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9. Ordens de mãe


Fic: O HERDEIRO DE HORUS - Notícias a 3-10-11


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 9 – Ordens de mãe



Normalmente, a Sala Comum de Gryffindor era um local calmo, onde se podia estudar tranquilamente. Todos naquela torre, tentavam ao máximo respeitar os colegas de equipa, evitando perturbar aquelas preciosas horas de silêncio. Mas, naquela tarde de sábado, para grande desespero de Hermione, a sala estava um caos. Se já era difícil controlar todos os alunos que costumavam ocupar o local, imagine-se quando este era ocupado pelo dobro das pessoas. Por mais que tentasse concentrar-se, Hermione sempre se distraía com as risadas ou os comentários de alguém que tentava conhecê-la. Apenas uma pessoa parecia pensar o mesmo, pessoa essa que a morena reconheceu como sendo Lily Evans.
A ruiva estava rodeada por um enorme monte de livros. Pelos visto, não perdera tempo e, mal chegara ao castelo, já tinha corrido para a biblioteca. Infelizmente, como Hermione pensou, Harry não saíra à mãe. Sempre tinha de o obrigar a cumprir os trabalhos que os professores passavam.
Uma vez que não conseguia estudar, fechou os livros. Talvez fosse procurar os dois amigos, que estavam desaparecidos desde a hora do almoço. Sabia que Harry provavelmente estava com o pai, com Sirius ou então com Ginny. Mas Ron… onde ele estaria metido? “Provavelmente, a esfregar-se com algumazinha, por aí…” pensou ela, ignorando o ciúme que começava a aflorar.
- Desististe de estudar?
Hermione tentou perceber quem falara com ela. A voz provinha de Lily à sua frente, que, pelo que a morena tinha reparado, já fechara também os livros.
- Desculpa, eu não queria interromper-te. O meu nome é Lily.
- Não é preciso pedir desculpa. Eu já tinha decidido mesmo parar. Eu sou a Hermione.
Nesse momento, o buraco do retrato abriu-se, dando passagem a um Harry muito sorridente… demasiado sorridente. Vendo a amiga, ele aproximou-se da mesa onde esta se encontrava, com Lily, sentando-se ao lado desta.
- Olá outra vez, Lily! Hermione, viste o Ron?
- Não, nem quero imaginar onde ele esteja…
- Uhm… vejo aí uma pontada de ciúmes…
Hermione, de repente, ficou vermelha de fúria.
- Nem te atrevas a repetir isso, Harry James Potter! – proferiu num tom ameaçador.
Harry lançou-lhe um sorriso de gozo.
- Não te preocupes com isso, eu não repito. Mas que estás com ciúmes, ai isso estás.
Uma almofada, que antes estava na cadeira ao lado de Hermione, voou perigosamente na direcção de Harry. Este, graças aos seus bons reflexos do Quidditch, apanhou-a sem problemas.
- Que é isso?! Agora andam todos com a mania de atacar as pessoas com objectos voadores?! Está bem… está bem, eu não digo mais isso. Mas para que saibas, vi o Ron sair do dormitório com o equipamento de Quidditch e a vassoura na mão. Portanto, ele provavelmente está a treinar. Por falar nisso, tenho de afixar o aviso da selecção.
Hermione reparou que Harry desviou rapidamente o assunto da conversa. Orgulhosa de si mesma, ela pensou que, de vez em quando, era bom dar uma de malvada e fazer os melhores amigos tremerem um pouquinho. Dava jeito para situações como esta!
Lily deu uma pequena gargalhada ao observar a discussão dos dois. Era uma amizade engraçada, aquela. A ruiva sentia que aqueles dois eram quase como irmãos. Era um carinho tão grande, tal como o que ela sentia por Marlene. Definitivamente, Harry era diferente de James. Talvez saísse à mãe nesse ponto.
- Agora diz-me lá, Harry, o que é que te deixou tão sorridente? Foi uma determinada ruivinha?
- Ah, não! Na verdade, eu não vejo a Ginny desde o almoço. O motivo é bem mais engraçado. Lembras-te que eu recebi uma carta da minha mãe hoje ao pequeno-almoço. – de repente, Harry caiu na gargalhada, parando um pouco para recuperar o folgo – Não imaginas a cara do meu pai quando eu lha mostrei. Foi impagável!!!
