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16. Give me a reason


Fic: Money Honey - Astoria e Draco - COMPLETA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Give me a reason


 


 


Eu fui a primeira a perguntar.


– Como está Katherine?


Ele riu. Uma risada fria.


– Se prostituindo, imagino.


Silêncio. Draco coçou o queixo e acrescentou:


– Mas ela é uma boa pessoa.


– Eu acredito.


Não dissemos mais nada por alguns segundos.


– Você terá que começar a conversa – falei de uma vez. – Porque eu não estava esperando sua companhia hoje. E se comprou uma passagem só para isso, então faça valer à pena o dinheiro perdido.


– Nós já estamos conversando. Mas proponho um jogo. Sei que gosta de jogos.


– Eu odeio jogos – retruquei.


– Você vai gostar desse.


– Tenho certeza que não.


– Pergunte qualquer coisa que quer saber sobre mim e que você não saiba.


– Qualquer coisa?


– Qualquer coisa.


– Vai mentir pra mim.


– Eu não minto.


– Só quando está bêbado – alfinetei. – Na verdade, você é muito contraditório quando está bêbado.


– Não estou bêbado agora. Não vou mentir a você. Pergunte.


Eu optei começar por uma pergunta infantil, para testá-lo. Pigarreei e soltei:


– Qual foi à primeira impressão que teve de mim na primeira vez que me viu? Em Hogwarts – acrescentei.


Ele pensou e respondeu:


– Você era como qualquer outra pessoa.


– Desprezível? Idiota por entrar na Corvinal e não na sua Sonserina?


– Exatamente. Mas, é claro, eu era preconceituoso. E quando eu descobri que você era a pequena irmã da Dafne, não acreditei que fosse possível. Você me surpreende desde aquela época, mas eu não reparava muito nisso.


– Hum – eu disse impressionada pela resposta completa.


– Não pareço estar mentindo, pareço?


– Não – admiti cautelosamente. – Preparado para a próxima pergunta?


– Quando você faz uma pergunta, eu também tenho o direito de fazer uma a você. Regras do jogo.


– Desculpe, eu não estava ciente dessa regra – eu disse secamente.


– O que você tem é o que você doa – ele citou sabiamente, mas eu não entendi. – Minha mãe costumava dizer isso quando eu era pequeno – explicou, vendo minha expressão. – Mas, claro, nós tínhamos muito e não doávamos nada.


– Do que diabos está falando?


– Por que você está indo embora?


– Draco – eu disse frustrada.


– Eu também sinto que tenho uma parcela de culpa na sua escolha. Minha mãe garantiu que você ia voltar para mim. Mas ela só estava tentando me consolar.


– E você está aqui para me ouvir dizer que me arrependi de não ter feito a vontade dela?


– Eu não posso deixar você desistir de mim, Astoria – ele disse baixinho. – E isso não é da vontade de minha mãe.


– Ajudou muito fazendo aquela ceninha no bar e depois me chamando de vadia. Ajudou muito. É engraçado como você não consegue aceitar uma negação. As pessoas não podem dizer não pra você que você age como se quisesse machucá-las, como se a culpa fosse delas. Mas suas garras não estão afiadas o suficiente. E agora? Veio até aqui, de um jeito misterioso, para se desculpar?


– Não, realmente não vim me desculpar. Não é assim que a coisa funciona. Pelo menos não com você. Eu errei, eu me humilhei, não tem volta. E eu também não espero voltar para casa com você. Não é por isso que estou aqui, Astoria. Sei que perdi o que nunca mereci.


– Então me explique porque está aqui – eu desviei o meu olhar do dele. – Me dê uma razão.


– Eu só acho que o que tivemos significou bastante para mim, pelo menos para eu desejar que as coisas acabem de uma forma – ele pensou na palavra: – digna.


– Certo – eu refleti um instante. – Quer dizer que você está aqui conversando comigo... só para acabar tudo de uma forma digna. Certo. Perfeito. Por que não? Somos muito dignos um do outro, é claro.


Eu precisava de ar. Estava sufocada. Eu queria muito sair dali e até cheguei a me levantar, mas Draco começou a falar:


– Antes de encarar os olhos de Albus Dumbledore e apontar a varinha para acabar com a vida dele, eu jurava que ia ser capaz. De matá-lo, você sabe. Eu não tive escolhe. Ou eu matava Dumbledore ou minha família ia ser morta.


Por que ele estava dizendo aquelas coisas? O que é que tinha a ver com tudo o que estava acontecendo?


