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60. Capitulo 60


Fic: A Caricia do Vento. - Concluida - Dramione


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Aloha! Me perdoem pela demora... poxa, acho que voces estão cansados de ler isso neh?! Bem, infelizmente é a unica coisa que eu posso falar perante a minha demora. Espero que voces gostem do capitulo 60, que tem uma cena meio hotzinha, mas nada demais! =P Vamos aos reviews, certo!?

Nana-moraes Malfoy: Hey flor, me perdoe pela demora. Estou atolada com as coisas da faculdade... infelizmente me resta muito pouco tempo para postar! São exatamente 01:34 da matina, e bem, foi agora que eu arranjei um tempinho! =/ Uma porcaria. Ah sim, a fic ta chegando no final... agora vem ápice da história... mas ainda tem umas 20 paginas para adaptar... hehehe. Mas não pretendo demorar muito mais para postar não. Mais de 1 ano de fic... hehehehe. Espero outros reviews hein!? =} Beijos

Pamy Debastiani: Que bom que voce gostou da fic, mas quero deixar claro que não é minha, e sim, é uma adaptação de um livro cujo nome é o mesmo da fic. Eu retirei pequenas partes apenas, e adaptei conforme os personagens. Por isso, eu não tenho o poder de autorizar a postar essa fic... Mas espero que voce esteja gostando da adaptação. *--* Beijos

Tamara J. Potter: É, então, o capitulo anterior é bem pesado! Ainda bem que eu avisei... hehehe, assim voces não ficaram tão chocadas, certo? =O Os proximos capitulos serão cheios de tensão também, afinal, estamos na reta final da fic... só resta um pouco mais de 20 paginas para adaptar e postar... não é muita coisa perto das 197 paginas! hehehehe. Espero por reviews hein?! ehehhe. Beijos.

Lola B.: Obviamente que eu quero todos os leitores MUITO bem de saude... afinal, se algum de voces morrer, eu fico sem leitores, certo!? aoskoaksoaks. Desculpa a demora, flor! Juro que tentarei postar mais rapidamente! Quem sabe, com alguma sorte, eu consiga postar o proximo capitulo ainda essa semana!? hehehe. Beijos

Aninha Snape: Então, a questão é que a fic é uma adaptação de um livro cujo nome é o mesmo. Esse capitulo na visão do Draco teria que ser escrito por mim. E bem, eu estou escrevendo duas longs ao mesmo tempo, estou com a cabeça meio confusa! Mas vou aceitar a sujestão, e quem sabe, daqui a algum tempo, eu faço uma short... sei la, vamos ver! hehehe. Beijos.

Vanessa Gomes: Então, como eu disse para a Aninha, é valido lembrar que essa fic é uma adaptação! Então, fica super complicado eu pegar todas as caracteristcas do personagem Draco e escrever um capitulo a parte. Sei la, tenho medo de fazer besteira. E no momento, eu não tenho condições de me prender a um projeto como esse! Estou com duas longs sendo escritas, e mais faculdade e mais um mooonte de coisas. Então fica super inviavel eu assumir uma responsa como essa no momento. Mas quem sabe, mais para frente eu não escreva uma short! Mas é apenas uma possibilidade... não prometo nada! Beijos.

Bem pessoas, é isso! 
Ahhh sim, gostaria de lembrar que essa fic é uma ADAPTAÇÃO de um livro cujo nome é o mesmo da fic! Para quem não sabe, fica a informação, para quem ja sabia, o lembrete! hehehehe. Ahhh sim, eu adaptei essa estória pq eu gostei e achei que deveria compartilhar com as pessoas! Não tenho intensão de ter nenhum lucro e bla bla bla! 

Beijos.
Angel_s

--**--
Durante os dias que se seguiram à recuperação, Hermione descobriu um novo Malfoy. O antigo homem dominador e autocrático que conhecia desaparecera.


Em seu lugar, surgira um amante comovedoramente meigo, cheio de consideração e bondade, embora continuasse completamente másculo. Hermione não acreditava ser possível apaixonar-se ainda mais por Malfoy, mas isso acontecera.


 


- É tão lindo - suspirou, maravilhada.


