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19. Fall to pieces


Fic: Money Honey - Astoria e Draco - COMPLETA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Fall to pieces


 



 


Eu não sei se foi o concerto de piano que eu acabara de assistir, mas quando saí do teatro e respirei o ar daquela noite de ano novo eu me senti tão... diferente. Estranhamente bem. Tão bem que eu sorria. Minha mente estava tão leve que parecia uma pena. Eu saí de lá, tão tonta e fascinada, que decidi que deveria ir mais vezes a concertos de piano. Sinceramente.


Eu dormi bem aquela noite, esquentada com meus edredons, mesmo sabendo que no próximo dia eu iria embarcar novamente e ficar lá em País de Gales por mais sete meses, provavelmente. Eu achei que eu estava lidando com isso muito bem. Até fiz minhas malas assim que acordei, sem reclamar, tomei café com meu tio, falamos sobre o filho de Dafne que nascera naquela semana, mas que ela nunca contou que ia nascer, por isso ainda não o conhecemos e nem sabíamos seu nome. Ela deve ter tido uma recuperação rápida pós-parto pois quando voltei ao hospital para tentar conhecê-lo – e tirar algumas pequenas dúvidas –, ela já havia ido embora. Fizemos nossas apostas de quanto tempo ela ia durar como mãe até vir pedir ajuda a ele ou algo assim. Nossa atitude era meio infantil, mas estávamos chocados demais. Fui até a sala, olhei para o relógio. Faltava uma hora para eu sair de casa e ir à estação.


Então a porta da casa do meu tio bateu. Dois toques com uma pausa de dois segundos.


Meu tio estava tendo algum problema com a frigideira na cozinha que gritou de lá:


– Vai atender pra mim, Ast! Deve ser o sr. Johnson!


Ajeitei meus cabelos antes de abrir a porta. Não era o sr. Johnson. Por que Draco sempre aparecia toda vez antes de eu embarcar? Por que Draco estaria ali nessa hora? Ah, vamos, até eu sabia a resposta.


Ventava bastante. Ele estava meio que tentando se esquentar do frio, com um gorro na cabeça. Seu rosto estava pálido e os cabelos que apareciam estavam mais brancos do que nunca. Seus olhos mais cinzas do que nunca.


– Draco?


Eu tive um péssimo pressentimento.


Ele olhou através de mim, antes de sequer dizer alguma coisa. Viu as malas na sala.


– O que foi? – eu insisti. – Veio aqui para conversar?


Eu sei, eu sei, eu sei, fui péssima. Mas ele não ligou para isso. Na verdade, ele até considerou a pergunta.


– Não... mas talvez achei que gostaria de saber que minha mãe acordou.


Um alívio percorreu meu corpo. Eu tive um súbito desejo de abraçá-lo e sussurrar para ele: “não falei que ela ia ficar bem?”


– Isso é... ótimo, Draco.


Mas ele ainda parecia muito infeliz, mesmo que ele também demonstrasse um certo alívio.


– Ela já voltou para a Mansão. Ainda está um pouco fraca, por isso tem que ficar de cama. Ela gostaria... ela quer falar com você, por algum motivo, não sei. Mas me fez vir aqui... chamá-la. Eu não estou mentindo...


– Não achei que estivesse.


– Eu não quero que perca o trem ou chegue atrasada... mas...


Bem, aí era difícil ver que ele não estava mentindo.


– Eu vou. Eu vou falar com ela. Eu tenho tempo para isso. Deixe-me apenas avisar meu tio... você pode entrar enquanto isso, está muito frio e...


– Vou esperar aqui – disse naquele tom de voz decidido que poucas vezes ele usava. Eu olhei para ele, com a testa franzida em aflição, e voltei para a cozinha para avisar aonde eu ia a meu tio. Ele não objetou nem mesmo advertiu que eu poderia perder o trem. Ele disse: “Vai lá” e não esperou que eu dissesse: “Já volto”.


Talvez todo mundo soubesse que isso menos importava.


Draco aparatou comigo dentro da própria sala na Mansão. Era conhecida, não havia mudado nada desde a última vez que estive ali. O ambiente estava quente e Draco tirou o gorro, espalhando o cabelo para os lados. Eu tirei meu casaco e ele o pegou para guardar sobre o sofá.


– Achei que vocês já tinham saído daqui – comentei. – E que essa Mansão já tivesse virado um orfanato.


– Temos um prazo de um ano até que as reformas comecem – ele respondeu. – Tecnicamente, então, esta Mansão ainda é nossa propriedade.


Eu o segui quando subiu as escadas e nos levou até um dos corredores idênticos. Era o corredor do quarto dos pais dele. Draco abriu a porta lentamente. Eu vi que Narcisa descansava na cama, a coberta cobrindo-a até o peito. Ela estava usando um tampão nos olhos, mas não queria dizer que estava dormindo.


