FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

27. Amor não é tudo, agora


Fic: Duas verdades No ar o epilogo 05-07


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Ei pessoal, eis o ÚLTIMO CAPITULO dessa temporada. Jesus.. eu nem acredito...

Pois é, ele ficoi bem grande, eu achei ele enorme...
E ainda ta faltando um pedaço, mas como eu achei que ia ficar coisa demais num capítulo sò resolvi deixar o restinho para um epilogo.

Então ainda vai ter um epilogo... e aí sim, ponto final. Partimos pra segunda temporada, que, pode ser que demore mas um tiquim pra estreiar, mas ela virá...

Já fiz o cadastro e está nesse link.. http://fanfic.potterish.com/menufic.php?id=43668
em breve já terá att lá.

Vamos ao cap, espero q gostem e comentem! 




Sempre odiou hospital. Aquele branco de dar dor de cabeça, além de cheiro de remédio com desinfetante. Era capaz de sentir na boca o sabor das poções que fervilhavam em algum lugar daquele ambiente. Eram cheiros demais e ele estava confuso. Por tudo e principalmente pelo sono.


Depois da ceia e do clima estranho que ficara com Astória, Draco se retirara assim que os convidados partiram. Pansy tentou arrancar qualquer informação, mas ele apenas respondeu um “boa noite”. Então se deitou e revirou na cama ainda por muito tempo. Sua têmpora começou a doer e quando pareceu que tinha acabado de dormir, alguém o cutucou no ombro. Ia xingar com um nome bem feio o infeliz que fazia aquilo, mas quando sua vista se ajustou reconheceu os cabelos amarelos de sua mãe.


Ela tinha um sorriso nos rosto e um pergaminho na mão. Mas tudo que relatou era que “sei onde Blás está!” Então ele deu um pulo da cama e indagou onde. Narcisa apenas respondeu que ele estava no St. Mungus e que se Draco quisesse ir com ela que ficasse pronto em cinco minutos. “Vou chamar Pansy” e com essa frase sua mãe saiu do quarto.


Assim o trio afobado se lançou numa lareira e entrou no hospital. Ansioso demais, apenas seguia sua mãe pelos corredores com uma Pansy que tremia, chorava e sorria ao mesmo tempo.


Quando deu por si achou que estava vendo um fantasma. Mas, olhando bem, não era ela, não podia ser Bellatrix. O rosto era menos severo, e os cabelos mais bem cuidados e até mais lisos. Havia algumas rugas, e era um pouco mais gorda que a irmã do meio de sua mãe. Os cabelos tinham mais brancos do que da outra. Com certeza, aquela deveria ser Andrômeda Tonks. Apurou os ouvidos.


- Fiquei tão surpresa com uma coruja sua Drômeda. – Sua mãe tinha um belo sorriso no rosto.


- Imagino Ciça. Me desculpe esquivar tanto das correspondências.. mas acho melhor assim.. – A mulher abaixou os olhos tristes.


- A senhora é muito bonita. – Uma menininha que ele só havia reparado agora, falou com olhos vidrados em Narcisa.


- Oh querida, obrigada. Você deve ser Mel?!


- Sim. – E ela esticou uma mão para a loira que sorriu e a cumprimentou.


- Prazer.


- Me desculpem, mas e o Blás?! – Pansy não agüentou mais toda aquela enrolação.


- Nos desculpe você Pam. Então Andrômeda, você apenas me disse no pergaminho que estava com o garoto Zabine, aqui, no St. Mungus. Como isso é possível? – A irmã mais velha de Narcisa pareceu respirar fundo antes de começar a falar.


- Já faz alguns meses que ele está hospedado comigo na verdade. Foi um pouco antes de o inverno ficar tão rigoroso. Ele apareceu na estalagem muito fraco e completamente confuso e sem memória. Mas como estava com o uniforme de Hogwarts, julguei que ele não seria perigoso. No inicio quis que ele procurasse ajuda ou mesmo alguém que o pudesse estar procurando. Mas ele me pediu, muito intensamente, que aguardasse. Ele queria tentar se lembrar antes e disse que tinha medo. Eu me afeiçoei a ele e então o deixei ficar. Por fim lhe dei um apelido e os meses foram passando.


- Mas como isso é possível? Colocamos fotos e os dados do Blás no Profeta meses seguidos, até que o jornal resolveu que não daria tanto mais destaque alguém que possivelmente estava morto e por fim só colocava uma pequena nota com a descrição dele, o que custava uma fortuna por vez. A senhora não reparou isso? – Pela primeira vez Draco abrira a boca e foi de maneira acusatória.


- Você realmente já é um rapaz não é? A última vez que ti vi era um bebê. Mas, bem. Eu não leio O Profeta.


- Filho deixe sua tia contar a história. – Narcisa o olhou carrancuda.


- Desculpe. – Mas ele estava era mesmo com muita raiva de tudo aquilo.


- Tudo bem. Não há mais muita coisa. Ele foi ficando e ontem ele realmente parecia muito mal. Sentia muita dor na cabeça e eu achei que já era tempo de trazê-lo para cá. Foi assim que descobri quem ele era. – Pansy recomeçou a chorar e desta vez em voz alta.


