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26. Alive


Fic: Money Honey - Astoria e Draco - COMPLETA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Eu me despertava aos poucos, mas nunca totalmente. Voltava a dormir, dolorida, e acordava de novo. Não distinguia as coisas ao meu redor. Na vez que acordei completamente, a primeira coisa que vi foi Draco. Ele estava sentado numa cadeira distante da cama em que eu me deitava no hospital.


Oh, merda, ainda estava no hospital! Mas então notei que isso não poderia ser melhor. Quero dizer, abrir os olhos e se lembrar de tudo. Sentia-me fraca, mas viva. Isso me pareceu importante. Era, na verdade, muito importante.


Draco parecia estar com os olhos fechados, mas só parecia. Porque quando tentei me mover, ele pulou da cadeira e se aproximou de mim, segurando meu rosto.


– Astoria... – O alívio em sua voz era cortante. Encarei seus olhos acizentados. Estavam cansados, como se ele não dormisse há dias.


– Oi... – falei baixinho. – Como você está?


A risada dele foi engasgada.


– Não pergunte isso! – protestou.


– Não é bom te ver assim.


– Você me preocupou... eu achei, eu achei... você não acordava nunca...


– Eu estou bem – garanti, tentando sorrir. Não sei se tive muito sucesso. Sentia-me cansada e dolorida e...


Draco beijou minha testa e meu rosto. Depois meus lábios. Eu não estava entendendo. Eu sentia uma leveza estranha dentro de mim; um alívio. Um vazio.


Olhei na direção da minha barriga. Ela não estava mais gigante.


Meu coração disparou.


Levantei a camisola do hospital para ver melhor a minha barriga. As cicatrizes do parto estavam cravadas em minha pele.


– Draco? – chamei, aturdida, olhando para todos os cantos, a procura daquilo que eu ainda não conhecia. Ele passava a mão em meu cabelo e em meu rosto como se estivesse se certificando que eu estava mesmo ali. – Cadê o... bebê? Ele nasceu, não nasceu?


Draco engoliu em seco. Eu não soube entender o que aquilo significava. Fiquei com medo.


– Draco... ele... ele está bem?


Os olhos dele estavam cheios de lágrimas.


– Eu não... eu não o vi, Astoria. Não o vi ainda... eu me recusei... você não acordava nunca... eu não ia suportar... eu não ia, eu não ia...


Eu também comecei a chorar. Mas, diferente de Draco, não era por desespero.


– Mas ele está bem, não está? Pelo menos isso... você teve que se certificar...


Draco fez que sim com a cabeça.


– Disseram que está dormindo, que eu podia visitá-lo, mas eu não iria fazer se você não acordasse...


– Você não podia ter feito isso...


– Eu estava assustado, me desculpe!


Ele colocou a cabeça perto do meu ombro, abraçando-me com força. Era até irreconhecível. Eu passei os dedos no cabelo de sua nuca, pedindo para ele se acalmar. Não era necessário todo esse desespero. Eu estava bem, eu estava ótima... eram dores suportáveis, eu apenas havia dormido mais do que deveria.


A porta do quarto se abriu, revelando a conhecida enfermeira. Narcisa e Lucius estavam logo atrás. Lucius deixou escapar:


– Ela está viva.


Draco se soltou de mim e enxugou o rosto imediatamente.


– Vou trazê-lo aqui, aguardem só um minutinho – disse a enfermeira, sorrindo. Ela saiu, deixando-nos num silêncio atmosférico.


Narcisa apoiou sua mão na minha. Ela sorria um tanto chorosa.


– Fico feliz por ter voltado.


– Voltado? Como assim? – perguntei. – Quero dizer, só dormi... o quê? Duas horas?


– Dois dias – ela contou. – Realmente pensamos que... bem, não importa o que pensamos. Importa que Scorpius terá a mãe dele para amamentá-lo agora.


– A senhora o viu? – perguntei baixinho.


– Ele é lindo.


Tentei sorrir de novo, mas me senti esquisita. Era ciúme? Era inveja por ela ter conhecido meu filho antes de mim?


Não. Ninguém conhecera meu filho antes de mim. Eu não precisava vê-lo para conhecer. Fez parte de mim durante temerosos meses.