- O quê? - quis saber Malfoy.


 


Hermione virou-se, sobressaltada, sem se dar conta de que falara em voz alta. Ele corria para ela de um modo que lhe tirava o fôlego, cálido e íntimo, como se existissem apenas os dois caminhando devagar por entre a grama alta do prado verde, conduzindo os seus cavalos.


 


- O dia - mentiu, ruborizando-se de leve.


- Está cansada. - Os olhos escuros examinaram o leve rubor. - Acho que exageramos na caminhada. Vamos, deixemos os cavalos pastarem. - Segurou-a pelo cotovelo, guiando-a para um pequeno morro. - Vamos descansar um pouco.


 


Sem discutir, Hermione soltou as rédeas, e o cavalo baio imediatamente baixou a cabeça para pastar. O gado e os cavalos pastavam a curta distância. Onde estivessem cavalos e gado, podia-se ter certeza de encontrar Pablo, o filho de Neville, próximo a eles. Hermione procurou-o com o olhar, e encontrou-o sentado numa pedra, à sombra. Acenou para ele, e este acenou timidamente para retribuir o cumprimento.


 


- Pablo é um menino muito responsável, - comentou Malfoy, seguindo a direcção do olhar de Hermione.


- É, muito consciencioso - concordou Hermione. - Neville está lhe ensinando inglês para que algum dia possa ir para os Estados Unidos.


- Pobre Pablo - riu Malfoy, sentando-se no chão e puxando Hermione para junto dele -, ter Neville como professor de inglês! - Eu poderia ensinar inglês a Pablo, e ele me ensinaria espanhol - disse ela em voz alta, logo que o pensamento lhe ocorreu.


 


Uma flor semelhante à margarida crescia no meio da vegetação alta. Hermione a colheu, rodando-a distraída, entre os dedos. Malfoy deitou-se na grama verde, acomodando Hermione na curva do braço.


 


- Acho que você não vai ensinar Pablo - disse, virando o rosto para ela, com um sorriso estranho curvando os lábios másculos.


- Por que não? - perguntou Hermione, lançando-lhe um olhar curioso.


- Porque ele está virando homenzinho. Não gostaria que tivesse uma paixão desesperada de adolescente por você - respondeu Malfoy, com uma luz irrequieta a lhe brilhar nos olhos. - É uma idade muito suscetível a tal enfermidade.


- Você já sofreu dela?


 


De certa maneira, era difícil imaginar Malfoy como um rapazola vulnerável.


 


- Todos os meninos sofrem, antes de se tornarem homens.


- Como era ela? - perguntou Hermione, fitando o céu muito anil lá em cima. O ar estava espanto claro e luminoso, a bola amarela do sol brilhante sobre o desfiladeiro.


- Faz muito tempo, não me lembro.


- Tem que se lembrar de alguma coisa - insistiu.


- Lembro que tinha cabelos castanhos e nem sabia que eu existia - disse, com um sorriso na voz.


- Era americana?


- É, acho que era - concordou Malfoy, indiferente. Hermione pensou nos próprios cabelos. Sentiu uma onda de calor a aquecê-la. Quem sabe Malfoy ainda era suscetível a morenas americanas. Estava pensando se devia continuar a bater na mesma tecla, quando Malfoy mudou de assunto.


- Tinha razão. - Apertou ligeiramente a mão ao redor da sua cintura. A sua voz estava cheia de contentamento. - É um lindo dia.


- As montanhas parecem estar tão perto! É quase como se eu pudesse estender a mão e tocá-las. - Fitou os picos muito bem delineados de encontro ao azul vibrante do céu. - Já pensou em sair daqui? - perguntou.


- E para onde iria? - retrucou Malfoy.


 


Hermione virou-se de lado, apoiando-se num cotovelo e descansando a mão na barriga lisa e musculosa. Havia um ar de esperança ansiosa no olhar que lhe lançou.


 


- Podia ir para outro país, começar uma nova vida, adotar um novo nome. É inteligente, vivo, um líder nato. Podia ser o que quisesse - argumentou Hermione.


