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8. O Quinto


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Capitulo VII - O Quinto


Harry ficou parado vendo a morena dar as costas e fechar a porta suavemente. Não deveria tê-la deixado ir, mas o que poderia dizer? O modo como Hermione lhe explicou era como se ela simplesmente não o olhasse daquela forma. E ele não poderia obrigar alguém a sentir o mesmo que ele. “Merda!”, pensou ele. Tinha tanta certeza de que aquele sentimento não partira só dele, ainda se lembrava do beijo de Hermione, dos suspiros dela, do gosto dela. E agora, mesmo que fizesse sentido tudo que ela dissera o sentimento de querê-la pra si não ia embora, era como se sempre estivesse ali, não sentia que era errado. Mas também não era certo. Se ela não se sentia como ele, era porque ela tinha razão e ele confundira as coisas. Respirou forte. Sua mente entendia, fazia sentido, mas como explicar ao coração?

- Olhe o que vamos fazer. – falou Harry a Rony e Hermione. – Eu consegui o mapa dessa vila que tem perto de Hogwarts, é pequena e só tem moradores trouxas. Não acredito que Voldemort tenha ido pra lá. – explicou ele, com o pedaço de pergaminho desenrolado na mesa. – É uma vila muito pequena e seria imprudente chamar atenção de alguém, até mesmo a de um trouxa. – ele parou pensativo. – Mas ela é consideravelmente perto de Hogwarts. Vamos pra lá essa tarde, fingimos que estamos de férias e precisamos de um local tranqüilo. Style e os outros dois aurores vão com a gente.

- Harry... Não vai dar certo. – respondeu Rony, olhando também para o mapa. – Ninguém iria passar as férias num lugar deste. Pelo menos não jovens como nós.

- Não importa, é só uma desculpa. – disse o moreno o ignorando e enrolando o mapa novamente.

- Mas aposto como ficarão de olho na gente, esses tipos de lugares não se dá pra esconder nada. Se der um suspiro no canto da vila, do outro lado já estão falando que espirraram. – retrucou ele.

- É só não fazermos magia perto deles. – Harry virou-se de costas para os dois e começou a procurar os sapatos que tinha deixado ali na noite passada.

- Honestamente, ele não está lá. Não acredito que tenha sequer um lugar pra se esconder ali. – falou Rony novamente. – Se falarmos que vamos passar as férias lá, teremos que ficar um bom tempo ali, e pra que ficar num lugar que a gente sabe que não vai dar em nada? – Harry continuou procurando os sapatos.

- Tem idéia melhor, Ronald? – a voz dele soou fria e impaciente.

- Cara o que você tem?! – Ron exclamou, o fazendo parar de olhar debaixo do sofá. – Desde hoje de manhã você ta distante.

- Eu tenho pressa. Quanto mais cedo encontrarmos Voldemort, mais cedo encontraremos Gina e assim poderemos continuar procurando pelas horcruxes. – respondeu ele, por fim achando apenas um pé dos seus sapatos.

- Voldemort está procurando um jeito de utilizar os quatro elementos. É algo relativamente mais importante que as horcruxes. – disse Hermione, pela primeira vez.

- E o que você sugere que possa pará-lo? – inquiriu Harry, com grosseria.

- Sugiro o que é mais óbvio e que nos custará menos tempo. Achar Gina e reunir os elementos. – respondeu ela, com calma. – Voldemort estará de mãos atadas quando reunirmos os elementos, e poderemos por um fim nessa guerra.

- Voldemort é imortal! Nós podemos até enfraquecê-lo, mas ele não vai morrer, temos que achar o resto das horcruxes. – falou Harry, impaciente. Deu mais uma olhada por cima. – Onde que eu deixei a droga desse sapato?

- Não se reunirmos os cinco elementos para derrotá-lo. – Harry parou de procurar e a encarou incrédulo. Hermione sentiu Rony fazer o mesmo.

- Você ta louca? Ainda não se lembra que Malfoy é um comensal e não se deixa de ser um comensal há não ser que você esteja enterrado? – rebateu Rony, com os olhos arregalados.

