Uma semana após o retorno do Sr. Granger para a residência da família e alguns feitiços para adaptar a casa a um cadeirante, Hermione resolveu que era hora de voltar para casa. Se despediram dos pais da garota com a promessa de que voltariam para almoçarem no próximo final de semana. Usando pó de Flu em poucos instantes estavam na lareira do apartamento deles e ela foi logo abraçando o marido.
- Obrigada por tudo, amor. –as lágrimas começaram a escorrer molhando o rosto da esposa e o ruivo logo tratou de limpar indo com ela para o sofá.
- Não fiz mais que minha obrigação. É o seu pai e eu seria um completo idiota se não estivesse do seu lado em todas as suas decisões. –deitou a esposa no colo e ficou fazendo carinho.
- Mas era a nossa lua de mel... eu realmente não queria que tivesse terminado daquela maneira.
- De que maneira? –perguntou em um tom engraçado. – Passamos o dia inteiro juntos e você vem falar isso. E quanto a ser nossa lua de mel... não se preocupe nosso casamento sempre será uma lua de mel! –respondeu beijando demoradamente a esposa.
- Você é lindo. –deixou as mãos passearem pelo peito do marido. – Estava com saudades de ficar a sós com você.
- Eu to começando a perder o controle... –o ruivo respirava pesadamente.
- E porque tem que ter controle? Estamos sozinhos, em casa e com muitas saudades um do outro.
Ronny a pegou no colo e levou até o quarto para depois de semanas finalmente estarem juntos novamente, já que Ronny tinha decidido não deixar nada acontecer na casa dos sogros. Já era tarde da noite quando acordaram e resolveram sair para jantar em um restaurante bruxo que tinha perto da casa deles. Assim que entraram tiveram certeza de que não tinham feito a melhor das escolhas, pois em uma mesa aos fundos estava Krum com alguns amigos.
- Vamos embora? –pediu Ronny.
- Não podemos parar de freqüentar os lugares por conta dos outros, Ronny. –puxando o marido pela mão foi até a última mesa vazia que era perto de onde Krum estava e sentaram.
- Ainda acho melhor se tivéssemos ido para outro lugar. –puxou o cardápio e olhou atentamente. – O que você vai querer?
- Acho que esse peixe é uma boa idéia. –respondeu mostrando ao marido um filé de peixe grelhado.
- Ótima idéia pra variar. –roubou um selinho. – Cerveja amanteigada ou vinho?
- Você quem sabe, já escolhi a comida a bebida é por sua conta!
- Se não fosse um jantar com a minha esposa ia pedir uma cerveja, mas você merece vinho.
O ruivo chamou o garçom, fez o pedido e depois ficaram trocando carinhos até escutarem o nome de Hermione em uma mesa perto da deles. Os dois olharam ao mesmo tempo e viram Krum falando da garota para os amigos.
- Ela é muito gostosa e tenho certeza que quando o idiota do marido dela não der conta do recado ela me procura. –as mãos de Ronny estavam fechadas e se ele ainda estava assentado era porque Hermione segurava seu braço.
- Será cara? –perguntou um dos amigos.
- É claro que procura. O marido dela é um moleque que nem nunca deve ter dado uns pega em mulheres. –respondeu antes de virar o copo de cerveja enquanto todos na mesa riam. – Além do que ele é um pobretão!
Ronny já tinha sacado a varinha quando a esposa deu um beijo bastante provocante o que chamou a atenção das mesas vizinhas. Distribuiu beijos pelo rosto do ruivo até chegar bem perto da orelha.
- Eu amo o seu cabelo. –passou as mãos pelo cabelo dele. – O seu cheiro. –cheirou o pescoço do ruivo que se contorceu. – O seu gosto. –mordeu o pescoço do marido sabendo que deixaria uma marca.
- Ai... assim você me deixa louco!
- Existe motel pra fazer esse tipo de coisa! –gritou um amigo da mesa onde Krum estava.
- Quer que embrulha pra comer no Motel? –perguntou Krum.
- Não precisa ele vai comer lá em casa mesmo, neh amor! –respondeu Hermione levantando e fazendo Ronny a acompanhar.
Krum olhava o casal abismado e todos os amigos dele que estavam na mesa ficaram o zuando. Ronny abraçou a morena e saíram do restaurante indo até uma praça que tinha no caminho.
- Você consegue me surpreender cada vez mais! –beijou a esposa com carinho. – Aquela mordida doeu.