- O que é que a Sr.ª Potter pode ter dito que te deixou tão contente e fez o teu pai… qual foi mesmo a reacção dele?
- Ele fez um drama. Eu tenho a certeza que ele se estava a morder para não rir, mas ele fez um ar dramático e disse: “O que é que fizeram contigo, amor da minha vida? Foste corrompida por anos de convivência comigo. Eu quero a antiga de volta…”
- Afinal o que é que a tua mãe disse?
- Hermione, não vais acreditar, mas ela disse-me exactamente estas palavras: “Tendo em conta que te portaste bem durante seis anos, sem grandes detenções (afinal não se pode considerar detenções atribuídas pelo Seboso e pela sapa da Umbridge como detenções por faltas graves), eu dou-te autorização e o meu total apoio para fazeres a vida negra ao teu pai e ao teu padrinho. Assim eles vão sofrer na pele tudo o que aprontaram comigo na escola.”
- Ela disse mesmo isso?
- Sim, e até me deu algumas ideias…
- Eu não acredito que ela chamou “Seboso” ao Snape e “sapa” à Umbridge. Nem parece da tua mãe.
- Acredita, até eu fiquei de boca aberta. Mas pelos vistos ela teve um encontrozinho com a Umbridge, ontem no Quartel-general de Aurores.
- Houve bronca?
- Náaaaaaa… melhor, a minha mãe transformou-a num sapo com pintinhas cor-de-rosa, com um laço azul na cabeça.
Nesse momento, uma enorme explosão fez-se sentir por todo o castelo, o que fez vários alunos, quase todos do passado, assustarem-se. Ainda estava nas memórias deles o recente ataque à escola. Lily quase desmaiou de susto.
- Ah Lily… não te preocupes. Deve ser só mais uma das Genialidades Weasley. Eles fazem isto a toda a hora. – Lily pareceu acalmar com as palavras de Hermione, pois a cor no seu rosto voltou aos poucos. – Eles adoram fazer este tipo de brincadeiras.
- Porque será que de repente eu pensei no Marotos?
- Talvez porque os gémeos os tenham como exemplo!
- Um mau exemplo, diga-se de passagem… sem ofensa, Harry.
- Não há problema. Eu já me habituei às eternas discussões Lily/James. Sinceramente, nunca vi duas pessoas que se provocassem tanto mutuamente. Nem o Ron e a Hermione chegam aos vossos calcanhares.
- O QUÊ?! Harry até parece que eu estou sempre a discutir com o Ron.
- E não estás? Se discutissem menos e namorassem mais…
- O que é que estás a insinuar, Potter?
- Nem faças essa cara ameaçadora. Eu já a conheço há seis anos e ela não me assusta. Eu só estou a dizer que toda a gente vê que vocês foram feitos um para o outro, só que são tão cabeças duras que não admitem que se amam.
- Olha quem fala. Tu demoraste anos para perceber que gostavas da Ginny!
- Mas pelo menos admiti.
Um rapaz de óculos, muito parecido com Harry, acompanhado pelo melhor amigo, aproximou-se, sorrateiramente da mesa, sem reparar nos outros dois ocupantes, apenas na sua ruivinha.
- Olá Lily! Já pensaste no meu convite para sair?
- Potter! Acabaste de interromper a conversa que eu estava a ter com a Hermione e com o Harry… – Disse ela com um falso sorriso.
- Quem?!
James tentou perceber de quem ela falava, mas Sirius foi mais rápido.
- James, como é que isto é possível? Tu tens um irmão gémeo e nunca me disseste?
- Gémeo?! Não, eu não tenho nenhum irmão… - e olhando na direcção de Harry - AH?! De onde é que tu saíste?
Harry, divertindo-se com a situação, agradeceu mentalmente a interrupção, pois Hermione ia esfolá-lo vivo se ele continuasse a dizer que ela gostava do Ron.
- Não te preocupes, eu não sou teu irmão. Eu sou deste tempo, por isso é praticamente impossível sermos irmãos.
- É verdade. Neste tempo eu devo ter idade para ser teu pai… - James calou-se como que percebendo o que dissera. - Espera lá! Não me digas… não me digas… - James pareceu não ter palavras para concluir o seu raciocínio.
