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30. Lembranças de Um Passado. Memó


Fic: NC-17 Miedo Fic Adapter.Terrifié Final e Epilogo


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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                         Lembranças de Um Passado, Memórias de Um Presente


 


Hermione acordou assustada. As luzes enfeitiçadas da enfermaria castigaram seus olhos por alguns instantes. Ela girou a cabeça e percebeu que Draco estava adormecido em sua cama de forma desleixada. Suas mãos entrelaçadas delicadamente.


Apesar de adormecido, o rapaz demonstrava pelas feições muita tristeza.


A moça não se atreveu a mexer na cama, mas como que por instinto ele ergueu a cabeça e a viu acordada. Seus olhos se encontraram e um nó muito grande se formou na garganta de Hermione.


Ela queria chorar, mas não na frente dele. Não queria deixá-lo preocupado. Draco por outro lado sentiu um aperto no peito tão grande, pois podia imaginar o tamanho do sofrimento dela.


Passando a mão nos cabelos para tentar controlar a agonia ele apertou a mão dela de novo.


_Como se sente? – Perguntou.


_Melhor. – Mentiu ela. Ela nunca se sentiria melhor sem seu filho, pelo menos não emocionalmente. – As poções agem bem rápido.


Eles ficaram se encarando por alguns minutos e isso fez com que Hermione perdesse o controle de suas emoções.


O choro compulsivo a acometeu e Draco não teve alternativa a não ser encostar a cabeça junto à dela e lhe passar todo o conforto de que ela precisasse. Era a única coisa que ele podia fazer. Confortá-la da melhor maneira possível. Ficaram por bastante tempo naquele silêncio onde apenas o choro de Hermione era ouvido. Draco queria poder tirar aquela dor de dentro dela. Mas como? Ele mesmo sentia-se pequeno diante da situação, imagine ela que o tivera dentro de seu corpo.


_Dói tanto... – Murmurou ela entre o choro.


_Eu sei.


Estalou um beijo em sua testa.


 


(***)


 


Mais algumas horas com ela e Madame Ponfrey aparecera alegando que ela precisava de uma noite tranqüila de sono se quisesse se recuperar bem rápido. Depois que ela dormira, Draco voltara para o quarto e começara a preparar suas coisas. Iria embora do castelo naquela noite mesmo. Não estava com cabeça para um almoço de despedida e confraternização entre os alunos formandos. Tendo certeza de que Hermione só acordaria no dia seguinte, ele rumara para casa.


Sua mãe ficara feliz pela surpresa, mas ele não estava com clima para outra discussão com seu pai a respeito de Hermione. Mesmo tendo aceitado que seu filho pedisse a mão daquela moça em casamento, Lúcio ainda carregava dentro do peito um pouco de esperança de que seu filho criasse juízo e abandonasse aquela idéia absurda de se casar com uma nascida trouxa.


Passara a noite em claro pensando em tudo que havia acontecido. Estava disposto a ficar com Hermione mesmo a contra gosto de seu pai. Hermione era a garota certa para ele. Diferente de todas as outras. Nunca imaginou que fosse pensar isso a respeito de uma garota grifinória, e muito menos que tivesse o sangue diferente do dele, mas era isso que pensava e nem seu pai mudaria isso.


 


(***)


 


No dia seguinte pensara em voltar a Hogwarts, mas alguns contratempos não permitiram que chegasse a tempo de acompanhar Hermione com os preparativos do funeral.


 


O grupo de pessoas vestidas de negro escondia o pequeno cerimonial de suas vistas. Resolveu assistir toda a cerimônia ao longe. Estava tomando coragem para se aproximar. Nas mãos uma solitária rosa branca.


Quando Dumbledore terminou, as pessoas começaram a se dispersar. Ele viu quando o meio gigante Hagrid se aproximou e tocou de leve o ombro da moça.


Ela enxugou com um lenço as lagrimas. Sua mãe a confortou entre os braços por alguns segundos até dar lugar ao garoto de cabelos de labaredas e ao outro que havia desistido de domar os fios que insistiam apontar para todos os lados.


Dumbledore mesmo tendo oferecido o terrenos de Hogwarts para o sepultamento da criança, Hermione recusou, decidindo que gostaria de enterrar o filho num cemitério trouxa comum, mas deixou que ele tratasse de todos os tramites legais do mundo trouxa com ajuda de seu pai.


Todos se afastaram, deixando o trio de ouro, ele resolveu se aproximar. Hermione estava com o rosto enfiado no pescoço de Harry e só percebeu a aproximação do loiro quando este se abaixou e depositou a rosa na terra remexida em um pequeno retângulo no solo. Ela ergueu a cabeça e seus olhares se encontraram. E ele percebeu que ela habitava seus pensamentos completamente.


 Ele queria ter voltado no momento em que colocara os pés fora dos terrenos, mas sua mãe o convenceu de que precisava estar fortalecido para que pudesse dar apoio a ela e precisaria desse tempo sozinho para por os pensamentos em ordem.


Draco se ergueu e aproximou-se deles.


_Oi. – Sua voz não passava deu um sussurro.


Hermione começou a tremer e seu semblante fez várias caretas antes do choro copioso tomar conta do seu corpo. Draco não esperava a reação de Hermione. Apenas se assustou quando a jovem saiu do abraço de seu amigo e se jogou em seus braços abraçando-o fortemente. Ela chorou contra o seu peito molhando seu paletó. Devagar e cauteloso ele ergueu os braços e abraçou-a carinhosamente.


_Vamos Rony. – Ouviu Harry dizer ao ruivo.


Draco apenas acenou com a cabeça observando os dois garotos saírem e caminharem em direção ao estacionamento onde certamente os pais de Hermione os esperavam.


_Meu filho, Draco – ele a ouviu murmurar contra seu peito em meio ao choro. – Meu bebê...


_Nosso, meu amor. Eu também o amava muito. – Ele deixou que lágrimas silenciosas escorressem por sua face.


Merlin! Que dor mais horrível de se sentir. Ele estava sofrendo duplamente. Primeiro por terem perdido aquela criança e segundo por ver Hermione sofrer daquela forma. Por Merlin! Ela não merecia tanto sofrimento.


Enquanto Hermione tentava se controlar, Draco lhe acariciou os cabelos de leve para em seguida empurrá-la pelos ombros com delicadeza. Hermione passou o lenço no rosto para secar as lágrimas e assuou o nariz sutilmente. Ela sentiu os dedos dele correrem por sua face esquerda e o encarou novamente. Os olhos antes tão brilhantes dele estavam avermelhados e seu rosto também estava molhado.


