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62. Capitulo 62


Fic: A Caricia do Vento. - Concluida - Dramione


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Queridos leitores, eis que a fic está chegando ao fim... esse é o penultimo capitulo. =P Bem, fico feliz em estar chegando perto do fim com mais uma fic, mesmo que essa seja uma adaptação. hehehe. 
Espero que voces gostem do capitulo, e na semana que vem, provavelmente, postarei o ultimo capitulo... ;) 

Nana-moraes malfoy - Voce vai ter a resposta da sua pergunta nesse capitulo... e espero que voce goste do capitulo! =) Esse é um dos meus capitulos prediletos, hehehe! ;) Bem, espero um review seu me contando o que achou do capitulo! Beijos. 

Ginny Potter Malfoy - Ahhh nem me fale sobre sobre faculdade e semestre complicado... eu passei por cada coisa que voce não tem ideia. Acabei postando MUITO menos do que o previsto. =/ Mas finalmente, essa fic está terminando... hehehe! Espero um review seu contando o que achou do capitulo, oks?! ;) hehehe. Beijos.

Vanessa Gomes - Não precisa se desculpar por voce não ter comentado no proximo capitulo! Eu fico muito feliz que voce tenha comentado nesse! =) hehehehe. Ahhh eu tb fiquei com raiva dele quando escutei sobre isso! hehehehe. Tomara que esse capitulo tira a sua má impressão do Malfoy, hehehe! =) Bem, espero por um coments seu contando o que achou, oks!? Beijos. ;*

Bem, pessoal,, espero que voces gostem do capitulo, e claro, comentem porque este é o penultimo capitulo! hehehehe. ;) 

Beijos ;*
Angel_S
--**--

O silêncio durante o almoço era pesado. Hermione sabia que tinha as pálpebras ainda inchadas de tanto chorar, e as feições contraídas de tensão. Malfoy não podia deixar de ter notado. O olhar velado, embora alerta, inspecionara continuamente o rosto dela durante toda a refeição.


 


Só os dois estavam na casa. Consuelo estava na sua, com Neville. Era a hora de contar a Malfoy sobre o bebê. As mãos fecharam-se em volta da caneca vazia de café à sua frente.


 


Não havia um jeito fácil de falar. Tremendo, Hermione ergueu o queixo, um leve desafio no gesto, e declarou:


 


- Vou ter um bebê.


 


Nenhum lampejo nos olhos negros.


 


- É - disse Malfoy, como se estivesse confirmando a declaração dela.


- Você sabia? - perguntou, com uma leve ruga de incredulidade na testa.


- Acha que não conheço cada centímetro de você? - Ergueu cinicamente um dos cantos da boca. - Acha que não notaria a mais leve alteração no seu corpo?


 


O comunicado não trouxera nenhuma luz de satisfação aos seus olhos escuros. Não havia nem a alegria nem o orgulho que Consuelo sugerira que iria haver quando ela lhe contasse. Ele não queria o bebê. Hermione sentiu alguma coisa morrer no seu coração.


 


- O que você quer de mim? - indagou Malfoy,examinando-a atentamente, com ar de brandura.


 


“Quero que fique feliz por causa do bebê”, Hermione teve vontade de gritar. Ao invés disso, deu os ombros e falou:


 


- Nada.


 


Dobrou-se toda para a frente.


 


- Não quer que eu providencie para você fazer um aborto?


- Um aborto?


 


A mão moveu-se protetoramente para cobrir a barriga, como se, naquele momento, ele pudesse arrancar a vida que ela trazia dentro de si.


 


- Muitas mulheres americanas já vieram ao México, anteriormente, para se livrarem de bebês indesejáveis. É isso o que você quer? - perguntou, com uma calma de enfurecer.


 


”Meu Deus”, pensou ela, “como ele pode sugerir uma coisa dessas?” Era o fruto dele que levava no ventre, o seu filho. Como podia acreditar que ela quisesse se livrar dele!


 


- Não. - A voz lhe saiu fria da garganta. - Não é isso o que quero - declarou Hermione, levantando-se da mesa. Precisava se retirar antes que se descontrolasse e fizesse alguma coisa que acabaria por prejudicar o bebê.


- Então, por que me contou?


 


A pergunta de Malfoy deteve os seus passos, quando Hermione se virou.


