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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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28. 1 epilogo para Draco e Hermion


Fic: Duas verdades No ar o epilogo 05-07


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Pois sim, agora é fim.

A primeira temporada acaba aqui! Não está tudo esclarecido, não tem nada resolvido e algumas coisas para rolar.

Mas, compri a promessa de que Draco saberia sobre o Baile de Máscaras ainda nessa temporada, então, está aí no epílogo!!!

Respondendo vc's:

Landa MS: Obrigada por já ter favoritado a sengunda temporada! Sim, Hermione é uma diva, sempre corajosa e pronta pra tudo. Vc deu ótimas sugestões que eu estou pensando. Pode ter certeza que mts intrigas vão vir na segunda temporada.. rsrsrs infelizmente o tempo não passou como vc desejava, mas espero que mesmo assim vc curta o epilogo. Obrigada por sempre estar por aqui e comentar e curtir minha história.. Um grande abraço. =)

Renata Di-Lua Lovegood aaaa não fique tão louca! rsrsrsrs Muito obrigada pela audiencia e pelo comentário.. Espero que vc goste do que escrevi aqui no epilogo! ;)

 Larii Malfoy: A lari sua chata! Obrigada vc sua poia por ler e curtir tanto Duas Verdades. Mts vezes me obriguei a escrever so pq vc ficava me colocando pra frente! Fica consolada sim, pq em breve tem segunda temporada, mas não sei em quanto tempo ainda, então, por favor, paciência, afinal, eu não sou a encarnação do Shakespeare, infelizmente hahahahahahahaha Tomara que vc goste do fim.. beijosssssssssssss

 M R C : *_* Obrigada e obrigada!  Ao menos uma coisa que vc queria rolou.. Draco fica sabendo do baile.. hehehehehehe  Particularmente também curti o reecontro deles no hospital, achei qie ficou bem... sei lá.. tenso, emocionante.. rsrsrs  Você está certa, Blás á a chave mais importante de tudo! ;) E acho então q vai gostar do epilogo, pois é todo dedicado ao casal 20 das fanfic (na minha pobre opinião rs) 


 Scarlett : Seja bem vinda "nova fã". Obrigada pelo carinho e por estar aqui! \o/  Também amo o Blás. Você fez mts pedidos, vamos ver o que rola na segunda temporada né? hahahahahaha  Obrigada mesmo pela presença e aproveite ai o epilgo.

No mais galera, eu sei que tem algumas pessoas q leem e não comentam, outras que já comentaram antes e não mais.. enfim.. a todos vocês meu muito obrigada por ter me acompanhado até aqui.

Obrigada pela atenção e paciência. Obrigada pelo carinho. Obrigada por td, mesmo, vc's são essenciais.

Feliz por mais um projeto concluído! E chega de blablabla pq p que vc's querem é o epílogo né? Vamos embora então...

o/

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Assim que saiu do apartamento de Blás, no final da tarde, se esgueirou no primeiro beco vazio que encontrou. De dentro do cós de sua calça jeans, tirou a varinha e olhando para os lados, constatando que não tinha mesmo ninguém por ali, a apontou para seu próprio cabelo. Os fios longos e ondulados de repente ficaram curtos, como os de um homem. Imaginou uma cor mais escura para eles. De dentro da sua bolsinha de contas, pegou um sobretudo marrom e tirou seu casaco branco. Com cuidado apoiou a filha numa mureta e se vestiu depressa. Colocou os óculos escuros e puxou o capuz da blusa de frio da menininha. Suspirou, a pegou de volta no colo e mentalizou para onde precisava ir.


 


Os olhos ardiam, a cabeça rodava e o peito queimava. Coçou o olho esquerdo e quase tropeçou, e então olhou pra cima. O vento frio de inverno balançava a placa velha e preta da bruxa em seu caldeirão. Franziu o cenho confuso, sabia que era pra onde gostaria de ir, mas não fazia idéia de como fora parar na porta do Caldeirão Furado. Riu e depois gargalhou. Bruxos tem a capacidade aparatar onde desejarem afinal. Realmente estava bem bêbado, mas precisava de mais. Queria ser capaz de esquecer todo seu passado, seu presente e até futuro. Tudo que desejava era poder ver a vida de maneira trôpega e alegre, e só o álcool poderia lhe dar aquilo. Entrou de uma vez na espelunca.


 


- Como a senhora se chama mesmo? – O pano encardido que vira desde a primeira vez que pisara ali, era esfregado numa taça de prata.


- Watson. – Sua voz estava insegura e Eliz parecia incomodada com alguma coisa.


- Pois é senhora Watson, essa época do ano é bem complicada de conseguir quartos. Muitos estão de viagem por causa das festas e se hospedam por aqui.


- Eu imagino Tom, mas deve ter algum quarto. Eu só não gostaria de ficar num dos que estão perto da linha férrea, porque é muito barulho para minha filha. – O homem encarquilhado ia responder algo, mas a boca parou aberta e o olhar focado um pouco mais para o lado. Aquilo a intrigou e resolveu olhar para onde ele encarava. Voltou o rosto depressa pra frente, se sentindo ainda mais nervosa.


- Malfoy?! – Antes que a baba escorresse Tom falou com o recém chegado ao balcão.


- Pois é. Eu sou Malfoy. Fodas! Eu quero a bebida mais forte que esse fim de mundo tem pra me oferecer, e que seja rápido. – A voz arrastada e pastosa denunciava o quanto ele já estava bêbado.


- Mas..


- Mas o quê? Eu vou pagar, ao menos isso eu tenho, dinheiro! – Ele falou alto demais, e então um choro de criança invadiu seus ouvidos. Foi só então que percebeu uma mulher com uma criança nos braços ao seu lado. – Aqui virou creche Tom? – E riu pelo nariz.


- Não é problema seu Malfoy. Tome isso aqui. – E empurrou um copo pequeno com um liquido azul. – É a bebida mais forte que se tem noticia, tanto no mundo bruxo quanto trouxa. Absinto! – O loiro fez uma leve cara de nojo, mas engoliu todo o conteúdo de uma vez.


- O quê? Eu não acredito! Você deu absinto pra ele?! – Antes que pudesse refrear sua língua nervosa já tinha dito. Elizabeth continuava a chorar e aquilo a estressava ainda mais.