- Acho que me esqueci de me apresentar. O meu nome é Harry Potter.
James pareceu perder a força nas pernas, devido ao choque da revelação. Deixou-se cair para trás em direcção à poltrona. Mas, para sua infelicidade, calculou mal a distância e estatelou-se no chão, debaixo das gargalhadas de Lily e Sirius.
Harry levantou-se, estendendo uma mão a James para o ajudar a levantar, já que aqueles que estavam mais próximos dele, estava incapazes de o auxiliar. Lily já chorava de tanto rir e Sirius tinha-se sentado, agarrado à barriga. Hermione apenas sorria divertida.
- Estás bem?
Aceitando a mão de Harry, ainda olhando de boca aberta para ele, James afirmou com a cabeça.
- Não te preocupes, ainda tens uns anos para te habituares à ideia! Primeiro ainda tens de fazer o mais difícil, conquistar a minha mãe.
- Estou a ver, Prongs, que tens tendência para as mulheres difíceis. Começando aqui pela Evans…
- Cala-te, Sirius!
- Isso mesmo, cala-te, Black!
- Pelo menos, nalguma coisa os dois estão de acordo, mesmo que seja para me mandar calar! Já é um princípio.

******************************

Alguns momentos mais tarde, James era quase arrastado para o Salão Principal, para jantar. Ainda em choque, tentava interiorizar a ideia de que daí a alguns anos iria ter um filho. Este estava alguns metros atrás a conversar muito animadamente com Lily. Como é que Harry conseguia? James já tinha tentado imensas vezes falar civilizadamente com ela e sempre era tratado com sete pedras na mão. O filho, ou melhor, futuro filho, mal a tinha conhecido e já tinha conquistado a confiança e o carinho dela. Tinha de admitir que queria estar no lugar de Harry.
“O que é que estás tu a pensar, James Potter?” – dizia ele na sua mente “Estás com ciúmes do teu próprio filho? Quer dizer… eu ainda não sou propriamente o pai dele, mas mesmo assim, não são pensamentos que devesses ter. Ele não tem culpa de a Lily me achar um idiota.” – James soltou um suspiro que foi notado por todos.
- Ei Prongs, mal de amores?
Estava tão absorto nos seus pensamentos que nem ouviu a piada de Sirius. A sua sã consciência apenas foi restaurada quando uma nova explosão, muito semelhante à que se ouvira mais cedo nesse dia, se fez ouvir por todo o castelo.
Tentando saber o que tinha acontecido, todo o grupo correu em direcção à entrada do castelo, de onde se ouvira o barulho. Esperando ver tudo destruído ou então encontrar um pântano portátil, ninguém esperava a cena que se seguiu. A vítima de tal explosão era nada mais, nada menos, do que James Potter. O professor de Transfiguração aparentava um ar de fúria incontrolável. Mas o que mais saltou à vista foi uma armação de veado, enfeitada com luzinhas de Natal.
Não conseguindo controlar-se, Harry tapou a boca com as mãos, para não desatar às gargalhadas. Os poucos alunos que ali se encontravam, ficaram estáticos, não se atrevendo a tecer qualquer tipo de comentário. Para desconsolo de Harry, não tardou que James, com um gesto da varinha, fizesse desaparecer a armação. Porém, a fúria permaneceu.
- Quem foi o idiota responsável por esta brincadeira? – a voz de James, ao contrário do que dizia o seu olhar, saiu bastante calma.
Minerva McGonagall, que chegara também ao salão nesse momento, não pode conter um risinho de gozo, que dizia “mereceste, por tudo o que aprontaste neste castelo”. Tentando manter uma postura rígida, ela olhou imediatamente para os gémeos Weasley.
- Vocês os dois têm alguma coisa a ver com isto?
Os dois rapazes ruivos, abriram a boca surpresos.
- Professora, não fizemos nada…
- Juro que desta vez não fomos nós! Se há pessoa por quem nós temos imenso respeito é pelo professor Potter…
- O maior recordista de detenções que Hogwarts alguma vez viu.
Pela primeira vez na vida, os gémeos estavam assustados. Geralmente, quando concretizavam alguma brincadeira e eram apanhados, tentavam fazer-se de inocentes, no entanto, a sua expressão sempre os denunciava. Mas neste caso era diferente. Eles estavam de facto inocentes e a directora pareceu acreditar no mesmo.
