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10. paranoid


Fic: Money Honey - Astoria e Draco - COMPLETA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Paranoid


 


Eu estava expelindo fumaças de ar frio com a boca, distraidamente, na última noite do ano, enquanto saía do bar e voltava para a casa, empacotada por blusas de lãs e casacos. Passei uma semana sem ver Draco. Ele estava se escondendo. Eu não sabia o que pensar sobre isso, mas acreditava que se realmente os aurores queriam prendê-los, já teriam feito há muito tempo. Eu também não queria pensar sobre a falta que eu sentia dele. Eu já estava com frio o bastante, andando pela rua escura, para ficar sentindo meu estômago se revirar sozinho.


Durante aquele tempo, eu consegui comprar um apartamento confortável em Londres. Eu estava satisfeita por ter atingido um de meus objetivos. E não via à hora de voltar para casa depois de uma noite cansativa e sem graça de festa de final de ano no bar. Eu poderia ter aparatado até o apartamento, mas eu gostava de andar pela rua, mesmo sozinha, e cumprimentar as pessoas, desejando feliz ano novo a elas.


Cheguei ao prédio e subi as escadas para me aquecer do frio. Abri a porta do meu apartamento no quinto andar. Eu poderia ter bebido um pouco mas lembrava perfeitamente que eu havia trancado a porta. Vi que ela estava aberta; hesitei, o sangue subindo a minha cabeça.


Não contara a ninguém onde eu estava morando, somente ao meu tio. Mas nem por isso duvidei, então tirei a varinha do meu bolso e, silenciosamente, entrei no apartamento.


Sobressaltei-me ao ver Dafne sentada no meu sofá quando acendi a luz. Eu poderia ter ficado irritada por ela ter invadido minha casa, mas a cena era estranha. E o que senti foi medo. Ela estava com os olhos arregalados, sua boca tampada por uma fita isolante. Emitia sons abafados e desesperados, contorcendo-se contra um fio mágico que a prendia nos pés e nas mãos.


Dafne gesticulava miseravelmente com a cabeça, como se estivesse me avisando alguma coisa.


Antes que eu pensasse em olhar para os lados, para saber onde ele estava, algo me atingiu na cabeça com força, e eu caí no chão da salinha.


– Você não aguentou e teve que contar para ela que não sou bonzinho, não é? – exclamou Sebastian. – Agora perdeu toda a graça, estava esperando fazer uma surpresa no casamento.


– Solta ela – eu grunhi, deitada de bruços no chão. Ao meu lado, minha varinha caiu. Sebastian ia pisar nela, mas consegui colocar minha mão em cima. A única coisa que me veio no momento foi morder a perna dele, quando ele pisou em minha mão. Eu consegui. Ele se afastou, xingando. Levantei-me depressa, um pouco tonta, e vi que ele segurava um de meus quadros, que me atingiu na cabeça.


– Já te disseram que é covardia bater em mulher?


– Você é uma puta – ele sorriu. – Tão vulnerável e tão fácil de encontrar! Eu me divirto muito fazendo isso com você. E agora encontrei diversão em dobro.


– Vai pro inferno – eu mandei, apontando a varinha para ele. Não ia pensar um segundo até acabar com a vida daquele canalha, mas a varinha dele estava apontada para Dafne.


– Um passo em falso, querida, e sua irmã já era.


Havia lágrimas caindo do rosto bonito de Dafne. Lágrimas verdadeiras caindo pelas bochechas dela. Porque era a vida dela em jogo. Ela me encarava desesperada. Pensei em quando me abandonara na sala de Transfiguração durante a guerra em Hogwarts. Eu poderia dizer: “Se tiver que sobreviver, isso acontecerá” da maneira como havia me falado. Mas, mais uma vez, eu sabia que eu não era como ela.


– Largue a varinha no chão, agora – mandou Sebastian. Quando eu demorei, hesitante, ele acionou Crucius e ouvir Dafne submetida a essa maldição me deixou aturdida. Eu não desejava aquilo a ninguém.


– Ok, ok! – gritei, colocando a varinha no chão da sala. Sebastian agarrou meu braço e me jogou ao lado de Dafne, que tremia.


– Agora vocês não vão sair daqui até você fazer o que eu mandar.


Ele acionou um feitiço em minhas mãos e pernas, prendendo-me com uma corda apertada. Por alguns segundos, ele saiu da sala e foi até a cozinha. Olhei para Dafne, que chorava.


– Vai ficar tudo bem – eu disse, mesmo não sendo aquele o papel da irmã mais nova. – Mas a gente não pode ficar esperando alguém nos salvar...


Sebastian voltou, segurando uma faca, antes que eu pensasse em um plano para sair dali. Aproximou-se de nós duas, agachando-se na altura de nossos rostos. Estávamos encostadas ombro a ombro. Ele olhou para mim e depois para Dafne.


