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23. Stigmatized


Fic: Money Honey - Astoria e Draco - COMPLETA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Stigmatized
(The Calling)


O meu silêncio na mesa durante o jantar naquela noite era anormal. Draco comia tranqüilo a minha frente sem ter a mínima idéia do que se passava dentro de mim. Ele contava sobre seu dia, sempre tirando os detalhes que ele sabia que não me interessariam. O que eu apenas fazia era sorrir e assentir, mas nenhuma palavra ultrapassava meus lábios. Não conseguia dizer nada, temendo revelar o que me consumia. Eu estava quieta, mais do que o normal, pois Draco reparou.


– Não quer conversar?


Levantei meus olhos para ele, sentindo-me culpada pela decepção que ele tinha na voz. Eu deveria aproveitar o momento que ele queria me contar sobre seu dia, aproveitar o momento que ele se dizia orgulhoso daquilo que ele estava fazendo. Mas estava sendo difícil, eu não conseguia pensar direito.


– Só estou um pouco cansada – expliquei, passando a mão na testa. – Mas estou escutando tudo.


– Achei que ia demorar um pouco até você começar a ficar entediada comigo.


– Não é nada disso – eu sussurrei.


– Então o que é? – ele perguntou erguendo a sobrancelha. – Não é bom te ver assim.


– Coisas do... ministério, sabe? – menti.


Ele ia dizer outra coisa, mas fomos interrompidos quando o pio de uma coruja soou pela mansão. Olhamos em direção a janela ali perto. A coruja trazia consigo um pergaminho e nos encarava de forma curiosa e suspeita. Draco se levantou e pegou o envelope rapidamente. Foi apenas livrar a coruja daquele peso mínimo que ela saiu voando pelo céu, silenciando novamente a mansão.


– Quem enviou isso? – perguntei sem tirar os olhos de Draco, quando ele voltou a se sentar lendo a carta. Demorou um tempinho até ele dar uma risada sarcástica e coçar a nuca.


– É do orfanato – contou. – Estão falando aqui que agora não precisam do dinheiro. Vamos poder retirar os galeões da conta deles, se quisermos.


– Seu pai vai ficar feliz.


Ele deu um suspiro entediado e rasgou a carta em pedacinhos à medida que essas palavras saíam de sua voz arrastada:


– Seremos a discussão no jantar dos Weasley, aparentemente.


– Por que rasgou? – perguntei indignada.


– Chega desse assunto. – Essas palavras soaram como um grito final, exceto que ele falava naturalmente baixo e tranqüilo. Logo em seguida, abriu o sorriso que eu mais adorava e me beijou nos lábios, provocativo. – Vem tomar banho comigo.


Eu segurei seu pescoço e me levantei, sem desviar os lábios do dele. Eu era incapaz de negar um pedido desses, ainda mais quando ele implorava naquele tom de alguém que necessitava muito de alguma companhia.


Draco me levou para o banheiro e começou a tirar minha roupa, com a dele, e nos colocou embaixo do chuveiro. Ele me colou contra a parede gelada, beijando minha boca com força, mas estava complicado acompanhar os movimentos dele, que eram rápidos, desesperados, em meio aos meus... lentos, cansados. Tentei me concentrar, enquanto ele introduzia um dedo dentro da minha vagina, mas eu não conseguia ficar excitada. Não daquele jeito inspirador que me fazia querer gritar.


– Draco – eu ofeguei desconfortável. Eu queria, mas não estava conseguindo.


– Que foi? – Draco estava confuso, frustrado, irritado, quando afastei gentilmente sua mão. – Qual é o seu problema, afinal, Astoria? – ele crispou, zangado. Eu olhei para o chão do boxe. Não era comigo que ele parecia zangado, era com ele mesmo. Soltava tudo o que esteve pensando naqueles últimos dias: – Só essa semana... você não conseguiu terminar uma transa! E parece... parece que está me evitando, me ignorando. Foi porque eu fumei ontem na sua frente? Olha, não entendo. Você nunca se incomodou com isso, nunca. E... você está estranha. Me olha de um jeito estranho agora. Se fiz alguma coisa errada, por que não me diz logo e tenta me fazer concertar? Você me conhece, sabe que eu não sei enxergar o que é óbvio e-


Eu segurei seu rosto e o beijei, calando-o. Foi um beijo que me serviu para procurar apoio, fazê-lo parar de dizer aquilo, pois era insuportável. Ele estava começando a se culpar e eu não achava justo deixar isso acontecer. O que estava acontecendo era uma culpa nossa. Aquele beijo ergueu as palavras de minha voz quebrada e assustada, minhas mãos deslizando até seu peito, o qual eu encarava quando confessei finalmente:


– Estou grávida.


