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Visualizando o capítulo:

10. Um Natal Inesquecível


Fic: Por Trás de Uma Farsa


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: Oie galera, essa semana eu fui rápida, hein... rs
Bom, para quem costuma reclamar que os meus caps. são curtos... divirtam-se com esse, ele eh o maior da fic... rs
Para quem naum gosta de caps. mto longos, sorry... eu até tentei dividí-lo, mas eu só vi a extensão dele depois que já tinha postado o trailer... ai, naum tinha como mudar....

Anna Fletcher, eiiiii, sds! Fazia tempo msm! Das duas, ou o Harry eh seguro demais ou louco demais... fico com a segunda... rs
Espero q goste... e naum suma mais!
BjauM!

Danny Evans, o Philip eh um caso a parte... as vezes fico até com dó do Tiago... naum consigo fazê-lo crescer na fic... rs
Bem o natal vai ser uma loucura... rs
BjauM!

PS: A poesia do meio da fic, "Eterno Tormento" é minha... rs
BjS!





“Não vejo mais você faz tanto tempo
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços
É verdade, eu não minto

E nesse desespero em que me vejo
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro

Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando me encontrar

E nesse desepero em que me vejo
já cheguei a tal ponto
de me trocar diversas vezes por você
só pra ver se te encontro

Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando me encontrar”.
Você não me ensinou a te esquecer


Caetano Veloso




10 – Um Natal Inesquecível



- O QUE VOCÊ FAZ AQUI, MALFOY?

- Exatamente, O QUE VOCÊ FAZ AQUI? – Rony se levantou e ficou ao lado de Hermione. Os outros convidados da sala ficaram mudos, assistindo àquela cena.
Draco continuou mudo, ele apenas fitava Hermione. Observava aqueles olhos castanhos que ele conhecia tão bem, e se assustou ao notar que, além de fúria, o olhar daquela mulher trazia medo. “Medo de quê?”. Ele ainda a conhecia como ninguém.

- Acalmem-se, Draco é meu convidado. – entreviu Harry.

Rony encarou o amigo, que observava Hermione ainda presa ao olhar de Malfoy. De repente, como se algo tivesse trazido Hermione à realidade, ela se voltou ao marido.
- Você enlouqueceu Harry?
- Calma, Mione, você sabe que é necessário.

Hermione fuzilava Harry com o olhar, enquanto Rony continuava sem ação.
- É melhor eu ir embora! – Draco falou, levantando a mala que trouxera – Foi um grande erro! Me desculpem!
- Ótimo Malfoy, vá embora! – brandiu Hermione.
- Você não vai a lugar algum, Draco. – Harry falou, calmamente – Ou melhor, vai sim. Geofrey acompanhe o senhor Malfoy ao quarto destinado a ele.
O empregado fez menção de obedecer, quando Draco tornou a falar:
- Eu realmente agradeço Harry, mas não acho conveniente.
- Não seja burro! É a sua chance! Quer perdê-la? – Harry retrucou impaciente, e Draco continuou em silêncio – Ótimo! Além do mais, até onde eu me recordo você não tem onde passar o Natal! – concluiu Harry sorrindo. Um sorriso que Draco retribuiu.
- Bem, já que todos se entenderam – Neville se levantou indo em direção a Draco –, senti sua falta, Draco. – e o abraçou.

Neville, Draco, Rony e Harry haviam se tornado muito amigos durante a guerra, e Neville, mesmo tendo ficado chateado com o que Draco fizera a Hermione, não conteve a vontade de saudar o velho amigo.
- Eu também, Neville. Como vão as coisas?
- Você sabe, como sempre. Mas vamos, eu acompanho você até o quarto e lá colocamos a conversa em dia.
Draco se sentiu aliviado por Neville estar sendo tão receptivo com ele, pois mesmo tendo sido amigos, o loiro não esperava por isso.
Todos saíram da sala, com a desculpa de irem dormir, deixando Harry e Hermione a sós.

- Por que Harry? – perguntou, tentando manter o controle.
- Nós dois sabemos que é necessário, Mione.
Hermione continuou o olhando com olhar reprovador e magoado.
- Não, não era!
- Mione, cedo ou tarde isso iria acontecer. Quanto antes, melhor!
- Você podia ter me avisado. – ela respondeu, baixando a guarda.
- E você teria concordado? – ele perguntou, sorrindo.
Ela coçou a cabeça, nervosa: - É claro que não!
- Então....
- Então eu vou ter que agüentar essa doninha quicante durante o Natal. O.k., mas eu vou avisar uma coisa, se ele me irritar eu vou azará-lo!
Harry sorriu e abraçou a esposa, que ainda estava relutante.
- Sem problemas, eu vou adorar ver você fazer isso!




ETERNO TORMENTO

Passei a vida me escondendo
Atrás de uma mentira.
Procurando esquecer
Tudo que eu sentia.

Passei a mentir
Sem me importar em como acabaria,
Mas não há como fugir
Se você não sai da minha vida.

Eu tentei te esquecer,
Tentei te odiar.
Mas como não te querer?
Me ensina a não te amar.

