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2. Cap-II


Fic: Aquelas dez coisas que eu odeio em você - RW & SM-Cap III ON


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Hugh Weasley estava esparramado no tapete da sala comunal da Grifinória esperando um milagre acontecer e a redação de mil palavras sobre como a segunda grande guerra afetou a economia bruxa se formar no pergaminho sem esforço algum de sua parte, quando Cameron apareceu e juntou-se a ele. O garoto tinha um brilho estranho no olhar.


 


- Hugh, acho que tive uma ideia. – Cameron disse, os olhos vidrados como se estivessem focando em algo distante dali.


 


- Sobre? - o garoto perguntou, levantando uma das sobrancelhas.


 


- Lily, é claro. – Não era óbvio?


 


- Espero que seja algo esperto dessa vez, e não envolva runas antigas e aulas particulares.- comentou, sem muita paciência.


 


- Não. Quer dizer, sim, envolve isso também, mas é melhor. Muito melhor. Envolve sua irmã e algum cara destemido o suficiente para sair com ela.


 


Hugh encarou o amigo e riu como se ele tivesse acabado de contar alguma piada idiota. Como Cameron não reagiu rindo também, desconfiou que ele talvez pudesse estar falando sério.


 


- É sério isso, cara? – Hugh perguntou, incrédulo.


 


- Mais sério impossível. Você não ouviu? Al acabou de mudar as regras. Lily tem permissão para namorar, se a mege...,er..., se Rose também namorar.


 


- Eu ouvi sim.- limitou-se a dizer, para, em seguida, acrescentar - Você ta ciente de que se o Al descobrir que armou pra sair com a irmã dele, vai fazer picadinho de Cameron Burton e servir de jantar aos Testrálios, certo?


 


- Vou correr o risco.


 


- Cara, você gosta mesmo dela, hein?


 


- Achei que já tivesse deixado isso mais que claro. – respondeu Cameron, com uma expressão entediada.


 


Os dois ficaram calados por um tempo. Hugh ficou remoendo a ideia em sua cabeça. Arranjar um namorado para Rose seria a tarefa mais complicada da galáxia, porque sua irmã não era nenhuma miss simpatia. Aliás, estava bem longe disso. No entanto, Hugh se entusiasmou com a ideia. Isso porque um namorado ocuparia tanto a garota, que ela não teria tempo ou disposição para pegar no seu pé, ou no pé de qualquer um em Hogwarts.


 


Cameron ficou repassando sua ideia. Quanto mais pensava em Rose Weasley, mais ridículo parecia seu plano, antes tido como brilhante e infalível. Para Burton, ela só sabia estudar, estudar, defender causas perdidas, protestar, ser absolutamente anti-social, aterrorizar a vida do irmão, aterrorizar a vida de qualquer um que não agisse de acordo com o que ela considerava certo ou pelo menos aceitável, jogar quadribol, estudar e ah, sim, estudar. Que tipo de cara iria querer sair com uma garota assim?


 


- Vou ajudar você. – Hugh disse de repente, quebrando o silêncio.


 


- Como é? – Cameron quase engasgou com a própria saliva, tamanho fora seu susto ao ouvir aquela frase.


 


- Vou ajudar você. Eu conheço minha irmã e se você vai procurar um cara pra ela, não pode ser qualquer um. Vai precisar de mim.


 


- Não está fazendo isso só porque quer me ver feliz ao lado da sua prima, não é? – Cameron perguntou, já sabia qual era a do amigo, mas precisava ter certeza.


 


- Foi mal cara, mas não. Aliás, isso é o que menos importa para mim. Ainda tenho minhas dúvidas sobre a Lily valer o esforço. O que eu quero mesmo é que ela me deixe em paz.


 


- Acha que ela vai largar do seu pé se tiver alguém mais com quem se ocupar? – Cameron estava quase ironizando a ingenuidade do amigo.


 


- Bem, não custa tentar. De qualquer forma, se não der certo, estarei livre dela no próximo ano... Mas que seria bom um pouco de sossego imediato, ah seria.


 


Os dois riram por alguns segundos sem notar que Rose se aproximava. Só pararam quando a garota agarrou o pergaminho em branco ao lado de Hugh, que deveria conter mil palavras sobre um tema que ele nem se lembrava mais. Após uma breve discussão entre os dois, em que Rose falava e Hugh ouvia sem chances de defesa, a garota retirou-se para o dormitório deixando um irmão ainda mais sedento por liberdade e um Cameron ainda mais inseguro com relação a encontrar alguém para domar aquela fera.