– Mas eu sou um tipo de covarde que tem medo das conseqüências e dessa vez eu percebi que não teria como escapar de nenhum dos lados. Eu ia sofrer conseqüência do mesmo jeito – continuou falando. Ele não estava falando para mim, e sim para ele mesmo, num desabafo íntimo. A diferença era que eu estava escutando. – Não era ele que vivia falando como o amor da família é importante? Ele sabia que eu estava preste a matá-lo. Eu não podia deixar meus pais, minha mãe, morrer nas mãos de Voldemort. Dumbledore ainda teimou que eu tinha opções! Dumbledore disse sobre poder me ajudar. Eu retruquei que ninguém podia me ajudar... E acreditei nisso até depois de vê-lo morto pelas mãos de Severo Snape. Não, ninguém podia me ajudar. Eu acreditava nisso cega e miseravelmente, até que você apareceu na minha vida. Eu só quero agradecê-la por isso.


Eu me virei para olhar para ele, para ver se não havia uma ponta de ironia em sua voz, ou se ele estava dizendo isso para que eu tivesse pena dele. Será que era essa sua tentativa de ser digno? Dizendo que me agradece? Parecia arrasado, mas decidido. Olhava para as próprias mãos como se ainda se perguntasse como havia chegado aquele ponto de segurar a varinha que poderia ter causado a morte de um bruxo tão poderoso. Mas claro, ele nunca causaria.


Voltei a ficar sentada. Ele nunca havia me falado algo parecido. Ele nunca havia me contado algo tão íntimo. Havia sempre aquele rumor sobre o que acontecera antes de Dumbledore ser assassinado, mas nunca uma história verdadeira. Ouvir as palavras da boca de Draco era inacreditável.


E ele ainda não tinha terminado:


 – Sou a última pessoa no mundo que deveria sentir raiva pelas suas escolhas. Você é uma mulher incrível, Greengrass, você merece coisa melhor. Eu só estava tendo dificuldades para aceitar que você não teria isso se ficasse ao meu lado. Porque você tem razão... eu sou um monstro sem garras. Eu machuco todos ao meu redor, e nem preciso de uma varinha para isso.


O trem bambeava, e não dissemos nada por ao menos meia hora depois daquele desabafo. De repente, quis que tudo parasse. O trem, o silêncio entre nós, as batidas do meu coração. Nós não nos encarávamos. Não era uma cena constrangedora, mas muito menos confortável. Era intrigante. Eu fiquei angustiada.


Tudo exigia que eu dissesse alguma coisa, qualquer coisa, e tudo o que saiu de minha boca foi:


– Como sabia que eu ia pegar um trem hoje?


– Seu tio é um pouco fofoqueiro.


Será que era isso o que ele queria me avisar antes de eu ter embarcado no trem?


– Não devia ter vindo aqui – murmurei.


Draco passou a mão nos cabelos.


– Eu não me sinto arrependido – confessou. – Por nada. Exceto pela maneira como agi nesses últimos tempos.


– A questão não é se você está ou não arrependido, Draco. Não teve utilidade alguma vir aqui.


De algum modo, ele não argumentou contra isso.


– Só achei que devesse saber o que eu sinto.


– Eu não entendo o que eu sinto, como posso entender o que você sente?


– Eu estou tentando explicar! – ele disse impaciente, meio desesperado. Mas se recompôs na mesma hora, percebendo que não adiantava nada alterar a voz comigo.


Eu estava mais confusa do que nunca. Minha cabeça estava uma bagunça. Eu queria tentar raciocinar alguma coisa, mas quando a tentativa era fracassada, eu sempre dizia algo que passava dos meus limites racionais, como naquele momento, quando lhe disse amargamente:


– Sua maneira de demonstrar qualquer coisa que sente é a pior de todas. Como espera me ter de volta, pagando uma prostituta para tomar o meu lugar? Isso é... detestável. E você jogou tudo na minha cara.


– Eu estava bêbado.


– Exatamente! Você me fez sentir culpada e eu não quero me sentir assim. Eu não quero ser a culpa do seu sofrimento, Draco Malfoy. Nem sequer da sua própria humilhação.


– Mas você é, Astoria – ele disse incrédulo. – Eu... eu não posso simplesmente controlar isso. Eu não posso simplesmente negar que a única coisa com o que me preocupo é ter você por perto e então você não está mais , e é difícil conviver com isso. E todo esse tempo você me fez sentir...


– Orgasmo? Isso não é nada. Katherine te faz sentir isso também.


– Quer parar?! Não estamos falando dela!


Quando dei por mim, eu estava gritando:


– Parar o quê? Você que veio aqui querendo conversar! Eu não tenho nada para falar pra você. Nada! Arranje outra mulher, se tudo o que você sente falta é do meu corpo e do prazer que tentei te dar. Qualquer uma... pode dar o que eu dei a você. Qualquer uma pode te amar, qualquer uma pode querer casar com você. Você é rico, você é bonito e você é incrível na cama, e você-


– Eu não quero qualquer uma, Astoria! – ele havia se levantado quando berrou. Mas ele não berrou para mim. Ele berrou porque minha voz estava tão alta que se ele tentasse dizer de forma neutra, eu não iria escutar. Mas eu escutei. E fiquei calada. – Você não vê isso?