- Um novo país e uma nova identidade não iriam mudar o fato de ser procurado, Hermione - respondeu pacientemente. - Se fizesse o que você diz, sempre haveria o risco de que algum dia me descobrissem. Se tenho que viver perigosamente, prefiro fazê-lo aqui nas montanhas. Conheço-as tão intimamente quanto a você.


 


O cabelo dela caíra sobre uma das faces. Malfoy prendeu-o atrás da orelha, os dedos acariciando-lhe levemente a pele. Hermione sentiu o primeiro tremor do desejo, e tentou ignorá-lo. Começara uma coisa e precisava acabá-la. Não podia deixar que Malfoy a distraísse, não importando o quanto estivesse com vontade.


 


- Malfoy, tenho dinheiro - disse Hermione, apressadamente, depois esclareceu rapidamente as palavras. - Não estou me referindo ao dinheiro dos meus pais. Tenho dinheiro próprio. Se você...


 


Um dedo tocou-lhe os lábios, calando-a.


 


- O dinheiro compra coisas, Hermione. Compra coisas de que não preciso. Não pode comprar a minha liberdade, não depois de todo este tempo. As coisas de que preciso estão aqui, à sua frente. - O olhar dele percorreu o desfiladeiro. - Amigos, as montanhas, um lugar para morar, um teto sobre a minha cabeça. As únicas coisas que o dinheiro pode comprar são roupas e os alimentos que não podemos plantar aqui.


 


Ela se sentiu irritada por ver Malfoy rejeitar a sua oferta, antes mesmo que a fizesse.


 


- E quando precisa de dinheiro, alguém o contrate para arrancar um criminoso qualquer da cadeia.


- Acha isso contraditório, não é, querida? - Repuxou a boca ligeiramente. - Vamos a tantos extremos para manter as leis que fazemos para nós mesmos, depois infringimos as do governo, por dinheiro.


 


Um pouco da raiva de Hermione se dissolveu, ante o termo carinhoso. Teve vontade de discutir, mas achou difícil.


 


- É, acho.


- Nós nos colocamos além das leis que você conhece, e descobrimos que não podemos ser livres sem leis. Fizemos as nossas. É uma contradição, mas colocamo-nos nessa posição: num circulo sem fim - explicou Malfoy.


- Mas não podemos abandonar o círculo? - perguntou Hermione, voltando ao começo.


 


A mão amoldou-se ao lado do pescoço, o polegar acariciando ritmicamente o cordão sensível formado ao longo de sua pele.


 


- Certas coisas vivas podem ser arrancadas e transplantadas para outro solo, para ali florescerem. Você, acho eu, é uma delas. - Os olhos ficaram mais escuros, olhando profundamente para ela, quase para dentro da sua alma. - Eu não poderia deixar as Sierras. Não há razão para tentar. Tudo o que quero está aqui.


 


Ele fez pressão no pescoço de Hermione, forçando-a a deitar-se mais. Os lábios rijos roçaram tantalicamente as curvas macias da boca dela, brincando com a promessa de um beijo. No entanto, quando Hermione já ia aceitá-lo, ele apertou-lhe mais o pescoço, afastando-a.


 


- Tudo o que quero está aqui - repetiu Malfoy roucamente, de encontro à sua boca, a respiração cálida misturando-se à dela. - Tudo o que jamais poderia desejar encontrei.


 


Parecia ser a hora. O coração doía de vontade de se dar. Hermione murmurou suavemente:


 


- Eu o amo.


 


Como resposta, a pressão dos dedos esguios ao longo da nuca da moça aumentou, puxando-a mais uns dois centímetros para baixo, enquanto a boca se abria sobre os seus lábios. Os sentidos de Hermione foram assaltados pela mistura intoxicante da fumaça aromática do tabaco que se grudava à pele dele e do cheiro almiscarado da sua masculinidade. O beijo cada vez mais íntimo tocou no âmago apaixonado, espalhando um fogo por sob a maciez de seu corpo.


 


Com êxtase trêmulo, Hermione oscilou sobre a almofada sólida do seu peito, as curvas fartas amoldando-se aos seus contornos musculosos. As mãos agarravam-se à sua caixa torácica, ferozmente possessivas.


