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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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11. Since I don't have you


Fic: Money Honey - Astoria e Draco - COMPLETA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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I don't have plans and schemes,
And I don't have hopes and dreams
I, I, I don't have anything
Since I don't have you. 

Since I Don’t Have You - Guns n' Roses





 


– Você deixou? – Eu me virei ao meu tio, atrás do balcão, mal acreditando no que ouvira. – Você deixou Dafne morar com você?


– Eu deixei ela passar a noite, é diferente – ele respondeu. – Ela realmente não tinha para onde ir. E eu sou acostumado com bêbados falando porcaria toda hora. O que você queria eu fizesse? Bem, depois ela foi embora. Não voltou nem para agradecer, então nem sei onde ela está.


Dava para ver que ele estava um pouco arrependido. Até comentou:


– Vocês são tão diferentes. Nem parecem ser filhas do mesmo pai.


Eu arregalei os olhos, quando algo me veio à cabeça. Dafne contava que papai traía mamãe com uma mulher trouxa. Será que... Não! Claro que não. Que tipo de novela mexicana minha vida poderia ser, afinal? Abanei a cabeça para espantar o pensamento de que Dafne não poderia ser minha irmã. Ela era mesmo.


– Mas não há dúvidas – continuou meu tio Frank. – Seu pai se preocupava muito com Julie. As coisas começaram a desandar quando vocês eram pequenas.


– Como assim? O senhor sempre soube que ele a traía?


– Todo mundo sabia, Astoria. Mas Julie fez de tudo para manter a família unida.


Eu nunca desconfiei durante a minha infância, nunca. Eu amava meu pai, nós éramos estranhamente unidos. Até o momento em que ele morreu, eu achava que ele me entendia mais do que qualquer outra pessoa.


– Eu não sei se eu seria capaz de fingir que não estou sendo traída.


– Bem, só tendo um filho para saber o que você faria – ele brincou.


– O senhor nunca quis ter um filho? Nessas horas que quero ter uma prima.


Ele fez uma careta.


– Eu seria um péssimo pai.


– Você devia voltar a sair com as mulheres. Se divertir um pouco. Quero dizer, adultos também precisam ter uma vida sexual.


– Astoria! – ele exclamou completamente vermelho.


– Que é? – eu me fingi inocente. – Só estou dizendo.


– Garota, você é mesmo filha da Julies. Fala tudo o que pensa, né?


Eu sorri mostrando os dentes, mas garanti:


– Nem tudo, acredite.


A porta do bar se abriu, revelando a entrada de uma mulher conhecida e alta. Era Tanya, a dona da loja de exposição de artes. Seus cabelos estavam soltos e apesar de estar com seus cinquenta anos completos, ela definitivamente conseguia aparentar uns trinta, no minimo. Era uma mulher elegante, como se ela tivesse sido modelo quando jovem. Segurei a risada, sentindo como se tivesse voltado ao terceiro ano, quando os meninos ficavam babando pelas garotas descaradamente. O sr. Johnson ali do lado quase deixou a garrafa que segurava cair.


– Oh, tio, esqueci de dizer que convidei a Tanya para conhecer seu bar, tá? – falei, ainda mais inocente.


Ele parecia completamente embaraçado e me encarou de um jeito fulminante. Ele estava todo vermelho quando Tanya sentou ao meu lado e, encatada, comentou:


– Oh, esse lugar é muito bonito.


Depois que o sr. Johnson virou “sócio” do meu tio, o bar havia sido redecorado e estava muito mais... apresentável. Havia até famílias almoçando ali. Então Tanya não estava sendo sarcástica nem nada.


– Olá, Tanya, este aqui é meu tio, Frank Greengrass – apresentei. – Irmão mais velho da minha mãe, não sei se vocês já chegaram a se conhecer, mas ele adoraria pagar um drink a você.


Na medida em que queria recompensar pela bondade dela de colocar meus quadros em exposição, eu queria que meu tio voltasse a se divirtir, conhecendo outra mulher de sua faixa etária. Tanya sorriu para ele, mesmo que ele fosse dez centímetros mais baixo.


– Eu aceitaria um drink. Dizem que seus whiskys são perfeitos, Frank. Adoro whiskys. Meu avô era dono de uma fábrica de Whisky.


Meu tio ficava piscando, como se nunca tivesse falado com uma mulher antes. Achei que era melhor eu ir embora logo. Ele estava bravo comigo agora, mas ia me agradecer mais tarde.


Fiz um tchauzinho a eles e saí do bar, rindo. Fiquei de me encontrar com Draco no fim daquela tarde; ele disse que tinha uma surpresa para mim. Não era meu aniversário nem um dia especial. Era como qualquer outro: sem graça e enjoativo. Mas eu estava animado para vê-lo de novo, descobrir o que ele tinha para mim.


Mas as horas que se passaram a seguir, foram os momentos mais intrigantes da minha vida. Eu aparatei até a Mansão, já que ele havia me convidado para jantar também. Obviamente nenhum de nós esperava pelo que ia acontecer.


O portão estava escancarado, o que me fez ter um pressentimento estranho. Entrei no jardim, caminhando até a porta de entrada, que também estava aberta.


– Draco? – chamei quando entrei.


Ninguém respondeu. A sala estava vazia. Até mesmo os quadros nas paredes estavam silenciosos.