- Eu preciso vê-lo, por favor, me diga onde ele está. Ele vai ficar bem? Vai se lembrar? Por favor? – Ela teria se ajoelhado na frente de Andrômeda se não fossem os braços de Draco a segura-la.


- Se acalme filha! Os médibruxos o sedaram novamente. Quando ele acordou ficou muito agitado e ainda mais confuso. O doutor que está responsável por ele me deu um sermão por ter deixado alguém entrar no quarto e me proibiu de ficar até na porta. – Mas então ela fechou a boca numa linha muito dura, como se quisesse segurar qualquer coisa ali dentro e ele percebeu aquilo.


- Quem a senhora deixou entrar?


- Isso não é importante. O que interessa é que...


- É importante sim. Aliás, como a senhora sabia que éramos amigos? Alguém deve ter dito e..


- Draco! – Narcisa se aproximou dele.


- Não mãe, preciso saber quem reconheceu o Blás! Afinal pode ser algum amigo nosso também e ainda temos que avisar a mãe dele! – E voltou a encarar a tia, mas ela não abria a boca.


- Ué, mas foi a senhorita Granger e senhor Potter e a noiva que falaram o nome dele primeiro. Depois que ele acordou e viu a senhorita Granger, ele ficou muito nervoso e foi aí que todos aqueles doutores vieram. Quando eles saíram do quarto, ela chorava muito e eu a abracei. Então ela disse para mamãe avisar o Malfoy, porque eles eram amigos e precisavam saber. E disse o nome dele de novo, Blás Zabine, um nome bonito, eu acho. Então ela se foi pelo corredor com os amigos dela! – Mel disse tudo rápido e sorrindo. Andrômeda a puxou pela mão.


- Por que você tem que falar tanto mocinha?! – A menina ficou com as bochechas rodadas.


- Mas..- Porém Mel foi interrompida.


- Granger, tinha que ser aquela lá! – Foi Pansy quem disse entre lágrimas e dentes.


- Ela ainda está aqui? – Draco não soube por que perguntara aquilo, mas saíra antes que ele pudesse frear as palavras na boca.


- Sim, ela..


- Chega Mel!


- Desculpe. – E mais uma vez ela corou e abaixou a cabeça.


- Andrômeda, muito obrigada por ter nos avisado. – Narcisa quebrou o péssimo clima que ficara entre eles.


- Eu tinha que fazer isso. Moreno quer dizer, Blás, deve acordar a hora do almoço, então se quiserem voltar depois e..


- Não! Eu não vou sair daqui! Ainda mais com aquela sangue..


- Pansy! – Narcisa a interrompeu antes que falasse alguma besteira. Usar aquele termo virara crime, com perigo de ir para a prisão.


- Vocês é quem sabem. Eu e Mel vamos nos retirar um pouco. Eu deixei o Ted com os... Weasley, e preciso ver como ele está. – Ela pareceu desconfortável em dizer aquele nome na presença deles.


- Está certo Drômeda. Ficaremos aqui até podemos ver Blás. Quando voltar nos procure. – E então a loira abraçou a irmã com muito carinho, o que foi retribuído de certa forma.


Assim que a tia se foi com a menininha, sua mãe abraçou Pansy, que não parava de chorar, pedindo que ela ficasse calma. Mas sua cabeça estava flutuando. Percebeu que elas começaram a andar e então as seguiu, sem mesmo saber para onde. A questão era que ele estava ocupado em pensar em Granger. O que ela estaria fazendo em um hospital no meio da noite de natal? Estaria ela doente? Não, não parecia possível. Se ela fosse a paciente, não estaria entrando no quarto de outro doente. A menina falara que ela estava com Potter e a Weasley fêmea. Não mencionara o outro Weasley... então... Sim, só poderia ser. O cabeça de cenoura pobretão é que deveria estar doente e eles estavam ali por causa dele. Que ódio... ela perdera o natal por causa daquele infeliz e inútil. Mas, afinal, eles eram noivos não eram? Tinha mais que ficar ali com ele. Isso só fez seu ódio aumentar e só acordou dos devaneios quando sentiu uma mão toca-lo. Era sua mãe que o olhava de forma preocupada, afinal, ele estava parado feito uma estatua ao lado de uma cadeira. Foi então que percebera que fora parar na lanchonete daquele lugar estupidamente branco.


 


- Você tem certeza? – Gina apoiou sua mão no ombro da amiga sentada a beira da cama.


- Sim, eu tenho. Realmente preciso de alguém que possa segurar a senhora Weasley o tanto quanto possível na Toca. – Hermione deu um sorriso triste. – E você me parece a única capaz. – A ruiva acenou timidamente.


- Ela não vai desistir tão fácil, você sabe. A coruja dela foi um indicio. – Um pouco depois das seis da manhã, uma coruja parecida com Errol, mas menos estúpida, deixara uma carta nas mãos da caçula Weasley. Era de Molly, dizendo que estava muito preocupada e desapontada por não ter sido avisada do que estava acontecendo, e que assim que terminasse de arrumar as coisas para o café da manhã iria imediatamente para lá. E já se passara cinco minutos, ela não tardaria.


- Você vai convence-la. Elizabeth está se recuperando. Ela ainda tem febre, mas a medibruxa me garantiu que o tratamento está tendo efeito. – Contudo ela parecia preocupada.


