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20. Running


Fic: Money Honey - Astoria e Draco - COMPLETA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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 PARTE 2




 


 


Running


 


 


 


– Ai! – Era a terceira vez que a mulher espetava a minha cintura com aquele alfinete e eu fiz esforço para não empurrar sua mão dali.


– Cassandra, tenha mais cuidado – Narcisa dizia de um jeito exasperado com a bruxa que media minha cintura. – Esse vestido é relíquia, detestaria vê-lo rasgado!


Claro, e a minha pele com furos de alfinetes não tinha importância!


– Desculpe, sra. Malfoy. Desculpe, srta. Greengrass.


Cassandra voltou a trabalhar na medida do vestido no meu corpo, concentrada e cautelosa. Eu olhava para Narcisa pelo reflexo do espelho a minha frente. Eu não duvidava que ela tivesse ficado linda naquele vestido de casamento durante sua época – que devia ter acontecido há uns duzentos anos pelo visto – mas eu, naquele presente, estava parecendo uma boneca antiga de pano. Eu queria ser sincera, mas Narcisa estava tão animada com tudo aquilo – o vestido, a festa, o penteado, o casamento – que eu não conseguia negar quando ela exclamava: “Você está linda!”


E eu que achava que ela tinha bom senso de moda.


Mas eu sabia que se eu abrisse minha boca, com certeza Narcisa ia cancelar o casamento. Mas ela devia saber que seu próprio filho não ia segurar a risada assim que me visse no altar, vestindo aquela coisa, não devia? Ele ia ficar me caçoando e apontando para a foto do nosso casamento todos os dias e dizendo o quanto eu estava ridícula no dia que deveria ser o mais importante de nossas vidas.


Eu o conhecia a ponto de ter certeza disso.


Meus ombros não apareciam. Meu pescoço não aparecia, devido à gola alta. O vestido era uma cabana. E eu estava passando tanto calor, que se não fosse meu amor por Draco, provavelmente eu já teria desistido do casamento, só para não ter que usar aquele vestido.


Não estou exagerando.


– Sabe, esse vestido é do tempo da bisavó de Lucius – disse Narcisa como se ela não tivesse me deixado estupefata com tal revelação. – Todas as mulheres da família usaram ele.


Será que ela não enxergava que eu estava parecendo uma árvore de Natal branca? Mas quando ela dizia sobre a tradição das noivas na família, eu tentava entender.


O peso de ser uma Malfoy, Astoria. E as pessoas achando que eu ia ter que lidar com Marca Negra e cobras e afins. Aquele vestido devia ser o outro passado negro da família.


Oh, eu estava ficando histérica! E fazendo humor negro. Eu precisava respirar um pouco de ar e não poeira!


Mas enquanto eu não podia respirar o ar livre, minha mente voltou para quando Draco me pediu pela segunda vez em casamento. Uma lembrança que me relaxava contra toda aquela correria e estresse de ultimamente. Depois de uma semana juntos, tentando reatar a nossa aproximação, no meio do corredor da Mansão onde tinha um monte de bruxos atrás dos quadros olhando para nós dois, curiosos, ele se ajoelhara a minha frente e tirara o mesmo anel brilhante do bolso que me mostrou antes de me pedir em casamento na primeira vez.


“Draco”, pisquei, chocada. “Por que está de joelhos? Isso não é do seu feitio.”


Ele segurou a minha mão. Havia uma pitada de ironia e seriedade naquela situação.


“Eu não acho que conseguiria me dar bem na tarefa de ser um bom marido. Mas não significa que eu não quero. E eu não vou conseguir nada do que eu quero sem você. Case comigo, Astoria Greengrass. E então não vou implorar por mais nada.”


Eu alternei entre olhar para ele e para o lindo anel. Dei um passo e peguei seu rosto, com ele ainda de joelhos.


“Okay”, respondi com tanta displicência que pareceu até ridículo, depois de tudo o que passamos. Mas sorri mostrando os dentes e inclinei o rosto para beijá-lo.


Quando ele deslizou aquele anel em meu dedo, eu tive certeza de que Greengrass não acompanharia mais o meu nome. E minha satisfação foi indescritível.


Houve murmúrios dos bruxos que observaram a cena. Draco se levantou e me abraçou. Eu sussurrei em seu ouvido:


“Você fez isso aqui totalmente de propósito.”


“O quê? Por quê? Claro que não”, ele me soltou, fazendo-se de desentendido. “Viram?”, exclamou para os quadros, agarrando-me pela cintura de novo. “Essa família não está mais perdida. Senhores, digam olá para a nova sra. Malfoy.”


Ele me beijou, abafando minha risada.


“Sra. Malfoy?”, juntei as sobrancelhas. “Vou ter que me acostumar a ser chamada de senhora”, bati a mão na testa, afastando-me dele. “Quer saber, desisto. Não quero mais me casar.”


Draco deu uma gargalhada e disse:


“Então eu quero o anel de volta.”


Olhei para a jóia em meu dedo. Era tão perfeita e apaixonante, que eu poderia encará-la até o brilho se desgastar. Mas eu não acreditava que um dia fosse se desgastar. Eu amei aquele anel desde o momento em que o vi pela primeira vez. Vendo-o agora em meu dedo, ele ficava divino.


“Mudei de idéia”, joguei meus braços ao redor do seu pescoço. “Vamos nos casar logo.”


Parecia que a família estava esperando esse momento chegar por tanto tempo que não demorou e Narcisa começou a organizar tudo. Por um lado, isso era incrível. Ela se distraía e se divertida, sorria orgulhosa com as lembranças de sua festa de casamento. Lucius Malfoy tentava participar o menos possível disso, mas acho que, vendo a maneira como sua esposa e seu filho estavam felizes, ele também nem atrapalhava.


Então, basicamente, eu não podia tirar a única distração de Narcisa, só porque eu odiava aquele vestido da família.


Draco ficou se queixando toda vez que eu saía com sua mãe para ajudá-la nos preparativos (não que minha opinião contasse), e devido a isso não tínhamos tempos juntos. Narcisa afirmava que não era esperto ficarmos grudados antes do casamento.


Mas nada que uma fuga para a cidade não pudesse resolver.


– Obrigada, Narcisa – eu disse quando ela me elogiou pela quinta vez naquela tarde em que eu experimentava o vestido pela primeira vez. Cassandra ainda arrumava algumas medidas do meu corpo. De algum modo, a bruxa e eu nos entreolhamos. Nós tínhamos a mesma opinião sobre o vestido. E começamos a rir, porque a situação era constrangedora demais.


– Qual é a graça que estou perdendo? – exigiu saber Narcisa. – Por que vocês estão rindo? Eu não contei nenhuma piada. Cassandra, preste atenção no seu trabalho. E, Astoria, fique parada. O vestido não pode rasgar.


– Desculpe, sra. Malfoy – nós dissemos juntas, o que deixou Narcisa com uma carranca até ela finalmente permitir que o vestido fosse tirado do meu corpo.


Liberdade!


Eu estava transpirando quando saí do quarto dela. Passei a mão na testa, respirando o ar gélido da sala, com um alívio que não passou despercebido por Draco. Ele estava sentado no sofá, lendo jornal, e se levantou para comentar:


– Veja só, parece que a sogra está dando trabalho.