– Vocês são tão lindas... Achei que tinha perdido a primeira irmã... mas depois que descobri que tinha mais uma – ele passou um dedo pelo rosto de Dafne, que tentou se esquivar, pois era os dedos que seguravam a faca. – Eu adoraria ter suas cabeças na minha coleção.


Aquilo me deu vontade de vomitar. Mas Sebastian começou a rir e disse que só estava brincando.


– Eu só vou querer um pouco de vocês duas.


– Por quê? – fiz a pergunta estúpida, mas essencial.


– Ah, eu gosto disso. Talvez acabe matando vocês duas depois, mas vai valer a pena. Ninguém vai sentir muita falta, vai?


Enquanto ele dizia isso, aproximava a faca no pescoço de Dafne, que tentava se soltar miseravelmente.


– Pare de ficar se debatendo ou eu te mato.


– Não! Pare! – eu gritei, desesperada. – Não faça isso nela! Pare de se mover, Dafne...


Puta estupidez, mas eu não queria ver aquilo. Não podia deixar aquilo acontecer.


– Não se preocupe, Astoria, você vai ter a sua vez.


– Faremos o que mandar, qualquer coisa, apenas... afaste-se dela!


– O que foi que você disse? – ele apurou os ouvidos. – Você fará o que eu mandar?


– Sim, sim!


– Até se eu pedir para você tirar a minha calça e chupar o meu pau, você faria isso?


Fingi que a pergunta tinha sido: “Até se eu pedir para você desenhar um balão, você faria isso?” para responder um “sim” que partia meu coração.


– O que você quiser... só se afaste...


– Isso é interessante. Você era boa nisso – ele comentou, rindo. – Saudades daquele tempo, em que você não tinha vergonha de dar para mim na rua. Oh, por que mudou tanto, Astoria? Poderia ter evitado tudo isso... – Ele pousou uma mão no meu rosto dessa vez – poderíamos ser felizes... poderíamos até formar uma família!


Ao ouvir aquilo, eu cuspi na cara e disse:


– Eu prefiro morrer, então!


Ele limpou o rosto, com a camisa, e me encarava de um jeito ameaçador.


– Olhe os modos, Astoria. As pessoas devem morrer com mais dignidade.


– Eu não vou morrer. Você vai morrer.


– Vamos ver se sua irmã tem a mesma visão que você. – Ele arrancou a fita da boca de Dafne bruscamente.


Ela ofegou e quando recuperou a voz, saía rouca e desafinada, num desespero que me fez chorar junto com ela:


– Me desculpe, Astoria! Por tudo o que fiz e falei a você... Se eu soubesse... Sei que fui uma péssima irmã! Desculpe...


– Pare de falar como se fôssemos morrer, Dafne – eu ralhei e me virei para Sebastian. – Por que está fazendo isso com a gente?


Sebastian se levantou, ignorando os grunhidos de Dafne.


– Há cinco anos... Lauren morreu – contou. – Nós éramos tão felizes, Astoria. Estávamos casados naquela época. Veja... – ele tirou do casaco uma foto e mostrou para mim. A mulher na foto era linda, tinha cabelos escuros e uma expressão jovial. – Não lhe lembra alguém?


– Não – falei.


– Eu acho você tão parecida com ela...


Eu engasguei enquanto ele olhava para a foto, com a expressão nostálgica.


– Sinto tanto a falta de Lauren... – ele comentou, passando os dedos pela imagem. Naquele momento de vulnerabilidade dele, eu tive um plano. Arriscado, mas poderia ser a única solução. E eu ia usar a única arma que me restava... mesmo que isso arriscasse todo o meu corpo e minha sanidade.


– Ela era sua mulher? – perguntei com a voz baixa. – Sinto muito. Ela era boa na cama como eu?


– Sim, ela era muito boa.


– Você sente falta das transas então. É por isso que quer tanto me foder.


– Você me fazia gritar... do mesmo jeito que Lauren.


– Eu te faço gritar agora, então, se é só isso que precisa...


Sebastian ergueu uma sobrancelha, guardando a foto no bolso.


– Eu faço qualquer coisa... – apontei com a cabeça até a porta do meu quarto. – Lá dentro.


– Está mentindo só para eu soltá-la.


– Não, não estou mentindo. Eu faço qualquer coisa. Se eu tentar fugir... você pode me matar. Não vou tentar fugir. Se é só isso o que quer, nós podemos fazer.


– Se você tentar fugir eu vou matar ela – e apontou a faca na direção de Dafne. Ela se encolheu.


