FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

23. Epílogo


Fic: O Sucessor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

N/A: Depois de séculos, aqui estou eu para encerrar esta fic de um jeito que eu espero, vocês gostem! Também aproveito para avisar que vou atualizar minhas outras fic's devagar, pois o médico quase me proibiu de usar o pc, por causa da minha mão. Porém, eu não vou abandoná-los então ficarei uma semana sem escrever e semana que vem devo postar o cap de PdA e começar o de Harmonia! Peço desculpas pela demora, mas infelizmente não tenho como digitar mais rápido. Boa leitura e espero que divirtam-se!


Gina e Hermione estavam em um café trouxa, a ruiva havia acabado de voltar da lua-de-mel e estava ansiosa para contar as novidades a amiga, que já se encontrava no final da gestação.

-Nossa! Parece que você teve a lua-de-mel dos seus sonhos! –Hermione fala feliz pela amiga, que se encontrava radiante.

-Sim, Draco fez de tudo o possível e impossível para que tudo fosse perfeito. Nunca imaginei que ele com aquele jeitão de badboy fosse realmente se importar. –a ruiva estava radiante, os olhos azuis brilhavam intensamente quando falava do marido.

-Agora é esperar que ele não mude, afinal é no dia-a-dia de casados que você terá seu maior desafio. –Hermione a lembra com cuidado e preocupação. Apesar de ficar feliz pela amiga, ainda tinha suas duvidas quanto a Draco ser um bom marido.

-Eu sei, aliás, ele também. Semana passada tivemos uma conversa séria sobre nós e o nosso casamento. –Hermione a olhou interrogativa, não imaginando que tipo de crise poderia ter acontecido no meio de uma lua-de-mel aparentemente perfeita. –Não me olhe assim, não brigamos ou algo assim. Discutimos um pedido do Draco.

-Pedido? O que aquele sem-vergonha andou te propondo? –Hermione sabia que não poderia confiar em um Malfoy, por mais “bonzinho” que ele parecesse.

-Pelo visto não é só o Rony que tem ressalvas em relação ao Draco. –Gina observa rindo da reação da amiga, que pede, com o olhar, que ela prossiga. –Draco me pediu um filho. -o queixo de Hermione caiu, assim como a colher que iria levar um pedaço de torta a sua boca.

-Vocês estão pensando em ter um filho? –Hermione perguntou ainda atônita.

-Sim, mas não conte isso para ninguém! –Gina respondeu e logo acrescentou o pedido, ao qual Hermione assentiu de pronto. –Eu não quero ficar sobre pressão, já basta a expectativa do Draco.

-Não deixe que ele te pressionar e também não fique obcecada com isso. Só não faça nada contra que o tempo se encarrega de lhe trazer meu afilhado ou afilhada. –Hermione fala em tom divertido, enquanto a ruiva ri.

-Pois eu espero que seja lá o que for, venha logo para poder brincar com o meu afilhado! –fala observando carinhosamente a barriga da ruiva.

-Isso seria ótimo, mas como eu disse, nada de pressão. Talvez você devesse apenas consultar um médico para saber mais detalhes... –Hermione interrompeu o que falava ao sentir uma pontada aguda no ventre.

-O que foi, está tudo bem? –Gina pergunta ao ver o desconforto da morena.

-Sim, está. Deve ser só mais um alarme falso, já tive três nos últimos dez dias. –fala em tom divertido, não querendo preocupar a amiga.

-Bom, mesmo que seja só mais um alarme falso, é melhor verificarmos. –a resposta vem em tom preocupado.

-Eu não vou voltar ao médico para mais uma tentativa frustrada! Nem tenho mais cara de aparecer por lá. -Hermione fala em tom decidido, mas outra pontada faz a ruiva levantar sem se importar com a vontade da amiga.

-Pouco me importa o que você quer, meu afilhado não vai nascer no meio da rua! –Gina a olhava de um modo que Hermione já vira varias vezes em suas missões e que significava que era melhor não contraria-la.

Chegando ao hospital, as duas se dirigiram ao consultório do medi-bruxo que acompanhava a gravidez de Hermione e ele prontamente as recebeu e procedeu o exame como de costume, no entanto, ao contrário do que Hermione esperava, ele confirmou que dentro de algumas horas ela entraria em trabalho de parto. Imediatamente Gina informou aos Weasley, a Tonks e a Draco, que garantiram que em breve chegariam ao lugar.
Rony que já era pai, andava ansioso na frente da sala onde o parto estava acontecendo, Molly e Arthur Weasley estavam sentados e também pareciam nervosos, mas ninguém estava pior que Gina. A ruiva, estava sendo segura pelo marido, que insistia para que esta se acalmasse, assim como Luna, que tentava dizer que um parto demorado não significava problemas.

-Até que enfim alguém saiu! –Rony exclamou ao ver uma enfermeira aparecer. –Como Hermione está? O que houve com o bebê? –o ruivo estava pálido e havia marcas vermelhas no rosto, que junto ao cabelo bagunçado, deixava claro o quanto estava aflito.