- Não temos certeza de que ele ainda seja se mostrou muito leal quando nos passou informações, se vocês não se lembram. O que nos ajudou bastante há cinco anos atrás, vocês que nunca quiseram admitir o fato de que ele realmente se arrependeu. E quanto às horcruxes – ela suspirou. - Estamos procurando por elas há mais de cinco anos e até agora nada. – contestou Hermione. – Tudo o que estou dizendo é que Gina não foi seqüestrada por acaso. Voldemort tem planos, e se conseguirmos inverter isso, ponto para nós. – concluiu ela, como se concluísse uma conta de aritmética.

- E como exatamente você pretende fazer com que Malfoy colabore? Amarrá-lo e obrigá-lo a utilizar seu poder de quinto elemento? – contrapôs Rony.

- Se for preciso. – respondeu ela simplesmente. – Não somos os elementos por acaso também.

- Mas não sabemos como isso funciona. – foi a vez de Harry falar, ainda com o único pé de sapato na mão. – Não sabemos que conseqüências isso trará. – Hermione revirou seus olhos.

- Se temos medo de usar nossos poderes, não somos dignos dele. Nem somos dignos de ter ido parar na Grifinória no nosso primeiro ano. – ela voltou a falar calmamente, como nem Harry e Rony contestaram ela continuou. – Vamos procurar por Gina, assim que a resgatarmos tentaremos falar com Malfoy. Se ele não quiser colaborar, obrigaremos.

- E como se obriga ao elemento mais forte que os outros quatro a colaborar quando está escrito na testa dele que não quer? – retrucou Rony.

- Se deu certo no passado, também vai dar dessa vez. – Hermione falou com uma certeza na voz que deixou Rony e Harry sem palavras. – E aqui esta a droga do seu sapato, Harry. – Hermione tirou o sapato de debaixo da cadeira e o colocou em cima da mesa.

Tripas de boi, amendoim, jiló cozido e, o que Rony jurava ser uma orelha humana, era o almoço daquele dia no javali. Não foi a toa que os três saíram com um sorriso amarelo em cada rosto dizendo que não estava com fome aquele dia e foram comer no Três Vassouras. Entraram no pub lotado e quente e para a surpresa deles encontraram Lupin na mesa do fundo, como ele já os tinha visto acenava freneticamente para que se juntassem a ele.

- Desculpem, eu ia falar com vocês no Javali mesmo, mas aquele cheiro estava insuportável. – disse Lupin enquanto eles se sentavam. – Afinal, que tipo de poção ele estava fazendo naquele caldeirão?

- Aquilo era nosso almoço. – disse um Rony profundamente enjoado. Lupin arregalou os olhos.

- Por que acha que estamos aqui? – perguntou Harry, olhando para o cardápio. Lupin sorriu. – O que te traz aqui Lupin? – especulou Harry.

- Queria conversar com vocês sobre... Bem... Sobre o que Tonks me contou. – começou ele, parecia de certa forma, apreensivo.

- Sobre os elementos, você quer dizer? – especulou Hermione, com tranqüilidade. Lupin assentiu com a cabeça. – Também queríamos falar com você sobre o que aconteceu ontem. – continuou ela com a tranqüilidade na voz, Lupin a olhou curioso. Os próximos dez minutos foram seguidos pelo relato de Hermione sobre o que acontecera, sendo interrompida somente as vezes que madame Rosmerta lhes servia. Lupin pareceu receoso e contemplativo, ele encostou-se na cadeira.

- Bem... Sinceramente, não sei o que dizer. Já tinha ouvido falar nesses elementos, apenas nunca parei para pensar o que eram e como funcionavam. – disse enfim, mas parecia ainda absorto em pensamentos. – Sabe... Eu não me surpreenderia se Malfoy estivesse o ajudando a encontrar os elementos, ele próprio como um deles poderia ser de grande valor para Voldemort. Agora que sabemos que os poderes podem ser usados separadamente, pelo menos uma parte dele, - continuou ele – estaria explicado o porquê que ele seqüestrou só Gina, por enquanto.

- Como assim, por enquanto? – indagou Rony, comendo com vontade o bife acebolado.