- Não fique assim, ela também disse que era melhor que Eliz dormisse, porque possivelmente ainda sentiria dores. – Harry se aproximou.


- Eu sei.


- Então eu vou, mas volto logo. Harry não saia daqui.


- Não! Você tem que ir também. – Hermione levantou e pegou nas mãos do amigo.


- Por que quer ficar sozinha? – Ele parecia desconfiado.


- Não é isso. É que estou preocupada com Ron. Ele descobriu a verdade de uma maneira ... sei lá.. acho que não foi a melhor maneira. Deve estar péssimo e confuso. Ele precisa de um amigo, e eu acho que só você pode resolver isso. – Ela abaixou a cabeça, se sentia muito triste. Então o Menino que Sobreviveu a abraçou.


- Vai ficar tudo bem. – Ele disse baixinho em seu ouvido. Ela apenas o apertou mais. Harry era a melhor pessoa do mundo, e ela realmente precisava ouvir aquilo naquele momento.


- Vão logo! Qualquer novidade eu mando noticias. – Gina lhe deu um beijo no rosto e pegou nas mãos do noivo. Logo ela estava sozinha com sua menina.


Elizabeth parecia em paz apesar de tudo. Depois de chorar muito e logo em seguida ficar em silêncio, apenas gemendo baixinho, a medibruxa achou por bem dar um pouco de poção do sono para ela. Assim a menina ficaria em repouso, não sentiria dores e recuperação poderia se dar mais rápido.


Acariciou os cabelos tão finos e lisos dela. Quando Eliz nasceu, eles eram curtinhos, mas finos. Agora os fios já chegavam à nuca e dependendo da luz, o castanho brilhava dourado. Ela suspeitava que à medida que a filha crescesse seus cabelos ficariam mais claros. Não achava que ficariam tão loiros quanto o do pai, mas nem tão escuros como o dela.


Pensar nisso a fez lembrar que Draco deveria estar por ali. Se Andrômeda fizera o que ela pediu, ele viria o mais depressa possível. Se tinha alguém que Malfoy sempre gostou fora Blás. Ah, e ela estava tão preocupada com ele também. O rapaz ficara tão agitado quando avistara seu rosto. Dizendo que “era o espelho, é o espelho” e depois gritando de dor e chorando. Foi tão assustador vê-lo daquela maneira. Ele teria que se recuperar, existiam tantos feitiços e poções, mas a memória.. ah.. ela não queria pensar nesses assuntos de memória.


Hermione encostou o rosto no colchão de modo que pudesse ficar admirando o rostinho da filha. Realmente as bolinhas já estavam sumindo e o lábio dela não estava mais roxo. Piscou, uma, duas vezes. O cansaço a estava vencendo.


- Hermione?! – Ouvia uma voz a chamando e sentiu uma mão em seu ombro, mas os olhos estavam tão pesados. – Querida, acorde! – Mais uma sacudida leve.


- Sim?! – Quando levantou à cabeça seu pescoço doeu muito. Dormira numa péssima posição. Fez uma careta e colocou a mão na nuca.


- Por isso te chamei, pensei que você poderia se machucar assim.


- Senhora Tonks?! – Os olhos ainda estavam embaçados, mas a figura e a voz eram reconhecíveis.


- Como ela está? A medibruxa não queria me dizer onde vocês estavam, foi difícil convece-la. – Hermione mexeu a cabeça para os dois lados na tentativa que o pescoço melhorasse. A dor só aumentou.


- Está se recuperando. Oh, as bolinhas sumiram completamente! – Ela encarou o rosto da filha, esquecera até de sua dor.


- Sim, ela vai ficar bem em breve. – Andrômeda olhava com bastante atenção a pequena que dormia.


- Acho que dormi muito, a senhora sabe quantas horas são?


- Pouco antes das 9h.


- É, foi uma boa cochilada. Noticias do Blás? – A mais velha das irmãs Black se sentou num sofá que tinha perto da porta. Hermione teve que virar a cadeira para poder encara-la.


- Ele também ainda dorme. Fui mais cedo até a Toca ver meu neto e aproveitei e deixei Mel dormindo. Crianças tem a língua solta por serem inocentes demais. – A castanha franziu o cenho.


- Aconteceu alguma coisa?


- Fiz como você me pediu. Avisei a minha irmã sobre o Blás e em poucos minutos ela chegou, junto com meu sobrinho e uma garota. – A saliva ficou grossa na boca de Hermione. O coração disparou só de pensar que ele realmente estava por perto.


- Oh.. sim.. que bom. Eles já o viram? – Se sentia muito perdida em si mesma.


- Não, o medibruxo quer ser o primeiro a vê-lo antes de qualquer coisa. – E a mulher a ficou encarando por um tempo. Então ela suspirou e olhou nos olhos tristes de Andrômeda.


- A senhora deve estar pensando que..


- Hermione, o que eu penso não é importante. Imagino o quanto deve estar sendo complicada pra você toda essa responsabilidade. Ter uma filha aos 17 anos, no meio de uma guerra?! Só Deus e você podem saber como foi te-la nessas condições. Você foi muito corajosa em levar tudo isso adiante querida. Eu te admiro por isso. Mas tem que ser sozinha? – A mulher inclinou um pouco pra frente, com um olhar confortador. A menina se sentiu emocionada.