Sebastian acreditou em mim quando eu assenti. Ele soltou as cordas presas nos meus braços e pernas. É claro que eu não fugi. Na verdade, deixei Sebastian agarrar meu braço e me levantar. Ele não me soltou quando disse:


– Não vamos para o quarto. Vamos fazer aqui mesmo.


Eu encarei Dafne que me olhava horrorizada. Eu também estava horrorizada, mas precisava não demonstrar.


– Você é quem manda.


Quando ele me puxou para começar a me beijar, eu desejei morrer. Sem concentimento, colocou a língua na minha boca. Eu tentei pensar em todas as coisas boas; até tentei imaginar que era Draco quem estava me beijando, mas isso estaria contra todos os meus sentimentos. Mesmo assim, eu precisava agir como se quisesse aquilo.


Ele beijou meu pescoço. Olhei para Dafne, ali, e me senti tão suja por ela estar vendo aquilo. Eu queria poder explicar que não queria. Fiquei aliviada que ela tenha desviado o olhar, assim eu me sentiria “melhor” para prosseguir... no plano.


Sebastian colocou as mãos em meus seios e eu fiz esforço para não empurrá-la. Respire, esqueça, finja. Ele me derrubou no chão e deitou sobre mim. Odiei sentir o seu calor, mas eu não o deixei parar. Ele me tocava de um jeito gentil, e isso era o pior de tudo. Eu preferia que ele estivesse me socando, a ter que sentir aquele toque grotesco.


Tenho nojo ao lembrar do que fiz. Ele tirou a camisa e eu me sentei em cima dele, tirando também a sua calça. Meu coração disparava de medo, de raiva, de constrangimento. Quando começamos, achei que conseguiria pegar minha varinha de volta no chão e atingí-lo com uma maldição imperdoável, mesmo que isso fosse me levar para Azkaban. Mas nem todo o plano dá certo. Por isso, nós temos que improvisar.


Beijei o abdomem forte dele para distraí-lo. Eu pedi mentalmente para que eu fosse perdoada por isso, quando alcancei sua ereção dentro da cueca com meus dedos. Ah, ele gemeu. Eu apertei mais forte. A outra mão estava deslizando no peito dele, subindo até o seu rosto.


E tudo o que eu fiz depois foi involuntário. Minha mão direita poderia estar masturbando-o, mas a outra, a outra era a que tinha mais intensidade quando meus dedos apertaram, no começo, levemente o seu pescoço. Eu olhava para o rosto dele, contraído em prazer pela estimulação sexual. Aquilo me fez sentir mais ódio do que nunca. Vê-lo assim, tão egoísta.


Até um momento, ele estava distraído, apenas apreciando. Mas me encarou alarmado quando notou a pressão que eu estava fazendo com os dedos no pescoço dele. Eu senti que fui abandonada pela minha personalidade. Eu senti como se tivesse perdido a minha consciência. Agora eu só queria vingança por todo o sufoco que ele me fez passar.


Ele tentou me empurrar, mas já era tarde demais. Não soube como aquela força estava sendo atraída, mas ele parecia sufocado quando tentou exclamar. Eu já havia abandonado o que estava fazendo, e agora eu usava as duas mãos para enforcá-lo. Ele se contorceu, tentou pegar a faca de volta, mas estava longe de mais. Eu poderia pegá-la, mas tive medo  de soltá-lo. Eu precisava continuar... Eu queria matá-lo!


– Eu te odeio – murmurei, prensando minhas unhas nele. – Suma da minha vida.


– Astoria...


– Suma da minha vida!


– Astoria!


– Isso é por nunca... ter me feito gozar – eu gritei, as lágrimas caindo no meu rosto. – Por ser um filho da puta miserável... por... tudo! Seu doente...


– Astoria!


Finalmente notei que era Dafne quem estava gritando meu nome. Minha visão estava embaçada, por isso surpreendi-me quando vi Sebastian inerte embaixo de mim. Seus olhos estavam fechados, a boca aberta. Eu desabei ao lado dele, e no momento que fiz isso, choque. Eu o havia matado. Não... não podia ser. O que vai fazer agora, Astoria? Assassina!


Por outro lado, alívio... Eu nunca mais o veria em minha vida.


Eu não sabia o que sentir. Eu estava com medo de mim mesma. Trêmula... como nunca antes.


– Astoria... você... o... matou – ofegou Dafne, os olhos completamente arregalados. – Uau. Eu nunca imaginava...


Eu preferi pensar nas consequências depois. Eu precisava tirar Dafne dali. Isso... Ninguém  ia se ferir. Não.


Eu me levantei, segurando-me no sofá. Tirei as cordas ao redor de Dafne. Estávamos livres. Estávamos...


– CUIDADO! – Dafne gritou.


Eu me virei, abruptamente. Sebastian também sabia fingir e convencer. Ele agarrou minhas pernas e eu caí de novo. A faca estava na mão dele. Foi sua vez de me enforcar, enquanto penetrava o objeto afiado em minha barriga.


