FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

12. Ainda Te Amo


Fic: Cansei de Ser a Mesma III


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

12


Ainda Te Amo


 


- Eu nunca pensei que você viria atrás de mim.


 


Aquela voz rouca entrou no meu ouvido e fez um estrago aqui dentro. A sua voz continuava a mesma de três anos atrás só que carregava o fardo da morte e da loucura.


 


Encarei aqueles olhos cinza novamente. Estava sem o brilho natural, sem o sarcasmo, sem a ironia, sem a vida de Draco Malfoy, o garoto loiro lanzudo que me fez viver uma paixão tão forte quanto a minha vontade de matá-lo naquele momento.


 


- Eu poderia te matar agora. – Soltei encostando a varinha em sua barriga, dura como pedra.


 


- Você teve várias chances de me matar, apenas não soube aproveitá-las.


 


Vestia uma capa preta até os pés, seu cabelo, diferentemente da prisão, estava curto, como nos tempos de escola. Estava com o rosto limpo e pálido e um pequeno sorrio no canto dos lábios.


 


- Como conseguiu passar pela segurança? – Riu baixo.


 


- Eu fugi de Azkaban, Granger, - Ele me chamou de Granger. – essa segurança de merda não irá me impedir, e você sabe disso.


 


- O que você quer aqui?


 


Ele se afastou de mim. Seu cheiro agora era irreconhecível, seu andar estava duro e pude jurar que estava mais de um palmo maior do que eu.


 


- Quero tantas coisas... – Olhou um batedor voar alto para arremessar um balaço para baixo. – Primeiro, - Enfiou as mãos no bolso. – queria que você entendesse que nada nem ninguém nesse mundo vai me impedir de fazer o que eu quero.


 


- Você está enganado.


 


- Eu nunca me engano. – Voltou a me encarar. – Segundo, eu queria matar o Potter e todos seus amiguinhos. – Disse numa frieza que me deixou abalada. – E depois, matar o Ministro.


 


- Isso até eu quero. – Me olhou confuso e riu.


 


- E quem sabe, corrigir alguns erros do passado. – Chegou perto de mim tirando uma mexa da frente do meu rosto e tocando levemente nas minhas bochechas.


 


Um flash de memórias do loiro entrou na minha cabeça. De todas as vezes que foi torturado, de todas as sessões, de todos os perigos e desafios que enfrentou naquela prisão. Quando soltou, balancei a cabeça lentamente deixando uma lágrima escorrer.


 


Pegou fortemente na minha nuca e colocou minha cabeça em seu pescoço, com sua boca bem perto do meu ouvido. Eu gemi assustada deixando a varinha cair no chão. Senti aquela pele gelada em meu rosto e mesmo eu forçando meus braços em seu peito totalmente definido ele conseguiu me deixar imóvel.


 


O seu hálito era a única coisa quente que sentia. A sua mão livre entrou dentro de um bolsos do seu casaco e depois procurou uma mão minha, a forçando a pegar o objeto.


 


- Eu sempre estarei com você.


 


E ele aparatou. A fumaça ao meu redor me fez ficar levemente atordoada. Abri a mão e reconheci um anel, aquele mesmo anel que tinha me dado quando, supostamente, começamos a namorar. Eu não lembrava que fim tinha dado no objeto e porque me trazia lembranças tão boas.


 


As lágrimas nunca foram tão sinceras como agora. Segurei o anel junto ao peito e não quis mais saber de Quadribol.


 


Ao chegar à porta do camarote, terminei de limpar as lágrimas e enfiei o anel dentro do bolso da calça. Tomei todo o ar necessário e fui de encontro com todos.


 


- Você demorou. – Soltou Harry. – Aconteceu alguma coisa?


 


- Um idiota soltou uma bomba de lágrimas perto de mim e eu não paro de chorar! – Menti discaradamente.


 


Ele me trouxe para um abraço e afagou meus cabelos. Tenho certeza que essa noite, eu não irei dormir.