– Sra. Malfoy? – perguntei, mas de novo o silêncio pairou. Não havia ninguém por lá. Pensei na possibilidade deles terem fugido para outro país, mas não. Eu vi que o piano estava aberto. Eu me aproximei e pisei em alguns pergaminhos. Eram as partituras. Narcisa nunca deixava o piano aberto, muito menos largava as partituras por aí. Será que...?


Eu corri, subindo as escadas, chamando por Draco tantas vezes que me senti idiota. Fui até o quarto dele já que eu havia memorizado todo o caminho. A porta também estava aberta e eu entrei no aposento com um nó na garganta.


O abajur estava ligado e as cortinas fechadas. Eu me aproximei da escrivaninha, onde em cima pousava duas passagens de trem para Caribe. A princípio eu senti como se estivesse caindo de um penhasco.


– Ele estava falando sério – eu murmurei. – Draco!


Por que eu insistia? Eles foram encontrados! Era a única explicação para o desaparecimento tão repentino.


– Merda... Draco! Draco! – Eu agarrei minha varinha e senti que minhas mãos estavam trêmulas, só com o pensamento. – Homenun Revellion!


Minha varinha não piscou. Não houve efeito algum. Não havia ninguém naquela casa.


– Não adianta, jovem – eu ouvi o retrato de um homem velho e pálido falar com uma voz estridente. – Aqueles homens miseráveis... só faltava nos levarem também.


Eu dei as costas quando o homem começou a xingar as famílias trouxas, eu já estava acostumada a ignorá-lo. Voltei ao quarto, contendo as lágrimas. Sentei na margem da cama olhando para todos os cantos, como se estivesse esperando Draco parar com a brincadeira idiota e aparecer de uma vez, tirando a roupa para mim. Ao meu lado, estava o maço de cigarro dele. Ele nunca o deixava em cima da cama. Eu o abri e tirei um. Coloquei entre meus lábios e o acendi com a minha própria varinha. Me pareceu o mais certo fazer isso agora. Noventa por cento das lágrimas que caíam não tinha nada a ver com a fumaça que eu expelia, mas podia usá-la como uma desculpa. Passei um dedo embaixo do meu olho e desabei na cama, olhando para o teto, como se não tivesse mais nada para fazer a não ser ficar ali, fumando e segurando os ingressos da viagem, da surpresa que ele tinha reservado para mim.


– O que está pensando, Astoria? – murmurei para mim mesma, dando uma risada áspera. – Ficou maluca...


Larguei o cigarro de lado; aquilo não ia me ajudar em nada. Fui embora. Enxuguei de vez todas as lágrimas, ergui a cabeça e voltei a rua do Beco Diagonal. Eu dava passos apressados, pesados e raivosos. Me recusava a ficar mais de um mês sem transar com ele! Ninguém tinha o direito de tirar aquilo de mim. Ninguém, muito menos ela.








– O que você fez com eles?


Ignorei os bruxos que olhavam em minha direção quando escancarei a porta da loja. Dafne estava no canto mais visitado da exposição e quando me aproximei dela, ela parou de conversar com um casal idoso e olhou para mim:


– Não sei do que está falando – e virou o rosto de volta para a mulher, sorrindo. – Então, estou vendendo-o por cinquental mil galeões, mas podemos negociar se está tão interessada.


– O que você fez com eles!? – gritei, finalmente chamando atenção.


– Eu disse que não sei do que está falando.


– Pare de fingir! Você os entregou! Eu sei que você fez isso!


A mulher ali perto – bem, não apenas ela – estava nos encarando, um tanto incomodada. Dafne finalmente disse:


– O que vai fazer, Astoria? Eles já deveriam ter sido levados para lá há muito tempo. Nem todas as pessoas tem a sorte de transar com um deles. Muitas morreram nas mãos deles.


– Draco não é um assassino!


Ela girou os olhos e cruzou os braços.


– Astoria, eu te poupei de mais sofrimento. Leia meus lábios: Draco não ama você! Ele só estava te comendo porque você é fácil e ele não quer se esforçar para encontrar alguém que preste... eu conheço o tipo, estudei com ele!


Minha raiva cresceu. Eu estava tão possessa que pouco liguei para o que as pessoas pensariam de mim. Fui levada por um sentimento terrível de querer acabar com tudo o que restava dela, quando empurrei o cavalete em que sua tela estava pousada à mostra, e provavelmente à venda. Não me importei que ela tenha demorado cinco anos para pintá-la ou até mais. O quadro caiu no chão com um estrondo e eu voltei a encarar Dafne, ofegando.


Eu sabia que logo mais tarde eu iria me arrepender da minha atitude. Mas eu fui impulsiva a minha vida toda, não ia ser agora que eu ia começar a me controlar. Não sabendo o que poderia ter acontecido a Draco e a família dele. Quem mais iria denunciá-los, senão Dafne, a quem neguei um lugar para ficar? Eu conhecia Dafne o suficiente para saber que ela seria capaz de fazer qualquer coisa para não aparentar estar pior do que eu.


– Você vai pagar por isso, Asty – disse Dafne num sussurro perigoso, enquanto as pessoas paravam de fazer o que estavam fazendo, para entender o que se passava entre nós.


– Se ele for levado... não vai ser só o seu quadro que eu vou quebrar.


Como se me desafiasse, ela me empurrou. De algum modo eu sabia que Dafne faria isso, então revidei. Depois, foi apenas instinto. Eu quis agredí-la, fazê-la se machucar da mesma forma como eu estava machucada. Eu esquivei de seu tapa, e ela puxou meu cabelo. Eu fiz o mesmo com o dela, que era loiro, longo e liso, igual aos da minha mãe; o meu eram negros como os do meu pai. Quando dei por mim, estávamos nos estapeando no chão como se fossemos mais do que apenas desconhecidas, e sim inimigas.