- Obrigada. É complicado sim, mas Elizabeth foi a melhor coisa que pôde ter me acontecido. Sabe, eu nunca disse isso a ninguém, mas as vezes sinto como se tivesse sempre um Dementador me rondando, sugando toda a minha alegria, vitalidade, forças. Eu não consigo mais ver sentido em nada e tudo que desejo é fechar os olhos. Mas aí eu olho para a minha filha, tão sorridente e dependente de mim, que é como se um patrono, desses como o Harry costuma conjurar tão bem, tivesse surgido de algum lugar, e tudo volta a ter cor, ter sentido, e eu me sinto feliz e agraciada por ter Eliz. – Uma lágrima solitária escorreu pelo rosto cansado de Andrômeda.


- Um filho é uma benção, com toda certeza. Você acha que meu sobrinho não merece isso também? – Hermione levantou de sua cadeira, sentindo a dor de trás do pescoço aumentar e parecer estrangular sua garganta. Respirou fundo e deu a volta na cama antes de responder.


- Acredito que ele mereça sim. Mas... não posso. Não consigo imaginar a possibilidade de ficar longe da minha filha, ou, de ela ter um pai que a despreza por ser filha de uma nascida trouxa. Depois, ele está refazendo a vida dele da melhor forma que lhe é possível. Uma filha mudaria tudo. – Se sentia muito triste. Acariciou o rosto de Elizabeth que se remexeu. Em breve ela acordaria.


- E você acha que ele seria capaz de te tomar a pequena ou mesmo despreza-la? – Foi só então que reparou que Andrômeda também se levantara e aproximara da cama.


- Eu não sei de nada ao certo, e isso é o que mais me assusta. Eu achei que poderia conhecer o... Draco. Mas eu não conheço. Não faço a menor idéia do que ele pensa e sente.


- Mas acredito que vocês tiveram uma história.. afinal, existe uma filha. – Hermione deu um sorriso nostálgico.


- Claro, tivemos. Está mais para aventura do que história mesmo. Nem sei dizer bem. De repente a gente se envolveu, e como num piscar de olhos tudo se dissolveu. A verdade é que só soube que estava grávida um tempo depois, e poucas pessoas participaram disso. – A mulher lhe olhou preocupada.


- Você entende que isso não será mais possível, não é? Quer dizer, não vai demorar muito mais para que a notícia de “Hermione Granger tem uma filha” caia na boca do povo. Você é uma figura pública. – Ela suspirou mais uma vez.


- Eu pensei nisso durante a madrugada. Consegui esconder Elizabeth de tudo isso por um ano exatamente. Hoje ela está fazendo aniversário. – Sorriu e olhou mais uma vez para filha, Andrômeda também. – Temo que antes mesmo dela sair daqui tudo já tenha saído do controle.


- E você pretende fazer o que? Me desculpe, mas haverá perguntas...


- Claro que haverá! E a primeira será justamente a que eu não vou responder nunca. Não vou dizer quem é o pai dela. – Quem suspirou desta dessa vez foi a senhora Tonks.


- Draco também fará perguntas, não para você talvez, mas à ele mesmo.


- E chegará as respostas que criar ou que ler em jornais. Há quem acredite que ela é filha de Ron. Quer dizer, foi isso que dissemos pouco depois de ela nascer. Estavamos em guerra e viajando em busca daquelas Horcrux. Eu tive que deixa-la em um lugar seguro e isso exigiu explicações. – Ela não sabia se estava fazendo certo em contar tudo aquilo a tia de Draco. Ela sabia que a mulher era um ser bondoso e que já sofrera muito, e que não iria querer prejudica-la, mas e se ela resolvesse abrir a boca por um motivo qualquer? Aquilo lhe afligiu o coração e Andrômeda pareceu perceber.


- Hermione a verdade só cabe a você. Ninguém poderá revelar tal coisa à ele ou à qualquer outra pessoa, além de você mesma. Não se preocupe. Eu agradeço por confiar em mim e honrarei isso. – Uma sorriu para outra.


- Eu que tenho que agradecer. A senhora ajudou a salvar minha filha e me ouviu. Acho que eu estava precisando mesmo desabafar. – Mas a atenção delas foi chamada pelo resmungo de Elizabeth, ela enfim acordara. – Ei minha vida! Feliz aniversário!


- Feliz aniversário. – Andrômeda fez coro. A menina olhou para a mãe e esfregou o nariz com a mãozinha gorda. – Quer que eu chame alguém?


- Sim, por favor! – A menina começou a chorar levemente então Hermione a pegou no colo enquanto via senhora Tonks sair do quarto. – Se acalme minha linda. Está ficando tudo bem. E logo logo nós vamos ficar ainda melhores. Mamãe já sabe, com toda certeza, o que é melhor ser feito. Shii


 


Quando abriu os olhos viu tudo embaçado, então piscou mais duas vezes antes de repetir a ação. Quando o fez viu um homem vestido de branco se aproximando da cama com um pouco de cautela. Respirou fundo.


- Boa tarde senhor, como está se sentindo? – Ele ainda não tinha acordado completamente para saber como estava se sentindo, mas como não havia dor...


- Estou bem. – Tossiu um pouco. – Acho que estou bem. – Se sentou apoiado nos travesseiros.