A enfermeira voltou carregando uma coisa pequena no colo. Ela tinha tanto cuidado, como se o que estivesse empacotado ali fosse algo de vidro e muito valioso.


Eu só compreendi que era um recém-nascido quando ela o colocou em meu colo. Era um bebê envolto de cobertas, confortavelmente relaxado. Dormia tranqüilo, respirava tranqüilo. Eu podia ter feito um discurso, falado qualquer coisa linda, mas eu fui patética. Eu fui muito patética, ao perceber:


– É... meu.


Não reparei que mais pessoas – meu tio, Dafne e Dimitre – entravam na sala, quando me mostrei tão espantada. Era difícil acreditar que isso tinha saído de mim. Era difícil acreditar que eu estava segurando aquele bebê que tinha o corpo tão frágil. Mas eu tinha tanta certeza que era meu que doía até o coração. Era uma dor confortável, alegre. Não consegui desviar os olhos dele, ou deixar de ver aqueles fios de cabelos tão loiros que camuflavam em sua pele macia e pálida.


Olhei Draco ao meu lado. Estava mais apavorado do que antes, vendo o bebê ali a sua frente, mas havia abandonado a melancolia em sua expressão. Passou a mão no rosto, como se quisesse acordar de um sonho.


– Na verdade, é nosso – melhorei a sentença.


De repente ele se inclinou com a cabeça para ver o bebê melhor.


– É tão pequeno – comentou Draco intrigado, sem entender como algo desse tamanho pudesse causar um medo tão gigante.


Ele disse a palavra e os olhos de Scorpius se abriram lentamente. Aqueles azuis escuros deslocavam-se para todos os lados, a princípio admirando os rostos que o contemplavam, mas, logo em seguida, percebeu como tudo era muito novo para ele, e assustador e então...


– Não, não chore – implorei depois que começou a berrar. Ele estava olhando para mim enquanto chorava. Eu comecei a chorar junto com ele, compartilhando algo muito maior do que medo. Desejei que ele obtivesse confiança em mim, parasse de chorar olhando para mim, mas eu nem tinha idéia de como começar a fazê-lo.


– Acho que ele não gostou de você, Astoria – ouvi a voz da minha irmã em frente a minha cama. Nós nos encaramos, e ela sorria. Dimitre estava na ponta da cama, olhando o bebê enquanto chupava a mão, e nunca o vi tão quieto com seus olhos parcialmente arregalados. Chorei mais ainda. Okay, agora eu ia ficar afetada com aqueles hormônios até quando? De qualquer forma, o tom de Dafne não era irônico, era para me provocar, mas ao mesmo tempo não me chateava. Me chateava um pouco, sim, mas acho que era isso que irmãs mais velhas gostavam de fazer com as mais novas. Por isso eu disse:


– Não enche.


E notei como aqueles últimos meses foram os que mais nos demos bem, não como amigas. Talvez como irmãs.


Voltei a olhar para o meu filho, que ainda berrava.


– A gente vai ter que aturar isso todo dia? – perguntou Draco, baixinho, sem tirar os olhos de Scorpius. Parecia incapaz.


– Até o fim da sua vida – respondeu Narcisa.


Ele não reclamou.


Foi então que Lucius se aproximou da cama. Olhava para o neto com aquele olhar duro, quieto, quando finalmente segurou a cabeça dele, que coube perfeitamente na palma de sua mão.


– Scorpius Hyperion Malfoy – murmurou e não disse mais nada. Eu engasguei ao ouvir “Hyperion”, mas acho que as discussões podiam esperar. Eu não conseguia pensar em nada a não ser no fato de que havia um bebê chorando em meu colo.


– O senhor está abençoando-o ou o quê...? – não consegui me segurar e perguntei. Lucius me encarou, enquanto a enfermeira segurava a risada. Um dia ele ainda admitirá ter ficado com vontade de rir com aquela pergunta também. Mas ele apenas ergueu as sobrancelhas e disse:


– Não. Queria entregar isso.


Ele tirou do bolso um objeto brilhante. Era um brasão da família. Ao em vez de colocá-lo em Scorpius, entregou nas mãos de Draco. Não entendi que tipo de gesto era aquele, mas Draco ficou olhando para o medalhão durante um tempo, piscando. Depois olhou para o pai. Aquilo deve ter significado mais do que qualquer um fosse capaz de entender, porque Draco disse:


– Obrigado.


