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63. Capitulo 63


Fic: A Caricia do Vento. - Concluida - Dramione


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Estou muito feliz por poder terminar mais uma fic, mesmo que tenha sido uma adaptação. Pretendo terminar todas as fics que estão em aberto! =) E tentarei fazer isso o quanto antes! Obrigada a todos que acompanharam e espero MUITOS reviews, agora que a fic terminou. 

Nana-moraes Malfoy - Flor, eu quero agradecer MUITO por voce ter comentado e ter acompanhado a fic! Obrigada mesmo. Isso me deixou muito feliz! Há outras fics minhas on, espero te ver por la. Ainda hoje (22/07) irei começar a postar uma nova fic! heheheh. Espero que voce acompanhe! Prometo que não ira se arrepender. 

**Terminei a fic quase 1 ano e meio depois de te-la começado! =O Não sabia que tinha se passado taaanto tempo! ;P **

Quem quiser me achar, é só entrar em contato pelo twitter: @da_ni_ribeiro

Beijos
Angel_S

--**--
Hermione deparou com uma cena cheia de emoção quando cavalgavam por entre as casas de adobe. Os membros capturados do bando de Malfoy tinham sido amontoados como gado prestes a ir ao matadouro. Seu número indicava que poucos haviam escapado. Os que foram feridos na escaramuça também estavam lá, gemendo de dor. Hermione não conseguiu ver Potter no meio do grupo amontoado, e não ousou perguntar por ele, pelo menos por enquanto.


 


Os soldados que tomavam conta dos prisioneiros ignoravam as mulheres chorosas que suplicavam para cuidar dos seus homens feridos. Crianças amedrontadas agarravam-se-lhes às saias. As menorzinhas choramingavam com medo de alguma coisa que não entendiam, ao passo que as mais velhas olhavam à volta, os olhos escuros e arregalados cheios de lágrimas.


 


O oficial que cavalgava ao lado de Hermione não parou onde os prisioneiros estavam sendo vigiados, mas continuou a andar por entre as casas toscas, onde outros dos seus homens estavam fazendo uma revista sistemática em busca daqueles que ainda pudessem estar escondidos. Hermione forçou-se a não demonstrar nenhuma emoção ante a cena.


Conseguiu ignorar tudo o que viu, até chegarem à última casa antes do curral. Ao ver Pansy de joelhos, abraçando as pernas de um homem desabado numa cadeira, Hermione fez o cavalo castanho parar. Um rifle jazia por terra junto à cadeira. Uma mancha vermelha se espalhava pelo seu peito.


 


Quando Hermione parou, o oficial se virou para ver o que havia chamado a sua atenção. Como que pressentindo a presença deles, Pansy levantou a cabeça. Enxugou as lágrimas das faces e ergueu-se, orgulhosa, para fitá-los, a mão apoiada no ombro do marido morto. Começou a falar-lhes em espanhol, a voz baixa e vibrante de emoção.


 


- Entende espanhol, señora? - perguntou o oficial. 


- Muito pouco - murmurou Hermione sem conseguir tirar os olhos de Pansy. 


- A mulher está dizendo que empurrou a cadeira para o vão da porta quando viu os soldados chegando, e botou-lhe um rifle nas mãos. Diz que os soldados o mataram como se fosse um homem - traduzia suavemente o oficial. - Diz que agora o marido dela é um homem, porque está livre.


 


Hermione sentiu um bolo na garganta, quando cutucou o cavalo para fazê-lo andar. Percebeu o olhar curioso do oficial, e deu-lhe a explicação que buscava, sem olhar para ele. 


 


- O marido dela, era paralítico, um bebe indefeso que não conhecia nada nem ninguém. 


- Conhecia essa mulher? - indagou ele.


- Como o senhor mesmo enfatizou, capitán Echeverría, faz muito tempo que estou aqui - Hermione lembrou-lhe sombriamente, e pôs o cavalo para trotar.