 


- Já lhe disse. - Manteve-se rígida, sem olhar para trás. - Porque é o pai do bebê.Achei que devia saber.


 


Tremia incontrolavelmente, as lágrimas fazendo arder os seus olhos. Ouviu o barulho de um pé de cadeira se arrastando quando Malfoy se levantou da mesa. Seu coração martelou desesperadamente de encontro às costelas. Todos os seus músculos estavam preparados para a fuga, mas ele não se aproximou dela. Caminhava a passos largos para a porta.


 


Quando Hermione a ouviu abriu-se e fechar-se, tateou em direção à cadeira, em busca de apoio, já que suas pernas ameaçavam ceder. Largou-se rapidamente na cadeira. Enterrando o rosto nas mãos, começou a chorar. Teria o bebê, mas perderia Malfoy. Não era uma troca justa.


 


O estoque de lágrimas se esgotou. Hermione estava totalmente entregue ao tormento. Não ouviu a porta se abrir, ou o som dos passos que se aproximavam. Ainda acreditava estar sozinha com o seu sofrimento, quando uma mão tocou-lhe o ombro. Virou bruscamente a cabeça, os olhos embaçados vendo Malfoy de pé ao lado da cadeira.


 


- Não me toque! - A cadeira caiu ao chão quando ela se mexeu para fugir ao toque. Enfrentou-o rigidamente, recuando quando ele se adiantou para ela. - Não chegue perto de mim! - sibilou, com raiva e mágoa amargas, um animal ferido virando-se contra quem o havia machucado. - Já não fez o bastante? Por que não me deixa em paz?


 


O aposento era pequeno. Dali a momentos ele a encurralava contra uma parede, agarrando-a pelos braços, recusando-se a soltá-la. Havia um ar de severidade inflexível na sua boca.


 


- Escute-me, Hermione - ordenou Malfoy.


- Não quero escutar nada que você tenha a dizer! - gritou. Empurrava-o, e ele não fazia nenhuma tentativa de puxá-la mais para perto de si.


- Vai ter que me escutar - insistiu ele, com aspereza. - Conheço um padre que nos casará e ficará calado. Não será legal aos olhos do governo, mas aos olhos de Deus seremos marido e mulher.


- Não banque o condescendente! - Hermione rejeitou a proposta com violência. - Não suportaria a vergonha de ser casada com você!


 


Ele a sacudiu com força, os dentes à mostra.


 


- Quero que a nossa união seja abençoada pela igreja, e que você tenha a proteção do meu nome.


- Não quero nem uma coisa nem outra! - O protesto era cheio de dor. O orgulho ainda insistia em que rejeitasse a oferta que ele fizera apenas por causa do bebê que trazia dentro de si. Hermione reforçou a recusa com uma mentira. - Não quero você!


 


Por um momento, o fogo que ardia nos olhos claros pareceu prestes a consumi-la em suas chamas violentas. Brutalmente, apertou Hermione contra o peito. Os dedos duros que se enterravam em seus braços ergueram-na na ponta dos pés. O calor que havia entre eles tornava a respiração difícil para Hermione.


 


- Então, o que você quer? - indagou, com selvageria. - Quer que eu a deixe ir embora? É isso? Para voltar para junto dos seus pais e ter o bebê lá com eles? Quer fazer isso e ouvi-lo ser chamado de bastardo? - Malfoy não deu a Hermione a oportunidade de dar uma única resposta. - Não a deixarei ir embora! Se era isso que esperava, pode tirar a idéia da cabeça. Jamais permitirei que você me deixe... nem a criança que foi concebida do nosso amor. O padre nos casará, e a criança, quando nascer, será batizada por um padre! Vai ser criada aqui nesta casa, neste desfiladeiro, com os irmãos e irmãs que possam nascer depois.


 


O coração dela parou de bater, depois alçou-se aos céus.


 


- Quer o nosso bebê, Malfoy? - suspirou Hermione.


- É a carne da nossa carne. Acha que o renegaria?


 


Franziu a testa, com raiva.


 


- Não sei - Fechou os olhos, sacudindo, confusa, a cabeça. - Pensei... que


quando lhe contei, você pareceu tão...


 


Ele enterrou os dedos nos seus braços, exigente.