 


A língua separou-lhe os lábios para explorar as cavidades íntimas da sua boca. O desejo se inflamou com um fogo dourado, para correr fervendo pelas veias.


 


Uma mão no quadril colocou-a bem em cima dele, depois subiu para amoldar-se à parte inferior de um dos seios. Dedos esguios afastaram os cabelos dourados do pescoço, enquanto a boca abria uma trilha incandescente até a concavidade da sua garganta. Malfoy voltou pelo mesmo caminho, parando a intervalos para mordiscar a curva do seu ombro, o cordão sensível do pescoço, o lobo de uma orelha.


 


Novamente a boca rija voltou a consumir-lhe os lábios, provando-lhe a doçura e reclamando-os como inteiramente seus. Hermione podia sentir as batidas rápidas do coração dele, uma serenata louca que acompanhava o ritmo do seu próprio pulso acelerado.


 


Subitamente, Malfoy deitou-a de lado. Os dedos cuidaram do estorvo dos botões da blusa com uma urgência excitante. Um arrepio de deleite sensual dançou-lhe sobre a pele quando o tecido foi afastado para deixar os seios à mostra. A sensação de frescor foi breve, dissipando-se sob o calor da mão que se fechava sobre a rotundidade firme do seio, que se intumescia ao seu toque.


 


Hermione enfiou as mãos sob a camisa dele, gozando sem pejo a sensação da pele rija sob o seu toque. O mamilo ficou duro como um pico rosado com a manipulação dos seus dedos. Malfoy largou-lhe os lábios para investigar o botão erótico com a boca e a língua. Ela estremeceu de desejo. A sensação foi intensificada quando a mão dele lhe correu por cima do estômago nu até a região genital. Os quadris se moveram em reação à sua carícia sugestiva.


 


Apertando as suas costas contra a grama, os dedos fortes buscaram o fecho da Levi's. Hermione gemeu baixinho, Sem Sentir. Malfoy hesitou imediatamente. As chamas sensuais que ardiam no seu olhar escuro varreram-lhe o rosto.


 


- O chão duro está lhe causando dor?


 


O desejo estava expresso claramente na voz rouca, mas era um desejo que podia controlar. Há muito que Hermione aprendera que a capacidade de controlar-se era uma marca da sua perícia em fazer amor.


 


- Não. - Murmurou a negativa trêmula, deslizando a mão pela nuca forte dele. - Só o jeito que você me provoca me causa dor.


 


Os dentes brancos dele apareceram brevemente num sorriso de satisfação e ela baixou a boca sobre os lábios entreabertos.


 


- É assim mesmo que tem que ser, querida - disse, de encontro aos seus lábios.


Um momento de sanidade dominou-a ao senti-lo abrir o zíper da calça. As mãos empurraram-lhe o peito num débil protesto enquanto torcia a boca, afastando-a.


- Pablo pode ver a gente, Malfoy - lembrou-lhe, num murmúrio ofegante.


 


Ele ergueu a cabeça.


 


- Quer que me afaste de você?


 


O brilho em seus olhos já antecipava a resposta, antes que Hermione a desse.


 


- Não - disse, esfregando a face contra o maxilar dele como uma gatinha que desejasse ser acariciada de novo.


- Quer ficar nos meus braços, mas não quer que eu faça amor com você. - Havia uma inflexão irônica no tom de sua voz. - isso não é possível para nenhum de nós.


 - Eu sei - suspirou Hermione, com a dolorosa necessidade que sentia.


 


Afastando-se, Malfoy agarrou-a pelos pulsos, colocando-a de pé enquanto se levantava. Ela abriu a boca para protestar, mas ele a tomou nos braços, rapidamente. Carregando-a como se não pesasse mais do que uma pena, dirigiu-se para a parede do desfiladeiro, do outro lado do pequeno morro.


 


- Para onde estamos indo! - indagou Hermione, olhando ao redor, sua visão limitada.


- Para lá - replicou Malfoy, inclinando a cabeça para um ponto à frente deles.



O destino era uma caverna, aberta na parede rochosa. Parte da entrada estava obscurecida por arbustos. O ângulo da luz do sol afastava grande parte da escuridão. Hermione olhou ao redor, curiosa, notando as marcas do alargamento da entrada, feito por mãos humanas.