E pareceu que todos os anos foram perdoados.


Lucius olhou para mim e tentou dizer alguma coisa, mas apenas fez um aceno. Acabou passando a observar Scorpius de longe. Tive o pressentimento de que Lucius estava agradecido... agradecido por eu ter sacrificado certas coisas para dar um herdeiro a sua família. Certas coisas como a minha vida.


Era bom ele estar mesmo agradecido.


Scorpius chorava e eu não agüentei meu desespero. Nunca fui mãe, não sabia o que estava fazendo, mas também não queria que me achassem ruim por ter mandado alguém pegá-lo no colo de novo, pelo menos para fazê-lo parar de chorar, já que eu não conseguia.


Narcisa o pegou, então. Ela inclinava os lábios em um sorriso para o bebê ainda aos berros. Senti Draco se movimentar e ele havia se levantado da cadeira para contornar a cama e se aproximar dos dois, para continuar olhando Scorpius de perto.


– Pegue-o, Draco – exigiu Narcisa.


Draco parecia hipnotizado. Não consegui ter certeza se ele iria realmente pegá-lo, porque de repente ouvimos uma voz escandalosa e ligeiramente conhecida no corredor do hospital. Todos nós estremecemos.


– Quero ver meu bisneto! Disseram que ia ser um garoto! Cadê meu novo Malfoyzinho?


Morgana Malfoy entrava na sala.


Eu não culparia Narcisa se quase tivesse deixado Scorpius cair de seu colo. Ficaria desesperada e brava, mas não culparia.


– Oh, graças a Merlin! – a velha exclamou, e empurrou Dafne com a bengala para ultrapassar a sala e se aproximar de Narcisa. Observou Scorpius com admiração e orgulho, provavelmente um olhar que lança ao próprio reflexo no espelho. – O mesmo cabelo de Draco. E de Lucius. E de Abraxas. E de todos os outros mais lindos Malfoy! Vamos, Narcisa, deixe-me segurá-lo.


Morgana estendeu suas mãos trêmulas de velhice na direção do meu filho. Narcisa falou equilibradamente:


– A mãe dele precisa amamentá-lo agora.


Ainda bem que a enfermeira estava por lá para confirmar que isso era verdade, se não Morgana realmente iria conseguir a chance de segurar Scorpius, e eu não ia gostar de ver isso. Morgana tremia mesmo nos braços.


Quando consegui me sentar, Narcisa me entregou Scorpius de novo. Eu olhei para o pessoal ali na sala, sem graça, até que a enfermeira foi à única que me entendeu e pediu para que todos voltassem para a sala de espera, para que eu ficasse sozinha com meu filho. Não me sentiria confortável amamentando meu filho na frente das pessoas, mesmo sendo eles da minha família. Podia ser uma frescura de primeira hora, porque nada era mais natural do que uma mãe alimentar o filho, mas ainda assim... eram meus seios. Só pedi para que Draco continuasse ali, e mesmo se eu não pedisse, ele não sairia do lugar. Desejei saber o que se passava na sua cabeça no tempo que observou Scorpius repuxando meu mamilo, que parava de chorar, amamentando-se de mim.


– Astoria – a voz dele estava estranha, baixa, mas calma. – Se você quiser mudar o nome dele, ou...


– Você tem razão, Draco. O que você disse sobre ser único em nosso filho... foi tudo o que eu precisava ouvir para me fazer enxergar isso. Não precisamos mudar nada. E... agora eu vejo a cor do cabelo dele... é tão parecido com você.


Ele observou Scorpius de novo, com a expressão de alguém que queria entender muitas coisas, principalmente o que se passava em sua própria mente.


– Então ele é mesmo meu?


– Oh, não. Acabei de me lembrar que transei com um cara loiro igualzinho a você na nossa lua de mel.


– Se eu não conhecesse seu tom irônico – disse, despreocupado. Adorei vê-lo sorrir, mesmo tão esgotado.


Suspirei, enquanto Scorpius voltava a ficar extremamente quieto e tranqüilo em meu colo, apreciando o que eu lhe oferecia naturalmente. Não quis ter feito Draco passar pelo que passou enquanto eu estive desacordada. Queria lhe dizer tantas coisas, fazer tantas coisas por ele... mas acho que só de eu estar ali, amamentando nosso primeiro filho, fosse o máximo que eu podia fazer.


