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9. How does it feel


Fic: Money Honey - Astoria e Draco - COMPLETA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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– Desculpe, querida, mas não há mais nenhum espaço para novas pinturas. – A mulher da exposição apontou para o aposento repleto de quadros e esculturas, e depois observou o que eu estava segurando. Definitivamente ter ido lá tinha sido ingenuidade da minha parte. No entanto, apenas dei de ombro e falei que estava tudo bem. Eu não sabia seu nome, mas ela me encarou com certa pena.


Comecei a dar meia volta para ir embora, chateada, mas a mulher me parou ao perguntar, hesitante:


– Desculpe a pergunta, mas a senhorita... bem, a senhorita não seria filha da Julie Greengrass, seria?


Se ela estivesse viva sim, pensei.


– Sim, ela era minha mãe – falei, espantada por ter sido reconhecida.


– Oh, querida, você é a cara dela – ela sorriu, solidária, aproximando-se de mim. – Dafne nunca me falou que tinha uma irmã, mas no momento em que você colocou os pés aqui... desconfiei na hora. O interessante é ver como o estilo de duas irmãs são tão distintos. Você pinta há quanto tempo?


– Eu não sei, desde que tinha quatro anos, provavelmente. A senhora conhecia minha mãe?


– Estudei com ela em Hogwarts. E com seu pai também. Eram pessoas interessantes. Eu fui ao casamento deles... depois nunca mais nos falamos. Os tempos mudam, sabe como é.


– Sim... – pigarreei e tentei: – Escute, senhora, eu... eu estou tendo algumas dificuldades ultimamente... e eu vi a exposição, achei que talvez meus quadros pudessem ficar aqui. Eu apenas queria... colocá-los em exposição. Fazer alguma coisa com eles.


– Está fazendo isso pelo dinheiro que damos? – perguntou com as sobrancelhas erguidas.


– Não... exatamente. Bem, eu preciso do dinheiro, claro. Mas eu preciso mostrar a mais alguém o que faço. A senhora entende?


– Entendo, entendo muito bem. – Ela abanou a cabeça e juntou as mãos. Era uma mulher bem simpática. – Vou dar um jeito de colocar seus quadros aqui, sabe? Suas obras farão contrastes com as outras pinturas. E você é... a filha de Julies! Mas não pense que é fácil, querida. As pessoas são bem críticas quanto a arte. Não posso garantir nada.


– Eu sei. Mas eu agradeço qualquer coisa que a senhora puder fazer para que meus quadros fiquem expostos.


– Farei qualquer coisa para valorizar a arte nestes tempos tão sensíveis – seus olhos brilhavam. – E para ajudá-la.


– Obrigada – eu disse, sem deixar de sorrir. – Obrigada mesmo.


Bastou apenas assinar alguns papeis e... simplesmente esperar. Por sorte não tive de esperar muito. A mulher, que descobri se chamar Tanya, contara que Dafne havia vendido um de seus quadros e, com isso, apareceu um espaço para meu quadro.


As pessoas olhavam curiosas e algumas vezes fiquei por perto para ouví-las comentar sobre meu trabalho. Era engraçado, eu não me preocupava se o pessoal que visitava a exposição não gostassem. Era legal vê-los ter alguma opinião sobre eles.


– É bem diferente...


– Muito bonito...


– Não me sinto bem olhando para essa imagem...


Durante uma tarde – na mesma tarde que meu tio havia sido solto da cadeia – eu estava lendo um exemplar do Profeta Diário, ao lado do meu quadro na exposição. Talvez os dois não percebessem minha presença, mas Hermione Granger estava comentando com o homem ruivo, o Weasley, ali perto, sobre meu quadro:


– Ficaria ótimo – ela dizia, teimosamente.


– Olha, Mione, sei que quer muito enfeitar a nossa casa, mas... não vai combinar!


– A questão não é combinar, é o que o quadro representa. Não está vendo? Não te lembra alguma coisa essa luz? Esse traço no rosto do garoto...


– Me lembra de muitas coisas. E é por isso que não gosto dele... Vou ver os outros quadros.