– Parem! Parem! – alguém exclamava, desesperado.


– Eu te odeio! – gritei, e o soco que dei contra seu rosto a fez parar de puxar meu cabelo. Mas ela não desistiu, e tentou dar o rebote, mas uma barreira azul pairou entre nós, expelindo nossos corpos para os lados opostos. Eu caí no chão há cinco metros dela. Olhei ao redor. Havia tantas pessoas assistindo que só reparei que Tanya havia voltado do bar, porque ela quem havia conjurado a barreira contra mim e minha irmã. Tive a visão de que eu estava de volta a Hogwarts, porque Tanya me lembrou exatamente a Professora McGonnagall naquele momento.


Um rapaz estendeu a mão para mim e me ajudou a levantar. Mal reparei que ele era um ex-colega da Corvinal.


Dafne estava com o nariz sangrando. Mal acreditei que fiz isso com minha própria irmã. Não que me sentisse orgulhosa... mas tive uma súbita satisfação, que foi embora rapidamente quando Tanya disse com a voz fina:


– As duas. – Era tão terrível ver uma mulher animada fazendo de tudo para não berrar comigo que quis ir embora imediatamente. – Saiam da minha loja.


Dafne foi a primeira a obedecer, dando passos em direção a saída, mas Tanya a impediu sem antes acrescentar:


– Os quadros. Pegue seus quadros.


– O quê? Quê? Não pode fazer isso! Ela quase quebrou meu quadro!


– As duas. Tirem seus quadros da minha exposição. Não quero mais vê-las! O que vão falar da minha loja agora? Que virou um clube de luta entre mulheres? Eu não quero isso. Agora! Saiam.


– Eu não posso sair daqui! Não posso! – exclamou Dafne, desesperada.


– Saia – pediu Tanya mostrando que segurava uma varinha.


Achei que Dafne ia agredi-la também, mas ela virou-se abruptamente em minha direção e gritou:


– Os dementadores vão comer a alma de Draco Malfoy e ele vai apodrecer em Azkaban antes que você possa dizer “eu sou uma vadia”, porque é isso o que você é!


Eu fiquei calada, sentindo minhas mãos tremerem. Sentia-me como... se tivesse entrado em erupção e expelido todo o fogo, a minha raiva, e agora só restava a chuva de cinzas: consequências. Meu coração pesava. Eu queria voltar ao tempo. Eu já estava arrependida. Será que valeu a pena? Tanya notou que eu ainda estava parada, perdida numa desgraça irritante, e disse, mas não no mesmo tom ríspido que dissera a Dafne:


– Astoria.


Aquilo foi o suficiente para eu entender. Estava nos expulsando de sua exposição. Eu não teria mais onde expor meus quadros. Eram nessas horas que eu tinha vontade de não ser quem eu era.


– Pronto, senhores – exclamou Tanya a todos que estavam ali. – A cena não acontecerá mais. Continuem apreciando as últimas obras de artes...


Aos poucos, as pessoas foram retornando seus afazeres, mesmo que ainda comentassem da briga.


– É uma pena – disse o rapaz que me ajudara a levantar. – Eu gostava bastante dos seus quadros.


Olhei para ele e então reconheci que era Caleb Foster. Ele tinha cabelos cacheados e um brinco na orelha direita, sua marca característica, que me fez lembrar dele. Ele me olhava meio preocupado e me ajudou a tirar as telas do cavalete.


– Sabe, eu não acreditava que um dia veria a garota mais quieta da classe atacando a própria irmã em público – comentou. – Foi bem legal, para falar a verdade.


A única coisa que me restou foi rir, mesmo sem muita emoção.


– Ainda lembra de mim? – ele perguntou.


– Você é aquele garoto que mandava cartas no dia dos namorados para mim. Você não deixa esquecer.


Ele abanou a cabeça, rindo um pouco. Dei dois toques com a varinha em cada um de meus quadros, fazendo-os se materializarem, com uma dor no peito. Dafne já tinha saído, assim como seus quadros lindos e perfeitos. Agora era minha vez. Tanya não me olhou com desprezo, como receei que olharia. Depois que saí da loja, perguntei-me se ela teria gostado do meu tio. Ou pior, se ele teria gostado dela.


– Não deixo de me perguntar o que a fez dar aquele belo soco em Dafne – disse Caleb que, sem eu perceber, estava andando ao meu lado pela rua. – O que Draco Malfoy tem a ver com isso?


– Mais do que pode imaginar. Eu preciso ir – falei. – Foi bom revê-lo.


Comecei a dar passos apressados mas ele me chamou outra vez.


– Gostaria de sair um pouco? Eu venho... tentando te chamar para sair há algum tempo e acho que agora que você vai sair da exposição... não sei se terei outra chance. Não precisa ser agora. Talvez um outro dia. Eu trabalho na logros, ali da esquina. Você poderia dar uma passada por lá.


Olhei para a loja Gemialidade Weasley, que era a mais movimentada do Beco Diagonal. Já entrei algumas vezes, mas depois que comecei a sair com Draco, ele tentava evitar passar lá perto, então não tive outras chances de visitá-la.


– Talvez um outro dia – repeti, sem prometer nada.


Caleb sorriu, um pouco genuíno demais e desviou o olhar timidamente.