Logo mais tarde descobri que Scorpius seria meu único filho, porque o médico constatou que eu havia me tornado definitivamente estéril. Era o melhor que podia acontecer comigo, já que eu realmente não teria chance alguma se engravidasse de novo, e eu estava perfeitamente bem, mesmo que eu ainda fosse me sentir um pouco indisposta nos primeiros dias. Era um presente de Natal, apesar de tudo.


 


 


As extremidades da Mansão estavam cobertas de neve; eu sempre achei que ela ficava mais acolhedora quando era inverno, e as árvores e os arbustos se cobriam de branco, fazendo contraste com a escuridão natural daquele lugar.


Enquanto caminhávamos até a entrada, olhava para Scorpius no colo novamente de Narcisa ali ao lado. Eu podia andar, o que era um alívio, mas ainda era um tanto difícil caminhar com um bebê no colo. Mas Narcisa não reclamava de me ajudar nisso.


Eu era feliz ali na Mansão, e me senti tão bem por estar de volta. Só de pensar em deitar na minha cama e não na do hospital, foi como encontrar o papai Noel naquela manhã de Natal. Scorpius nascera dia vinte e três. Mas sua primeira vinda a Mansão foi no dia vinte e cinco. Não que... eu fosse anotar isso em alguma agenda. Ficou marcado de qualquer modo.


Quando entramos, puxei Draco e coloquei meus braços ao seu redor, encarando-o. Podíamos nos abraçar e não havia barriga gigante no meio do caminho, exceto, agora, quem saiu de dentro dela. Nós nos olhamos como se estivéssemos pensando a mesma coisa.


– Não sei o que faria na vida sem você – ele disse, olhando em meus olhos.


– Você não vai se livrar de mim tão fácil agora, Draco Malfoy.


– Ainda bem. – Ele pegou meu rosto e me beijou.


Narcisa apareceu e pigarreou, fazendo a gente se soltar. Achei que ela ia ralhar por eu estar beijando-o em vez de tomar conta de Scorpius por enquanto, mas apenas falou:


– Quero realmente fazer um jantar de Natal hoje. Poderia convidar seu tio, Astoria. E sua irmã, se ela quiser. E aquele filho dela, se todos nós tirarmos as coisas de vidro dessa casa. Ou seus outros amigos... os de Draco também, é claro.


– Perfeito – eu disse, com a imagem de todos reunidos na ceia. A mansão, pela primeira vez, não tão silenciosa e escura. Suspirei e finalmente disse: – Narcisa... Draco e eu estávamos pensando... Scorpius precisa de uma madrinha, não é?


– Sim – ela disse compreendendo.


– Então... – comecei e Draco terminou, embora realmente nunca tivéssemos entrado no assunto:


– Ninguém melhor que a senhora, mãe.


Achei que ela ia ficar empolgada e se emocionar. Mas aquela era Narcisa Malfoy. Sim, havia a felicidade estancada em sua expressão, mas ela ajeitou o afilhado e neto no colo e disse, mantendo-se firme para deixar bem claro:


– Que bom que todos nós concordamos com isso. Astoria, está na hora do banho dele. Vai aprender rápido a fazer isso, não é mais difícil do que tocar piano. E se for, vamos descobrir agora.


 


Não era difícil. Era complicado, temeroso e delicado, mas Scorpius ajudava bastante, sendo tão quieto. Dafne dizia que ele era um bebê anormal. Ok, anormal para ela que tinha Dimitre e ele nunca parava no lugar. Mas Scorpius não era assim em seus primeiros meses. Dormia mais do que chorava. Por ser tão pequeno e frágil no começo, foi apavorante, mas nada que depois eu não tenha dado conta de fazer. Eu aprendia as coisas com muita facilidade. Acho que isso servia para o fato de eu ser mãe agora. Mas era como se Scorpius soubesse que aquilo era novo para mim, e tentasse colaborar, já que eu tinha disposição para fazer tudo por ele, tudo.


Draco esteve por perto em cada tentativa minha de colocar confiança em nosso filho. Agora sim eu tinha noção de que era uma questão de tempo até ele se acostumar com a presença de um bebê naquela mansão. Mesmo assim, parecia contentar-se em apenas me observar.