- Eu sei... foi de propósito! –a garota beijou com todo cuidado onde a curva do pescoço onde ela tinha mordido.
- Se você for sempre assim você pode me morder inteiro que eu não ligo. –pegou Hermione no colo e foi com ela até um banco onde sentou dando colo para ela. –Olha que criança mais gostosa! –falou mostrando uma menininha de uns seis anos que brincava na pracinha.
- Muito lindinha.
- Não mais que os nossos filhos vão ser.
- Nossos?
- É oras. Nossos dez pelo menos... –a morena arregalou os olhos surpresa. -... dois times de quadribol.
- Você ta louco Ronny! Não sou uma parideira, pretendo seguir minha carreira além de ser mãe. Quero mais de um, mas não precisa ser dez! Imagina se todos puxarem o seu apetite? –os dois ficaram rindo.
- Quatro e não se discute! Todos parecidos com você para fazerem sucesso com as garotas e garotos. –Hermione deu um tapa no ombro do ruivo.
- Eles vão fazer maior sucesso se puxarem você, já pensou um monte de ruivinhos de olhos azuis por aí? –Ronny fez cara de pensador fazendo a esposa se desmanchar em risos.
- Olha a que ponto chegamos... discutir sobre como serão nossos filhos em vez de ficar treinando fazer.
- Ronny! Você é insaciável é? –perguntou como se estivesse indignada.
- Lógico, ainda mais depois de semanas.
- Depois de semanas porque você é sistemático!
- Fiquei pensando se fosse minha filha, eu não ia gostar de saber que ela dormiu com um cara no quarto dela.
- Não é um cara é o marido dela! E minha mãe nunca se importou com isso, nem quando você era meu namorado quem dirá quando é meu marido.
- Isso já foi.
- Não senhor. Quero que os nossos filhos tenham toda a liberdade do mundo lá em casa para que não tenham que fazer como uns e outros que precisam ir para um motel pra poder dormir com o namorado ou a namorada.
- Você sempre pensando lá na frente, neh amor! Mas tudo bem ainda vamos ter muito tempo para eu me acostumar com essa idéia.
- Acho bom mesmo! Amanha vamos almoçar lá na Toca?
- Minha mãe ia adorar já que tem um tempão que não vamos lá. –enquanto fazia carinho na coxa da esposa reparava na criança que brincava. – Amor, você reparou que não tem nenhum adulto aqui na praça além da gente?
- Não. –olhou em volta e além deles só tinha a criança. – Onde será que estão os pais daquela menina? Acho um absurdo as pessoas largarem os filhos sozinhos na rua. –falou indignada a morena.
- Será que ela ta sozinha? Vamos lá falar com ela?
Hermione concordou com o marido e juntos foram até a criança que brincava distraidamente no parquinho. Só então o casal percebeu que as roupas dela estavam sujas e ela aparentava fome. Hermione parou no início do parquinho e o ruivo seguiu até a criança que o olhava com curiosidade.
- O moço não tem comida pra me dar? –pediu a criança cortando o coração do ruivo.
- Tenho, mas como é que você se chama? -perguntou enquanto sentava na areia ao lado da criança.
- Julia e você moço bonito? –o casal sorriu.
- Eu chamo Ronny e aquela é minha esposa Hermione. –devagar Hermione ia se aproximando dos dois.
- Ela tem medo de mim?
- Não, ela só é um pouco tímida sabe. –a morena sentou ao lado do marido. – Cadê seus pais?
- Não sei. –Julia começou a chorar.
- Você estava com eles aqui na pracinha? –perguntou o ruivo que fazia carinho nos cabelos ondulados da criança.
- Já tem muito tempo que eles foram embora.
- Mas ele vão voltar pra te buscar? –perguntou Hermione preocupada.
- Não moça. Eu moro aqui. –e mostrou a casinha de madeira do parquinho fazendo a morena chorar. – Não chora moça, você tem seu marido.
- Você ta com fome neh? –perguntou Ronny se levantando enquanto a garotinha concordava com a cabeça. – Então nós vamos te levar pra comer alguma coisa e você nos conta sua história combinado?
- Combinado.
Os três seguiram até o apartamento do casal e Hermione foi preparar alguma coisa para eles comerem enquanto Ronny arrumava algumas roupas para a criança vestir depois do banho. Ronny mostrou pra ela o banheiro, disse que a esperaria na cozinha com a comida pronta, encostou a porta e voltou para a cozinha onde a esposa já tinha preparado várias comidas diferentes.