– Não – eu meio que menti, cautelosamente, enquanto me aproximava dele. Draco ergueu a sobrancelha, descrente, e me puxou para ele.


– Não precisa mentir para mim – ele abriu um sorriso e eu fiquei brava por ele estar caçoando da minha cara. – Sei que você está pirando.


– Meu Merlin, Draco – falei incrédula, num sussurro. – Ela quer que eu use aquele vestido.


Ele ficou alarmado.


– Ah, não.


– É.


E começou a rir de verdade.


– Não tem graça – soquei seu braço.


– Eu vou falar com ela.


– Não! – exclamei, impedindo que desse um passo sequer.


– Por que não? Não quero que a minha noiva fique parecendo algum tipo de espantalho dos anos trinta, isso se eu só estiver palpitando o tempo que aquele vestido tem no século passado.


– Mas... ela está tão animada com tudo isso que eu não posso dizer...


– E daí? Você não vai dizer nada. Eu vou dizer.


– Draco, não. Vai dar problema.


Você quer usar o vestido?


– Não, mas...


– Então está resolvido. Você não vai usar o vestido. Eu converso com ela, está bem? – ele disse de um jeito mais calmo, meio que para me tranqüilizar. Sem contar que ele me beijava no pescoço. – Sei que vai me ouvir.


– Acho que ela vai ficar decepcionada.


– Eu aposto que ela odeia aquele vestido tanto quanto você. São apenas princípios familiares.


– Então eu deveria mesmo usar o vestido.


– Não, escute, Astoria... – ele afastou o cabelo de meus ombros. – O casamento não é da minha mãe. É o nosso. Você é a noiva, não ela.


– E eu ainda não acredito nisso – sussurrei, mas sorrimos. E ele me puxou para um beijo.


Eu aprofundei nossos lábios, ciente de que logo iríamos parar no quarto dele, mas como estava mais do que claro naqueles últimos dias que a idéia não era muito esperta, não fiquei surpresa quando fomos separados. Narcisa entrou na sala, os saltos crepitando contra o piso, e então Draco me soltou. Ela estava nervosa e impaciente.


– Draco, meu filho, já experimentou o terno que comprei?


– Hum, não, eu ainda-


– Então não fique à toa aí e faça o que eu mandei.


– Eu não estou à toa. Eu estou beijando a minha noiva.


Ela entortou a boca como se não fizesse grande diferença.


– Astoria, espero que tenha feito a lista dos seus convidados. – Ela viu minha expressão e girou os olhos. – Falta um mês e vocês nem se deram o trabalho de me ajudar!


E subiu as escadas com uma Cassandra desajeitada carregando o vestido de cinco metros atrás.


Draco e eu nos entreolhamos. Como se fosse muito desobediente, ele encostou os lábios no meu rosto de novo e disse baixinho:


– Ela espera cinco minutos, então...


Voltamos a nos beijar calorosamente, mas ouvimos a voz alta de Narcisa ecoar do outro andar. Ela estava atrás do corrimão da escada:


– É para você vir experimentar seu terno agora, Draco Black Malfoy!


Draco ficou constrangido e irritado ao mesmo tempo.


– Odeio quando ela me chama assim.


– Só porque você sabe que não vai conseguir desobedecer às ordens dela – eu provoquei, empurrando-o.


– É, é exatamente por isso.


Ele fez uma expressão de desgosto, mas no fim acabou subindo as escadas com a mãe. E então decidi começar a fazer a lista de convidados.


Bem, lembrando-me da surpresa estancada nas pessoas que descobriram que eu ia me casar com Draco Malfoy, eu não tinha uma lista muito grande. Cocei a cabeça quando encarei o pergaminho em branco, exceto com a palavra: “Lista de convidados (Greengrass)” feita na bela caligrafia itálica de Narcisa.


Eu podia descartar primeiramente o meu chefe. Não porque ele não gosta da família Malfoy, mas porque ia demorar até eu ser perdoada. Ele ficou possesso por eu não ter voltado a Cardiff, eu escutei todos os seus sermões, de cabeça erguida. Cheguei até esperar demissão, mas isso não aconteceu. Ele disse que eu era importante demais para ser descartada assim, de modo que me deu uma chance. Em Londres. E com uma condição: não haveria mais promoções e nem aumentos nos salários. Eu acho que dava para conviver sem isso.


Eu coloquei Dafne na lista. Não fizemos as pazes nem nada, eu apenas coloquei porque ela era família. Eu sabia que, mesmo se eu mandasse um convite, ela não viria. Estava ocupada demais tentando ser mãe. Eu juro que tentei conhecer meu sobrinho, mas acontece que eu ao menos nem sabia onde Dafne estava morando. Eu só sabia, por Draco, que o nome do bebê era Dimitre – ele havia descoberto enquanto estava no hospital por causa de Narcisa. O resto, seu rosto, seus olhos, a cor dos seus cabelos, eu não fazia a mínima idéia dessas características.


Coloquei meu tio, é claro, o sr. Johnson e Tanya. Bem, quatro pessoas.


Subitamente me lembrei de Caleb. Nós ainda mantínhamos contato, mas não como antigamente. Acho que era difícil para ele aceitar que eu ia me casar com um Malfoy, mas ele era um bom rapaz, e concordei que deveria estar na minha lista, porque ele concordou que seríamos amigos. Se isso estava acontecendo, mandar um convite poderia provar alguma coisa.


Cinco!


Eu comecei a escrever Rachel Bech, mas... então lembrei-me que seu namorado era trouxa. Fiquei realmente na dúvida. Será que ela iria sair de País de Gales e deixar o namorado por uma noite para vir aqui no casamento de uma ex-colega de quarto, que nunca mais apareceu por lá? Certo. Ainda trocávamos cartas, e ela achou o máximo que eu ia me casar. Bem, se ela sabia que eu ia me casar, provavelmente estava esperando um convite. Mas eu não queria nem ver se caso Lucas viesse junto. Não que eu o despreze, mas Lucius não ia ficar muito... satisfeito. E eu já estava casando com seu filho, sem dar garantia que iríamos ter um herdeiro! Achei melhor apenas deixar bem claro no convite: Rachel Bech. Por outro lado, eu sabia que ela ainda não havia revelado ao namorado que ela era bruxa. Então acho que Lucas não viria mesmo, se ela viesse.


Seis e já se passou meia hora. Encostei a testa na mesa, começando a ficar realmente deprimida.


– Terminou? – ouvi a voz de Draco atrás de mim. Ele viu a quantidade de gente que eu ia convidar para o nosso casamento e deduziu por si mesmo. Ele apontou para o nome de Dafne: – Você se esqueceu do seu sobrinho. Com ele, sete.


– Oh, obrigada! – eu disse secamente.


– E seus amigos do Ministério?


– Eu não sei se eles viriam...


– Isso é uma lista de convidados. Você só tem que escrever os nomes, se eles vêm ou não problema deles.


Considerando essa idéia, escrevi o nome de toda a minha equipe. Doze convidados. Mais com meu chefe. Treze.


– Estamos melhorando – eu disse, fazendo-o rir. – Se for assim, vou convidar meus ex-colegas de Hogwarts.


– Se você lembrar os nomes deles.


– É claro que eu lembro! – retruquei colocando a mão na testa, exasperada.