– Bem, pode voltar ao seu caminho. Desculpe atrapalhá-la, sei que está mal agora... por causa da briga... mas... não consegui me segurar.


– Tudo bem. – Eu olhei de novo para a logros e para ele, que curiosamente não conseguia sustentar meu olhar por muito tempo, como se eu o intimidasse. Pisquei, ao notar que não havia comparação alguma com Draco. As intenções de Caleb eram iguais a de todos os homens, mesmo que ele fosse bonzinho e não demonstrasse nada além de sua vontade de me conhecer melhor agora. E eu simplesmente não me imaginava tirando a roupa dele ou ele a minha, num futuro distante. Na verdade, eu não conseguia imaginar futuro algum naquele momento.


Eu fui me afastando, sentindo o olhar do rapaz sobre mim até eu virar a esquina. Quando tive certeza de que ninguém estava me olhando, eu me encostei na parede de uma loja e respirei fundo, sentindo a dor constante no peito, aquela dor que diz para você não se segurar. Eu me deixei chorar, tampando meu rosto com as mãos, envergonhada.


– Astoria?


– Vai embora. – Eu não sabia quem era, mas não queria falar com ninguém.


– Estava procurando você.


Eu enxuguei meu rosto e quando vi que Hermione Granger me encarava com pena, eu engoli o soluço. O que ela estava fazendo ali? Não tinha coisa melhor para fazer do que tentar entender por que eu estava chorando? Por que as pessoas tinham que ser tão curiosa?


Ela se aproximou de mim, cautelosamente.


– Talvez você queira saber... haverá um julgamento. Você não vai poder assisti-lo, por não trabalhar no Ministério, mas posso levá-la até lá, se quiser... Independente do que acontecer, assim poderá falar com ele.


– De que adianta? – perguntei.


– Apesar da denúncia de sua irmã, sabemos que os Malfoy não são mais uma ameaça. No entanto... o julgamento terá que acontecer, são as leis.


– E vocês concordam com isso? Em julgar pessoas que não tiveram nenhuma escolha no que fizeram?


– Não, não concordamos, mas há situações que... precisamos avaliar, entende? O pai dele, bem, o pai dele fez coisas ruins, escapou de Azkaban. E ainda bruxos perigosos, as pessoas ainda estão muito assustadas. Elas querem justiça, a paz...


Foi naquele momento que senti pela primeira vez na pele o fato de que eu estava no outro lado da jogada. Eu não achava justo tirarem Draco de mim, por isso fiquei cega para o pavor que passava na mente das outras pessoas que perderam suas famílias e amigos por conta de Comensais da Morte. E não podia me esquecer que eu não era a única no mundo.


Hermione me fitou mais um pouco e disse:


– Se você quiser ir ao Ministério e vê-los, terá de ser amanhã de manhã. Encontre-me no Caldeirão Furado, às nove horas. Trabalho no Departamento de Execução da Lei das Magias.


– Você vai participar do julgamento?


Ela assentiu. Será que eu vi um pouco de esperança nisso?


– Por que se importa tanto? – perguntei, enxugando os olhos.


– A questão não é se importar – deixou claro. – Só acredito que as pessoas mereçam uma segunda chance. Mesmo aquelas que te ofendeu durante a vida toda.


 


 


 


 


Minha vida era tão diferente quando eu tinha cinco anos. Não que eu pense nela até hoje, mas... eu sentia falta daquela inocência.


“Daffy”, minha voz saíra baixa quando tentei chamá-la. Ela estava sentada na cama do nosso quarto, pintando um de seus desenhos. Era madrugada de Natal e ela havia ganhado uma caixa enorme apenas de lápis coloridos e pinceis, que nossos pais faziam questão de dar a ela, por acreditarem que estavam criando uma artista. Com apenas sete anos, Dafne já demonstrava talento no que faz até hoje. Ela desviou os olhos quando chamei pela segunda vez e me viu se aproximar, dizendo: “Olha o que eu fiz.”


Eu adorava vê-la pintar naquela época, por isso tentei fazer um desenho meu. Na minha concepção, eu havia desenhado nossa gata, mas quando mostrei a Dafne ela tampou a boca para abafar a risada.


“Está horrorosa, Astoria!”, ela disse, com um sorriso que não entendi muito bem. “Deite aqui, vou te ensinar a desenhar.”


Eu subi a cama dela e deitei de bruços ao seu lado. Ela tirou os cabelos loiros dos olhos, pegou o lápis ao seu lado e começou a fazer traços perfeitos, desenhando a gata. Eu estava encantada, como se estivesse vendo-a fazer mágica, como quando via mamãe conjurando feitiços que me hipnotizavam de tão incríveis.


“Viu? É assim que se faz” ela disse com o orgulho na voz. “Tente de novo.”


Eu peguei outro pergaminho e tentei, com toda a dedicação que eu tinha. Ficamos fazendo nossos respectivos desenhos, mas de repente me desconcentrei quando ouvi papai começar a falar alto, lá na cozinha.


 “Por que papai está gritando com mamãe?”, perguntei.


“Não ligue”, disse Dafne, tampando meus ouvidos de repente. “Não precisamos escutar isso.”


 


– Ei, você chegou cedo – Hermione comentou quando nos encontramos no Calderão Furado, no dia seguinte. Eu estava lá desde as sete horas, esperando-a sentada numa mesa, enquanto tinha aquela lembrança de quinze anos atrás. Não tinha conseguido dormir bem, como se eu tivesse passado frio. – Bem, acompanhe-me.