– É você, Draco? – perguntou.


– E Astoria – acrescentou ele.


– Oh. – Ela moveu a mão para levantar o tampão dos olhos. Quando me viu ali, era como se ela não acreditasse que eu realmente estava ali.


– Não achei que realmente viria – disse. – E não achei que você realmente iria buscá-la, Draco.


– Eu fiz o que a senhora me mandou fazer.


– Tenho certeza que não foi só por isso. Bem, não importa. – Ela abanou a cabeça. – Poderia nos deixar sozinhas, Draco?


– Claro – ele disse e deu a volta para sair do quarto.


Eu fiquei ali parada em frente à cama, sem saber o que dizer.


– Aproxime-se, Astoria – ela disse naquele tom de voz autoritário. Era difícil não obedecer. Eu fui até o lado da cama e, hesitante, sentei. Eu não sabia se tinha permissão para sentar naquela cama gigante, mas o fiz. Pelo menos, ela não me enxotou dali. Ela começou a dizer: – Então, Draco me contou o que você fez.


– Eu tive que contar a eles sobre os remédios – falei depressa. – Eu tive que fazer isso, se não eles iam ficar tacando a culpa um no outro enquanto a culpa deveria ser...


– Sua? – ela adivinhou. – Duvido que seja. E não foi isso o que Draco me contou. Ele disse que você esteve lá... no hospital enquanto eu estava desacordada. Eu não me lembro de muita coisa antes disso, antes de desmaiar. Então suponho que você tenha visto a queda.


De repente senti como se minha bochecha voltasse a arder. Lembrei-me do tapa. Impulsivamente, passei os dedos no meu rosto, mas fingi que estava apenas com uma coceira casual, para depois tentar sorrir. Acho que não valia a pena lembrá-la disso, não valia a pena deixá-la arrependida. Eu sabia que ela ficaria.


– Eu realmente desmaiei em um banheiro? – Narcisa perguntou, com uma voz abafada e a sua expressão era de intenso desgosto. Quando eu assenti, ela pousou as costas da mão na testa, exclamando: – Mas que falta de classe.


Esforcei-me para não rir, pois Narcisa parecia mesmo preocupada com isso.


– Totalmente sem classe, sra. Malfoy – afirmei. – No banheiro de uma festa, a propósito. Eu teria escolhido um lugar melhor se eu fosse à senhora.


Ela reparou em meu tom e abanou a cabeça.


– Oh, isso é vergonhoso. De qualquer forma, eu já estou melhor. Foi apenas um susto... uma lição... que todos devemos aprender.


– De certa forma – concordei.


– Eu a admiro por ter estado presente mesmo que as coisas entre você e meu filho estejam... caóticas.


– Por que está dizendo como se esse fosse seu leito de morte? – eu repreendi. Não sei o que me fez dizer isso, mas Narcisa fez um barulho com o nariz, eu teria admitido que isso fora uma risada.


– A senhorita sabe que sempre a admirei.


– Achei que ia me odiar por ter... sumido. Por não ter escutado o que a senhora conversou comigo, por ter ignorado.


– Não acredito que tenha ignorado, nem sequer sumido. Às vezes, tudo o que precisamos é de tempo. Acredito que ainda serei surpreendida e que você não irá me decepcionar. Fiz pressão quando fui até você e não é isso que quero transmitir. Eu respeito suas decisões, mesmo que estas a levem para longe do meu filho por algum tempo.


Eu não soube o que dizer ao ouvir aquilo.


– Talvez... – ela continuou. – Talvez ele também precisasse de um tempo, para rever as próprias atitudes. Todos nós precisávamos.


Eu ficava me perguntando se esse tempo já não havia acabado.


– Você realmente queria falar comigo sobre todas essas coisas? – perguntei, com a voz baixa.


– Não – ela disse sinceramente. – Eu queria ver se Draco ainda teria forças para correr atrás de você, sem ser pelos motivos dele. Mas é sempre construtivo conversar com a senhorita, Astoria. Agora, feche a porta ao sair.


Ela fez um movimento com a mão para que eu chispasse dali. Não objetei. Ela voltou a colocar o tampão nos olhos e eu me levantei da cama para sair do quarto. Quase esbarrei no sr. Malfoy quando estava descendo as escadas. Nós nos encaramos. Esperei que ele dissesse algo como “não pode vir aqui”, mas na verdade ele abaixou os olhos, não sustentando meu olhar dessa vez, e passou por mim sem dizer nada.


Eu estava tentando raciocinar a pequena conversa que tive com Narcisa, enquanto procurava por meu casaco. Draco não estava em nenhum lugar. Eu vesti o casaco e saí pela porta até o jardim. Em meu relógio, faltava apenas quinze minutos antes de embarcar para o trem.