– Bem, eu vou terminar de ler aqui o livro – ele avisou, reparando no meu mau humor repentino. Fiquei feliz por ele ter saído de lá. Não queria ficar brava com ele.


O máximo que consegui preencher foram vinte e dois convidados. Eu mostrei a Narcisa durante o jantar e ela quase cuspiu o suco.


– Só isso? – perguntou, tentando se controlar.


– Está ótimo, Narcisa – disse Lucius de repente. Mal acreditei. – Não deve ser um casamento gigante. Aposto que não comparecerá metade dessas pessoas que estão na lista.


Eu ia retrucar ousadamente, mas acabou que ele tinha tanta razão que achei melhor deixar para lá. Além disso, ele havia meio que me defendido.


– Mas... – ela contrariou, olhando para Draco que nunca tentava participar de discussão sobre o casamento. – Meu filho merece o melhor casamento de todos os tempos. Quantas pessoas você quer para o casamento, Draco? Eu vou trazer todas que você quiser.


– Quatro está ótimo para mim. Vocês dois, o tio da Astoria e a Cassandra. Cassandra ajudou bastante nos preparativos – explicou ao ver minha expressão.


– Oh, é claro. Não podemos nos esquecer da Cassandra.


– Mas que pensamento mais vazio, Draco! – reclamou Narcisa, entortando o nariz. – Ainda bem que eu não fiz essa pergunta antes de terminar a minha lista de convidados.


Draco e Lucius se entreolharam, enquanto Narcisa se levantava da mesa. Ela voltou, segurando um pergaminho.


Não estou exagerando quando digo que o pergaminho bateu no chão, de tão extenso, quando ela o abriu. Parecia muito satisfeita. Nós três ficamos olhando para ela. Eu até me esqueci de tirar o garfo da boca.


O primeiro a dizer alguma coisa foi Draco:


– Contanto que Cassandra esteja no meio.


Ela bufou, quando tentei abafar a risada.


– Pois dêem risada – ela disse secamente para nós. – Mas a melhor parte do casamento é a festa. E quando ela estiver cheia de gente, vocês vão me agradecer.


– Desculpe, Narcisa, é que Draco e eu, nós não precisamos de tudo isso. Só queremos um casamento...


– Normal e discreto – acrescentou Draco. – E com vestidos normais e discretos também.


Eu dei um tapa no braço dele, tentando ser discreta. Não era para ele ter falado aquilo! Não no jantar! Não tão... insensível!


– O que quer dizer com isso? – perguntou Narcisa, num tom baixo.


– Nada, é que...


– Astoria odeia aquele vestido da família, mãe.


– Eu não odeio, não – protestei olhando furiosamente para ele. – Narcisa, ele não quis dizer...


– Entendi exatamente o que ele quis dizer. Só estou me indignando.


– Como se fosse impossível odiá-lo – Draco revirou os olhos. De repente virou-se para o pai: – Aquilo lá deve ter o quê? Uns dois séculos?


Lucius deu de ombros, como se não se importasse com nada do que estávamos falando.


– Escutem aqui. Minha sogra usou o vestido. Eu usei esse vestido. Não importa se Astoria o odeia, ela vai ter que usá-lo também.


E, depois de dizer essas palavras numa voz equilibradamente fria, Narcisa saiu da mesa.


Eu não devia ter me queixado para Draco, pois assim ele não teria sido tão duro e direto no assunto. Não encontrei Narcisa em nenhuma parte da Mansão naquela noite, ela devia ter ficado chateada. Antes de dormir, Draco não comentou sobre o jantar, mas eu podia ver que ele parecia um tanto arrependido.


– Era melhor eu ter calado a minha boca – ele disse finalmente, assim que me deitei ao seu lado.


– Sim, teria sido ótimo.


– Você ainda está com essa cara porque... sabe que mesmo assim não se livrou do vestido?


Eu suspirei. Às vezes ele realmente lia meus pensamentos.


– Não é que eu o despreze, eu entendo a tradição – expliquei, cutucando minha unha. – É que... eu queria ter a chance de escolher um vestido. Para você dizer o quanto estou divina. Você nunca irá dizer o quanto eu estou divina com aquele vestido.


– Eu vou dizer que você está divina – prometeu, roçando a mão em minha coxa, daquele jeito distraído, como se nem notasse o que estava fazendo.


– Vai nada – girei os olhos. – Você vai rir.


Ele riu.


– Claro que não. Por que você acha que eu vou rir?


– Você está rindo agora.


– Você me faz rir.


– Mas não é engraçado!


– Daqui cinco anos irá discordar dessas palavras. Provavelmente na nossa lua de mel você vai perceber o quão patético isso está sendo. Agora só está nervosa porque sabe que o casamento está chegando. Querendo ou não, você quer que tudo seja perfeito. Admita.


Ele beijava meu pescoço pausadamente enquanto eu olhava para o lustre do nosso quarto, pensando em admitir.


– Sim, talvez eu queira. Não é toda hora que a gente quer se casar. – Ele olhou para mim e eu sorri. Eu dei um rápido beijo em seus lábios e ele me abraçou para dormirmos. – Boa noite, Draco.


 


 


Nos dias que se seguiram ninguém falou do vestido. E tudo o que Narcisa fazia era apenas perguntas sobre os enfeites que eu queria na festa. Não tive a impressão de que ela estava chateada, mas ela não estava mais tão calorosa enquanto corria atrás dos últimos preparos para o casamento de seu único filho. Draco prometeu que ia conversar melhor com ela, mas eu decidi que era desnecessário. Eu ia usar o vestido, eu ia me casar com ele. Não devia ter reclamado por nada.


Enquanto pude deixar um pouco de lado as coisas dos preparos, fui visitar meu tio em Londres. Estávamos almoçando juntos no seu bar e ele parecia não acreditar no que eu estava mostrando a ele. Afastei minha mão antes que ele começasse a babar.


– Você tem noção do que isso significa? – perguntou, sem parar de olhar para o anel do meu dedo, como se o brilho da jóia estivesse hipnotizando ele.


– Sei. Uma vida inteira ao lado de Draco Malfoy – respondi, satisfeita.


– Bem, e uma vida inteira de salário máximo.


– Quer parar de olhar? Mamãe dizia que se ficasse olhando muito para uma jóia, faria o valor dela se acabar.


Claro que isso era uma mentira, mas foi o suficiente para que ele desviasse o olhar e finalmente olhasse para meu rosto. Ele abriu um sorrisinho afetado e tive a impressão de que ele ia citar minha mãe ou meu pai nas suas próximas palavras. Mas foi o sr. Johnson que apertou meu rosto como se eu fosse uma coisa fofa e disse muito feliz:


– Minha Ast vai se casar! Eu nem acredito nisso. Quando vai ser o casamento?


Alguém sentou ao lado do meu tio, interrompendo minha resposta. Era Tanya e ela sorriu assim que se acomodou em nossa mesa.


– Por que vocês estão falando de casamento? – ela perguntou muito curiosa.


– Astoria vai se casar – disse tio Frank, displicente.


Fechei os olhos quando ela deu um berrinho alegre e histérico. Não deixei de rir ao mostrar o anel em meu dedo. Ela tampou a boca com as mãos, chocada. Eu devia definitivamente parar de ficar mostrando o anel para as pessoas sem saber se elas realmente queriam ver aquilo, mas era inevitável e o orgulho mais forte do que eu.