E agora você é
Tudo o que eu faço,
Tudo o que eu penso.
Por mais que eu tente
Não consigo parar com esse tormento.

E o pior de tudo
É que quanto mais eu tento te esquecer
Mais eu percebo que para mim
Não existe vida sem você!


Hermione não conseguiu pregar os olhos naquela noite, já era aproximadamente três da madrugada, quando ela decidiu ir até a cozinha tomar um copo de água.

Draco estava ansioso e agitado. Por mais que não quisesse não pensar em Hermione, Harry estava sendo tão bacana, mas ele não conseguia. Já tinha tomado um banho para ver se relaxava, mas nada tirava Hermione de sua cabeça. Sem esperanças de dormir naquela noite, ele foi até a cozinha, ver se tinha algo gostoso para beliscar. Quem se importava com o horário? Ele não iria importunar ninguém!

Hermione chegou à cozinha e acendeu a luz. Ela ficou muito nervosa ao ver Draco sentado à mesa. Ele estava comendo um pedaço de uma torta de legumes que ela tinha feito.

Quando viu Hermione, Draco ficou com a boca aberta e se esqueceu de terminar de morder o pedaço de torta que ele levava à boca. Ela estava linda! Não estava exatamente sexy, mas linda. Ela vestia um pijama com uma calça larguinha, cor de rosa bebê, uma camisa manga longa da mesma cor com uma imagem de uma bonequinha cabeçuda (N/A: Hello Kyttie). O mais especial, é que ela parecia uma garota de 18 anos naquelas roupas. Além de que, como a malha era fina, seu corpo estava inteirinho demarcado.

- Droga! Nem tomar água em paz eu posso! – ela reclamou.
- Certos costumes não se perdem, não é mesmo, Hermione?!
- É! E você certamente não perdeu o costume de atormentar a minha vida. E é Granger para você! – retrucou, irritada.
- Que bom, assim posso te ver mais a vontade! Pensei que teria que te chamar de Potter agora! – ele replicou zombeteiro.

“Como eu sou IDIOTA!”.

- Bem, exatamente isso, me chame de Potter, de senhora Potter. – ela ficou desconcertada.

Ela já tinha colocado água para beber, mas sentiu uma imensa vontade de provocá-lo.
- Você não deveria ficar andando de madrugada na casa dos outros. Não é educado!
- Não tive sono.
- Ficasse no seu quarto. Eu não sou obrigada a deparar com você porque preciso beber água!
- Não seja mais chata do que você já é, Hermione, quero dizer senhora Potter. – ele riu com desdém fazendo com que ela ficasse mais irritada.
Ela se aproximou dele e falou ameaçadoramente.
- Não me importa se você tem ou não sono, não gosto de saber que você está andando sozinho pela minha casa. Você não é confiável!

“Ela só pode estar de brincadeira!”.

Ele se levantou e ficou frente a frente com ela, a menos de um palmo de distância.

- Por que não sou confiável? Porque você ainda tem medo de me agarrar se me encontrar andando sozinho por aí? – ele provocou – Nesse caso, senhora Potter, quem não é confiável aqui é a senhora! – frisado "senhora Potter".

O sangue de Hermione subiu. Ele não ia tratá-la daquela maneira na casa dela. Ah... não ia mesmo.
Sem pensar ela levantou a mão no que seria um tapa, mas Draco a deteve.

- Não, Hermione, não vou deixar você fazer isso. Porque se não, serei obrigado a te beijar! – provocou em tom de aviso.
- Ah você não se atreveria. – respondeu ela, vermelha de raiva.
- Tente! – desafiou.

Ficaram se encarando por alguns instantes.
- Vá para o inferno Malfoy! – ela soltou seu braço da mão dele.
- É realmente uma pena que você não tenha me batido, assim não tenho desculpas para te agarrar. Da próxima vez, termine o que começou Hermione.
Hermione abriu a boca para protestar, mas Draco a cortou.
- É melhor eu subir, pois estar frente a frente com a razão da minha insônia, certamente não irá me ajudar a pegar no sono. Boa noite, senhora Potter!
E saiu, deixando uma Hermione possessa e ofegante.




Na manhã seguinte, Hermione se levantou e viu que Harry não estava mais na cama. Olhou no relógio e viu que já eram 9:00 horas, provavelmente todos já tinham tomado café.
Hermione tomou um banho, escovou os dentes, desceu as escadas e então viu Harry conversando animadamente com Meg na sala de estar.

- Bom dia! Harry, por que você não me acordou mais cedo?
- Ah, Mione, você demorou tanto a pegar no sono e quando acordei estava dormindo tão sossegada que eu achei melhor te deixar lá. Ia te chamar logo, mas eu e Meg começamos a discutir sobre quadribol e ai já viu, né?! – respondeu Harry, divertido.
- Todos já tomaram café da manhã?
- Não, todos nós acordamos mais tarde, Mi. Estamos de folga! – retrucou Meg.
- Exatamente, estão todos na mesa, acabaram de servir o café. Vamos! – chamou Harry.