– Engraçadinha... você pensa que... tem alguma chance contra mim?


Minha visão estava completamente fora de foco quando senti a faca me penetrar. Mas eu ainda conseguia respirar embora fosse impossível. Sentia as mãos dele apertarem o meu pescoço. Achei que eu ia morrer. Então uma rajada de luz verde o atingiu em cheio, derrubando de cima de mim e fazendo-o bater contra a parede. Eu gritei, mas era imperceptível o som naquele momento. Eu estava ficando surda; a dor da facada latejava nas minhas veias. Não parava. Só aumentava.


Trêmula, vi o sangue se espalhar na minha barriga. Esforcei-me para não entrar mais em desespero. Havia sangue em minhas mãos, quando segurei o corte profundo inutilmente.


Dafne se agachou ao meu lado.


Você nunca seria capaz de matar alguém, Astoria... – ela disse com a voz baixa.


– Obrigada – grunhi, chorando. Olhei para a minha barriga outra vez, temerosa que o corte fosse me colocar uma cicatriz. Tudo o que eu menos queria era lembrar disso. Dafne ficou ali e eu descobri que ela tinha matado Sebastian. Ela me segurou e disse:


– Vai ficar tudo bem, irmãzinha...


Eu mal reconheci a voz dela; era medo e... não parecia ser mentira.


– Feliz ano novo – eu disse em resposta, tentando dar um sorriso.


– Engraçadinha. Vou levá-la ao hospital.


– Não! Eu odeio... Você sabe que eu odeio aquele lugar.


– Então o que você quer que eu faça?


– Pode mandar... uma coruja ao... Draco?


– Eu... quê? Está falando sério? – Quando eu assenti, ela não questionou outra coisa e se levantou indo para a cozinha. Pensei em dizer que não era ali onde a minha coruja estava, mas ela voltou na sala depois de meia hora, segurando um frasco de vidro. – Essa poção pode amenizar a dor e o corte.


Ela colocou algumas gotas no meu machucado e me ajudou a sentar no sofá. Depois foi mandar a coruja que pedi.


Com desprezo, fiquei observando o corpo inerte de Sebastian no canto mais escuro da sala. A dor ainda latejada. Dafne sentou-se ao meu lado, enquanto esperávamos alguma coisa acontecer.


Ela havia matado um homem. Como iria conseguir sair pela rua agora? Então ficamos juntas, olhando para o vazio, até que ela quebrou o silêncio:


– Ele era um ótimo mentiroso. Convenceu-me de muitas coisas.


– Como vocês vieram parar aqui?


– Astoria... Sebastian reparou que você andara sumida e me pediu para que eu descobrisse onde você estava morando. Tio Frank me contou.


– Você me entregou então.


– Até então, não achava que ele fosse um maníaco! Comecei a acreditar no que você me disse sobre ele, quando ele me ameaçou. Comecei a acreditar que ele não era mesmo confiável. Fez-me acompanhá-lo até aqui, e achei que só queria roubar algumas coisas, mas ele queria mais do que isso. Prendeu-me no sofá e ficou dizendo coisas da mulher dele, que eu era muito parecida com ela. Ele me sequestrou, mas queria realmente pegar você, usando-me como refem na sua própria casa. Não sei como ele sabia que você faria aquelas coisas... nojentas... para não me deixar morrer... nem eu sabia.


Depois de todo aquele discurso, eu disse, petrificada:


– Queria que papai estivesse aqui.


– Papai nunca se importou com a gente, Astoria, você sabe disso. E ele fez mamãe sofrer. A morte dele não mudou o fato dele ter sido um imprestável.


Eu estava sem forças para protestar. Mas ela queria tirar satisfação, como se não quiséssemos mais eveitar este assunto.


– Você não o viu com outra mulher. Você não o viu traindo a mamãe. Eu vi. E ela era uma tonta por nunca acreditar em mim!


– Ela não queria acreditar... Já estávamos sofrendo com a coisa da guerra, imagine se ela e papai se divorciassem? O que aconteceria com a gente?


– Eles não teriam morrido. Se não estivessem juntos em casa, não teriam sido mortos. Pelo menos não os dois de uma vez! Poderíamos superar um divórcio. Mas a morte?


Nunca havia pensado dessa forma, por isso não respondi.


Ela abanou a cabeça. Pela primeira vez em anos, estávamos falando sobre o assunto que evitávamos falar com qualquer outra pessoa. Mas era algo que pensávamos com tanta frequência que naquele momento foi difícil esconder.


– Acho que vou tomar banho – eu disse por fim.


– Quer ajuda para ir até lá?