- Mi, como é que alguém pode ter coragem de abandonar uma criança assim? –perguntou indignado.
- Tem que ser alguém muito cruel, mas como vamos fazer com ela? Não podemos simplesmente trazer ela pra morar com a gente.
- E porque não?
- Pelas leis trouxas não podemos fazer isso, tem todo um processo para que ela possa morar aqui. –respondeu enquanto terminava de postar a mesa.
- Então não vamos fazer esse processo trouxa. Não quero ver esse encanto de menina na rua de novo, amor.
- Eu concordo com você, mas temos um problema... –falou abraçando o marido que estava sentado. -... ela é trouxa e nós somos bruxos.
- Conversamos com ela e explicamos tudo que for preciso dela saber, mas eu não deixo essa garotinha voltar pra rua nem em pesadelo.
Esse com certeza era um dos maiores motivos de Hermione ser apaixonada pelo marido, o coração puro e enorme que o ruivo tinha era de deixar qualquer um sem jeito. Estavam em meia a um beijo carinhoso quando Júlia apareceu na porta usando uma blusa e short de Hermione que ficaram grandes nela. Júlia tinha os cabelos loiros e cacheados, olhos castanhos e a pele bem clarinha.
- Licença. –falou a pequenina timidamente fazendo o casal se separar. – O chuveiro sai muita água!
- O banho estava gostoso? –perguntou o ruivo enquanto servia suco para a criança.
- Quentinho. –falou antes de começar a devorar a comida.
Depois de comerem os três foram para a sala, o casal deitou com Júlia em meio aos dois para verem televisão e como Ronny não se interessava por notícias trouxas ficou brincando com a criança. Hermione quase não prestava atenção no que passava na televisão, pois se divertia vendo o marido brincar com a criança e pensou em como ele será um bom pai. Já estava tarde quando a criança finalmente se rendeu ao cansaço e adormeceu. Ronny a pegou no colo e levou até o quarto de visitas a colocando na cama sendo observado por Hermione da porta.
- Você será um excelente pai.
- E você uma excelente mãe. –falou antes de roubar um beijo.
- Você leva muito mais jeito que eu. –respondeu enquanto iam para o quarto.
- Não precisa se preocupar, porque pelo menos pro quarto você será uma boa mãe! –Ronny ganhou um tapa no peito que ficou vermelho.
Ronny jogou a esposa na cama de uma maneira rude, mas sem machucá-la e começou uma seção de beijos torturantes que tiravam Hermione do eixo. No domingo a morena acordou primeiro, pois estava preocupada com Júlia acordar e estranhar a casa indo direto para o quarto onde a criança ainda dormia calmamente. Preparou o café da manhã lendo o profeta diário que noticiava a possível utilização da maldição imperius contra Lilá. Estava completamente concentrada lendo a reportagem quando Júlia chegou a cozinha e foi se assentar perto dela.
- Bom dia tia.
- Bom dia Ju, dormiu bem? –perguntou enquanto a criança se servia.
- Aqui é tão quentinho... –bebeu um gole de leite. -... a cama é macia e tem até travesseiro. –Hermione não pode deixar de achar meiga a inocência de Júlia.
- Vou falar com o Ronny e depois que ele tomar café vamos sair pra comprar algumas coisas pra você.
- Porque vocês tão fazendo isso tudo pra mim? Ninguém nunca ligou pra mim.
- Porque você é linda e encantadora merecendo isso e muito mais. –Ronny chegou a cozinha, deu um beijo no topo da cabeça das garotas e começou a tomar o café. – Amor, depois que terminarmos o café vamos sair pra comprar algumas coisinhas pra Júlia?
- Claro e depois vamos pra Toca.
- O que é Toca? –quis saber Júlia.
- É onde os pais do Ronny vivem. É um sítio muito bonito e legal, tenho certeza que você vai adorar. –Hermione fitava Ronny pensando em como eles contariam a criança que eram bruxos.
- Ju... nós precisamos te explicar uma coisinha antes de sairmos. Eu e a Hermione nós somos um pouquinho diferente das pessoas que você conhece. –começou o ruivo.
- Porque?
- Quando nós nascemos ganhamos algumas capacidades que as pessoas comuns não tem.
- E o q você fazem?
- Mágica. –respondeu Hermione.