- Então se não foram vocês, quem foi?
Como se uma luz se tivesse acendido na cabeça de James, e não as luzinhas de Natal que lhe enfeitavam a cabeça, momentos antes, o professor voltou-se para as escadas que davam acesso ao primeiro andar, semicerrando os olhos, como que observando melhor a sua presa, ou neste caso, o seu predador.
- Harry James Potter, espero que não tenhas nada a ver com isto!
Harry fez o ar mais inocente do mundo e encolheu os ombros.
- Ah… Professor Potter, porque é que eu havia de ter feito algo semelhante?
- Porque é que de repente eu não acredito em ti?
- Talvez porque eu tenha saído ao meu pai…
A directora não aguentou mais e soltou uma sonora gargalhada, sob o olhar chocado dos alunos que se haviam habituado à postura rígida e seriedade de McGonagall.
- Tens de admitir, James, ele herdou os teus genes. Já te esqueceste de todas as brincadeiras que fizeste e quantas detenções apanhaste quando eras aluno? E muito me admira que o Harry só tenha começado este ano a revelar o seu lado Potter.
Ignorando o comentário maldoso da colega, James olhou de novo em direcção do acusado.
- Podes começar a explicar esta brincadeirinha. Ainda mais, tendo sido esta a segunda tentativa. Sim, porque da primeira eu escapei.
- Sabe, professor… Ordens de mãe. Mãe é mãe, só há uma, por isso há que respeitá-la.
- Ah sim?! E pai? Quantos há?
- Uhm… esse é substituível.
Pela primeira vez na história, James Potter ficara sem palavras. Abriu a boca para reclamar, mas dela não saiu nenhum som. Só passados alguns segundos conseguiu finalmente pronunciar algo.
- Então talvez não te importes de receber mais uma detenção do teu.
- Outra?! Potter, este é o teu melhor recorde de sempre: duas detenções, a menos de uma semana do início das aulas.
- Professora, eu não tenho culpa, que o meu professor de Transfiguração não tenha sentido de humor. Espero que pelo menos o de DCAT tenha algum…
Uma expressão enigmática surgiu no rosto de Harry. Ninguém compreendeu o significado das suas palavras. Apenas sabiam não vinha aí nada de bom.
James apenas abanou a cabeça, em sinal de descrença, enquanto revirava os olhos. Não havia nada a fazer. MALDITOS GENES POTTER!

**************************************

Domingo de tarde, um tempo maravilhoso, nada para fazer (não na opinião de Hermione) … havia melhores condições para um treino de Quidditch? Era um dia perfeito para fazer a selecção da equipa. Vários alunos aguardavam ansiosamente a saída do capitão dos vestiários. Este, por sua vez, tinha passado toda a manhã e as últimas duas horas, a ouvir um sermão da melhor amiga, que, de cinco em cinco segundo, lhe lembrava que estava em ano de NIEM e que deveria preocupar-se mais em estudar e menos em jogar Quidditch.
Harry, no vestiário do estádio, deu uma última olhada na lista de inscrições para os testes. Alguns ele já contava: os Weasleys, com a sua tendência natural para jogar, Jimmy Peakes, Ritchie Coote, Demelza Robins e Dean Thomas, que haviam jogado na época passada. No entanto, alguns nomes deixaram-no bastante surpreendido. Eram eles Colin Creevey e, mais surpreendente ainda, Neville Longbottom. Nunca se apercebera que, quer um, quer outro, tivessem alguma aptidão para jogar. Sabia que Frank fora um bom chaser, mas, pelo que se lembrava, Neville era um desastre, quando se colocava numa vassoura. Teria de esperar para ver.
No campo, encontravam-se cerca de cinquenta candidatos. Outros alunos assistiam das bancadas, sendo que a maioria era de Gryffindor. Na bancada, Harry avistou o seu pai e o seu padrinho a alguns metros dos quatro marotos. Hermione encontrava-se do outro lado do estádio, acompanhada de Lily. A ruiva parecia querer manter a máxima distância de James, ainda mais agora que eram dois.