- Isso é realmente muito bom. O senhor consegue se lembrar do que houve aqui pela madrugada? – Parecia importante lembrar pela feição que aquele homem fazia. Mas não foi preciso se esforçar muito, pois ele se lembrava.


- Eu me lembro disso sim.


- Por que ficou tão agitado com as pessoas que o senhor viu? – Se sentiu incomodado com a pergunta, ainda mais porque não sabia a resposta exata.


- Eu realmente não sei. Acordei naturalmente e quando vi aquele rosto... Ela chorava e sorria e tentou me abraçar. Então a minha cabeça começou a doer novamente, e bem forte, e quando eu fechava os olhos eu via um espelho na minha frente, e quando os abria avistava ela aflita e aquilo me incomodava muito e só ficava com mais dor e nervoso. A partir daí fica tudo muito confuso, doutor, lembro de entrar mais pessoas no quarto e alguém apontar uma varinha para mim. – O homem assentiu.


- Sim, fui eu mesmo. Tive que fazer com que você apagasse da maneira mais rápido possível, esse quarto estava uma loucura. Mas havia duas garotas aqui, ontem, qual delas exatamente o deixou tão.. ansioso? – Ele tinha visto apenas uma.


- Bom, só sei de uma de cabelos castanhos e..


- Oh sim, ela é Hermione Granger. – E o medibruxo ficou em silêncio o encarando, como se esperasse qualquer reação da parte dele. A única coisa que aconteceu foi ele se lembrar, mais uma vez, do maldito espelho.


- Hum... eu não sei. – O homem de branco pareceu desapontado.


- Esse nome não lhe diz nada? – Ele fez que não com a cabeça. – Certo. Bom, mas foi graças a ela que descobrimos a sua identidade. – E então, pela primeira vez desde que acordara sentiu alguma coisa. Seu coração disparou e percebeu que suas mãos começaram a soar.


- Minha identidade? Er... meu nome?


- Exato. Imagino que esteja ansioso e não vou prolongar isso. O senhor é Blásio Zabine e estava sumido desde o dia dois de maio, quando a guerra acabou. É um aluno regular de Hogwarts e cursou seu sétimo ano, apesar de não termina-lo, como todos os outros. – As batidas em seu peito eram tão fortes que temeu que o medibruxo pudesse tentar fazer com ele dormisse novamente, mas ele não queria. Ele precisava ficara acordado. Durante todos aqueles meses temeu descobrir a verdade, mas agora que a torneira fora aberta, tinha sede, muita sede, em saber tudo o quanto fosse possível.


- E o que mais ela disse?


- Senhor Zabine, o senhor esteve estampado nos jornais durante quase todo o ano. Sua mãe e amigos realmente estavam desesperados em busca do seu paradeiro. Na verdade, sua mãe chegou ainda há pouco. Ela voltou para a cidade que morava quando as buscas foram suspensas. Está muito nervosa e deseja vê-lo imediatamente. Posso deixar que ela entre, e assim, lhe conte tudo que queira saber? – Sua mãe, oh céus! Ele não fazia idéia de quem era, mas se o que o medibruxo dizia era verdade, não era justo faze-la esperar mais.


- Tudo bem. – Então o doutor assentiu e lhe deu as costas saindo do quarto. Ele esfregou as mãos negras em expectativa, e o que pareceu uns cinco minutos se passaram até avistar a porta se abrir mais uma vez e desta vez uma mulher passar por ela.


- Eu sabia! Sabia que estava vivo meu filho! – Ela era também de pele escura, mas um pouco mais clara que a sua. Pelo chapéu, com uma leve renda preta pra cima, ele percebeu que ela tremia completamente. Era uma jovem senhora, com corpo muito magro. Se vestia elegantemente, mas simples, e lutava abertamente contra as lágrimas que escorriam de seus olhos verdes, bem como os dele próprio. E quando ela sorriu meio ao choro, ao se aproximar mais, ele ouviu uma gargalhada, a mesma da suas lembranças. Então soube, aquela gargalhada era dela.


- Eu me esforcei. – Blás tentou sorrir e isso só fez com que sua mãe se jogasse em cima dele e chorasse em seu peito.


- Oh meu amor, sei que sim. Me perdoei por não ter conseguido te encontrar antes. Perdoa meu filho! – Com dificuldade, pegou o rosto dela e a encarou.


- Não sei por que te perdoar. A culpa não foi sua. A senhora Tonks me contou sobre a guerra, a culpa é dela. – A mulher o beijou.


- Agora acabou Blás. Não se lembrou de mim, não é? – E ela parecia lamentar.


- Me desculpe.. eu não consigo me recordar de nada, eu..


- Ainda meu filho. Eu sei que logo tudo vai se ajeitar e você vai se lembrar. Agora você está recebendo os cuidados certos e todos nós estamos aqui para te ajudar. – O moreno assentiu.


- E quem são os outros? – Ela se sentou melhor na cama, limpando o resto das lágrimas no rosto.


- Os que importam realmente são os que estão aí fora. Todos estávamos tão preocupados... Bem, seu amigo de infância Draco Malfoy e a mãe dele, Narcisa. E sua recente namorada, Pansy Parkinson. – A mãe dele sorriu de leve.


- Pansy?! Pam... – Seus olhos ficaram marejados.


- Você se lembra dela meu filho? – A mulher se levantou mais uma vez.