Quando Weasley se afastou, Hermione olhou para os lados, mas não saiu de frente do meu quadro. Fingi que ainda estava lendo o jornal, embora quisesse muito lhe fazer uma pergunta. Contentei-me, até que a ouvi dizer:


– Você quem pintou este quadro?


– Sim – respondi, largando o jornal de lado. – E vejo que seu namorado não gostou.


– Ele não sabe muito sobre arte – ela falou como se quisesse se desculpar. – Ficou realmente intrigado. Você o pintou depois da guerra?


– Comecei durante e terminei depois.


– Fascinante, de qualquer modo – comentou. – Eu adoraria comprá-lo. Representa o que estou procurando.


– Está falando sério?


– É, mas a casa não é só minha, entende? – ela deu uma breve risada.


– Sou Astoria Greengrass – estendi minha mão e ela a apertou.


– Você é irmã de Dafne Greengrass, não é?


– É, sou.


– Os quadros dela também são excelentes. Bem, não quero convencer Ronald a comprar o que ele não gosta. Entende? Para alguns, é difícil olhar para seu quadro e não se lembrar daqueles momentos.


– É difícil olhar para qualquer lugar e não se lembrar – eu falei e ela concordou. – Mas fico muito lisonjeada por gostar dele. É raro encontrar essa opinião por aqui.


– Pelo menos há algo para as pessoas comentarem, não é mesmo? Preciso ir agora, Astoria, boa sorte com o quadro. Tenho certeza de que será vendido.


Dei um aceno, achando interessante aquele momento, e ela se afastou para voltar a andar com o namorado. Momentos depois, quando já foram embora, Draco apareceu. Ele franzia a testa enquanto passava pelos visitantes da loja e se aproximava de mim.


– Você estava conversando com a Granger ou com uma pessoa incrivelmente parecida com ela?


– Ela disse que estava interessada em comprar meu quadro – contei sorrindo. – Mas o Weasley não gostou, então ela deixou pra escolher outro.


– Oh, típico – ele fez um muxoxo. Segurou meu rosto e me cumprimentou com um beijo rápido. Ele estava com mania de me beijar na frente das pessoas ultimamente.


– Ora, ora, ora... – uma voz se estendeu atrás de nós. Quando nos viramos, deparei-me com um rapaz alto e forte. Meu coração desparou. E foi por motivos desagradáveis. – Veja só quem eu encontrei aqui.


Sebastian sorria para nós dois.


– Quanto tempo, não, Astoria? Parece que está melhorando. Quadros em exposição. Beijinhos com um Comensal da Morte. Você totalmente se esqueceu de mim.


– Não tenho motivo pra ficar lembrando. O que está fazendo aqui? – perguntei.


Draco ficou na minha frente como se quisesse me proteger.


– Vai embora.


– E o que vai fazer, Draquinho? Me espancar? Eu ainda mal consigo andar por sua causa, cara. Além disso, seus egocêntricos, em nem estou aqui por causa de vocês. Estou aqui por outro motivo – ele me disse. De repente seus olhos direcionaram-se no outro lado da exposição, onde ficava os quadros de Dafne. Ela ria e jogava os cabelos para trás, contando como sua vida estava ótima para aqueles que pararavam para admirar suas obras. – Dafne é uma mulher muito interessante.


– Ela vai se casar – eu falei entre os dentes.


– Isso não a torna menos mulher – ele piscou e sorriu. Fiquei espantada quando ele se afastou e se aproximou de Dafne, elogiando seus quadros de um jeito elegante e educado, da maneira como ele mesmo havia me interessado antes. Ela parecia estar encantada com Sebastian. Mal desconfiava ela o que ele fizera comigo.


– Pelo menos ele não está mais pensando em você – Draco disse.


Mas, vendo Dafne se encantando com Sebastian, por que eu não me senti aliviada?


Pensei que talvez eu devesse avisá-la, mas não faria sentido, faria? Eu não converso com ela, e quando o faço, apenas a derrubo, da maneira como ela faz comigo. Não acreditaria, além disso ela manteve-se distante de mim durante todas aquelas semanas, como se o fato de eu estar saindo com  Draco Malfoy me contaminasse. Mal trocávamos olhares. E ela sempre evitava olhar meus quadros.