Tal como no ano anterior, Harry começou pelos testes básicos, como verificar se sabiam voar. Logo aí, foram eliminados cerca de metade dos candidatos. Dividiu os restantes, então, segundo a posição que pretendiam ocupar. Logo de cara, seleccionou os gémeos como beaters. Como dizia Wood, “eles próprios são umas autênticas bludgers humanas”. Jimmy e Ritchie ficaram como reservas. De seguida, foram os testes para chasers. Os potenciais jogadores foram divididos em grupos de três. Dois grupos tiveram de se confrontar, enquanto tentavam esquivar-se das bludgers lançadas por Fred e George. Muitos foram eliminados ou porque eram atingidos por alguma bola furiosa, como foi o caso de Dean, ou porque não tinham muita prática na vassoura e se desequilibravam. No final restaram apenas cinco: Demelza, Ginny, Colin, Neville e Euan Abercrombie, um rapazinho do terceiro ano, com orelhas salientes e ar aterrado. Para grande surpresa de todos, Neville e Colin foram dos melhores em campo. Eram fantásticos, com uma rapidez incrível e com grande precisão nos passes. Euan, por seu lado, daria um óptimo chaser. No entanto ainda não estava muito seguro das suas capacidades. Seria difícil escolher, uma vez que todos eles eram muito bons. Só passados alguns segundos ele tomou a decisão.
- Os três chasers serão o Colin, o Neville e a Ginny. A Demelza e o Euan ficarão como jogadores de reserva.
Faltava apenas preencher a vaga para keeper. Para o lugar só existiam dois pretendentes. Um era, claro, Ron. O outro era nada mais, nada menos do que Cormac McLaggen. Harry teve vontade de rir. Se o McLaggen achava que lhe ia dar uma nova oportunidade estava muito enganado. Pensando nisso, convocou a restante equipa.
- Harry, não vais deixar aquele imbecil jogar connosco, pois não? Já te esqueceste do que ele fez no ano passado?
- Tem calma, Ginny, eu não pretendo dar-lhe o lugar, lembraste de que ele me partiu a cabeça? Por isso é que eu preciso da vossa ajuda.
Todos compreenderam o que o capitão disse. Os gémeos, inclusive, lançaram um olhar diabólico na direcção de Cormac, que faria qualquer um tremer de medo.
Ron foi o primeiro. Como sempre estava nervosíssimo e, para seu grande desespero, ninguém parecia querer facilitar-lhe a vida. Fred e George tentavam atingi-lo sem piedade e os três chasers tentavam ao máximo confundi-lo. Ainda assim, esquivou-se a todas as bludgers e defendeu sete, dos dez remates.
Na bancada, McLaggen divertia-se imenso com as tentativas da equipa para tramar o ruivo. Seria fácil desta vez. Tinha treinado todo o Verão para superar Ron e para fazer Harry arrepender-se de o ter expulsado da equipa. Quando chegou a sua vez, dirigiu-se para o campo com um andar petulante e com um ar de “eu sou o melhor”.
Mas a sua pose caiu por terra. Na verdade todo ele caiu. Mal chegou aos postes de marcação, bludgers, multiplicadas magicamente começaram a atingi-lo de todos os lados. Não demorou cinco segundos, que ele atravessasse o aro central e fosse estatelar-se com toda a força no chão fora do estádio.
Sem se preocupar em saber se o outro estava bem, Harry tentou controlar um sorrisinho que começava a aflorar-lhe nos lábios.
- Bem, parece que temos keeper. Bem-vindo à equipa, novamente, Ron. O mesmo para todos os que foram seleccionados. Os treinos são às quartas-feiras depois das aulas. Podem ir.
Na sua maioria, os alunos estavam bastante satisfeitos com as decisões de Harry. Não se podia dizer que eram todos, porque McLaggen, agora a ser assistido por Madame Pomfrey, afirmava que tinham tentado matá-lo. À parte esse comentário, Harry sentia-se grato pela confiança que os colegas depositaram nele. Não gostaria de passar pelo mesmo que havia passado no ano anterior, em que a maioria o havia criticado pelas suas escolhas. Sim, agora sentia que era capitão de verdade.