Tanya me abraçou com força e desejou muitas felicidades e pediu para que eu a convidasse.


– Vocês já estão convidados – falei, recompondo-me daquela animação toda. – Narcisa mandou prepararem os convites, provavelmente amanhã mesmo eles chegarão a vocês.


– Narcisa? Estranho ouvir alguém a chamando pelo primeiro nome – ela comentou. Por sorte, não fez mais nenhum comentário, o que achei excelente. Estavam guardando qualquer rancor ou assuntos pessoais para eles mesmos. Eu ia me casar. Eu não precisava ouvir alguém me dizer que a escolha era arriscada ou errada, e que eu ia me arrepender de trocar o meu sobrenome pelo dos Malfoy.


Mas não acho que era isso realmente o que eles estavam pensando. Pouco antes de ir embora, no final da tarde, meu tio me fez encará-lo e disse que meus pais ficariam orgulhosos de mim.


– Não é só por você estar se casando, mas, por tudo o que passou desde que trabalhou aqui... você ainda continua em pé. Eles ficariam surpresos, pois nunca vi uma Greengrass com toda a força que você tem. O único tempo que não a vi fazendo piadinhas irônicas foi quando esteve separada de Malfoy. De fato, agora, apenas desejo para você toda a felicidade que você merece, com sua nova família, não importa quem são pois eles tem você e isso requer toda a minha consideração.


Eu não quis me afastar quando ele me abraçou, meio tímido e meio amoroso. Eu também não quis afastar minhas lágrimas, porque minha garganta seca incomodava. Dei alguns tapas nas costas dele e disse assim que o soltei:


– Poupe seus discursos, Frank, para depois que me acompanhar até o altar.


Ele ajeitou a gola da camisa, piscando algumas vezes como faz quando recebe propostas inusitadas.


– Está falando sério?


– Se você quiser.


– Mas o seu pai... ele está...


– Eu tenho você, tio.


– Mas como último recurso, eu suponho.


– Por que é difícil para os Greengrass aceitarem que alguém pode amá-los? – eu indaguei. Ele ainda não parecia acreditar então eu dei um suspiro e falei com seriedade: – Eu quero que me leve ao altar e não estou sendo irônica.


– Uau, isso foi... bem, na verdade eu estava esperando que você me pedisse algo assim, Astoria. Já estava até me perguntando quando é que você ia falar comigo sobre isso.


Eu entendi seu tom e sorri. Ele colocou as mãos em meus ombros e disse um sincero “obrigado”. Logo se afastou para atender um freguês. Eu reparei que ele deu uma fungada, mas acho que foi só impressão. Casamento deixava as pessoas estranhamente sentimentais. E eu não fugi disso também.


 


 


E então o tempo passou mais rápido do que pude acompanhar. Acordei naquela manhã com um frio na barriga, meio nervosa, meio ansiosa. Olhei ao meu lado, Draco ainda dormia daquele jeito incrivelmente estático. Tão parado que eu tive de mexer seu braço para despertá-lo.


– Draco – chamei com a voz suave. – Draco.


– Hum? – ele resmungou irritado, nem sequer abriu os olhos. Eu ergui uma sobrancelha.


– Já são seis e meia e eu tenho que trabalhar e...


– E daí?


– E eu só vou ver você daqui sete horas.


– Você quer transar? Estou com sono.


– Não, eu só queria te lembrar que hoje é o casamento – eu disse com a cara fechada. Ele finalmente abriu os olhos, mas não tudo. – E que sua mãe pediu para eu acordar você assim que eu acordasse.


– Eu sei que hoje é o casamento, não precisa me acordar para me lembrar.


Eu cochichei irritada quando ele se virou para o outro lado:


– Ainda bem que eu não estou nem um pouco ansiosa para me casar com você, Draco Malfoy.


Depois que ele resmungou alguma coisa, eu saí da cama e coloquei minhas roupas. Narcisa marcou todo o meu horário. Eu ia sair almoçada do Ministério e depois me encontrar com ela para me arrumar. Era incrível a maneira como ela conseguia ter tudo na mão, quando o assunto era relacionado a casamento ou festas. Podia ser o dinheiro que ela tinha, mas assim que fui até o salão que Narcisa freqüentava, havia uma equipe de bruxas me esperando com uma disposição fora do normal. Mesmo que eu achasse o vestido horroroso, Narcisa era confiável quanto ao resto, como o meu cabelo e minha maquiagem e minhas unhas. Durante aquela tarde toda, resolvi não pensar no vestido até ficar cara-a-cara com ele, então me vi completamente animada para a produção.


Uma mulher alta, magra e da mesma faixa etária de Narcisa, que eu não sabia o nome se aproximou de mim e a primeira coisa que pediu foi para que eu sentasse na cadeira em frente ao espelho. A princípio, ela me pareceu uma bruxa ríspida e mesquinha, mas deu para notar que ela sabia o que estava fazendo. Segurou meu rosto com indelicadeza, examinando-o como se eu fosse uma escultura crítica. Eu franzi a testa. Só que ela se dirigiu a Narcisa, que estava sentada no sofá lendo uma revisa, para dizer:


– É uma moça atraente. Boa para Draco.


– Obrigada – eu disse e ela deu um tapinha na minha bochecha. Não doeu, mas me irritou.


– Sonhava com este dia, Cisa – ela disse, enquanto passava as mãos em meus cabelos negros. – Draco finalmente irá se casar. Lembro dele pequenininho... desde aquela época o garoto queixava-se de casamento. Achava uma tonteira, ele dizia que... escute esta, Narcisa... ele dizia que se um dia ele se casasse, escolheria uma mulher muito gostosa e boa na cama. Ele falou com essas palavras. “Gostosa”. E ele só tinha o quê? Doze anos? Ah, e essa mulher deveria ter o sangue puro, lógico.


Eu abri um sorrisinho.


– Então ele não mudou de idéia ao longo desses onze anos, acredite – falei sarcástica. Preparei-me para o tapinha, mas não aconteceu. A bruxa me encarou através do espelho como se eu fosse muito ousada por intrometer na sua conversa com Narcisa.


Mas então ela entendeu o que eu disse e, pela primeira vez, sorriu na minha direção.


– Oh, gostei dela, Narcisa. É das minhas. Pra que ser modesta com um rosto e um corpo desses, não é mesmo, querida? Fico feliz que tenha sido a escolha de Draco. Você foi a escolha de Draco, espero!


Narcisa apenas assentia enquanto ela falava. Logo mais tarde descobri que seu nome era Mirna. Depois de um tempo, quando meu cabelo já estava sendo cortado, Mirna começou a dirigir suas palavras a mim. Pelo visto, era uma velha amiga da família, pois me contou muitas histórias sobre Draco quando ele era criança. Não eram histórias pela qual eu me orgulharia se contasse, mas Mirna tinha uma grande admiração por Draco. Só quando chegou a hora da maquiagem que eu deduzi que Mirna era, afinal de contas, uma das irmãs de Lucius. Tia de Draco.