Eu não mexi nem mesmo os dedos que seguravam a taça de vinho. Eu não mexi nem mesmo as minhas pálpebras, pois tive a impressão de que aquela seria a última vez que estaríamos nos encarando. Então eu tinha que aproveitar a imagem de seus olhos cinzas. Draco não fez nenhum ato esdrúxulo, como tentar me agarrar e me beijar a força para provar seus sentimentos. Ele havia se levantado para sair do compartimento, sem dizer mais nenhuma palavra.


E realmente foi embora. Saiu de lá. Deixou-me sozinha no exato momento em que desejei ficar assim. Eu dei um suspiro, mas não foi de alívio. Foi algo parecido com... tentar manter o controle e a razão. Draco devia ter aparatado. E então esse foi algum tipo de adeus?


Estava na cara que nunca terminaríamos uma conversa. Havia muitas coisas que queríamos dizer um para o outro ainda. Muitas.


Não era como meu tio, na garantia que nos veríamos no Natal; ou como Caleb, que ainda seríamos amigos. Ou até como Jake, com quem eu flertava pelo prazer do flerte. Com Draco, ou você tem tudo... ou você não tem nada.


Eram seis horas quando o trem começou a estacionar. As pessoas começaram a sair de seus compartimentos e eu ajeitei minhas malas para carregá-las. Fui advertida de que haveria um bruxo a minha espera na estação e que ele ia entrar em contato comigo assim que eu saísse do trem.


Quando coloquei os pés na estação movimentada, lembrei que meu pai dizia para nunca olhar para trás quando as escolhas eram tomadas. Mas dessa vez olhei para trás, relutante, querendo correr de volta para o trem. Ao meu redor, as pessoas eram desconhecidas. Estranhas. Trouxas. O que eu estava fazendo ali?


Eu havia feito uma escolha. E, o mais importante, Draco não tentou me impedir.


Não que isso me deixasse feliz. Eu não entendo o que me deixaria.


Uma mão pousou meu ombro. Eu me virei bruscamente, quase deixando escapar o nome de Draco, esperançosa e estúpida, mas era apenas o bruxo que ia me guiar durante aquele ano de trabalho. Parecia ter a idade do meu tio e imaginei que ele trabalhava para meu chefe também.


– Boa noite, srta. Greengrass? – Eu assenti, confirmando meu sobrenome. Ele se apresentou e sorriu educado. – Acompanhe-me, por favor.


O trem estava saindo da estação e eu nunca odiei tanto o meu orgulho. Não adiantava nada deixar ele intacto; eu só me sentia cada vez mais incompleta.


Mas eu acompanhei o homem, com uma postura rígida.



Decidi priorizar esse capítulo apenas para a "conversa" entre eles. Por isso acho que está um pouco pequeno, e então não quis fazer vocês esperarem bastante para lerem isso. Atualização ráápida essa semana, hein? AHUAHAU Bati meu record, acho. Enfim, espero que tenham gostado. Próximo cap será maior. Mais uma vez obrigada pelos comentários e elogios *---------------------* Comentem!!!

p.s: give me a reason - the corrs.  http://letras.terra.com.br/the-corrs/8610/traducao.html

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Comentários: 3

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Enviado por barbara aguiar azevedo em 02/07/2011

ok... fiqueii sem falaaa, sério. O desespero da Ast quando viu que tinha perdido tudo me calou. nunca vi o Draco tão homem, tão digno, tão sincero.
Simplesmentee maravilhosoo!!! PARABÉNS.

ps: eu espero que vc update rapido dee novoo! =))

 

Beijos, B.

Nota: 5

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Enviado por MarianaBortoletti em 01/07/2011

Ás vezes, eu chego a ter ódio desse orgulho todo que os dois sentem. Só atrapalha! E ainda bem que a Astória percebeu isso. Achei digno o Draco ter saído sem mais nem menos aquela hora. Poxa, ele deixou claro que queria ela, que gostava dela... Mas dá pra entender o lado da Astória também, ser o motivo de sofrimento e humilhação do outro, realmente não é legal.. Mas ele tinha um outro ar, menos carregado, quando os dois estavam juntos. É de se notar isso.

Bem, chutes pro futuro? Não tenho ideia do que pode acontecer. Ótimo capítulo, como sempre! Quero muito o próximo, com uma intensidade como nunca quis antes! rsrsrs

Nota: 5

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Enviado por Felipe S. em 01/07/2011

Sério, nem sei o que comentar. Eu sei o quão chato é receber um comentário vazio mas, sério, esse capítulo tirou minhas falas. Diálogo simplesmente perfeito. Esse orgulho mútuo, como já disse, é muito bem trabalhado.

Peço desculpas pelo comentário tão... sem conteúdo. Mas, de verdade, só consigo dizer que gostei muito. Parabéns! :)

Nota: 5

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