Hermione sabia que ele também sofria como ela. Não como ela exatamente, mas sofria junto com ela aquela perda. Compartilhavam aquela terrível dor e sofrimento. Draco passou a mão no rosto dela compadecido.


_Eu queria tanto esquecer. Apagar da minha mente tudo o que aconteceu... – Ela voltou a chorar e Draco a abraçou.


Sua mente agora mais relaxada começava a se encher de idéias. Desde que descobrira naquele corredor que Hermione Granger vinha sofrendo abusos sexuais de seu tio, ele decidira tê-la para si e protegê-la. E agora que sua vida estava quase restaurada, outra tragédia abalara sua estrutura. Afetara a dele também, mas não tanto igual à daquela jovem.


Com o rosto dela apoiado em seu peito seu pensamento vagou para o que ela disse sobre esquecer o que havia acontecido. Pensando firmemente nas palavras dela foi como se uma luz piscasse em seu cérebro. Ele a ajudaria de alguma forma e talvez uma longa viagem para bem longe de Londres a fizesse esquecer, ou pelo menos ajudasse a aliviar a dor.


Afastou ela delicadamente e fitou seu rostinho molhado. Hermione também o encarou.


_Acho que devemos ir agora. Seus pais a estão esperando.


Ela sacudiu a cabeça confirmando. Com um último olhar para o túmulo de seu filho ela distanciou-se do local abraçada ao loiro. Jane, Gerry, Ronald, Harry, Gina, Luna e Neville esperavam o casal perto do carro dos pais dela.


Todos olharam com compaixão para a jovem, menos Luna, que como sempre tinha um olhar sonhador e um comentário a se analisar quando se estivesse com seus próprios pensamentos.


_Você parece bem melhor Hermione. Parece que acabou de esquecer uma parte de sua vida.


Todos olharam para a loira e depois fitaram Hermione. Pelo olhar estranho que Hermione lhes lançou eles sabiam que ela não tinha esquecido nada. Apenas tentava se conformar que nunca teria seu bebê entre os braços. Luna era mesmo muito estranha, mas todos gostavam muito dela.


_Acho que devemos partir. Já está ficando tarde – comentou Draco olhando aleatoriamente para todos. Alguns concordaram. – alguém gostaria de uma carona?


_Obrigado, vamos aparatar com Dumbledore ate o centro de Londres.


_Claro. Mais alguém? Weasley? Potter?


_Muito obrigado Draco, suponho que você ira fazer companhia a ela. – Harry disse calmamente.


_Sim, Harry.


_Está bem. Encontramos com vocês depois. Vamos Rony? – os dois abraçaram a amiga rapidamente.


Hermione olhou diretamente para Draco agora.


_Obrigada, mas não precisa se incomodar...


Draco sacudiu a cabeça em negação enquanto interrompia o agradecimento:


_Incômodo nenhum. Quero ficar com você. Perto de você.


Hermione se sentiu aquecida com a afirmação e não discordou mais.


_Bom... – falou Gerry. – Então vamos.


Ouve uma pequena movimentação e todos começaram a seguir seus caminhos.


Pelo espelho Draco podia ver o reflexo seu e de Hermione encostada em seu ombro, sabia que ela não se conformava com a perda daquela criança e isso só fez aumentar ainda mais sua vontade de fazê-la esquecer que um dia esteve grávida.


 


(***)


 


_Pode ir para a Mansão Henry. Diga a minha mãe que vou dormir na casa de Hermione esta noite.


_Sim, senhor.


Draco chegou devagar à porta da pequena cozinha trouxa e viu a mãe de Hermione passando um pouco de café.


_ Hermione está lá em cima dormindo um pouco – ele disse calmo, e olhou para as escadas que acabara de descer era como se pudesse vê-la deitada em sua cama através do teto.


Ele se virou para a senhora novamente.


_Senhora Granger, gostaria de saber se posso ficar aqui esta noite? Gostaria de estar ao lado dela quando acordar. - Ele perguntou mesmo sabendo que já havia mandado avisar a sua mãe, não poderia obter uma resposta negativa.


_Claro querido. Você pode ficar no quarto de hóspedes. – Sugeriu a mulher prestativa.


_Obrigado.


_Vou subir e organizar tudo. Gerry sirva café ao Draco e aos meninos, por favor.  – Ela disse se referindo a Harry e Rony que estavam sentados na sala de estar.


 O homem que entrou no recinto naquele momento acenou positivamente e foi para o balcão, enquanto a esposa subia as escadas.


_Senhor Granger, agora que estamos sozinhos quero tocar num assunto muito importante. Na verdade é um pedido que quero lhe e espero que o senhor não se oponha – o rapaz dirigiu-se ao pai, pois sabia que ele deveria ser o primeiro a autorizar. – Gostaria que soubesse que eu amo sua filha.


Ele apenas o olhou desgostoso e antes que Draco pudesse falar saiu levando a bandeja com a garrafa e as xícaras.


Draco pensou na possibilidade de parar de falar por estar na presença de Harry e Rony, mas estava feito. Os passos da cozinha até a sala o havia encorajado. E ele continuou seu discurso, depois que se sentaram, e ele pigarreou:


_Ao longo desses meses ela se tornou muito importante para mim. Quero saber se tenho sua permissão para namorá-la? Eu quero me casar com ela.


O sr. Granger alisou as duas pernas da calça por cima das coxas até parar as mãos sobre os joelhos e com um impulso pôs se de pé diante dos garotos.


Três pares de olhos o acompanharam até o outro lado da sala. Ele parecia analisar profundamente o pedido e isso estava deixando Draco ansioso.


O homem se virou para os rapazes.


_Não sei o que te fez mudar rapaz. Sempre soube que não era uma boa pessoa. Mas sei que você fez minha filha mudar! E talvez eu não goste disso...


_Saiba que ela me mudou também. – Interrompeu o rapaz, com medo do que o homem iria falar. Precisava ser astucioso. – Não sou mais o mesmo desde que a conheci, não desde quando a vi há anos atrás. Mas sim do momento em que eu a conheci verdadeiramente como um ser humano.


Gerry analisou por um longo tempo as palavras do loiro. Draco sentiu o coração acelerar por causa da resposta que não vinha.


Gerry sugou o ar e depois o soltou audívelmente. Draco segurou a respiração.