-Não se preocupem. –a voz era suave e tranqüila, o que fez todos soltarem o ar que haviam pretendido. –O parto foi um pouco complicado, o bebê não estava em uma posição muito boa, mas agora ele já está bem! É um menino até bem grande e forte. –essa afirmação fez todos se olharem aliviados, as mulheres possuíam lágrimas nos olhos.

-Mas e Hermione, como ela está? –Rony insistiu ainda preocupado.

-Está bem, Sr. Weasley, só não os deixo a verem agora, porque ela está dormindo e o medi-bruxo pediu que ninguém a incomodasse. Porém, se esperarem alguns minutos, poderão estar com o bebê. –essa afirmação iluminou o rosto de todos.

-E poderemos entrar todos juntos? –Gina perguntou ansiosa, estava louca para ver seu afilhado.

-Se prometerem tomar cuidado, não vejo problema algum. –Gina não se conteve e deu pulinhos animados junto a Luna.

-Eu vou avisar ao Harry, já volto para ver meu afilhado! –Rony falou enquanto corria para o elevador. A menção do nome de Harry, fez a animação de todos dar lugar a um sentimento de vazio inexplicável, afinal como um momento daqueles poderia ser perfeito, sem o pai do bebê.

Rony chegou rapidamente a ala reservada onde apenas algumas pessoas podiam entrar, Hermione jamais deixaria que Harry fosse vitima da curiosidade da comunidade bruxa. O quarto de Harry, como sempre, estava guardado por alguém do hospital que, naquele instante, era um enfermeiro, o qual apenas ergueu brevemente os olhos da revista de medicina bruxa, para verificar quem estava entrando. Do lado de dentro o quarto parecia como qualquer outro do hospital, Harry estava deitado, não havia nenhum equipamento ligado a ele, sua expressão era serena e qualquer um poderia jurar que o moreno apenas dormia.

-Está na hora de levantar, amigo! –Rony falou depois de olhar o amigo por uns instantes, sua voz estava levemente embargada. –Você agora é pai de um garotão, ele acabou de nascer e vai precisar muito de um pai. –nesse momento o ruivo fez uma pausa e observou as feições do amigo. –Hermione vai precisar de você, por mais que ela tente parecer forte e segura, a gente sabe que ela não é essa fortaleza que aparenta, que precisa de alguém para cuidar dela. –Rony deu um tempo, olhando para o corpo inconsciente como se esperasse que ele fosse entender e se levantar, no entanto, nada aconteceu, nenhum movimento ou mesmo uma irregularidade na respiração. –Eu tenho que ir, vão me deixar vê-lo, mas assim que puder eu volto e trago ele para você conhecer.

Durante o restante do dia, Rony ficou pensando no amigo e em como ele falava em ter uma família, como sempre sentira falta de um pai e em uma conversa que, sem querer, ouvira Hermione ter com Harry inconsciente. Ela falava com ele dos planos que haviam feito de ter uma família, filhos e em como ela sentia falta dele naquele momento.
Foi com esses pensamentos em mente, que logo pela manhã, Rony foi ao St. Mungus e se dirigiu ao berçário, onde pegou o bebê alegando que o levaria para Hermione, no entanto, tomou o elevador e se dirigiu ao andar onde Harry estava, passando pela enfermeira e entrando no quarto do amigo, completamente firme quanto ao que iria fazer.

-Olhe quem eu trouxe para te ver, Harry! Seu filho! –Rony falou enquanto sacava a varinha e com um gesto, fazia a camisa do amigo se abrir. Logo depois colocou o bebê no peito do moreno e uma das mãos em cima deste. –Vamos garoto, chame seu pai, eu tenho certeza de que se alguém pode, esse alguém é você! –Rony fala enquanto passa a varinha no peito de Harry, fazendo um filete de sangue escorrer por um corte, logo depois fazendo o mesmo com a mão do bebê, que começa a chorar de dor, se agarrando em Harry como se este pudesse protegê-lo. Ignorando o choro, Rony apenas pressiona um corte no outro, ligando o sangue dos dois. –Vamos Harry, seu filho está chorando, está chamando por você!

Sentindo dor em todo seu corpo, Harry tentou se mexer, mas seus músculos pareciam não responder. Podia ouvir o som do mar revolto e um vento gelado lhe tocar a pele. Respirou fundo e seus pulmões arderam como se há tempos não sentissem o ar, ignorou isto e ergueu a cabeça o suficiente para ver onde estava. Era uma praia, o céu estava nublado e o mar violento, as lembranças de seu duelo com Marcus eclodiram em sua mente e o fizeram saltar sobressaltado, procurando o inimigo. Imediatamente seus joelhos lhe traíram e o fizeram cair de joelhos, enfraquecido, porém seus olhos estavam espertos e percorreram o lugar, certificando-se de que seu outro eu não estava ali.

“O que está havendo? Eu não consegui matar aquele desgraçado ou... Não, não é possível.” -Harry já estava traçando uma linha otimista de raciocínio, quando as lembranças do duelo lhe “plantaram os pés no chão”, sabia bem que não haveria como matar Marcus, sem morrer junto.

Sem que Harry pudesse compreender, o céu começou a ganhar tons alaranjados e avermelhados como se o sol estivesse se pondo. Olhou o mar se perguntando o porquê de estar tão revolto se não havia vento ou chuva, mas logo seu pensamento se desviou ao ouvir um som ao longe, ao qual não pôde distinguir no momento.