- Ele queria o mais forte. – O homem deu de ombros olhando para a garotinha que gritava.


- Não vê como ele está ruim já?! – Ela balançava a filha, tentando manter as costas para Draco, que resmungava que queria mais.


- Senhora Watson trate de acalmar essa garota, está assustando meus clientes!


- Me arrume logo um quarto então!


- Eu quero mais bebida! – Fora essas reivindicações o choro de Elizabateh preenchia o ar, deixando tudo mais caótico.


- Calem-se! Os três! Hoje é ano novo, vocês dois não tem nada melhor pra fazer não? – O homem deu as costas para eles e se afastou um pouco, olhando um quadro de madeira com pregos, onde ficavam as chaves dos quartos.


- Eu não tenho nada de nada. – Malfoy riu se apoiando no balcão. Ela tentou ficar imóvel, mas com Elizabeth tão agitada estava difícil. – Perdi minha infância, minha juventude, me roubaram a dignidade, o direito de escolha. Todos me traíram, me abandonaram. E o que me restava de bom nessa porra de vida duvida que eu valha à pena. Então eu não tenho nada mesmo! APENAS A MERDA DA MINHA MENTE, ENTÃO ME DÊ ALGO QUE A APAGUE LOGO! E CALA A BOCA DESSA MENINA! – Ele começou a gritar e virou Hermione para ele. Ela tinha lágrimas escorrendo pelo rosto meio escondido pelos óculos escuros. Draco a encarou com uma feição confusa.


- Aqui está senhora Watson. O único quarto que tenho é justamente um que fica perto da linha férrea. Mas tem um aditivo, esse é o quarto que Harry Potter se hospedou quando infringiu as leis do Ministério quando ainda tinha apenas 13 anos e ...


- Que merda! Que grande merda! O quarto de Harry Potter.. que se exploda! Ou o que? Ele batizou o quarto? O Santo Potter abençoou a cama? Oh, imagino como. Comendo a amiguinha sangue r.. – Porém ele não terminou a frase. Sem saber como, nem da onde, uma mão lhe acertou o rosto com força. Quando olhou de novo, a mulher de cabelos curtos e óculos escuros o encarava e tremia. A menina vermelha de chorar, parecia agora assustada. Tom mais uma vez estava com a boca aberta, o resto do bar os olhava.


- Eu... não devia ter feito isso. – Hermione falou baixo e abaixou a cabeça. Perdeu a cabeça completamente. – Vamos Tom, eu fico com que tiver. – Disse se voltando para o balcão onde o homem a olhava espantando.


- Espera aí! – Sentiu a mão dele em seu braço. Tudo estava dando tão errado. – Como você simplesmente bate na minha cara, vira as costas e vai embora? Sua vadiazinha, quem você pensa que é?! – E a virou para ele.


- Eu peço desculpas... eu... – Abaixou a cabeça tentando sair dali de alguma maneira. O loiro a encarava e apertava seu braço livre. Eliz agora estava incrivelmente quieta.


- Ah claro, apenas pede desculpas... claro... Por que me bateu?! – E a empurrou para perto de si. Ela na verdade parecia uma boneca de pano em suas mãos, mas aqueles óculos escuros o estavam incomodando. Podia ser ver refletido nas lentes pretas. Ela não respondia nada, apenas tremia e parecia fazer um esforço imenso em segurar a criança. Olhando de tão perto, viu que seu nariz possuía algumas sardinhas. Pequenas marcas na pele tão branca. O formato da boca e até cor lhe eram familiares. Estatelou os olhos e a soltou depressa demais. A menina escorregou dos braços fracos dela, de ponta a cabeça.


- Elizabeth! – O grito dela o fez parar de olha-la. Parecia que tudo acontecia em câmera lenta, bem como sua mente estava. Quando percebeu, estava jogado no chão, com um bebe chorando em seus braços.


- Co..mo?


- Oh minha filha! Filha! – Ela se jogou em cima dele e tomou a garota de seu peito. A abraçava forte. Tom já tinha dado a volta no balcão, e outras pessoas estavam em volta. Estava tão tonto e confuso. Devia estar delirando já.


- Vamos Malfoy, levante-se! – Alguém lhe disse e o puxou pelo braço. Uma vez de pé, apenas viu a moça de cabelos curtos se afastando escada acima com a menina gritando mais uma vez.


- Quem é ela Tom? – Ele conseguiu articular da forma mais segura que seu estado permitia.


- Deixe a garota em paz! – O velho respondeu voltando para o outro lado do balcão. As pessoas estavam se afastando.


- É a Granger? Amiga do Potter? – O homem o olhou e depois gargalhou.


- Está mesmo muito bêbado rapaz! A senhorita Granger é muito diferente, principalmente nos cabelos e além do mais, se quisesse se hospedar aqui, o que seria uma honra, por que não falaria o nome? Eu conseguiria o melhor quarto daqui para ela. – Draco pensou que isso não seria lá grande coisa, mas resolveu ficar calado quanto a isso. Tentava ficar menos bêbado.


- E qual é o nome daquela mulher? – Tom o olhou em dúvida, mas era como se não pudesse evitar, a língua coçava para fofocar.


- Apenas me deu o sobrenome, Watson. Viu como estava nervosa com a menina? Deve ser uma mãe solteira perseguida. – Deu de ombros e o loiro o olhou confuso. – Agora é melhor ir Malfoy, já fez confusão demais por aqui. – Ele se sentiu ofendido, mas tinha outros planos em mente.


- Você é um estúpido Tom! – E saiu de perto do balcão, mas não em direção a porta. Assim que o dono do bar deu as costas, ele subiu as escadas correndo. Sabia que havia uma mulher, provavelmente um aborto, que trabalhava de camareira naquele lugar. Iria procura-la para saber onde era o quarto que o Santo Potter estivera, e se não a encontrasse bateria em cada porta, até achar aquela mulher. Ela parecia demais com Hermione, mas não fazia o menor sentindo. Ele não entendia muito bem, mas precisava conversar com aquela senhora de cabelos curtos. Talvez para se desculpar por ter quase jogado a filha dela no chão. Apenas tinha que falar com ela.