Chegaram à cozinha, e Hermione viu Draco sentado entre Tiago e Philip. Na realidade, todos pareciam estar se divertindo com o que ele falava.
Hermione sorriu ao ver a cena, não que ela gostasse daquela aproximação, mas de fato, seria bem melhor que Philip descobrisse que Draco era seu pai se já gostasse dele.
Tiago parou de viu a mãe e correu para um abraço.

- Bom dia, mãe! – falou risonho.
- Bom dia, querido! Como passou a noite?
- Bem. Vem, mamãe, vem ouvir a história que o senhor Malfoy está nos contando. É muito boa.
Tiago arrastou a mãe para que ela se sentasse ao lado dele. Hermione sorriu sem jeito. Não sabia o que fazer.
- Hey, vamos jogar uma partida de snapes explosivos? – chamou Arthur (filho de Rony).
- Vamos sim! – responderam os jovens em uníssimo.

- Essas crianças!
- Ora Roniquito, você já se esqueceu quando foi uma criança? – perguntou à senhora Weasley, zombando.
A mesa explodiu em risadas enquanto Rony ficava vermelho do cabelo (como sempre!) aos pés. De fato, Hermione não se lembrava de ter visto a orelha do amigo tão vermelha como naquele momento, talvez apenas no dia do casamento dele com Luna.
- Pega leve, mãe! – reclamou ele num muxoxo.
- Fique calmo, querido, é Natal! – retrucou o senhor Weasley se servindo de outra torrada.

O café da manhã seguiu tranqüilo. Hermione se sentiu novamente uma adolescente, pois tanto ela quanto Draco estavam tendo à mesma reação que tiveram depois do primeiro beijo. Por que ele fazia com que ela se sentisse assim? Constantemente sem saber o que fazer!
Na realidade, não tinham nada a fazer. Nada tinha acontecido, afinal! Mentira! Tinha sim, eles não tinham se beijado, mas algo tinha acontecido e, como sempre, quando estava perto dele, ela perdia qualquer raciocínio. Como ela o odiava por ele a deixar naquele estado! Como ela o odiava por ele fazer com que ela se sentisse novamente uma garota insegura e perdida por estar perto dele! Como ela o odiava por ele a fazer ficar tonta com um simples toque! Como ela o odiava!

- Mione... você está aqui? – perguntou Gina, zombeteira.
- Ah sim, claro. O que foi Gina?
- Você vai jogar quadribol com a gente hoje!
- Isso é uma ordem? – perguntou à castanha, erguendo a sobrancelha.
- Entenda como quiser, mas você vai jogar hoje. Vai ser engraçado.
- Você sabe que eu odeio jogar quadribol.
- Você diz isso porque não sabe jogar e você não gosta de fazer nada em que você não é perfeita!
Todos abafaram risos.
- Isso é verdade, Mione!
- Até você Harry, o que é isso? Uma conspiração? – perguntou indignada.
- É sim, Mione e você vai jogar. Estou precisando dar umas boas risadas.
- Ronald Weasley, não fale assim comigo! – ela falou com uma falsa irritação – Além do mais, você não vale jogar, você é goleiro da seleção inglesa.
- Eu vou jogar como artilheiro e o Harry como batedor. Resumindo, todos vamos mudar de posição. – respondeu emburrado.

Draco permaneceu quieto. Era incrível como a presença daquela mulher o intimidava. Enquanto a via ali, tão à vontade, se lembrou de todas as coisas que viveram juntos, das tantas sensações que o toque dela trazia a ele, do beijo. Ah o beijo, quando ele se lembrou do primeiro beijo que eles deram, ele teve a certeza de que sua vida tinha começado naquele instante e que, na verdade, se tivesse acabado ali, ele teria morrido feliz. E era duro se lembrar de um passado duro e envelhecido. Era muito difícil tê-la tão perto e não poder tocá-la, não poder senti-la, não poder envolvê-la em seus braços, não declarar seu amor. Como ele desejava tocá-la por mais um instante, abraçá-la por mais um minuto, beijá-la por mais uma hora, tê-la pelo resto de sua vida. Mas isso já não era mais possível e por culpa dele.

O jogo correu bem, como todos previam. Hermione foi uma lástima. Até mesmo Minerva, que era a juíza, ria das trapalhadas da castanha. Quando o jogo terminou, ela sorrindo zombou Hermione.
- Sabe querida, graças a Deus você não jogou pela Grifinória, ainda bem que arrumou outra maneira de ganhar pontos para a casa.
Hermione não sorriu, estava suja, com dor, cansada e furiosa. Quem inventou aquele jogo ridículo? E por que a tinham colocado como apanhadora? Era infernal ficar procurando aquela bolinha que não parava de escapulir. Para sua sorte a outra apanhadora era Luna, que estava mais preocupada em apreciar o céu do que pegar a maldita bolinha. Teve um momento em que Hermione achou que aquele jogo não terminaria, que nem ela, nem Luna tampouco, conseguiriam pegar o pomo, mas então ela o viu em cima das balizas e voou até ele. Foi tão rápido que, quando finalmente o pegou, bateu a cabeça em uma da balizas, e só não caiu com tudo no chão porque Draco a amparou. Como ele era IMBECIL! Não tinha o direito de salvá-la.
Depois Harry insistiu que ela deixasse Draco ver se tinha ficado algum dano da batida. Ela sabia que não tinha nada, mas como o Harry era teimoso...