Na verdade, os dois me observavam. Scorpius tinha aqueles olhos azuis escuros em mim toda vez que eu trocava sua roupa, também, ou lhe dava banho. Quando queria que eu o pegasse, ele reclamava com um choro característico, diferente de quando estava com fome ou precisava trocar a frauda. Era um choro que me fazia sentir importante, porque ele dependia de mim. O mais curioso daquele bebê era que, toda vez que olhava para Draco, ele se silenciava, com aqueles olhos hipnotizantes na direção dele, tinha reações que nenhum de nós sabia decifrar. E nunca chorava quando Draco aparecia em sua visão.


Isso deu motivos a Draco para notar que estava fazendo pouco, apenas observando os cuidados que Scorpius tinha em minhas mãos e nas de Narcisa. Passou, então, a se dispor de ajuda, mesmo quando eu estava ciente de que conseguia dar conta. Havia dias, porém, que eram difíceis e estressantes, e Scorpius não parava de chorar e a gente não sabia o que ele queria, mas Draco esteve lá, tentando ajudar da sua forma.


Dormindo quase o dia todo, Scorpius sempre acordava em seu berço quando Draco chegava de Gringotes. Ao descobrir isso, ele teve confiança em si mesmo para pegá-lo no colo. Não sabia o que fazer quando o segurava, mas Scorpius era sempre tranqüilo em seus braços. Sem se dar conta, Draco sorria meio admirado. Scorpius fechava a pequena mão em torno de seu dedo indicador, apertando-o com uma força impressionante para alguém que mal havia completado três semanas.


Ao notar como um bebê não esperava nada além de ver seu rosto ou ouvir sua voz, Draco nunca deixou de pegá-lo do berço.


Quando Scorpius dormiu pela primeira vez em seu colo, foi inesperado. Draco estava sentado em nossa cama, segurando-o enquanto eu tomava banho. Assim que saí do banheiro, ele avisou que Scorpius havia fechado os olhos, sem ter a mínima noção de que conseguir algo assim naquele horário era um feito fantástico.


Subi na cama e aproximei-me dos dois cautelosamente, sorrindo ao constatar que Scorpius realmente estava dormindo.


– Você o deixa entediado – falei, provocando-o. – Mas isso é ótimo, assim teremos tempo essa noite.


– É, estou com sono – ele disse entregando-me Scorpius. Segurá-lo já parecia algo que eu fazia há anos e eu não tinha mais medo de derrubá-lo no chão, porque Scorpius confiava em meus braços e mantinha-se firme.


– Não estou falando em dormir – eu mordi os lábios, sabendo que ele entenderia. Ergueu as sobrancelhas à medida que olhava para mim e me via saindo para levar Scorpius ao berço em seu quarto. Enquanto o colocava ali, agradeci mentalmente por ele deixar as coisas fáceis para mim, por não ter feito com que eu reclamasse em nenhum momento da sua aparição em minha vida. Agradeci, principalmente, por ele ter dormido mais cedo naquela noite em que eu precisava tanto ficar com Draco.


Quando voltei ao nosso quarto, Draco já estava embaixo das cobertas, mas olhava na minha direção.


– Diga que está pelado aí embaixo – pedi, parecendo meio desesperada.


O sorriso malicioso dele me deixou alegre e eu caminhei até nossa cama tirando a camisola que ele havia comprado para mim uma vez, alegando ser perfeita em meu corpo. Perfeita para ser tirada.


Não transávamos há tanto tempo que quando gozamos dessa vez foi rápido, mal saciando nossas necessidades. Não apenas do sexo, mas de nós mesmos. Precisávamos de mais, e o jeito que Draco voltava a me tocar demonstrava que ele se sentia aliviado e satisfeito por podermos ter aquilo por quanto tempo quisermos, até nossos corpos ficarem suados a ponto de parecer que tínhamos corrido pela Mansão. Eu cavalgava em seu colo, procurando atingir o orgasmo pela décima vez só naquela noite provavelmente, apertando seu rosto com as mãos e me inclinando para beijá-lo. Sem perceber, eu estava chorando, gemendo, sem controle algum sobre meus movimentos e meus sentimentos. Agora tudo estava bem, tínhamos um filho, e estávamos ali, alucinados por aquilo que nos uniu... comecei a entender o que poderia ter ocorrido comigo, comecei a raciocinar os riscos que tomei; tão perto de nunca mais voltar aquilo que me mantinha viva.