-Tem alguém aí? Marcus? Apareça, eu não tenho medo de você! –Harry bradou o mais alto e intimidador que conseguiu, apesar da sua voz ter soado rouca e vacilante. O som aumentou e lhe pareceu um ruído contínuo e irritante. –Quem está fazendo esse barulho? O que está acontecendo? –Queria se levantar, mas não tinha forças, ainda estava exausto do duelo. O barulho ficou mais forte e se tornou um choro discernível e claro. –Um bebê? – se perguntou alto, enquanto olhava para os lados, tentando achar de onde vinha o choro, que parecia vir de todas as direções.

Ele precisa de você, ele está chamando por você! -uma voz conhecida pareceu ecoar dentro de si, mas não conseguiu identificar de quem era.

-Quem está precisando de mim? Quem é ele? –como se fosse uma resposta a sua pergunta, as nuvens abriram espaço no céu poente e raios vermelhos lhe aqueceram o corpo, vindo de algum lugar mais escuro no céu.

Sem que conseguisse explicar o porquê e sem nem mesmo conseguir pensar a respeito, Harry sentiu suas forças voltarem devagar, espalhando-se por seu corpo e alcançando suas pernas, dando-lhe condições de se erguer. Pôs-se de pé e deu um passo vacilante antes de conseguir firmeza. O choro se tornou mais forte e parecia chamá-lo, então, ainda sem saber o porquê, se encaminhou para o mar, dirigindo-se na direção do horizonte.

Gina estava com Hermione, tentando acalmá-la e segurá-la na cama. Quando uma enfermeira disse-lhe que havia ido buscar o bebê para dar-lhe um banho, Hermione assustou-se e indagou a ela o porquê ela achava que seu filho estava ali, mas tudo piorou quando a enfermeira saiu apressada após passar os olhos pelo quarto e não ver sinal algum de um bebê.

-Hermione você não pode levantar! –Gina falou enquanto a empurrava na cama e lhe apontava a varinha. –Se continuar insistindo, vou ter que te acorrentar a cama! –a ameaça não soou minimamente falsa e isso fez a morena se aquietar.

-Como você espera que eu fique aqui, quando meu filho sumiu? Ou você acha que aquela enfermeira apenas se enganou, Gina? –a morena não estava abalada e sim furiosa, o que não era nada bom para ninguém de branco que passasse na frente dela.

-Eu já disse que vou verificar isso e pode ter certeza que vou fazer o responsável passar um bom tempo em Azkaban. Agora, eu quero que você fique aqui enquanto eu vou achar meu afilhado, tudo bem? –Gina disse em um tom completamente profissional, o que lembrou Hermione que a amiga era uma grande auror e certamente poderia cuidar muito bem da situação.

-Oi, tudo bem? –Rony entra no quarto com o bebê, coisa que faz as duas pularem da cama e se dirigem rapidamente até o ruivo. –Hermione, você não pode se levantar! –a bronca do ruivo foi prontamente ignorada pela morena, que se ocupava em pegar e examinar o filho.

-O que é isso na mão do meu filho? –Hermione rosna mostrando a mão direita do bebê, onde uma fina cicatriz era bem visível.

-Devia estar aí quando nasceu, uma marca de nascença. –Rony fala tentando disfarçar.

-Meu filho não tem marca nenhuma, eu tenho certeza. Agora, se você não pode me dizer, eu mesma vou descobrir isso e...

-Nada disso, você vai voltar e dar de mamar a ele, que parece com fome. –Gina fala apontando o jeito como o bebê mexia na camisa dela. –Deixa que eu descubro quem sumiu com ele e quem se atreveu a machucar meu afilhado! –Os olhos de Gina estavam assustadores, o que fez Rony tremer.

-Eu vou com você, assim Hermione poderá ter mais privacidade. –Rony fala acenando para a amiga, que segurava o filho fortemente, e pelo olhar dela, ninguém mais tiraria aquele bebê dali.

Rony e Gina voltaram explicando que já tinham cuidado de tudo e que ela não tinha com o que se preocupar, mas não estranharam quando Hermione se recusou a deixar que tirassem seu filho do quarto. Naquele mesmo dia, Molly Weasley foi lhe visitar e concordou com a atitude dela, achando um absurdo o que havia acontecido. Durante os dois dias seguintes, Hermione não ficou sozinha, seus amigos se revezavam para sempre estar com ela e lhe ajudavam a abrir os presentes e cartas enviadas pelos bruxos de todo o país, que comemoravam o nascimento do herdeiro de Harry Potter e Hermione Granger, a qual havia ganhado muito status após a última batalha.

Era meio da madrugada e Hermione dormia em seu quarto, seu filho em um berço ao seu lado. Silenciosamente, uma pessoa vestida com um sobretudo com capuz, entrou apoiado em muletas e se aproximou do berço, parando para admirar o bebê que dormia silenciosamente. Hermione acordou sentindo algo estranho e, ao ver o estranho perto do filho, imediatamente se pôs em alerta.