- Acalme-se, não vai doer muito. – avisou Draco, Hermione não respondeu.
Quando Draco tocou na testa dela onde estava o machucado, os dois gelaram o contato entre as peles traziam sensações demais. Draco se afastou.
- Você vai ficar bem, pode ficar tranqüila.
- Eu sei!
Hermione levantou-se e foi tomar banho.

Depois do jogo, as mulheres, como haviam combinado, prepararam a ceia, enquanto bebiam cerveja amanteigada. A única que não bebia era Marieta, certamente por estar grávida.
Elas riram, brincaram e disseram besteiras. (N/A: muita mulher reunida não dá certo! Rs)
Enquanto isso os homens se dividiam pela casa.
Harry e Rony jogavam xadrez bruxo pela milionésima vez, já que Harry insistiu que só pararia de jogar quando ganhasse uma partida de Rony. Sirius e Lupin colocavam a conversa em dia e se divertiam muito com as bobagens que diziam. Os gêmeos contavam a Gui as travessuras que aprontaram em Hogwarts, e o irmão mais velho se matava de rir. Hagrid e Carlinhos conversavam sobre dragões. Neville e Dino conversavam sobre assuntos de serviço, enquanto Draco estava com as crianças. Ele estava se sentindo fantástico por poder estar ali com o filho.
Philip estava inconformado com o fato de Draco não conhecer cavalos. E mais inconformado ainda com o fato de o medibruxo não querer montar o animal. Draco tentava explicar que não tinha boas lembranças de animais desse porte, mas Philip não ouvia. Estava decidido a ajudar o “novo amigo” a perder aquele medo besta por cavalos. Afinal, ele voava em uma vassoura, não tinha lógica ter medo de um cavalo.
Draco montou muito receoso o animal, tinha muito medo de montar no bicho.
Hermione apareceu para chamar as crianças para tomar café da tarde. E então ela mirou Draco e Philip, era incrível como se pareciam. Ela riu quando Draco foi montar e passou direto pelo cavalo, indo parar do outro lado. Só então foi notada pelos meninos.
- Mamãe, que bom que está aqui, assim você ensina o senhor Malfoy a montar, ele é uma lástima.
Hermione ficou sem reação por alguns instantes e Philip continuou.
- Sabe senhor Malfoy, minha mãe é uma excelente amazonas, foi ela que ensinou a todos nós. – Philip comentou apontando as outras crianças.
- Não acho que seja uma boa hora filho, estou preparando o jantar.
- Por favor, mamãe. É rápido!
- É melhor deixar sua mãe, ela está ocupada.
- Por favor, mamãe. – Tiago fez um bico muito parecido ao de Harry e fez com que Hermione cedesse.
- Está bem, mas tem de ser rápido.
- Está bem!