– Eu posso fazer isso sozinha – retruquei. Agora ela queria cuidar de mim. As pessoas são estranhas.


Eu já não sentia tanta dor; era como se a poção estivesse me anestesiando. O corte profundo já parecia estar se fechando. Não sabia que Dafne era tão boa em fazer poções de cura. Isso era irônico, mas agradeci mentalmente. Fui até o banheiro, limpei o sangue e liguei a água da banheira, entrando depois que tirei as roupas ensaguentadas.


Chorando fraquinho, comecei a me banhar, molhando meus cabelos e o rosto. Fiquei um tempo olhando para o teto, depois saí. Olhei para o corte que já parecia estar com uma aparência não tão ruim assim – mas ainda me enojava – e o tampei com curativo que eu tinha no banheiro.


Dafne ainda estava lá quando saí do banheiro. Ela andava para lá e para cá, nervosa. Quando me viu novamente perguntou:


– O que vamos fazer com o corpo dele?


– Tio Frank – falei. – Ele sabe resolver essas coisas.


– Mas...


– Dafne, não adianta esconder. Você o matou. Mas você salvou a minha vida. Ele era um doente e ele poderia ter matado nós duas...


– Eu não me arrependo de tê-lo matado. Isso é o de menos! É que não vejo tio Frank há anos e...


– Ele vai entender, confie em mim.


Enquanto ela mandava outra carta a meu tio, eu vi meus pés me arrastando até meu quarto. Deitei na cama, com cuidado, pois ainda ardia o corte. Minha mente até parou de funcionar. Era o efeito do meu cansaço. Eu só queria fechar os olhos e relaxar... mesmo sabendo que haveria de enfrentar o amanhã.


Mas pelo menos... pelo menos... eu estava viva. Dafne também. Tudo ficaria bem... já passamos por coisas piores...


Adormeci mais rápido do que imaginei. Tive alguns pesadelos, mas acordei ofegante antes que piorassem, e quando vi que Draco estava ao meu lado na cama, passando os dedos longos pelo meu cabelo, eu me acalmei. Ele afastou a mão quando viu que eu abri os olhos. Ainda era madrugada.


Inclinei-me para beijá-lo.


– Fique comigo – ouvi-me murmurar como uma criança.


– Claro...


– Dafne ainda está aqui?


– Ela teve de ir embora... cheguei há uma hora e ajudei seu tio a cuidar dos estragos. Já está tudo bem, você nunca mais verá Sebastian em sua vida.


Eu acreditei nele então voltei a fechar os olhos. Havia muito silêncio entre nós e isso era normal. Eu não me sentia na obrigação de dizer nada a ele. Depois ele passou a mão no meu quadril e se encostou mais em mim, para quebrar o silêncio e dizer antes que eu dormisse de novo:


– Você já pensou em sair daqui por um tempo?


– Toda hora.


– Estou falando em viajar para outro país. Ver lugares que você nunca viu... sumir por um tempo.


– Caribe – dei um sorriso sonhador.


– Bem, podemos ir para lá também... depois que eu levá-la a Paris.


Eu ri, mesmo sabendo que ele não estava falando sério. Só que de qualquer jeito, deixei que ele continuasse citando os lugares em que ele gostaria de me levar para conhecer, porque imaginá-los me fez sentir bem. A dor da facada era imperceptível,  comparada as batidas dentro do meu peito. Eu demorei um pouco para voltar a dormir, mas Draco acreditou que eu já estava no décimo sono, porque voltou acariciar o meu rosto do mesmo jeito benevolente que antes. Fiz esforço para não sorrir. Ele poderia parar por achar que eu percebia.


 


 


 


 


 


Sebastian foi enterrado como um indigente. Ele não tinha família, emprego, nem amigos. A família de sua mulher falecida o odiava, porque disseram que ele abusava dela todos os dias, mas que fugiu antes que o prendessem. Dafne não foi para Azkaban por tê-lo matado, mas, por incrível que pareça, ela não ligava para os status de que havia tirado a vida de uma pessoa. Além disso, não foi todo o mundo que ficou sabendo dos acontecimentos.


Sebastian era um homem doente e descobri mais tarde que nós duas não fomos as únicas a terem passado por isso. Outras garotas sofreram em sua mão, mas ele escapava pois usava Poção Polissuco para se disfarçar. Se eu soubesse de sua personalidade, não teria me arriscado a uma aventura com ele.


Mas acho que se não fosse por aquele acontecimento, algumas coisas não teriam mudado. Eu e minha irmã não viramos as melhores amigas. Mas uma semana depois ela apareceu na exposição com um quadro novo e maravilhoso, e me lembrou, sem dar o típico olhar de desprezo ao meu quadro estranho:


– Espero que tenha comprado algo incrível de casamento para mim, com todo esse dinheiro que você esteve ganhando.