- Eu sei fazer mágica!
- Que tipo de mágica? –perguntou Ronny curioso terminando o café.
Júlia moveu o copo em direção a mão dela sem encostar surpreendendo o casal que começou a se perguntar como ela tinha feito aquilo. E depois de um tempo em silêncio foi a morena quem resolveu voltar a falar.
- Você faz mais coisas como essa? –perguntou Hermione.
- De vez em quando... antes do moço mal ir atrás dos meu pais eles falavam que eu era diferente. –Júlia encarava o copo enquanto o casal tentava entender o que acontecia.
- Esse moço mal, você lembra de como ele é? –perguntou o ruivo enquanto ia para o quarto se trocar.
- Feio.
Ronny colocou Júlia nos ombros e junto com Hermione foram de carro comprar roupas novas e as coisas que uma criança de seis anos precisa. Depois de comprarem tudo que Júlia iria precisar foram para a Toca onde os Weasley já estavam reunidos e vendo a chegada de Ronny foram todos recebê-los.
- Achei que tivessem tomado raiva daqui! –brincou o Arthur. – Quem é essa criança? Alguma parente sua Hermione?
- Pessoal essa é Júlia, Ju esses são Gui, Fleur, Jorge, Percy, Audrey, Gina e Harry. –falou Ronny mostrando cada um para a criança.
- Oi pessoal! –falou Júlia arrancando alguns risos.
Os adultos voltaram a conversar animadamente sobre a próxima copa mundial de quadribol, enquanto Ronny brincava pelo jardim com Júlia e Hermione conversava com Harry e Gina.
- Ela é o que sua? –perguntou Harry.
- Vocês vão achar loucura, mas futura filha! –era difícil saber quem estava mais surpreso.
- Como assim? –perguntou Gina de chofre.
- Ontem eu e o Ronny estávamos na pracinha lá perto de casa e vimos ela brincando sozinha sendo que já era um pouco tarde. Aí o Ronny foi conversar com ela e disse que morava na casinha de madeira do parquinho e vocês conhecem o coração do Ronny.
- Levou ela pra casa e vocês decidiram adotar? –completou Harry.
- Isso mesmo, conversamos muito pra entender melhor tudo que tinha acontecido e agora vamos entrar com o pedido de adoção só pra constar nos tribunais trouxa.
- Mas e com relação a magia? –quis saber a ruiva.
- A principio achamos que ia ser um problema, mas talvez ela seja bruxa também não temos certeza.
- Então hoje é o dia porque pouco antes de vocês chegarem Gui e Fleur anunciaram que o primeiro filho está a caminho. –falou Gina com um enorme sorriso no rosto.
- Sério? Nossa eles devem estar radiantes, o Ronny vai ficar super feliz com a idéia de ser titio!
- E em primeira mão... –começou Harry abraçando a namorada. -... eu pedi a Gina em casamento! –a morena pulou em cima dos amigos dando um demorado abraço.
- Nossa to muito feliz por vocês! Pelo menos não vou ser a única casada agora.
- Mas pelo menos eu serei a Sra. Potter e não a Sra. Weasley! –brincou Gina que sabia que a amiga não gostava muito de ser chamada assim.
- Já estou começando a me acostumar a ser chamada assim, mas vocês já pensaram pra quando é o casamento?
- Final do próximo ano... não vamos ser tão apressados quanto você e o Ronny! –respondeu Harry fazendo a amiga rir.
Ronny deixou Júlia brincando com a bola que tinha conjurado e foi se juntar aos amigos agarrando a esposa pelas costas.
- Que susto garoto! –falou Hermione dando tapinhas de leve no braço dele.
- Depois que casam as pessoas perdem a compostura é, Hermione? –questionou Gina querendo fazer a amiga corar.
- Se isso aqui é falta de compostura imagina o que ela iria dizer de ontem a noite? –indagou Ronny fazendo a esposa corar.
- Ronnald! –falou a morena indignada.
- Que medo do que vocês fizeram ontem a noite! –falou Harry.
- Não fizemos nada! –respondeu a morena.
- É... perguntaram se eu queria que embrulhasse para comer em outro lugar por conta de um beijo inocente na bochecha. –contou Ronny deixando a esposa completamente vermelha e ganhando um forte tapa no peito.
- Meu Merlin! Não esperava isso de você Hermione. –falou Gina e a morena achou que fosse entrar em combustão.