 


- Quer o nosso bebê? - Malfoy fez a mesma pergunta a Hermione.


- Quero. - Não havia nenhuma incerteza na sua voz. - Sim, quero o bebê. - Reafirmou-o com mais ênfase, embora, a voz mal passasse de um sussurro. - Eu o amo, Malfoy. - Abriu os olhos e viu o lampejo de dúvida nos seus olhos negros. - Pensou que eu não queria o bebê - acusou-o, incrédula.


- Mas era possível. - Varria-lhe o rosto com o olhar que não era totalmente convencido - Você foi trazida para cá contra a vontade. Forcei-a a ocupar a minha cama. - Soltou-lhe um dos braços, e sua mão moveu-se para as costas de Hermione, acariciando-a de leve,enquanto a atraía possessivamente para junto de si. - Castiguei você, quando fugiu de mim. Como poderia supor que quisesse um filho concebido comigo? Quando vi a vermelhidão dos seus olhos, soube que tinha vertido lágrimas amargas pela lamentável descoberta.


- Somente porque pensei que você não ia querer nem ao bebê, nem a mim. - Os seus dedos trêmulos traçaram o contorno nítido da face e do maxilar dele. - Daqui a alguns meses estarei tão gorda e feia que...


- Não. - A mão cobriu-lhe os lábios. - Mesmo quando estiver pesada da gravidez, será bonita. - A voz era baixa e rouca, o veludo negro dos seus olhos fitando profundamente os dela. - Lembra-se daquela vez em que tentou fugir, em meio ao temporal, e depois sentou-se diante do fogo, para se aquecer? Fiquei olhando para você, ali, enrolada no cobertor com que a envolvi. A luz do fogo iluminava os seus cabelos, e imaginei-a sentada ali, a barriga quase distendida, esperando um nene. Naquele momento senti um desejo como nunca sentira antes. Pensei em satisfazê-lo, possuindo-a. Mas possuí-la uma vez era como beber a água do mar. Descobri que tinha que ter mais do que o seu corpo. Queria o seu pensamento, coração e alma. Eu a amo, querida, como jamais amei outra mulher.


 


Hermione sentiu que o seu coração ia explodir de alegria. Há muito esperava ouvir essas palavras, e havia perdido a esperança de que ele fosse sentir por ela o amor que agora confessava. 


 


- Eu o amo - murmurou baixinho, como um juramento.


 


Malfoy sorriu. 


 


- Logo o bebê vai fazer crescer a sua barriga. - Dirigiu a mão para a barriga dela, espalmando os dedos sobre ela, acendendo um fogo dentro de Hermione. - Quando isso acontecer, olharei para você e sentirei a mesma onda de desejo, querida. Nunca vou parar de querê-la ou de amá-la. - A voz ficou mais profunda e rouca, quando enfiou a mão sob sua blusa, para amoldar-se aos seios fartos. - Pense nas horas incontáveis que vou passar vendo o nosso filho mamar no seu seio. Entende agora a felicidade que senti quando me dei conta de que você estava grávida?


 


- Sim. - Ela riu com uma alegria ofegante, lágrimas brilhando nos seus olhos. - Sim, entendo. 


- E vai consentir que o padre nos case?


- Sim - concordou Hermione. As sobrancelhas morenas juntaram-se, num sintoma de preocupação. 


- Lamento não lhe poder oferecer a legalidade de uma cerimônia civil, mas meu nome é conhecido demais para...


- Eu sei. Não me importo - insistiu. 


 


Malfoy inspirou fundo, um lampejo de dor nos olhos.


 


- Não tenho o direito de lhe pedir que compartilhe dessa vida comigo. Posso oferecer-lhe tão pouco, e você me dá tanto!


- Só o que quero é o seu amor. Já tive todo o resto. Não significaria coisa alguma sem você. Sei disso. Precisa me acreditar. 


- Só sei que não posso deixá-la partir - declarou ele, apertando-a rudemente contra si, enquanto baixava a boca para atender ao convite dos seus lábios. 


 


Três dias mais tarde, a luz dourada da aurora se espalhava pelo céu. As mãos de Malfoy seguravam com ternura o rosto de Hermione. Seu olhar escuro se dirigiu para além dela, para Potter, já montado e segurando as rédeas do cavalo. 