Meu tio, Frank, quando saiu da prisão, conseguiu voltar com o bar dele. O sr. Johnson decidiu que o ajudaria. Ele era um homem rico – e nunca havia comentado isso – alegando que apenas usava seu dinheiro para ajudar os que realmente precisavam. Fez isso tirando meu tio das dívidas, e, então, acabou virando seu “sócio” no bar, deixando de beber mais do que antigamente. Não voltei a trabalhar por lá, mas passei a visitá-los, constantemente.


Talvez o bom de estar com Draco era que ele não se interessava em saber por onde eu andava. Sabíamos que quando nos encontrávamos, era como se todo o resto desaparecesse, incluindo literalmente nossas roupas. Apenas dávamos importância a nós dois. Não queríamos saber de mais nada. Às vezes nem perdíamos tempo conversando.


Era tão delicioso fazer sexo com ele que nem ligávamos onde fazíamos. Draco passava algumas tardes em casa, toda vez que meu tio não estava. Transávamos no corredor, no chão, no banheiro, e no meu quarto. Eu gozava todas as vezes, embora ainda o fizesse achar que não era o suficiente. Sabia que estávamos exatasiados com a luxuria, mas havia momentos que eu mal acreditava que pudesse existir.


Por exemplo, quando voltei de mais um dia de exposição, sem vender nenhum quadro e me esbarrar várias vezes com Sebastian, Draco não perguntou muitas coisas. Tiramos a roupa e o deixei no controle todos os segundos. Estávamos na minha cama. Ele gostava disso e pela primeira vez não reclamei, não insisti em ficar no topo. Ele me penetrou lentamente e eu sentia seu membro me invadir; eu já nem sentia a dor, isso pulava direto para o prazer. Seu quadril dava impulsos fortes contra o meu sexo, fazendo-me gemer alto e agarrar suas costas, fortemente. Durante todo aquele momento, eu não parava de pensar e isso era estranho. Eu pensava na volta de Sebastian, e da maneira como eu não conseguia chegar perto de Dafne para lhe avisar sobre ele. Eu não parava de pensar, enquanto Draco estocava em mim, que eu queria meus pais de volta. Eu sentia tanta falta deles. Eu sentia falta da certeza de estar sendo protegida. Eu sentia falta de ter uma irmã. Eu sentia falta dos conselhos da minha mãe. O que ela diria se soubesse que estou transando constantemente com um ex-comensal da morte? Pediria para que nos cuidássemos e ia ficar feliz por ele pelo menos ser um sangue puro?


Ouvia Draco gemendo no meu ouvido. Ele estava transpirando. Pensei nas pessoas o desprezando, e na maneira como ele nunca havia me desrespeitado. Na maneira como ele olhava meu corpo como se eu fosse única. Eu sabia que isso era totalmente infantil, pensar em ser a única de um homem como ele, mas eu sentia que era...


Oh – eu o ouvi gemer forte. Ele aumentou a velocidade do seu corpo contra o meu e antes mesmo que eu pudesse voltar à tona, ele estava trêmulo sobre mim, respirando com dificuldade, enquanto gozava sozinho daquela vez.


Eu o abracei forte, enquanto me sentia mal por estar desconcentrada, e não ter atingido o orgasmo. Merda! Meus olhos estavam lacrimejando.


Draco saiu de dentro de mim, mas ainda permaneceu me olhando. Fiz besteira ao tentar enxugar meu olho com a costa da mão, assim as lágrimas começaram a cair de verdade.


Achei que ia me sentir pior chorando na frente dele, mas Draco não comentou nada e não fez nenhuma expressão, apenas abaixou a cabeça e a encostou perto do meu pescoço. Os cobertores nos cobriam e nos protegiam do frio que começava naquele fim de mês de novembro. Ele ficou ali, deitado em mim, enquanto eu o abraçava, lágrimas caindo pelo meu rosto sem que eu conseguisse me controlar.


– O que eu fiz de errado? – ele perguntou com a voz baixa e rouca.


– A culpa não foi sua... Só estou desconcentrada hoje.


– Estou pelado em cima de você. Como alguém se desconcentra com isso?