Hermione saiu da rodinha extremamente irritada e sem dizer nada aos amigos foi brincar com Júlia que corria pelo jardim atrás dos gnomos.
- Como é que ta o pai da Hermione? –perguntou Gina.
- Terminando de se recuperar das cirurgias e se acostumando a uma cadeira de rodas, mas acho que com a chegada da Ju ele vai se animar um pouco mais.
- Eu te admiro muito Ronny! –falou Harry antes de abraçar o amigo.
- O que você ta fazendo pela Júlia não tem dinheiro no mundo que paga!
- E nem eu quero que paguem, ta doida? Ela me encantou e se os pais dela não sabem a filha incrível que eles tiveram é uma pena, porque ela é um presente na minha vida e na da Mi.
- Vocês vão mesmo adotar?
- Ontem de noite conversamos muito sobre as responsabilidades de adotar uma criança e mesmo achando que somos novos pra ter filho decidimos que vamos cuidar da Juju como nossa filha.
- E vocês vão contar pra todo mundo hoje? –perguntou Harry.
- Não, decidimos contar só no dia que já estivermos com a guarda definitiva. E vocês dois como anda a marcação da dona Molly?
- Pior do que quando você morava aqui pode ter certeza. –respondeu a ruiva tristemente.
- Porque vocês não jantam lá em casa hoje? Tenho certeza que a mamãe não vai encrencar de você dormir lá. –fez o convite se lembrando do quanto era ruim querer poder ficar com a esposa e não poder.
- Sério? –o casal estava completamente surpreso já que o ruivo era sempre ciumento.
- Sério, a Ju dorme no quarto comigo e a Hermione e vocês ficam no quarto de visitas.
- Você ta com febre ou alguma doença grave? –perguntou Gina.
- Não sua besta. –disse abraçando a irmã. – Eu sei como a marcação da mamãe é complicada e sei que você não teria coragem de fazer nada que o Potter não queira. –Gina beliscou a barriga do irmão que ria junto com Harry. – E fora que já vínhamos pensando em chamar vocês pra ir lá em casa já tem um tempo, mas com o problema do meu sogro aí nem deu.
- Se é assim claro que aceitamos neh Harry?!
- Se eu não vou ser estuporado é claro que eu aceito.
Da porta a Sra. Weasley chamou a todos para o almoço que como de costumo foi regado a piadas e casos engraçados. Ao final da refeição Harry fez o pedido oficial da mão de Gina em casa fazendo Molly chorar descontroladamente e os outros Weasley comemorarem. Já entardecia quando Hermione chamou o marido para poderem ir embora e o marido concordou. Se despediram do restante da família seguiram para o apartamento do casal conversando sobre o retorno ao trabalho.
- Com o acidente do meu pai estava trabalhando em casa, mas amanha volto pra minha querida sala no Ministério. –falou a morena enquanto dirigia.
- Nem me fale... amanha tenho que me apresente no clube ás nove horas da manha, vê se tem cabimento uma coisa dessas? –comentou Gina.
- Não tem mesmo! Nove horas é muito tarde, devia ser as oito. –respondeu Harry fazendo os amigos rirem.
- Quando é sua próxima missão Harry? –perguntou o ruivo.
- Quarta com previsão de uma semana de duração e a sua?
- Então... to meio atolado com isso, porque chegou um novato e ele é o mais fraco do da minha equipe aí não to querendo sair com ele enquanto o cara não pegar as manhãs. Saí com dez, mas só poder contar com nove é complicado.
- E como é que esse cara entrou se ele é tão fraco assim?
- Quando eu descobrir isso te conto. Mas pra vocês terem noção no treinamento que fizemos semana passada ele não conseguiu tirar a varinha de ninguém.
- Você ta brincando? –disse o moreno surpreso.
- Não.
Hermione estacionou o carro, os cinco subiram direto para a cobertura e enquanto Hermione enrolava o marido na cozinha Harry e Gina matavam as saudades já que a garota tinha passado a última quinzena fora da cidade.
- Não precisa ficar me prendendo aqui, porque eu não vou atrapalhar os dois... –abraçou a esposa distribuindo beijos pelo pescoço dela. -...se eu posso ficar assim com você.
- A Ju daqui a pouco ta voltando, amor! Para com isso. –disse tentando resistir aos beijos provocantes que o marido distribuía.
- Temos que aproveitar o tempo que ela ta longe, afinal hoje ela vai dormir com a gente neh! –Hermione deu um beijo caloroso no marido e na mesma hora Gina e Harry entraram na cozinha.