 


Quando chegaram ao curral, ele ajudou-a a desmontar. Hermione estava cética quanto à preocupação cortês com o seu bem-estar. Gostaria que se afastasse e a deixasse só, nem que fosse por pouco tempo.


 


Como uma sombra, o oficial a acompanhou até um local protegido do sol, parando para indagar educadamente:


 


- Quer um pouco de água?


- Não, obrigada - recusou laconicamente. Ele ficou parado ao seu lado. 


- Daqui a pouco vamos deixar este lugar. Quer levar alguma coisa? Mandarei meus homens...


- Nada - interrompeu Hermione, suavemente. Apoiava a mão na barriga. O bebe de Malfoy era a única coisa que iria levar dali. 


- É, imagino que não queira nada - concordou o oficial. - Sem dúvida está ansiosa para ir embora daqui. Passou por muita coisa... ver seu marido ser morto, permanecer prisioneira desses criminosos. É uma mulher muito forte, señora Weasley. 


- Por favor - Hermione estava achando irritantes as palavras compassivas dele. - Não quero pensar nisso. 


- Compreendo - disse, inclinando a cabeça num gesto de respeito aos seus desejos. - Não quer falar nessas coisas. 


- É, não quero - concordou vivamente. 


- Se me dá licença, preciso ir falar com meus homens. 


- Claro - concordou Hermione, e desviou os olhos quando o oficial sorriu cortesmente e se retirou.


 


Fechando os olhos para não ver o que se passava, Hermione desejou poder também fechar os ouvidos aos sons. Gostaria de poder chorar, como as mulheres e crianças estavam fazendo, mas tinha que ficar calada, guardando o sofrimento dentro de si. Não havia o menor vestígio de dor na sua expressão, quando o oficial voltou para anunciar que estavam prontos para partir.


 


Novamente, Hermione foi separada dos prisioneiros, cavalgando à frente da patrulha, ao lado do oficial. Enquanto subiam a trilha inclinada, ela volveu o olhar para o desfiladeiro, sabendo que jamais voltaria àquele local, o seu lar. Não era mais um refúgio protegido do mundo exterior. Tinha sido invadido, e aqueles que ali haviam vivido jamais encontrariam de novo liberdade e segurança dentro das suas paredes. Estava perdido para sempre.


 


Havia tristeza nos seus olhos, mas Hermione disfarçou-a rapidamente quando viu que o oficial a observava. O punhado de soldados que perseguira Malfoy encontrou-se com a patrulha no topo da trilha. Relataram que ele os havia enganado, sumido sem deixar vestígios, como se tivesse sido carregado pelo vento. Ela tocou rapidamente os cílios, em sinal de alívio, mas não deu outra demonstração de alegria.


 


A brisa da montanha tocou-lhe a face, uma carícia fugaz que parecia dizer adeus por um instante, antes de entrarem sob a proteção das árvores. Hermione sentiu-se abalada pela súbita percepção de que talvez nunca mais visse Malfoy. Tentou bloquear o pensamento, quando começaram a descer a montanha. 


 


 Seus pais estão sendo avisados de que a encontramos a salvo e incólume - informou o oficial mexicano. 


 


- Como estão meus pais? - perguntou Hermione rapidamente, ansiosa por conversar e distrair os seus pensamentos de Malfoy. 


- Têm estado muito preocupados com a senhora - respondeu. 


- Onde estão? No México?


 


Desejou súbita e desesperadamente ver os pais. Parecia que estava longe deles havia uma vida inteira. 


 


- Si, sua mãe está em Chihuhua desde que a senhora desapareceu - explicou ele. - Seu pai vem de avião nos fins de semana, ou quando os negócios o permitem. Tenho falado sempre com eles.


- Quero vê-los. - Hermione murmurou o desejo em voz alta.


- Naturalmente, e eles desejarão vê-la, para se certificarem de que está bem, segundo lhe dissemos. - Sorriu de leve. - Parece que está sendo providenciado transporte para que os dois possam nos encontrar no nosso acampamento desta noite. 