Hermione foi até Draco e explicou a ele como montar. Ele era definitivamente uma lástima, não conseguia se equilibrar no animal.
- Calma Draco, ele não vai te machucar. – falou Hermione paciente.
- Você sabe que eu não gosto desses bichos.
Ela sorriu. – Não seja medroso.
- Agora de um toque no cavalo com a rédea, para que ele ande.
Ao fazer isso, o cavalo que Draco andava levantou as patas dianteiras e quase derrubou Draco no chão, por sorte ele se segurou.
- Já chega! Eu desisto!
Draco estava branco de medo.
- Me dê um espaço ai em cima. – mandou Hermione autoritária.
- Como? – ele perguntou incrédulo.
- Deixe-me subir.
Draco foi um pouco para trás e Hermione sentou na montou a frente dele.
- Segure-se em mim.
Draco não respondeu, a segurou pela cintura e engoliu seco com o contato. Hermione por sua vez se arrependeu por ter aceitado tudo aquilo, por permitir que ele se aproximasse tanto.
- Você não pode mostrar insegurança ao cabalo, ele deve confiar em você.
Draco não ouvia mais nenhuma palavra do que a mulher dizia. Sentia somente o perfume dela, a pele dela e o vento fazia com que o perfume cada vez mais impregnado nele. Ele estava extasiado.
- Draco, Draco! Você ouviu algo que eu falei?
Ela se afastou para olhá-lo.
- Desculpe-me, eu estava distraído.
- Ei, senhor Malfoy, agora eu vou mostrar como minha mãe é boa!
- Philip não faça nada!
Mas já era tarde, Philip deu um tapa no cavalo para que ele fosse mais depressa.
Hermione perdeu o controle do cavalo, não conseguia pará-lo.
Draco a segurava com muita força.
- Acalme-se Draco.
Ele não respondeu.
- Draco você está me puxando para trás, assim vamos cair os dois.
Hermione falou isso após Draco dar um puxão nela. De repente ele sentiu Draco a soltar e o viu cair.
- Draco, não!
Hermione conseguiu parar o cavalo para socorrê-lo.
- Draco, por favor, fala comigo! – ela dava tapinhas no rosto de Draco para acordá-lo. – Draco...
- É sempre bom ter você por perto.
Ele segurou a mão dela que estava sobre seu rosto.
- Adoro o contato com a sua pele, me deixa louco.
- O que você pensa que está fazendo? – ela perguntou nervosa.
Ele começou a beijar o braço dela, realmente o contato com os lábios dele a estavam tirando o rumo.
Sem mais, Draco a deitou e ficou sobre ela. Quando foi beijá-la, ela virou o rosto, então Draco passou a beijar o seu pescoço.
Ela quase que inconscientemente abriu espaço para ele beija-la levantando mais o pescoço. Draco colocou a mão por baixo da blusa de Hermione e começou a acariciá-la no ventre. Quando viu que ela estava entregue, voltou para beijá-la na boca, mas ela virou o rosto novamente.
- Vamos lá, você também quer!
Hermione permaneceu de olhos fechados, estava tentando recuperar o bom senso.
- Você também sentiu minha falta.
- Saia de cima de mim, Malfoy! – ela sibilou.
Draco a encarou e viu que era o melhor que tinha a fazer. Hermione se levantou e montou o cavalo.
- Suba logo!
Ele não discutiu, apenas obedeceu.
- Por que está me levando com você?
- Porque o Philip vai estranhar você não voltar junto. Agora cale a boca.
Hermione começou cavalgar rápido e Draco a segurou com mais força.
- Você pode ir mais devagar, pelo amor de Deus? – ele pediu em pânico.
- Está com medo, Draquinho? – ela perguntou zombando. – É melhor se segurar.
Hermione fez com que o cavalo cavalgasse o mais rápido possível, podia sentir o pânico do loiro pela força que ele a segurava.
Aos poucos ele foi ganhando confiança e então decidiu devolver a provocação.
Draco se aproximou do ouvido dela, ela sentiu as mãos ficarem um pouco frouxas.
- Vamos me diga que sentiu minha falta. – ele sussurrou no ouvido.
- Não me provoque ou posso causar um acidente.
- Eu te tiro tanto assim do rumo?
Ela não respondeu, sem mais nada, Draco roçou a boca no pescoço dela e em seguida o beijou novamente, sabia como ela era sensível naquela região.
As mãos dela afrouxaram-se um pouco mais.
Ela se segurou, não se daria por vencida, seguiu o caminho como se nada estivesse acontecendo.
Draco chegou à conclusão de que era até gostoso andar a cavalo.




No dia do Natal as coisas correram mais normais do que o esperado. Harry e Meg estavam bastante entrosados, e Hermione sorriu ao imaginá-los juntos. Seria muito bonitinho. Os dois formariam um belo casal. Era engraçado, mas mesmo sendo casada com Harry há tanto tempo, Hermione nunca tinha sentido ciúmes dele, muito pelo contrário, sempre tentava arrumar alguém para ele, o que já tinha causado muitas brigas entre os dois, onde Harry a lembrava que ele era seu marido e não somente seu amigo.
Draco tinha dado a Philip uma Firebolt 3000 e a Tiago um uniforme autografado por todos os jogadores do Manchester, time do garoto, alegando que quando Tiago estivesse em Hogwarts daria uma Firebolt 3000 a ele também.
Hermione não gostou do presente, achava o filho novo demais. Mas depois de ganhar a vassoura, ele não abriria mão dela.

Todos beberam um pouco mais do que deveriam e ficaram até altas horas jogando conversa e baboseiras fora.

Já eram quatro horas da madrugada e na sala estavam apenas Hermione, Draco e Gina.

- Sabe Malfoy, você foi um grande idiota em ter largado a Mione. – exclamou Gina, rindo descontroladamente.
- Oras, só eu fui idiota? Até onde eu me recorde, você largou o Harry, Weasley!
- Uhm... é, de fato nós dois fizemos com que eles ficassem juntos. Não é mesmo, Mione?

“Aonde quer que aquela conversa chegue, não vai ser um bom lugar!”. Pensou Hermione meio zonza.

- Não me irritem!
- Te incomoda falar no assunto, Hermione? Te incomoda assumir que bastou eu me afastar para você se jogar nos braços do Harry? – provocou com desdém. Ele não tinha engolido o casamento de Hermione.
- CALA A BOCA, SEU IDIOTA! VOCÊ NÃO SABE DE NADA!
- Então me conta! – retrucou com um sorriso afetado.
- VÁ PARA O INFERNO, SUA DONINHA RIDÍCULA! TUDO O QUE ACONTECEU, ACONTECEU PORQUE VOCÊ NÃO FOI HOMEM O SUFICIENTE! – bradou extremamente vermelha de raiva.
Draco a encarou com tristeza. Ela acertou o ponto fraco dele. Gina tinha adormecido do nada na poltrona onde estava. “Melhor assim!”, pensou Draco.
- Satisfeita em jogar isso na minha cara novamente?
- Não, ainda não!
- Engraçado, eu assumo a minha culpa nessa história toda, mas eu realmente não compreendo como você se casou com o Potter tão cedo.
- Você quer saber? – perguntou ela desafiadoramente. Draco acenou que sim com a cabeça – Então está bem, eu vou te contar. – a retrucou, enrolando a língua.