_Só posso dizer portanto, sim... Você tem a minha permissão para namorá-la ‘’oficialmente’’, não sou um completo trouxa, sei que já namoram. – Draco sorriu e num ato impensado também se levantou e se aproximou do homem estendendo-lhe a mão. – Mas quero que saiba – nessa hora o sorriso de Draco sumiu, assim como o entusiasmo de apertar-lhe a mão, pois ele sabia que vinha uma advertência por aí. – Que essa idéia de casamento ainda estarei analisando, e que se minha filha se magoar por sua causa, garantirei pessoalmente que você nunca mais ponha os olhos em cima de outra garota novamente. Eu permiti que ela se machucasse uma vez, e não vou deixar que isso aconteça de novo.


Draco Malfoy absorveu a informação imediatamente.


_Eu a farei feliz, senhor. Pode acreditar.


_Assim espero. Agora se me dão licença... Preciso subir. O dia foi muito cansativo e Jane requer um pouco da minha atenção.


Deixando os garotos na sala o dono da casa desapareceu escada acima.


 


(***)


 


 Um minuto depois...


 


_Preciso que me ajudem a convencer Hermione a fazer uma viagem.


Ele disparou assim que Gerry saiu.


_Ajudar você? Por que faríamos isso? – Ronald perguntou debochado.


_Não necessariamente ajudar a mim, mas sim a amiga de vocês. – Contra argumentou o loiro.


_Com que propósito Malfoy? – Harry questionou.


_Fazê-la esquecer tudo que aconteceu.


_Inclusive que você entrou na vida dela? Ajudo com prazer. – Alfinetou o ruivo.


Draco sorriu. Ironias realmente não faziam parte da personalidade dos Weasley.


Mas Ronald Weasley podia ir tirando o Hipogrifo da chuva se ele pensava que iria afastar Hermione Granger de seu convívio.


_Vai sonhando Weasley. Essa viagem é para que ela possa esquecer o tio e todos os problemas que aquele maldito causou.


_E você pretende convencer os pais dela de que maneira? Acabou de pedi-la em namoro... Há e casamento...


_Pedido qual foi negado. – Harry disse e Rony riu.


_Temporariamente, não recebi um não. Além do mais o que conta é a opinião da noiva. Esse meu sogro – ele disse com ênfase – fará tudo que a filha dele quiser. – Terminou com desdém.


_É, mas em dois minutos já quer tirá-la dos dois. – Lembrou Rony.


_Nada que um pequeno feitiço de convencimento não resolva Weasley.


_Não podemos fazer feitiços fora da escola.


_Talvez você não possa, pois ainda não tem dezessete anos, mas eu...


_Não vou deixar que enfeitice os pais da Hermione. – Ronald se pronunciou.


Draco revirou os olhos. Convencer o idiota ruivo seria mais difícil do que ele imaginou.


_É para o bem dela seu imbecil. Enquanto ela estiver nessa casa, tudo que aconteceu a ela rondará como um fantasma por aqui. Cada canto que Hermione olhar será uma lembrança ruim que aflorará em sua mente.


Contra isso Rony não tinha argumentos. Olhou Harry procurando apoio, mas viu no rosto do amigo que ele concordava com tudo que Malfoy lhe disse. Voltou a se sentar, pois nem percebera que ficara de pé no calor da discussão.


 


(***)


 


Uma semana depois...


 


Draco e Hermione embarcavam as malas no trem que os levariam ao litoral da Inglaterra. Convencê-la foi fácil, contando que fora sua mãe quem insistira. Draco sorriu ao lembrar que um pequeno “empurrão” da sua parte fazia parte do pacote. Aquele seu jeitinho galanteador conquistara mesmo o coração da sogra. Mas também, que mulher – seja ela velha ou jovem – não sucumbia ao charme de Draco Malfoy?


Seu sorriso abriu-se mais.


_Rindo de que Draco?


Ele piscara voltando de seu devaneio. Não podia deixar que Hermione soubesse que tinha um dedo seu por trás dessa história (n/a: eu diria as duas mãos inteiras...kkk).


_De nada meu amor. Estou feliz que tenha aceitado viajar comigo. – Ele se aproximou dela enlaçando-a pela cintura. – Por isso estou sorrindo.


_Eu também. Mas o que mais me intriga é que meus pais tenham incentivado essa viagem. Principalmente meu pai, que é um poço de ciúmes.


Draco fez cara de paisagem.


_Eu também estou surpreso.


Completou enquanto se aproximava do rosto dela para um beijo, mas o gesto sequer aconteceu, pois algo pesado o empurrou, fazendo com que ele se afastasse de Hermione.


_Não mais do que a gente, não é pessoal? – Outra vez o sarcasmo acompanhando o ruivo.


Draco olhou para o grupo parado atrás dele e viu quando Ronald depositou o malão no chão. Os dois garotos eram os únicos que sabiam dos planos de Draco, afinal compartilharam dele e por isso não poderiam dizer nada a ela.


_Já disse que sarcasmo não combina com você Weasley.


_Como se eu me importasse com sua opinião.


_Oi meninos. Achei que não viriam mais.


Hermione tratou logo de quebrar o clima pesado que se instaurara entre eles. Correu para abraçar os amigos. Luna, Harry, Gina e Ronald.


_Chegamos um pouco atrasados, porque Luna não conseguia escolher o que usar para uma viagem como esta.  – explicou Gina Weasley.


Garotas... todas iguais nessas horas, mesmo sendo a lunática da Lovegood. De que adiantou se ela parecia tão anormal quanto antes?


_O importante é que chegaram. O trem sairá em dois minutos. – Hermione disse


olhando o relógio em cima da numeração da plataforma em que estavam.


Os garotos se incumbiram de colocar o restante das malas no vagão destinados à elas e logo procuraram o vagão particular que Draco requisitou para seguirem confortáveis na viagem.


_Espero que não fique me atrapalhando Weasley, ou jogo você pela janela.


_Não tenho medo de suas ameaças Malfoy.


O breve diálogo ocorreu quando ambos os garotos caminhavam lado a lado para o vagão.


_Admita Weasley. Você a perdeu. Hermione Granger agora me pertence.


_Posso tê-la perdido como meu par romântico Malfoy, mas ela continua sendo minha amiga e nem você nem ninguém vai poder mudar esse fato.