 


Quando o jogo terminou, fomos comemorar a vitória do time de Ron. Foram 170 a 110, para os irlandeses. Foi um jogo muito difícil e só acabou quando o apanhador irlandês pegou o pomo.


 


Eu fiquei muda, calada e séria apenas sendo conduzida pela mão quente de Harry. Ele me perguntava várias vezes o que eu tinha e eu sempre dizia que eram coisas da sua cabeça.


 


Eu fiquei com duas personalidades dentro de mim: uma queria que eu avisasse que Draco Malfoy poderia estar nas redondezas e por isso, causar mais estragos e a outra queria que essa lembrança tenebrosa ficasse apenas na minha memória e que se apagasse lá com o tempo.


 


O problema era que eu não conseguia manter a mentira por muito tempo. Mesmo que esse tempo fosse algumas horas como se passou.


 


Estávamos em uma tenda improvisada, apenas os jogadores com suas namoradas – quem tinha uma para chamar de namorada – e Ron conosco, eu, Harry, Gina e Tony. Seus pais e seus irmãos voltaram para a cabana depois que abandonamos a arena.


 


O lugar contava com uma proteção contra o possível sereno que estava por vir, alguns troncos de árvores velhas jogadas formando um círculo e uma fogueira que nos mantinha aquecidos. Tinha alguns engradados de cerveja amanteigada e três garrafas de bebidas mais fortes.


 


Não passava de vinte pessoas e logo, a bebida estava em seu fim.


 


Eu estava sentada mais distante de todos, ainda no primeiro gole da minha primeira garrafa. Harry estava se divertindo de mais com o papo de Quadribol que aparentou me esquecer.


 


Eu nem estava tão nervosa com isso, estava mais presa em meus pensamentos. Deixei a garrafa no canto e sem ser percebida, saí de perto deles. As falações e gritarias daqueles meninos estavam me deixando zonza.


 


Os altos pinheiros foram cortados por um forte vento com pequenas gotículas de chuva. Cruzei os braços contra o peito e pousei do lado de um dos primeiro, encostando o braço e depois a cabeça. 


 


Ficava me perguntando como eu ainda tinha lágrimas para soltar, como eu ainda, depois de todos esses anos de choros, perdas e decepções tinha vontade de continuar lutando e pertencendo ao mundo que eu esperava me ajudar e não matar meus pais.


 


Por que eu ainda tenho esperanças que a minha vida será um conto de fadas? Já começa pelo fato de ser uma bruxa e termina por não ter um final feliz.


 


Agradeço todos os dias por ter um quase sempre maravilhoso namorado, uma qualidade de vida quase sempre boa e ter um quase sempre bom emprego.


 


Mas esse quase está me matando.


 


Será que é para acabar com esse quase que eu ainda estou lutando?


 


- Princess?


 


Talvez.


 


- Está sozinha aqui... – Enfiou as mãos nos bolsos quando me virei para ele. – Está frio.


 


- Estou com dor de cabeça, aquela gritaria está me matando.


 


E de quantas mentiras eu viverei?


 


- Você quer ir para a cabana? Eu vou com você.


 


De todas possíveis.


 


- Pode ser. – Começamos a andar, mas ele me segurou.


 


- Não irá avisar o Harry? Não quero ficar sem a cabeça. – Colocou uma mão no pescoço e fez uma careta. Pensando apenas na vida de Tony, fui até Harry e o avisei. Ele ficou preocupado, disse que me levaria, mas eu insisti que Tony me deixaria segura, e que também queria ir para cabana.


 


Peguei novamente o caminho junto com Tony entrelaçando meu braço no seu, tremendo de frio. Pude notar certa satisfação do moreno ao me ter só para ele durante aquela meia hora de caminhada.


 


- Percebi que você fica meio deslocada nesses assuntos de Quadribol.


 


         - Não gosto e parece que eu nunca gostarei. – Ficamos dois minutos apreciando a paisagem até eu voltar ao assunto. – E a Sarah?