– Já está quase acabando – confirmou Mirna, agora sempre falando comigo. Faltava apenas o batom. Ela fez questão de passá-lo em meus lábios. Quase todo o meu aspecto havia sido adquirido através de feitiços, mas o batom, Mirna parecia ter necessidade de colocá-lo com sua própria mão. Ela tinha uma personalidade interessante. Contava da vida alheia, mas não ofendia. E ela, diferente do irmão, não era exatamente fria. Quando ela deu dois tapinhas na minha bochecha, eu deduzi que ela havia terminado. Finalmente, eu abri os olhos e vi como eu estava através do reflexo do espelho. – Trabalho feito. O que achou?


Eu não estava linda a ponto de ser irreconhecível, mas eu fiquei impressionada. Podia ainda estar usando minha roupa casual, mas eu estava radiando beleza. Eu não consegui me segurar e tive de comentar:


– Bem, não achei que mudou muita coisa sem a maquiagem, mas...


Mirna deu uma gargalhada. Todo mundo ali presente no salão olhou para ela, como se nada mais chamasse tanto atenção.


– Você ficou incrível, querida. Não é mesmo, Cisa?


Narcisa olhou para mim.


– Você fez um ótimo trabalho, Mirna.


Mirna agiu como se tivesse esperado esse elogio há vinte e três anos, quando Draco nasceu. Ela ficou tão satisfeita que seu peito estufou.


Tendo terminado tudo comigo, Mirna mandou Narcisa sentar-se em meu lugar para arrumá-la e a conversa estabelecida entre as duas era tão confusa, que desisti continuar prestando atenção, então me ocupei a ler uma revista enquanto esperava o tempo passar.


E, quando dei por mim, eu já estava com o vestido horroroso no meu corpo, encarando-me em frente ao espelho do quarto de Narcisa, recebendo os últimos ajustes de Cassandra.


Eu não sei se era a idéia de que eu estava pronta para me casar que prevalecia naquele instante, mas o vestido não estava tão horroroso assim. Será que Mirna colocou alguma coisa em mim que fez com que eu parecesse realmente maravilhosa, com qualquer coisa que eu usasse? Será que ela sabia que eu ia usar esse vestido, teve pena de mim e simplesmente fez com que a maquiagem refletisse o que eu usava no corpo?


Por isso esperei os elogios de Narcisa, que me observava com o olhar crítico. Ela esteve muito calada ultimamente. Eu esperava que não fosse pela minha opinião sobre o vestido. Mas ela não comentou nada, ela não me elogiou. Mesmo que a maquiagem estivesse perfeita, meu cabelo estivesse preso em um coque alto, realçando os traços mais bonitos de meu rosto, tornando-o inacreditavelmente elegante... ela não fez nenhum comentário nem sequer elogios. Não recebi um sorriso.


Ela apenas ordenou:


– Tire o vestido.


– Quê?


Olhei para ela, incrédula. Tive medo de que usar apenas o vestido não fosse o suficiente. De que odiar aquele vestido não me fizesse uma verdadeira Malfoy.


– Eu não... eu vou usá-lo, Narcisa, ele ficou ótimo.


– Calada. Tire o vestido agora.


Tive o pressentimento de que ela tinha o poder de cancelar todo o casamento. Mas eu acho que eu estava apenas sendo exagerada devido a toda aquela correria do casamento ou que daqui duas horas eu ia me tornar esposa de alguém, quando pensei que ela não me queria mais na família por causa de um vestido.


Até Narcisa reconheceu isso pois fez um muxoxo.


– Também não precisa fingir que ama esse vestido a ponto de chorar porque não irá usá-lo no casamento. Cassandra – ela se virou imediatamente para a bruxa. – Quantos modelos ainda sobraram?


Cassandra arregalou os olhos, como se mal acreditasse.


– Vários. Muitos, senhora.


– Então nos mostre imediatamente. Não temos muito tempo para Astoria escolher outro vestido. Traga-os aqui. Rápido!


– Sim, senhora. – Cassandra olhou para mim, como se compartilhasse minha alegria e satisfação.


Quando Cassandra aparatou, eu voltei a encarar Narcisa.


– Eu não entendo – falei baixinho, enquanto tirava o vestido. – Por que a senhora me fez experimentar ele todos esses dias para chegar agora e... me mandar tirá-lo?


– Porque... – ela sentou-se lentamente na cama. – Porque eu o odeio. Eu sempre odiei esse vestido, mas a mãe de Lucius... bem, ela me obrigou a usar em meu próprio casamento. Disse que eu não casaria com Lucius se não usasse. Não foi muito piedosa, suponho. É a história de que se eu usei você também tem que usar. O orgulho, você o conhece bem. E percebi que eu estava sendo como minha sogra em relação a você, o que isso não me agrada muito. Não posso deixar você vestir... essa coisa. Estamos em outro milênio. Não faz sentido agora. Vendo que você está próxima de se casar com meu filho não por princípios familiares, então não podemos ficar presas no passado, sendo que as coisas obviamente vão mudar. Entende o que quero dizer? Eu fui egoísta com você, Astoria.


Eu passei a mão pelo vestido, como se ele significasse alguma coisa para mim.


– Além disso, usá-lo é um insulto contra nossa beleza – ela completou com desprezo. No segundo seguinte, Cassandra apareceu carregando uma coleção de modelos de vestidos. Com um feitiço, fez com que flutuassem a minha frente. Eu fiquei quase sem fôlego.


– Aqui estão. – Cassandra sorriu para mim. – Trouxe todos os que sobraram da loja.


Narcisa lançou-me um olhar.


– Escolha. Enquanto isso eu vou verificar se Draco já está pronto.


Mordi os lábios assim que ela saiu do quarto e fiquei parada em frente a, mais ou menos, cinqüenta vestidos incríveis, modelados por Cassandra.


– Uau – comentei. – Acho que vou me casar cinqüenta vezes para ter chance de usar todos eles.


Cassandra notou o elogio e fez uma mesura.


– Obrigada, Astoria – ela disse com humildade. A gente tinha se divertido bastante tentando esconder o quanto odiávamos o vestido da bisavó de Lucius, que já estava largado em algum canto do quarto. Cassandra não tinha nenhum parentesco com os Malfoy, mas eu notei o quanto ela realmente gostava de ajudar as pessoas, independente de como elas eram. Esteve em qualquer discussão dos preparos para a festa, palpitou e ajudou Narcisa organizar praticamente tudo. Acho que ela estava orgulhosa de si mesma, por saber que uma mulher daquela família iria usar, pela primeira vez, um vestido desenhado e costurado pelas suas próprias mãos.


– Bem, vejamos. Qual será que vou escolher?


Apesar de todos serem lindos, eu não fiquei em dúvida. Bati os olhos em um no qual meu pescoço e ombros iriam aparecer. Eu o vesti. Podia ser simples, mas era maravilhoso em meu corpo. Eu o amei. Cassandra ajeitou com feitiço para apertar mais um pouco a minha cintura.


– Oh, agora sim – exclamou Cassandra quando encaramos o resultado através do espelho. – A maneira como imagino a senhorita entrando para se casar com Draco Malfoy.


– E faltam só uma hora.


– Lembro-me quando me casei com um homem que eu amava. É uma sensação realmente maravilhosa. Espero que a aproveite – ela disse. Eu assenti, olhando para ela. Percebi que ela ainda estava usando suas roupas habituais e seus cabelos castanhos presos em um laço.


– E você não vai querer ver seu próprio vestido na cerimônia, Cassandra? – perguntei, erguendo uma sobrancelha. – Ou essa já é a sua roupa formal?