Ambos os garotos se fuzilaram com o olhar e um sabia da verdade do outro, mas Draco tinha mais do que uma amizade com Hermione. Ela era a mulher com quem se deitaria essa e todas as noites que fosse possível em sua vida, enquanto Weasley teria que se contentar em receber beijos e abraços de amizade, ele, Draco Malfoy, estaria se deliciando em receber beijos apaixonados e gemidos enlouquecidos enquanto levava Hermione aos céus.


Sorriu cínico para o outro garoto e com um toque no ombro do mesmo – que não soube identificar o sorriso – saiu, deixando o ruivo cheio de ódio no corredor do trem.


 


(***)


 


Uma semana depois...


 


A casa alugada na beira da praia já demonstrava sinais dos enfeites de natal que as garotas compraram no vilarejo. O dia por incrível que pareça estava ensolarado e pela primeira vez puderam colocar os pés na água do mar que parecia ter ficado calma


S ó para eles. Ondas pequenas quebravam na praia como se dissesse aos moradores que hoje eles poderiam tomar banho nele e o vento era uma brisa fresca e não fria como dos dias anteriores que os deixaram dentro da casa enrolados em mantas e bebendo chocolate quente perto da lareira. Hoje eles queriam explorar o lugar e conhecer os recifes de corais.


Mas Hermione parecia não estar muito animada para fazer esse tipo de coisa desde que acordara de manhã. Ela estava sentada na areia de cabeça baixa.


_Tudo bem meu amor?


Ela suspirou e olhou para o mar.


_ Eu gostaria que estivesse, mas não consigo esquecer meu passado recente.


Draco ajeitou a postura e passou o braço pelo ombro dela. Beijou sua têmpora e puxou o corpo dela de encontro ao seu.


_Vai ficar tudo bem. Prometo.


Ele não percebeu, mas ela alisara a barriga que agora estava lisa novamente.


Hermione secou a lágrima que escorreu em seu rosto antes que ela pingasse no braço dele denunciando ainda mais sua tristeza.


Estava na hora de contar seu plano e o motivo que os trouxera até ali, mas precisaria que ela estivesse calma para o que ele iria propor.  E para o seu desespero as horas se arrastaram até a hora do jantar. Mas quando o momento chegou, Draco sentiu certo desespero, mas não poderia fraquejar agora. Faria isso tudo por ela. Somente por ela.


Uma hora depois ele se sentia pronto e tomara que ela não ficasse muito zangada, pois podia colocar todos os seus esforços a perder. Puxando ela pela mão para fora da casa, Draco a levou para a orla da floresta. Hermione pensava que queria ficar sozinho com ela, pois esse tempo todo hospedados ali, havia gente demais rondando o namoro dos dois e não desfrutaram de muitos momentos a sós aos quais pudessem ter uma intimidade. Ela já começava a sentir falta disso, pois com ele sempre se sentia segura, protegida. Esquecia dos problemas, mas com o clima estressante entre ele e Rony que insistia em protegê-la ao extremo, Hermione estava começando a achar que Draco começava a perder o interesse por ela por causa do amigo, ou pior por, causa de seu próprio drama pessoal.


_Aonde nós vamos? – Perguntou desconfiada, já que ele começou a adentrar a mata.


Ele não respondeu e muito menos parou.


_Onde está me levando, Draco?


Dessa vez ele parou, e quando Hermione percebeu estavam em uma clareira com grama rasteira iluminada pela lua. Ao redor a mata fechada destinava sombras bastante escuras em seus caules impedindo que se visse algo adiante.


_Que lugar é esse? Por que me trouxe aqui, tão longe de casa?


Eram perguntas demais e ele sabia que ela merecia uma resposta coerente.


_Hermione? – Chamou-a sabendo que teria sua total atenção. – Sabe que eu amo você, não sabe?


Ela ergueu as sobrancelhas e sorriu com a declaração.


_Claro que sei Draco. Também te amo.


Beijou-o aproveitando a proximidade de ambos. Isso o deixou apreensivo.


_Mas ainda não me disse por que estamos aqui. – Ele se afastou, mas continuou segurando suas duas mãos.


_Porque quero que você esqueça.


Ele permaneceu calado esperando que ela entendesse o que ele queria dizer. Sabia que não demoraria para que ela percebesse.


Hermione o estudou por longos segundos e acabou vendo nos olhos dele a verdade dos fatos.


Piscou, demonstrando o choque do que acabara de descobrir. Afastou-se dele liberando suas mãos.


 Sacudiu a cabeça fortemente em negação.


_Obliviatus Transfirus... – Ele disse calmamente.


_Não!... Não pode fazer isso comigo. Não pode fazer isso com você.


_Não se preocupe comigo. Ficarei bem.


_Não! Não posso deixar que carregue essa dor sozinho. Ele não estava dentro de você Draco. Meu filho não estava dentro de você – ela começou a chorar.


_Eu sei que não, meu amor – aproximou-se dela abraçando-a – mas não agüento mais ver você dessa maneira. Corta-me o coração saber que carrega uma dor maior do que eu estou sentindo por termos perdido aquela criança.


_A culpa não é sua.   


_Nem sua.


Ambos sabiam que a culpa disso tudo era do tio dela, Don, e de Pansy que a perseguira no banheiro da escola junto que aquelas amigas que ele costumava chamar de “gangue das recalcadas”.


Ao contrário do que imaginou ela não brigou, não esbravejou, não rosnou, nem explodiu... Apenas chorou com o rosto enfiado no peito dele.


Ele não queria causar danos a ela e mesmo sabendo dos riscos tirou a varinha do bolso.


Hermione percebeu a movimentação e afastou a cabeça.


_Por favor... Não.


Implorou mais uma vez.


Draco fechou os olhos. Não queria vê-la sofrer mais. Hermione não pode fazer nada para impedir. Ele tinha uma varinha e a dela estava guardada dentro da mala no quarto.


Murmurou os feitiços, mesmo vendo os olhos lacrimosos dela encarando os seus de perto.


Era como cair num abismo. Mas também era como nadar em nuvens macias com cheiro adocicado.


Aquela sensação ruim esvaiu-se e ela fechou os olhos caindo em um sono profundo enquanto a última lembrança evaporava-se para fora de seu corpo.


Draco murmurou um último feitiço – dessa vez das trevas – eliminando qualquer possibilidade que os sentimentos e sofrimentos de Hermione voltassem e se alojassem em seu espírito. Aquela fumaça negra rondou o corpo dos dois por alguns segundos e sumiu em seguida. Penetrando nas narinas dele e se alojando em se peito. Draco percebeu que ela desmaiaria, mas sentia o próprio chão fugir de seus pés e a escuridão o tomou completamente.