 


         Disfarçadamente, limpou a garganta e ficou um ponto mais sério fazendo até apertar mais seu braço contra o meu.


 


         - Eu sei que com você eu posso ser franco. – Me preparei para uma bomba. – Ela foi pra França a pedido dos seus pais, certo? Eles temiam a vida dela e eu também temia então, a mandamos para lá. – Limpou a garganta mais uma vez. – Nós só temos brigado, Hermione.


 


         Soltou-se de mim por um momento.


 


         - Não posso dizer que eu e Harry também estamos em bons momentos, mas esse clima de—


 


         - Antes fosse a guerra, Hermione. – O tom da sua voz mudou lentamente até a última letra.- Mudou desde a nossa chegada a Londres... Ela tá esquiva, tá achando pêlo em ovo...  Está me irritando.


 


         Ouvir Tony falar desse modo, sem colocar nenhum humor no meio da frase me deixou surpresa.


 


         - E você já tentou falar com ela sobre isso?


 


         - E adianta? Ela ainda acha que eu só tenho olhos para você.


 


         Meus pés se desprenderam do chão e eu fiquei flutuando por alguns segundos.


 


         - Ah, mas isso é- - Aceleramos o passo aumentando a distância entre nós. – Isso é apenas ilusão da cabeça dela, certo?


 


         O seu silêncio me provou o contrário. Eu parei de andar e ele conseqüentemente, também parou. Encarei sua grande cabeça de costas para mim e como ela virou triunfal atrás dos meus olhos.


 


         - Você é a pessoa mais incrível que eu conheço, Hermione. – Começou e eu, por dentro, queria que ele parasse. – Você me fez tirar o sono por muitas noites, cada vez que via seu rosto na primeira página do jornal, imaginando como estava sua vida, como estava sua relação com o Harry. E não, eu não gorei para alguma coisa desse errado...


 


         Aproximei e lhe dei um abraço acariciando o fim da nuca.


 


         - Oh, Tony, por favor, - O encarei segurando sua cabeça. – Eu não quero que você perca seu tempo comigo, você sabe que pode passar um milhão de anos e meu coração ainda vai ser do Harry.


 


         Seus olhos ficaram um pouco tristes e soltou-se das minhas mãos. Continuou andando e queria que eu fosse ao seu lado mais fiquei colada no chão analisando o que eu tinha acabado de dizer.


 


         Oras, se eu amava Harry tanto assim, não estava sentindo raiva cada vez que pronunciasse seu nome. Eu acreditei nessa teoria e a levei até o final. Ele já me deixou várias vezes chateada, me deixou várias vezes com raiva e eu ainda continuo o amando como nos tempos de colégio.


 


         Será que a comodidade começou a falar mais alto? Eu posso ter fechado os olhos para tantas coisas que relevantes apenas para ser a namorada perfeita.


 


         Merlin, o que eu estou fazendo? Estou cogitando em terminar com Harry Potter!


 


         Avistamos a cabana dos Weasley depois de mais dez minutos de caminhada sem muitas conversas reveladoras. Se eu estava pensativa antes, por Deus, agora estava mais ainda.


 


         Entrei primeiro sendo surpreendida por uma silhueta conhecida sentada em uma cadeira de costas para mim. Os Weasley pais estavam tomando um cheiroso chá com Falkes, meu querido chefe.


 


         Ao me verem juntamente com Tony, largaram suas xícaras sobre a mesa.


 


         - Ai está ela, Falkes. – Disse Arthur com seu nariz vermelho de tanto tomar chá quente.


 


         - Até que enfim, Granger. – Caminhou até mim. Tony, disfarçadamente foi até seus aposentos e lá reinou, deixando a cortina entreaberta. – Também queria ter viso o jogo, como foi? – Odiava quando ele tentava socializar.


 


         - Como qualquer outro jogo. – Cruzei os braços. – Fale logo o que quer, eu estou morrendo de dor de cabeça.