– Realmente é utopia se eu desejar que você fique para o café da manhã dessa vez?


Eu estava atravessando o jardim, quando ouvi a voz dele atrás de mim. Parei imediatamente de andar. Simplesmente parei. Ele estava há uns sete metros, descendo a escadaria de mármore. Ele falava alto, o suficiente para eu ouvir.


– Realmente é utopia eu acreditar que você vai sair de novo dizendo ao menos uma palavra? Eu agüentei cinco meses, Astoria, cinco meses. Senão, mais. Eu não bebi, eu não fumei, eu estou acabado. Eu acho que posso continuar assim por mais sete meses. Tudo bem! Provavelmente não farei a barba, e você não me reconhecerá quando voltar. Então podemos dançar sem constrangimentos em festas!


– Não seja tão dramático.


Isso já é dramático. O tempo está perfeito para a cena. – Draco apontou para o céu no mesmo segundo que o trovão soou pelo ar atmosférico daquela manhã fria e nevoenta.


– Eu preciso pegar um trem agora.


– E você acha que eu quero atrapalhar você, Astoria? Fez amigos lá, não? Deve ser um lugar maravilhoso.


– Não vamos ter essa conversa de novo, Draco – eu disse à medida que ele se aproximava. – Meu chefe disse que vou ter aumento no salário.


– Que perfeito.


Ele estava mais perto.


– Sim, finalmente poderei comprar um piano.


– É, você sempre adorou um piano. Eu já disse que você sabe tocar tão bem quanto qualquer outro artista milionário?


– Não, você nunca disse.


Os pingos de chuva começaram a cair. Eu precisava voltar ou ia perder o trem... Além disso, eu não podia pegar um resfriado. Mas Draco estava chegando perto de mim. E o ar dele estava tão decidido que não consegui mover minhas pernas. Ou, talvez, eu apenas não quisesse me mover.


– Eu te desafio, Astoria. Eu desafio você a ir embora daqui! Eu desafio você a sumir da minha frente! Vamos, eu desafio você a dar as costas a mim outra vez!


Olhei para o céu. A chuva estava aumentando de intensidade. Voltei a olhar para ele. Você só pode estar de brincadeira comigo.


– Quero ver você fazer isso agora! Ver se realmente tem coragem de fazer isso para si mesma. Eu sei que você não está melhor do que eu! Vamos, Astoria, o que está esperando? Você vai perder seu trem!


– Cala a boca! – eu gritei de repente. Minha garganta até doeu, enquanto a ordem ecoava todo o terreno da mansão. – Cala a boca, Draco Malfoy! Cala a maldita dessa sua boca!


Foi tão rápido; ele apressou os passos e suas mãos frias pegaram meu rosto, fazendo com que eu calasse a minha boca. Eu não raciocinei quando ele fez isso. Eu apenas senti. E não quis me afastar.


– Cala a boca, cala a boca... – Fechei os olhos apertando meus pulsos contra seu peito. Merda de chuva, merda de tempo, merda de palavras, merda do meu coração que começou a bater muito forte.


As mãos dele ainda apertavam meu rosto que se manchava com os pingos fortes daquela chuva miseravelmente fria. Mas eu ainda conseguia observar qualquer detalhe do rosto pálido dele.


– Eu não quero calar a boca... eu quero te dizer tantas coisas, Astoria, tantas coisas... mas não adeus. Por favor – ele sussurrou encostando sua testa na minha, completamente rendido. Uma onda de calor subiu meu corpo. Eu fiquei quase sufocada. – Por favor, não vamos fazer isso de novo... Eu sei que você tem seu trabalho... escute, eu sei... mas eu preciso de você aqui. Certo, eu tentei... ser melhor sem você, eu realmente tentei. Se você soubesse o quanto me esforcei...


Minha voz saiu, de repente, muito rouca:


– Eu sei, Draco, eu sei.


– Não, você não sabe, você não estava aqui para ver. Eu quero provar a você, eu quero que você veja meu esforço, eu quero... Astoria, por favor, não vai embora de novo.


– Isso... – a chuva estava começando a atrapalhar minha voz e até mesmo minha audição, mas ainda teimei em dizer com a voz rouca e baixa: – não funciona sendo apenas eu, Draco. Precisa ser eu e você. Eu não posso te ajudar toda vez que você cair... eu não posso... eu também tenho minhas quedas. Entenda, eu, eu só posso ficar ao seu lado, te dar força, eu só tenho isso para lhe oferecer. Mas concertar as cagadas que você faz... eu não posso. Porque eu também faço as minhas, entendeu? Eu também faço as minhas...


Ele passou a mão no cabelo grudado em meus olhos. A gente se encarou. Draco respirava meio ofegante.