 


- Está na hora de ir, amada - disse-lhe, suavemente. 


- Por favor, Malfoy, venha agora com a gente.


 


Hermione lhe pedia para mudar de idéia. 


 


- Não. - Sacudiu a cabeça, sorrindo, para diminuir a dureza do seu tom de voz. - É uma viagem longa. Vai precisar descansar pelo menos um dia, quando chegar lá, e não posso me arriscar a ficar tanto tempo num lugar onde possa ser reconhecido... a não ser - zombou Malfoy - que você queira ir me visitar na cadeia. 


- Não, claro que não.


 


Hermione baixou a cabeça, mas detestava ter que se separar dele, mesmo que fosse por alguns dias. 


 


- Partirei amanhã. - Ergueu o seu queixo com o polegar. - Da próxima vez que me vir, estaremos diante do padre. - Deu-lhe um beijo breve e forte antes de guiá-la com firmeza até o baio, e ajudá-la a montar. Apoiou a mão na sua coxa, enquanto, olhava para Potter. - Lembre-se - disse-lhe vivamente -, vá directamente ao padre Ramírez. Não fale com mais ninguém. Ele me conhece e arranjará um lugar seguro para vocês ficarem.


 


Potter balançou a cabeça, concordando, e entregou as rédeas do baio a Hermione. 


 


- Cuidarei dela, Malfoy.


 


Seus olhos ficaram marejados de lágrimas, quando Hermione baixou o olhar para Malfoy. A boca deste se estreitara severamente, mas no olhar escuro ardia a luz do seu amor. Os lábios da boca se abriram para protestar de novo que não queria ir sem ele. 


 


Ele bateu com força na anca do baio. O cavalo saltou para a frente, alarmado. Hermione travou a sua saída por um momento, depois exortou-o a seguir em frente. Dali a segundos, Potter estava cavalgando ao seu lado. Passando pelo lago formado pelo riacho, tomaram a trilha estreita e rochosa que subia a face norte do desfiladeiro. Subiram em fila inclinada, Hermione na frente, pelo caminho longo e sinuoso através de um corredor de árvores e pedras. Logo que o sol apareceu no alto da cordilheira oriental, a manhã se encheu de luz.


 


O baio subia com esforço a última encosta íngreme da trilha quando Hermione ouviu um tiro de rifle. Freou o cavalo bruscamente no topo e viu a cabeça de Potter girar na direcção do ruído. Ele esporeou o cavalo até o topo e desmontou, ignorando Hermione enquanto corria para um mirante rochoso. 


 


- O que foi? - perguntou ela juntando-se a ele.


 


No ar puro da montanha ecoavam gritos confusos de alarme. 


 


- Meu Deus, é uma patrulha - murmurou Potter. 


 


Um bando de cavaleiros fardados galopava pelo prado em direcção às casas de adobe. O esconderijo do desfiladeiro fora descoberto. O seu coração subiu-lhe à garganta. Malfoy estava lá. Dando meia-volta, Hermione correu para o baio. Mas Potter estava lá, agarrando um dos arreios para detê-la. 


 


- Que diabo, aonde pensa que vai? - exclamou, segurando a cabeça inquieta do baio. 


- Malfoy está lá. Tenho que ir para junto dele. 


- Acha que não quero ir? - retrucou Potter, bruscamente. - Ele sabe que estamos fora de perigo, que estamos salvos. Só tem que se preocupar em fugir de lá. Se não puder, então eu o arranco de qualquer prisão em que o colocarem. Não é hora de bancar a melodramática.


 


Ela reconheceu a lógica dos argumentos dele, mas não se guiava pela lógica. Esporeando os flancos do baio, chicoteou-o com as rédeas. O baio arrastou Potter uns sessenta centímetros antes que ele fosse forçado a largá-lo, e o cavalo desceu em disparada a trilha que acabara de subir.


 


Dali a segundos, Hermione ouviu o barulho do cavalo de Potter vindo atrás dela. Num lugar mais largo da trilha, forçou o cavalo a emparelhar com o dela. 


 


- Não pode me deter! - exclamou, furiosa. 


- Estou percebendo! - respondeu, no mesmo tom. - Sei que sou uma besta quadrada, mas prometi a Malfoy que tomaria conta de você, e jamais poderia olhar na cara dele se a deixasse descer para lá sozinha.


