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6. I don't want what you got


Fic: Money Honey - Astoria e Draco - COMPLETA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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I don’t want what you’ve got


Eu nunca pensei que um dia estaria na Mansão dos Malfoy. Já ouvi falar muito sobre ela e de tudo o que aconteceu e de todos que já entraram naquele lugar. Mas nunca ouvi falar sobre o quarto em que eu estava ou sobre a cama na qual eu acordei naquela manhã. Meus olhos se abriram e eu percebi que não conhecia aquele quarto. Mas era muito, muito lindo. As cortinas verdes cobriam as janelas, sem deixar os raios de sol bater com força contra meu rosto. A cama em que eu estava sentada era gigante, tinha um colchão macio, confortável, e um cheiro diferente, um cheiro que passei a sentir intensamente anos mais tarde. O travesseiro era moldado confortavelmente para minha cabeça, que não estava doendo apesar de tudo o que acontecera.


Eu sentia falta daquele conforto, de poder respirar um ar diferente... Apertei as cobertas e me cobri novamente, não querendo sair dali nunca. Era tão bom... Eu dormi o que nunca dormi desde que meus pais morreram. A cama em que eu dormira na casa do meu tio era pequena demais, dura demais, desconfortável demais, comparada a que eu estava agora. Não me importei com nada, não me importei onde eu estava, eu só queria continuar ali... sozinha, descansando, apreciando o novo conforto.


Mas eu não voltei a dormir. Eu me sobressaltei com o fato de que eu vestia uma linda camisola de seda. Tirei o cobertor de mim. Eu me lembrava perfeitamente de que não havia trocado de roupa.


Eu me levantei e minha cabeça voltou a doer quando saí da cama. Saí do quarto, vendo-me perdida por tantos corredores. Foi aí que eu percebi que estava na Mansão dos Malfoy. Havia quadros de homens elegantes, loiros, cabelos perfeitamente arrumados. Eu comecei a caminhar, olhando para todos os lados, e meus pés me levaram até uma sala grande, onde havia uma lareira e uma poltrona, na qual Draco estava ocupando, enquanto lia um exemplar do Profeta Diário, com a foto de Harry Potter na capa, dizendo que ele havia se casado.


Ele fechou o jornal quando me viu.


– Por que eu estou aqui? – perguntei.


– Porque sou agradável e cedi meu quarto para você descansar essa noite. Dormiu bem?


– Você trocou a minha roupa.


Ele se levantou, jogando o jornal em cima da mesa de jantar, e se aproximou de mim.


– Eu sei tirar a roupa com os olhos fechados. – Ele viu minha expressão e acrescentou baixinho: – Mas não que eu tenha feito isso.


– Eu vou embora – falei, sem encará-lo. Estava sem forças para ralhar com ele. – Meu tio deve ter voltado de viagem.


– Fique para o café da manhã.


Não. Isso é sério, se ele descobrir que eu desapareci...


Parei de falar no instante em que vi o piano. Ele estava no canto escuro da sala. Mal era possível enxergá-lo, pois era preto e de cauda. Eu sempre fui fascinada por este instrumento. Quando eu era criança, minha mãe gostava de me ouvir tocar. Eu pisquei meus olhos várias vezes, sem conter minha admiração.


Draco percebeu e sorriu de um jeito interessante.


– É da minha mãe. Mas não a ouço tocar há tanto tempo que provavelmente as notas estão desafinadas.


– É lindo – eu disse e, sem me conter, fui me aproximando. – É maravilhoso. Nunca toquei num de cauda antes.


– Ora, então experimente – ele disse e com um movimento, abriu a capa dele.


Eu olhei para Draco, mal acreditando.


– Você está falando sério?


Ele assentiu. Mas quando fui me sentar para deslizar meus dedos pelas teclas empoeiradas, ele segurou meu braço, impedindo-me.


– Prometa que ficará para o café da manhã.


Eu não entendi porque ele queria tanto que eu ficasse para o café da manhã, mas se isso significava que eu podia tocar num piano de cauda maravilhoso como aquele, eu não neguei.


– Claro – falei, e Draco me deixou sentar. Ele mesmo sentou-se na poltrona ali do lado e eu senti seu olhar sobre mim durante todo o tempo em que eu tocava uma música suave e calma. Percebi que meu pulso ainda estava dolorido, mas não o suficiente para que eu não conseguisse tocar. Suspirei, gostando do som que saía para os meus ouvidos. Eu adorava música clássica, embora isso parecesse antiquado, mas era um estilo de música que me deixava relaxada, como se nada pudesse me zangar.