 


         - A sua paciência me comove... – Da pasta amarelo apagado que trazia em suas gordas mãos, tirou um pedaço de pergaminho e me entregou.


 


         As letras eram um pouco pequenas para caber todo conteúdo ali. Era um relatório do departamento de Profecias. Para Falkes trazer um documento secreto até mim, era para me dar uma bomba prestes a explodir.


 


         - Relatório feito ontem por Shaklebolt encomendado pelo Ministro. – Vi as assinaturas. – Depois daquele incidente dos comensais invadirem a sala das profecias atrás da profecia do Potter, - é, eu me lembro bem. – apenas quatrocentas profecias, aproximadamente, conseguiram resgatar. Outras ainda estão no centro de reparos na Holanda, mas duvido muito que um dia elas voltem a funcionar.


 


         Percorri o nome de todos naquela lista. Reconheci o nome de Severo Snape e de Nathalie Goes.


 


         - Você disse que os Comensais seguravam uma profecia no dia da fuga do Malfoy, estou certo? – Concordei com a cabeça. – Houve um ataque mínimo, um dia antes, o guarda principal foi encontrado morto em um armário de vassouras, mas eles só levaram uma profecia.


 


         Tirou de dentro da pasta outra folha, parecida com aquela que segurava só que mais velha.


 


         - Esse foi o relatório feito dias depois do ataque há cinco anos.


 


         Percorri rapidamente todos os nomes daquela lista e meu coração saltou ao ver apenas um nome circulado.


 


         - A Profecia roubada estava em seu nome, Granger.


 


         Mundo pare, por favor! Eu quero descer.


 


         Lá estava meu nome em uma caligrafia torta com um círculo em tinta vermelha.


 


- Você tem alguma idéia porque eles querem a sua profecia?


 


Idéias eu tenho várias, mas nenhuma que ele acreditaria.


 


- Talvez a única que valha a pena dentre todas que sobrou. – Ironizei e ele não gostou.


 


Pegou os papéis da minha mão e me fez encarar o nada enquanto se despedia de todos e saía da cabana.


 


         Molly andou até mim e me conduziu, sem vida até uma das cadeiras, colocando uma generosa xícara de chá e também, poção do sono, para me ajudar a dormir.


 


         Ela simplesmente previu que essa noite não seria a melhor de todas.


 


         Enquanto dormia, pude analisar o que estava acontecendo na minha vida nesses últimos dias: Draco Malfoy – meu ex-amante, amigo e companheiro e agora assassino e altamente procurado – estava solta e proclamando uma guerra apenas para me atingir; Harry ia com Gina – sua ex-namorada e minha melhor amiga – a uma festa que será no meio da guerra; Tony declarou-se para mim, dizendo que ainda é apaixonado; Malfoy também não ficou muito atrás, me entregando o anel que simbolizava nosso amor nos tempos de colégio.


 


         Querem que eu continue? Nathalie consegue ter a cara de pau de dar em cima do meu namorado na minha frente e ainda, estamos dormindo em um hotel de sua família; Polk também está jogando seu charme sobre mim e a minha profecia está com Draco Malfoy.


 


         Não, eu não quero isso para mim.


 


         Abri os olhos de supetão sentindo um cheiro de panquecas. Desacelerei a respiração e me virei para o lado vazio da cama acostumando meus ouvidos ao um rádio e os barulhos vindo da cozinha. Ergui a cabeça para meu corpo descoberto e reconheci as mesmas roupas de ontem, apenas dei falta do tênis.


 


         Consegui forças da minha fome me impulsionar para frente e me sentar, deixando a cabeça entre as pernas e as duas mãos do lado de cada coxa. Uma sensação estranha tomou conta do meu corpo; uma mistura de enjôos com peso na consciência e uma pitada de tonturas.


 


         Mirei meu olhar na pequena cabeceira da cama e reconheci o Profeta Diário. Mesmo que eu achasse esse o jornal mais sensacionalista e não-imparcial, ele era uma grande fonte de noticias quando não se tem muito que consultar.