Ela me levou ao Ministério da Magia. Pela primeira vez, estive lá. Prometi que não ia tentar fazer nenhuma besteira, ou invadir o julgamento. Controlei-me, lembrando a mim mesma que nem tudo estava perdido. Não era como se eu precisasse de Draco ou algo assim.


Ok, chega de se enganar, Astoria.


Enquanto atravessávamos os corredores extensos, cheios de portas, eu não aguentei e tive de perguntar:


– Não posso vê-los agora?


– Já vai começar em dois minutos. – Ela olhou para o relógio e apressou os passos. Não sabia onde estávamos indo, eu apenas a segui. Paramos em uma porta escura e extensa depois de subir vários elevadores. Hermione cumprimentou um homem alto e negro educadamente, que passou por nós duas. – Zabini, o que faz aqui?


– Alguém tem que ficar do lado deles – respondeu antes de entrar na sala.


Hermione se virou para mim com um novo olhar.


– Bem, isso muda os fatos agora. Zabini vai defender os Malfoy e ele é realmente bom no que faz.


– Eu me lembro dele. Não sabia que trabalhava nesse departamento do Ministério.


– Há muitas pessoas que você não imaginaria... trabalhando aqui.


– Onde eu posso esperar o julgamento acabar?


– Tem dois sofás ali perto da fonte, se quiser se sentar. Preciso entrar agora... Harry já deve estar lá dentro.


Harry Potter lá dentro? Bem, isso ia sair no Profeta Diário, obviamente.


Ela deu um sorriso gentil e entrou na sala. Não reparei muito em quem aparecia, porque queria tentar manter a calma, não pensar no pior. Todas aquelas pessoas que entravam para o julgamento, a maioria delas odiava os Malfoy. Abanei a cabeça. Não. Tudo vai ficar bem.


Dez minutos depois, eu ainda esperava. O Ministério ainda continuava agitado. As pessoas passavam por mim e algumas me reconheciam.


Vinte minutos depois, comecei a massagear minhas têmporas.


Meia hora depois. Uma hora. Quando isso ia acabar?


Uma hora e meia, levantei-me e fiquei andando de um lado para o outro.


Duas horas, voltei a me sentar. Um velho senhor sentava-se ao meu lado.


– Por que está demorando tanto? – perguntei.


– Julgamentos são mesmo demorados.


Duas horas e quinze minutos, feliz pelo cara ter saído de lá.


Duas horas e meia, eu já não saberia mais o que fazer, se a porta da sala do julgamento não tivesse sido aberta.


Eu me levantei depressa. Os bruxos que saíam estavam fazendo comentários abafados, que não entendi direito. Quando Hermione saiu, segurando algumas papeladas, ela estava com uma expressão aflita, que não compreendi.


Draco apareceu atrás dela, ao lado da sra. Malfoy, e de Zabini, a quem apertava a mão. O antigo amigo de Draco se afastou, como se já tivesse cumprido sua tarefa. Eu esqueci completamente em me importar com o que Hermione ia dizer. Será que era um bom sinal? Eu devo me aproximar? Eles estavam livres? Eu me aproximei, mas quando olhei para Draco e vi que não estava sorrindo, então eu parei de sorrir.


– Pelo menos já tenho um lugar para visitar nas férias – Draco resmungou.


– O quê? – soltei.


– Por um segundo achei que meu pai também ia se safar – comentou Draco a ninguém em particular. Ele parecia um tanto... transtornado. – Mas foi estranho... ele disse que tinha que acertar as contas em Azkaban.


– Foi uma atitude impressionante – comentou Hermione.


– Estamos mais surpresos que você, Granger.


Ela hesitou um pouco, mas com a postura ereta, estendeu a mão onde, logo mais tarde, eu notei que havia um anel de casado em seu dedo.


– Pode me chamar de Weasley – disse com um certo orgulho na voz.


Por um segundo, vi Draco erguer as sobrancelhas, enquanto apertava a mão dela.


– Certo... Weasley. Podemos ir embora agora, suponho. Vamos, mãe – ele segurou o ombro dela enquanto voltavam a andar. – Pelo menos não tem mais dementadores por lá. Papai vai ficar bem. São só por alguns anos...


Narcisa assentiu, olhando constantemente para trás. O marido dela voltara a Azkaban. Não tinha como entender o medo que ela poderia estar sentindo. Ou tinha?


Enquanto eles se adiantavam, juntos, Hermione andava ao meu lado.


– Não íamos prendê-los, sabe? Acho que Lucius Malfoy escolheu o próprio destino. Ele sabe que cometeu muitos erros. Mas... Narcisa, bem, não acredito que mereça ficar sozinha dessa forma. Bem, é melhor eu voltar ao trabalho. Nos veremos uma próxima vez, Astoria. Tenha uma boa tarde. Harry, me espere!


Quando ela se afastou com o amigo, eu olhei para frente, vendo Draco livre, ao lado da mãe que tentava esconder suas emoções para todas aquelas pessoas do Ministério, que eram loucas para tirarem suas próprias conclusões. Nunca a admirei tanto, por conseguir aguentar e se demonstrar imune a qualquer comentário que faziam de sua família. Sua postura era inspiradora.