Eu não sei por quanto tempo fiquei ali, apreciando o conforto de tocar num piano incrível, mas quando a última nota soou e eu parei... Draco ainda estava ali, me observando.


– Pela primeira vez essa casa não ficou em silêncio por mais de dez minutos – ele disse. – Não entendo porque ficou tão zangada quando eu disse que você era uma criança. Parece que está num parque de diversões agora, por exemplo.


– Às vezes eu gostaria de voltar a ser uma criança – eu disse, sem saber por que disse aquilo para ele. – A inocência parece encantadora agora.


– Tudo o que não temos é encantador. Então você vai ficar para o café da manhã?


– Draco... – eu disse meio sem saída agora. Eu não queria ficar para o café da manhã. Por que diabos ele estava insistindo?


– Você prometeu – ele disse baixinho, mexendo no anel de seu dedão.


– Mas na maior parte do tempo...


– Você mente. Tudo bem. Mas eu te tirei daquela rua, eu salvei você de um cara maluco. Acho bom você me recompensar.


– Posso te recompensar. Falo o que aconteceu ao meu tio e ele vai deixar você beber o dia inteiro e não pagar nada.


– Isso não é uma recompensa, Astoria – ele disse. – Eu tenho tanto dinheiro. Por que eu iria querer algo de graça?


– Porque é isso o que pessoas normais adoram. Não ter que pagar.


– É, mas pra mim isso não funciona. O que custa apenas me fazer companhia durante essa manhã? Não recebo visitas há algum tempo.


Eu ergui as sobrancelhas quando ele disse aquilo. Eu não era uma visita. Eu não estava lá porque eu queria, ele me trouxera aqui, e me deixara dormir numa cama gostosa e macia. Draco queria apenas companhia. Claro que era possível dar isso a ele.


– Então... o que vamos comer? – perguntei, rendendo-me.


Ele coçou o queixo.


– Desde que aquele fundo de apoio a liberação dos elfos deu certo estou passando fome. Você sabe cozinhar?


– Sei – falei. – Mas não vou.


– Não estou dizendo para você cozinhar – ele esclareceu. – Mas poderia me ensinar. Tenho que começar a fazer as coisas, sozinho.


– Até aprender você vai estar morto de fome.


– Pelo menos vou ter aprendido a cozinhar na vida.


Por que ele sempre conseguia achar um argumento para tudo? Eu pensei um pouco e assenti. Draco me levou até a cozinha. Tentei ensiná-lo a fazer bolo, realmente tentei. Mas ele não era um aluno muito aplicado. Embora me pedisse ajuda, ele não queria ser ajudado.


– Eu posso fazer isso sozinho... – ele tirou a espátula de mim.


– Mas você está fazendo errado!


– E precisa gritar por causa disso?


– Não estou gritando!


– Está sim.


– Esse bolo vai ficar uma porcaria.


– Por que será? – ele girou os olhos, sarcástico. – Você é uma péssima professora.


– Eu sou uma péssima professora porque você é um péssimo aluno.


Ele ia retrucar, estressado, mas a porta da cozinha se abriu, revelando uma mulher elegante e bonita. Ela estava com a testa franzida em curiosidade quando perguntou:


– Por que vocês estavam gritando?


– Bom dia, mãe – Draco falou aproximando-se dela. – Estávamos fazendo bolo.


A sra. Malfoy olhou para o filho como se ele tivesse revelado que estava passando as férias com uma família de trouxas.


– Desde quando você se interessa em fazer bolo?


– Desde que Astoria virou minha professora.


Ao ouvir aquilo, ela olhou para mim e eu senti minhas bochechas arderem.


– Astoria? Oh, claro, lembro-me dos seus pais. Tantas... tragédias.


A família Malfoy achava que meus pais eram os ricos que eles aparentaram ser durante a vida. Mas eu não questionei se isso importava quando ela apertou a minha mão.


– Eu tinha uma camisola igual a essa – comentou segundos depois olhando para mim de cima para baixo, com um olhar discretamente fulminante, embora educado, e depois saiu da cozinha silenciosamente. Quis me esconder. Olhei para Draco, que colocou o dedo indicador nos lábios para que eu não dissesse nada muito alto.


– EU ESTOU VESTINDO A CAMISOLA DA SUA MÃE? – sussurrei.


– Eu não sabia. Há tantas aqui que...


– Isso é vergonhoso! E você tirou a minha roupa enquanto eu estava desacordada, eu nunca vou perdoá-lo por isso.


– Eu tenho certeza de que tive muito mais respeito do que o seu amigo gentil.


Engraçado como o “amigo gentil” soava como “o estuprador psicopata da rua em que eu te salvei ontem à noite”.