Draco acordou primeiro, sentia o peito pesado, e olhou em direção ao seu coração, e viu uma mancha em formato de estrela. Era grande espessa e escura sobre a pele, como uma tatuagem grosseira.  Acariciou-a, mas não sentiu dor. Sabia que aquele feitiço das trevas poderia deixar marca, mas ficou satisfeito carregaria sua estrela no peito com orgulho.  Olhou para os lados, ela ainda estava caída de mau jeito, e ele rapidamente chegou ate ela e a envolveu com os braços.


Usando a varinha ele conjurou algumas mantas e fez alguns feitiços de proteção ao redor deles para evitar qualquer perigo. Deitou-a na manta e retirou alguns fios de cabelo de seu rosto. Ajeitou-se ao lado dela e cobriu aos dois com a outra.


_Durma bem meu amor. Amanhã seu passado horrendo não existirá mais.


Beijou seus lábios e se aconchegou a ela de maneira tranqüila. Sabia que ela só acordaria no dia seguinte.


Embora soubesse que ela brigaria com ele quando acordasse, sentia-se em plena paz sabendo que ela não sofreria por lembranças tão dolorosas. Ela não podia negar que se sentia aliviado por saber magia negra, porque, se não fosse por ela, agora estaria tendo todos os sentimentos e dores de Hermione dentro de si. Consumindo-o em tristeza e melancolia, assim como estava acontecendo com ela.


 


(***)


 


Hermione abriu os olhos e o rosto de Draco adormecido ao seu lado foi à primeira coisa que vislumbrou. Ele ressonava tranqüilo ao seu lado.


Girou a cabeça e viu que o teto era um céu azul com poucas nuvens pairando por ali, apesar de estarem rodeados de arvores ela podia ver o céu.  Sons de aves cantando na mata fechada a despertou para a realidade do que havia se passado. Sentou rapidamente sobre a manta e seu olhar sondou centímetro por centímetro da campina.


O que será que ela estava fazendo ali? Não conseguia se lembrar de nada de quando Draco a trouxe pela mão até o descampado.


Olhou o próprio corpo estranhando não estar nua. Seria a coisa mais normal do mundo já que estava deitada ao lado de Draco Malfoy.


Percebendo não ter se entregado a ele na noite passada sua testa se franziu ainda mais. O que será que aconteceu? – Pensou.


Olhou o loiro de novo. Parecia um anjo dormindo. Mas ela teria que acordar seu anjo e descobrir por que dormiu com ele longe de casa.


_Draco?... Draco, acorde.


Ele resmungou algo indecifrável, mas não abriu os olhos.  Hermione sacudiu-o pelo ombro. Ele girou o corpo e passou os pulsos pelos olhos antes de abri-los.


Piscou várias vezes até ter os contornos definidos dela diante de sua visão.


_Bom dia! – Ele sorriu.


Hermione ergueu o olhar para a floresta de novo. Encarou-o em seguida.


_Onde estamos? Cadê os meninos?


Draco Malfoy não saberia responder a respeito da turma que haviam deixado na casa de praia alugada, mas isso não importava nenhum pouco. O que importava mesmo era a sanidade mental de sua namorada.


Namorada, e futura esposa.


A palavra soou estranha aos seus ouvidos. Até algum tempo atrás ele chamava qualquer garota que passasse por sua cama de “caso sem importância”. Ele riu mais abertamente agora.


Hermione Granger não era um caso sem importância. Ela era a garota mais complexa e linda que ele já havia conhecido e lamentava por ele mesmo ter descoberto isso tão tarde. Talvez por isso a palavra namorada tenha soado tão estranha.


_Você está linda. – Beijou-a nos lábios depois de se pôr a altura dela.


Hermione sorriu olhando para o colo. Ela sabia que a coisa que mais detestava era acordar de manhã, principalmente por causa de seus cabelos que sempre pareciam ter acabado de sair de uma secadora. Os fios com certeza estavam todos revoltos. O rosto amassado, e olhos inchados. Pois dormira muito bem essa noite. Aliás, ela não conseguia se lembrar de dormir tão bem assim desde que... Que estranho! Ela não conseguia se lembrar desde quando.


 Ela sorriu, e sua boca se abriu, não para agradecer e sim para perguntar de novo onde eles estavam e o que tinha acontecido.


_Eu te trouxe aqui para olharmos as estrelas, mas você estava tão bêbada que adormeceu assim que se deitou.


_Que estranho! – exclamou ela estudando a fisionomia dele. – Não consigo me lembrar. Não me lembro de ter bebido. E por que não estou com dor de cabeça? Aliás, parece que perdi boa parte da minha memória. È como se meu corpo estivesse sentido que falta algo que me complete, sei por tudo que passei, só não dói mais.


_Eu acho que aquela brincadeira de entornar uísque de fogo que as garotas inventaram não te fez muito bem. Fiz um feitiço anti-ressaca em você. Só espero que você não tenha se esquecido também que é perdidamente apaixonada por mim...


 Hermione olhou pra ele e sorriu debochada:


_Você me parece muito convencido disso Sr. Malfoy.


Pronto. Havia conseguido o que queria. Desviar o foco da conversa para uma muito mais interessante.


Ele aproximou o rosto do dela de novo com aquele sorriso de canto que fazia ela perder o controle.


_Estou convencidíssimo, Srta. Granger. – Beijou-a.


Hermione retribuiu senti  ndo ele passar o braço por sua cintura puxando-a para mais perto.


Normalmente, Hermione era uma garota bem controlada, deixando-o fazer quase todo o trabalho, mas agora Draco sentiu a diferença. A castanha não era mais aquela garota atormentada pelos pesadelos do passado. Sentiu-a se tornar livre dos comentários maldosos de Don. Do sonho interrompido de ser mãe e da violência sexual que vinha sofrendo desde criança.


Tudo parecia normal agora e Draco gostava disso, principalmente por que ela havia acabado de tomar uma atitude que o agradara muito. Os dedos dela voaram para o primeiro botão de sua camisa...


_Senti sua falta. – Murmurou ele sem desgrudar os olhos da boca dela.


Ela continuava a trabalhar nos botões.


_Você poderia ter se aproveitado para fazer o que quisesse comigo. Eu estava bêbada.


_Não teria graça. Quero que se lembre de cada detalhe do que eu fizer com você.


Ela sorriu e recebeu a boca dele de novo na sua. Ele a deitou na manta e se postou por cima dela.