 


- Agora está tudo bem Elizabeth, por favor, fique calma! – Hermione não conseguia entender o porquê da filha chorar tanto de repente. Já olhara a temperatura e ela parecia normal. O rosto dela não aparentava nada e tudo parecia mais manha do que qualquer outra coisa.


Já tinha se passado bem uns cinco minutos desde toda aquela confusão no bar. De todas as pessoas do mundo bruxo, Draco, era a última que ela pensara em encontrar no Caldeirão Furado. Aquilo tudo parecia mais um piada, muito sem graça por sinal.


A cada novo trem que passava, do lado trouxa, tremia o quarto, e aquilo parecia agitar ainda mais a pequena. Ela resolveu aquecer mais um pouco o quarto e tirar os agasalhos de Eliz. Não dera resultado. Então, começou a andar de um lado para o outro com ela nos braços, cantando “Good night” dos Beatles, a música que sempre acalmou a filha. Em vão... Por fim, lembrou de como ela gostava de se agarrar em seus cachos quando estava sonolenta, e assim retirou o feitiço que deixava seus cabelos curtíssimos.


A garotinha começou a enrolar os dedinhos gordos nas pontas dos compridos fios da mãe e seu choro foi ficando mais fraco. Hermione respirou aliviada. Voltou a cantarolar a canção de maneira calma e baixa. Alguém bateu na porta, e distraída com a menina nos braços, começando a dormir, simplesmente abriu a abriu.


Tudo que se ouvia era a voz baixa de Hermione terminando sua canção. Estranhando o silêncio de quem quer que fosse que tivesse a solicitado, resolveu levantar o rosto e ver de quem se tratava. Voltou a tremer.


Ela estava linda. Um tanto corada, os cabelos, em seu tamanho real, soltos e caídos ombros abaixo. A voz suave em uma melodia. A sua doçura exalava para todos os lugares e logo ele descobriu por que. Estava com a filha nos braços.


Não fez nada, não disse uma palavra. Sua boca se fechou, seus dentes cerraram, e só tinha consciência de estar segurando Elizabeth firmemente nos braços. O resto era quase ilusão. Ele também parecia imóvel. A única coisa que se movia eram os olhos, nem tão azuis, mas nem tão cinzas. Ele parecia vacilar em olhar para ela e para a menina adormecida.


Por breves segundos desejou bater nela. Desejou que aquela criatura inocente dormindo não existisse. Desejou com todas as forças de seu ser estar mais uma vez no sofá da sala dos monitores em Hogwarts. Depois só queria poder ir embora e nunca mais olhar aquele rosto assustado, cheio de sardas e....saudade. Mas ele nunca tinha o que ele queria, e não seria agora que iria mudar.


- Eu sabia que era você. – Foi o que ele disse e a viu piscando em dúvida, como se ela não acreditasse que ele falara alguma coisa.


Hermione não disse nada, continuava parada, respirando rápido e tremendo. Ela percebeu Draco dar um passo em sua direção, o mesmo que ela deu para trás. O loiro deu mais um, e em seguida fechou a porta atrás dele. Em nenhum momento um tirou os olhos do outro e assim ficaram por mais um ou dois minutos.


Então mais um trem passou tremendo tudo e ela saiu de seu torpor. Draco Malfoy estava dentro de seu quarto, a encarando. Havia algo de muito errado acontecendo ali. Deu as costas para ele e ficou mirando a janela.


- O que você está fazendo aqui? – Sua voz saiu baixa e engasgada e até pensou que ele não a teria escutado.


- Não sei exatamente, acho que ainda estou bêbado. – E ela escutou ele rindo pelo nariz e se movimentando pelo quarto. Não ousou voltar a se mexer. – Então esse quarto é do santo Potter... como imaginei, nada demais.


- Malfoy... – Ela se virou enfim. Ele olhava o quarto com ar de desagrado.


- Granger. – Hermione não sabia como proceder com tudo aquilo. Elizabeth começou a pesar demais e achou por bem coloca-la no cesto que servia de berçinho que havia trazido na sua bolsinha de contas.


- Você deve querer alguma coisa para estar aqui. – Desta vez sua fala foi mais segura. Ele a observava cuidar da filha.


- Eu quero muitas coisas e nada. – E caiu sentado na cama de dossel.


- Você está bem? – Ela ensaiou se aproximar, mas ficou no mesmo lugar.


- Realmente muito bêbado. Há algo que melhore isso? – Ele apelou pro lado sabe tudo dela, sabia que isso a fazia relaxar. Só não entendia o porquê de querer que ela relaxasse.


- Oh.. uma poção revigorante talvez. Acho que tenho uns frascos aqui. – Então ela correu para mesinha da mesa e começou a remexer na sua minúscula bolsa. Ele achou aquilo engraçado, mas de repente ela apareceu com um vidrinho escuro. – De uma golada, acho que vai ajudar bastante. – Hermione foi até ele e esticou o braço. Draco parecia em dúvida, mas pegou o vidro da mão nela. Os dedos se roçaram. Um trem passou mais uma vez. E quem estava tonta agora era ela. Aliás, o quarto inteiro. A culpa foi do trem. Foi o que eles pensaram.


O loiro tomou dois goles do liquido amargo, e ela confusa demais, resolveu sentar na ponta mais distante da cama. Toda aquela situação era no mínimo bizarra. Já estava noite e àquela hora Harry e Gina já deviam estar preocupados com ela. Desde ontem ela não dava noticias a ninguém, e não daria tão cedo.


- Aqui está quente. – A voz dele saiu rouca, provavelmente por causa da poção. Aquilo a tirou de sua linha de raciocínio e a fez encara-lo.


- Eu lancei um feitiço a mais para esquentar. Elizabeth não parava de chorar e.. – mas se calou. Percebera o que estava falando e com quem. Abaixou a cabeça.


- Ah.. esse é o nome... dela. – Aquilo doeu muito. A maneira como ele falou beirava a nojo e foi muito pior se ele tivesse cuspido nela e a chamado de sangue ruim um milhão de vezes. Se levantou incomodada.


- Malfoy.. eu..


- Granger, nada de você agora. Eu não estou aqui pra isso.


- E está aqui por quê? – Hermione já estava perdendo a paciência.


- Porque eu preciso ter certeza. – Toda a embriaguez parecia ter se esvaído com o suor que brotava de seu corpo. Retirou o paletó.