– Onde estão as minhas roupas? – perguntei.


– No quarto.


– Bem... não sei voltar pra lá.


Ele passou a mão nos cabelos como se já tivesse perdido a paciência comigo, mas sem reclamar me levou até onde ficava o quarto. Vesti meus jeans e minha blusa, voltando a ficar confortável.


– Então presumo que não queira ficar mesmo para o café da manhã?


– Eu preciso realmente ir embora, Draco – falei num suspiro. – Obrigada por ter me salvado ontem. E por ter me deixado dormir aqui. Mas eu realmente devo voltar agora.


– Não quer que eu te acompanhe? Aquele homem ainda pode estar te procurando. E você está sem uma varinha.


Eu não tinha pensado nisso.


– Droga – murmurei. – Olha, não quero que pense que eu não sei me cuidar...


– Eu não penso isso.


– ... mas eu estou desesperada. Ele fica me perseguindo há tanto tempo... e ontem quebrou a minha varinha e...


– Já entendi. Você está com medo. Eu sei. Vamos.


Ele segurou meu pulso bom e sem que eu dissesse outra coisa ele aparatou comigo. Chegamos à rua do bar do meu tio e mesmo que fosse de manhã o lugar parecia muito vazio. Caminhamos até o bar e me sobressaltei com a placa “fechado” na porta.


– Nunca esteve fechada essa hora – comentou Draco. – Você sabe o que aconteceu?


– Meu tio não deve ter voltado! E eu devia abrir o bar às sete horas!


– Olá, Astoria.


Eu me virei para ver o sr. Johnson se aproximando de nós. Ele parecia, como sempre, triste, mas estava arrasado quando disse:


– Onde você esteve? Seu tio estava procurando você.


– O que aconteceu, sr. Johnson?


– Ele chegou hoje cedo. Eu estava esperando ansiosamente para beber meu whisky de limão, quando ele disse que não ia abrir o bar hoje. Uns caras estranhos estavam o acompanhando. Ele tentou te procurar desesperadamente, mas então os homens trancaram a porta do bar e o levaram para algum lugar em que disseram que ele ia ser preso.


O sr. Johnson tinha mania de relatar os fatos mais desesperadores com um jeito simples e normal, como se ele não soubesse que isso era grave. Mas ele sabia, porque se aproximou de mim solidário e disse:


– Foi mal. Eu gostava tanto do seu tio, mas parece que as viagens não estavam dando certo. Ele deixou essa carta para você.


Recebi a carta com o coração preso na garganta. Uma sensação desagradável me atingindo. Antes de abrir, hesitei, olhando para Draco, numa tentativa de saber se eu realmente devia ler.


– Não deve ser pior do que está pensando – ele disse. Tanto o sr. Johnson quanto ele estava ao meu lado enquanto eu lia em voz alta.


Querida Astoria,


Eu prometi a mim mesmo que cuidaria de você e tentei com todas as forças juntar mais dinheiro para que o bar continuasse em pé e vivêssemos em paz. No entanto, tenho um problema de vício com jogos de azar. Todas aquelas viagens... eu estava jogando e, conseqüentemente, perdendo dinheiro. Não que eu quisesse... porque era a única maneira de tentar ganhar algum dinheiro. Apostando. Não consegui, obviamente. E o bar já estava falindo de qualquer forma, e eu ia contar a você hoje, mas não te encontrei. Espero que quando ler essa carta, você não fique brava comigo. Sinto muito não poder continuar por perto, não posso levar você presa comigo, lógico. Será apenas por algum tempo e voltarei. Enquanto isso deixarei minha casa para você se não quiser voltar a morar com sua irmã, Dafne, que eu sei que não vai querer. Peço que encontre um emprego muito melhor, pois você merece. Lembro que você queria ter seus quadros em exposição. Então encontre uma chance disso acontecer e não a desperdice. Você é jovem e forte.


Me desculpe, querida, eu devia ter sido mais sincero.


Mande um grande abraço ao sr. Johnson e diga a ele que há dois bares no beco diagonal em que ele vai se adaptar.


Com amor,


Frank Greengrass.


O sr. Johnson fungou atrás de mim.


– Não vai ter mais o Bar do Frank? – ele enxugou os olhos. – Nenhum lugar é melhor do que o Bar do Frank!


Eu estava transtornada. Quis rasgar a carta, quis gritar, ir até o meu tio e dar uma bronca nele, mas eu sabia que todo mundo cometia erros. Nenhum de nós era o santo. E eu sabia que muitas vezes era difícil não esconder a verdade. Ele saía do bar dizendo que ia viajar, mas estava apostando coisas em dinheiro, enquanto eu saía do bar dizendo que apenas ia dar uma volta, mas na verdade eu estava transando por aí.