Eu sabia que ela ainda me odiava por eu ter vendido um quadro ao Ministro. Mas ela acreditava que eu tinha parado de me drogar. Então, imaginei que estávamos tendo algum progresso.


Eu estava ganhando tempo e espaço para pintar novos quadros. A inspiração surgia e Draco me ajudava com suas críticas. Eu gostava de sua sinceridade.


Resolvi ir ao casamento de Dafne duas semanas depois, mais porque eu queria participar da festa. Não ia a lugares assim há muito tempo. Draco não pareceu gostar dessa ideia quando eu disse a ele que não o veria naquele noite. Por isso, ficou até o último segundo do final da tarde no meu apartamento, esperando-me trocar de roupa, arrumar o cabelo e fazer maquiagem. Sempre me obriguei a estar bonita quando olhava para o espelho. Eu estava usando um vestido curto, roxo, sem alça. Meu cabelo amarrado em um coque alto. Meus olhos azuis claros sempre ficavam realçados quando eu passava lápis preto neles. Eu estava até exausta, porque haveria fotógrafos, já que era o casamento de um dos melhores jogadores de Quadribol também, e precisava aparentar uma boa impressão, pelo menos fazê-los acreditar que eu não era tão “aventureira” como os jornais de repente começaram a me julgar depois do incidente com Sebastian, mas sim uma mulher civilizada e educada.


Tá bom.


Mas acho que foi um erro muito grotesco ter mostrado o resultado do meu vestio em meu corpo para Draco. Eu entrei na sala e desfilei para ele.


– Como estou?


Ele estava com as pernas cruzadas e me observou criticamente. Levantou-se e se aproximava de mim, com a expressão séria.


– Eu o odiei. Tire isso.


– Vou chegar atrasada, Draco – avisei, mas não fiz esforço para me afastar quando ele me pegou pela cintura.


– A cerimônia é chata.


Todo trabalho por nada, pensei, enquanto ele tirava meu vestido e me levava para o quarto. Estávamos com pressa, mas não adiantou muita coisa, porque não fizemos com pressa só uma vez. Eu perdia o controle com ele. Prometi a mim mesma que tentaria me controlar antes de um compromisso. Eu me joguei ao seu lado quando acabamos, e comecei a rir.


– Que foi? – ele perguntou.


– Nunca me peça em casamento, duvido muito que iríamos aparecer nele.


Ele se virou de lado e colocou um braço ao meu redor. Então me perguntou com aquela voz arrastada, pós-sexo selvagem:


– Quer casar comigo?


– Cala a boca.


Eu senti sua risada no meu pescoço. Eu dei risada também, mas mais porque fiquei aliviada que ele estava com os olhos fechados e não notou que por uma fração de segundo eu quase acreditei naquele pedido.


– Isso é um sim? – perguntou, ainda provocando.


– Não – respondi pausadamente olhando endurecida para o teto. – É melhor eu ir. Meu tio vai ficar possesso, eu disse que ia estar lá as nove horas e já são...


Eu não consegui ver o relógio, porque ele voltou a me beijar e me distrair.


– Eu te odeio – exclamei, presa em seus lábios.


– Eu também te odeio.


– É sério. Você vai me fazer perder a festa desse jeito.


– Como se você realmente quisesse ir...


– Vai ter caras gostosos por lá, eu quero conhecer os atletas.


– Você já tem um cara gostoso aqui na sua cama.


– É, mas se ele acabou de me pedir em casamento, é porque começou a enlouquecer.


Ele me encarou e disse, dessa vez, sério:


– Eu te odeio mesmo, Astoria.


O ênfase que ele deu a palavra “odeio” fez meu coração entender o contrário.


– Não diga isso – eu virei a cabeça e mordi os lábios.


– Eu amo você, Astoria.


Não falei nada, mas eu havia esquecido o que estava acontecendo ali. Só sabia que ele queria uma resposta. Eu tinha a resposta, mas ele percebeu a demora e disse:


– Não precisa dizer que me ama também.


– Draco...


Eu não sabia o que ia dizer, mas fomos interrompidos quando ouvimos a batida da porta. Ele franziu a testa e se levantou para colocar as roupas enquanto eu fazia o mesmo para atender a porta. Atrás dela, ouvia a voz de Dafne gritando:


– Abra logo essa porta, Astoria!


– Ela veio lhe dar uma bronca porque você perdeu a cerimônia?


Eu dei de ombros. Dafne era louca, eu não duvidaria que estivesse fazendo isso. Mas não que ela realmente fizesse questão de me ter em seu primeiro casamento. Girei a maçaneta e abri a porta, deparando-me com Dafne, vestida de noiva, os olhos raivosos, e a maquiagem borrada como se tivesse chorado.