– Eu quero estar com você – ele disse, tinha calma na voz, numa mistura de desespero, e certeza impregnada a insegurança: – Olhe pra mim, Astoria, eu vou... eu sei que consigo. Eu consigo qualquer coisa que eu quero com você. Contanto que eu só esteja com você... e não sozinho, está bem? Nunca sozinho.


Eu assenti meio engasgada. Lembrei da forma como meus dias eram tão esquisitos sem ele. Lembrei de como eu era infeliz sem ele e seu toque. Mas antes que eu pudesse dizer alguma coisa como “Está bem”, ele me abraçou.


Simplesmente achei que eu ia desabar no chão. Ele me abraçou com aquela força que ele costumava me colocar em seus braços quando estávamos na cama. Mas era de um jeito mais desesperado, mais raivoso, mais... arrebatado. Fiquei nas pontas dos pés e afoguei meu rosto na curva de seu pescoço, rendida completamente aquele abraço, apertando-o com meus braços ao redor de sua nuca, mais e mais forte. Não pensei em mais nada. Era como se nada mais importasse, a não ser a chuva e aquele abraço. Nada nunca importou.


É tão mais fácil desejar mal a uma pessoa quando ela nos desaponta. Você não tem aquele compromisso, aquela responsabilidade toda de querer fazer bem a ela, principalmente quando você sabe... que isso será sempre um desafio. Mas era tarde demais para nos desfazermos daquilo que já fora construído entre nós. Eu não ia desistir dele. Eu não ia lhe dar aquela satisfação. Estava mais do que claro que não era saudável a gente ficar separado.


As brigas, as discussões, as ofensas, o orgulho... não íamos parar em lugar algum assim. Mas quando estávamos assim, colados, havia sempre um destino.


E não queríamos mais nos machucar.


Eu me afastei um pouco para olhar para ele. Passei um dedo pelo rosto dele. Estava tão sério, tão lindo, tão irresistível.


Quis explicar o que eu sentia, eu apenas não encontrava palavras certas para isso. Então eu apenas sussurrei, e as palavras não pareceram erradas dessa vez:


– Ainda tem muita coisa que eu quero ouvir de você, Draco, e ainda tem muita coisa que eu quero dizer para você.


Ele fez que sim com a cabeça, concordando. Depois tirou o cabelo de meu rosto de um jeito suave de novo. Nosso contato físico era essencial, não tinha como negar ou ignorar. Mas, num tom óbvio e sem imploração nas palavras, ele disse:


– Uma vida inteira é tempo suficiente para conversarmos sem nenhuma pressa. Agora só precisamos fugir dessa chuva.


Eu olhei para o céu. De repente, as mãos de Draco foram parar em meus ombros enquanto ele me levava de volta para a mansão. Provavelmente ainda haveria tempo de chegar a estação, mas eu acho que isso seria uma coisa muito indigna da minha parte. Quer dizer, ir embora. Além disso, estava chovendo. Talvez o trem nem saísse da estação naquele dia. Era a desculpa perfeita para explicar minha falta, caso meu chefe não acreditar se eu lhe disser que não voltei para Gales, só porque não queria deixar o homem que eu amava para trás. Não outra vez. Eu não suportaria.


Me lembrei da sensação que tive hoje de manhã, enquanto arrumava as malas. Talvez... talvez eu as tenha arrumado... com a consciência de que meu destino não ia ser País de Gales dessa vez.


Eu receberia muitos berradores e isso iria ser descontado no meu salário, mas pouco importou quando entramos novamente na Mansão e ele tirou o próprio casaco no intuito de me manter aquecida. O gesto não era típico dele, e eu disse um fraco “obrigada” enquanto ele acendia a lareira, e nos viramos um para o outro de novo.


Atrás dele, havia o canto mais escuro daquela sala. Lembrei-me do primeiro momento em que desejei ficar naquela mansão, quando avistei o piano. Lembrei-me de como os sons daquelas teclas me deixavam calma e relaxada. E eu nunca esqueceria o momento em que ele me convidara para o café da manhã pela primeira vez. Sei que meus interesses naquela época podiam ter sido egoístas, interesseiros. Mas olhar para o piano me fez soltar um suspiro, um suspiro de saudade e dor.


Draco viu o que eu estava observando. Ele deu um passo na direção do piano e roçou os dedos nas teclas empoeiradas. Olhei enquanto ele fazia isso, silenciosamente.


– Cinco meses, Astoria – ele disse outra vez, apertando a nota mais grave do piano. – Pareceram anos, mas, quer saber? Eu estou orgulhoso de mim.