Eu não merecia nada.


Sem dizer nada, guardei a carta no bolso e fui até a casa do meu tio, que seria minha por um tempo. Ela estava aberta e qualquer um poderia ter entrado e roubado, mas não havia nada de valor ali. Nada.


Draco estava me acompanhando, sem eu perceber.


– Você fica aqui? – ele disse fazendo uma careta, observando a sala.


– Meu tio sempre detestou essa casa. Ele detesta tudo que o faz se lembrar de minha tia. Essa família virou uma bagunça.


– Todo mundo está uma bagunça. Os Weasley não estavam bem até um tempo atrás, mas em todo o lugar agora só se fala do novo casal Potter que nem é tão novo assim. Você andou lendo os jornais, sabe do que estou falando. Casamento.


– Sim, muita idiotice – eu concordei.


Eu entrei no meu quarto. Nem incomodei por ele estar desarrumado. Eu não pedi para que Draco me acompanhasse. Sentei na minha cama enquanto ele abria a janela.


– Definitivamente morar numa mansão é bem melhor – ele falou com os braços cruzados. – Tenho a vista das montanhas toda vez que abro as janelas. Isso aqui é broxante.


– Obrigada – girei os olhos, pegando a minha varinha quebrada no chão. – Ótimo. Realmente excelente.


– O que você vai fazer agora? – Ele parecia curioso.


– O que eu vou fazer? Eu não faço idéia. Eu preciso arrumar um emprego para poder comprar outra varinha, obviamente. Mas nem sei por onde começar.


– Você devia tentar alguma coisa no Ministério.


– Você tentou alguma coisa?


– Eu não. Se me virem por lá provavelmente serei executado. Ou humilhado. Estou cansado de ser humilhado. – Ele esfregou o dedo indicador na mesa de madeira empoeirada. – Você alguma vez já dormiu aqui?


Eu ri com a sua pergunta.


– Claro que já, esse é o meu quarto.


– Sei que está mentindo. Você nunca volta para cá durante a noite. Voltaria se estivesse em um lugar confortável. Me surpreende que sua irmã dizia que sua família vivia em uma ilha particular. Ela só queria impressionar, é claro. Você é diferente.


– Claro que sou diferente dela – eu disse me levantando. – Minha irmã nunca se preocupou com alguém. Quando meus pais morreram, ela fingiu que estava chorando. Ela nunca se importava com eles. Ela é superficial. Ela tem vergonha de ser minha irmã desde o momento em que fui selecionada para a Corvinal. Durante a batalha em Hogwarts, ela me deixou sozinha numa sala e disse que se fosse para eu sair viva de lá, eu sairia. Provavelmente ficou nervosa quando voltei para casa e viu que eu ainda estava viva. Ela quem me contou que meus pais morreram. O melhor dia da minha vida foi quando me livrei dela.


Nunca disse aquilo a ninguém. Ninguém nunca soube o que eu pensava sobre minha irmã. Mas eu simplesmente disse a Draco como se ele estivesse prestando mesmo atenção em mim, ou só estivesse preocupado em saber. Mas depois de todo aquele desabafo, ele só perguntou:


– Você era da Corvinal?


– Ah, isso não importa! – Abanei a cabeça.


– Não sei, você não tem jeito de Corvinal. Talvez eu tivesse prestado atenção em você se você fosse da Sonserina, só isso – ele falou de um jeito calmo.


– O que você quer dizer?


– Quero só dizer que eu teria prestado atenção em você naquela época. Você me faz pensar.


– Uau, isso é muito lisonjeiro. Eu te faço pensar. Que tipo de cantada é essa?


Ele sorriu e olhou para o teto, mas não disse nada. Eu achei essa uma ótima oportunidade de me levantar da cama, caminhando em direção a porta do quarto para sair.


Ele agarrou meu braço e me virou para ele. Eu o encarei.


– O que-


Antes que eu impedisse – pois não era aquele o meu plano – ele segurou meu rosto e encostou sua boca na minha. Os lábios dele eram frios, e quando sua língua roçou a minha, o contraste foi imenso. Tive a impressão de que ele estava hesitante, com receio de que eu pudesse negá-lo, mas mesmo assim continuou intenso.