 


Como se tivesse lido a pergunta na sua cabeça, Malfoy disse:


 


- Uma família tarabumara viveu aqui, no passado.


 


Enquanto punha Hermione no chão, ela se esqueceu completamente dos antigos habitantes da caverna. As mãos dele afastaram-lhe a blusa dos ombros, e ela rapidamente tirou os braços das mangas. A sua necessidade tornou-se repentinamente súbita e primitiva, e Malfoy pareceu sentir o mesmo. O seu beijo firme era um fogo penetrante, exigente e possessivo. A paixão deles era uma erupção vulcânica, o calor incandescente fundindo-os um ao outro.


 


Foi a friagem do pôr-do-sol, que se refletia em sua pele nua, que finalmente arrancou Hermione da paz sublime e alucinada dos seus braços, muito, muito mais tarde, buscando o calor protetor das suas roupas. Estava consciente dos olhos claros que a observavam vestir-se, mas não sentia timidez, nem necessidade de pudor.


 


Havia um sentimento de orgulho das formas do seu corpo, um orgulho de que Malfoy descobrisse beleza na sua nudez e satisfação carnal no seu corpo. Tinha orgulho da suavidade translúcida da sua pele, da esbelteza dos quadris - como Malfoy os descrevera, amplos o bastante para receber um homem e da rotundidade farta aos seios, os mamilos eretos.


 


Vestindo-se com movimentos serenos, Hermione ouviu o barulho de roupas às suas costas. Vestiu a blusa e virou-se para ver Malfoy enfiando a camisa nas calças de brim. Caminhou para o seu lado sem nada dizer, mas o brilho dos olhos dele era cálido e cheio de admiração, ao fitar os dela. Hermione sentiu que se satisfaria em aquecer-se ao calor daquela luz pelo resto da vida.


 


Ele acariciou sua face com as costas dos dedos, num gesto levíssimo.


 


- Vou trazer os cavalos para cá.


 


A sombra de um sorriso curvou a linha máscula da sua boca antes de ele sair da caverna. Hermione ficou vendo-o se afastar, até sumir de vista. Continuou a fitar o local onde o vira pela última vez, as mãos tocando os botões da blusa semi-abotoada.


 


Seus dedos roçaram acidentalmente a curva do seio, e ali ficaram para tocar o rego formado por eles, e ela se lembrou de como as mãos e a boca de Malfoy os haviam estimulado. Seu coração transbordava de um amor que não era só físico.


 


Houve um movimento na folhagem espessa, mas veio da direção oposta à que Malfoy tomara. Ainda assim, Hermione virou-se, na expectativa, imaginando que o veria trazendo os cavalos. Seus olhos se dilataram, alarmados, os dedos enroscando-se protetoramente para juntar as duas partes da frente da blusa. 


 


Neville Ortega estava perto da entrada, os olhos escuros e obscenos despindo-a mentalmente. Hermione ficou se perguntando há quanto tempo estaria ali.


 


Alguma coisa no olhar dele lhe dizia que não acabara de chegar. Sentiu-se nauseada ao imaginar que ele pudesse ter assistido ao interlúdio particular. Ele disse algo, no seu espanhol gutural, e deu um passo em sua direção.


 


Do lado de fora da caverna, uma ordem seca fez Neville dar meia-volta, afastando-se de Hermione. Malfoy voltara. Ela se apoiou debilmente contra a parede, engolindo em grandes golfadas o ar que tivera medo de respirar, havia um momento. Os olhos pintalgados de âmbar fecharam-se de alívio ao escutar a reprimenda cortante, em voz baixa, que Malfoy estava dando, e a resposta apressada de Neville Ortega.


 


Ficou oculta nas sombras, mesmo depois de ter ouvido Neville ir embora.


 


- Hermione! - chamou Malfoy, ainda um resto de aspereza na voz.


- Sim - disse, com voz trêmula, mas a resposta permitiu que ele a localizasse no interior escuro da caverna.


 


As mãos dele agarraram-lhe os ombros, afastando-a da parede.


 


- O que está fazendo aqui atrás? - indagou, num tom de quem exigia resposta.