_Eu nunca vou esquecer, meu amor. Nunca.


_Tenho certeza que não, Hermione.


Havia chegado o momento que ele tanto esperou. Desde quando fora anunciar aos próprios pais que estava apaixonado por uma bruxa de sangue impuro ele vinha esperando fazer esse pedido a ela.


_Eu te amo. Você quer se casar comigo?


Hermione olhou em choque para o rosto dele. Jamais imaginou que Draco Malfoy fosse fazer um pedido desses a ela.


_Vou entender se você quiser pensar antes, mas saiba que já oficializei o pedido a seu pai!


Hermione gargalhou.


_Não acredito nisso Draco Malfoy!


_Melhor garantir não é mesmo? Seu pai é um homem sensato e não deixaria você perder um bom partido como eu!


_Você é um tremendo descarado Draco Malfoy, mas está coberto de razão. Eu não preciso pensar para dizer quer sim – respondeu – Sim Draco, aceito ser sua esposa e eu também te amo. Muito.


E então eles se beijaram e se amaram. De uma forma lenta, intensa. Apreciando e decorando cada gesto, degustando cada sabor, e sussurrando palavras de amor.


(n/a: Ih, foi sem querer a rima aqui no final em gente, mas acho que ficou bonitinho).


 


 


                                                                   Epílogo.


 


Um mês depois...


 


O réu iria a julgamento naquele dia por crimes de agressão, roubo e o mais grave: estupro, tortura e cárcere de menores.


Porém as autoridades do caso ficaram chocadas quando encontraram o prisioneiro pendurado com uma corda improvisada com lençóis no pescoço em sua cela. O delegado afirmou que o réu se matou alegando estar possuído pelos demônios da sobrinha a quem ele admitiu ter violentado por noves anos sem que os pais da garota soubessem. A polícia afirma que o caso será investigado. O homem havia recebido apenas uma visita desde que fora preso um ano atrás. As autoridades insistem em manter sigilo a respeito desta visita que persistem em dizer que não foi íntima. Testemunhas dizem ter sido um homem rico e de grande influência no mundo dos negócios....


 


 A notícia seguiu deixando Draco atento às reações de Hermione. Todos estavam na sala da casa dela. Jane havia ido preparar cookies e chás para que pudessem lanchar. Era um belíssimo domingo de descanso para todos, mas o “plantão televisivo” deixara a todos apreensivos.


Sabiam que o julgamento de Don Juan Del’Amare seria naquele dia as quatro da tarde, mas o caso dera uma reviravolta e tanto quando encontraram o homem morto em sua cela de segurança máxima.    


_E era meu irmão! Jesus o que ele fez da vida dele!? - Todos ouviram a mãe de Hermione sussurrar.


_Isso não importa mais, ele quase destruiu as nossas vidas, mas isso não é mais importante. Isso foi menos do que ele merecia. – Comentou Gerry. Olhando mordaz para a imagem do homem na tela da TV.


Draco compartilhava do mesmo sentimento que o sogro, mas jamais falaria na frente de Hermione ou da mãe dela. Com um olhar para o mesmo, Gerry entendeu o que o genro sentia.


Raiva.


Pelo mesmo homem que um dia ousara colocar aquelas mãos imundas na moça sentada entre e os dois.


Draco apertara a mão da – agora – noiva.


_Vocês todos podem achar estranho, mas não sinto nada, nem pena, nem raiva, nem desgosto. Ele não pode mais causar nada em mim, qualquer influencia que ele tinha sobre mim, se foi! – Hermione disse bebendo o restante da água deixada no copo por ela mesma.


Draco a olhou com orgulho. E Hermione sorriu para ele.


_É por isso que eu amo você! – Draco disse sem reservas sem medo, sem receios. E sem se importar com Gerry.


Gerry revirou os olhos e Jane sorriu sonhadora.


_Você deveria ser romântico novamente Gerry, talvez possa conversar com nosso genro!


Draco balançou o corpo e piscou para Hermione e ambos sorriram.


_Quando quiser só falar meu sogro!


Gerry limitou a lhe lançar um sorriso amarelo e desgostoso.


A campanhia tocou, e Gerry se precipitou para abri-la. Rony e Harry entraram cumprimentando a todos. Hermione beijou o rosto dos amigos e disse:


_Vamos jantar? Eu estou morrendo de fome! – Ela disse saindo para a sala de jantar, sendo seguida por todos.


_Oba! – Prontificou-se Ronald.


_Ela está segura agora, não está?


Jane perguntou baixinho apenas para que o marido ouvisse.


_Sim minha querida. Nossa Hermione tem belíssimos protetores e amigos.


_E um noivo encantador. – Comentou abraçando o marido pela cintura.


_Um noivo muito abusado eu diria. – Resmungou rabugento.


Nunca deixaria de sentir ciúmes da filha. Ela sempre seria sua princesinha, não importava quantos anos tivesse.


Jane observou Ronald colocar duas fatias de lombo no prato enquanto Draco e Harry o olhavam reprovadores.


Hermione atirou uma azeitona na cabeça do amigo moreno, e o alertou que deixasse Ronald em paz. Ele sorriu vitorioso enchendo a boca e gemendo baixo.


Sorrindo ela colocou uma colher de arroz com milho e ervilhas na boca de Draco e ele a agradeceu com um beijo singelo na testa.


Gerry  fechou a cara e Jane sorriu, mas ambos sabiam que a filha estava realmente bem pela primeira vez. Completamente feliz, e Don não existia mais, em todos os sentidos!


 


                                                Muitos anos mais tarde...


 


Hermione acompanhou a mãe até a porta.


Jane perguntou mais uma vez ao olhar preocupada para a pele reluzente e molhada de suor da filha:


_Tem certeza de que está tudo bem Hermione? Eu posso esperar o Draco voltar!


_Tenho sim mãe.  Ela respondeu pálida, porém sentindo um calor anormal – Draco já esta chegando. Ele sempre chega nesse horário, ainda mais hoje que eu estava indisposta demais para ir trabalhar. Ele deve tentar se adiantar uns minutos. – ela sorriu e beijou a mãe no rosto.


_Tudo bem então. Qualquer coisa ligue para mim ou para ele, que viremos o mais depressa possível.


_Merlin, é só um mal estar passageiro. Acredito que deve ser a apreensão de estar tentando engravidar, queria muito dar um filho ao meu marido, afinal são seis anos de casamento, e esses exames negativos da semana passada me deixaram completamente frustrada. Mas fique tranqüila, vou tomar um banho, e esperar o Draco chegar, talvez sairemos para jantar fora


_Isso mesmo querida, anime-se! Estamos todos torcendo por vocês. 