 


Esporeou o cavalo para passar à frente. Acima do ruído dos cascos dos cavalos, podia-se ouvir o tiroteio lá no desfiladeiro. Malfoy e os seus homens estavam oferecendo resistência.


 


A descida desenfreada levou-os ao final da trilha num terço do tempo. No lago, Potter fez um gesto na direcção da casa de adobe onde haviam deixado Malfoy. A maior parte dos disparos vinha do grupo de casas a oeste, mas havia o som de tiros também perto da casa isolada.


 


Potter saiu do meio das árvores adiante de Hermione. imediatamente, uma rajada de tiros explodiu à sua volta. Ao ver o rapaz sacudir-se convulsivamente, o instinto fez Hermione deter o baio, puxando as rédeas. O cavalo castanho desequilibrou-se e caiu. Potter continuou no chão depois que o cavalo conseguiu se pôr de pé e trotou para dentro do bosque, onde Hermione esperava.


 


Ela estava começando a desmontar quando ouviu Potter gritar-lhe:


 


- Dê o fora daqui!


 


Sua voz estava cheia de dor.


 


Hermione desmontou, querendo dirigir-se até Potter, e sabendo que, se saísse do bosque, estaria abandonando a sua proteção. Segurou as rédeas do cavalo castanho. 


 


- Não pode me ajudar - disse Potter, grunhindo com o esforço de falar. - Não posso me mexer; dê o fora daqui!


 


Com um soluço de angústia, soube que ele tinha razão. Voltou a olhar para o telhado de sapé da casa, virou-se e montou o cavalo castanho, e foi puxando o baio. Foi abrindo caminho por entre as árvores, afastando-se de Potter, para o outro lado da casa de adobe. Malfoy estava encurralado dentro dela.


 


A clareira entre as árvores e a casa parecia perigosamente larga. Tinha que atravessá-la para chegar até a casa e Malfoy. Hermione hesitou, depois esporeou o animal. O baio corria emparelhado enquanto ela chicoteava o cavalo castanho através da clareira até a proteção temporária do lado leste da casa.


 


A patrulha atacara primeiro o grupo de casas. A força principal só agora começava a estender a incursão até a casa de adobe isolada. O cano de um rifle rebrilhou numa das janelas, quando ela se aproximou, e Hermione freou o cavalo perto dela.


 


- Malfoy!


 


imediatamente ele apareceu à janela. Seus olhos se estreitaram iradamente ao vê-la, as feições embrutecidas e implacáveis.


 


- O que está fazendo aqui? - murmurou, com selvageria.


- Tinha que voltar. Depressa! - exortou Hermione, mas ele já pulava pela janela.


- Onde está Potter!


Estava com um pé no estribo, montando o baio, quando fez a pergunta.


 


- Caiu - ela respondeu simplesmente, e viu a boca do homem se enrijecer. 


- Não temos a menor chance no prado. Vamos tentar penetrar no meio das árvores.


 


As balas zuniam à volta deles enquanto faziam os cavalos disparar, percorrendo o mesmo caminho que Hermione seguira para chegar até lá. Não havia tempo para ficar pensando no seu medo. Hermione simplesmente sabia que estava com medo. Chegaram incólumes às árvores, e Malfoy virou o baio na direcção do lago e da trilha estreita que subia a face norte do desfiladeiro. Quase tarde demais enxergaram um punhado de cavaleiros fardados aproximando-se por entre as árvores, o que lhe barrava o caminho.


 


Sem hesitar um segundo, Malfoy fez o baio dar meia-volta. Hermione adivinhou que o plano alternativo de Malfoy era continuar no meio do bosque até chegarem à parede leste, depois correr para a trilha principal que levava para fora do desfiladeiro. Um grito de um dos cavaleiros fardados revelou que haviam sido vistos. Ganhar velocidade era praticamente impossível no bosque, com os galhos baixos das árvores fustigando-lhes o rosto, tentando derrubá-los da sela. 


 


- Hermione - Malfoy estava atrás dela, que olhou por sobre o ombro, agachada sobre o pescoço do cavalo castanho. - Precisamos tentar cruzar o prado agora, antes que nos interceptem.