- Certeza? De quê? – Ela se assustou com as palavras e gestos dele. Draco, depois de jogar o agasalho longe e colocar a garrafinha em cima do criado mudo, se levantou. Se sentia bem e de repente com pensamentos claros.


- Se ainda é possível eu amar alguém como você. – Engolir não era possível. Respirar era algo idiota de se fazer. Nunca ele lhe dissera que a amara. Mas, de uma maneira muito estranha, Draco Malfoy acabara de afirmar exatamente isso.


- Ah.. eu.. mas... – A garota mais brilhante dos últimos anos pensava menos que um vegetal.


- Já disse que não é você, e sim, eu. Muitas coisas dependem do que eu vou descobrir. Coisas importantes! – Ele estava calmo e extremamente nervoso. A voz de Astória ecoava mais nitidamente agora. Se ele mentisse, ela saberia. E tudo que ele não queria era perder a garota mais certa que ele podia ter ao seu lado. E ele dependia de Hermione para que desse certo. Que ela fizesse com que ele a odiasse como há sete anos. Que ela fosse capaz disso.


- Pensei que já tivesse certeza. – A capacidade de raciocínio voltara junto com toda a sua dor. Se afastou quando percebeu que ele andava lentamente para perto dela. Draco parou.


- Também achava isso até horas atrás. Mas alguém me fez duvidar. – Hermione franziu o cenho.


- Alguém te fez duvidar?


- Minha namorada. – Ele simplesmente dizia o que tinha que ser dito. Não acreditava mesmo que ela pudesse se importar. Merlim, ela tinha uma filha com o outro. Outro!


- Ah, sua namorada. E o que ela tem a ver com... com o que nos aconteceu? – A dor só aumentava e já estava se tornando física. Sua vista vacilou e mais um maldito trem passou, deixando tudo ainda pior. Tropeçou e caiu sentada em um sofá duro e velho.


- Claro que ela tem tudo a ver com isso. Você ficaria com alguém que talvez gostasse mais de outra pessoa? – Draco parecia calmo e seguro. Ele na verdade estava se esforçando muito para aparentar tudo isso. Por dentro ele estava explodindo.


- Mas nós dois sabemos que isso não é possível. – Hermione teve que fechar os olhos ao dizer isso. Era tudo tão ruim, tão duro, tão injusto. Ele estava ali, por outra. Outra!


- Sabemos? – Se assustou, não percebeu quando ele se aproximara a ponto de se ajoelhar a sua frente.


- Isso me pareceu sempre muito claro. – Aquilo tudo já era covardia. O que os deuses, Merlim, diabo, destino e qualquer outra merda queriam? Era mais uma prova? Teste? Sacrifico? Colocar Draco perto dela. Falando com ela. A olhando com seus olhos azuis profundos. Sentir a respiração dele tão perto.


- Se fosse não estaria aqui. – Aquelas eram a sardas reais. As que o fizeram ficar louco. Que o quebrou em pedacinhos. Aquela era a boca que ele ansiava todos os dias. Aquele era o castanho doce de seus momentos de paz. E estavam a menos de um palmo de distância.


- Por favor.. – Hermione já não tinha mais forças. Abaixou a cabeça se sentindo tão fraca e derrotada. Tão entregue como jamais esteve. Entregue a todo drama e tragédia que era a sua vida.


Olha-la ali, tão de perto e frágil lhe doeu, como no dia em que ela gritara que o odiava por ter quase matado o Weasley. Ela fechara os olhos e ele percebera que a castanha chorava silenciosamente. Tudo parecia tão pequeno e absurdo perto do choro daquela mulher. O mundo estava muito errado para fazer com que ela sofresse a ponto de chorar. Ele se levantou e tocou nos braços dela a levantando junto.


- Hermione. – A voz baixa. Ela abriu os olhos molhados. As mãos dele, suadas, alisando seus braços. Ela encarava o azul.


- O que você vai fazer? – Perguntou tremidamente. Queria tanto que ele a beijasse, a consumisse junto com todo aquele calor.


- Eu.... – Draco parou de olhar para boca dela e mirou os olhos. Estavam dilatados e meio vermelhos pelo choro. Percebeu que ela também suava. Não sabia mais o que fazer. Se esquecera de tudo de repente.


- Talvez... – Ela tossiu e se obrigou afastar. Deu a volta por ele e ficou próxima a cama. – Talvez seja o caso de você ir. É ano novo, alguém pode estar esperando.


- Não. – Foi tudo que ele respondeu se virando para poder olha-la mais uma vez. – Uma vez você foi até mim, dizendo que precisava se despedir, que precisava dizer adeus e te dei o que você queria. – Hermione sentiu o rosto queimar, sabia muito bem do que ele estava falando. Eliz era a prova viva daquele momento e teve o medo da continuação das palavras dele.


- Draco.. – Por isso o interrompeu. – Isso foi...


- Hermione! – Ele disse mais alto, apenas um pouco, pois ela sussurrava. – Não desejo ouvir que foi um erro, uma loucura. Eu não quero saber o que há para saber sobre isso. Apenas entenda que quem precisa se despedir para ir em frente é eu, do jeito que você foi. Eu preciso dizer adeus a você. – Pronunciar aquilo foi como se humilhar para a última pessoa que merecia esse esforço dele, mas ele realmente precisava disso.


Ela já tinha uma filha, uma vida feita e certamente montaria uma família. E o que ele tinha? Nada, além da saudade, da dor, das lembranças, do ódio e do... amor. Ele tinha que deixar tudo aquilo para trás, do mesmo jeito que ela deixou.


O choro voltou com força. Draco acreditava mesmo que ela tinha seguido em frente. O que ele nem imaginava era que isso jamais poderia acontecer, estava presa a ele para sempre. Por Eliz, pela saudade, lembranças e amor, o amor avassalador que sentia.


- Não quero que chore. Não há porque chorar. Ao menos que isso seja tão horrível para você que... – Não teve a chance de terminar. Apenas viu um borrão marrom pulando em seus braços e o beijando de maneira dolorosa.


O corpo delicado tremia em seus braços duros. Hermione o pegara de surpresa e tudo que ele pôde fazer foi corresponder ao beijo tão desesperado quanto ela. A agarrou para que se caso ela se arrependesse, não tivesse mais como fugir.