- Não sei se vocês sabem, mas o quinto elemento não serve de nada se não for ativado pelos outros quatro elementos. Ou seja, Malfoy não pode fazer nada enquanto os quatro não estiverem juntos. – respondeu Lupin. Rony ia abrir a boca novamente mas Lupin pediu silêncio olhando para a porta. Style e os outros dois aurores chegavam. Logo encontraram os quatro e se juntaram, reclamando do almoço do Javali, o que Style tinha uma observação interessante, também achava que aquilo era uma orelha humana.

- Não vai dar certo. – Harry rolou os olhos para cima, ele acabara de contar o plano para Lupin os aurores.

- O que há com todo mundo? É o dia de vamos-contrariar-o-Harry. – falou zangado, bebendo de uma só vez sua cerveja amanteigada.

- Não, é o dia de eu-já-morei-naquela-vila-e-sei-como-são-as-pessoas-de-lá. – contrapôs Style no mesmo tom, todos na mesa o encararam com surpresa.

- Eu pensei que era uma vila trouxa. – disse Harry pensativo.

- E é. Minha mãe era trouxa, e sempre me escondeu que tinha namorado um bruxo no passado, teve que abrir o jogo quando eu comecei a fazer coisas estranhas. – respondeu ele dando de ombro. – Morei lá minha vida inteira, quando era criança as pessoas tinham medo de mim, já que eu fazia algumas mágicas involuntárias. Quando completei a maioridade voltei lá e assustei mais um pouco. Desde então o ministério me impede de ir pra lá. – ele deu mais uma grande garfada no prato e voltou a falar. – O melhor é ir só dois pra lá e dizer que está procurando um lugar tranqüilo pra morar, depois é só dizer que quer um lugar que tenha encanamento e não precise tomar banho de balde. Se bem que faz pelo menos uns vinte anos que eu não vou pra lá, já devem ter evoluído. – completou desgostoso. – Se querem uma idéia em que realmente acreditem, vá você – e apontou para Harry. – e Hermione dizendo que são recém-casados. Eles adoram um romance. Principalmente para terem o que falar. – ninguém mais reparou que Harry e Hermione ficaram corados até a raiz. – E também, não tem necessidade de irmos todos juntos. Podemos nos separar de dois em dois e cada dupla ir para um provável esconderijo, economizaria tempo.

- Concordo com Style. – Grafers, o outro auror falou, ninguém nunca o ouvira falar então se assustaram com a voz rouca que ele tinha. – Até porque ninguém aqui saberia lidar com trouxas, vocês dois tem mais conhecimento nessa área. E estava conversando hoje com Rosmerta e ela me disse que tem uma fazenda trouxa abandonada há alguns quilômetros daqui. É um bom local para o resto de nós irmos procurar. – Style assentiu com a cabeça.

- E tem aquela floresta em Hillfolks. É um pouco mais longe, mas a floresta praticamente se funde com a floresta negra de Hogwarts. Eu e Ron podemos ir pra lá, Grafers e Paddy vão para a fazenda e vocês dois vão pra vila como um casalzinho apaixonado. – ele piscou os cílios tentando parecer encantado com a história, todos na mesa riram, Harry e Hermione exibiram dois sorrisos amarelos.

No final da tarde já estavam de malas prontas. Ron já tinha ido com Style para a floresta, pois pretendiam voltar ao amanhecer, Grafers e Paddy iam quando estes voltassem e Harry e Hermione iriam naquela noite mesmo. Os dois abriram a porta ao mesmo tempo com as malas na mão.

- Eu pedi ao ministério um carro trouxa emprestado, se vamos agir como trouxas chegaremos como. Daqui a pouco deve estar chegando. – falou Harry, Hermione apenas balançou a cabeça, concordando. Seguiu-se um silêncio em que Hermione fechava a porta do quarto e colocava a mala em cima do sofá. Harry a observava. – Sabe, se você quiser, podemos inventar outra história... – Hermione continuou sem encará-lo, mas respondeu com uma voz parecendo um sussurro.

- Não é necessário. É só por três dias não é mesmo? – um sorriso torto passou pelo rosto da morena.

- É... Bom, o máximo que poderíamos falar mesmo era que éramos irmãos, porque o ministério já mandou identidades nossa com o mesmo sobrenome. E alguns cartões pra nos hospedar em algum hotel por lá. – disse ele, tirando do bolso os cartões e a identidade, entregando uma a Hermione. Ela deu uma lida e sorriu.