-Não se mexa e deixe as mãos onde eu possa ver. –fala sentada na cama, apontando a varinha para as costas da pessoa a sua frente.

-Se mover as mãos, eu caio. –a voz em tom divertido, fez Hermione gelar, era muito parecida com uma voz que a muito não ouvia.

-O que quer com meu filho? –pergunta tentando não se deixar abalar, percebendo que estava em vantagem já que o sujeito estava usando muletas.

-Eu apenas estava com saudades do nosso filho... –falou se virando, as palavras paralisaram-na, enquanto via o homem se virar, se deixando iluminar pela fraca luz do abajur. –Além de estar louco para te ver, meu amor. –o sorriso e a face de Harry eram inconfundíveis. Hermione imediatamente começou a chorar, não acreditando no que via.

-Harry... é você mesmo? Não estou sonhando? –pergunta ainda incrédula, as lágrimas molhando a sua face.

-Se isso fosse um sonho, você não acha que eu deveria estar mais sexy e muito mais saudável? –pergunta com um sorriso maroto, surpreendendo-se ao vê-la se levantar e se jogar sobre ele, as lágrimas molhando sua camisa e o peso dela o desequilibrando.

-Me desculpe, deixe eu te ajudar! –fala o levando até a cama e ajudando-o a se sentar, pondo as muletas de lado.

-O que você acha de parar de chorar e vir me beijar? –Harry pergunta não gostando de vê-la chorar, mesmo sabendo que era de felicidade. Hermione não hesitou, se atirou sobre ele e o beijou com toda a saudade que tinha.

-Está muito brava comigo? Quer dizer, dessa vez foram só uns meses. –Harry fala com um jeitinho que a lembrou muito o garoto de onze anos que ela conheceu no expresso de Hogwarts.

-Brava? Como eu poderia estar brava com você?! Eu te amo tanto... tanto... tanto! –fala se sentando perto dele e distribuindo beijos pelo rosto do noivo, fazendo-o rir, até que ela lhe alcança os lábios, iniciando um beijo cheio de carinho.

-Eu também te amo! Eu estava louco para te ver, foi horrível ficar no meu quarto esses dias. –fala a abraçando mais forte contra si.

-Como assim? Quando você acordou e como? –pergunta se deixando vencer pela curiosidade, afinal havia consultado os melhores medi-bruxos e acompanhado detalhadamente os estudos.

-Rony levou nosso garoto e fez um corte no meu peito, depois um corte na mão dele e juntou os dois. O choro do nosso filho e o sangue dele me chamaram, eu acho. Só sei que eu voltei por ele. –fala olhando para a esquerda, onde estava o berço com o garotinho de cabelos castanhos e olhos verdes.

-Mas você sabe, que ele é do Marcus não é? –Hermione fala hesitante, com receio do que Harry fosse fazer ou dizer, mas sabendo que era melhor contar a verdade o quanto antes.

-E ele era só uma parte ruim de mim, afinal, ele tinha não só os mesmos poderes como também a mesma franqueza que eu: você. –Harry fala sorrindo marotamente e depois a beijando brevemente. –Além do que nós podemos ter vários outros.

-Na verdade, não podemos. –essa afirmação saiu em uma voz fraca, a gravidade clara nos olhos úmidos. –Eu não posso mais ter filhos. –o complemento quase não saiu pela voz embargada.

-Como assim? Por que não? –Harry perguntou sem entender, Rony não havia lhe falado nada sobre aquilo.

-Na batalha final, Hogwarts estava cercada, havia muitas pessoas feridas e crianças lá dentro, você estava lá, sendo tratado. Eu e mais alguns membros estávamos lutando contra comensais, demônios, dementadores, enfim, estávamos prestes a ser massacrados. Sabendo que eu deveria te proteger a qualquer custo, além de evitar a tomada de nossa base mais forte, fiz um feitiço-ritual. Eu sabia que ele me custaria à vida e antes que fale qualquer coisa, não imaginava que estava grávida. Este feitiço purificador paralisaria por um longo tempo os demônios, além de destruir ou espantar os dementdores e deixar os comensais inconscientes, no entanto, creio que você resolveu a questão com Marcus e os demônios desapareceram, junto com a força do feitiço, os contaminados há pouco tempo foram curados, nós começamos a definitivamente vencer a guerra, invertemos totalmente o jogo.

-Por que você não morreu? E o que isso tem haver com você não poder ter mais filhos? –Harry a interrompe ansioso demais para querer saber de guerra ou qualquer outra coisa.

-Eu acho que o feitiço agiu na minha força vital e na do pequeno Harry, na verdade eu tive muito medo de que ele nascesse com problemas de saúde por causa disso, mas ele está bem, não tem nenhuma doença nem deformidade. A gravidez é que foi muito complicada, tive que ser internada algumas vezes. Durante o parto houve mais uma complicação e foram obrigados a retirar meu útero. –Nesse momento Hermione fez uma pausa, as lágrimas rolavam por seu rosto e Harry estava atônito demais para ter alguma reação. –Na hora eu não me importei porque você não estava mais aqui e eu jamais iria me interessar por mais alguém, mas agora...

