James contrariado, ou talvez não, arrancando as gargalhadas de todos, mesmo os do passado, que continuavam a não perceber o que é que existia entre aqueles dois.
Harry não podia deixar de pensar como é que nenhum dos alunos do passado desconfiou que Lily era na verdade sua mãe. Uma coisa era certa: se o objectivo era esconder isso, os seus pais estavam a seguir o caminho errado. Qualquer um poderia ver que os dois se amam verdadeiramente. Mas, como diz um ditado muggle: “O mais cego é aquele que não quer ver”.

**************************************

O banquete de Halloween já havia sido servido e não havia sinal de James, Sirius ou McGonagall na mesa dos professores. Aquilo era muito suspeito. Harry poderia até desconfiar que os dois professores mais novos estariam a matar saudades das respectivas esposas, mas o desaparecimento da directora aumentava as suas suspeitas de que ia acontecer algo em breve. Teria alguma coisa a ver com o que a sua mãe lhe dissera mais cedo nesse dia?! Isso deixara-o preocupado. Um bando de mini Devoradores da Morte à solta em Hogwarts ia dar muitos problemas e podia, desde já, começar a contar com Malfoy na equipa que defrontaria daí a duas semanas. Por menos tempo que tivesse para treinar, ainda assim conseguiria ser melhor do que o seeker actual, que era simplesmente medíocre.
Os pratos desapareceram, cedendo o lugar às sobremesas, que acabaram por desaparecer também pelas bocas dos estudantes deliciados. Chegou finalmente a hora de regressarem aos dormitórios e nem sinal dos três professores desaparecidos.
Sem que ninguém reparasse que tinha desaparecido, Harry desviou-se rapidamente pelo corredor que dava acesso à sala de Transfiguração. Tinha de descobrir o que se passava. Devido aos conselhos de Dumbledore no ano anterior, tinha ganho o hábito de andar sempre com a capa da invisibilidade, pelo que rapidamente se cobriu com ela.
Vozes vinham da sala. Com cuidado aproximou-se tentando ouvir o que falavam.
- Temos de ter muito cuidado com eles! – dizia uma voz masculina.
- Tenho consciência disso, James. Mas como directora desta escola, tenho de receber bem qualquer aluno que ponha aqui os pés. Se o Ministro não fosse tão teimoso…
- O que está feito, está feito. Eles vão chegar esta noite e não há mais nada que possamos fazer, a não ser vigiá-los.
- Lily tem razão. A única coisa a fazer é ter atenção a todos os seus passos. Nada nos garante que eles não sejam ainda fiéis a Voldemort.
- Sirius, não há nenhuma hipótese de Voldemort regressar…
- Discordo Arthur, até o Albus acredita que isso seja possível.
- Mas, Sirius…
- Arthur, pelo que me consta, estás a cometer o mesmo erro que o Fudge e menosprezar os poderes de Voldemort.
- Não adianta ficarem a discutir isso agora. Temos de esperar para ver. – disse uma voz que Harry reconheceu como sendo a de Kingsley Shakebolt. – Não podemos prever nada.
- Nós não! Mas há alguém que consegue!
Um silêncio ocupou a sala por alguns segundos.
- De quem estás a falar, Albus!
- Minha cara Minerva, não me digas que não desconfiaste nem por um segundo o que significou tudo o que se passou no Ministério no fim do Verão. – mesmo não podendo ver a sua cara, Harry desconfiava que Dumbledore estava a sorrir com aquele sorriso enigmático. – O Harry esconde mais surpresas do que qualquer um de nós, Minerva.
- Não vão meter o meu filho nisto, pois não?
- Lily, mesmo sem querer, o Harry está metido nisto até ao pescoço e pelo que verifiquei, ele já está na Ordem desde que completou dezassete anos.
- Mas, Albus, ele é muito novo ainda!
- Lily, lamento discordar, mas… por mais que me custe admitir, o Harry já não é mais o nosso bebezinho de um ano. – disse James.
Harry começou a sentir-se extremamente incomodado por estar a ouvir aquela conversa. Primeiro porque não deveria ouvir atrás das portas e depois, porque falavam de um assunto que o incomodava bastante. Decidiu que era o momento de sair dali. Mas, quando recuou, tropeçou em algo… ou alguém. Coberto pela capa da invisibilidade, que caiu com a queda, James Potter acabara de ser descoberto e abria agora a boca de espanto ao descobrir quem o apanhara.
- James, o que é que estás aqui a fazer?
- Eu?!
- Não, eu!
- Eu… fiquei desconfiado, hoje de tarde… – fez silêncio – Harry, sê sincero comigo. Quem é a tua mãe?
Harry não teve tempo de responder, pois a porta da sala começou a abrir-se. Com um olhar assustado, Harry fez sinal a James para se esconder debaixo da capa. No momento em que os dois desapareceram, os ocupantes da sala apareceram no corredor. Dumbledore, sorridente como sempre, despediu-se logo.