- Hermione Potter? – ele chegou perto dela e colocou o dedo na identidade.

- Hermione Jane Potter, pra falar a verdade. – ela deu uma risadinha. – Eles não acharam necessário mudar o meu sobrenome já que é uma comunidade trouxa. – explicou. Harry deixou seu olhar cair para os lábios de Hermione e calculou mentalmente o quanto estavam próximos, ela desviou o rosto quase instantaneamente e guardou a identidade no bolso.

- Melhor esperarmos lá fora certo? – falou ela preenchendo o silêncio que se seguiu. Harry concordou com a cabeça levemente, olhando pra tudo menos pra ela. Se era assim que seria dali pra frente iam ter dificuldades em dizer que eram recém-casados.

O carro chegou no momento em que colocaram os pés pra fora do Javali. Para o alivio dos dois o carro era esquentado magicamente e era só colocar o mapa do local a onde seria o lugar do porta-luvas que o carro ia sozinho, tudo que teriam que fazer era mudar de estação do rádio, que era a única coisa trouxa no carro, fora a exterioridade. A estrada era completamente vazia, e um pouco mais longe do que esperavam que fosse.

- Certo, agora, se perguntarem, nos casamos em Londres, passamos a lua-de-mel em... Sei lá... Paris, e estamos procurando um lugar sossegado para morar e criarmos nossos filhos. – falou Hermione, mexendo as mãos nervosamente, Harry deu um sorriso de canto.

- Quantos filhos vamos ter? – perguntou ele, fazendo Hermione ficar corada.

- C-como? – gaguejou ela.

- Se nos perguntarem quantos filhos queremos ter, vamos ter que ter uma resposta pronta. – ele disse, dando de ombros.

- Ah ta... – ela compreendeu. – Bem, uns dois... – disse vagamente.

- Cinco. – discordou ele.

- Porque cinco? – indagou curiosa.

- Sempre quis ter uma família grande. – respondeu simplesmente. – Iam ser três meninos e duas garotas. - um sorriso passou pelo rosto da morena. - Que foi? – perguntou ele diante do sorriso que ela abrira.

- Nada... É só que, parece que você pensou bastante nisso. – ela voltou a olhar a janela.

- Não muito, só o suficiente. – disse ele, agora a observando. – Teríamos um cachorro, não muito grande, mas que desse pra abraçar. – Hermione voltou a encará-lo. – Todas as manhãs de domingo teriam partidas de quadribol no quintal. – ele sorriu, como se pudesse visualizar tudo aquilo na sua frente. – Teria que ser uma casa grande, e que tivesse janelas grandes, deixando o sol a iluminar por inteira. – Harry passou o resto da viagem contando como seria sua família, só deixou vago a esposa que teria. Pelo que Hermione percebeu, não seria qualquer uma. Ela sentiu o quanto ele queria ter uma vida normal, e percebeu o quanto era importante acabar com a guerra o mais cedo possível. Já estava completamente escuro quando chegaram à vila. Não era tão pequena quanto esperavam, e logo na entrada tinha um hotel. Os dois entraram no prédio sendo recebidos instantaneamente.

- Posso ajudar? – perguntou a recepcionista. Tinha a pele clara e parecia ter seus vinte anos, os cabelos cacheados e dourados em torno do rosto exibia um sorriso sereno.

- Er... Pode... Nós estamos procurando um lugar pra ficar. – falou Hermione, sem graça.

- Estão viajando ou pretendem ficar mais do que essa noite? – perguntou ela, olhando de um para outro, estranhando o nervosismo da morena.

- Não, ficaremos três noites. – respondeu Harry, que ao contrário de Hermione estava muito mais calmo. Ele pegou na mão dela e voltou-se novamente para a recepcionista. – Estamos procurando uma casa e achamos que aqui seria um ótimo lugar pra começar uma vida nova. – Ele deu um sorriso para Hermione e ela corou novamente.