- Obrigada - disse ela, numa expressão genuína de gratidão, acompanhada por um sorriso trêmulo, enquanto fazia o cavalo castanho começar a trotar.


O pôr-do-sol veio encontrar a patrulha ainda nas Sierras, acampando num dos vales para passar a noite. Os soldados estavam ocupados, prendendo os cavalos e começando a fazer uma fogueira. Hermione observava de longe as atividades, com um interesse distraído.


 


Os pais chegaram junto com os últimos raios de um sol vermelho. Hermione correu para os seus braços, rindo e chorando, abraçando e beijando, os três falando a um só tempo. No entanto, a sua alegria em reunir-se a eles era agridoce.


 


Recobrando o controle das emoções, ela finalmente deu um passo atrás para olhar para eles, segurando-lhes as mãos com força. Fitou-os através de um véu de lágrimas, e sorriu ao vê-los. O pai ainda conseguia ter o ar de empresário influente e poderoso, a despeito da calça e jaqueta de brim que usava. E a mãe, vestindo um terninho cáqui rústico, ainda possuía aquela aura de elegância que lhe era tão peculiar.


 


- Tem certeza de que está bem, querida? - perguntou o pai, apertando-lhe a mão. 


- Sim, estou bem - ela o tranqüilizou. 


- Todos esses meses sem notícia. - Sacudiu ligeiramente a cabeça, a voz abafada de emoção. - Sua mãe nunca deixou de acreditar que você estava viva e bem. - Envolveu com o braço os ombros da mulher. - Mesmo quando as coisas pareciam bem negras, nunca me deixou perder a esperança.


 


Hermione olhou para a mãe, conhecendo a força de ferro contida dentro daquele invólucro feminino. Sentiu a inspeção penetrante dos olhos castanhos-amêndoa, enquanto sondavam por sob a expressão de Hermione. 


 


- O que aconteceu, Hermione? Eles...- A senhora Granger fez uma pausa, delicadamente.


 


E Hermione sorriu debilmente. 


 


- Está tentando perguntar se fui violentada, mamãe? - indagou, meigamente. - Não fui. - Não havia motivo para ocultar a verdade aos pais. Mais cedo ou mais tarde contaria a eles sobre Malfoy, e preferia que fosse agora. - Malfoy fez amor comigo, mas não me violentou.


 


O pai ficou imediatamente ofendido. 


 


- Quer dizer que o chefe do bando...


- É estranho, papai - interrompeu ela, suavemente -, mas se você tivesse a oportunidade de conhecer Malfoy, gostaria dele.


 


Um ar estranho passou pelo rosto da mãe. 


 


- Sempre achei que isso era bobagem, mas estou vendo no seu rosto. Está grávida, não está, Hermione? - murmurou. 


- Estou, sim - admitiu, com um brilho de serenidade nos olhos. - Malfoy e eu íamos casar amanhã; a cerimônia seria realizada por um padre de aldeia do outro lado da montanha. 


- Minha garotinha casando-se com um criminoso? - exclamou o pai, fitando incrédulo a moça. 


- Não faz mal, querido. -tranqüilizou-a a mãe. - Ela agora está conosco. Depois que a levarmos para casa, tudo isso ficará no passado, esquecido.


 


Hermione franziu a testa. 


 


- Não tinha pensado em voltar para o Texas.


 


Roçou os dedos pela testa, confusa. Não havia sequer pensado no futuro. 


 


- Bem, mas claro que vai voltar, querida insistiu a mãe, com um sorriso. - Precisa pensar no bebê imagino que queira ficar com ele. 


- Claro que sim - retrucou Hermione, apertando a mão protetora contra o estômago. 


- Precisa de um lugar para morar, cuidados médicos para você e o nenê - raciocinou a mãe. - O que é mais natural do que voltar para casa.


- Suponho que tenha razão - concordou, hesitante. 


- Não há motivo para informar aos outros que o bebê não é de Rony - acrescentou o pai. 