Aquilo me fez rir. Gostei que ele não me perguntou o motivo por eu estar chorando. Ele iria me achar tonta, uma vez que eu não sabia distinguir tal motivo. Ele voltou a me encarar, dizendo:


– É estranho te ver assim.


– Eu odeio isso – falei, nervosa, apertando as duas mãos nos meus olhos. Mas não adiantou nada, porque eu ainda chorava. Pare, pare, pare...


– Eu também.


De repente, Draco passou o dedão na minha bochecha, enxugando a lágrima que caía. Aquele gesto foi tão surpreendente que eu senti como se estivesse ficando seca. Mais tranquila,  pensei que talvez aquilo... só um pouco... um pouquinho... mostrava que ele se preocupava comigo.


Ele voltou a me beijar, e eu pude sentir que cada toque de suas mãos estavam programados para me deixar atenta ou me fazer esquecer o que me atormentava naquele momento. Sentia um calor diferente de quando estava sem roupa embaixo dele. Não era um calor erótico nem de luxuria. Não era nem típico entre nós dois. Era... singelo? Não. Era intenso. O que estava acontencedo, afinal? Enquanto ele voltava a se encaixar em mim, continuou beijando minha boca. Eu me peguei na dúvida. Era paixão na forma como ele me beijava? Ou era na forma como eu o beijava?


Nunca pensei que faria sexo assim com ele. Pela primeira vez, estávamos sem camisinha, mas não era como se estívessemos sujeitos a consequências graves. Eu tomava poções anticoncepcionais e nenhum de nós tinha tempo para outras pessoas. Porque o único tempo que tinhamos sobrando no nosso dia, gastavámos transando um com o outro. Ele mordeu meus lábios, enquanto eu sentia a textura de seu pênis me preenchendo completamente, num vai e vem irritante e lento, mas maravilhoso.


– Isso é bom... – comentei quando ele parou de me beijar, mas os movimentos dentro de mim continuavam sincronizados. Deslizei levemente os dedos pelas costas dele, que moviam-se lascivamente.


– O que você disse?


– Eu disse que isso... oh, é perfeito... não pare...


– Pensei ter ouvido outra coisa... Estava meio desconcentrado aqui...


– Desgraçado – xinguei acompanhada a um riso involuntário, notando a provocação irônica. Eu o arranhei por querer e ele grunhiu no meu ouvido. Apertei-me mais contra ele, aumentando graduativamente a velocidade de nossos corpos até, finalmente, atingirmos o orgasmo sem um segundo a mais, juntos, com Draco derramando tudo dentro de mim, até a última gota.


 


 


 


***


 


Meu tio Frank ficava um tanto surpreso quando me via almoçando com Draco no bar. A julgar pelas vezes que eu sorria e o beijava, meu tio acreditava que estávamos namorando ou algo assim. Não comentou nada, no entanto, e era isso que eu mais gostava no meu tio. Ele sabia respeitar minhas escolhas.


Certas pessoas, obviamente, não. Mas não era como se eu ligasse para o que minha irmã pensava. Ela teve a ousadia de se aproximar de mim durante a exposição do meu novo quadro e me entregar o seu convite de casamento.


– Mas ele não está convidado – enfatizou, antes de dar as costas.


É claro que eu não ia ao casamento. Eu detestava casamento, principalmente os artificiais. Mas antes que eu pensasse em ignorar o convite, Sebastian entrou na loja.


– Você também foi convidada! – exclamou descaradamente ao ver o que eu estava segurando na mão. – Oh, vai ser um espetáculo.


– O que você quer de mim, Sebastian? – perguntei.


– De você? Nada. – Ele desviou o caminho e cumprimentou Dafne com aquele sorriso belo no rosto. Eu os observei conversarem. Estavam se dando bem. Reparei que Sebastian pousava a mão no braço dela, mas Dafne parecia se encantar demais com a personalidade falsa do rapaz para não se afastar. Mesmo ela estando noiva ainda dava um jeito de aproveitar.