Minha reação aquela última frase foi franzir a testa. Antes de qualquer pergunta minha, Draco sentou-se no assento de frente ao piano e a maneira como ele apertou três notas ao mesmo tempo, em seguida mais duas, formando uma melodia conhecida e rítmica, fez com que qualquer palavra ficasse presa contra minha garganta. De repente ele começou a tocar uma música, calma, simples, uma de minhas preferidas que uma vez tentei ensiná-lo. Não havia partitura para ele seguir naquele momento, mas a maneira como, às vezes, ele atropelava uma ou duas notas e voltava, concertando o erro, dava a entender que ele tentara decorar tudo o que aprendeu.


Ele sempre soube que eu era perfeccionista em relação à música. Não podia ouvir uma nota fora de sincronia e me sentia aflita, querendo concertá-la. Draco estava tocando piano, não perfeitamente, mas concentrado. Durante aqueles minutos em que ele se apresentava, eu reparava em sua expressão. Na parte mais difícil da música, seus dedos erraram cinco vezes, e a frustração em seus olhos era intrigante. Tão intrigante que, quando desistiu de continuar, eu me peguei sentando ao seu lado.


– Assim – sussurrei. E, então, mostrei.


Ele observou os movimentos de meus dedos. Eu não tocava piano há tanto tempo que foi difícil tentar parar.


– Foi exatamente isso o que fiz – ele disse tentando fazer certo dessa vez, mas as pausas não estavam condizendo com a música original. Mesmo assim, eu não consegui ver defeito algum nisso.


– Você aprendeu a música, sozinho?


– Sim – retrucou. – O que eu ia ficar fazendo sem você aqui? Foi uma forma de me manter ocupado. Percebi que beber nunca iria trazê-la de volta. Mas o piano... Você o amou a primeira vez que o viu. Aposto como sentiu falta dele todo esse tempo.


Olhei para os olhos dele. As pessoas dizem que é impossível entender o que se passa com alguém apenas olhando em seus olhos, mas eu acreditava nisso. Eu não conhecia Draco da mesma forma que sua mãe o conhecia, é claro. Mas eu estava disposta a conhecer. Principalmente o que significavam suas expressões. O tempo que estive com ele não foi o suficiente para entender tudo.


Subitamente levei minha mão até a dele. Não estava mais fria. Havia aquele calor que acontecia toda vez que eu o tocava, mesmo nas partes mais singelas de seu corpo.


– Ainda acha mesmo que é do piano que sinto falta? – indaguei. – Ou só espera que eu admita o que está na ponta de nossas línguas?


Ele não respondeu. Eu aproveitei seu silêncio para me levantar. Ainda segurando sua mão, nós andamos até a lareira, e então eu o trouxe para meus braços. Sua bochecha roçou a minha, sua mão apertou minha cintura, e comecei a nos girar de um modo lento e rítmico.


– Estamos dançando? – perguntou. Eu assenti.


– Não sabia que você dançava – expliquei. – Lá na festa, eu... eu fiquei muito surpresa. Você dança bem, mas eu não. Eu sou um desastre em dança, eu sou-


– Você é divina. Em tudo o que você faz.


Depois dessa, eu não discuti. Depois dessa, eu me colei mais nele. Era a boa sensação de estarmos juntos que predominava aquele instante tão raro entre nós. Aquele instante raro em que ele dizia que eu era divina, enquanto dançava comigo, sem a trilha sonora de uma música.


Foi naquele momento que desejei com todas as forças arrancar aquelas palavras dele de novo, mesmo que fosse preciso buscá-las a minha vida toda.


Quando pensei nisso, ele disse ainda se movendo comigo naquele ritmo silencioso:


– Errei ao te pedir em casamento. Tudo teria sido evitado, a gente ainda podia ser feliz e...


– Não – eu falei indignada. Fiquei ainda mais surpresa por eu ter agido como se eu nunca tivesse acreditado naquilo também. – As coisas poderiam ter sido piores, se a gente ainda achasse que tudo continuaria tão perfeito. As coisas mudam, Draco. Simplesmente mudam. Eu não preciso que se desculpe por isso.


A gente não pode mudar o passado com apenas palavras. Mas pode mudar o futuro. Eu não queria que ele se desculpasse por alguma coisa. Acho que o que passamos na vida deve ser enfrentado e superado. Desculpas nunca serão suficientes. Mas gestos sim. Ações. Isso o que importava. Pois elas definem o que queremos e buscamos ser.


– Ótimo, pois... não me sinto assim tão arrependido de ter feito o pedido.


Há um dia tudo estava tão bagunçado, tão caótico. Ainda podia estar assim, mas havia algo mais naquele momento. Pode ser que as palavras não sejam suficientes, mas elas podem mudar o rumo das coisas quando ditas em voz alta.


– Você realmente iria embora, se eu não tivesse aparecido antes? – perguntou Draco. Estávamos tendo uma conversa. – Se eu tivesse deixado você ir mesmo?