– Desculpe, eu perdi a hora – falei, enquanto ela passava por mim para entrar na sala. Mas Draco nos entregou quando voltou do quarto, abotoando a camisa dele.


– A única coisa que você perdeu foi Edgar dizendo na frente da família e dos amigos dele que ele não vai se casar com uma assassina!


– É, pessoas geralmente não gostam disso – Draco comentou e ela, como sempre, decidiu ignorá-lo.


– Mas eu disse que salvei você! – apontou o dedo para mim. – Mas ele argumentou “Oh, mas você matou uma pessoa. Você é uma assassina” e agora eu estou solteira.


– Deve estar sendo terrível para você – retrucou Draco ironicamente. Ele estava mordido que não fora convidado para o casamento de sua ex-colega da Sonserina.


– E está – ela disse, enxugando as lágrimas. – Merda, a casa dele era incrível. Astoria – ela se aproximou de mim gentilmente. Eu fiquei com medo que ela fosse falar alguma bosta para mim. – Eu não sei para onde ir agora.


– Por quê?


– Eu estava morando com Edgar, agora que ele me deu um fora... não sei mais onde morar.


– Você pode comprar uma casa ou um apartamento. Tem dinheiro para isso, não tem?


– ESSE É O PROBLEMA! – Agora eu notava que ela estava um pouco bêbado porque agarrou meus braços e chorou: – Eu gastei metade do que tinha com a porra desse vestido...


Eu olhei para Draco, pedindo ajuda. Ele tirou o maço de cigarro do bolso e ofereceu um a Dafne. Ela aceitou, agradecendo.


– Sabe – ela disse, batendo os pés. – Eu poderia morar aqui com você. Ou vocês. Sei lá se estão morando juntos...


– Não – dissemos em uníssono. Eu acrescentei: – Não pode vir morar aqui.


– Por que você tem que ser tããão mão de vaca, Asty? Só por alguns dias!


Foi isso o que eu falei ao meu tio antes de passar a morar com ele

– Não – eu disse com mais força. . – Por mais que tenha me salvado, não é assim que vou agradecê-la. Junte mais dinheiro, se é esse o seu problema.


– Bem, é fácil para você agora que vendeu um quadro ao Ministro – ela expeliu a fumaça. - E as pessoas não te chamam de assassina.


– Fácil para mim? – eu ergui uma sobrancelha e exclamei: – Quer saber o que foi fácil para mim? Ir embora quando nossos pais morreram. Isso foi fácil. Agora se tudo o que você fez foi estar na custa de um cara rico só para ter um lugar para ficar, então se vire para conseguir viver agora!


Ela me encarava como se não acreditasse que eu lhe dissesse aquelas coisas. Depois se recompôs quando inalou o cigarro, e disse, com os olhos na direção de Draco:


– Olha quem fala. – Ela se aproximou dele e perguntou: – Vamos, chega de bancar o bonzinho... Mostre a ela quem você realmente é, Draco. – Dafne me encarou de novo. – Astoria, você acredita nele? Tem que ser mesmo burra...


– Não fale dela dessa maneira.


– Uh, eu sou a irmã dela. Posso falar com ela da maneira que eu quiser. E o que você é? – ela perguntou cutucando o peito dele com força a cada palavra.


Ele ia responder com um xingamento, mas lembrou que Dafne poderia estar bêbada e não disse nada.


– Hein, bonitão? O que você é dela? Nadaaaaa! Sorte a dela que você está demorando mais do que devia para dar o fora. Vamos, ela sabe que depois que Pansy acabou com você, você começou a bancar prostitutas todas as noites...? Pelo visto, ainda continua fazendo isso.


– Cale a boca – ele aconselhou.


– Saia da minha casa – eu pedi. – Agora.


– Astoria... – Dafne suplicou. – Não faça isso comigo. Você vai escolher o Draco? Ele está sendo procurado pelo Ministério! Que tipo de irmã você é?


– O tipo de irmã que você quis perder há muito tempo. Saia.


Ela continuou suplicando e implorando, mas antes que começasse a se humilhar, ficando de joelhos ou me abraçando, Draco a empurrou para fora, segurando os braços dela.


– Me solta, filho da puta. Solta!


Draco estava quase conseguindo tirá-la de lá, com ela aos berros, quando ela lhe deu um tapa na cara. Na verdade, tentou agredi-lo, mas eu os separei antes que Draco revidasse.


– Ótimo! – ela rasgou o vestido. – Tio Frank com certeza vai ser muito mais legal que você, sua ingrata! Eu devia ter deixado Sebastian te comer até os ossos! Tchau...


E, antes de sair, fez a graciosidade de fechar a porta com força. Quando tudo voltou a ficar silencioso, eu suspirei forte, apertando meus cabelos.