 


         Peguei as folhas já remexidas por alguém e comecei ler a primeira página.


 


         “146 TROUXAS MORTOS! A PIOR CHACINA DE TODOS OS TEMPOS” era a sua principal notícia. Tinha uma pequena nota assinada por Rita Skeeter no canto esquerdo difamando quase todos os Auror por péssimos serviços prestados.


 


         Fiquei confusa. O Profeta Diário é um jornal que faz tudo que o Ministério manda, e também, o primeiro que passa pela censura. Como uma faísca dessas estampava a primeira página?


 


         Também tinha uma foto gigante de Draco Malfoy como PROCURADO nº1. Uma nota embaixo dizendo que cartazes como esse estavam estampando postes e muros em todos os lugarejos Bruxos. Nas páginas seguintes, mais sobre as mortes dos trouxas e uma suposta desconfiança trouxa.


 


         Se eu fosse um deles por completo, eu também tinha o que desconfiar. São quase 150 mortes sem explicação física ou religiosa. Eles não acreditam que possa haver a explicação mística por trás disso tudo.


 


         Voltando a primeira página, fiquei quase um minuto encarando a foto de Draco. Era a foto de sua prisão, ele estava bem mais jovem do que ontem.


 


         Ontem.


 


         Levei a mão rapidamente ao bolso da calça e saquei o anel, feliz – ou não – dele estar comigo. Enfiei novamente no bolso e guardei o jornal, não querendo mais ver tragédias.


 


         Foi quando, como um estalo, minha mente viu a situação como telespectadora e não como protagonista. Eu era a causadora de uma guerra. Draco Malfoy foi solto, sua profecia está em seu poder e ele está matando para chamar minha atenção.


 


         Ele não irá sossegar até me ter como seu troféu.


 


         Ele não irá sossegar até me ver longe de Harry.


 


         Ele não irá sossegar até que eu me renda ao seu amor.


 


         Assustei com Harry entrando no aposento e sentando-se ao meu lado. Seu cheiro me fez lembrar Saint Tropez; Um mix de lavanda com protetor solar. Pude perceber como estava quente dentro daquela cabana. Estávamos quase na transição entre verão e outono e nunca o sol reinou tanto como nesses últimos dias.


 


         - Molly me contou sobre a profecia. – Tentou contato físico e eu esquivei. – Nós iremos encontrá-la, Hermione.


 


         Levantei-me fechando a cortina atrás de nós. Eu sabia que não ia conter meus berros e que não ia conter minha ira sobre aquele moreno, mas se quiserem escutar, escutem.


 


         - Não estou preocupada com a minha profecia, Harry. – Ele também se levantou percebendo que eu estava visivelmente alterada. – Estou preocupada que cada vez que eu dou um passo, pessoas inocentes morrem! – Peguei o jornal e joguei em seu peito.


 


         - Bem vinda ao meu mundo, Hermione. – Também foi rude. – Pare com essa neura, ela não combina com você. E, aliás, nós já vamos voltar, não é? Arrume suas coisas e logo estaremos no Ministério.


 


         Virou-se e abriu a cortina.


 


         - Eu não vou voltar para o Ministério.


 


         Eu o fiz parar, assim como Gina que passava na frente da cortina, naquela hora.


 


         - Ela está bem? – Perguntou a ruiva ficando ao lado de Harry, totalmente atônito.


 


         - Se eu voltar, ele terá mais motivos para fazer vítimas! – Peguei minha mochila, enfiei algumas coisas que tinha tirado e a coloquei no ombro esquerdo. – Se ele quer a mim, ele vai ter a mim.


 


         - Ele quem? – Perguntou Ginny assustada, olhando para mim e para Harry.


 


         Percebi os punhos de Harry se fechar e logo, Molly e Arthur aparecerem.


 


         - O que está acontecendo? – Perguntou o patriarca.