- Papai - riu Hermione baixinho -, quando o bebê nascer com cabelos loiros e olhos cinzas, ninguém vai acreditar que foi gerado por Rony. 


- Depois que o nenê nascer - manifestou-se a senhora Granger -, você vai querer voltar para a universidade e se formar. Afinal de contas, agora tem que pensar no futuro dele, além do seu. 


- É - concordou Hermione, mas as referências dos pais a coisas materiais e status social não pareciam mais ter importância.


 


Como se a mãe tivesse percebido que ela não concordara integralmente, mudou de assunto. 


 


- Mais tarde, faremos planos sobre o que você quer fazer, Hermione. Neste momento, basta a seu pai e a mim termos você aqui.


 


Um véu de lágrimas toldou-lhe a visão. 


 


- Parece que faz tanto tempo que não os vejo! - disse Hermione. 


- Acontece o mesmo conosco, querida.


 


O pai deu-lhe um abraço apertado e um beijo úmido no topo da cabeça. 


 


- Ah, señor e señora Granger - a voz do oficial mexicano interrompeu a reunião deles -, que bom ver a sua filha de novo, não é!


- Muito bom - respondeu o pai, soltando Hermione. - Nem sei como podemos lhe agradecer por tê-la encontrado, capitão. 


- Não foi nada. - Deu de ombros. - Os prisioneiros estão sendo alimentados. A nossa refeição logo ficará pronta. Se quiserem aceitar um pouco de café...


 


Começou a abrir o braço na direção da fogueira, num convite. Sua frase foi interrompida por uma voz americana estridente:


 


- Seu filho da puta, se espera que eu coma esse lixo, desamarre as minhas mãos!


 


Havia um toque de dor na mesma voz, quando repetiu as palavras em espanhol. 


 


- Potter - exclamou Hermione, com voz abafada, e deu um passo instintivo na direção do som. O oficial moveu-se para impedir-lhe a passagem. 


- Señora, eu...


 


Não ia deixá-la continuar o seu caminho. 


 


- Por favor, ele foi bondoso para mim - Hermione explicou, às pressas. - Posso falar-lhe por alguns minutos?


 


O oficial já ia recusar quando o pai se adiantou para defender a causa. 


 


- Sem dúvida não fará nenhum mal, capitão.


 


O pedido foi levado em muita consideração, antes que o oficial concordasse. 


 


- Irei com a senhora.


 


Os prisioneiros já mal conversavam entre si, mas quando Hermione apareceu com o oficial mexicano, fez-se um silêncio sepulcral. Vários deles fitaram-na com ressentimento sem disfarces, por se estar associando ao inimigo. Os outros a ignoraram friamente.


 


Potter desviou o olhar deliberadamente, quando ela parou junto dele. Estava deitado no chão, parcialmente escorado. Uma atadura branca estava enrolada na sua coxa direita. O sangue ensopava-lhe a camisa, no lado esquerdo. Havia um prato de comida em seu colo, mas os pulsos estavam algemados. 


 


- Alô, Potter - disse Hermione finalmente, procurando chamar a atenção dele.


 


Ele ergueu os olhos verdes frios, lançando um olhar de relance ao homem que a acompanhava, antes de fitar Hermione. 


 


- Não gosto do pessoal com quem está andando, Sra. Weasley. 


 


Ela se ajoelhou junto dele, murmurando bem baixinho:


 


- Nem eu. - Num tom de voz mais alto, perguntou. - Está muito ferido?


- Dizem que vou viver. 


 


Acercando-se dele, Hermione podia ver o tom cinzento por baixo do bronzeado das suas feições. 


 


- Não está comendo - falou, notando a comida intocada no prato. 


- Estou com um probleminha no braço esquerdo. Não consigo mexê-lo - explicou, com sarcasmo. - Portanto, a não ser que joguem esta gororoba pela minha goela abaixo, acho que vou ter que passar fome.


Hermione olhou de esguelha para o oficial.


 


- Não dá para soltar as mãos dele só para poder comer? - pediu cortesmente.