– Não. – E minhas palavras eram sinceras. – Você podia me dar cinco minutos e eu ia voltar, Draco. Claro que eu ia lutar contra um monte de coisa dentro de mim, como de costume, mas a gente sempre chega a uma única conclusão no final das contas, não importa de que forma.


– E você chegou a que conclusão, Astoria? – ele perguntou mesmo sabendo por ele mesmo. Só que eu não podia deixar de responder.


Um movimento em meu corpo, e então o beijei. Aqueles lábios já gritavam um pelo outro há tempos. Mas mesmo assim eu não fazia a mínima idéia, afinal de contas, até aquele momento, da falta que eu sentia dos lábios dele se movendo contra os meus. Como pude acreditar que poderia ficar sem aquilo? Sem o beijo dele?


Bem, a verdade é que nunca acreditei.


A mão dele parou em minha nuca, minha mão pousou em suas costas, e nosso contato era desesperado. Havia força e arrependimento em nossas línguas se tocando. Enquanto isso, enquanto a gente se beijava, eu sentia aquela coisa dentro do meu peito, difícil de explicar, que eu não sentia por mais ninguém. Eu podia ser incapaz de gerar um filho, mas disso eu era capaz. Eu era muito capaz de amá-lo. E talvez realmente fosse isso o que estava em jogo naqueles tempos.


A princípio, pareceu um primeiro beijo. Mas acho que foi só cair à ficha que éramos nós dois ali, agarrados, que Draco aumentou a intensidade da sua boca contra a minha. Faminto, apressado, ofegante. Ele me puxou para mais perto. Arfei, mordendo seus lábios. Ele afogou os dedos em meu cabelo, parou um pouco de me beijar e tentou dizer:


– Astoria...


– Não precisa falar agora – eu sussurrei, apertando novamente minha boca na dele, e ele voltou a corresponder com força, paixão, raiva, desejo. Acho que eu não estava menos sedenta do que ele, quando comecei a abrir os botões da sua camisa molhada. Minhas mãos estavam trêmulas de ansiedade. Não era só um ato de desespero ou de vontade ou de saudade ou qualquer coisa assim.


Era muito mais de necessidade. Simplesmente dependíamos daquilo que, querendo ou não, sempre nos uniu.


 


 


 


 


 


 


 


Nós nunca fizemos um sexo tão racional quanto aquele que estava para acontecer.


Ele subiu minhas pernas para que elas se agarrassem ao redor de seu quadril e começou a andar em direção a escada. Durante todo o caminho, não conseguimos parar de nos beijar. Subiu as escadas, sem cair, mesmo eu beijando o seu pescoço e abrindo todos os botões da sua camisa. Já éramos treinados em fazer muitas coisas simultaneamente. Uma delas era correr até sua cama, sem parar de nos provocarmos.


Mas, daquela vez, não tiveram provocações. Ele esteve sério o tempo todo. Sério e dedicado. E não era hora de perder tempo. Estávamos alucinados demais com a nostalgia dos nossos toques para querer parar ou perder tempo com provocações.


Fizemos um sexo tão racional que as lembranças daquela manhã de janeiro são ofuscadas. Eu não lembro exatamente onde minhas mãos passearam pelo corpo dele, nem de que forma o fizeram até deixá-lo completamente exposto a mim. Eu mal consigo me lembrar da forma como ele me jogou naquela sua cama, a que eu sentia falta e amava tanto quanto nossas transas. Oh, mas eu sei que houve muito toque, muita excitação interligadas a sua língua que roçava as partes mais sensíveis do meu corpo, que eram desfrutadas com o prazer que ele me acostumara.


Sei que ele lambia meus seios e voltava a me beijar, com seu corpo nu sobre o meu. Mas eu nem lembrava como ele havia arrancado toda a minha roupa.


O amor realmente nos faz de idiota. Em um momento da sua vida você só quer que aquilo desapareça da sua frente, porque a falta dele quase te destrói. Mas no outro, quando reaparece e volta... Bem, eu não conseguia parar de implorar por ele, enquanto eu voltava a ser penetrada, preenchida, completa.


Acho que quanto mais você quer captar um momento tão intenso, quanto mais você quer gravar os melhores detalhes de uma transa, mais afobação você tem, e, conseqüentemente, você só acaba se lembrando da sensação.


Infelizmente, é difícil descrevê-la.


Mas eu sou divina em tudo que eu faço.


– Draco – eu gemia ofegante. Ele estava preenchendo seu membro rígido de um jeito assustadoramente lento dentro de mim. – Draco, por favor...


Estávamos pedindo muito “por favor” ultimamente.