A boca dele, o gosto. Não poderia ser real, poderia? Estava mesmo beijando Draco, como estivera sonhando desde a última vez que o tocou? Sim, estava! Abriu os olhos para ter certeza e viu a pele leitosa molhada de suor, meio rosada, os olhos cerrados em meios cílios loiros esbranquiçados.


Mais um trem passou enquanto Draco arrastava Hermione lentamente para a cama atrás dela. Ela caiu sentada e ele se ajoelhou, novamente a sua frente. Sentir as mãos dele descalçando suas sapatilhas era algo tão maravilhoso e belo. Suspirou. Acariciou o rosto quente e o viu fechar os olhos como resposta.


Ele precisava aproveitar cada momento, cada gesto, cada toque. Tudo significava muito, por isso retirou os sapatos femininos com tanto cuidado e carinho. Deixou um pequeno beijo em cada pé e voltou olha-la. O cabelo já um pouco revolto, a respiração um tanto descompassada. Ela estava tão incrível. Respirou fundo e pegou no rosto já suado. Aquele quarto estava realmente quente demais. A beijou calmamente, aprofundando o beijo de maneira lenta, mas intensa. Desceu as mãos até a barra da camisa preta dela e a subiu pelo tronco.


Tudo que ela tinha que fazer era levantar os braços para que aquele pedaço de pano sumisse de seu corpo. Draco a olhou exatamente como da primeira vez. Como se ela fosse linda demais e precisasse de muita atenção. Tímida com o olhar dele, o pegou para mais um beijo e passou a desabotoar a blusa de mangas compridas dele. Escorregou o tecido pelos braços. Avistou a sombra da marca no esquerdo. Ela ainda estava lá, menos negra, mas ainda muito forte.


Ele percebeu para onde os olhos de Hermione se focaram. Então se lembrou que ela mesma deveria ter uma marca que significava tanto quanto a dele. Rapidamente, vasculhando com os olhos, a encontrou. Também do lado esquerdo, a tatuagem que Bella a deu na Páscoa. Já estava cicatrizada, mas as letras e o significado delas estavam bastante visíveis.


Quando percebeu ele estava tocando bem em cima da sua cicatriz horrenda. Draco passou o indicador delicadamente no contorno de cada letrinha. Depois aproximou os lábios e a beijou suavemente, olhando fundo nos olhos dela. Parecia que ele queria que tudo fosse perfeito, então que fosse!


Hermione o surpreendeu retribuindo o mesmo carinho em sua marca. Nenhum dos dois ousava falar qualquer coisa que pudesse quebrar toda a magia que estava no ar. Um trem a mais passou e ele se levantou. Ela ergueu o rosto para poder acompanhar os passos dele. O olhava admirada e visivelmente desejosa.


Draco estava tirando sua calça e ela nem viu quando foi que ele tinha retirado os sapatos junto com as meias. O loiro esticou o braço a ela e a fez ficar de pé também. Ela se sentia uma idiota e ele obviamente estava percebendo que a experiência dela era a mesa de quando estavam na sala dos monitores. Sentiu os dedos dele puxando sua saia e aproveitando para levar sua meia calça negra junto.


Não achava que Hermione havia mudado muito. Estava mais curvilínea e isso devia ser por causa da gravidez. Afastou aquele fato da mente. Não era momento de pensar naquilo. A puxou para mais um beijo, desta vez bem luxuriante. Fez movimentos com a língua até que a sentisse tremer e gemer em meio ao beijo. Os corpos colados e tão suados. Escorregou as mãos nas costas dela e desabotoou o sutiã. A afastou milímetros para poder retirar a peça. Os seios estavam bem maiores e redondos. Os bicos rígidos. Sim, ela o queria, tanto quanto ele a desejava.


- Eu posso toca-los? – Ele teve que perguntar e ela não entendeu o porquê da pergunta. – É.. a criança. – Falou mais seco. Se os seios estavam tão mais lindos é porque tinha um motivo para isso, e por mais que ele não quisesse pensar no assunto, tinha que perguntar.


- Ah.. Meu leite secou há dois meses, infelizmente. – Falou abaixando a cabeça, de repente se sentindo envergonhada demais. Teve vontade se cobrir, mas foi impedida pelas mãos dele.


- Então tudo bem. – Ele tentou soar seguro e desprendido. Ela o encarava com mais dúvidas do que antes.


Draco então fez o que tinha que fazer. A beijou loucamente mais uma vez. A apertando onde era possível, inclusive os seios fartos. Ela jogou o pescoço para trás e suspirou mais alto. As pernas estavam bambas, por isso segurou com força os braços em volta do seu corpo em ebulição.


Ela estava entregue e isso era ainda mais afrodisíaco. Desceu uma trilha de beijos molhados pela pele suada de Hermione. Pescoço, colo e seios. Os beijou e mordeu rapidamente, a vendo prender a respiração e aperta-lo ainda mais. Era tempo de deita-la logo na cama.


Mais um trem tremeu tudo quando Draco a deitou no colchão. Mentalmente o agradeceu por isso. Ele agora parecia mais faminto do que nunca. A boca dele já estava em sua barriga e ela estava completamente tonta com todas aquelas caricias ousadas. Havia tanto desejo, mas tinha muito carinho. A junção disso era a loucura que ela estava sentido.


Ele era experiente, mas manter controle com Hermione não estava sendo nada fácil. Ainda mais depois de ficar tanto tempo sem tocar mais intimamente uma mulher. Respirou fundo sentido o cheiro intimo dela. Definitivamente aquilo não tinha sido uma boa idéia. Se ajoelhou com os joelhos em volta dela e a encarou. Vermelha, arfante, suada, entregue, linda. Deu um selinho nela enquanto se dividia em se equilibrar e retirar a calcinha.


Queria poder dar a ele metade de todas as sensações perfeitas que estava sentindo. Por isso, num impulso, o tocou através da peça íntima. Ele fechou os olhos e soltou o ar pela boca. Tomou aquilo como um sinal positivo. Arriscou alguns movimentos. Draco passou a se movimentar junto e ainda colocou uma mão sobre a dela a auxiliando.