- Acho.. que sim... Ela tem um perfume muito bom e... oh.. eu me lembro dela. Os cabelos curtos.. me deixe vê-la! Por favor! – Chorando a senhora assentiu, deu um beijo na testa dele e saiu. Sim, dela ele se lembrou e soube que o perfume de suas lembranças era o dela. Como era bom se lembrar de algo.


- Blás! – Uma garota, mais magra do que da suas lembranças, entrou correndo pelo quarto e se jogou em cima dele, aos prantos.


- Pam! – Sim, ele sabia. Ela ergueu o rosto e o beijou na boca. Ele retribuiu, agora sabia o quanto sentira falta dela.


- Você se lembra de mim meu amor? – A morena perguntou manhosa, aninhando o rosto no peito dele.


- Claro que sim! Seu perfume jamais saiu do meu pensamento! – Ela voltou a beija-lo e depois que o ar faltou ela se ergueu e sentou perto dele.


- Tive tanto medo de nunca mais te ver.. de te ter perto de mim.


- Estou aqui agora.


- E onde esteve todo esse tempo? – Ela apertava a mão dele com muita força.


- Acho que já te contaram isso Pam. Não me recordo de nada antes da floresta, não sei como fui parar lá. – Ela o olhou preocupada.


- Nem de Draco? – Ele franziu o cenho para ela.


- N.. não.. quer dizer, quando ouço esse nome ele me soa familiar, mas não sei quem é realmente.


- Como você consegue se lembrar de mim e não dele? Quer dizer, estivemos sempre juntos Blás, nós três. – Ele suspirou cansado.


- Eu realmente não sei explicar isso. Até agora as únicas coisas de que me lembrava era de uma gargalhada, que sei ser da minha mãe, seu perfume, cabelos loiros e um espelho, que sei que tem a ver com a aquela garota.. a que esteve aqui.. Hermione?! – Pansy revirou os olhos.


- Claro que teria algo da Granger nessa sua cabeça né?! – E soltou a mão dele.


- O que há? Eu não sei quem ela seja Pam.


- Os cabelos loiros são de Draco, Blás. – Ela desconversou.


- Não podemos falar de Hermione por quê? – Ele sentia que era algo importante falar sobre aquela pessoa.


- Você tem que se importar com coisas mais urgentes, como se lembrar da sua mãe e não dessa sang... aff dessa aí! – Ele ficou intrigado.


- Você ia chama-la de quê?


- Agora é crime dizer essas palavras Blás, mas é o que ela é e pronto.


- Pansy, só você pode me ajudar. Me ajude a lembrar de tudo e todos. Foi essa Hermione que me reconheceu e ela estava muito emocionada. Ela deve gostar de mim e... –Pansy se levantou.


- Que droga Blás. Se lembrar de Draco seria tão mais fácil... Mas que droga! Certo, quer saber quem é Hermione Granger? Ela que te conte. – Ela cruzou os braços emburrada.


- Ei, não fique assim, se não te amasse tanto quanto eu te amo você não seria a única pessoa da qual me recordo. – Ele levantou uma sobrancelha e ela descruzou os braços e deu um leve sorriso.


- Ok seu chato. – Pansy voltou a se aproximar. – Acho que ela está em algum lugar desse hospital, você quer vê-la não é? – Blás afagou o rosto dela.


- Você me disse que ela que tem me contar quem é..


- Não vou mesmo ficar falando de Hermione Granger. – Ela se deitou e mais uma vez o beijou.


 


Sua paciência estava descendo pelo ralo rapidamente. Primeiro a mãe de Blás entrara no quarto e depois de um tempo saíra dizendo que ele se lembrara da namorada e gostaria muito de vê-la. Após uma eternidade Pansy saíra do quarto com cara de quem comeu e não gostou, soltou um “preciso fazer um sacrifício” e sumira corredor afora.


Aparentemente, o amigo nem se quer fazia questão de avista-lo. A mãe sumira com a tia há mais de uma hora e agora ele estava sozinho naquele corredor. Senhora Zabine resolvera voltar para o quarto do filho.


Quando ele virou pela quinta vez no corredor parou no mesmo instante. Pansy voltara, e não estava sozinha. Hermione Granger vinha junto, uns passos mais atrás, de cabeça baixa e parecia que não tinha o visto ainda. Fechou as mãos com força e cerrou os dentes, ela era a última pessoa que gostaria de ver naquele momento.


- Onde está a minha sogra? – Pansy perguntou como se tudo fosse muito normal. Agora Hermione o vira e parecia tão desconfortável quanto ele.


- No quarto. – Não conseguia não olha-la.


- Granger, vou tira-la de lá e você entra. O mediburxo pediu um de cada vez. – E sem se importar com qualquer coisa a morena entrou no quarto batendo a porta.


Agora eles estavam frente a frente, sozinhos, como há muito tempo não estiveram. Hermione tremia e Draco também. Ambos querendo dizer muitas coisas, sem saber ao certo o que falar. A tensão era quase palpável e insuportável.


- Malfoy. – Ela tinha que dizer algo se não explodiria. Dizer o nome dele era como um comprimento e esperava que ele respondesse.


- Granger. – Cuspiu de volta. Os dentes doloridos por causa da pressão deles. – Então Blás quis te ver? – Ela piscou duas vezes antes de responder já que ele puxara assunto com ela, mesmo que de maneira áspera.