Se ela estivesse sóbria jamais contaria, ele simplesmente não merecia saber. Mas o álcool, misturado com o perfume dele, a estava deixando mais tonta do que de costume, e ela começou a contar tudo o que tinha acontecido.

Início do Flashback

“.... - Eu já entendi. – respondeu Harry, triste, mas parecendo decidido – Ela está acordada?
- Sim, Dino está falando com ela.
Harry bufou. – Então amanhã falo com ela. Boa noite a vocês...”.

Amanhã, dia distante e incerto.
Fazemos planos para o amanhã, mas nunca sabemos o que de fato vai acontecer.
Quantas pessoas planejam mudar o mundo “amanhã” e ele jamais aparece?
Quantas vezes dormimos decididos sobre o que fazer “amanhã” e um instante muda tudo?
Foi isso que aconteceu a Harry, quando decidiu que falaria com Gina “amanhã”... Voldemort, junto com os Comensais, armaram uma emboscada e a batalha começou... e o amanhã, como ficou?


A batalha tinha sido dura. Hermione lutava bravamente com Antônio Dolohov. Novamente aquele bruxo nojento do Ministério.
E novamente ele quase a matara. De qualquer maneira, ela venceu e ele seria preso.
Então olhou ao redor e viu Rony lutando contra o Mcnair e viu que Harry lutava contra Voldemort. Ela se sentia inútil, sem poder ajudá-lo, afinal apenas Harry poderia derrotar Voldemort. Pedro Pettigrew, para surpresa de Hermione, estava parado observando a mesma luta que ela, a de Harry. Mas, de repente, um desespero novo a invadiu, Draco, onde ele estava?
Ela se levantou cambaleando, estava com muita dor. Tinha muitos corpos no chão, um deles, Hermione reconheceu, Quim Shacklebolt. Ela continuou procurando, Draco não podia estar morto. Poucas batalhas ainda continuavam a maioria das pessoas já tinham vencido ou perdido e Hermione pode notar que o lado do bem tinha vencido mais do que perdido e isso há tranqüilizou um pouco, mas tinha que encontrar Draco. Então ela o achou, ele estava caído, ferido no chão, e o senhor Crabbe estava prestes a terminar o serviço, quando Hermione o estuporou. Draco conseguiu se levantar e continuar a batalha e mandou que Hermione se afastasse, ele não a queria ali, correndo riscos!
Ela não obedeceu, mas um feixe de luz verde rompeu o céu e vinha na direção de onde Harry estava. Ela virou desesperada e viu algo que jamais esperava. Pettigrew havia tentado atingir Voldemort, e então o seu próprio lorde o matou, sem a menor piedade.

Harry ficou sem reação, estava em choque. Também, não era para menos. Ele sabia que Rabicho tinha feito aquilo por ter uma dívida com Harry, quando o moreno salvou sua vida no terceiro ano. Tantas coisas se passaram em sua cabeça que Harry se esqueceu de onde estava no meio de uma batalha.
Voldemort percebeu e ia se aproveitar, quando ninguém mais, ninguém menos que Snape apareceu e se colocou à sua frente. Agora foi a vez de Voldemort ficar paralisado. Ele confiava em Snape, ele já tinha lhe provado fidelidade, como pode ter feito isso?
Harry sentiu um ódio imenso, sentiu que todas as perdas em sua vida tinham sido por culpa daquele imbecil que se intitulava de lorde. Ele não gostava de Snape, principalmente depois da morte de Dumbledore, mas naquele momento, Harry não teve outra opção a não ser acreditar no que Draco dissera que Snape havia matado Dumbledore a pedido do próprio diretor. Antes que Voldemort voltasse à atenção à luta, Harry o venceu. E essa, foi à última coisa que Hermione viu antes de desmaiar.