- Entendo... – a recepcionista sorriu cúmplice. – Temos uma suíte que com certeza vão amar, é muito romântica. – ela abriu uma gaveta e retirou uma chave. – Logo de manhã eu peço pra que alguém os acompanhe para conhecer a vila. Só preciso que assinem aqui e de suas identidades. – Harry se encarregou de assinar e Hermione deu as identidades para a moça. – Barow! – a recepcionista chamou um adolescente que estava observando o casal desde que chegaram. – Leve as malas para a suíte 2 e os acompanhe. – ele pegou as malas que Harry carregava e pediu para o acompanharem.

- Esse é o quarto de vocês. – indicou Barow para uma porta de madeira escura no fim do corredor, ele abriu pra eles passarem e depositou as malas ao pé da cama. – Qualquer coisa é só usar o telefone – e indicou o telefone na mesinha de cabeceira. – Vou deixá-los à vontade agora. – entregou a chave do quarto a Harry e saiu. A vontade não era bem o que sentiam quando se deram conta de que era somente uma cama. Uma enorme cama dossel, os lençóis de seda na cor vinho, uma lareira pequena iluminava o quarto, dando uma ênfase ainda maior na cama, um frigobar pequeno quase ao lado da lareira, uma porta que provavelmente era do banheiro e, será que foi mencionado que era somente uma cama? Os dois se entreolharam nervosos. A recepcionista tinha razão quando falou que o quarto era romântico, Hermione só não imaginou que fosse tanto. Sem graça, ela se conduziu para o meio do quarto, sem saber o que fazer.

- Eu... Você quer... – começou Harry, logo após pigarreou. – Se você quiser, eu posso dormir no chão. – Hermione levantou os olhos para ele, corada. Percebeu que ele também estava avermelhado, mas ainda assim a encarava. Ficou ainda mais ruborizada.

- Não... – começou ela, evitando seu olhar. – Pode ficar se quiser, eu durmo no chão.

- Hermione, que besteira. Vai acabar congelando. – disse ele, ainda a encarando. Ela continuava evitá-lo.

- Se eu vou congelar você também ira. – retrucou ela, agora indo em direção ao armário.

- Bom, é melhor você dormir na cama, senão iremos parecer dois idiotas dormindo no chão, uma vez que eu não vou dormir na cama. – continuou ele, parecendo impaciente. Ela respirou fundo diante do armário.

- Olha Harry... – e se virou para ele. – Essa cama é grande o bastante para nós dois. Assim não iremos parecer dois idiotas congelados. – pelo visto, ele percebeu o tom de magoa que havia na voz dela, pois não retrucou. Se era assim que iria continuar a amizade deles, Hermione pensou, então seria uma grande dificuldade conviverem juntos. ‘Só espero que isso passe logo’.

Nenhum dos dois disse uma palavra sequer após isso, dormiram na mesma cama, e durante pelo menos uma hora, fingiam que dormiam profundamente, enquanto permaneciam duros sem se mexerem, pensando no outro que estava do lado.

A manhã chegou rápida. Eles rejeitaram delicadamente a oferta da recepcionista para encontrar alguém que pudesse lhe apresentar a vila e seguiram para onde Style indicou que poderia haver um esconderijo. Tiveram que passar por uma pequena trilha para chegarem ao local que Style indicara.

- Ok... Segundo Style teríamos que passar por um lago pequeno, que está congelado nessa época do ano. – disse Hermione, olhando para os lados e procurando o tal lago, já que era difícil, pois estavam cercados por algumas árvores e o chão estava totalmente coberto por neve. – Ali! – ela apontou por um terreno sem árvores e com a superfície do chão totalmente lisa. Eles seguiram até conseguir caminhar pelo lago.

- Onde será que está esse lugar? Não dá pra ver nada daqui! – falou Harry procurando enxergar algo -O que foi Hermione?– disse ele, então olhou para a expressão dela. Ela olhava para o lado direito de Harry. – Hermione?

- Harry, achou que tem alguém nos observando. – murmurou ela, sem parar de olhar entre as árvores por cima do ombro dele. Harry se virou na mesma direção e viu um vulto que sem dúvida era de um homem alto e esguio.

- Pode ser só um guarda da floresta. – falou ele, vendo que o tal não se movia. Então o homem fez um movimento, retirando algo de seu bolso, o que Harry não conseguiu enxergar o que era. Em um piscar de olhos ele desapareceu entre as árvores.