 


Ambos foram se deitar aquela noite pensando em possíveis candidatos à vaga de namorado para Rose Weasley. Ninguém em quem Hugh pensava parecia ser capaz de agüentar sua irmã por mais de 10 minutos, e ele estava sendo generoso com esse tempo. Cameron, no entanto, conhecia alguém que agüentaria Rose por horas, até mesmo dias...desde que a grana fosse boa e o pagamento, adiantado. O único problema era que ele não podia pagar adiantado, porque ele não tinha grana nenhuma.


 


- Precisamos de um laranja. – disse Cameron a Hugh, na manhã seguinte, enquanto tomavam o café da manhã.


 


- Não tem laranja nessa época do ano aqui, cara. – Hugh disse, como se o amigo estivesse surtando ou algo parecido.


 


- Não, seu retardado! – Falou, dano um tapa na nuca do ruivo. – Precisamos de um laranja, alguém idiota o suficiente para levar a culpa por nós caso alguma coisa dê errado. E a propósito, já tenho o cara da sua irmã.


 


- Como assim já tem o cara? – Hugh arregalou os olhos, pasmo.


 


- Vai ficar aí parado com essa cara de quem viu um bicho-papão ou vai me ajudar a pensar em alguém idiota, com grana e disposto a gastar o que for pra conseguir sair com a sua prima?


 


No instante que Cameron terminou de falar, percebeu que Hugh não estava mais com ele. O garoto olhava para a mesa da Corvinal com um brilho assassino nos olhos e pelo que Cameron conhecia do amigo, ele já havia encontrado seu “laranja”. Sem pronunciar uma única palavra, Hugh apontou discretamente para uma cabeça morena cheia de gel ultra fixador para cabelos lisos e sorriu.


 


- Jacons? – Cameron quase cuspiu o suco de abóbora quando percebeu o que Hugh estava querendo dizer.


 


- Ué, ele é idiota, cheio da grana e tá maluco pela Lily. P-e-r-f-e-i-t-o.


 


- É, cabeça de abóbora, ele vai ter que servir. – disse, Cam, começando a considerar a ideia.


 


- Cabeça de abóbora? – Hugh perguntou, indignado com o que o amigo acabara de lhe chamar.


 


- Quem é cabeça de abóbora? – perguntou Albus, jogando sua mochila no banco, ao lado do primo e já se servindo de bolo de chocolate.


 


- Aparentemente sou eu.- ele respondeu, ainda indignado com o apelido.


 


- Quem foi que inventou esse apelido? – Al perguntou, fechando a cara.


 


- Eu. Ele tem esse cabeção ruivo e tudo mais... – Cameron respondeu, rindo.


 


- Gênio! – Al exclamou, rindo com o amigo. - Cam, não é à toa que você é meu melhor amigo.


 


Como não havia nada mais a fazer, Hugh entregou-se e riu também, admitindo que o apelido tinha lá seu fundamento. Os três terminaram o café da manhã e rumaram às aulas. Com Al por perto não havia como terminar a conversa, mas Cameron já sabia o que ia fazer na hora do almoço, e tinha certeza que seria uma tarefa um tanto indigesta.


Kalvin Jacons estava sentado à mesa da Corvinal, saboreando seu almoço, ladeado por seu fiel escudeiro, Taylor Bates, quando Cameron se aproximou, sorrateiro, e se sentou do outro lado de Jacons. Os dois amigos o encararam, estranhando a presença do grifinório e o modo como ele chegara.


 


-Perdeu o caminho de casa, Burton? – Kalvin provocou, apontando a mesa da Grifinória com uma enorme batata fincada no garfo que segurava.


 


- Não, Jacons, vim porque tenho assuntos a tratar com você.


 


Kalvin e Taylor se entreolharam, cada um com um sorriso de deboche nos lábios.


 


- Então é mais grave do que eu pensei. Ele perdeu a noção do perigo, Taylor. – Kalvin soltou uma gargalhada, incentivando o amigo a rir também.


 


- Eu sei de uma maneira para você sair com Lily Potter. – dizer aquilo foi doloroso, mas necessário. Ao ouvir aquelas palavras, Jacons e Bates pararam de rir quase que instantaneamente.