 


         - Ela vai atrás de Draco Malfoy. – Soltou Harry mirando seu olhar descrente em mim, cheio de preconceitos e julgamentos precipitados.


 


         - Ela está bem? – Perguntou Molly do mesmo modo que sua filha.


 


         Eu passei por eles, esbarrando no ombro de alguns.


 


         - Eu não vou deixar você ir. – Harry enfeitiçou a entrada e nos deixou trancados na cabana. Parei olhando aquele medíocre feitiço e tirei a varinha do bolso dianteiro da calça.


 


         - Você sabe que nenhum feitiço é capaz de me deter. – O moreno estava a um metro de mim, me olhando com raiva, pena, paixão, mas acima de tudo, descrença. – Me deixe ir.


 


         - Não.


 


         - Anda logo, Potter, se você não tirar o feitiço, eu arrombo essa entrada.


 


         Meu olhar penetrava no dele com uma faca de dois gumes, fazendo estragos dentro do seu coração.


 


         - Você não vai sozinha, Hermione.


 


         - Ele quer a mim, Harry, apenas a mim, se ele me tiver, ele irá parar de fazer vítimas e tentar chamar a atenção de todo mundo bruxo! – Gritei até a última palavra, deixando os Weasley assustados.


 


         Meu peito subia e descia mais vezes do que o dele. Minhas mãos suavam que até a varinha escorregava.


 


         - O que está acontecendo com você? – Perguntou em um tom mais baixo do que eu.


 


         - Simplesmente, cansei de ficar em segundo plano.


 


         Oh, agora eu fui cruel de mais.


 


         - Você está se arriscando para fazer os mimos de um assassino desgraçado! VOCÊ SABE DISSO! – Apontou para fora da cabana. – ELE IRÁ TE MATAR, A ÚNICA COISA QUE ELE QUER É TE MATAR, HERMIONE! ELE FALAVA QUE TE AMAVA APENAS PARA NÃO TER CULPA PELA MORTE DOS SEUS PAIS, VOCÊ NÃO CONSEGUE ENXERGAR?


 


         - É MENTIRA! – Meus olhos se encheram de lágrimas. – Isso é mentira.


 


         Harry arregalou os olhos e a platéia Weasley foi composta por Fred e Jorge que acordaram com a gritaria.


 


         - Como você tem tanta certeza disso, Hermione? – Perguntou Arthur ficando um passo a frente dos outros.


 


         - Ontem,- -  Um dia, eu teria que contar. – eu encontrei Draco Malfoy.


 


         Gina levou as duas mãos à boca como Molly. Os gêmeos se entreolharam assustados e Harry tinha todos os sentimentos possíveis em suas expressões.


 


         - Ele estava no jogo. No último piso. Estava sozinho, veio e se foi aparatando. Eu fiquei sem reações, eu não sabia se atirava, se chorava, se ira com ele. – Olhei para um canto segurando a varinha com as duas mãos perto das coxas. – Ele não irá me matar, tenho certeza disso.


 


         - E O QUE VOCÊ VAI FAZER, ENTÃO? CORRER PARA OS BRAÇOS DELE?


 


         - SE FOR ISSO QUE ELE QUER, ISSO QUE EU VOU DAR! - Calei a boca de todos.


 


         Um sentimento adormecido invadiu meu peito. A dor de perder Harry era mínima quando se falava em atentados, torturas e mortes a inocentes. Malfoy era asqueroso, assassino, traidor. Todos os adjetivos pejorativos que eu conhecia, iam para ele, mas ele, querendo ou não, estava no controle.


 


         Ele podia fazer o que quisesse afinal, não podemos com a sua força de vingança.


 


         Merlin, o que eu estou dizendo?


 


         - Anda, Harry, tira o feitiço. – Ordenei deixando os olhos cheios de lágrimas.


 


         - Pelo amor de Morgana, Hermione, - - Gina correu até mim e segurou em minhas mãos debulhando em lágrimas. – não faça isso! Temos alternativas!