- Não, Harry... Vamos logo, não estou me sentindo bem. – Harry sentiu a mão de Hermione pegar o braço dele com força, ele se virou para ela e a viu com uma mão na barriga, como se passasse mal.

- Hermione... O que você está sentindo? – perguntou preocupado.

- Não sei, é como se fosse um... – mas ela não conseguiu terminar, foi empurrada por uma força invisível para longe de Harry caindo de costas no gelo do lago.

- Hermione! – Harry correu até ela, mas antes que pudesse chegar ela fora levantada pelo ar e caiu com um estrondo no chão, fazendo o gelo se quebrar e ela afundar. Ele correu ainda mais para ela, tirando a varinha do bolso.

- Harry! – ela tentava se apoiar no gelo, mas se afundava de novo, então tirou o casaco e tentou se apoiar novamente no gelo. As pernas de Harry pareceram tropeçar com o nada e ele caiu deixando a varinha ir longe, dentro da água, sem pensar muito se levantou novamente correndo até Hermione.

- Calma Hermione, segura minha mão. – disse ele agachando-se no gelo estendendo sua mão a ela, mas antes que Hermione conseguisse chegar até ele o gelo pareceu se reconstituir e fechar o buraco que Hermione tinha aberto com sua caída. Harry congelou por dois segundos olhando o reflexo turvo e escuro de Hermione por debaixo do gelo ir sumindo.

- NÃOOOO! – e deu um soco no gelo tentando fazer com se partisse, mas nada aconteceu. O coração de Harry batia cada vez mais rápido. Deu mais socos no gelo e nem uma rachadura se abriu. Ele olhou em volta tentando pensar em algo, mas não conseguia seu coração agora parecendo ir com Hermione ao fundo do lago. Ele olhou novamente em volta e viu uma canoa congelada na bainha do lado, ergueu sua mão até ela. – VAMOS! – gritou ele, mas a canoa continuou parada. Ele fechou os olhos com força e voltou a erguer sua mão na direção da canoa, então ele sentiu o vento parar e abriu os olhos novamente, e viu a canoa parada no ar, como várias folhas em sua volta estavam também. Ele rapidamente levantou a canoa no ar e trouxe até onde ele estava levantando com força sua mão até o alto e abaixando novamente até que atingisse o gelo do lago. E deu certo. O gelo se abriu com força afundando a canoa e as folhas. Sem pensar duas vezes Harry atirou-se no lago, procurando o corpo de Hermione. Por sorte a viu desacordada em cima de uma rocha não muito funda, próxima onde tinha visto seu reflexo. Nadou até ela e conseguiu voltar à superfície. A carregou até as árvores próximas e a deitou no chão.

- Vamos, acorde Hermione! – implorou ele. Hermione estava fria com os lábios roxos. Harry procurou seu pulso e não sentiu sua pulsação. Ele fechou os olhos sem saber o que fazer, sua varinha já estava no fundo do lago àquela hora, e seu poder com o vento não poderia ajudar em nada. Sua mente trabalhava furiosamente, e então ele agiu como um trouxa agiria, respiração boca-a-boca. Apertou o nariz dela e assoprou dentro de sua boca. Nada. – Não, Hermione, vamos! – ele voltou a fazer novamente a respiração e dessa vez sentiu ela se movimentar. Saiu de cima dela e viu-a tossir e jorrar uma grande quantidade de água. O coração de Harry pareceu voltar a bater também. – Hermione! – voltou a repetir seu nome, agora com alivio. Ela sentou-se o olhando confusa e tremendo de frio.

- Você entrou no lago? – estranhou ela.

- Eu perdi a minha varinha no lago... – disse ele, agora olhando o grande buraco que tinha no lago.

- Droga Harry! Minha varinha estava no meu casaco e eu deixei afundar também! – os dois se entreolharam. Nervosos. Estavam no meio do nada, sem varinha e incomunicáveis.

- Vamos voltar para Hogsmead. – pensou ele, levantando-se. – O carro está na vila ainda. – ela se levantou também. Harry a abraçou, sentindo-a estremecer. Chegaram à vila ainda molhados e tremendo de frio.

- Harry... O carro... O carro sumiu. – exclamou Hermione, entre os dentes, apontando para onde tinham deixado o carro.