Eu sabia disso há uma semana e tive medo da reação dele durante todo aquele tempo. Era inevitável, mesmo sabendo que eu não deveria ter medo. Eu mesma não tive uma reação madura quando descobri; fui covarde, chorei bastante, mas Narcisa me fazia acreditar que eram os hormônios. Eu tentei reagir de uma forma digna, uma vez que tiraria a preocupação da família sobre não conseguir dar um herdeiro. Quando o médico afirmou que eu estava grávida de um mês, porém, eu havia olhado para Narcisa, que me acompanhava na consulta, procurando tirar o medo que se estabeleceu em mim diante da revelação.


Quando voltamos a Mansão no mesmo dia, ela me abraçara. Eu sei que não fui pressionada para engravidar, mas tendo acontecido isso, Narcisa demonstrava outro tipo de afeto, começando por aquele abraço que me pegara tão de surpresa quanto à notícia de que eu teria um filho. Todo o peso do seu sacrifício ao fazer Draco se casar com alguém que não garantia um herdeiro, foi retirado ao realizar o único abraço entre nós desde então.


Quanto a Lucius, não foi preciso confessar nada a ele. Sabia de uma forma rápida como deduzir o que se passava, sendo esta uma das características que o diferenciava do filho.


Se Draco já tivesse percebido que eu estava grávida, através do meu humor estranho, ou nas vezes que eu pulava da cama na madrugada para ir ao banheiro vomitar; ou quando desejava que ele parasse de fumar pelo menos comigo por perto... ele não estaria com a expressão que eu via em seu rosto agora, naquele banheiro... a expressão de quem acordara de manhã sem saber que ia voltar a dormir com aquela notícia.


Ele não disse nada por um tempo. Tudo o que fez foi se afastar, calado, e pegar a toalha para se enxugar. Fazia isso lentamente. Eu fiquei ali, parada embaixo do chuveiro, observando sua reação. Eu não estava conseguindo decifrá-la.


Ele vestiu a calça e nem abotoou a camisa quando murmurou:


– Eu preciso de um cigarro.


– Draco, não – eu disse depressa, indo ao seu encontro na porta. – Escute... – Parecia difícil para ele me encarar. Eu tive de agarrar seu rosto e sussurrar: – Eu sei que vai ser difícil acreditar, mas... olhe pra mim... eu também... quis pegar uma garrafa de whisky, mas não pode... não pode, isso afeta na gestação, o médico disse que...


Não consegui continuar dizendo. Ele arranhou os cabelos, parecendo perdido, piscando para todos os lados, descobrindo que não era brincadeira. Com uma voz estranha, eu só pedi para que ele ficasse calmo. Era irônico eu dizer isso estando tão desesperada e com medo. Mas eu coloquei meus braços ao redor dele e enfiei o rosto em seu peito, e não deixei que ele desse um passo sequer para longe de mim, mesmo que isso pudesse fazê-lo me empurrar, se estava tão necessitado assim de um cigarro.


Mas ele nem se mexeu.


Era estranho; meus pensamentos estavam voltados a minha irmã quando implorei:


– Não fuja agora.


– Ainda acha que sou um covarde? – ele murmurou. Eu me afastei bruscamente, chocada com aquela sua dúvida.


– Claro que não!


– Mas pedir para eu não fugir é porque não confia em mim.


– Não tire essa conclusão – eu ralhei. – Não foi isso o que quis dizer. Eu só não quero que o que aconteceu com Dafne aconteça comigo. Eu não quero passar por tudo isso sozinha.


– Seu medo é esse? De ficar sozinha?


– Sempre foi.