Tanya, a dona da esposição, parou para chamar a atenção de todos e anunciar que o Ministro da Magia chegaria daqui alguns minutos, para comprar um quadro. Todos os artistas estavam ansiosos para que os seus fossem escolhidos, mas eu não. Eu sabia que isso seria bem improvável.


– Preparada para vender mais um quadro? – ouvi Sebastian, todo simpático, perguntar a Dafne. Ela assentiu, confiante, depois lançou um olhar fulminante e de desprezo para o meu quadro. – Sei que vai conseguir. Preciso sair para resolver uns negócios. Boa sorte.


Quando ele saiu, aproximei-me dela e disse num sussurro:


– Dafne, esse Sebastian... ele não é confiável. Você não devia tê-lo convidado.


– Ora, por que diz isso?


– Ele não é um bom homem. Ele apenas finge ser... para conseguir o que quer. Convidá-lo para o seu casamento é querer que esse dia seja estragado.


Ela arregalou os olhos, como se não acreditasse que eu estivesse dizendo essas coisas.


– Como se atreve? Não fique acusando os outros de algo que eles não são!


– Não estou acusando – exclamei, chocada. – Eu estou te avisando. Esse cara... Esse cara é perverso. Eu vi com meus próprios olhos. Eu-


Ela me interrompeu, de um jeito arrogante.


– Você devia parar de andar com Draco Malfoy. Ele não é boa gente. Coloca coisas na sua cabeça. Você está com ciúmes porque Sebastian perdeu o interesse em você.


Quis dar chacoalhar a cabeça dela.


– Ele tentou me estuprar – eu disse, a voz razoável. Achei que assim a faria me escutar. Bem, pelo menos a fez parar de falar e me encarar. – Seu novo amigo Sebastian acionou uma maldição em mim também. Então não pense que sinto falta disso.


Por um momento, achei que a veria acreditando em mim. Mas fomos interrompidas quando a porta da loja se abriu e muita gente parou para olhar o novo Ministro entrando, todo sorridente e simpático. Havia jornalistas e fotógrafos, todos atentos ao evento. Eu dei um último olhar a Dafne, que estava sem reação, e voltei a ficar perto do meu quadro, como todos os outros artistas. Eu sentei na cadeira e comecei a ler um livro. Todo mundo explicava o que a própria arte significava para eles. Quando o Ministro chegou perto do meu, Tanya pigarreou e tive de me desligar do livro para sorrir a ele.


– Bom dia, Ministro!


– Bom dia. O que significa seu quadro? – ele perguntou curioso.


– Oh, nada que ninguém não saiba decifrar por si mesmo. É um centauro, senhor.


– Por que desenhou um centauro?


– Eu gosto de centauros – respondi. – Em Hogwarts tínhamos aula de Astronomia, por isso o céu estrelado. Essa pintura me faz lembrar de que sei distinguir todas as constelações do céu.


O Ministro ficou encantado. Eu ri. Não sei como isso poderia interessá-lo, mas ele comentou:


– Uau, eu adoro centauros também. São minhas criaturas místicas favoritas. E também gosto de Astronomia. Por acaso, nesta paisagem lunar... essa junção de estrelas em destaque não seria Escorpião?


– Sim. Eu a destaquei porque é a minha constelação favorita – apontei.


– Interessante! Fez um belo trabalho, Astoria.


– Obrigada, Ministro. Espero que esteja se divertindo.


Então ele fez a pergunta que me chocou:


– Por quanto a está vendendo?


Eu pisquei. – Como é?


– Estou interessado em comprar essa pintura. De verdade. Vende por quanto?


O quê? – Ouvi o pessoal da exposição exclamar indignados. Não mais do que eu, óbvio.


– Eu não sei – falei com sinceridade. – Isso me pegou de surpresa, não imaginava-


– Dou oitocentos galeões em troca dessa pintura. Vai combinar com a minha sala no Ministério.


Eu podia comprar uma casa com todo esse dinheiro!


Eu sorri como nunca sorri antes, com o coração martelando de felicidade, quando ele apertou minha mão. Senti um flash rápido dos fotógrafos e eu me arrependi completamente por não ter arrumado o cabelo melhor naquela tarde.