- Foi um prazer voltar a vê-los. Lamento não aceitar o seu convite Minerva, mas Paris espera por mim.
- Eu é que lamento, Albus. Seria um prazer tê-lo connosco durante uns dias, ainda mais diante da actual situação.
Fazendo um aceno com a cabeça, Dumbledore sorriu para todos.
- Eu confio em vós para lidar com este novo problema. Se acontecer algo grave, não hesitem em contactar-me. – virando-se para James e para Lily, ele sorriu carinhosamente. – Não se preocupem com o Harry. Ele sabe muito bem o que faz. Se há coisa que eu aprendi durante estes anos todos foi a não menosprezar as capacidades dele em sair ileso de situações perigosas. Ele aliou a astúcia e coragem do pai, à determinação e lógica da mãe.
- Nós sabemos, Albus, e temos muito orgulho nele. Mas… – lágrimas começaram a rolar pela face de Lily, que não conseguiu completar o que dizia. James aproximou-se dela, colocou-lhe um braço por cima dos ombros e apertou-a contra si.
- O que a Lily quer dizer é que é difícil para nós lidar com o destino do Harry. Mas para isso é que nós estamos aqui, é para ajudar.
- É isso mesmo, Prongs, é assim que se fala!
- Obrigado, Padfoot!
Um a um, todos os presentes começaram a retirar-se, até que restaram apenas Lily e James.
- Então, Sr.ª Potter, com saudades do maridinho?
- James?! – protestou Lily diante do sorriso brincalhão do marido. – Tenho de ir embora! O meu turno no Quartel General começa cedo. Mas… - Acrescentou ao ver o olhar desapontado de James – eu venho cá, dentro de duas semanas. Não perco por nada o primeiro jogo de Quidditch! Prometi ao Harry que vinha.
- Duas semanas?! Tanto tempo?! Não sei se vou aguentar a saudade…
- ‘Tadinho! Claro que aguentas. Se aguentaste todos os foras que eu te dei… se não me engano 2 478… o que é que são duas semanas?
- Contaste mesmo todos os foras que me deste?!
- É claro que não… mas que foram muitos, ai isso foram! Agora tenho mesmo de ir. Posso usar a tua lareira?
- É claro que sim! Podes sentar-te ao lado dela, apanhar o calor dela...
Lily apenas sorriu, enquanto juntos seguiam o corredor que dava acesso aos aposentos de James.
Novamente, o outro James e Harry ficaram a sós.
- Então as minhas suspeitas confirmam-se… a Lily é a tua mãe. Como é que eu não desconfiei antes?!
- Não tinhas como desconfiar. A minha mãe nunca te deu esperanças quanto a sair contigo. Porque é que acreditarias que ela se iria casar contigo um dia.
O sorriso de James era sonhador. Quem diria, a sua ruivinha, cederia finalmente aos seus encantos.
- Não faças esse sorrisinho! Pelo que a minha mãe me contou, ainda muita água vai correr até que fiquem juntos. Mas por favor, sob nenhum pretexto podes dizer-lhe isso, percebes? Se ela souber, isso vai assustá-la e vai afastá-la mais de ti!
- Não percebo, afinal vamos ficar juntos no fim!
- Não percebes? O futuro pode ser alterado. Podes nem vir a casar com ela e isso seria desastroso, acredita!
Harry não sabia como explicar-lhe isso. Devia ter evitado que James descobrisse a verdade. Agora poderia deitar tudo a perder.
- Harry, e que história é aquela do teu destino?
- É uma longa história e é melhor nem saberes. Quando chegar o momento certo saberás.
Há umas semanas atrás gostou da ideia de estudar com os seus pais. Agora, porém, perguntava-se se tinha sido boa ideia. Havia coisas que eles jamais deveriam descobrir. Coisas que alterariam irremediavelmente o futuro.

********************

Nota da Autora: Cá estou eu de novo com mais um capítulo.
Devo acrescentar: FINALMENTE TENHO INTERNET EM CASA!!! Depois de tantas tentativas falhadas, finalmente cá está ela a funcionar. E para começar, nada melhor do que colocar um novo capítulo.
Devo dizer que fiquei felicíssima quando vi novos comentários. Pode ser estranho, mas para quem quase não tem comentários, É MARAVILHOSO!!!
Anna Júlia16, ainda bem que gostaste das brincadeiras que estou a fazer com o James e com o Sirius. Estava com medo que alguém me matasse por isso. Obrigada pelo comentário.
Luana Coelho, agradeço o comentário. Eu vou tentar colocar logo um novo capítulo. Continua a dar a tua opinião. É muito importante para mim. Assim posso melhorar de acordo com a opinião dos meus leitores e esforçar-me ao máximo para agradar.
E AGORA A MELHOR PARTE: se comentarem, eu coloco amanhã o capítulo 13, caso contrário, não prometo nada...
Amanhã, cá estou eu de novo (espero eu)!
Bjocas, Guida Potter.

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