– Eu achei que esse não seria um problema já que nos casamos. Quero dizer – ele parecia amargurado. – É pra isso que serve casamento, eu suponho. Pra garantir que nenhum de nós fique sozinho.


Eu olhei confusa para ele.


– Acabei de dizer que estou grávida e você quer discutir sobre os meus medos? Não posso controlar o que sinto, me desculpe!


– O que você esperava? Que a gente já discutisse qual vai ser o nome da criança? – ele perguntou, sarcasticamente. Olhou na direção da minha barriga, reparou em como ainda não revelava nada. – Falta tempo pra isso.


Saiu do banheiro a passos pesados.


– Viu? – eu exclamei nervosa seguindo ele até a sacada. – Era disso que eu tive medo. Da sua reação.


– Que reação? Eu estou tentando reagir o melhor que posso! Você esperava que eu dissesse alegremente que vamos ser uma família feliz assim, sem processar o que vai acontecer agora?


Ele pegou o maço de cigarro do bolso, e só de ver aquilo eu fiquei irritada. Arranquei de sua mão e joguei todos os cigarros lá embaixo, no jardim, e voltei a encará-lo. Ele respirava pesadamente.


– Isso não vai ajudar você a processar porcaria nenhuma! – gritei em sua direção, completamente alterada.


– O que você acha que vai ajudar então? – perguntou nervoso e desesperado.


– Oh, não sei – falei irônica. – Ajudaria bastante você falar que vai ficar ao meu lado, pelo menos amenizar esse medo dentro de mim. Achei que tivesse aprendido que às vezes as palavras são necessárias, mesmo que as coisas pareçam óbvias. Ou você ainda acha que sexo vai resolver tudo se começarmos a discutir?


– Estou mudando de idéia sobre sexo – disse friamente.


Eu senti que começaria a chorar então minha voz saiu miúda e trêmula:


– Está agindo como se isso fosse minha culpa.


– Não – teimou, fechando os olhos.


– Está sim, Draco.


– Você disse que era impossível! Até recusou o meu pedido de casamento, porque achou que nunca ia conseguir engravidar. Que sentido tem agora você ter ido embora aquele tempo?


– Naquela época eu não estava preparada! O médico falou que minhas chances são poucas e perigosas! Eu não estava preparada para me arriscar nessas chances! Foi por isso que recusei aquele pedido! Achei que não ia dar contar, mas sabe do que eu não sei dar conta? De ficar sem você, é por isso que estamos casados agora!


Ele não disse nada. Olhava para as montanhas no horizonte, apertando o maxilar, como faz quando está tenso e aflito. Minha voz estava fina quando continuei falando.


– Você estava relaxado supondo que nunca ia ser designado a uma responsabilidade dessas? – indaguei, tentando me controlar. – De que nunca teríamos essa preocupação? Que estávamos livres desse medo?


Logo que perguntei aquelas coisas, não quis saber a resposta. Mas Draco olhou para mim e foi sincero:


– Sim.


Não fiquei com raiva daquela sinceridade, porque eu não teria uma reposta diferente se me perguntassem também. Eu quis sair dali, para evitar qualquer outro tipo de discussão... o que só ia piorar as coisas. Mas de repente Draco acrescentou baixinho:


– Mas eu não saberia dar nenhum passo sem você, então... fugir só iria me deixar perdido.


Ele não se virou para mim ao dizer aquilo. Fiquei observando suas costas durante um tempo e dei um suspiro.


– Vou pra cama – avisei baixinho.


Ao me deitar, fiquei olhando para o lustre apagado do quarto. Não que eu dependesse de Draco para dormir, mas fiquei mais aliviada quando ele se aproximou da cama e ficou ao meu lado. Embora não dissesse nada, eu ouvia sua respiração e sabia que ele nem se incomodava em tentar dormir. Virou-se para o outro lado de repente, de costas para mim.


Queria me desculpar por não ter confiado nele. Queria me desculpar por ter escondido dele durante uma semana que eu estava grávida, feito ele se confundir e estranhar minhas atitudes. Queria me desculpar por ter agido de forma tão medrosa, de não ter acreditado no poder que aquela aliança dourada tinha em nosso dedo.