 


Houve uma hesitação antes que dessem ordem a um dos soldados para deixar livres as mãos de Potter. Hermione pôde ver que fazia um esforço tremendo para conseguir comer. Depois de três colheradas, parou. 


 


- Não tem o gosto da comida de Consuelo - disse Potter, com um débil sorriso.


- Nem a aparência.


 


Hermione pegou a colher e começou a alimentá-lo. Um dos soldados veio de junto da fogueira para procurar o capitão. Este se afastou um pouco para conversar com o homem. Enquanto Hermione levava a colher à boca de Potter, ele murmurava baixinho:


 


- Malfoy ficou ferido?


- Não, escapou - sussurrou. - Sem um arranhão.


- Para onde irá, Potter?


- Somente ele o sabe.


 


Tentou se levantar um pouco mais, e fez uma careta de dor.


 


- E quanto a você, Hermione? - perguntou no mesmo tom de voz baixo que não podia ser ouvido pelos outros. - Para onde vai? Voltar para o Texas com seus pais?


- Não sei... quem sabe, pelo menos até o nenê nascer. Ou quem sabe eu fique aqui. Talvez consiga encontrar Malf...


 


Interrompeu abruptamente a frase, dando-se conta de que era Malfoy quem os soldados esperavam capturar. Se ficasse no México, estariam esperando para ver se ela entrava em contato com ele, ou vice-versa. Pelo bem dele, tinha que ir embora. Se pensasse com a cabeça, e não com o coração, Hermione sabia que o melhor seria que jamais voltasse ao México.


 


A existência dele não tinha estabilidade. Jamais poderia oferecer um futuro para ela ou para o bebê. O filho deles, ainda por nascer, merecia uma vida decente, a liberdade pela qual Malfoy ansiava, e que nunca poderia ter. Nos Estados Unidos, Hermione poderia dar tudo isso ao filho, e mais as vantagens do dinheiro.


 


Quem sabe, ao sacrificar a vida dela pelo filho deles, estaria descobrindo o verdadeiro significado do amor? Estaria sendo nobre? Ou estaria simplesmente com medo de fugir e se esconder, se passasse da vida ao lado de Malfoy? Estava realmente confusa demais para saber. 


 


- Se for para os Estados Unidos, será que - a voz de Potter estava estranhamente emocionada - podia dar um pulinho em Alamogordo?


 


O queixo tremeu ligeiramente, compreendendo.


 


- Para ver seus pais?


- O nome do meu pai é James Potter. Não lhes conte a meu respeito, mas...


- Verei se estão bem, e darei um jeito de avisá-lo - prometeu Hermione, suavemente. - Nesse meio tempo, farei o que puder por você e pelos outros. Ouvi dizer que o dinheiro ajuda.


 


Houve apenas silêncio, enquanto ela lhe dava mais algumas colheradas de comida. Potter fitava-a, pensativo. Quando finalmente falou, foi tão baixo que Hermione teve que se debruçar mais para ouvir o que dizia. 


 


- Se quer mesmo ajudar - murmurou -, comece alguma coisa para distrair-lhes a atenção. Dois dos guardas que nos vigiam são adolescentes. Há uma chance de podermos dominá-los e pegar-lhes as armas. Quem sabe, na confusão, alguns de nós possamos fugir. 


- Você pode ser morto - exclamou Hermione, protestando, mas Potter apenas a fitou em silêncio. 


- Vou tentar - concordou, com um suspiro relutante. Lançando um olhar por cima do ombro, viu que o oficial concluía a sua conversa com o subordinado. Virou-se rapidamente, perguntando a Potter: - Onde está Neville? Não o vi junto com os outros. 


- Está ali - respondeu Potter, com um gesto lateral de cabeça -, debaixo do cobertor. - Hermione olhou, notando uma forma comprida completamente envolta num cobertor de cores vivas. Sentiu um aperto doloroso na garganta. - O seu ferimento abriu, e ele morreu - declarou Potter, sem emoção.


- Señora.