Draco olhou para mim, a expressão indecifrável, mas ele fez algo surpreendente ao em vez de dizer alguma coisa. Na frente de todos aqueles bruxos curiosos, deixou-me entrelaçar nossos dedos quando segurou minha mão. Narcisa nos observou por alguns segundos e pareceu mais confiante ao seguir em frente, sabendo que deixava Lucius em Azkaban, mas voltava com o filho. Caminhando em direção a lareira, para viajarmos com pó de flu, nunca me senti tão aliviada em minha vida.


 






– Não foi do feitio dele ter aceitado ser preso – Draco murmurou, olhando fixamente para a janela do seu quarto. Estava chuviscando, mas ele não parecia estar reparando nisso. O cigarro entre seus dedos mostrava que ainda havia muitas coisas para serem resolvidas. Eu me aproximei por trás, passando os braços ao redor dele, como se o protegesse.


– Desculpe por tudo – eu disse.


– Você não tem que se desculpar por nada. Não é como se merecessemos piedade. Minha mãe é o que me preocupa. Não gosto de vê-la sozinha. Meu pai a deixou sozinha.


– Ela é uma mulher forte – eu garanti.


– Tanto que às vezes duvido ser o filho dela. – Ele jogou o cigarro pela janela e se virou para mim.


– Draco... – tentei dizer, delicadamente, mas ele me impediu.


– Não preciso de palavras de conforto, Astoria. Eu estou bem. Talvez melhor do que nunca estive.


Não, ele não disse que me amava outra vez, mas aquelas palavras soaram mais certas quando as ouvi. Beijou-me uma vez nos lábios, de uma maneira lenta, mas possessiva. Ele quis se afastar mas segurei seu rosto com as duas mãos.


Ele começou a beijar meu pescoço, suavemente. Senti inspiração para sussurrar apertando-o mais contra mim e passando a mão em suas costas dentro da camisa que usava:


– Não me deixe ficar sem transar com você essa noite, Draco.


Os braços dele se moveram até meu quadril e ele me levantou do chão, prensando seus dedos na minha coxa, e minhas pernas entrelaçarem sua cintura. Abri a camisa dele, deslizando a palma da mão em seu peito. Ele me prensou contra a parede fria, fazendo-me soltar um arquejo sofrido. Ele o abafou com os lábios, antes de perguntar:


– Só essa noite?


E fez pressão entre minhas pernas, apertando com força a palma da mão contra meus seios ainda vestidos com o sutiã.


– Não... – gemi, já não tendo como esconder. – Não só essa... Todas...


– Serão muitas noites – comentou, mas agarrei seu rosto com força e por pouco não o arranhei.


– Não me importa. Eu quero você.


Ao ouvir aquilo, ele me jogou na cama macia. Eu o esperei se aproximar, chamando-o com o olhar. Ele abriu o botão da calça, de joelhos a minha frente. Eu o ajudei a tirar essa peça de roupa, livrando-se dela com determinação. Eu sempre tive determinação, mas era como se eu dependesse disso agora.


Draco voltou a se deitar sobre mim, beijando minha boca, distraindo-me complemente de todos os acontecimentos. Eu podia sentir minha mente bloqueando tudo, dando apenas espaço para apreciar o seu toque urgente e necessário; perigoso, alucinante, viciante.


A mão dele entrou em minha calcinha quando tirou minha calça. Seus dedos estimulavam minha entrada, do mesmo jeito que ele costuma fazer com seu pênis. Mordi os lábios, arqueando o quadril contra sua mão. Eu já estava completamente lubrificada, precisando do fogo dentro de mim.


Ele sussurrava, sem parar o que estava fazendo:


– Grite para mim, querida.


– Eu não... quero ser a única a gritar... Draco – falei com dificuldade, afastando a mão dele. Surpreso, deixou-me deitar sobre ele.


– O que você vai fazer? – perguntou como se não soubesse.


– Recompensar você – respondi displiscente, passando a língua no seu pescoço. Ele jogou a cabeça para trás. O quarto estava escuro, silencioso, apenas com o som de nossas respirações.


Deslizei a língua no seu peito, enquanto minha mão entrava dentro de sua cueca, apertando-o gentilmente no começo. Senti-o estremecer entre meus dedos, já excitado e pedindo toda a atenção possível.


Eu sabia que era só questão de tempo até Draco fazer um comentário sarcástico e eu responder com um irônico, mas isso não aconteceu. Parecia tão sério agora. Ele gemia fraquinho, orgulhoso, enquanto eu o tocava, aumentando o rítmo de minha mão em seu membro duro e maravilhoso. Seu quadril movia-se em sincronia. Aos poucos, ele foi se soltando. Eu o observei ficar com os olhos fechados, apreciando sem medo.


Não era o suficiente para mim. Desci o elástico da sua boxer, que puxei e a tirei de seu corpo. Apertando suas coxas com força, arranhando-o, do jeito que ele gostava, eu encontrei o que precisava.


– Ohh... – ele gemeu alto quando coloquei seu membro entre meus lábios, surpreendendo-o. Geralmente eu demorava para fazer isso, mas ele era a tentação e eu estava cansada de evitar o inevitável. Além disso, eu queria lhe dar prazer. Fazê-lo gritar, como ele fazia comigo. – Astoria... ohhh...!


Ele acariciava meu cabelo, enquanto eu experimentava o gosto da sua excitação por mim, sem nenhuma pressa. Seus gemidos me estimulavam. Eu o sentia se contorcer, enquanto minha língua movimentava-se por toda extenção de seu membro. Por um momento, afastei-me, lambendo os lábios, para olhar para ele. O braço flexionado sobre os olhos, enquanto arqueava o corpo lascivo para mim.