– Obrigada, Ministro, isso significa muito – falei, ao mesmo tempo confusa e completa. Foi tão rápido para meses de espera. Alguns quadros naquela exposição estavam ali por mais de dois anos.


Depois que eu entreguei a pintura ao Ministro da Magia, recebendo atenção com fotos e pergunta, fui avisada que minha recompensa generosa estaria na minha poupança na Nova Gringotes. Tanya me deu um abraço forte.


– Você é incrível! Em pensar que de todos esses quadros, o seu chamou a atenção do Ministro!


– Srta. Greengrass, qual é o seu segredo? – perguntou uma mulher, segurando um bloco de notas. Era a jornalista do Profeta Diário.


– Hoje acordei com sorte, eu acho – respondi, rindo, gostando subitamente daquela atenção. Eu sabia que meus “colegas” de exposição estavam querendo me matar, mas aquela era a minha primeira pintura vendida. Mal podia acreditar... o Ministro da Magia levara um de meus quadros por OITOCENTOS galeões. Era o maior presente de Natal que recebi de alguém!


Experimentei olhar para onde Dafne estava. Mas ela não estava. Havia ido embora, sem dizer nada a ninguém.


Embora eu tenha ganhado o meu dia com aquele acontecimento, alguma coisa dentro de mim estava me incomodando. Tentei ignorar, mas era mais forte do que eu. Era uma preocupação que eu não queria sentir. Era um pressentimento.


Mas a atenção que comecei a receber por ter vendido um quadro ao Ministro da Magia me fez ignorar por algum tempo essa sensação. Eu estava curtindo tudo. As pessoas de repente começavam a se aproximar para entender qual era o meu segredo, o que eu fazia para conseguir os efeitos nas minhas pinturas. Como se eu soubesse!


“Ela tem um jeito único, diferente, em suas pinturas” – Draco lia a matéria no jornal, com ênfase exagerada. Era na manhã seguinte de Natal, e estávamos deitados na cama do quarto dele, com cobertores. Eu ouvia ele lendo com minha cabeça apoiada em seu peito –, é o que diz o Ministro da Magia, ao afirmar por que comprou este quadro. “Muitas pessoas se identificam com suas pinturas, por isso muitas vezes é difícil gostar delas”, por outro lado o chefe do Departamente de Cooperação Internacional da Magia constata, embora confessa que admira a ousadia de Astoria Greengrass por expor quadros tão significativos. Sua irmã, Dafne, também é muito conhecida no ramo da arte bruxa, mas suas obras são destacadas pela perfeição, o que diferencia seus estilos. – Draco virou a página, dando algumas risadas. Ele ia continuar lendo, mas parou subitamente.


– Que foi? Você sabe que não me importo com críticas, Draco.


Ele não respondeu. Obriguei-me a levantar a cabeça, preocupada, para ver qual era o problema. Draco estava com a testa franzida, a medida que seus olhos passavam pelas palavras escritas de outra matéria na página. Ele se sentou bruscamente, tirou a coberta e levantou da cama, sem parar de ler o jornal.


– Draco...?


Estava me ignorando completamente agora. Depois que acabou, jogou o jornal em cima da cama, e tirou da gaveta um cigarro, exclamando: “Merda” várias vezes enquanto ia em direção a sacada. Inclinei-me para pegar o jornal e ver o que estava acontecendo.


Entendi o que era quando vi a foto de um Comensal da Morte, vestido com capa e tudo. Embaixo da foto, a notícia:


Foi detectado ontem atividades suspeitas de Comensais da Morte. O quartel-general de Aurores investigaram o caso e confirmaram que uma família de trouxas havia sido brutalmente assassinada por dois homens, estes confessando que eram seguidores de Voldemort, com orgulho. Agora o departamento criou o “Caça às Trevas”, atividade feita para prender os bruxos com a Marca Negra no pulso, para evitar a chance de que algo assim aconteça novamente.


– E agora eles podem estar atrás de mim! – gritou Draco. – Ou dos meus pais!


– Eles não... eles não podem fazer isso.


– É claro que eles podem – retrucou Draco. – Harry Potter sempre pôde fazer o que quiser! Qualquer ameaça para acabar com a paz, eles vão eliminar!