-Está tudo bem, não se preocupe, nós temos nosso filho e se ele pedir um irmãozinho ainda podemos adotar, certo? –Harry fala no tom mais compreensivo que consegue, a abraçando bem forte e protetoramente.

-Então por você está tudo bem? De verdade? –Hermione pergunta sem acreditar em como ele estava aceitando bem toda aquela situação.

-Tudo não, que história é essa de chamá-lo de Harry? –a pergunta veio acompanhada de uma careta que quase a fez rir. –Eu entendo que você deva ter achado que seria uma bela homenagem, mas não pensou nele e em todo o peso que ele teria de carregar por se chamar Harry Potter Jr. ou Harry Potter II, ou seja, lá o que você tivesse em mente? Iriam cobrar que ele fosse como eu ou ainda melhor que eu!

-Calma, eu entendi. Confesso que nunca havia pensado nisso, ninguém também nunca comentou isso comigo, mas você tem razão, isso poderia ser um fardo muito grande, acabaria com a individualidade dele. –Harry confirmou com um sorriso, mostrando-se mais aliviado por ela tê-lo compreendido. –Então, você tem alguma sugestão de nome? –ela pergunta olhando de Harry pro menino, agora sem nome.

-Não, eu teria que pensar. Você não tem nenhuma idéia? –pergunta pensativo.

-Não, desde que soube que estava grávida e que seria menino, tive certeza do nome que iria dar. –fala se aninhando contra o peito do noivo, de modo a poder observar o filho.

-Então temos que pensar logo, já que em três dias nós recebemos alta e teremos que registrá-lo, não é? –Harry fala a olhando, sorrindo ao ver a felicidade no rosto dela.

-Três dias e você vai poder ir para casa conosco? –Hermione estava se controlando para não sair pulando e gritando de felicidade.

-Eu ainda vou ter que fazer um pouco de fisioterapia, mas estou liberado para ficar com vocês e já pensar no nosso casamento! Isso se você ainda quiser casar comigo. –fala observando que ela ainda usava sua aliança de noivado.

-Depois de seis anos, está na hora, não é? –a resposta é seguida por um beijo apaixonado, que selaria o início de uma vida nova e que prometia ser muito mais tranqüila.

Naquele mesmo dia, uma cama foi colocada no quarto de Hermione para que Harry pudesse ficar junto a família. A notícia do retorno de Harry Potter vazou e circulou o mundo inteiro em 24 horas, assim como o nascimento de seu filho e a confirmação do seu casamento com sua noiva, Hermione Granger.

Três dias depois do reencontro, houve uma festa de recepção no apartamento de Hermione, onde estavam todos os Weasley, os amigos mais próximos e os elfos Wink e Dobby, agora contratados e responsáveis pela família Potter. Durante a festa, ninguém falou de guerra ou coisas tristes, preferindo falar do casamento que enfim aconteceria e do assunto de maior discórdia, o nome do herdeiro.

-Ainda é difícil acreditar que está aqui. –Hermione fala ao se deitar na cama, onde Harry já a aguardava de pijama. –Às vezes acho que tudo é um sonho, que vou acordar e estarei sozinha, com minhas lembranças.

-Você nunca mais vai ficar sozinha, dessa vez, eu prometo. –Harry fala a abraçando e beijando. –Pena que por enquanto, vamos ter que nos contentar com a lembrança do último natal. –fala frustrado por ainda não estar totalmente recuperado.

-Eu fico feliz só em ter você aqui, comigo. –fala o abraçando e se aconchegando no peito dele.

-Mas eu não. –o tom aborrecido dele e o jeito como a abraçou, a fez rir.

-Você é mesmo um sem-vergonha! –fala entre risos, afastando-se o suficiente para encará-lo. –Aliás, em todas as personalidades que teve não mudou nada! -o falso tom reprovador foi correspondido por um sorriso malicioso.

-E a culpa é toda sua. –fala a puxando e beijando sensualmente, aproveitando o relaxamento dela para inverter as posições e ficar sobre a noiva.

Rapidamente uma das mãos dele se dirigiram a uma das coxas dela, percorrendo-a com suavidade e ardor, enquanto pressionava seu corpo ao da morena, seus lábios começando a percorrer o pescoço, sugando e mordiscando a pele dela, que arfava e gemia com o toque, a mão dele já tomando o corpo sob a camisola.
No aparelho sobre o criado-mudo, o som alto e urgente do choro do bebê soou pelo quarto e agiu como um balde de água gelada sobre os amantes.

-Por que demos folga a Wink e ao Dobby hoje? –Harry pergunta com os dentes cerrados, a frustração ainda mais evidente.

-Porque os dois tomaram cerveja amanteigada demais. –Hermione fala segurando o riso e saindo debaixo dele.

-Achei que estava gostando. –Harry fala aborrecido com o pouco caso dela e depois respira fundo para tentar se acalmar.

-Querido, o médico já disse que você não pode, então não reclame. –Hermione fala já saindo do quarto, Harry pega as muletas com as quais andava e a segue resmungando algo inaudível.

Ao chegarem ao quarto, vêem o filho chorando a plenos pulmões e numa verificação rápida, percebem que não precisam trocar a fralda e pelo horário da última mamadeira também não era fome.