 


O olhar abrangente, Hermione viu outro fragmento da patrulha aproximando-se, vindo do prado. Perseguidos por trás e ameaçados pelo lado, ela sabia que ele tinha razão, e balançou a cabeça, concordando. O desfiladeiro estreito subitamente pareceu muito largo e a trilha inclinada, muito distante.


 


O cavalo castanho irrompeu do bosque antes do baio e se manteve à frente por algumas passadas. Os dois cavalos estavam distendidos, dando o máximo de si, mas o baio começou a se distanciar ligeiramente. Malfoy controlou a velocidade do baio, para evitar que a distância entre eles aumentasse mais.


 


Os cavaleiros se aproximavam, o ângulo diminuindo à medida que Hermione e Malfoy chegavam mais perto do centro do prado. Hermione percebeu que haveria uma pequena chance de Malfoy se salvar, mas isso não aconteceria se continuasse a frear o cavalo para acompanhá-la. A decisão foi tomada sem pensar, puramente baseada no instinto de sobrevivência. 


 


- Para mim não dá! - berrou para Malfoy. - Vá sem mim!


- Não!


 


Mas Hermione já puxava as rédeas do cavalo castanho, fazendo-o dar meia-volta, enquanto Malfoy tentava, sem êxito, agarrar-lhe as rédeas.


 


Cônscia de que ele estava diminuindo a velocidade do baio para ir buscá-la, Hermione guiou o animal directo para a patrulha.


 


Começou a acenar o braço e a berrar a plenos pulmões.


- Socorro! Sou americana!


 


Repetia incessantemente as palavras, quase soluçando, enquanto rezava para que Malfoy seguisse o seu caminho.


 


A patrulha reduziu a velocidade quando Hermione conduziu O cavalo castanho para o meio dela. Freou o animal bruscamente diante deles. O chefe da patrulha olhou-a de alto a baixo, a atenção se detendo brevemente na cor dourada dos seus cabelos.


Um gesto de sua mão separou a maioria da patrulha do resto, enviando-a atrás de Malfoy. Finalmente, Hermione olhou para trás e viu o baio correndo para a trilha. Soube, então, que conseguira ganhar para ele o tempo de que precisava para escapar.


 


Tremendo, Hermione tentou desmontar, quase caindo da sela. As pernas cedendo, caiu de joelhos, soluçando de alívio.


 


Uma voz fez uma pergunta em espanhol, mas ela estava confusa demais para fazer a tradução. A pergunta foi repetida num inglês com sotaque. 


 


- Está bem, señora? - perguntou uma voz calma, mas bem vibrante.


 


As lágrimas faziam os cílios grudarem uns nos outros. Ela as enxugou, enquanto engolia os soluços, respirando aos arrancos. A princípio, Hermione estava fraca demais pela reação, para responder. Finalmente, o aceno de cabeça foi acompanhado por uma vacilante resposta:


 


- Sim, estou bem.


 


Um par de botas militares engraxadas estava à sua vista, perto. O couro de uma sela rangeu próximo, quando um cavalo bateu os cascos e relinchou nervosamente. Muito longe, Hermione podia ouvir os sons de outra diligência no desfiladeiro. 


 


- É a señora Hermione Weasley, do Texas? - a voz com sotaque pedia confirmação.


 


Erguendo a cabeça, Hermione afastou do rosto o cabelo emaranhado pelo vento, olhando cautelosamente para o oficial fardado. 


 


- Sim, sou Hermione Weasley - admitiu.


 


O homem era de estatura média, com um nariz adunco e olhos castanhos penetrantes. 


 


- É a filha do señor Elliot Granger? - Quando ela concordou, a boca fina do homem curvou-se num sorriso polido. - Há muito tempo que a procuramos, señora... Desde que encontramos o corpo de seu marido no carro. - Com uma leve reverência, e estendendo a mão enluvada para ajudar Hermione a se levantar, acrescentou: - Por favor, sou o capitão Ramón Echeverría.


 


Aceitando a sua ajuda, Hermione levantou-se a fim de olhar para o oficial. Ele a observava com ar alerta, vivamente curioso e especulador. Ela ainda tremia, por fora e por dentro. Era difícil conter o ressentimento para com o oficial que dirigira o ataque contra Malfoy. 


 


- Como... como me encontraram?


 


A sua voz tremia, soando rouca e baixa, enquanto retirava a mão da dele. Novamente ele lhe deu aquele leve sorriso de polidez, e nada mais. 