– Draco, calma, você não tem certeza se eles estão atrás da sua família-


– Eu não preciso ter certeza – ele tentou se controlar, mas eu sabia que ele estava muito impaciente. – Isso é evidente. A única família inteira que se dispôs a seguir as ordens daquele filho da puta, por que eles não iriam tentar acabar com ela? Por que eles iriam acreditar que nos arrependemos?!


Ele chutou o armário. Apressei-me e coloquei de volta minhas roupas, para sair da cama e tentar controlá-lo. Mas era impossível. Ele não queria saber das minhas tentativas de me aproximar dele, hesitante. Quando fui dizer alguma coisa, ele se afastou.


– Saia, eu quero ficar sozinho.


– Draco...


– Sai, Astoria! Isso não tem nada a ver com você agora!


Ele nunca gritou comigo antes. Dei um passo para trás e passei a mão no meu cabelo, pegando a minha bolsa e meu casaco em cima da cama. Eu não ia insistir. Além disso, não queria ouvi-lo gritar comigo daquela forma outra vez. Ele deu as costas para mim, odiava vê-lo fumar, mas não havia muito que eu pudesse fazer – ele mesmo deixou isso claro. Fui até a porta; pensei em dizer que ele ia ficar bem, mas desisti. Eu não tinha tanta certeza. Saí do quarto, com o coração pesado, levando minhas coisas.


Cheguei até a sala e me deparei com Narcisa tocando piano. As últimas notas ecoaram e ela, sem olhar para mim, perguntou:


– Ele viu a notícia, não viu?


– Senhora Malfoy, eu queria poder ajudar, mas...


– Não, não. Não se atreva a colocar os pés nisso, Astoria. – Narcisa se levantou e ficou a minha frente. Mesmo que ele parecesse mais velha, eu ainda a achava muito elegante. – Uma hora ou outra isso iria acontecer. Não vão nos poupar agora.


– Vocês podem provar que não merecem isso!


– Merecemos coisas piores.


– Não acho isso justo.


– Injusto seria se fugissemos de medo, de covardia. Mas vamos ficar aqui, esperando que eles venham nos buscar. Talvez isso nunca aconteça, mas nossa família não é esquecida.


– Pode ser perdoada.


Eu vi um sorriso gentil no rosto de Narcisa ou apenas foi impressão minha?


– Sempre há um preço pelas coisas que fazemos.


– Não... – falei, aparentando estar desesperada. – Draco não pode pagar esse preço. É incontestável.


– Você o ama?


– Eu... quê?


– O que faz defendendo-o tem relação a algum sentimento ou é apenas interesse pelo que temos? – e ela apontou ao redor da mansão extremamente milionária.


– Por que... está me perguntando isso?


– Eu só vejo Draco sorrindo quando está com você. Não há dúvidas de que existe alguma coisa verdadeira no que ele sente. Não seria justo.


– A senhora acha que eu estou com ele por causa do dinheiro que vocês têm?


– A senhorita não tinha nada até conhecê-lo. Imagino que se ele for preso, as coisas não serão mais as mesas.


– A senhora não sabe nada do que sinto – falei, secamente.


– É exatamente por isso que perguntei.


Percebi que ela havia me deixado numa encruzilhada. Eu nunca falava nada sobre meus sentimentos. Não porque eu era apenas orgulhosa, mas porque eu nunca tinha certeza de nada. E eu odeio contastar incertezas.


Quando eu não respondi nada, Narcisa disse:


– Você me lembra de quando eu era jovem.


– Ah, é? Então a senhora devia ter um monte de pecados para pagar.


Ela riu um pouco, confirmando e, subitamente, me ofereceu um pouco de whisky. Achei que ela ia começar a contar da sua vida, mas só comentou enquanto me servia uma taça.


– Li sua entrevista no jornal. Sua constelação favorita é Escorpião mesmo? Engraçado. Quando Draco nasceu, eu quis lhe dar o nome de Scorpius primeiro, mas Lucius sempre preferiu Draco, então...