Não poderia continuar com isso, as coisas poderiam terminar antes mesmo de começar. Por isso travou a mão de Hermione que o olhou assustada e em dúvida. Sorriu meia boca e desceu o tronco mais uma vez para sussurrar no ouvido dela, depois de morder o lóbulo da orelha.


- Não temos pressa, temos? – A voz baixa e rouca. Sentiu o corpo dela todo vibrar embaixo do seu.


- Não. – Ela foi capaz de responder o observando se movimentar mais uma vez.


Draco voltou com a trilha de beijos perigosos e só parou no lugar mais quente dela. Nunca pensou que poderia sentir o que estava sentido. Sabia o que ele estava fazendo, porque afinal de contas ela era mesmo uma sabe tudo que lia sobre tudo. Mas sentir, experimentar, viver aquilo. A boca dele fazia coisas inimagináveis. Bolas coloridas piscavam em seus olhos, e ela só tinha consciência do suor, da boca dele, de mais um trem passando.


Sentiu Hermione na boca. Agora precisava estar nela. Precisava se sentir completo mais uma vez. Quase rasgou sua cueca ao tira-la. Ela estava preparada e ele já estava se posicionando para fazer em fim o que sonhara aquele tempo todo, mas uma delicada mão o fez parar.


- Seja... delicado?! Você pode ir com calma? – Deus, Merlim.. sabiam de onde ela tinha coragem de dizer aquilo o olhando. Sentiu o rosto ficar ainda mais quente e certamente vermelho. Percebeu uma ponta de dúvida no rosto dele. Mas não poderia explicar. Ela só estivera com ele e isso já fazia muito tempo. E ela sofreu muito também durante o parto.


- Ok. – Foi tudo que ele poderia dizer a Hermione diante do pedido e silêncio dela. Aquilo poderia dizer muitas coisas, mas ele não estava no momento de ser racional.


Se sentiu invadida lentamente, mas doeu e então fechou os olhos com força. Draco havia afundado o rosto na curva de seu pescoço e o sentia respirar com dificuldade. Ele saiu e entrou de novo e ficou quieto. Ela estava tensa.


- Tudo bem com você? – Ele grunhiu na pele dela. Parecia fazer um esforço incrível em ficar parado e dizer algo. E estava mesmo.


- Sim, pode continuar, apenas, continue...


- Devagar. – A completou saindo mais uma vez e entrando de novo.


Precisava fazer com que ela relaxasse e curtisse, afinal, o objetivo era esse. Enquanto a penetrava lentamente e o torturava indiretamente, passou a estimula-la com beijos, mordidas e lambidas.


Por fim Hermione já estava flutuando mais uma vez e ele estava enlouquecido e a possuindo mais intensamente possível. Draco puxou uma das pernas dela para mais em cima de suas costas e assim a deixou mais exposta. Se apressou ainda mais e ela levantou os quadris ao mesmo tempo que arqueava a coluna. Ela fora ao êxtase e ele estava indo para o mesmo lugar.


Deixou o corpo suado, cansado e leve cair sobre o dela, que ainda tremia um pouco. Ouviu o coração dela disparado. Fechou os olhos. Aquele lugar era o melhor do mundo.


Quando o sentiu quieto e tentando voltar o ao seu estado normal, relaxou completamente. Estava feito. Ele estava ali. Draco até ainda estava dentro dela. Tudo real. Começou acariciar os fios encharcados da cabeça dele.


- Muito quente. – Ela balbuciou na altura de sua clavícula. Sim, aquele quarto estava fervendo e não era só pela paixão deles. Lembrou do feitiço que invocara no desespero de acalmar a filha.


- Preciso de uma varinha.  – Ela respondeu baixinho, não querendo se mover e nem que ele se movesse um centímetro, mas o calor esta insuportável. Olhou a janela, os vidros estavam todos embaçados e a noite já caíra.


- Estique seu braço, no criado mudo, está a sua varinha. – Ele parecia sonolento e tão disposto a sair de seu aconchego como ela. Virou o pescoço para cima e lado e viu que estava bem próxima do criado mesmo. Com a mão direita pegou a varinha e apontou para o ar.


- Finite. – Colocou o objeto no mesmo lugar, respirou fundo. Acomodou melhor suas pernas em volta das de Draco e o abraçou. O peso dele não incomodava nada, poderia viver daquela maneira para sempre. Percebeu pela respiração dele que ele dormia. Logo dormiu também.


 


Um choro longe invadiu seus ouvidos. Algo abaixo de si se movia com dificuldade e estava sentindo um pouco de frio. Resolveu abrir os olhos e ver o que estava acontecendo. Antes de conseguir entender alguma coisa sentiu ser empurrado delicadamente para o lado.


- Desculpe. – Ela disse baixo, procurando qualquer pedaço de pano que a cobrisse. O quarto estava escuro, mas conseguia ver a silhueta dela se movendo para onde o choro vinha. Tudo ficou muito claro.


Hermione pegou a filha nos braços e tentou fazer com que ela parasse de chorar. Sem saber por que, se sentia constrangida demais com toda aquela cena. Draco estava nu, sentado no meio da cama e ela não conseguia ver seu rosto para tentar ler o que ele pensava.


- Ela ainda está doente? – Sua voz saiu grossa por causa das poucas horas de sono. Se arrastou pelo outro lado da cama.


- Não! Acho que é fome. Já deve estar tarde e perdi a hora da comida dela. – Ela balançava Elizabeth nos braços sem saber ao certo o que fazer. A menina chorava fraquinho, mas logo aquele volume ia aumentar se não providenciasse algo para ela comer.


- Entendi. Posso tomar um banho? Estava muito quente aqui. – Ela arregalou os olhos que ele não viu. Draco parecia tranqüilo e agia como se tudo aquilo fosse normal. A verdade era que ele estava uma confusão imensa. Precisava pensar em tudo que tinha acontecido nas últimas horas e mal sabia o que fazer. Precisava ganhar tempo.


- Cla-claro que sim. – Então ela o viu se levantar e seguir para o banheiro. Ela aproveitou a porta fechada para procurar um roupão e acender a luz do abajur. Um trem passou e ela sentiu o próprio coração tremendo.


Remexeu em sua bolsinha de contas e com um “Accio” resgatou mamadeiras da filha. Acendeu a lareira, pois agora o quarto já estava ficando gelado, e colocou uma vasilha com papinha próximo para aquecer.