Então me aproximei dele. Eu movimentei meu corpo e coloquei meus braços ao seu redor, do jeito que ele costumava fazer comigo. Pareceu que ele queria se enfiar mais com a cabeça no travesseiro. Apoiei meu queixo em seu ombro e sussurrei:


– Eu amo você, sabe disso, não sabe? E... eu confio em você.


Ele não disse nada, mas deixou que eu entrelaçasse nossos dedos, e dormimos assim. Na manhã seguinte, acordei com ele me encarando. Eram nove horas e nenhum de nós havia saído para trabalhar, mas não que tivéssemos nos importado.


 


 


Eu não conseguia agir como se não soubesse o que estava acontecendo comigo. Os enjôos eram provas de que, nem se pudesse, eu não teria como ignorar. Draco, por outro lado, não entrava no assunto, mesmo que também não parasse de pensar nisso. Depois de ter confessado a ele, foi como se um peso saísse dos meus ombros; a preocupação de ver como ele ia agir havia se desintegrado, mas ele não transava mais comigo como antigamente. Não que ele ainda não me excitasse. Eu só sentia que cada vez que ele me beijava e me penetrava, era como se aquilo não passasse de um jeito de distraí-lo.


Distrair? Fazendo sexo? Era irônico.


Mas eu não me importava com isso, eu não me importava com qualquer coisa romântica entre a gente agora. Tínhamos necessidade e estávamos nos satisfazendo. Era melhor do que ficar discutindo sobre nossos medos. Como ele mesmo havia dito: faltava tempo. Mas era um pensamento imaturo, eu sabia, sendo que meu corpo estava se afetando cada vez mais. Provas disso quando aumentei com um feitiço o tamanho de minhas duas saias favoritas.


– Eu engordei? – perguntei uma vez para ele, enquanto me analisava pelo espelho do quarto.


– Não reparei – falou sem me olhar. – Você ainda é linda.


Eu me senti ofendida.


– Eu não perguntei se ainda sou linda.


– Eu realmente não estou vendo diferença alguma no seu corpo – falou com impaciência. – Vamos, estamos atrasados.


Era o aniversário de Zabini e resolvemos ir pois tínhamos aquela necessidade de participar de alguma festa, beber alguma coisa e se socializar, mesmo que o mínimo possível. Eu, por outro lado, só estava o acompanhando, porque eu não poderia mais beber. O importante era nos divertirmos, e sempre fazíamos isso na festa, embora só observássemos as pessoas.


Mas havia garçonetes muito bonitas e eram elas que entregavam as bebidas. Draco reparava nelas, eu sabia que reparava mesmo sentado a mesa comigo. Eu estava ficando muito neurótica? Nunca realmente aparentei meus ciúmes exageradamente, mas quando uma moça entregou um copo de firewhisky a ele, eu o impedi de beber.


– Eu a vi colocando alguma coisa nessa bebida.


Eu não estava mentindo. Tinha certeza de que aquela moça que não parava de olhar para o meu marido, colocou mais do que os ingredientes necessários na bebida que ofereceu a ele.


– Eu entendo você querer me impedir de fumar, mas beber? Não sou eu que estou grávida.


Aquilo me deixou tão puta que eu peguei minha bolsa bruscamente e fui embora para a mansão.


– Astoria, espere – ele disse depressa quando me viu levantar. Ele me segurou no mesmo segundo em que aparatei. Chegamos ao jardim da Mansão e ele correu atrás de mim, chamando meu nome e tropeçando na grama. Escancarei a porta de entrada, sem reparar que Lucius e Narcisa estavam na sala, e eu ia me dirigir à escadaria quando Draco me fez encará-lo. – Astoria, eu não quis...


– Você diz que não vai fugir mas mesmo assim torna tudo muito difícil! – eu disse, estressada.


– O que está acontecendo aqui? – perguntou Lucius.


– Isso não é da sua conta! – Draco disse rispidamente, mas o pai não ficou furioso. Apenas voltou a ler o jornal, sem dizer uma única palavra. Draco voltou a olhar para mim. – Olha, você está exagerando.


– Exagerando? Como pode dizer que estou exagerando? Eu estou grávida! E você joga tudo na minha cara, sempre faz isso! Joga tudo na minha cara!