No momento em que ela disse o nome do marido, ele apareceu na sala. Parecia arrasado, mas não disse uma palavra. Narcisa estava intrigada, pois suspirou e se aproximou dele no sofá. Eu achei aquele um ótimo momento para ir embora e deixá-los a sós com seus receios. Estava óbvio que preferiam enfrentar aquilo sozinhos.


 





Inicialmente eram para ser dois capítulos, mas quis juntá-los. Porque vocês são uns amores fazendo esses comentários lindos! Obrigada mesmo *-* A todos que estão lendo também, embora eu adorasse que todos deixassem seus comentários...
Próximo capítulo semana que vem e o que diabos vai acontecer? :X
Palpitem e continuem acompanhando!

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Comentários: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por MarianaBortoletti em 14/05/2011

Caraaaca, que capítulo é esse, criatura?! :O

Morri com o Ministro comprando o quadro e sabia que mais tarde o assunto "constelação" ia surgir com o nome do Scorpius (pausa para suspiro)...! Fiquei com medo dessa união Sebastian-Dafne acima de tudo... Eles vão aprontar ainda, principalmente por vingança, agora que a Astoria vendeu o quadro. Ameei a perseguição com os Comensais, torna a coisa muito mais palpável e real, apesar de não gostar do risco do Draco (outra pausa para suspiro, dessa vez maior) ser preso. Gosto tanto dele, ainda mais nesse contexto em que tu escreve.

Adorei tudo, espero ansiosa! *-*

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Mademoiselle Delacour em 13/05/2011

AAAAAAAh!! E eu falando do Harry comprar um quadro dela quando bem que foi o próprio ministro uhuahauh XP 

Tenho quase certeza que a Dafne ainda vai se dar muito mal...né? Pior que pelo jeito os Malfoys também =/

Desculpa, sem muita inspiração pra coments...

Bjoos :*

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Mohrod em 12/05/2011

preciso dizer?

 preciso mesmo?

 ta bom, la vai.... *suspiro*

 ADOREI!!! *-*

A dafne vai engolir TUDO o que ela falou da Astoria por causa do sebsatian ahsuahsuhaushuahsuhasa

 e ela e o draco estão tão fofinhos! 

 posta logo, ta maravilhosa

 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Felipe S. em 12/05/2011

Astória, finalmente, está começando a entender o que sente pelo Draco. Essa relutância de admitir o que sente é tão humano, tão fantástico que me intriga. O óbvio nem sempre é visualizado e compreendido.

Tenho minhas dúvidas se já não rolou algo entre Dafne e Sebastian, não duvido de nada. Acho que essa nova medida do ministério terá como oposição Harry e cia ilimitada, não condiz com o perfil de "herói até o último segundo". Achei fantástico a aparição da Mione com o Ron, algo singelo mas que não descaracterizou as personagens.

Pokerwell, vc escreve divinamente, os sentimentos da Astórias são passados diretamente para o leitor, até a dúvida dela, tudo.

 

@Mariana

Ah, nem sei oq comentar, sério. *___*

Tô tão sem graça com o elogio que estou sem palavras. :*****

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por barbara aguiar azevedo em 12/05/2011

(Griiitei horrores qnd vii que vcc atualiiizou!!!)

Vamos ao capiiitulo, sobre as pinturas da Astória, quer coisa melhor do que o proprio ministro comprando seus quadros?? Se Harry Potter comprar tbm aii que ela vai deslanchar como artista.

É evidente que o Draco ama a Ast, mesmo ele não percebendo mtuu bem isso. O carinho que ele sente por ela, o cuidado. Ele não vai mudar seu jeito sonserino de ser, mas ele a trata melhor, na verdade bem melhor, do que trata a maioria das pessoas, até a Narcisa percebeu isso.
O passado como Comensal tiiinha mesmo que aparecer, eles sempre serão marcados por isso, sempree, e é bacana vc mostrar essa parteee.

Quanto aos sentimentos da Ast, acho que ela gosta mesmo dele ee só agora está percebendo isso, o que a deixa assustada, mtuuu assustada.

Ansiosa pelo proximo capiiitulo. Queeero mtuu saber quais são os planos do Sebastian para com a Dafne, o que vai acontecer com os Malfoy´s... tuuudo!!!

Beijooo.

Nota: 5

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