-Será que ele está ficando doente? –Hermione pergunta preocupada, aninhando o filho protetoramente nos braços. Quase que por mágica o bebê para de chorar.

-Pelo visto era só manha mesmo! –Harry fala meio desgostoso, estava pressentindo que teriam alguns problemas para ficarem a sós dali para frente.

-É que até pouco tempo ele estava dentro de mim, não podemos querer que ele goste de ficar sozinho de uma hora para outra. –o tom maternal estava evidente na voz de Hermione e Harry sabia que isso era ponto para o filho.

-Acabei de descobrir o nome dele! –Harry fala ao lembrar de algo. –Manhoso, possessivo e agarrado a você desse jeito, ele só pode se chamar Richard! –fala em tom divertido, lembrando de uma das suas ex-personalidades.

-Você está falando sério? –Hermione pergunta estranhando o jeito de Harry.

-É um nome bonito, combina com o jeito dele e ainda significa senhor poderoso, o que me parece que ele gostaria de ser. –fala observando o modo como o filho segurava fortemente o robe de Hermione.

-Por mim tudo bem, agora você só não pode é ficar com ciúmes. –fala passando por Harry, em direção da porta.

-Ele vai dormir conosco? –Harry pergunta em dúvida se a idéia era boa ou não.

-Vai, é mais seguro pra mim. –Hermione fala e pisca para Harry, que entende a indireta.


Um rapaz de cabelos castanhos e olhos verdes intensos andava ansioso de um lado para outro em um cais, onde seu belo barco estava ancorado. Já era a décima vez que olhava o relógio na última meia hora, tempo de atraso da pessoa a quem esperava, porém, todo o nervosismo se converteu em um luminoso sorriso ao ver uma vassoura pousar, só conseguia ver a capa negra da pessoa que pilotava a vassoura, mas sentia que era ela.

-Allison, o que houve? Já estava preocupado. –fala se aproximando da garota, que vinha em sua direção com a vassoura em mão.

-Eu estou bem, Richard, pare de ser tão preocupado. –fala rindo do exagero do moreno. –Eu só queria ficar linda para o meu namorado! –fala retirando a capa e mostrando o belo e refinado vestido, que como a jovem era muito sensual.

-E conseguiu, nunca a vi mais bela! –fala encantado com o cuidado da namorada. –Mas agora é melhor zarparmos, antes que alguém nos veja! –fala apressado, puxando-a pela mão na direção do barco.

Richard, que agora tinha dezesseis anos, cursava o quinto ano em Hogwarts e era apanhador da Grifinória como seu pai fora, já quase alcançava 1,80m, possuía os ombros largos e uma forma física invejável para alguém de sua idade, fruto do costume de se exercitar com os pais. Ele namora Allison, uma das gêmeas de Draco e Gina, com quem cresceu e brincou a vida toda e também por quem sempre fora apaixonado. Ela era loira como pai, possuía alhos azuis acinzentados, tinha quinze anos, mas passaria fácil por alguém de dezoito com suas pernas bem torneadas e seios fartos, era a garota mais popular e bonita de Hogwarts.

Richard levou o barco a uma boa distância da praia, posicionando-o em uma área escura para que ninguém pudesse ver o barco da praia, a menos que o estivesse procurando. Depois foi até a cabine, onde havia preparado um jantar romântico para comemorar o aniversário de namoro, encontrando Allison escolhendo uma música, que soou lenta e suave pelo local.

-Gostou da surpresa? Eu fiquei meio incerto quanto ao que fazer. –Richard pergunta um pouco ansioso, mas conseguindo soar charmoso e casual.

-Está perfeito, como tudo o que você faz! –fala indo até o namorado e beijando-o lentamente, mas de modo provocante. –Feliz aniversário! –fala entregando a ele um embrulho pequeno.

-Pensei que íamos esperar o jantar, mas você como sempre é muito ansiosa, não é? –fala em tom divertido, enquanto abria o presente, deparando-se com um belo relógio bruxo de ouro. –Obrigado, estava mesmo precisando de um depois que o meu quebrou no último jogo.

-Que bom que gostou, foi difícil pensar em algo. –fala olhando o movimento dele, que depois de por o relógio, buscou algo no bolso interno do paletó.

-Sei, que talvez possa soar um pouco precipitado, mas não encontrei nada mais apropriado para expressar o que sinto. –fala baixo, os olhos verdes fixos nos dela, enquanto abria a caixinha que guardava um anel de ouro decorado com safiras.

-É lindo! –fala quase sem fôlego, estava acostumada a ganhar jóias do pai, mas além do valor material, aquela jóia estava cheia de significados. -Só vai ser difícil esconder nosso namoro usando um anel de compromisso.

-Eu acho que já é hora de deixar que todos saibam do nosso amor. –a voz rouca e melódica a fez estremecer, o que o incentivou a puxá-la para mais perto e beija-la de modo sensual, arrancando-lhe suspiros.

-Hoje você está inspirado! Devo me preocupar? –pergunta brincando, tentando se por a uma distância segura dele.

-Por enquanto, devemos apenas aproveitar o jantar. –fala puxando a cadeira para ela se sentar, o que a deixa mais calma.