– É você quem está jogando isso na minha cara! Eu sei que você está grávida, não precisa ficar me lembrando! Está evidente!


Antes que eu tacasse a bolsa nele – era essa a minha vontade – a voz de Lucius soou através da nossa gritaria:


– Não grite com a sua esposa, Draco.


Draco olhou em direção ao pai de forma indignada. E eu deixei a bolsa cair nos meus pés.


Não acreditei no que meus ouvidos escutaram. No que meus olhos viam. Eu também merecia um “não grite com ele”, mas Lucius estava olhando para Draco de uma forma desaprovadora.


– Não vem mandando em mim... – Draco começou a dizer nervoso.


– É um conselho, não uma ordem – retrucou Lucius, olhando de esguelha para Narcisa, que nos observava indiferente. – E dessa vez sei do que estou falando.


Depois dessa, Draco ficou calado e eu vi que ele tentava respirar certamente. Lucius nunca alterou a voz para Narcisa, uma curiosidade que só reparei naquele momento. Draco deve ter reparado nisso também. Então engoliu em seco e voltou a me encarar, piscando. Um passo em minha direção, num pedido imediato de perdão, mas eu me afastei para subir a escadaria. Draco não foi atrás de mim, sabia que era inútil com toda aquela faísca saindo de nós.


Entrei no banheiro do quarto e tirei minhas roupas depois que tomei a poção para passar o enjôo. Adquiri um costume estranho de ficar olhando minha barriga no espelho, porque agora meu abdômen estava salientado.  


Eu realmente queria que minha mãe estivesse ali naquele momento. Eu não fazia a mínima idéia do que estava acontecendo. Ok, todo mundo sabe o significado de gravidez, mas não era a resposta óbvia que eu queria. Eu queria entender além daquilo que eu via, eu queria entender o que estava desenvolvendo dentro de mim.


Alguém bateu na porta do banheiro e eu estranhei ao ouvir a voz de Narcisa.


– Vamos conversar, Astoria.


O que ela queria falar agora? Dizer que eu não podia ficar por aí brigando com Draco enquanto estava grávida? Que eu entendesse que ele era assim e eu tinha que ficar lidando com isso? Não queria ouvir. Não queria conversar com ninguém, eu queria conversar com a minha mãe!


– Estou ocupada – falei.


– Sei que está alterada devido aos hormônios...


– Não são hormônios! Seu filho me deixa assim! – Coloquei um robe e abri a porta, passando por Narcisa, zangada: – Por que a senhora sempre tem que vir falar comigo, tentar me fazer entender o jeito que ele fica como se estivesse defendendo ou...


– Não estou defendendo – ela retrucou. – Apenas-


– Por que não vai lá para ele e diga a ele que ele está agindo errado, hein? Você é a mãe dele, não minha.


– Toque um pouco de piano.


Ao ouvir aquilo eu comecei a rir muito incrédula.


– Hã? Do que está falando, Narcisa?


– Você vai se sentir melhor.


– Não quero tocar piano! – exclamei como se ela fosse louca. – Eu só quero ficar aqui, descansando, sozinha, obrigada.


– Quando eu estava grávida de Draco – ela lembrou, sentando-se na margem da cama, como se não tivesse entendido que eu não queria conversar – eu espantava todo mundo ao meu redor. É realmente intrigante o jeito que a gente se sente quando a barriga está crescendo e sabe o que era pior para mim? Ver minhas roupas favoritas ficando incrivelmente curtas. Oh, aquilo era tão desanimador.


– Sei como se sente.


– Ainda só está começando para você – ela disse, e eu fechei a cara. Então lembrei que Narcisa não era uma mulher que conversava para fazer a gente se sentir bem, e sim para encarar alguns fatos. – Mas chegará um momento em que... isso não vai importar muito.


– Se está dizendo... e a senhora não é nenhum pouco vaidosa, né? – eu disse, girando os olhos. Ela franziu a testa, sem acreditar que eu tinha ousadia de ser tão ironicamente sincera naquele momento. Mas depois abanou a cabeça e riu.


– Naquela época eu era pior.