 


No banheiro Draco se perguntava por que ainda estava ali. Porque fizera o que fizera e porque gostara tanto. Sabia que não poderia ficar com Hermione mesmo se quisesse, e ele não queria. Não. Isso era uma das poucas coisas claras embaixo daquele chuveiro.


Ela era linda, inteligente e perfeita. Ele sabia agora que sim, ele a amava, mais do que supunha e que ela o transformara em meio à dor e perdas. Mas ele não queria ficar com ela. Porque ele estava muito cansado para isso. Ter Hermione em sua vida significava uma gama de lutas, brigas e confusões. E Draco Malfoy estava extremamente cansado.


Além do mais ele sempre fora covarde. E se ele lutasse por algo já perdido? Não a achava indiferente a ele, não depois do que fizeram. Mas há um caminho muito comprido entre estar interessada e amar. Afinal de contas ela tinha uma filha, com outro, não tinha? Isso deveria significar algo.


Agora ele estava calmo e conseguia enxergar as coisas exatamente como elas eram. Fechou o chuveiro. O banheiro todo tomado pela fumaça quente. O espelho embaçado. Passou a mão por ele o deixando meio borrado e molhado. Olhou profundamente para seu rosto como há muito tempo não fazia. Deu um sorriso triste e suspirou. Reparou nos olhos. Estavam azuis, e isso também fazia tempo que não ficava. Passou a mão nos cabelos os jogando para trás.


- Mas é a última noite do ano, e amanhã tudo será novo. Até lá eu vou ficar com o antigo.


 


A porta abriu e a deixou ver agora com clareza o corpo de Draco. Ele estava com a cintura enrolada em uma toalha branca, o resto a vista. A pele na altura do peito avermelhada certamente por causa da água quente. Ele parecia não querer olhar para ela, sentada na cama, com a filha nos braços, tomando o resto da mamadeira. O viu seguir para perto das roupas jogadas no chão.


- Eu.. eu vou ter que sair agora. – Ele realmente não queria olhar para ela. Se enfiava nas roupas com pressa e sempre mirando o chão. Sentiu que ia chorar. Apertou Elizabeth ao peito. A menina virou o rostinho na direção de Draco.


- Ok. – A voz saiu estrangulada. O que mais ela diria? Ele afinal lhe pedira uma despedida, não fora?


- Mas eu volto. – E sem olhar para ela e para a bebê, foi embora batendo a porta com força.


Achou que tinha imaginado aquela última parte, mas parecera real demais. Olhou para a sua filha como se ela pudesse lhe dar alguma resposta. Mas a única coisa que teve de Elizabeth foi uma cara de sono e mau cheiro nas fraldas que ela usava ao dormir.


- Então vamos tomar banho também. – Ela disse meio confusa, entre feliz e ansiosa.


 


Entrar e sair do Caldeirão Furado sem ser muito notado foi fácil. Aquele lugar estava apinhado de gente, e quando voltou, ainda estava pior. Já se passava das dez da noite, agora ele sabia e as pessoas estavam começando a se reunir para a ceia de ano novo.


Subiu as escadas com algumas sacolas e foi direto ao quarto. Parou um instante antes de bater na porta. Iria mesmo em frente com aquilo? Bateu na porta antes que se arrependesse.


Hermione a abriu um tanto vermelha. Os cabelos agora estavam presos e logo seu perfume invadiu as narinas de Draco. Ela vestia um robe de seda com temas chineses. Ele entrou meio vacilante.


- Trouxe comida. – Falou colocando as sacolas numa mesa velha do quarto.


- Obrigada.


- Lá embaixo vai ter a ceia do Tom, mas pensei que talvez você não quisesse descer. – A olhou mais uma vez. Ela lhe sorriu terna.


- E você está certo. O cheiro está bom. – Draco começou a tirar as coisas das sacolas. Eram recipientes de papel alumínio magicamente aquecidos. Pratos pequenos e talheres. Duas garrafas de champanhe. Arrumou tudo e indicou uma cadeira para ela.


- Vai ficar mesmo aqui? Quero dizer.. hoje é noite de ano novo. – Ela disse envergonhada.


- Está tudo bem. Vou ficar. Ao não ser que você já tenha planos. – Ele respondeu se sentando em sua frente.


- Não! Meu plano era ficar aqui mesmo. – Draco começou a servir a cheirosa comida.


- E seus amigos? – Ela quase se engasgou com o arroz e por isso virou sua taça de champanhe.


- Estão todos na Toca.


- Vocês brigaram? – Ele a olhou interessado.


- Malfoy... eu realmente não quero falar disso. – Ela não brigou, mas eles já deviam estar loucos com ela. Sumira desde de manhã, e não pretendia dar noticias tão cedo.


- Tudo bem. – Ele deu de ombros parecendo não se importar realmente. – E.. a .. menina? – Ela franziu o cenho para ele, mas Draco apenas olhava seu próprio prato.


- Está falando de Elizabeth? – Perguntou, se sentindo um pouco nervosa e frustrada.


- É. – Respondeu enfiando um garfo na boca.


- Está dormindo já. Só deve acordar amanhã cedo. – Entornou outra taça. A comida perdera o sabor.


- Não beba tão depressa Granger. – Ele disse meio debochado e aquilo a irritou mais.


- Tanto faz Malfoy. – E encheu mais ainda o copo.


- Quer que eu vá embora? – Ela o encarou através do copo. Desconfiava que seria a última vez que o veria dentro de muito tempo. Até mesmo porque ela ia para muito longe e isso só contribuía com sua teoria. Daria a resposta certa ou a errada? Se levantou dando as costas para ele e ficando mais perto da lareira. Um trem passou tremendo tudo. Eles estavam passando com menor freqüência agora.


- Sabe Malfoy, acabei de me lembrar de uma promessa que fiz há muito tempo e não cumpri. – Ela não queria dar resposta alguma, pois tudo era errado, até o certo. Draco se remexeu na cadeira encarando as costas dela e a vendo tomar mais da bebida. Riu baixinho, ela queria mesmo ficar bêbada.


- Do que está falando? – Hermione se virou lentamente e o encarou.