Quando a castanha acordou, ela estava no hospital St. Mungus e um medibruxo estava com ela. Harry esperou que ela fosse atendida e se sentou em uma cadeira ao lado de sua cama.
- Olá, dorminhoca. – falou com um sorriso cansado.
- Harry, o que aconteceu?
- Acabou Mione, nós vencemos. – Harry deixou uma lágrima rolar.
Eles se abraçaram e choraram juntos por alguns momentos. Hermione sabia que Harry sofria por novamente pessoas morrerem em seu lugar, mesmo que tenham sido Rabicho e Snape.
- E como estão todos? – ela perguntou um tempo depois.
- Bem. Na verdade – ele deu um suspiro cansado – Percy faleceu. Goyle o matou, só depois Gui conseguiu aparecer e prende-lo.
- Oh meu Deus! E como está Molly?
- Em choque, mas o curandeiro falou que ela vai ficar bem.
- Puxa, que horror!
- É, é sim!
- E o Rony?
- Está bem. Tirando a perda do irmão. Está se recuperando de alguns cortes.
- Hum... Harry você não parece feliz!
- E não estou Mione, estou cansado disso tudo e para completar... – Harry se calou.
- Fala Harry, vai ser melhor.
- Fui falar com Gina, eu tinha dito a você e ao Draco ontem, que faria isso antes da guerra, mas ela achou que eu só fui falar com ela porque a guerra tinha terminado...
- Como a Gina é orgulhosa, não se preocupe Harry, eu falarei com ela.
- Não adianta Mione, ontem ela aceitou se casar com o Dino. – falou tristemente.
- COMO? – perguntou indignada.
- Pois é!
- Oh Harry, eu sinto muito.
E Hermione o abraçou novamente. Ela permitiu que Harry chorasse silenciosamente em seu ombro. Depois de alguns minutos, ela perguntou:
- Harry, desculpe, mas eu estou preocupada, ainda não vi o Draco. Você o viu?
- Ah sim, como sou esquecido! – Harry falou, secando os olhos e pegando uma carta amassada da capa – Ele pediu que eu te entregasse.
- Como ele é bobo! Porque ele mesmo não me entregou?
Harry chacoalhou os ombros enquanto Hermione abriu o envelope e começou a ler a carta de Draco. – Estou louca para falar com ele, tenho uma surpresa. – falou sorrindo.

Amada Hermione,

Acredite quando digo que para mim é muito difícil fazer o que vou fazer, mas é necessário!
Antes de tudo, quero que você saiba que a minha vida só começou a ter sentido quando te descobri, quando te encontrei, enfim, quando me apaixonei. Antes disso eu não vivia, apenas existia. Você trouxe luz ao meu céu, brilho aos meus olhos, música aos meus ouvidos, cor na minha vida. Você me ensinou o que é viver.
Como não dizer que só de pensar em você um sorriso bobo pinta meus lábios? Como negar que o som da sua voz me deixa atordoado? Como negar que cada vez que você me toca eu me sinto um rei?
Hermione, dizer tudo que eu sinto por você é uma insanidade, pois eu duvido que já tenham inventado alguma palavra capaz de explicar esse sentimento que explode em meu peito cada vez que eu sinto seu cheiro ou que eu encontro o seu olhar.
Tenho que ir logo ao assunto, Mione eu te amo muito, mas tenho que partir. E é com o meu coração despedaçado que eu te digo isso. O por quê? Bem, nem eu sei direito, mas hoje, depois de ver você lutando, senti muito medo de te perder. Mesmo quando estava em apuros você se levantou e venceu, já eu, quando estava em apuros me entreguei e, se não fosse por você, estaria morto agora. Acontece que eu tenho medo de te fazer... tenho medo de não te fazer feliz. E esse é o meu único desejo, te ver feliz.
Tenho medo de me acovardar novamente, como faço sempre, e te perder. Está bem, é isso que eu estou fazendo agora, mas sei, que agora sofreremos menos do que se demorar muito tempo. Pode me chamar de covarde, pois eu sou mesmo. Além do mais, alguns comensais ficaram livres, como sempre e esse Ministério é muito incompetente, talvez eu seja perseguido por ter traído Voldemort e não quero que você se envolva nisso. Se você morresse por minha causa... nem sei dizer como ficaria.
Cada dia da minha vida sem você não faz o menor sentido, não tem a menor razão. Mas eu só vou saber se sou merecedor do seu amor, quando eu ver que realmente mudei. E temo não descobrir isso. Temo que você me veja fraco e covarde como sou. Temo te perder para sempre.
Se com o que eu estou fazendo eu vou te perder, não me resta outra saída. Apenas desejo que você seja tão feliz quanto merece ser e que você saiba que ao partir hoje, eu morri e só vou poder renascer se algum dia nos reencontrarmos e eu te ver feliz. Pois o seu sorriso vale a minha vida.

Com amor,
Eternamente do seu Draco


A raiva tomou conta de Hermione, ela chorava copiosamente. Harry tomou a carta das mãos trêmulas de Hermione, leu, e a ficou encarando.

- Desgraçado! Como ele pode fazer isso, Harry? COMO?
- Calma Mione, tudo vai se acertar. Tenho certeza que ele vai pensar melhor e vai voltar.
- NÃO HARRY, ISSO NÃO VAI ACONTECER!
- Mione, dê um tempo a ele... calma, ele deve estar confuso!
- EU NÃO TENHO TEMPO HARRY!
- Como assim? – perguntou ele preocupado.
- Eu estou grávida do Draco.