 


Enfim Hermione se viu sozinha e pode gemer, sem ter que esconder a dor que sentia de sua mãe. Seu ventre queimava há horas, algumas vezes se aliviando outras ficando mais freqüentes.


Deitou no sofá e ligou a TV, adormeceu instantaneamente estava inexplicavelmente cansada.


Acordou cerca de  uma hora depois sentindo algo molhado em baixo de si, e a dor excruciante a  desconcertando.


_Merlin! – Ela se levantou rápido, porém se curvou, sua calça estava molhada.


Um feitiço rápido secou o sofá, e se dirigiu ao banheiro, tomou banho lentamente, caminhar estava difícil, e seu baixo ventre estava rígido, seu corpo não parava de derramar aquela água escura que diferenciava no chão do Box.


Notando que algo estava verdadeiramente errado, olhou para o relógio, ainda faltava uma hora para Draco deixar o ministério, onde ele trabalha como secretario adjunto do ministro da magia. Precisava falar com ele, não estava agüentando mais aquelas dores, e o medo chegava devagar.


_Draco! – O nome dele soou aliviado de sua boca através do gancho do telefone.


_Oi meu amor! Como está? Está mais disposta? – Perguntou.


_Draco, há algo errado! Muito errado. Eu não estou bem.


_Merlin Hermione porque não me ligou mais cedo, já estou indo pra casa!- Ele desligou antes mesmo que ela pudesse responder, e ela sabia que ele aparataria na sala deles, logo que saísse do ministério.


Os minutos pareceram horas, e o calor escaldante causado pelas ondas de dor a fizeram entrar na banheira de hidromassagem em busca de algum alivio.


Alivio que não veio por completo, sentia como se algo rompesse dentro de si, e uma onda de dor mais forte e muito próxima a outra a fez gritar. No exato momento em que Draco aparatava na sala, e ele chamou por ela correndo.


_Hermione onde você está? Hermione? – Gritou preocupado, já que não a avistou, apenas pode ouvir o grito que percebeu ter vindo da sala de hidromassagem.  


Com passos largos chegou até lá e se assustou quando notou que ela estava molhada, e embora estivesse na água podia notar a transpiração excessiva causada por sofrimentos.


_Merlin Hermione, o que houve? – O loiro se aproximou e notou que a água da banheira estava avermelhada.


_Não sei – ela ofegou – Draco estou com medo. Muito medo! Eu estou sangrando. É como se...


E as palavras ofegantes foram sufocadas por um grito agonizante.


_Vou chamar um medico! Fique aqui!


_Não Draco, não me deixe sozinha! Não quero ficar sozinha!


Ela se retorceu segurando a borda da banheira, e ele a beijou rapidamente nos lábios.


_Vou chamar a sua mãe também, querida. Calma, logo você se sentira melhor.


_Não Draco... não – ela gritou, segurando a mão dele. Mas ele se soltou e pegou o telefone rapidamente, com meia dúzia de palavras desligou.


Abaixou-se novamente próximo a banheira e alisou os cabelos da esposa.


_Me diga o que fazer. Mata-me te ver assim!


Mas ela não respondeu estava envolvida demais em sua própria dor, seus próprios gemidos e seu sofrimento.


Ela gritou forte, apertando tão forte os dedos dele como se fossem parti-los, Draco olhou para as pernas dela, estavam abertas ao máximo, e a água turva, num tom avermelhado. Logo avistou algo grande ali, e abaixou a cabeça tentando visualizar melhor. Num impulso levou as mãos dentro da banheira entre as pernas de sua esposa, e seus dedos tocaram a minúscula cabeça que emergia. No reflexo das reações puxou o tampão que continha a água e esta se esvaiu levando o sangue junto de si.


_Merlin! Hermione é um bebê! - Ele disse com os olhos muito arregalados.


_O que? – ela perguntou entre lagrimas – Ficou maluco?


Outra onda de dor a acometeu.


_Faz força! – Ele ordenou nervoso – São contrações!


Tudo foi muito rápido, Hermione se agarrou a borda da banheira e forçou ao máximo sentindo o corpo entorpecido pela dor. E num segundo depois as mãos de Draco emergiram da banheira com um corpinho flácido e escorregadio entre eles.


O choro ecoou alto pelas paredes.


Tremulo como uma vara verde, Draco colocou a criança sobre Hermione que instintivamente o abraçou.


_Ele está bem? É um menino! Como ele esta? Esta chorando muito alto.


_Acho que é assim mesmo! Mas Draco, não entendo como isso pode ter acontecido. – Ela sussurrou entre os soluços.


Com os olhos cheios de lágrimas ele respondeu malicioso:


_Acho que praticamos o bastante!


Emocionados se abraçaram, e choraram juntos.


Não demorou muito pra equipe médica chegar... E logo o apartamento estava um caos, os pais dela, a mãe dele, Harry, os Weasley, Luna que insistia em dizer que aquilo tinha sido obra de algum Nargulé e por isso ela não desconfiara que estava grávida, pois eles não deixavam que a barriga da mulher crescesse muito e que os sintomas só fossem notados quando o bebê estivesse para nascer – fato que todo mundo ignorou – Neville que já viera preparado com balões verdes e vermelhos para não desagradar nenhum dos pais por terem sido de casas diferentes na escola era só sorriso para todos, principalmente para Luna Lovegood.


 


(***)


 


Depois de alguns dias em observação no hospital e da criança ter ficado numa incubadora para se fortalecer, Hermione finalmente colocava de novo os pés no saguão do prédio onde morava com seu bebezinho nos braços.


Draco a ajudou a sair do carro – sugestão de Harry – e depois voltou para buscar a mala dela e do bebê.


_Vamos subir?


 Ela afirmou com a cabeça.


 Foram para o elevador e ele apertou o botão do décimo primeiro andar.


Enquanto subiam ele beijou a esposa e acariciou o filho que batizaram de Adrian Thomas Granger Malfoy – faltava apenas legalizar no papel.


O elevador parou.


 Draco procurou as chaves do apartamento no bolso.


Abriu a porta e deixou que ela entrasse na frente.


 Para sua surpresa o lugar estava escuro e quando levou a mão ao interruptor sua surpresa foi grande.