- O que... Mas...? – Hermione então viu, saindo do hotel uma cabeleira loira, quase branca, brilhando ao sol. Sentiu Harry se desvencilhar dela no mesmo momento, ele avançou até o homem e deu um soco que o fez cair na calçada, assustando vários trouxas que por ali passavam. Ela correu até Harry, mas parou no momento que ele agarrou o loiro pelas vestes e o ergueu novamente.

- Cretino! – disse dando outro soco em Malfoy, o loiro então conseguiu desviar do terceiro, a boca ensangüentada.

- Está ficando louco Potter? – disse ele, revidando outro em Harry. Hermione então tentou chegar mais perto.

- Parem! PAREM! – gritou ela, entrando no meio dos dois, segurando o braço de Harry. Os dois pararam, ainda que Harry tentasse chegar até Draco.

- Você finalmente ficou pirado Potter? – disse ele, passando a mão na boca e tirando o excesso de sangue. Harry exclamou um palavrão. – Ora, tenha modos! – Draco cuspiu sangue na calçada. – É isso que dá tentar ajudar um heróizinho de meia-tigela.

- Ajudar? – disse Harry, estupefato. – Realmente, eu estava precisando de um mergulho. – a voz sarcástica surpreendeu o loiro.

- O que? De que merda você está falando? – inquiriu ele.

- Seu demente! – e tentou ir pra cima dele novamente, mas Hermione o impediu.

- Já disse, modos Potter! – repetiu ele, com verocidade. – dessa vez foi Hermione que retrucou:

- Você sabe do que estamos falando Malfoy, agora devolva nosso carro e tentaremos não te machucar tanto. – Malfoy revirou os olhos.

- Weasley! – gritou ele pra dentro do hotel. Hermione e Harry o encararam com se ele estivesse louco.

- Rony não está... – mas a voz dela falhou quando viu uma cabeleira avermelhada e feminina saindo do hotel.






Não, não ficou do jeito que eu queria. =/
Até que não foi tão pequeno esse capitulo, mas deu um trabalhão, e ainda não estou satisfeita com ele. Só espero que vcs gostem um pouquinho dele.
No próximo é que esse negócio de elementos vai ser melhor explicado. Ahh e vai ter uma surpresinha pra vcs! =/
Eu não deveria falar isso pra vcs, mas eu cortei um parte desse capitulo, que é quando Harry rouba um beijo da Hermione... hahahahha.. mas desculpe, não ficou do jeito que eu queria, então eu tive que tirar mesmo. (Eu sei que vcs vão odiaar isso e eu vou me arrepender de ter contado ahhahahaha)




sy_: É, então... sobre esse beijo... hahhahaa.. deixa pra lá, que se eu continua a falar vc vai ficar brava comigo. E o próximo capitulo com certeza vai dar pra enteder tudinho. Eu pensei até em colocar nesse capitulo, porque já tá escrito uma parte do outro, mas achei que esse final ficaria melhor. ;)
*MaRy*: Ahahhaha de novo esse beijo. Olha voo fala, era pra ter no começo desse capitulo invés dele ficar pensando era pra ele ter batido na porta e beijado ela, mas não ficou legal mesmo, tive que cortar =/. Sobre os elementos... é... bem... hahahha... O Draco realmente faz parte sim, só que não como vcs estão pensando. É um pouquinho diferente disso. Ahh, e esse quinto elemento não faz nada se estiver sozinho, vou dar uma dica, O elemento é cego, surdo, mudo e retardado. HAhahhahah.. espero que tenha entendido! ;)
fernanda leal : Atualizeii! =D haiuusasauashsa demorei pq esse capitulo realmente foi uma bagunça pra mim, e ainda eu tive que arranjar outras betas pq as minhas duas sumiram, entãoo.. demorou mesmo! =/
Juliana Lorai : É eu li seu coments lá, O Draco ser águaa? Acha mesmoo? hahahaha Acho que o HArry já é muita coisa pra ser também o quinto elemento. =]




Bomm é isso. Tomara que tenham gostado, pq eu odiei ahhahaha!
COmeNteM viu! Vcs não sabem como é importante pra mim que vcs continuem comentando. =]
Beijooos ;*

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