Ele elevou minhas pernas, segurando-as pelas coxas. Eu entrelacei sua cintura com elas. Eu estava trêmula, arquejando, apertando-me o impossível contra ele, pressionando meus dedos em torno de seu glúteo. A expressão dele era menos afobada que a minha. Quer dizer, ele sempre sabia o que estava fazendo na cama, mas dessa vez... era muito mais do que qualquer conhecimento ou experiência. O melhor de tudo era que eu não tive a impressão de aquele não era Draco Malfoy, mesmo que ele estivesse assim... tão... mais gostoso do que o normal.  Os cabelos caindo nos olhos, que não se desviavam dos meus, os lábios semi-abertos, e todos os músculos do corpo pálido enrijecidos enquanto eu o arranhava. Ele se inclinou para me beijar, abafando meus gemidos, à medida que ele entrava e saía dentro de mim. Ele roçava a língua em torno de meus lábios e eu me sufocava. Fui obrigada a afastar a cabeça, expondo meu pescoço para ele ocupar os lábios, já que eu precisava de ar, eu precisava gemer, eu precisava gritar.


Ele agia, enquanto nossos corpos se movimentavam, como se eu estivesse dando uma responsabilidade a ele. Fez com que eu sentasse em seu colo e ficamos assim, calmos enquanto eu me movia sobre ele, recebendo seus lábios na pele de meu pescoço, que desciam até meus mamilos, duros, excitados. Seu cabelo ainda estava molhado, mas tive a impressão de que estávamos mesmo transpirando em meio aquele frio todo. Nossas respirações estavam descontroladas e o calor era sobrenatural.


Era inacreditável a calma que tínhamos naquele instante, com nossos sexos encaixados. Não sei, apenas não consegui ter pressa, porque eu não queria que acabasse rápido. Afinal, demorou tanto para voltar a acontecer. Eu acariciei seu rosto e ficamos nos encarando. Devo tê-lo feito perder a respiração, porque quando tentou dizer eu te amo a voz simplesmente não saiu. Mas eu li seus lábios; eu entendi. E voltei a beijá-lo, mas nossas bocas quase nem se tocavam. Não tínhamos fôlego. Era apenas um roçar com toque de língua, quente, enquanto eu me movia contra ele, ofegante.


Ele encostou a testa contra a minha e envolveu os braços ao meu redor, cerrando os dentes. Eu segurava seu rosto entre minhas mãos, quase prensando a unha na pele pálida, mas ele nunca ligava para essa ardência quando ele tinha seu sexo dentro de mim, bombardeando conforme o desejo. A partir daí, nada ficou constante. Nem nossos corpos, nem nossos gemidos, nem nossos movimentos. Aumentavam de intensidade a cada milésimo de segundo. E Draco não parou enquanto eu não parei. Ele caiu de volta ao colchão, mas eu ainda pressionava nossos sexos sobre ele. Tudo acima de qualquer freqüência e sincronia.


Sexo fazia milagres. Pelo menos, o nosso. Fazia a gente se esquecer dos nossos problemas. Fazia a gente se esquecer do tempo que perdemos separados. Fazia até a nossa cabeça ficar mais leve, principalmente quando o orgasmo era simplesmente fervoroso.


Eu não consegui me afastar, eu continuei deitada sobre ele, distribuindo beijos pelo seu pescoço e peito, de maneira suave e quase ingênua, enquanto ele terminava de gozar dentro de mim. Finalmente encostei meu rosto em seu ombro e tentei descansar. Ele acariciou meus cabelos quando disse:


– Senti falta disso, Greengrass... de você...


– Ainda pretende continuar me chamando de Greengrass? – sussurrei.


– Não – ele brincava com uma mecha do meu cabelo. – Não pretendo. Mas nada me impede de dizer uma última vez.


– E se eu impedir? O que você vai fazer dessa vez?


Ele deu um suspiro. Pensou um instante. Olhou para o teto do quarto e para as janelas, onde crepitavam os pingos da chuva, de forma intensa. O tempo estava escuro, cinza como seus olhos, perfeito. E falou, delicadamente:


– Você deve conhecer a maldição Imperius.


E eu sorri. Eu sorri, porque foi aí que eu percebi que as coisas poderiam voltar aos eixos. Não diria que normalmente, porque alguma coisa mudou entre nós para o resto de nossas vidas. Mas ainda sempre seríamos assim: nada além de amantes irônicos.


– É, só que eu também conheço seu tom irônico – respondi, aninhando-me mais a ele, tranqüila. – E caso eu esteja enganada... caso esse não seja seu tom irônico, bem, a maldição não vai ser necessária de qualquer forma.


Ele enrolou seus braços ao meu redor e me abraçou de uma forma assustada, como se quisesse me proteger dele mesmo.