Não sei dizer que tipo de beijo era aquele. Não havia expectativa alguma na maneira como nossos lábios se moviam. Eu não fazia idéia do que ele pretendia fazendo aquilo comigo. E, o mais interessante, eu não consegui notar nenhuma intenção dele de me levar para cama. Era um daqueles beijos imprevisíveis, que você tenta negar no começo, mas acaba cedendo até o final, mesmo sem mover nenhum músculo senão apenas o da sua boca e da sua língua.


Ele ainda segurava o meu rosto quando nos separamos.


– Por quê? – sussurrei, confusa. Nunca realmente quis saber o motivo por ter sido beijada. Mas era estranho... alguém como Malfoy ter feito isso.


– Porque você não está melhor do que eu.


– Esse é um jeito esquisito de compartilharmos nossas desgraças?


Eu acho esse um jeito romântico de compartilharmos nossas desgraças.


Sorri um pouco. Achei que ele ia voltar a me beijar, mas ele soltou as mãos de mim, afastando-se. Voltou a andar pelo quarto, observando os cômodos e as fotos e os livros na prateleira.


– Você vai ficar aqui mesmo? – ele perguntou um tempo depois, enquanto eu ainda sentia meus lábios formigarem.


– Eu não vou voltar a morar com a Dafne, eu não suportaria.


– Imagino. Você poderia passar algum tempo na mansão comigo.


– Você ficou maluco? Só porque compartilhamos um beijinho não quer dizer que eu quero ir pra cama com você. Muito menos morar com você! Eu não posso aceitar isso.


– Não estou pedindo você em casamento. Apenas estou cedendo um lugar para você ficar durante um tempo. Bem – ele percebeu que eu estava petrificada demais para responder. – Eu já fiz a minha boa ação de hoje. A escolha é sua.


Ele deu meia volta para ir embora, mas o impedi.


– O que você vai querer em troca? – perguntei.


 O olhar dele disse tudo, assim como o seu sorriso leve e sarcástico. Achei que entraríamos em um acordo claro e que resultaria meu corpo embaixo do dele, mas ele disse:


– Nós podemos combinar isso quando você decidir sua escolha.


Passei um tempo na minha vida transando com caras que nunca conheci antes, alguns eu nem conversava. Não sei se o que me impediria de aceitar a proposta de Malfoy era o fato de que eu só o conhecia um pouco pelo tempo que ele passou a freqüentar o bar do meu tio. E eu não me importava com o passado dele. Eu não acreditava, olhando agora para Draco, nas afirmações de que ele era uma pessoa ruim. Muito pelo contrário. Olhar nos olhos dele não me fazia sentir péssima, porque ele também parecia a pessoa mais solitária do mundo.


Naquela época, eu só tinha dezoito anos. Certo. Eu não queria me sentir presa a ninguém. Meus pais estavam mortos, minha irmã era detestável e meu tio, o único que me ajudava, havia falido e sido preso. Eu gostava do piano, eu queria mudar a minha rotina. Naquela época, ao aceitar ficar na mansão, eu decidi que estava fazendo aquilo pela luxuria, pelo dinheiro, pelo conforto que seria transmitido. Não poderia ser por mais nada e não ia. Devemos encarar as coisas... porque elas são desse jeito. Não adianta negar. Sempre teve algo a ver com dinheiro, só que isso não queria dizer que também tinha a ver com a ganância.


Mas hoje é fácil dizer que o verdadeiro motivo por ter aceitado aquela proposta foi porque eu não queria ficar sozinha.





Amooores, agora vocês não tem como reclamar do tamanho do capítulo u.u hAHAHAHA bom, espero que tenham gostado, no máximo! Juro que tento não fazer vocês enjoarem ou cansarem da leitura. Opinem, votem, comentem. Mas o mais importante de tudo: aproveitem. Agora sim a coisa vai começar a esquentar.

(Sebastian vai sumir por um tempo, mas não quer dizer que ele desapareceu :X)

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Comentários: 5

Páginas:[1]
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Enviado por Ana Slytherin em 03/05/2011

Adorei o capitulo!!

Nota: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por Mademoiselle Delacour em 02/05/2011

Reclamar? Longe disso!

Ameii esse cap. Toda essa coisa de apenas interesse pessoal e também de ambos não quererem ficar sozinhos ta se encaixando muito bem no casal ;D

Bjoos :*

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Mohrod em 01/05/2011

*-*

 cadêeeee o próximo capítulo????

 eu to AMANDO a fic! :)

 beijo

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Mohrod em 01/05/2011

*-*

 cadêeeee o próximo capítulo????

 eu to AMANDO a fic! :)

 beijo

Nota: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por barbara aguiar azevedo em 01/05/2011

Ahhhh. Adooreiii esse caaapituloo!
Alegrou meu domingo miado e chuvosoo!!! =)

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

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