 


         - Não temos. – Me soltei e encarei o moreno.


 


         - Vocês são os melhores auror que existem na Inglaterra! Vocês podem ir atrás dele juntos!


 


         - VOCÊ NÃO ENTENDE, GINA! – Ela quietou-se, me olhando assustada. – ELE QUER A MORTE DO HARRY, ELE QUER A MORTE DE TODOS OS WEASLEY, ELE QUER A MORTE DE TODOS MEUS AMIGOS PARA QUE EU SOFRA, PARA QUE EU MORRA AOS POUCOS!


 


         - MAS VOCÊ JÁ ESTÁ SOFRENDO! – Harry gritou, fazendo-me dar um pequeno pulo de susto. – Você está jogando tudo que aconteceu entre nós no lixo! Você está se esquecendo de tudo que passamos juntos?!


 


         Ele andou até mim, segurou meu rosto com força e encostou sua testa na minha. Com o toque, fechei os olhos e não pude conter as lágrimas. O toque de Harry me deixava tão vulnerável, tão fraca e tão entregue que eu duvidei de continuar com esse teatro.


 


         - Eu estou rompendo com você... – Sussurrei, apenas para eu ouvir.


 


         - Você o que? – Me encarou assustado.


 


         - Eu estou rompendo com você, Harry Potter. 

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 6

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Dryka Jane M. Potter em 27/08/2011

Nossa vc vai acabar com a gente, GIRL!!!!
Posta logo o cap.....please
sua fic é a melhor de todas as milhares de fics que tem nesse site!!!!
...............Vai Juuoh sua fic é que comanda.....
...............Vai Juuoh sua fic é que desperta.....
...............Vai Juuoh vc é a melhooooooorrr.....
Bjssss............

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Lisa Granger em 19/07/2011

To amando a fic! vou ficar aguardando ansiosamente o próximo capítulo!!

e concordo com a shammy o Harry tava merecendo um pé na bunda e olha q eu sou fã de H²

mas eu to gostando Draco, to com pena dele, ele é muito fofo com Hermione! vou torcer pelos dois!!

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Ana Paola Beatriz Lupin Tonks Snape em 16/07/2011

To amando a fic *_*
Mais, a Mione romper com o Harry? não gostei, mais vou continuar acompanhando.

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Mah.Potter em 15/07/2011

Shaaaaammy!!!

Você não pode ficar contente por eles terem terminado!!! Não, não, não, não, não.

 

 

Tá que o Harry pisa na bola e é quase sempre. Mas eles são perfeitos juntos! Fato.

E eu realmente espero que a Mione, não se "apaixone" de novo pelo Draco.

 

Biiien, fiquei bastante curiosa para saber o que vem por aí.

A fic esta ficando cada vez melhor!

Parabéns!!

E não demore com a atualização, hein.

 

Beijo

 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Shammy em 15/07/2011

EEEEH!!! PÉ NA BUNDA DO HARRY!!!

Sou H² de carteirinha, porem a relação do dois estava me dando nos nervos!!

Com esse termino espero que ele pare de olhar para o proprio umbigo e ver que nem tudo que ocorre no mundo magico é por algo que ele faz ou deixou de fazer!

 

Bjs e ansiosa pelo proximo capitulo!!!

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por HermioneMalfoy em 15/07/2011

aah que capitulo envolvente, ameei, o encontro com o draco foi ótimo, eu tava com tanta saudade dele *-* eu ainda tenho esperança que eles fiquem juntos, e esse tony ? também amo ele, ele é tão fofo, queria mt ele pra mim kk' eu espero que ele encontro logo alguém, detesto ver bons meninos sofrerem,

bem tomara que a hermione vá encontrar o draco logo, essa relação dela com o harry tava me cansando um pouco, ele tá chato, e bem um encontro com o draco vai ficar bem emocioanante né, aiai mal posso esperar

entao nem ouse imprdir que a herms va atras do draco ok?

poste lolpgo, quase morri com essa demora

bjbj;*

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.