 


O oficial estava de pé ao lado dela. Engolindo em seco para aliviar o aperto na garganta, Hermione levantou-se. O prato estava vazio. Não tinha mais motivo para ficar com ele, e o oficial estava lembrando-lhe isso. Afastou-se enquanto um soldado voltava a algemar os pulsos de Potter. Seu rosto estava pálido com o choque da morte de Neville. Manteve-o desviado do olhar atento do oficial, enquanto se dirigiam para junto dos seus pais, ao pé da fogueira. 


 


- Obrigado por ter-me deixado falar com ele - disse, precisando romper o silêncio. 


- Sente afeição por este homem? - indagou. 


- É um amigo - respondeu Hermione simplesmente. - É americano, alguém com quem eu podia conversar. 


- Compreendo. - Ele balançou a cabeça, mas ela duvidava que tivesse compreendido. - Desculpe-me, señora, mas não pude deixar de observar que parece um tanto nervosa. Não está feliz de estar com seus pais?


- Claro que estou.


 


A resposta foi irritadiça.


 


Ele lhe lançou um olhar breve e esquisito, depois deixou que o silêncio dominasse a caminhada até a fogueira. Hermione parou no limiar do círculo de luz. Os pais estavam sentados a um canto, conversando, ainda sem se dar conta de que ela tinha voltado. O oficial fez sinal a um de seus homens para lhes trazer café, depois virou-se para contemplar Hermione. Esta sabia que devia ir para junto dos pais, mas também sabia que estavam conversando sobre ela.. e sobre Malfoy e o bebê. Sendo assim, ficou onde estava.


 


- Andamos muito, hoje - o oficial comentou o distraidamente.


- É - concordou Hermione.


- Tive tempo de pensar, enquanto cavalgava - continuou ele. - Estou convencido de que você é mulher de Malfoy. Embora não possa prová-lo, creio que pertenceu a ele de bom grado. Seus olhos e rosto não têm a expressão de uma mulher que foi forçada a aceitar as atenções de um homem. Às vezes, vejo seus olhos fitando as montanhas, e há um brilho especial neles, como se soubesse que ele está lá, em algum lugar. Talvez esteja pensando que ele virá buscá-la. - Ergueu a sobrancelha, uma luz nascendo-lhe nos olhos. - É - comentou positivamente, enquanto Hermione se enrijecia -, é, ele virá buscá-la.


 


 O oficial se virou, dando ordens bruscas a vários dos soldados que estavam em volta da fogueira. Houve uma agitação imediata. Ele exibia um sorriso complacente no rosto, quando voltou a olhar para Hermione. 


 


- Vou colocar sentinelas extras. Estaremos prontos para ele... o seu Malfoy... quando vier - declarou. 


- Está enganado - negou Hermione desesperadamente. - Ele não virá.


 


Um tiro foi disparado, depois um segundo e um terceiro. O oficial agarrou o braço de Hermione, fitando para os seus homens. Mais tiros foram disparados antes que os soldados respondessem ao tiroteio. Hermione lutava contra a mão que prendia os seus movimentos.


 


Ruídos de luta vinham do local onde Potter e os demais estavam presos. No caos, estavam tentando ganhar a liberdade. Uma bala zuniu perto do ouvido dela, atingindo o oficial, que afrouxou a pressão instantaneamente, e ela se libertou. 


 


- Hermione, aqui! - a voz dolorosamente familiar de Malfoy a chamou, e ela se virou na direção do som. Seus olhos perscrutaram a escuridão indistinta das árvores que cercavam o acampamento. Começou a correr, sem ter certeza da direção. 


- Hermione, não! - gritou a mãe. - Não vá!


 


Mas a sua escolha já estava feita. Não havia nada que o mundo civilizado pudesse lhe oferecer, ou ao bebê, que equivalesse a um momento nos braços de Malfoy, não importando as circunstâncias. Malfoy saiu de trás de uma árvore. O rifle que segurava à altura do quadril disparou, dando cobertura a Hermione. Ela correu para ele. 

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