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Na bancada, James assistia extasiado ao treino. Como director de Gryffindor, tinha o dever de acompanhar de perto a equipa. Mas, ao contrário dos outros directores, ele fazia-o por puro prazer e não por obrigação. Jogar Quidditch foi sempre uma das coisas que mais gostava de fazer e, agora, vendo tantos alunos em cima das vassouras vinham-lhe à memória os bons momentos que passara na equipa. Entrara nela, como seeker, no segundo ano e tornara-se capitão no quinto. Enquanto lá estivera, Gryffindor foi sempre a equipa campeã. Era algo de que se orgulhava. Não aquele orgulho que sentia, quando as suas brincadeiras davam certo. Não, a isso ele chamava arrogância e idiotice. Era um sentimento de conquista, de sentir que estava a fazer algo que não estava errado. Quantas vezes pensara em seguir essa carreira e quantas foram as propostas de clubes. Mas, no fim, o seu sonho de ser auror falou mais alto. Era algo que gostava de ser desde que se conhecia por gente.
Maior orgulho ainda, sentia agora ao ver Harry liderar aquela equipa. Era engraçado… o seu filho fizera exactamente as mesmas escolhas que ele teria feito. Numa frase: a equipa era perfeita.
Do outro lado da bancada, ele avistou Lily. Não sabia porquê, conseguia perceber, agora, que a ruiva sempre gostara dele. Mas as suas hormonas na adolescência toldaram-lhe a visão e só se apercebera dos seus sentimentos por ela, quando estava prestes a perdê-la, no sétimo ano. Não se lembrava dos pormenores, uma vez que Dumbledore lhes apagara parte da memória quando regressaram do futuro. Sim, agora ele sabia onde tinha estado durante todo aquele ano. Tudo fazia sentido agora. Era engraçado pensar que, de certa forma, iria reviver tudo aquilo ao longo desse ano. Melhor, ele teria a oportunidade de assistir a isso tudo de fora. Pena que a “sua” Lily não estivesse ali para compartilhar tudo com ele. Ai, como a saudade apertava.
Quando aceitou tornar-se professor, foi com a intenção de passar mais tempo com Harry, mas agora, longe do seu foguinho, começava a ponderar de teria sido boa ideia aceitar o cargo. Ainda só tinha passado uma semana e ele já morria de saudades. Nem queria pensar como seria daí a alguns meses. Provavelmente já teria enlouquecido, não fossem as “visitas noturnas” que faziam um ao outro dia sim, dia sim. Era nestas alturas que ele dizia “Bendito pó-de-flú”.



Nota da autora: Oi, pessoal…
Finalmente coloquei o nono capítulo. Devo dizer que estou profundamente envergonhada, por ter demorado tanto. DUAS SEMANAS!!!! Não há desculpas para tamanho “crime”. Mas a verdade é que os deuses (os da minha história) conspiraram para que eu não publicasse mais cedo.
Para quem não leu os avisos que eu coloquei no fim-de-semana passado, eu não tive muito tempo durante a outra semana para escrever. Mas, no sábado, aconteceu uma coisa que me deu vontade de chorar: já tinha escrito os capítulos 9 e 10. Não os tinha publicado ainda, porque não estavam betados. Sabem o que aconteceu? SEM QUERER, APAGUEI TUDO… Dá para acreditar. Depois tive de reescrever tudinho. Fiquei desconsolada.
Depois foi a história da Floreios mudar de endereço. Só agora é que eu descobri qual é o novo.
Mas agora já está e, para compensar o tempo que demorei, vou publicar o capítulo 10 amanhã.
Como prometi nos avisos, este capítulo é dedicado à Carlapiks, a primeira que comentou em muito tempo. Carlapiks, não te esqueças de continuar a comentar. Podes ameaçar-me de morte se quiseres. Adoro as ameaças que fazes à Lightmagid. Pena não a poderes ameaçar pessoalmente, como eu (Ah-Ah-Ah! Ela diz que eu sou má como o Darth Vader).
Agradeço também a Angelus e Clow Reed pelos comentários, pedindo mais uma vez que continuem a comentar.
Como sempre, um especial obrigado à minha grande amiga, Lightmagid, eterna fonte de inspiração (para as cenas maldosas, é claro!). Aliás, as luzinhas de Natal do James têm uma mãozinha dela.
Obrigado a todos os que leram, a todos os que gostaram ou mesmo a todos os que odiaram. Se acham que eu sou maluca, pelo que acabei de escrever, também o podem dizer. Eu não me importo. O que eu peço é que comentem.
Continuem a ler e divirtam-se.
Uma grande bjoca, Guida Potter.


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