– Não... – ele reclamou, a voz a abafada. – Não se atreva... a parar...


– Não vou – prometi, asfixiada pela visão que eu tinha dele tão vulnerável a mim.


Voltei o que estava fazendo, até ele implorar por mais, gemendo sem pudor algum. Em um momento ele puxou meus cabelos e eu arranhei sua coxa, ainda estimulando sua ereção, com a boca. Eu conhecia o suficiente para saber o momento certo que ele estava para gozar, e não era aquele. Continuei, ouvindo-o gritar e gemer palavrões, que soavam como elogios. Valia tanto a pena perder o orgulho... quando ele ficava assim, sem controle, e dessa vez não ditava o que eu devia fazer. Eu não tinha instrução nenhuma; só o meu desejo, minha confiança.


Quando terminei, subi os lábios de volta ao seu peito, enquanto o sentia gozando forte, como se não tivesse conseguido se controlar. Voltei a me deitar ao seu lado, observando sua expressão de puro êxtase.


Mas Draco era vingativo. E eu adorava sua disposição, o fato de que ele nunca parecia se cansar. Antes mesmo dele se recuperar, ele ficou sobre mim e retribuiu tudo o que fiz com ele, com os movimentos da sua língua quente e habilidosa contra meu clitóris. Eu estava tão... excitada, precisando dele, que quando me penetrou com força e disposição, segurando-se ao meu corpo, eu pensei que iria explodir antes mesmo dele se mover contra mim.


– Astoria, eu... – ele gemia. Tive a impressão de que ele ia dizer que me amava, por isso o puxei para continuar beijando-o, e ele acabou por se calar. O gosto de sua língua dentro da minha boca, o suor do seu corpo, além dos movimentos desesperados dentro de mim, já eram o suficiente.


– Não... preciso... ouvir – expliquei e senti todo o seu líquido me invadir, quando gozamos juntos. Nada mais justo. Nada mais certo. Nada mais perfeito, do que sentir o seu corpo desabar sobre o meu, exausto, e não querer sair daquela cama tão cedo.


Não queria voltar para a casa para abafar minha vergonha – principalmente porque não havia vergonha com ele – só ali eu me sentia segura e, de algum modo... confiante de que minha vida não era só um pedaço de merda, em que tudo parecia dar errado.


– Oh, Astoria – ele respirou com força, enterrando a cabeça no travesseiro, perto do meu pescoço. – Por que não existem outras mulheres como você?


Dei uma leve risada, acariciando sua nuca.


– Uma só não é o suficiente? – perguntei, num ar irônico, como sempre.


– Quero dizer... – ele voltou a me encarar e tirou o cabelo dos olhos, jogando-o para trás com os dedos. Eu adorava quando ele fazia isso. – Tem algo em você que nunca experimentei com ninguém antes. E nós já transamos de todas as formas possíveis... eu deveria ter me cansado, você sabe... partido para outra.


– Talvez os outros garotos tenham razão... – respondi, com um sorriso de lado, jogando meus braços pelo seu pescoço. – Eu sou muito boa na cama. Você não vai querer disperdiçar.


– Ei, pare de agir como se você se chamasse Draco Malfoy, sua convencida – ele protestou e eu dei uma risada alta. – Estou falando sério, isso me assusta.


– Precisamos parar de conviver juntos – eu auxiliei. Ele concordou, mas ainda continuou em cima de mim e não parecia disposto a sair. Reparei na sua inércia, e perguntei: – Já cansou?


Ele disse algo que nunca achei que o ouviria dizer naquele momento:


– Estou exausto.


E desabou ao meu lado.


Eu ri, satisfeita por ele ter sido o primeiro a se render dessa vez. Mas imaginava que sua exaustão tinha a ver com o dia que tivemos hoje, por isso não o provoquei, apenas fechei os olhos, reparando no quão cansada eu também estava.


Ele tentava não reclamar do fato de eu ficar me virando de um lado para o outro enquanto estou dormindo, sendo que ele não se movia um centímetro, até mesmo dormindo na própria cama. Parecia um vampiro hibernando, exceto que ele emetia calor. Eu achava aquilo tão estranho, mais estranho porque eu reparava nesses detalhes idiotas. E o fato dele não tentar disputar o cobertor comigo fazia a coisa de dormir com ele ficar muito mais fácil, porque eu não suportava dividir o cobertor.


Mas não significava que Draco não reparava na minha inquietação norturna ou não se irritava comigo quando acordava e via que eu estava com o cobertor todo só para mim. No meio daquela madrugada então, como eu estava virada de costas para ele, eu o senti me abraçar por trás, enrolando um braço na minha cintura, prendendo-me contra ele. Nunca havíamos dormido abraçados, então ele explicou meio impaciente:


– Talvez se eu te segurar você não tira o cobertor de mim essa noite...


– Ah, está bem, desculpe – eu falei, segurando a risada.


– Se fosse outra mulher, eu já teria feito ela sair da minha cama com um feitiço estuporante.


– Se fosse outra mulher eu teria feito ela sair da sua cama.


Aquela sua tática foi muito inteligente e ele adquiriu o costume de me segurar para dormirmos, resolvendo todos os nossos problemas.


Bem, nem todos, mas eu estava me sentindo bem demais para me lembrar de outras coisas.