- Foi o que a Parkinson me disse. – Sua voz saiu insegura.


- E o que você está fazendo aqui? No hospital? – Draco cruzou os braços a altura do peito, parecia desafia-la. Ela sentia o peito arder de tão rápido batia seu coração. – Afinal, hoje é natal não?


- Doenças não escolhem datas, Malfoy. – Soltou o ar devagar, baixando a cabeça, não queria ter que falar com ele.


- Oh sim, percebo que não. O pobretão sobreviverá? – Ela ergueu o olhar para ele rápida, assustada.


- Como que é? – Ela não entendeu bem o que ele queria dizer com aquilo. Draco deu um passo à frente se aproximando dela.


- O Pobretão, oras. Ele está doente e você, como boa noivinha que é, veio babar em cima. – O sarcasmo e desprezo pingavam de cada palavra que saia da boca do loiro. Hermione começou a sentir raiva por isso, e também deu um passo a frente.


- Quem foi que te disse que Ron está doente? E se for, o que isso lhe diz respeito?


- Nada mesmo não é? Tirando o fato de que isso me obriga a ficar olhando para sua cara e estar na sua presença!


- Pelo que percebo você não cresceu nada nesse último ano, continua sendo um imbecil mimado e infantil! Arrogante! – Draco estava perto o bastante para pegar no braço dela com força e torce-lo um pouco.


- Cuidado com que fala comigo, sangu...


- Cuidado você Malfoy, ou vai preso num piscar de olhos. Agora me solte! – Os olhos dela começaram a marejar, e tinha certeza que ele ouvia seu coração batendo com tanta força.


- Eu não quero te soltar Granger! – O rosto dele estava avermelhado, e ele tremia, muito.


- Como assim? Não quer? – Os dois se encaravam, perto demais.


- Gosto de ver o medo estampado em seu rosto. Isso me satisfaz. – Ele mentiu pra quem quisesse ouvir, inclusive pra ele mesmo. Simplesmente não conseguia solta-la, pois sonhara por tempo demais poder toca-la novamente.


- Malfoy... chega. – Ela não tinha mais nada a dizer. Não queria mesmo que ele a largasse, mas aquilo tudo estava errado.


- Você não perde o hábito de querer mandar em tudo, hum?! De ser aquela que dita a hora de acabar, que determina que chega. – Ele sussurrou para ela. Hermione fechou os olhos, no fundo da sua cabeça pensava em como a anta da Parkisson estava demorando, mas ela não se importava muito.


- Não sou eu quem determina as coisas. – Não se atreveu abrir os olhos, mas sentiu a mão em seu braço afrouxar. Draco estava perdendo completamente o controle e ao ouvi-la tão próxima e vulnerável quase voltou no tempo, em Hogwarts, e se entregou aqueles sentimentos errôneos. Mas quase.. ele não deixaria aquilo acontecer...


- Claro que não. – E se afastou passando as mãos pelo cabelo. Hermione voltou a abrir os olhos. – Deveria ficar com o Pobretão, ele pode não gostar de descobrir você longe dele. – A raiva voltou com toda força em Hermione. Por que ele tinha que ficar falando de Ron o tempo todo?


- Mas que droga Malfoy! Já disse que Ronald não está doente! – Ela quase gritou, o que o assustou e por alguns segundos aquela máscara de desprezo sumira.


- O que está acontecendo aqui? – Pansy enfim abrira a porta e saia em companhia da senhora Zabine.


- Você demorou demais! – Draco disse assim que conseguiu engolir a saliva.


- A culpa foi minha. Blás pareceu se lembrar de algo da infância e não queria quebrar o momento, me desculpem. – A mulher disse sem graça. Ela olhava do loiro para castanha, que arfava e estava vermelha. Tentou entender o que se passava ali.


- Entra logo Granger. – Pansy disse com tédio, já imaginando o que se passara ali. Hermione fez o que ela pediu, até mesmo porque não tinha outra alternativa e fechou a porta delicadamente. – Você não pode nem vê-la hein? Pior, não pode ficar sozinho com ela por menos de cinco minutos? – Ela perguntou ao amigo debochada. Draco pareceu ficar mais nervoso, pois a mãe de Blás o olhava de forma curiosa.


- Cala a boca Pansy, apenas, cale a boca. A culpa é sua! – Deu as costas as mulheres e saiu corredor a fora pisando duro.


 


Parecia que ela estava limpando uma lágrima quando entrou no quarto. Isso o preocupou, mas não soube mensurar por que. Ela parou aos pés da cama e só então o olhou.


- Olá Blás, está melhor hoje? – A voz dela estava tremida e ela parecia muito triste.


- Oi, sim, me desculpe por ontem.. eu não sei o que houve.


- Acho que você só estava confuso demais. Parkinson me disse que gostaria de conversar comigo. – Ela fungou. Ele queria lhe perguntar se estava tudo bem, mas não sabia se estaria sendo invasivo.


- É verdade. Só me lembrei realmente dela e bem.. eu fiquei intrigado com você. – Ela franziu o cenho para ele.


- Intrigado comigo? Como assim?