Conversaram animadamente e fizeram planos durante o jantar, aproveitando o momento seguinte para dançarem algumas músicas suaves, dedicando-se apenas a sentir a presença do outro, trocando uma ou outra carícia ou beijos curtos entre uma e outra música.

-Linda... –a chama com um sussurro ao pé do ouvido, fazendo-a se afastar um pouco para olhá-lo. –Passa essa noite comigo? –ele pediu a fitando intensamente, sua voz apesar de baixa como um sussurro, era firme e transmitia muito sentimento.

-Não acha precipitado? Ainda somos tão jovens. –ela fala de modo inseguro, o que fez Richard abraçá-la mais forte, de modo protetor.

-O que importa a idade quando há amor e paixão? –o modo como ele disse a última palavra a fez estremecer, ele parecia estar certo do que queria.

-Se meu pai souber mata a nós dois...

-Esse é seu medo? –Allison apenas desviou o olhar – Em primeiro lugar, ninguém precisa ficar sabendo. – o modo cúmplice com que ele falou a fez sorrir. –Em segundo, seu pai nunca venceria os meus em duelo. –a afirmação convicta a fez se afastar bruscamente. Como todo Malfoy, Allison era extremamente orgulhosa.

-Eu realmente não sei o porquê de eu ter me envolvido justamente com um Potter! São todos convencidos e arrogantes só porque destruíram um bruxo. –a frieza e a voz arrastada eram como a do pai, de quem ela sempre fora muito próxima.

-E quem mais, além de um legítimo Potter, poderia ser além de lindo, tão sedutor, charmoso, sensível e corajoso? –fala enquanto sorria e retirava o paletó, jogando-o por cima da cama, que agora estava à direita de ambos. Allison cruzou os braços e ergueu uma sobrancelha, não entendendo o que ele pretendia fazer. –Você, como toda Malfoy, só gosta do melhor e não há nada melhor que eu, ou há? –pergunta ostentando um sorriso confiante e malicioso, enquanto, devagar, desabotoava os botões de sua camisa e se aproximava dela, que mordeu lábio tentando se conter e não olhar o físico bem definido do namorado.

-Convencido, arrogante... –ela começou a protestar, mas não resistiu quando ele a pegou pela cintura e a puxou para si.

-Confiante, ousado e corajoso. –a corrigiu segurando-a de modo firme e falando provocantemente próximo aos lábios dela.

-Sabe que isso será como assinar sua sentença de morte, não sabe? –pergunta com a voz fraca, sintoma do esforço para não agarrá-lo.

-Se fosse grifinória, saberia que adoramos o perigo. –depois da resposta, não havia o porquê continuarem a conversa, então apenas se deixaram consumir pela paixão que crescia dentro deles.

Em alguns minutos, já estavam perdidos entre beijos e carícias. A camisa de Richard já estava pelo chão e os sapatos também. No momento, o moreno estava abaixando as alças do vestido da namorada, enquanto distribuía beijos gentis por seu pescoço e ia descendo pelo colo, ela arfava e suprimia os gemidos provocados pelos beijos e pelo toque.

Uma explosão foi ouvida e a porta da cabine atropelou a mesa ainda posta, batendo no rádio, que ainda tocava músicas lentas, deixando-o mudo. Richard e Allison pularam assustados, o moreno rapidamente saindo da cama para ver o que havia acontecido e não gostando nada de ver um vulto passando pela abertura que antes era a porta.

-Potter! –constata surpreso, a fúria aumentando ainda mais. –Seu desgraçado, como ousa? –Draco falava lívido de fúria, seus olhos passando do rapaz sem camisa para a filha e para os lençóis da cama.

-Pai, nós podemos explicar! –Allison falava com a voz suplicante, tentando se recompor. Draco ignorou o apelo e andou firmemente na direção de Richard com a varinha apontada para o peito do rapaz.

-Não me olhe desse jeito, seu insolente! –o fato de Richard ficar parado, encarando o “sogro” firmemente só deixava Draco ainda mais irado.

-Eu não sou um covarde e nem um garotinho que fez coisa errada, sou um homem e não vou fugir das conseqüências dos meus atos. –a fala em voz firme rendeu a Richard um soco na face, que lhe quebrou o nariz. Allison se dirigiu preocupada até o namorado e Draco, que estava com vontade de usar a maldição cruciatos, foi obrigado a admitir que a postura do rapaz era correta, mas também poderia indicar que o pior havia acontecido.

-Segure-se em mim, Allison. – o tom de Draco indicava que ela não deveria o desobedecer. O bruxo passou um braço pelo pescoço de Richard, sufocando-o levemente e depois desaparatou com os dois.

Os três aparataram em uma casa na praia, mais precisamente na varanda da casa dos Potter, onde Gina, Harry e Hermione conversavam e Victória lia. Esta era gêmea idêntica de Allison, apesar do jeito muito mais parecido com a mãe, recentemente havia desagradado muito ao pai por ter pintado o cabelo de vermelho, como o da mãe.

-Draco, o que significa isso? –Gina pergunta ao vê-lo aparatar com a filha e mais alguém que no momento não pôde ver.