 – Astoria – Draco chamou alarmado, agarrando meus seios e deslizando as mãos até minhas coxas. Eu mal o escutei. Ele via que eu estava chorando e gemendo ao mesmo tempo. As lágrimas caíam à medida que eu me aproximava do orgasmo. Não conseguia me controlar, simplesmente liberava tudo o que prendi dentro de mim por meses. – O que...? Oh... oh!


Eu desabei com o tronco em seu peito, com a cabeça na curva do seu pescoço, chorando ofegante. Não consegui parar, apertando fortemente o cabelo dele enquanto o abraçava. Quis pedir desculpas, mas não achei que fosse necessário, não achei que eu realmente precisava me desculpar por alguma coisa. Eu estava chorando de felicidade, de alegria, de amor. Draco tinha seus braços ao redor de mim. Vendo que eu ainda chorava, ele fez com que eu o encarasse. E enxugou meu rosto.


– Sabe, você me faz querer ser forte – falou. – Desde o dia em que a conheci.


– F-faço? – Eu acariciei seu peito molhado com a transpiração do sexo.


– E nós vamos fazer Scorpius ser forte...


Eu olhei para ele como se ele tivesse dito as únicas palavras que eu precisava ouvir.


– Vamos – confirmei, engolindo em seco, parando de soluçar. – Vamos, claro que vamos.


– Ele será o melhor Malfoy que essa família nunca teve – Draco parecia tão certo que fiquei impressionada, me obrigou a acreditar nisso também.


– O melhor – ecoei com os olhos cheios de lágrimas. Bastava sermos bons pais.


Ficamos abraçados ali por um bom tempo, enquanto eu voltava a respirar mais tranquilamente.


– Você não se esqueceu de acionar o feitiço de escuta no quarto dele, esqueceu? – ele perguntou, tirando o cabelo do meu rosto. Narcisa sempre mandava acionar um feitiço que fosse capaz de avisar quando o bebê estava chorando em qualquer parte da mansão, uma vez que o lugar era extenso e não conseguiríamos ouvi-lo se estivéssemos longe. Era um feitiço muito importante e essencial. Era um feitiço que eu não podia esquecer.


Comecei a me xingar.


– Sou uma mãe terrível se eu disser que esqueci? – indaguei preocupada, saindo de cima dele para concertar meu erro.


– Não precisa – ele pegou meu braço, impedindo que eu movesse mais um músculo.


– Claro que precisa, e se...


– Eu faço isso – Draco disse, levantando-se e colocando a calça. Pegou a varinha no criado-mudo e explicou: – Obviamente agora você deve descansar.


 


 


 


Olá pessoal, mais um capítulo para meus leitores queridos!! Obrigada a todos pelos comentários, elogios, como já disse, eles me deixam feliz e inspirada!


O capítulo ficou pequeno, mas desejei que terminasse nessa parte em que o Draco finalmente se vê na tarefa de ser pai, não somente para ajudar o filho mas também ajudar a Astoria. QUERO AVISAR QUE o tempo irá passar (não diretamente anos, mas sim meses) no próximo capítulo, uma forma apropriada que achei para descrever o desenvolvimento de Scorpius em meio à vida dos dois. Apesar disso, não será um capítulo pequeno – só espero mesmo que eu não esteja muito apressada. Mas o que quero mesmo é dar ênfase aos momentos que poderiam ter sido mais marcantes na vida dessa nova família :)


Mais uma vez, muito obrigada por me ajudarem a chegar até aqui.


 

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Comentários: 10

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Enviado por Mohrod em 13/08/2011

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah, que liindoooo! *_*

posta logo, táa? foi muito boom, ver o draco tomando atitudes e mostrando que ele quer mudar, ser melhor pra o filho dele. heuheuheu

 parabéeens, posta, viu!

beijo

Nota: 5

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Enviado por Felipe S. em 13/08/2011

Mil anos depois, eu apareço *sai correndo*

 

Fiquei meio sem tempo pra net, desculpa pela demora do comentário, de verdade!