- Ele... veio atrás de mim. Pensei...


 


Oscilou em seus braços, tremendo com a reação.


 


- Ele estava procurando por mim - declarou Malfoy. Abraçou-a, quando sentiu os tremores que a sacudiam. - Pablo lhe contou que nos vira caminhando nesta direção. Ortega ouviu um barulho na caverna e veio investigar. Quando a viu, disse que perguntou por mim. Você foi entrando na caverna, e ele pensou que eu estava aí.


 


Hermione recuou a cabeça, tentando ver o rosto de Malfoy nas sombras.


 


- Acredita nele? - perguntou acusadoramente.


- É possível.


- É - concordou Hermione, secamente.


 


O homem era astuto, e ela não confiava nele. Controlando os nervos em frangalhos, saiu dos braços de Malfoy, terminando de abotoar a blusa. Sabia que Malfoy a olhava atentamente, mas evitou o seu olhar.


 


- Os cavalos estão lá fora? - perguntou, mudando de assunto, sem vontade de falar mais em Neville Ortega, e querendo sair da caverna contaminada pela invasão dele.


- Sim, estão.


 


Quando Hermione saiu, apressada, para a luz do sol que declinava, Malfoy a acompanhou facilmente com longas passadas. Dois cavalos estavam amarrados junto à entrada. Um alazão descontraído empinou, indiferente, uma orelha quando se aproximaram, enquanto o baio levantou a cabeça e relinchou suavemente.


 


Hermione dirigiu-se até o baio, pegando as rédeas para jogá-las por sobre a cabeça dele. Mas Malfoy segurou-a pelo braço, detendo-a.


 


- Tem medo de Ortega. Por quê?


 


Examinou atentamente o rosto erguido para ele.


 


- Sempre tive medo dele... desde a primeira vez que o vi - respondeu secamente -, não importa que você ache o contrário.


- O que quer dizer com isso? - indagou, com uma sobrancelha morena arqueada.


- Quero dizer que não o convidei para entrar na casa na noite em que tentou me estuprar, embora saiba que você não acredita nisso. Fico toda arrepiada cada vez que ele está nas proximidades.


 


Um arrepio de nojo correu pela sua pele enquanto falava.


 


Malfoy agarrou Hermione pelos ombros e virou-a para que olhasse para ele.


 


- Não precisa ter medo de Ortega. Ele não se aproximará mais de você. Sabe muitíssimo bem o que eu faria com ele.


 


Estava tentando tranqüilizá-la, e acreditava no que dizia. Mas Hermione não, e nem sabia explicar por que. Era apenas uma sensação esquisita que sentia sempre que via Neville Ortega. Era uma coisa que não conseguia definir.


 


Malfoy apertou-a com mais força, quando Hermione não lhe respondeu.


 


- Está me entendendo, Hermione?


- Estou - disse, sorrindo para disfarçar que não conseguia acreditar nele.


 


O baio encostou o focinho com carinho no braço dela. Hermione usou o gesto como desculpa para mudar de assunto.


 


- Por que não o monta mais, Malfoy?


- Porque é seu.


- Não literalmente, é claro.


 


Hermione sorriu com mais naturalidade, dessa feita, lembrando-se da explicação dele quando lhe haviam dado Arriba.


 


- O baio é meu, posso dá-lo. Não é simplesmente um gesto de cortesia - corrigiu Malfoy. - O baio é seu. Já disse isso a Neville. O baio é o cavalo que ele deverá selar sempre que você quiser montar.


- Por causa de Arriba - murmurou ela.


- É, por causa da égua. Não posso substituir o carinho que você tinha pela égua, mas posso lhe dar um cavalo que equivalha a ela. - Acariciou o topete do baio. - Ele não é tão veloz quanto a sua égua - explicou -, mas pode transpor cem montanhas carregando-a, e ainda ter o vigor para tentar outras cem. À noite, tem olhos felinos que podem distinguir um caminho seguro.


- Mas... - Hermione franziu o cenho. Ele próprio proclamara que o baio era o melhor cavalo. Será que dera para ela em sinal de confiança? Hermione não teve oportunidade de perguntar.