Harry se calou, não tinha o que falar, apenas abraçou a amiga e deixou que ela desabafasse em seu ombro, como ele tinha acabado de fazer no ombro dela. Depois de um tempo considerável, Harry se voltou para Hermione e perguntou:

- Mione, casa comigo? – pediu ele, decidido.
- Como? – perguntou ela, confusa.
- Case-se comigo. Prometo que vou cuidar de você e do seu filho, do nosso filho, quero dizer.
- Harry, isso não faz sentido. Além do mais, você e a Gina podem se acertar.
- Não, não podemos. Ela quis que fosse assim. – ele virou o corpo de Hermione de modo que ela o encarasse – Mione, nós nos casamos e continuamos amigos, não precisa acontecer nada que nós não quisermos.
- Harry, isso é injusto com você. Você é novo e pode encontrar outra pessoa!
- Não me importo. Eu não quero. Até porque não me imagino dividindo a minha vida com outra pessoa senão você, que já conhece todos os meus defeitos e vice-versa. Vamos lá, Mione, é tão ruim assim casar comigo?
- Não, não é isso...
- Então? Isso é um sim?
- Harry eu preciso de tempo.
- Não, não precisa! Temos que cuidar dessa criança, quanto antes assumirmos uma relação menos chateação teremos com os outros.
Hermione respirou fundo e ponderou aquela era uma saída. Uma saída que talvez estivesse errada, mas o que ela ia fazer? Pelo menos Harry tinha uma solução.
- Está bem, Harry, mas eu tenho uma condição.
Harry sorriu: - Que esposa exigente eu estou arrumando!
- Sem brincadeiras Harry. – retrucou séria.
- O.k., e qual é a condição?
- Que caso você encontre alguém, você não tenha medo de me dizer isso. Porque isso não estragará a nossa amizade. Caso você se apaixone, nós nos separamos!
Harry pensou.
- Tudo bem, mas a recíproca também vale.
Hermione sorriu triste, sabia que jamais voltaria a amar como amou Draco, mas concordou com o amigo. Eles se casariam, mesmo tendo a certeza de que não daria certo.

Fim do Flashback

- Feliz agora, Malfoy? – Hermione reuniu toda a raiva e amargura que sentia dentro dela para fazer aquela pergunta. Ele merecia.
- Então você descobriu a gravidez no dia que... – falou Draco, sem jeito.
- Sim, no dia em que o GRANDE Draco Malfoy foi embora! – cortou Hermione, ríspida. – E é por essas e outras que eu te ODEIO!
Hermione começou a chorar e Draco teve uma imensa vontade de abraçá-la para dizer que tudo tinha acabado, mas sabia que isso só a enfureceria mais.
- Hermione, eu nunca soube que tinha um filho. Se eu tivesse imaginado, eu....
- VOCÊ O QUÊ? O QUE VOCÊ FARIA? O QUE VOCÊ MUDARIA?
- Eu... eu não sei... mas certamente não teria partido.
- Ah não!? Nossa, sabe que eu acho o contrário, acho que você fugiria como fugiu ainda mais rápido!
- Não diga isso...
- Por quê? Te ofendo? Oh... sinto muito. – concluiu cínica.
- VOCÊ NÃO PODE FALAR ASSIM, EU NÃO TERIA TE ABANDONADO SE SOUBESSE QUE VOCÊ ESTAVA GRÁVIDA.
- TERIA SIM!
- NÃO TERIA! ERA TUDO O QUE EU SEMPRE QUIS, TER UM FILHO COM VOCÊ, UM FILHO COMO O PHILIP!
- ESQUECE, ELE NÃO É SEU FILHO!
- É SIM HERMIONE, CHEGA DE HIPOCRISIA. O PHILIP É MEU FILHO E EU ME ORGULHO MUITO DISSO!
- COMO OUSA....
- O quê?

Draco e Hermione pararam de discutir e olharam para o topo da escada e lá estava um garotinho loiro com cara de dúvida e revolta.



No próximo cap.

A verdade foi revelada da pior maneira possível..
- Filho, calma...
- Calma? Me diz que é mentira mãe. Fala que é tudo mentira o que ele disse.


As verdades não ditas confundem Philip
Além do mais – ele olhou enfurecido para Hermione – ela te traiu! Te enganou!
- Sua mãe jamais me traiu, jamais me enganou. E EU NÃO ADMITO QUE PENSE ISSO DELA!


De repente, um Malfoy aparece...
- O que quer que eu pense então?
- Não creio que seja conveniente você me desafiar Philip, não depois do que falou.


Enquanto outro, pensa em novamente, fugir...
- Bom, acho que já chegou à minha hora. – disse Draco, depois de algum tempo.
- Vai fugir de novo, Malfoy? – perguntou Harry, irônico.


A fúria era inevitável...
- COMO ELE SE ATREVEU A FICAR AQUI? ELE NÃO VAI ME COMPRAR COM VASSOURA ALGUMA, ALIÁS, VOU DEVOLVÊ-LA A ELE! – bradou o garoto.

Gina tenta acalmá-lo...
- Sabe seu pai, o Draco, ele é um cara legal!
...você é muito parecido com ele. – Gina viu Philip emburrar. – E não é apenas esse cabelo platinado e seus belos olhos azuis, você se parece muito com a personalidade dele.


E quando tudo sai do lugar...
- Que inferno! Não vou perdoar minha mãe por isso!
- E por quê?
- Ela nunca contou a ele que tinha um filho! Por isso não vou perdoá-la.


O perdão é um passo muito difícil.
- Você já perguntou a ela o porquê ela escondeu isso?
- Não!
- Então, talvez seja a hora!


Não percam o próximo cap. A Revelação... mtaaaaaaas coisas vão acontecer....



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