Ela abriu um sorrisinho.


– É que... eu não sou da família. Sou só uma organizadora de festas, estilista e...


– Mas você recebeu o convite, espero.


– Recebi. Mas não sei se a sra. Malfoy...


Eu quero que esteja lá – enfatizei sem querer saber de suas desculpas. Voltei a me contemplar no espelho. Comecei a ouvir vozes lá embaixo. Vozes diferentes. A mansão nunca ficou cheia, por isso fui até a janela do quarto e observei o jardim da Mansão.


Bruxos e bruxas elegantes entravam pelo portão. A maioria eu não conhecia, mas tive a breve certeza de que eu conheceria hoje. Afinal, eles estavam para ver o casamento no qual eu era noiva. Tudo bem, até Narcisa já confessou que alguns iriam comparecer apenas para criticar a festa ou o vestido. Ela e Lucius estavam recebendo os convidados. Acredite, não tinha pouca gente e ainda nem estava na hora da cerimônia. Pelo visto, ninguém perdia tempo em aceitar comparecer ao casamento de uma família aristocrata, em uma das maiores Mansões da Grã-Bretanha. Se o noivo foi um Comensal da Morte? Acho que isso nem tinha tanta importância agora.


A voz de Cassandra me despertou:


– Se a senhorita não se incomoda, Astoria, vou me trocar.


– Eu me incomodo por você ainda estar vestida assim uma hora antes da cerimônia. – Eu sorri e ela guardou os outros vestidos. Antes de sair, fez outra mesura como se eu fosse alguma coisa a ser respeitada, e então me deixou sozinha ali, somente eu, meu nervosismo, e meu novo vestido.


Sentei-me na cama e estralava meus dedos, esperando o tempo passar. De repente a porta se abriu e eu me vi encarando meu tio. Ele estava vestindo um terno azul marinho com uma gravata da mesma cor. E o cabelo dele estava penteado. Ele parecia meio perdido ali naquela Mansão, mas não deixou de transparecer o sorriso quando me viu.


– Preparada? – perguntou.


– Não faça pressão.


– A sra. Malfoy já permitiu que... eu a leve.


Eu preferi não olhar o relógio e sim confiar nele. Eu me olhei uma última vez no espelho. Depois eu senti exasperação.


– Por que estou enrolando tanto? Vamos logo.


A cerimônia ia acontecer no extenso jardim, como aconteceu em todas as gerações. Todas as fotos que havia de casamento da família, mostrava o mesmo cenário que eu encararia daqui alguns minutos. Não pude deixar de pensar, enquanto descia às escadas com meu tio, que se o Ministério estava realmente tentando tomar a Mansão então essa poderia ser a última cerimônia aqui. Não me senti feliz com isso, mas de algum modo o pensamento me deu algum tipo de determinação para continuar andando, como se eu quisesse desafiá-los casando-me com um homem da família que eles tanto desprezavam.


Se eu achava que a festa aconteceria no mesmo lugar da cerimônia, eu estava enganada. Não havia mesas, somente um monte de cadeiras ocupadas pelos convidados. No centro, o típico carpete vermelho que, por uma razão estúpida, fez meu estômago se embrulhar. Ninguém realmente prestou atenção quando alcancei a entrada. Eles estavam de costas, falavam alto e conversavam entre si. Finalmente uma música começou a tocar, e então eu teria ficado realmente enrubescida com todo aquele pessoal olhando para mim, se eu não tivesse avistado Draco há uns sete metros a minha frente, perto de um bruxo velho e de cabelos brancos – o mesmo bruxo que celebrara o casamento de Narcisa e da avó de Draco.


Eu estava sorrindo enquanto meu tio me guiava até o altar. Fiquei feliz por estar sendo guiada, pois eu não conseguiria andar nem dois centímetros se tivesse de fazer aquela jornada pelo carpete sozinha. Acho que eu estava mesmo nervosa. Mas eu sorria. Eu sorria porque ver Draco de terno e gravata sem ser o da Sonserina, com os cabelos penteados perfeitamente para o lado me fez sorrir. Imaginei que a própria Narcisa deveria ter feito  penteado nele. Quando nos encaramos de frente para o outro, eu estava rindo.


Draco me encarava, comportado, mas franziu a testa quando percebeu meu sorriso. Ok. Eu disse a ele que ia ficar brava se ele risse de mim em plena cerimônia, e agora que eu estava rindo dele... bem, isso era injusto e até maldoso.


Mas Draco era vingativo.


– Eu odiei o vestido – ele comentou num sussurro, enquanto o pianista dava as últimas notas. Eu conhecia aquele olhar de Draco e eu fiquei incrédula por ele ter a coragem de me olhar assim na frente de um padre. Mas não mais incrédula quando eu provoquei no mesmo tom de voz:


– Isso te faz imaginar coisas. – Ah, Merlin! Eu estava mesmo nervosa. Olhamos ambos muito comportados para o bruxo velho que parecia ter muita energia para alguém de cem anos. Ele nos encarava como se fossemos consagrados ou algo assim. Esperava que ele não lesse meus pensamentos, pois isso não seria muito confortável.


Prestei atenção em tudo o que o bruxo disse, prestei mesmo. Mesmo que para isso eu tive de ignorar o olhar de Draco a minha frente. Foram belas palavras, sobre união e força. Família. Geração. Essas coisas todas que um ser humano busca para alcançar objetivos e felicidade. Mas ele nunca perguntava se eu aceitava ou não casar com Draco, e eu não ficaria surpresa de ver que Draco estava começando a ficar entediado. Pensei em ralhar com ele depois da cerimônia, mas naquele mesmo momento o bruxo fez a pergunta.


– Draco Malfoy, você aceita Astoria Greengrass como sua esposa?


Draco entendeu que era importante ele dizer alguma coisa e lancei um olhar desafiador a ele. Ele respondeu com uma voz desperta demais para quem fora acordado às seis e meia da manhã:


– Aceito.


Depois ergueu as sobrancelhas como se agora estivesse jogando a vez para mim. Assim que o bruxo fez a pergunta para mim, eu demorei um pouco para dizer:


– Aceito, claro.


Mas eu só demorei porque queria ver a expectativa de Draco. Então, quando eu disse, antes mesmo que eu pudesse respirar os efeitos daquelas palavras ou entender o que diabos eu acabara de fazer aceitando uma coisa dessas, Draco me beijou. Não era exatamente para ele me beijar naquele momento, mas juro que não reclamei. Eu sorri quando ele se afastou com os lábios para que trocássemos as alianças douradas. Então o bruxo nos declarou marido e mulher.


Tiveram aplausos quando Draco voltou a me beijar. Sim, tiveram. Eu até ouvi alguém assobiando alto. Quando finalmente tive coragem de olhar as pessoas que foram cúmplices daquela união, eu encontrei várias que eu conhecia por lá. Uma delas era Rachel Bech, ela estava sentada ao lado de Liz e Bradley e ela quem dera o assobio. Era, sem dúvidas, a mais calorosa dali. Eu não me incomodei. Eu sorri, eu sorria para todos, mesmo que alguns não sorrissem para mim. Não me importei, eu estava feliz.


Muitas pessoas vieram nos cumprimentar quando a cerimônia terminou. Narcisa anunciou que a festa aconteceria no salão e que todos já podiam ir até lá. Antes mesmo que eu desse um passo sequer, alguém me abraçou com força.