 


 


 


Honeys, quero muito agradecer os que estão comentando sempre e os que apenas estão lendo também! Conto com vocês para ditarem como as coisas estão indo na fic! E prometo que vou tentar fazer notas mais decentes e comentar um pouco sobre minha perspectiva sobre os capítulos.


Sim, sim, pareceu muito repentino o Draco dizer que ama Astoria, ou tentar dizer outra vez, mas é exatamente essa a impressão que quero dar. Uma declaração que demonstre sua tentativa de entender porque está dizendo isso, mesmo que ele não tenha certeza... acho que ele sempre quis ter essa chance... de poder experimentar a “sonoridade” ou a “sinceridade” dessas palavras, direcionadas a alguém que ele se importe de verdade. Os dois são muito intuitivos, quando estão juntos. E até separados, como no momento que a Astoria briga com Dafne. Opa, e aquilo não ajudou em NADA na relação delas (e na VIDA delas), mas quis mostrar através disso que, mesmo que tudo está uma porcaria, a gente sempre dá um jeito de piorar a situação quando perde completamente a cabeça, e nem personagens de fanfics parecem fugir disso. Puta merda. SAHIUSAHIAUSHAUAH


Enfim, quero os comentários de vocês agora!


Espero que tenham gostado desse capítulo... Juro que achava que a Fic não ia passar do prólogo :P


Vou demorar um pouco pra postar o próximo, entããão... aproveitem!


 


 

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Comentários: 7

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Enviado por luise mau em 29/05/2011

estou gostando muito da sua fic! o nc sem ser vulgar e ahistória muito boa. faz muito tempo que eu não leio qualquer coisa que não seja dos marotos, mas resolvi dar uma chance pra sua fic e ela é extremamente boa! esperando ansiosa o próximo capítulo. bjos

Nota: 5

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Enviado por MarianaBortoletti em 22/05/2011

Capítulo Fantástico!

Fiquei com medo do resultado do julgamento, juro. Gosto tanto do Draco e da Narcisa que morri de medo de eles serem presos ou sei lá... Fiquei com peninha do Lúcio, mas eu tenho que me convencer de que o Lúcio Malfoy não é o Jason Isaacs e que eu não amo o Lúcio; só o Jason...!

Eu adoro esses toques de NC que tu dá de vez em quando, fica tão natural e torna tudo tão mais intenso que a gente chega a entender as personagens. Essas brigas e impulsividades tmb; a coisa chega a se tornar palpável e uma fic que não tem isso, não passa do prológo mesmo. Um toque de mestre. Gosto cada vez mais dessa fic! :D

Nota: 5

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Enviado por Ana Slytherin em 22/05/2011

Maravilhosooo
Fiquei deseperada com o que aconteceu com os Malfoy  e deu pra perceber o quanto a Asty se importa com eles 
A entrada da Mine me surpreendeu um pouco mas  foi otima
A Narcisa nao perde a pose em nenhuma ocasião por pior que seja, uma verdeira Malfoy
A desculpa pra abraçar ela de noite é mais forma de demostrar carinho 
Esperando o proximo , mesmo que demore 

Nota: 5

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Enviado por Felipe S. em 20/05/2011

Mione sempre fantástica, fala sério. *__*

Bem, Astoria ja aceita que o ama, assim como já sabe que é recíproco. Mas, ainda acho que a coitada tem medo, vá entender. O que Lucius fez prova que a família se arrependeu, sem falar na admiração que a garota tem para com Narcisa.

Dafne assumiu de vez o papel de antagonista e promete...

Não acredito que você achava que não passaria do prólogo! *___*

Mesmo vc afirmando que vai demorar, bem, minha cara de pau me permite pedir que não demore muito. xD

Gostando muito mesmo da fic, os sentimentos da narradora são passados de maneira tão intensa, que chegamos a pensar que compartilhamos sentimentos com ela. Sério, cap muito bom! o///

Nota: 5

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Enviado por Mohrod em 20/05/2011

Adorei!

 A briga da Asty com a Dafne, o draco tentando se expressar, a tensão do julgamento, a Hermione Weasley ajudando-os....

 Nossa, esse capítulo tá mara!

 beijo

Nota: 5

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Enviado por Mohrod em 20/05/2011

Adorei!

 A briga da Asty com a Dafne, o draco tentando se expressar, a tensão do julgamento, a Hermione Weasley ajudando-os....

 Nossa, esse capítulo tá mara!

 beijo

Nota: 5

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Enviado por barbara aguiar azevedo em 20/05/2011

Caaaapiiiitulo fantasticoooooooooooooooooooo!!!

primeiro o desespero da Ast qnd descobre que eles foram levados... definitivamente ela mostrou o qnt se importa nessa hr. ela mesmo percebeu isso!!!
MEUUU DEEEEUS, essa briiiiga elevou o ibopeee!!! Nem quero ver a vingança da Dafneee!!! sahusahuashsua
Draco, perfeitooo (nem tenho uma queeedinha por ele, né!? ;D ), comprou as passagens pro Caribe... aaah, seria até fofo se não estivessemos falando de um Malfoy!
A ajuda da Mione foi divinamente anexada a história.

gosteii como vc demonstrou o qnt a Ast é um "sangue-puro aristocratica", ela se viu do outro lado da situação.

Queee saiiida foi essa do Lucio??? Ele vai voltar, prevejo isso!!! sahsuahasuhasuashua
Narcisa, fina ee elegante como sempre, nunca perdee a poseee!!!


Esperando por mais!!! +)


ps: adoooro como vc mistura NC com a históriaa!!!

Nota: 5

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