-O que está fazendo com meu filho? Solte-o agora mesmo! –o tom que Hermione usou ao ver a gravata que o loiro dava no filho, teria feito muitos comensais saírem correndo.

-Esse moleque estava tentando agarrar minha filha! Se é que o pior já não tenha acontecido! –o rosto de Draco estava vermelho e os olhos faiscavam em fúria. Richard havia sido jogado na areia e gemeu ao bater com o nariz quebrado no chão. No entanto, o momento tenso, foi quebrado por uma sonora gargalhada de Harry.

-Eu sabia! –Harry fala lembrando de uma conversa que tivera com os amigos no ano anterior, quando observara a proximidade dos dois jovens. –Muito bom, garoto, vejo que é bem mais esperto que seu pai. –Harry fala indo ajudar o filho e curando o nariz dele com um toque.

-Como você ousa incentivá-lo? –Draco estava pasmo com a reação do outro.

-Realmente, esse assunto é muito sério, os dois são muito novos! –Hermione fala sem saber o que pensar daquela situação.

-Mas o corpo não combina em nada com a idade. –Gina fala bem-humorada observando bem a filha e o afilhado.

-Você estava sabendo disso? Estava incentivando essa pouca vergonha? –Draco agora direcionava sua raiva à esposa.

-Não, claro que não! Se eu soubesse, você nunca os teria surpreendido em flagrante. – a resposta chocou os demais, apesar de ter feito Harry voltar a rir.

-Eu sabia, mas deixo claro que fui contra essa idéia deles se encontrarem as escondidas, além de não saber que eles já tinham ido tão longe. –Victória fala lavando as mãos, não queria ficar de castigo sem culpa.

-Nada aconteceu, você chegou bem a tempo de atrapalhar. –Allison fala recobrando sua postura confiante, o apoio da mãe lhe dera mais segurança.

-Isso é tom de falar com seu pai? Você está parecendo uma...

-Não a ofenda, tio Draco! –Richard intervém, se dirigindo para perto da namorada. –Eu e a Allison estamos juntos há seis meses e nos amamos, portanto, não a motivo para essa revolta toda. –fala entrelaçando os dedos aos da namorada.

-Seis meses! –Hermione exclama surpresa. –Por que não nos contou nada? –pergunta magoada pelo comportamento do filho.

-Desculpe, mas Allison achou melhor que fosse segredo. Além do que, você sempre foi muito ciumenta. –fala um pouco sem jeito, buscando o pai com o olhar para ganhar apoio.

-Não é ciúme! Apenas os acho muito novos para estarem tão envolvidos! Na sua idade seu pai mal tinha beijado uma garota, nenhum de nós, com exceção da Gina, sabia o que era um namoro! –Hermione argumenta racionalmente, fazendo Draco sorrir ao ver que não estava só.

-Não exagere Hermione! Se os dois se gostam, deixa eles namorarem. –Harry fala em defesa do filho, que junto à namorada sorriem agradecidos.

-Ambos já são maduros o suficiente para entender seus atos e as conseqüências que eles trazem, portanto, parem de agir como se estivéssemos no século passado. –Gina se junta ao casal, aumentando ainda mais a tensão.

-Minha filha só tem 15 anos, não vou permitir que ninguém fique a agarrando! Francamente Gina, que tipo de educação você tem dado a essas meninas? –Draco pergunta mais que irritado.

-Essa discussão não levá-los a lugar nenhum, afinal se eles forem proibidos de namorar, vão faze-lo escondido como fizeram até agora. Aliás, deixar isso proibido só vai fazer esses dois correrem mais riscos e fazerem mais besteira. –Victória fala de modo racional, fazendo todos parar para olhá-la.

-Nesse caso proponho um acordo. –Harry fala quebrando o silêncio. –Draco, você permite o namoro e, em troca, Richard se compromete a respeitar Allison até eles se tornarem maiores de idade. –a proposta a princípio desagrada os dois lados.

-Eu acho justo. –Hermione se manifesta a favor e olha para Gina, que acaba concordando.

-Como posso saber que ele manterá a palavra? –Draco pergunta pensativo, as palavras de Victória ecoando em sua mente.

-Quando eles chegarem da escola faremos um feitiço para verificar a “pureza” dela, se der negativo, você pode desafiar meu filho para um duelo. –Harry fala olhando para o filho severamente, indicando a responsabilidade que ele estava assumindo.

-Então, se ele desrespeitar o acordo, posso matá-lo sem represálias? –Draco pergunta com um sorriso que denunciava a vontade que sentia de duelar naquele momento com o insolente.

-Se for em um duelo justo, sim. –Harry confirma, impedindo Hermione de intervir.

-Não se preocupe, mamãe, não vou dar esse gostinho a ele. –Richard sorri para a mãe de modo tranqüilizador e depois se adianta para cumprimentar Draco. –Que este seja o momento em que nossas famílias começam a se unir. –fala de modo formal, estendendo a mão para o outro apertar.

-Não se anime tanto, ainda não gosto da idéia. –Draco fala quase em um rosnado, apesar de ter aceitado o cumprimento. Gina apenas trocou um olhar com os amigos, aquela briga só estava começando.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2021
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.