 


- E como eu vou fazer isso? Matando Albus Potter? –Jacons abriu-se em gargalhadas novamente.


 


- Não, Jacons, isso não será necessário. – ele disse, muito sério, dando um ar de suspense à conversa para depois continuar – Porque Albus mudou as regras. Lily pode ter encontros, desde que Rose Weasley também tenha.


 


Cameron viu a expressão de Kalvin passar de feliz para muito feliz, depois para feliz e surpreso e em seguida para incrédulo e debochado.


 


- Ah, que ótimo! Então quer dizer que para eu sair com Lily, alguém terá de ser sacrificado? Você acha mesmo que alguém vai sair com a megera da Weasley por livre e espontânea vontade? – pelo visto Jacons achava aquela ideia de Al tão absurda quanto qualquer outra pessoa em sã consciência.


- Irmão, eu prefiro sair com um Rabo-Córneo Húngaro. – Bates se pronunciou pela primeira vez, o pavor em seus olhos. Cameron não pode deixar de achar graça imaginando Bates namorando um dragão.


- Não, eu não acho que alguém sairia com ela de graça, mas é nessa parte que você entra. Eu vou, quer dizer, você vai pagar para um cara sair com ela. – simples assim – E, sim, eu já tenho esse cara. Tudo o que eu preciso é da sua grana.


- Tá, a história é linda. Mas você não está fazendo tudo isso por causa dos meus belos olhos, não é? O que você vai ganhar me ajudando?


- Você é esperto, Jacons – para um trasgo sem cérebro - , gosto disso. Muito bem, eu quero passar por você e ser cumprimentado. Eu quero ser chamado pelo meu nome. Cansei de ser o amigo do Potter.


- Deixa eu ver se entendi: você vai me ajudar a sair com a irmã do seu melhor amigo porque quer ser mais popular que ele? Isso soa tão “Sonserina”. – ele pensou por uns instantes antes de dar sua resposta – Vou dar uns amassos e de quebra vou ver o Potter perder sua fama pro amiguinho trouxa. É justo. Eu aceito.


Cameron estendeu a mão direita para Kalvin apertá-la, selando o acordo, e evitando assim, que ela se fechasse e fosse parar diretamente no nariz operado dele. Quando Cameron ia saindo, Jacons o chamou novamente.


 


- Hey, Burton, posso saber quem é o cara da megera?


 


Cameron olhou para a mesa da Sonserina, apontando com a cabeça o rapaz loiro que acabara de se sentar. Kalvin arregalou os olhos e quase cuspiu o suco que acabara de bebericar.


 


- E-ele?


 


- Ele.


 


- Ouvi dizer que ele lutou com um Trasgo Montanhês adulto. A cabeça do coitado do trasgo está enfeitando a sala comunal da Sonserina agora mesmo! – Bates contou, um tom todo dramático na voz, talvez compadecido pelo colega decapitado.


 


- É, me contaram que ele passou o natal do ano passado em Azkaban. - disse Kalvin, a voz muito baixa, temendo ser ouvido.


 


- É, são muitas as histórias sobre ele e em breve terão mais uma para contar: o cara levou Rose Weasley para tomar cervejas amanteigadas em Hogsmead. Morram de medo. – Cameron debochou e depois sentiu-se mal pelo garoto.


 


Cameron despediu-se dos dois novos “sócios”, deixando-os com a tarefa de procurar o sonserino e fazer-lhe uma oferta. Chegou à mesa da Grifinória bem a tempo de ver Hugh e Al entrarem pela porta do salão principal discutindo sobre um jogo de quadribol qualquer.


 


**Continua**


N/A: Heeeeey!


       Eu voltei! É provável que ninguém mais se interesse por essa fic e tudo mais, mas eu tive uma inspiração súbita e parti para o segundo capítulo, que atualizei o resto HOJE, e resolvi postar.


       Espero realmente que quem quer que tenha lido até aqui, tenha curtido.


       E, bem, com o tempo ela vai ficando melhorzinha ;)


       Ah, sim, se não for muito incômodo, deixa um comentariozinho pra mim?


       xOxO


     

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Comentários: 1

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Enviado por Aline G. Weasley em 06/08/2012

~le primeiro comentário~ Estou adorando a fic, e ansiosa deeeeeeeeeeeeeeeemais para o próximo capítulo.

Nota: 1

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