Acho que ela finalmente notou que não dava para conversar comigo e se levantou. Senti-me mal de repente, por agir de forma tão estúpida com ela. Então perguntei:


– E Lucius? Como ele reagiu a tudo isso?


Os olhos dela brilharam com a pergunta. Sua resposta não me fez sentir melhor:


– Ele comprava tudo para mim. Roupas, maquiagens... tudo o que eu pedia, ele comprava. Todos os meus desejos de grávidas, ele realizava. Fez tudo por mim, para que eu não ficasse zangada com ele. Teve um mês que fiquei bastante deprimida e queria tocar piano. Lucius comprou o instrumento cinco segundos depois que pedi.


– Então ele reagiu melhor do que Draco – eu murmurei preocupada.


– Oh – a expressão dela mudou e sua voz ficou menos sonhadora. – Quer saber como Lucius reagiu nas primeiras semanas? Astoria, eu posso dizer que Draco está sendo um herói comparado a ele. Lucius não tinha um pai que o aconselhava a não gritar com a própria esposa.


Ao ouvir aquilo, minha vontade de chorar foi imensa. Passei a ter uma visão diferente que eu tinha em relação à Lucius depois de ouvir aquilo. Ele cometeu erros terríveis, mas ele ainda tinha uma mulher que o amava, uma mulher que sacrificou a mansão para tê-lo de volta, sem pensar direito. Lucius devia ter feito algo bom na vida sim, para ter conseguido o que tinha... ou melhor, para ter sobrevivido não somente durante a guerra, mas também nesses últimos anos, mesmo que com dificuldade. Quero dizer, o cara ainda estava lá, aconselhando o filho a não gritar comigo. Ele devia ter feito algo bom. Aparentemente o fez durante a gravidez de Narcisa, exceto no começo.


– Está falando sério?


– Sempre falo – respondeu ela. – Não estou defendendo meu filho daquelas atitudes, mas quero que saiba que... poderia ser pior. Não é uma situação que se resolve com conversa. Gravidez é uma situação que só resolvemos com o tempo. Tudo depende do tempo. Logo você vai perceber que há coisas tão importantes entrando em jogo que... as roupas e as brigas idiotas serão insignificantes. E eu sou uma mulher muito vaidosa, deveria confiar quando digo isso.


– Me sinto insegura... – revelei, passando a mão no meu próprio braço como se eu quisesse me abraçar. Merda de hormônios. – Meu tio nunca teve um filho, não sabe como é, meus pais morreram, e minha irmã... ela engravidou mas... ela com certeza é muito mais forte do que eu por ter conseguido aturar tudo isso sozinha. Eu nunca conseguiria...


– Ninguém está exigindo que você faça isso sozinha, Astoria – Narcisa disse com uma certa impaciência. Draco parecia ela. – Você tem um marido. Espere para ficar com medo daquilo que realmente é apavorante... e daquilo que realmente vai importar.


Sem dar chance de eu dizer alguma coisa ou ficar ainda mais preocupada, ela saiu do quarto, deixando-me sozinha.


Voltei a pousar a mão na barriga, quando a cólica começou. Parecia até um aviso, uma repreensão, um castigo por eu ter achado que eu poderia estar totalmente sozinha ali...


Sendo que não, eu definitivamente não estava.


 


 




 


Pessoal, o que foram os comentários do outro capítulo? *o* Estou ganhando novos leitores e isso nunca é tarde demais! Obrigada, vocês me animam a escrever essa fic! Nem quando eu estiver no capítulo 10000 vou deixar de esperar mais e mais leitores, acreditem. E espero que vocês continuem sempre passando aqui, dando palpites, opinando...


Comecei esse capítulo com a Astoria já contando ao Draco da gravidez, porque eu queria que vocês ficassem sabendo junto com ele. Não penso em outra reação de Draco a não ser a que demonstrei nesse capítulo. Parece uma atitude muito crítica, mas sendo Draco Malfoy, ele reagiu muito bem. Conclusão da conversa entre as mulheres da família.


Queria avisar que o humor da Astoria vai mudar – já está mudando – bastante, por propósitos da situação, e não porque eu enlouqueci, ok? SAHUSAHASU


Capítulo não tão grande como os anteriores, mas nem por isso menos importante. Preparem-se para os próximos! (e comentem!)