 

Pokerwell, simplesmente perfeito! Sério, a história está excelente! Os sentimentos muito bem trabalhados, o amor que Draco vem sentindo, uma mudança drástica, mas muito bem fundamentada e trabalhada. Você consegue arquitetar e correlacionar os fatos de uma maneira tão clara, tão coerente! Cada ação, cada mudança nos personages, tudo tem um justificativa, uma história que foi trabalhada, nada é jogado de maneira leviana, parabéns, de verdade!

 

Eu sou favorável a uma passagem de tempo mais rápida, confio plenamente no seu bom senso. A transformação dos Malfoy está cada vez mais nítida, sem falar na Dafne. Sem noção, está tudo MUITO bom, de verdade!

Só uma pergunta: Você pretende terminar a fic quando Scorpius foi pra Hogwarts, um pouco antes, na aceitação da família Malfoy, terminando com um "missão cumprida" por parte da Astoria ou você pretende jogar um Rose-Scorpius, aproximação Weasley/Malfoy? É pergunta a toa mesmo. xD

 

Pra finalizar, pq acho q escrevi demais, peço desculpas pela demora em comentar e parabéns pela excelente fic! (:

Nota: 5

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Enviado por V.M Fox em 12/08/2011

Lindo! Esse cap ficou perfeito :)

 

Nota: 5

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Enviado por alana_miguxa em 12/08/2011

aiii muito lindoooo!! parebens pela fic. ela eh muito boa. posta logooo! bjuss

Nota: 5

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Enviado por Emma Ricce em 11/08/2011

É tão bom ver a evolução dos personagens da Astória , do Draco até do Lucius.Sua fic é simplismente ótima. Parabéns e espero que voce poste os próximos capítulos o mais rápido possível - sem pressão aqui- hahaha.

Nota: 5

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Enviado por Carolzinha Gregol em 11/08/2011

Capitulo divino, estou sem palavras :O sério, ameeeeeeeei.

Nota: 5

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Enviado por Ana Slytherin em 11/08/2011

Adorei o capitulo 
O medo do Draco de perder a Astoria , de ter que viver com o filho sozinho , o desejo que ele se torne o melhor Malfoy e a Astoria lidando com a inexperiencia de ser mae
Perfeito!!

Nota: 5

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Enviado por barbara aguiar azevedo em 11/08/2011

não tenho o que dizer sobre esse capitulo! mesmoo!!

SENSACIONAL... PEEEERFEITO!!!

=))

Nota: 5

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Enviado por MarianaBortoletti em 11/08/2011

Perfeito, perfeito e perfeito, sem mais. A tua descrição dos sentimentos e dessa fase adulta, madura e mãe da Astoria é linda... Não sei, estou meio sem palavras e esse vais er um comentário meio confuso, eu acho, mas pretendo comentar os pontos mais importantes. Eu adorei essa inexperiência da Astoria e ela ter conhecimento disso, aprendendo a ser mãe junto com o Scorpius aprendendo a ser filho e o Draco a ser pai. É uma família em construção, muito legal! Final perfeito, adorei que tu tenha parado aqui, porque a primeira coisa que eu pensei quando terminou foi: é isso aí, ele aprendeu *-* E essa decisão de eles fazerem do Scorpius o melhor Malfoy é tão inspiradora, porque é exatamente oq imagino que os dois decidiriam. Depois de tantos erros, eles estão consertando a si mesmos e vão fazer do filho um ser melhor, menos propício a erros graves... Aii, cada dia mais fico apaixonada por essa fic e por tudo que ela me faz pensar. Juro, comecei a desenvolver comentários assim, depois que comecei a ler a Money Honey. Perfeito o método de passagem de tempo. Fico imaginando onde ela vai terminar...? Talvez em King's Cross nos dezenove anos depois? Bem, vou ficar especulando aqui... rsrsrs Até a próxima!

Nota: 5

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Enviado por Louyse Malfoy em 10/08/2011

QUE COISA LINDA.

Astoria chorando na hora do sexo? Own.

Que incrível o nascimento  do Malfoyzinho! *O*

Além de que toda vez que o Draco chega do banco ele acorda *-*

Isso é perfeito de mais.

Quero mais :9

Beijos, e parabéns por mais um cap excelente! 

Nota: 5

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