- Eita... –falou a ruiva ao ver a cena fazendo os dois se separarem.
- O jantar já ta quase pronto, só falta o peixe terminar de assar. –falou Hermione abraçada ao marido. – Eu to morrendo de sono.
- A noite teve animada assim é? –perguntou Gina rindo.
- Se teve né amor. –deu um selinho no ruivo. – Até duas da madruga brincando com a Juju e depois curtindo o casamento.
- Posso conversar com você, Mione? –pediu Gina deixando os dois rapazes curiosos.
- Ronny, quando a Ju terminar o banho não deixa ela comer nada antes do jantar tá?
- Pode deixar! –respondeu antes de dar um beijo na bochecha da esposa.
Gina e Hermione foram para o quarto da morena deixando os dois rapazes tentando descobrir o que as duas poderiam estar conversando. Entraram no quarto e depois de lançar um feitiço silenciador para poderem ter mais privacidade foi Hermione quem começou a conversa.
- Você tá super calada o que tá acontecendo?
- Estava pensando que nem conversamos muito depois do seu casamento. Como é que foi? –Gina não perguntou diretamente, mas Hermione entendeu perfeitamente bem o que ela queria saber.
- É muito diferente sabe?! Acordar todos os dias do lado do seu irmão, não ser mais a Srta. Granger e sim a Sra. Weasley, saber que quando chegar em casa vai ter alguém te esperando, sair da casa dos pais, ter que ter a responsabilidade de pagar as contas e cuidar de me proteger para não ficar grávida. Mas apesar de mudar tudo de um dia pro outro é muito gostoso. Adoro acordar e ver o sorriso mais puro do Ronny me desejando bom dia, receber uma coruja dele dizendo saudades sendo que saiu de casa tem cinco minutos, receber flores simplesmente por existir, chegar em casa e ter os braços dele seja para chorar contando o que aconteceu de ruim ou seja para sorrir e compartilhar as alegrias, é não precisar falar o que estou sentindo tendo certeza de que ele me entende e não ter mais vergonha de mostrar a todos que nós nos amamos.
- Você e o Ronny estão tão próximos que não consigo mais ver Hermione Granger e Ronnald Weasley, mas sim o casal. Eu ando com medo!
- Medo do que Gina? Você sempre foi tão corajosa e dona de si, o que está acontecendo?
- É que como andei viajando passo mais tempo longe e quando volto o Harry parece mais frio, mais distante!
- Mas vocês tem se encontrado só na Toca e lá sua mãe marca em cima.
- Nem é desculpa Hermione, porque antes não era assim.
- Sem querer ser intrometida, mas em que pé anda seu namoro?
- Só nos beijos mesmo e pra ser sincera beijos sem muita empolgação.
- Não sei se é a solução, mas aproveita hoje pra tentar algo mais. Vê a reação dele e aí qualquer coisa acho que deve abrir o jogo dizendo tudo que está acontecendo.
- Você acha que ele deixaria acontecer alguma coisa aqui na sua casa?
- De cara assim eu acho que não, mas tem que ir por partes e você sabe como fazer isso eu tenho certeza. Ronny e eu estamos realmente cansados, assim que terminar o jantar vamos dormir e vocês podem aproveitar tranquilamente. –Gina abraçou a amiga.
- Obrigada amiga! Não sei o que seria de mim sem você.
- E nem eu sem você, agora acho melhor voltarmos pra cozinha porque a Júlia pode até não ser filha biológica do Ronny, mas o apetite dela é tão voraz quanto.
As duas amigas se juntaram aos acompanhantes e a criança na cozinha para jantarem. Durante a refeição alguns comentários sobre a comida e os respectivos trabalhos. O sono já tomava conta de Júlia que dormiu encostada na mesa, Ronny pegou a criança no colo e junto com Hermione foram para seu quarto.
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Oies pessoal... esse demorou mais um pouco neh!? Ando realmente meio sem tempo e as madrugadas tem sido o único horário para escrever, então peço desculpas e que entendam. O próximo capítulo vai ser muito Gina e Harry e só pretendo começar a escrever depois de quarta-feira, então... vai demorar um pouco. Obrigada a todos que continuam lendo, deixando seus comentários ou não. E mais uma vez peço que se possível comentem porque assim posso saber o que estão achando e tirar idéias. Bom final de semana. Até