 

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Comentários: 9

Páginas:[1]
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Enviado por Mohrod em 30/07/2011

ameei, mas táa faltando o próximo, né? huehuehuehe

 desculpa, mas você escreve tão beem! dá vontade de nunca acabar de ler!

Parabéns! adorei o capítulo. e as reações de Lucius, Draco e Narcisa são ótimas.

 posta logo, por favor.

Nota: 5

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Enviado por Lo Scylla em 29/07/2011

Adoro sua fic, é simplesmente marvilhosa!!!!!!!!!!

Imaginava uma reação muito pior, sendo o Draco (adoro ele, não tanto quanto adoro o Scorpius), mas sei que vai melhorar, não eh???

Aguardo ansiosamente , beeijos

Nota: 5

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Enviado por J. Malfoy em 28/07/2011

Olha eu aqui outra vez! Menina que capítulo foi esse? Não vou dizer que esperava essa exata reação do Draco, mas entendo, ele não esperava uma gravidez e acho que ele teme pela vida de Astória. E mais uma vez temos Narcisa tentado fazer Asty enxergar as coisas como realmente são.
Bom, adorei o capítulo e não me importei com o tamanho, mas por favor não nos deixe esperando por muito tempo ;D

Nota: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por Louyse Malfoy em 28/07/2011

Ah Merlin, que lindo.

Essa reação é a que o Draco realmente teria, imagino eu.

Mas torço para a Ast não ficar tão "bad" kkkk

Tudo está perfeito e é um alivio em saber que você vai escrever até o capítulo 10 000 *w*

Estou esperando por mais capítulos! Beijos e parabéns, você merece todo esse carinho.
Nota: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por Carolzinha Gregol em 28/07/2011

"Voltei a pousar a mão na barriga, quando a cólica começou. Parecia até um aviso, uma repreensão, um castigo por eu ter achado que eu poderia estar totalmente sozinha ali..." o que seria essa cólica?! :O Eu achei a reação do Draco NORMAL! mas ameeeeei sério, me deixou mais curiosa sério! como vai ser a relação do Draco e da Astoria, você quer me deixar cada vez mais intrigrada? só pooode hahah não demora! POR FAAAAAAAAVOR.

Nota: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por Ana Slytherin em 28/07/2011

Esse era a reação que eu esperava do Draco, principalmente pq ela tinha separado dele por nao poder ter filhos 
Os hormonios estã alterando o humor da Astoria 
O Lucio me surpreendeu 
Adorei o capitulo

Nota: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por Emma Ricce em 28/07/2011

A tua fic  é maravilhosa , voce está fazendo um trabalho magnifico. 

Nota: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por MarianaBortoletti em 28/07/2011

Lindo, exatamente a reação que eu esperava vir do Draco. Um filho inesperado, mesmo dentro de um casamento, nunca vem com sorrisos imediatos e festa como nos filmes de comédia romântica... demora para processar, ainda mais nesse caso em que a Astoria corre certos riscos para ter o filho. Acho que é mais com isso que o Draco está preocupado, em perder a mulher quando o filho nascer e vice-versa. Que lindo! Adorei o capítulo e não consegui reclamar do tamanho, achei perfeito! Perfeito parece pouco, vendo que tu conseguiu transpor as loucuras hormonais da Astoria refletidas no humor. Eu fiquei pensando, tem que ser monge para aturar uma mulher grávida com essas guerras internas de hormônios e explosões externas de humor... Pobre Draco, sorte para ele. Mais uma vez, lindo capítulo, espero ansiosa o próximo! *-*

Nota: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por barbara aguiar azevedo em 28/07/2011

Amiga, vc se superou neste capiiitulo.
Amei a forma como vc demonstrou as mudanças de humor da Ast... espero que venha mais por aii!!
A maneira como o Draco reagiu tbm foi descrita maravilhosamente... não ficaria bacana se vc colocasse ele como um maridinho bonzinho que estava louco para ser pai... Mas eu acho que ele será um paizão!!

Ahhhh, capiiitulo pequeno demais para sanar a minha sede por essa fic FANTÁSTICAA!!

Beijos, B.

ps: update soon!!!

Nota: 5

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