- Você lembra de uma festa a fantasia que foi com Blás? – O loiro a encarou assustado e depois desconfiado. Ela riu e voltou a se aproximar, pegando o resto da champanhe. Ela completamente bebera uma garrafa sozinha.


- O que você sabe sobre isso? – Perguntou sério. Não queria lembrar de Blás, de suas histórias e de suas malditas traições.


- Aparentemente tudo. – Se jogou na cadeira rindo. Já estava ficando alta.


- Granger?! – Ele agora que estava ficando irritado e isso a deixava alegre.


- Ora Malfoy. Pra começar, péssima fantasia! Estava parecendo sei lá, um carrasco? – Ela gargalhou antes de uma última golada.


- Você estava lá? Naquela festa? – Ele se curvou em cima da mesa e a encarou surpreso.


- O que você acha? – Ela também se inclinou para ele. Falar sobre aquilo parecia tão pequeno perto de tudo que tinha acontecido depois da promessa que fizera a Blás. Draco ainda a olhou por mais um tempo, até que seu rosto se iluminou com entendimento e ele se recostou na cadeira.


- Não acredito. – A frase foi quase um suspiro.


- O que você não acredita? – Estava menos insegura e constrangida graças ao álcool.


- Você é a garota que eu beijei não é? – Ele parecia tentado entre ficar nervoso e rir.


- Bingo! – Draco se levantou e foi sua vez de olhar o fogo.


- E Zabine sabia disso também, não é? – Hermione não entendeu o tom e nem o uso do sobrenome.


- Zabine? – Ela se levantou e foi para perto dele.


- Isso não importa de qualquer forma. – A olhou. O rosto corado, os olhos castanhos. As sardas delicadas. A desejava loucamente.


- Malfoy...


- Pisiu Granger. Esqueça! – E partiu para um beijo desejoso e quente. Hermione apenas o correspondeu.


 


Logo ambos estavam em cima da cama mais uma vez. Hermione um pouco tonta ficou mais tranqüila e relaxada. Ousou caricias que deixaram Draco ainda mais louco.


Depois de fazerem amor, o loiro abriu a outra garrafa de champanhe e se sentou com Hermione na cama. Alguns gritos foram escutados e som de fogos de artifício.


- Feliz ano novo Hermione! – E deu um gole na boca da garrafa mesmo e passou para ela que olhou emocionada.


- Feliz ano novo Draco! – E bebeu como ele.


Então estava sendo beijada mais uma vez e com sabor de bebida cara. Aquilo era delicioso. Não pensou em mais nada além daquele momento maravilhoso que estava vivendo.


Não pensou o quanto Harry estava preocupado e varrendo o mundo com feitiços e perguntas atrás dela. Não fazia idéia de como os Weasley não tiveram fome para comer e brindar o novo ano que chegava, a ponto de Ronald, que ainda estava muito bravo com ela, também a estar procurando loucamente. Nem cogitou que até seus pais, alertados pelos amigos, estavam assustados e só por isso, perceberam que ela havia sumido levando todos seus pertences, inclusive os de Elizabeth.


Não. Naquele momento Hermione era apenas de Draco. Estava apenas concentrada no corpo dele e nas sensações do seu. Apenas queria amar desprendidamente, mesmo que fosse por uma noite. E que o resto do mundo explodisse. Porque ela estava explodindo, mas da melhor maneira possível. E seria assim, até o novo dia clarear. Depois tudo voltaria a ser como deve ser. E ela voltaria ser a Hermione responsável e comprometida. Mas não naquela noite, não ali, não com Draco, até mesmo porque tinha certeza que quando acordasse no dia seguinte ele nem ali mais estaria.


 


 Até a segunda temporada!

;) 

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Comentários: 6

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Enviado por H. Granger Malfoy em 08/07/2012

nao acredito que acabou... ainda bem q vai ter a segunda temporada!!! AAAAAi, por favor, n deixa eles separados mais tanto tempo, e por favor tira logo a astoria da vida do draco, porque eu n aguento!!!! E quando a hermione vai contar sobre a filha ao draco, se ele soubesse ia ser tudo tao mais facil!! por favor, junte esses dois o quanto antes, eu imploro!!! hahaha

Nota: 1

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Enviado por juliana vieira em 07/07/2012

amo essa fic.

não acredito que acabou mesmo e que vamos ter segunda temporada, segura coração!

será que esse encontro será a despedida deles? espero que ele não case com astoria, que dê mais um tempo pra si, até eles conversarem sobre tudo.

bjos e até a proxima

Nota: 1

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Enviado por Mahizidio em 06/07/2012

AI MEU DEUS!!!! Segunda temporada o mais rápido possível, POR FAVOR!!!!! 
Parabéns!!! A fic é linda!!! Eu não peguei ela bem no começo mas acompanhei grande parte, MUITO viciante!!!!
Mais!! Mais!! Mais!!! =) 

Nota: 1

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Enviado por Renata Di-Lua Lovegood em 05/07/2012

Estarei junto com vc na segunda temporada. Beijos e muita inspiração!!! 

Nota: 5

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Enviado por M R C em 05/07/2012

bravoooo ! o/
Brenda que final de temporada magnífico !
amei cada parágrafo, cada frase dita por eles! voce conseguiu passar uma paixão linda com esses diálogos ! e meu deusssss eu esperei por essa revelação da festa há muiiitooo tempooo  !
aiii aiii aiii obrigada por atender meus desejos e fazer esse reencontro perfeito ! superouu e muito minhas expectativas !
ansiosééééérrima para a nova temporada !
beijos   

Nota: 5

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Enviado por Larii Malfoy em 05/07/2012

OMG,omg,omg,omg!

Não acredito que agora acabou meeeesmo! Mas então..Draco ainda não sabe que a Eliz é filha dele,e já tá pensando merda,tsc tsc,isso vai render na 2ª temporada hein ;)

Adoreeei ela contando pra ele do baile, e até que enfim eles sairam da seca,pq né..haha

Ameeei mesmo,e que triste que você não é a reencarnação de Shakespeare! HAHA'
Que bom que eu te incentivava e fique despreocupada que eu vou fazer bastante pressão pra vc escrever a 2ª temporada e outras mais!

Te adoroo!

Até a 2ª temporada *-*

Nota: 5

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