– Você não está enganada. Eu nunca faria mal a você dessa forma, nunca. Posso ter feito mal de outras formas, mas... dessa vez eu vou aceitar qualquer escolha sua, eu vou seguir em frente e-


– Não, não, não – eu apertei meu dedo contra seus lábios. Realmente parecia que aqueles meses sem ele não aconteceram. Mas aconteceram sim, e estavam cravados em nossa pele. A dor, a saudade, muito mais forte que qualquer orgulho. – Não precisa fazer esse discurso. Nunca vamos seguir em frente sem o outro. Tenho tanta certeza disso... Eu quis dizer sim desde o dia em que você me pediu em casamento. Eu quis, Draco. Eu só estava com medo, apavorada. Eu confesso, eu não estava preparada para nada disso.


– E agora você está preparada?


– Eu nunca vou estar preparada para nada. Agora a diferença é que quero arriscar. Eu quero ter uma vida ao seu lado, Draco Malfoy. Eu quero ser sua todos os dias. Eu quero superar tudo com você. Eu quero ser feliz e eu quero amar. E eu amo você suficientemente para tudo isso.


– Não precisava fazer esse discurso – ele disse baixinho, com um sorriso nos lábios, um sorriso ironicamente recato, claro, o que indicava que ele nunca esteve tão satisfeito e extasiado. Minhas palavras o deixaram assim, e só transamos uma vez até aquele momento!


Eu fechei os olhos, roçando minha perna com a dele. Ele passava aqueles dedos longos na extensão das minhas costas, distraidamente, e eu sentia minha pele ficar toda arrepiada. Não retomamos o sexo. Ficamos em silêncio, e esse silêncio era bom.


Sem pressa, sem pressa, Astoria. Você pode ter calma agora. Afinal de contas, não é como se você fosse fugir agora. Não é como se você não fosse tê-lo para o resto da sua vida agora.


 


 


 


 


 


Quando acordei querendo escrever sobre Astoria Greengrass, uma das minhas metas em MH era chegar a essa etapa da vida dela. E consegui, graças a vocês (comentaristas, leitores, futuros leitores) *-* Bem, escrevi umas três versões para a reconciliação deles. E misturando a essência de cada versão, formou esse capítulo que vocês acabaram de ler. Tentei encaixar tudo da maneira mais coerente possível, espero de verdade ter conseguido agradar. Eles declararam tantas coisas, se colocaram acima do orgulho terrível deles. Oh, a minha saudade de escrever sobre eles juntos foi mais forte *o* Mas ainda sobra tanta dúvida e incerteza. Como eles vão aproveitar esse “resto de suas vidas”? Será que realmente vai ser o suficiente? E a Dafne? E os pais de Draco? E o pequeno Scorpius?  É, agora tem muitas coisas que quero escrever sobre a vida de Astoria Malfoy.


To be continued.

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Comentários: 7

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Enviado por Mohrod em 11/07/2011

cê tem noção q eu tava prendendo a respiração??? CAPÍTULO MAIS QUE PERFEITOS!

 posta logo! beijão

Nota: 5

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Enviado por barbara aguiar azevedo em 11/07/2011

Eu lii ontem mas só hj pude comentar!
ESTÁ ÓTIMO ESSE CAPIITULO.

Vc me deixou tão curiosa sobre o que viráaa... !!

Nota: 5

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Enviado por Coralina em 10/07/2011

Perfeito *--*

Nota: 5

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Enviado por MarianaBortoletti em 10/07/2011

To chocada até agora com essa reconciliação! Que coisa mais linda, mais profunda... E o melhor, é que eu sempre consigo visualizar qualquer cena quando leio essa fic. Eu tava lendo o primeiro capítulo de novo hoje e além da Astória ter evoluído, percebi que a tua narrativa evoluiu bastante também.. Muito bom!

É, uma parte crítica da história se fechou hoje, certo? Fiquei com aquela sensação de season finale lendo o capítulo, como se tudo acabasse agora, mas existindo chances de continuar... Eu nem procuro mais dar palpites quanto ao futuro, mas confio pra caramba no teu senso de trama. A Dafne não teve um filho de um "pai desconhecido" em vão; e a pressão da sociedade brux na família Malfoy?

Capítulo magnífico, concordo que é o melhor até agora! Parabéns, mesmo *-*

Nota: 5

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Enviado por Mirian Black em 09/07/2011

Melhor cap. ate agora,
simplesmente perfeito, por isso amo essa fic S2
Estava com saudades deles dois juntos,agora ta bom!

Posta mais ;*

Nota: 5

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Enviado por Felipe S. em 09/07/2011

Você se superou nesse, sério. Os sentimentos foram tão nítidos, tão bem colocados. Capítulo muuuuuito bom, de verdade! ^^

 

Parabéns, Pokerwell, a fic está cada vez melhor!

Nota: 5

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Enviado por Louyse Malfoy em 09/07/2011

Ok, estou nervosa e entusiasmada!

Adorei a cena do Draco e da Astoria colocando tudo um para o outro. Ficou perfeito.

Aguardando nervosa por mais capítulos, haha.

Beijos e parabéns.

Nota: 5

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