Draco estava com a marca da mão de Dafne na bochecha e, enquanto massageava-a, comentou:


– Bem, pelo menos não foi o seu tapa. Ia doer mais.


– Como ela tem coragem? Quero dizer, vir aqui bêbada e pedir um lugar para ficar. Ela não tem uma amiga? A Pansy não faria isso por ela?


Draco começou a rir como se eu tivesse feito uma piada.


– Que foi? É verdade! Se as duas eram tão amigas em Hogwarts, ela poderia fazer isso!


– Astoria – ele disse com paciência enquanto se sentava ao meu lado no sofá. – Você tem falado com seus amigos de Hogwarts ultimamente?


Eu não respondi nada, mas entendi o que ele quis dizer.












Esse foi tenso :X nao sei o que dizer... quando na verdade quero dizer MUITA coisa. Só que isso ia me levar a uma analise maior que o capítulo HAUHAUA Então vou deixar vocês tirarem suas conclusões, adoooro ler elas. E obrigada pelos últimos comentários, gente *0* Estarei esperando mais novos comentários!

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Comentários: 5

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Enviado por MarianaBortoletti em 18/05/2011

Amei o capítulo. Tenso do inicio ao final... Muito bom! Mesmo que eu tenha lido os comentários antes e tenha recebido alguns spoilers de graça haha

Sebastian morto. Alívio.

Sabe que eu estou cada vez mais gostando da Astoria? Gostei bastante da atitude dela com a Dafne, juro que pensei por um momento que ela iria aceitar a irmã na casa dela, sei lá, tentando acertar as coisas, mas foi muito melhor desse jeito. Dafne é um pé no saco e vai dar muito problema ainda, to prevendo kkk

Poisé, o "eu te amo" do Draco foi uma enorme surpresa para mim. Não achei muito apropriado no momento, ainda me parece meio cedo para ele ter certeza disso. Mas eu me lembrei de uma conversa que eu tive com uma amiga: talvez esse seja uma maneira que um 'menino' encontra de dizer que gosta; talvez o modo que ele acha que a 'menina' quer ouvir. Sei lá, me deu essa impressão.

Prevejo, também, a volta de algum amigo que a Astoria tenha tido em Hogwarts. A frase do Draco no final não me pareceu muito inocente, não...! Nem preciso dizer que to ansiosa pelo próximo *.*

Nota: 5

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Enviado por giihn em 17/05/2011

cara. pra vcs verem... um eu te odeio Às vezes vale mais que um eu te amo UASHAUS H *-*

AAAAAAAAAAAH 

Nota: 5

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Enviado por barbara aguiar azevedo em 16/05/2011

Caaapituloo Tensoooo MESMO!! Eu ameii!

Temos mtuuu o que falar deste:

1° Sebastian: ele morreu, bom. mas a Dafne parecee que tomara o lugar dele como o Problema da história.

2° Draco: que declaração foiii aquelaaaa??? Muiiito Dracooo!!!

3° Astória: ela não sabee como reagir a td isso. o que é super normal...


Ahhh, ansiosaaa por mais!!! =))

Beijo

Nota: 5

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Enviado por Mohrod em 15/05/2011

muito lindo a declaração do draco. acho que é naqueles momentos que você se vê tão feliz e satisfeito que te dá uma coragem súbita de revelar tudo o que sente!

 realmente foi tenso, esse capítulo, as ele é fundamental, né?

a dafne vai ser um pé no saco, acho. tipo, ela é muito orgulhosa. se ela for começar do zero, que nem a astoria, a pobrezinha vai comer o pão amassado pelo voldemort, huahsuhaushuahsuas

 continua, viu!!! beijo

Nota: 5

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Enviado por Felipe S. em 15/05/2011

O que foi isso? *___*

Tudo bem que a Dafne não amava o noivo, mas, poxa, ela tomou um pé na bunda por ter defendido a irmã, por essa eu não esperava. :OOO

 

O "Eu te amo" do Draco é uma incógnita. Não consigo pensar em uma razão pra ele ter feito isso, será que ele "jogou verde para colher maduro"?

Sebastian morre mas deixa um outro problema: Dafne. Acredito que vai ter vingança, sem falar que a vida da coitada tende a piorar. Acho que, no mínimo, uma denúncia para o ministério sobre o Draco será feita, Dafne não vai deixar barato, imagino.

Astoria já percebeu oq sente pelo Draco, a falta que ele fez, pensar nele enquanto excitava Sebastian, só falta admitir. A cada capítulo novos sentimentos surgem, o asco por Sebastian, amor por Draco, carinho pelo tio Frank e, no fundo, amor e ressentimento por Dafne. Astoria vai ter que suar muito para resolver seus problemas com a irmã e algo me diz que o mais difícil será perdoar.

Nota: 5

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