Todos os amigos e familiares gritaram “SURPRESA” e lhe atiram um monte de confetes. Outros sopravam línguas-de-sogra fornecidas pelos irmãos Weasley e afins.


 Hermione levou o dedo indicador aos lábios pedindo que todos se calassem, pois poderiam acordar Adrian.


 Todos se calaram e a senhora Granger a senhora Weasley foram as primeiras a se aproximarem.


Congratulando o casal pelo recém chegado.


 Hermione cumprimentou um a um, mas Harry e Ronald foram os últimos.


_Tomara que se pareça com você Hermione, de loiro aguado já basta seu marido. – Implicou o ruivo olhando para o Malfoy mais velho.


_Não sendo idiota como você Weasley, já ficarei extremamente satisfeito. – Rebateu o loiro.


_Rapazes, por favor, não briguem. Assim vão estragar minha felicidade.


Draco abraçou a esposa por trás e beijou seu pescoço, depois ergueu o olhar para o ruivo e mexeu os lábios... “Idiota”.


Rony revidou da mesma maneira: “É você”.


_Vamos rapazes deixem nossa Mione levar nosso pequenino até o quartinho.


Hermione olhou para a mãe surpresa e depois para o marido. Vinha no carro pensando em como fariam para montar o quarto do herdeiro, mas parece que não iria se preocupar muito.


Draco meneou a cabeça em divertimento.


_Presente para mãe do ano.


_Oh, querido... – Beijou nos lábios. – Eu te amo. Leva-me pra conhecer?


 _Agora mesmo meu coração.


 


(***)


 


Quinze minutos depois, Hermione se despedia dos amigos e ficava sozinho com Draco na sala bagunçada pela festinha surpresa.


_Agora arrumar essa bagunça.


_Nada disso. Pode deixar tudo ai que depois um feitiço simples resolve. Agora preciso matar a saudade de ficar junto da minha esposa.


 Draco a arrastou para o sofá.


_Não Draco primeiro a bagunça. – Protestou ela.


Ele revirou os olhos e pegou a varinha dentro das vestes. Murmurou o feitiço e minutos depois tudo estava perfeitamente em ordem como ela gostava.


 _Satisfeita?


_Muitíssimo.


Beijou-o e abraçou-o.


_Espero que sua quarentena passe bem rápido – murmurou ele enquanto sentia-a beijar-lhe o pescoço.


_Eu também – falou entre os beijos que distribuía. – Estou morrendo de saudades de você.


_Não mais do que eu coração... Não mais do que eu. Hermione?...


Ele teve que Pará-la, pois sua boca começava a despertar a libido de Draco de uma maneira quase incontrolável.


_Hermione? Acho melhor pararmos, ou não vou me segurar.


_Certo. – Ela pigarreou afastando se dele. Mais um pouco e quebraria as recomendações do médico.


_Prometo que quando você estiver pronta nos faremos, ok?


Hermione suspirou desanimada. Quarenta dias sem o marido seria uma tortura sem fim.


_Certo. Vou ficar aguardando ansiosa.


 Beijou-o apaixonadamente de novo e quase perdeu o controle novamente, mas dessa vez outra realidade os chamou de volta. Um pequeno choro vindo quarto recém decorado.


_ Acho que mais alguém quer atenção.


 Draco riu e Hermione retribuiu.


_Também acho. – Respondeu o loiro pondo-se de pé.


Os dois foram abraçadinhos até o quarto. Hermione pegou o filho no colo e Draco a ajudou se sentar na poltrona. Ajoelhou-se do lado dos seus dois amores e viu feliz Hermione amamentar o pequeno Malfoy.


Estava tão feliz que queria compartilhar com o mundo e imaginou se existia alguém mais feliz que ele naquele momento.


Hermione deu um sorriso para o marido e este lhe deu um selinho nos lábios.


Ambos contemplaram o rostinho curioso do filho e agora sabiam que se a felicidade realmente existia, ela se instalara toda naquele quarto.


 


Fim...


 


Agora sim acabou meninas. Quem esperou uma eternidade por esse cap, finalmente ele chegou. Aleluiaaaaaa!!


 A Josy e eu tivemos o prazer de finalizar essa fic abandonada pela autora original. E agora que ela acabou espero que não tenhamos decepcionado tanto. Eu me sinto satisfeita com o resultado e pelo que me foi relatado a Josy também.


 Esperamos ter agradado todas vocês que acompanharam a fic e que todas nós sabemos que ela vai deixar saudades.


Esperamos ver os comentários de vocês, heim?


Beijos a todas(os) que acompanharam a fic, e nós não somos a rede Globo, mas a gente se vê por aqui.


 (Piadinha infame, eu sei) Bjos garotas.


 


Fomos...

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Comentários: 6

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Enviado por Juliana M. Diniz em 01/06/2015

Que perfeito... Acompanhar essa fic até o final valeu muito a pena.... Ainda bem que vocês finalizaram essa fic que eu particulamente amo demais.... Umas das minhas favoritas.... Enfim, sem palavras... História simplesmente perfeita!!!

Nota: 5

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Enviado por Mohrod em 19/06/2013

Nossa, é estranho dizer isso, mas to feliz que a fic terminou. Eu sempre quis saber o final, como todos os leitores, acho. Só não gostei do fato da Hermione ter tido as lembranças apagadas. O que passamos nos deixa mais fortes e nos leva ao nosso futuro. Ela poderia ser a mesma mulher, mesmo se lembrando do filho morto. é uma parte dela -e de draco, mesmo não sendo biologico dele- afinal. Não levem a mal meu comentário, por favor... Gostei de tudo, sério. Só não concordo muito. Mas é isso. 
Acabou, e agora teremos que ir atrás de outras histórias maravilhosas escritas por vocês! ^.^
Beijão, e até a próxima! 

Nota: 5

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Enviado por Aylane Cristina Macedo em 17/06/2013

Que linda *----------* Adorei, d verdade!

Nota: 5

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Enviado por cristiane torres em 15/06/2013

LINDO! VOCÊS SÃO O MÁXIMO POR FINALIZAR A HISTÓRIA.

Nota: 5

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Enviado por Scarlett em 15/06/2013

OMG,

É um sonho realizado ver essa fic finalizada!!! 
foi perfeito, o Draco dessa fic é o sonho de qualquer mulher!!
 

Nota: 5

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Enviado por Grazii Lourenços em 14/06/2013

Nossa muito obrigada por continuar e dar um final digno a este classico. Parabéns as autoras. Adorei.

Nota: 5

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