– Astoria se casando! – Era Rachel. Depois que me soltou, foi à vez de Draco. Ela deu um abraço caloroso nele e o observou. – Parabéns, vocês dois! Uh, então esse é o seu marido agora, Ast? – Ela parecia estar adorando o fato de que eu aceitara me casar com ele. – Meu nome é Rachel Bech, prazer em conhecê-lo.


– Já ouvi falar de você – Draco estava sorrindo também quando apertou a mão dela.


– Você falou de mim para ele? – Rachel estava radiante. – Enfim! Essa Mansão é maravilhosa e enorme e eu acho que nunca vou conseguir achar o lugar de volta para o jardim, já que estou desacompanhada.


– Lucas não veio então? – perguntei.


Parecia muito que ela queria falar alguma coisa para mim. Mas não deu tempo porque mais bruxos vieram nos cumprimentar, e ela decidiu caminhar com os outros até o salão. Alguns eram parentes de Draco, outros eram amigos dos parentes dele. Mas eu pude contar nos dedos quantas pessoas realmente disseram que estavam felizes por nós.


Mas as minhas expectativas foram superadas, pois eu não pensei que haveria tantas pessoas assim. Tinha bruxo que tirava foto quando entramos no salão. E o salão de festa da Mansão, sinceramente, me deixou de queixo caído. Narcisa me mostrara uma réplica de como ficaria os enfeites, as luzes, as mesas, mas vendo a imagem concretizada em minha frente... quase tirou todo o meu fôlego. E aquilo apenas para o meu casamento. Tudo aquilo para o meu casamento.


A noite ia ser longa e isso não me desagradava em nada. Enquanto andávamos no salão, era como se fossemos o centro de toda a atenção, além das bebidas que eram servidas em todos os cantos. Observei meu tio tirando idéias com o barman da festa e achei aquilo interessante. Ele estava acompanhando Tanya, que quando me viu deu um grande abraço em mim e em Draco. Voltamos a caminhar pelo salão e reencontrei duas garotas que estudaram comigo em Hogwarts, mas mesmo que elas dessem a impressão que estavam ali só para crerem na minha ousadia de me tornar uma Malfoy, eu sorri para elas e recebi seus abraços. Antes de me afastar ouvi Hanna comentando “Sempre quis ver essa Mansão”.


– São da família do meu pai – contou Draco, enquanto passávamos perto de alguns bruxos sentados nas mesas com suas famílias.


– Parecem um tanto... críticos – observei.


– Eles só vêm em casamentos para verem os vestidos e a festa. Minha mãe faz ótimas festas.


– Claro, eu não estava pensando que era por outro motivo. Do tipo, para ver o casal mais apaixonado do Reino Unido se casando.


Ele riu abertamente, e acenou para um grupo de mulheres. Todas elas olhavam para nós. A maioria não sorria para mim, mas sim para Draco.


– Primas mais velhas – explicou depois que passamos por elas. Eram muito bonitas. – Nos divertíamos quando crianças.


– É mesmo? Que fofos. – Mesmo com o vestido de noiva e o braço dado com o dele, era impossível não se irritar com os olhares que elas lançavam para ele. Mesmo assim, tive que ser educada. Mostrar que eu não dava à mínima.


Chegamos a um canto da festa onde havia casais em pé apreciando a música no palco. Deveriam ser os tios de Draco. Encontrei, entre eles, Mirna, que sorriu para mim.


Percebi que Draco quis se virar para outro canto, mas era inútil tentar não ser visto na própria festa de casamento.


– Draco Malfoy – disse um homem de cabelos cumpridos e brancos, com um tom de voz autoritário. Draco relutou contra um monte de coisa dentro de si para dar meia volta e olhar o tio. – Nunca pensei que você se casaria, sinceramente.


A mulher que estava ao seu lado sorria exageradamente mostrando seus dentes perfeitos e brilhantes.


– Seu vestido é incrível – ela disse para mim. – Ainda bem que Narcisa não obrigou você a vestir o tradicional da família. É horroroso. E, veja só, Draco ainda arranjou uma bela moça – continuou dizendo em voz alta para o resto da família. Ela olhava para meu rosto, muito além de meus olhos. Era como se ela tentasse, descaradamente, encontrar algum defeito por trás da maquiagem. – Isso é inacreditável. Você é linda, pele perfeita. Imagino como serão os filhos. Já estão pensando em ter filhos, suponho. A família precisa de mais um Malfoyzinho.


– Oh, não – disse Draco, ajeitando a gravata. – Definitivamente não estamos nos casando para aumentar a linhagem da família.


Aquilo pareceu ofendê-la.


– Então pra quê vocês estariam se casando? – perguntou o homem, como se estivesse cheirando alguma coisa nojenta.


– A gente se ama – Draco respondeu. Era como se ele tivesse feito essa revelação realmente para provocá-los.


– Não sabia que as pessoas se casavam por amor – comentou outra mulher, pateticamente.


– Oh, mas é exatamente por isso que estamos nos casando – eu decidi entrar na discussão. Podia ser divertido. Eu olhei para Draco. – Não consigo parar de pensar nesse homem incrível.


Eu dei um suave beijo nele, manchando o canto de seus lábios com o batom vermelho, e limpando-o logo em seguida com o dedo.


– Vamos dançar, querida? – ele perguntou estendendo sua mão para mim.


– Claro, querido. Aproveitem a festa – eu sorri na direção dos tios dele, que ainda pareciam incrédulos, e me afastei com Draco até a pista de dança.


Enquanto dançávamos a música, mais casais se aproximaram para dançar também.


– Seria melhor que você estivesse com aquele vestido horroroso – ele comentou, sempre com os lábios colados no meu ouvido. – Assim eu não ia ficar com vontade de tirar ele toda hora. Esse daí está me dando mesmo nos nervos.


Eu não consegui segurar a risada.


– Você não vai dizer que estou divina ou algo assim?


– Oh, então eu preciso mesmo dizer? Você ficou rindo de mim, não acho que mereça.


Despenteei seu cabelo com os dedos.


– Eu estava um pouco nervosa.


– Não sei porque, não mudou muita coisa entre nós. Só estamos com essas alianças e de repente todo mundo passou a adorar a gente.


– A diferença é que agora você está casado comigo.


– É, isso parece ser muito significativo. – Ele sorriu. Eu encostei meu rosto em seu peito, enquanto ele nos instigava a dança frouxa e lenta. Consegui ver que todos estavam assim, dançando. Até mesmo Narcisa e Lucius.


– Lembre-me de agradecê-la – eu disse baixinho a Draco.


– Agradecer a quem?


– A sua mãe.


– É, a festa superou todas que ela já fez. Minha mãe é incrível.


– Não só por causa da festa. – Eu o encarei de novo e ele pareceu não entender. – Você sabe, por tudo. Por ter criado um homem maravilhoso e-


– Eu não sou assim – ele disse, olhando para nossos pés movendo-se na dança.


– Aceite o elogio – pedi, segurando seu rosto para fazê-lo me encarar. – Simplesmente aceite e acredite nisso, não estou brincando.