- Temos que ir. - Virou-se, segurando as rédeas do alazão e montando. - Chegou um cavaleiro, e tenho que ir falar com ele.


 


Jogando as rédeas por sobre a cabeça do baio, Hermione alçou-se à sela. Pôde apenas seguir sua decisão, assim que ele, imediatamente, virou o alazão na direção da casa.


 


Hermione reconheceu no cavaleiro o mesmo homem que viera em pleno temporal, fazia semanas. Dessa vez o homem não fez nenhuma tentativa de disfarçar o seu interesse por ela, e Hermione teve a impressão de que viera por sua causa.


 


Fosse qual fosse a informação que tivesse trazido, ela desagradou a Malfoy. Quando tentou confirmar a suspeita de que a notícia lhe dizia respeito, Malfoy negou-a prontamente, mas recusou-se a contar o motivo pelo qual o homem viera... de tão longe e tão depressa, a julgar pelo cavalo exausto e suado amarrado diante da casa de adobe.


 


Foi uma das poucas vezes, durante os dias serenos da sua recuperação, que Hermione lembrava-se de Malfoy tê-la excluído. E as horas de harmonia superavam, em muito, o momento em que uma barreira se interpôs entre eles.


 


A mudança no relacionamento deles era aparente para todos os que os viam juntos. Assim, Hermione começou a receber o respeito amistoso de todos no desfiladeiro. Até mesmo os guardas que cuidavam da porta sentiam isso, não mais ficando bruscamente alerta quando ela aparecia, mas sorrindo e fazendo um comprimento de cabeça, cortesmente. A casa de adobe e o desfiladeiro não eram mais uma prisão de onde ela quisesse fugir, e eles pareciam saber disso.


 


Com o sabonete e uma toalha nas mãos, Hermione saiu de casa. Servindo-se de uma combinação de mímica com os rudimentos de espanhol que aprendera com Consuelo, explicou ao guarda que ia lavar o cabelo no lago. Ele concordou com um movimento de cabeça, e fez sinal para que ela fosse. Sorriu consigo mesma, recordando a época em que seu caminho seria bloqueado por um rifle.


 


Só muito raramente sentia saudade dos pais, uma vontade de avisá-los de que estava bem. Parecia-lhe que se haviam passado anos desde que morara na casa deles. Sentia como se vivessem num outro mundo, onde ela não mais se encaixava. Hermione não se importava. Estava contente nesse mundo com Malfoy.


 


Cantarolando, distraída, ajoelhou-se à beira do lago. Estremeceu antes mesmo de enfiar a cabeça na água gelada. O cabelo crescera muito. Flutuava na água como um leque. Esfregou o sabonete nos cabelos até arder, depois espalhou o resto da espuma pela cabeleira.


 


Ao enxaguá-la, teve a sensação de que havia alguém por perto. Virou-se, numa semi-expectativa de ver Malfoy, mas não havia ninguém à vista. Dando de ombros, Hermione enfiou a cabeça na água. O dia estava lindo demais para voltar para casa imediatamente. Ela se dirigiu para um local perto do lago onde o sol penetrava a espessura das árvores e aquecia o solo. Desenrolando a toalha, começou a secar a ponta dos cabelos. Um leve barulho de grama pisada fê-la virar-se para a esquerda. Um homem a observava. Hermione já o vira no desfiladeiro, mas não sabia o seu nome. Havia algo nele que a deixava inquieta.


 


Ela sorriu, hesitante.


 


- Buenos días.


 


O homem não retribuiu o cumprimento, mas fez sinal para que ela se levantasse. Obedeceu, desconfiada, tentando concluir se ele viera a mando de Malfoy, devido à Sua longa ausência. Não sabia por que, mas achava que não. Quando o homem deu um passo em sua direção, ela recuou.


 


Um braço envolveu a sua cintura por trás. Uma mão tapou-lhe a boca, abafando o seu grito de alarme. Chutando e unhando, Hermione tentou livrar-se. O primeiro homem aproximou-se rapidamente dela, com uma corda na mão. Os pulsos fortemente amarrados, ela foi arrastada para o interior do bosque, onde três cavalos amarrados esperavam.

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