 


- Como já disse, nós a temos procurado desde que achamos o seu marido, señora. A princípio, houve muitos boatos de que estava sendo mantida presa pelos homens que atiraram nele. Depois, mais nada, como se as montanhas a tivessem engolido. Faz algumas semanas, uma patrulha de rotina estava nas proximidades e ouviu um disparo. Quando foram investigar, acreditaram ter visto uma mulher loura com um pequeno grupo de cavaleiros. Desde então, temos gente vasculhando a área. Foi assim que localizamos o desfiladeiro - explicou. 


- Entendo - murmurou ela, depois estremeceu intimamente ao ver que fora a sua tentativa idiota de fugir que levara a isso. 


 


O olhar do oficial mexicano desviou-se brevemente para a trilha inclinada que levava para fora do desfiladeiro, antes de voltar a sua atenção penetrante para Hermione.


 


- É uma pena que o homem tenha conseguido escapar quando a senhora veio para junto de nós. Era o chefe do bando, não era?


- Era.


 


Hermione hesitou apenas um segundo antes de confirmar o fato, mas foi o bastante para intensificar o olhar do Oficial.


 


- O nome dele? - indagou.


- Não sei o nome dele - respondeu depressa. Desta feita, foi depressa demais. Uma sobrancelha morena arqueou-se imediatamente.


- Esse não é o bando de Malfoy?


 


Hermione rapidamente se questionou, em dúvida se devia mentir ou dizer a verdade, mas havia chances demais de pegarem-na na mentira. 


 


- É, era assim que o chamavam, mas não sei o nome dele - admitiu, com voz tensa. - Ouvi que se referiram a ele como Malfoy, nada mais. 


- Diz o nome dele de maneira estranha, señora. - A boca do oficial se curvou ligeiramente, um brilho de especulação nos olhos castanhos. 


- Acha, capitão!


 


Hermione retesou-se instantaneamente, fingindo indiferença. 


 


- Passou muito tempo aqui, señora. - Parecia escolher as palavras com cuidado, sem libertá-la do seu olhar penetrante. - No entanto, não foi pedido um resgate, nem a senhora foi vendida. É uma mulher muito bonita. Não creio que esse criminoso, Malfoy, tenha ficado cego aos seus encantos. - Hermione sentiu-se empalidecer. - Acho que, talvez, a tenha mantido como mulher. Talvez depois de tanto tempo, a señora não fosse mais uma prisioneira.


 


Inspirando vivamente, Hermione não pôde deixar o olhar se desviar do astuto oficial. Mas o instinto de sobrevivência ainda era forte. 


 


- Depois de tudo por que passei, como tem coragem de dizer isso? - perguntou, com falsa indignação.


- Desculpe, señora - respondeu, sem sinceridade, ante o seu revoltado desafio -, mas deve se dar conta de como nós vimos isso. 


- Lembra-se da patrulha que me viu faz algumas semanas? - Cruzando os braços, Hermione estendeu as mãos para as costas, para segurar a bainha da blusa. - Estava tentando fugir. Veja como Malfoy me castigou. - Hermione deu as costas ao oficial, erguendo a blusa para revelar as marcas deixadas pelo chicote. Virou-se para olhá-lo de novo, com um ar gelado de desafio. - Tem mais perguntas sobre se eu era ou não uma prisioneira contra a minha vontade?


 


Ele inclinou a cabeça, numa saudação respeitosa. 


 


- Minhas desculpas, señora. - Mas a desconfiança ainda espreitava nos seus olhos. Estava aceitando o que via, por enquanto, mas Hermione pressentia


que mais tarde ele a questionaria. - Se a señora já se recuperou, cavalgaremos até as casas onde meus homens reuniram os prisioneiros. ‘


 


Hermione fez um gesto lacónico de concordância, e aceitou a ainda para montar no cavalo, cônscia do seu olhar levemente zombeteiro. Não podia ler os pensamentos dele, mas sabia que se estava perguntando se ela teria sido a amante de um homem, ou de vários. Mas ela fingiu não notar, sorrindo serenamente quando ele lhe entregou as rédeas do cavalo castanho. Da parte dela, ele não receberia nenhuma informação sobre Malfoy. 

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