Draco olhou para mim e ele estava sério. Eu adorava quando ele agia como se estivesse fazendo alguma piada, mas sua expressão séria era tão melhor quanto qualquer outra. Suas palavras a seguir foram sinceras:


– Eu nunca seria nada sem você, Astoria Malfoy.


Ao ouvir aquilo, encostei meus lábios nos dele. Sabia que ele estava sendo sincero, porque eu também não seria nada sem ele.


Depois de beijá-lo, ainda continuamos dançando. Mas desviei o olhar e observei o salão. À medida que girávamos lentamente meus olhos se fixaram em um ponto crítico. Havia uma mulher loira, de cabelos curtos, acima da escadaria de mármore, pouco a frente da porta de entrada. Olhava para todos os cantos e convidados da festa, parecendo muito perdida.


Eu parei de dançar de modo tão abrupto que Draco pisou em meu pé.


– Ela veio – murmurei surpresa.


Mas Dafne parecia não entender como ela chegara até ali.


 


 


 


 




Amooooooooores,  nem acredito na repercussão que esta fic está tendo. Amei todos os comentários; nem acredito que despertei tanta emoção no capítulo anterior (ok, confesso que essa foi a intenção HUAHAUHA mas é tão indescritível a sensação de que consegui atingir isso) E é abusar da sorte se eu pedir pra todo mundo comentar nesse também? Espero que não, pois estarei sempre esperando seus comentários. São importantes para mim.


Esse capítulo ia ficar ainda maior, acreditem! Mas eu preferi separar ele nessa parte porque aí cria expectativas, além do casamento. O que será que vai rolar entre as irmãs Greengrass agora? Qual será a história de Dafne? Queria que a parte do vestido que Narcisa quase obrigou a Astoria a usar fosse simbólica; a única maneira que encontrei de demonstrar que, definitivamente, a família Malfoy também está evoluindo diante dessa união. 

Espero que tenham gostado de ler tanto quanto eu gostei de escrever esse capítulo
Até o próximos.


P.S: O cap se chama "Running" porque a letra dessa música do No Doubt retrata exatamente o sentimento que se passa na fic atualmente. 

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Comentários: 11

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Enviado por MP__Potter em 02/01/2013

simplesmente incrível, amei muito!!!! Bjs

Nota: 5

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Enviado por Bruna M. em 04/09/2011

Que lindo os dois dançando :D amo sua fic, <3

Nota: 5

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Enviado por santosbella1 em 19/07/2011

UAUUU , muito bom esse capitulo , quer dizer toda fic , sempre acompanhei mais nunca comenteii

Foi LINDO o casamento !! Mais , será que o pequeno Scorp vai chegar?!

Parabéns a fic ta perfeita!

Nota: 1

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Enviado por luise mau em 19/07/2011

SUA FIC É ÓTIMA! eu não costumava ler nada que não fosse dos marotos, mas decidi ler sua fic e agora não consigo mais largar! vc escreve super bem! posta logo o proximo, bjos

Nota: 5

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Enviado por Louyse Malfoy em 18/07/2011

PERFEITO É POUCO.

Céus, nunca li o relato de um casamento tão bom assim. Posso afirmar que o seu casamento superou tudo. Imagino a mansão Malfoy escura, e agora com os lustres e luzes do casamento. As flores, os convidados, as conversas...

MEU DEUS, e o vestido? AAAAA*

Como a Ast deve estar linda naquele modelo! E O DRACO? Ahhhhhh.

A conversa dos dois com os tios do Draco foi incrível. A Ast sabe mesmo ser irônica, COMO UMA MALFOY! Igual ela demonstrou no Salão! Ela esta de parabéns por estar conseguindo dominar a forma Malfoy de ser, sem perder a simpátia e a douçura!

E outra pessoa que está de parabéns é você! Por essa fic matavilhosa!

Eu NUNCA acompanhei uma fic tão desesperadamente como estou acompanhando essa!

Seria porque sua fic é única? Boa? Incrível? Ou amavel? 

Acolhemos sua fic como mais que um passatempo, isso é um vício!

E por favor, me doi o coração só de pensar em um fim para essa fic maravilhosa. 

NÃO A TERMINE TÃO CEDO!

Quero tê-la por mais meses e meses!

Ah, em falar no vestido, eu achei uma foto no meu computador do Tom e da Jade Oliva, e pensei muito no vestido que você descreveu quando vi o que a Jade usava: http://migre.me/5ievp

Posso imaginar mais ou menos assim o vestido da querida Astória que você criou e trouxe a todos nós?

Confesso que odiava a idéia do Draco ter ficado com outra, a não ser a Luna ou a Pansy, mas você mudou meu conceito.

Parabéns, e estou aguardando mais capítulos.

Nota: 5

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Enviado por Ana Slytherin em 17/07/2011

O capitulo ficou maravilhoso
O vestido , que representa a mudança dos Malfoy , casamento perfeito
E Dafne ??e o filho dela ?? to muito curiosa 

Nota: 5

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Enviado por Felipe S. em 17/07/2011

Sem comentários.

Sério, capítulo muuuuito bom! A jogada do vestido para mostrar uma mudança comportamental da família Malfoy foi de mestre, muito simbólico. O fato da Dafne ir ao casamento aparentando não saber como chegou lá me intriga... Sério, em que tipo de confusão ela está se metendo? Sobre o filho, será que ela funcionou como barriga de aluguel? Muito curioso. *___*

 

Acredito que a fic entra em uma nova fase agora, uma etapa que será a luta da convivência e da tentativa de um herdeiro, será?

 

Enfim, parabéns, Pokerwell! Até o próximo! (:

Nota: 5

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Enviado por Carolzinha Gregol em 15/07/2011

Capitulos sem palavras! amei mesmo, pode continuar! AMEI! sério. hahah sem palavras.

Nota: 5

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Enviado por MarianaBortoletti em 15/07/2011

Perfeito, como sempre! Fica até dificil fazer um comentário, porque esse não foi um final justo para um capítulo, garota! Vou ficar morrendo de ansiedade agora para saber a reação da Dafne! Exatamente, a históriada Dafne... Ainda fiquei encucada com a história do filho... Como assim?! Será que é de alguém importante?

Oww, que linda a festa, o casamento... Muito digno do casal Malfoy. Devo acrescentar, muito boa a história do vestido. Os Malfoy tão mudando tanto, porque não mudar aquela tradição de séculos? E mudar por quem? Astoria! Adoro ela, simplesmente uma heroína a altura da fic!

Como eu disse ali em cima: esperarei ansiosa, não demore a postar! *-*

Nota: 5

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Enviado por Mohrod em 15/07/2011

o.e"

 

o.e"

 

o.e"

 

 

PRE-CI-SO DE MA-IS!! o.e"

 

CA-DÊ-ê??o.e"

 

PERFEIÇÃO FAZ MALLL, DEIXA A GENTE DE-PEN-DEN-TE DE-LAAA! o.e"

Pooostaa! T.T

Nota: 5

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Enviado por barbara aguiar azevedo em 15/07/2011

Oh My GOD!!!
A sua fic excede as minhas expectativas!!!
Eu ameiii o ca´pitulo de hj, nem tenho o que falar sobre eele, sério!!!
MARAVILHOSO!!!

as emoções da Ast, a evolução dos Malfoy, o Draco LINDOOO!! =)

Tô ansiosa pelo o que virá!!!

Beijos, B.

Nota: 5

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