- Quando estive perdido eu só me lembrava de quatro coisas especificas, e uma delas é um espelho. Quando eu te vi ontem, eu soube que tinha a ver com você. – Hermione sorriu e seus olhos brilharam pela primeira vez desde que entrara naquele hospital, de madrugada.


- Sim! O espelho de comunicação Blás! Foi você mesmo quem fez! – Ela ficara animada e até dera uns passos para mais perto dele na cama.


- Eu? Como assim?


- No final do sexto ano eu te avisei que não voltaria para Hogwarts, que teria que viajar com Harry por causa da guerra, então você enfeitiçou dois espelhos com palavras chaves para que pudéssemos nos comunicar. – Ele tentou se lembrar.


- Éramos tão próximos assim? Quer dizer, me desculpe, mas Pam parece não gostar nada de você. – O sorriso dela sumiu.


- Ela não gosta de mim, nunca gostou. Somos de casas rivais, vocês são da Sonserina e eu da Grifinória. Mas o maior problema é que sou nascida trouxa e vocês todos são sangue puros. – Hermione respirou fundo e ele também.


- Isso eu já entendi, essa coisa toda de sangue puro. A guerra foi por causa disso não é? – Ela deu de ombros.


- De forma geral, sim.


- E Draco? Draco Malfoy? Ele também é seu amigo? Ou pensa como Pansy? – Já que aquele rapaz era tão importante para ele, a ponto de se lembrar de seus cabelos e de todos dizerem que sim, ela devia saber de alguma coisa. Mas a garota ficou muito estranha quando ele mencionou o nome.


- Er.. Blás, não se lembra de nada mesmo? Nada? – Ele tinha que se lembrar! Ele a ajudou tanto, a ajudou na gravidez e no nascimento de sua filha, não poderia contar se ele não se recordasse.


- Eu sinto muito, mas achei que poderia me ajudar com isso. – Ela apertou os olhos com força.


- Ok. Draco Malfoy me odeia, até mais que Pansy. – O moreno coçou a cabeça.


- Por que isso me parece uma mentira? – O que ela dizia não fazia sentindo para ele.


- O quê? Como mentira? Você disse que não se lembra e agora...


- Desculpe. Mas é que eu sinto coisas.. não sei explicar.


- Já conversou com Malfoy?


- Ainda não.


- Então quando conversar vai acreditar, ele mesmo lhe dirá isso. – Ela voltara ficar tão triste como quando entrara.


- E você?


- Eu? Eu o quê? – Ela se afastara da cama apertando as mãos.


- Você o odeia? – Pelo jeito dela ele tinha certeza que não.


- No que isso pode te ajudar afinal? O que importa aqui é você! – Ela realmente estava muito nervosa.


- Eu não quis te constranger. Eu só quero me lembrar das pessoas com quem eu tinha contato, que eram minhas amigas. – Hermione se aproximou mais uma vez.


- Eu ainda sou sua amiga Blás, não duvide. Eu jamais deixaria de ser. Você é uma pessoa muito especial. – Ela lhe sorriu terna e foi inevitável não retribuir.


- Obrigado, Hermione?!


- Você costumava me chamar de Herms.


- Oh! Sim! Acabei de ter uma visão nossa andando abraçados! – Ela gargalhou.


- Sim, você adorava fazer isso quando nos encontrávamos nos corredores de Hogwarts.


- Será que me lembrarei de todos? Tudo? – Pela primeira vez ele colocava em voz alta aquele temor que estivera sentindo desde sempre. Hermione Granger lhe transmitia confiança e conforto, e ele simplesmente não podia evitar.


- Claro que vai! É questão de tempo, você já está se lembrando. Tenha paciência.


- Com licença. – Uma mulher de branco entrou e Hermione logo a reconheceu.


- Aconteceu algo com Elizabeth? – Aquela mulher era a estagiária que estava ajudando cuidar de sua filha.


- Está tudo bem senhorita Granger. É que ela voltou a acordar e nos pediu que a chamasse assim que isso acontecesse. Além do mais, seus amigos estão de volta. – Blás percebeu ela soltar o ar aliviada.  


- Obrigada, eu já estou indo. – A moça apenas acenou com a cabeça e saiu.


- Quem é Elizabeth? – A pergunta saiu antes que pudesse se conter.


- Quero muito que a conheça, mais do que ninguém merece isso Blás. – E os olhos dela marejaram.


- Tudo bem, mas por quê? – Ela riu ao mesmo tempo em que uma lágrima escorria por seu rosto.


- Há exatamente um ano você a ajudou a vir ao mundo. – Ele esbugalhou os olhos verdes.


- Eu? Eu fiz... um parto?!


- Tecnicamente sim. Mas isso é um segredo, ninguém sabe da existência da minha filha.


- O que? Sua filha? – A cabeça dele começou a doer levemente.


- Sim Blás, Elizabeth é minha filha. Entende a sua importância na minha vida? Eu sei que você vai se lembrar, mas enquanto isso me prometa. Prometa que não comentará com ninguém sobre ela! – Ele estava confuso e com dor.


- Tá, ok.


- Prometa mesmo Blás! – Ela estava ficando aflita.


- Eu prometo Hermione, não vou contar nada a ninguém. Mas e seu não lembrar? Eu preciso saber...


- Eu mesma contarei toda a história, mas em outro momento e outro lugar. Dra.. Malfoy deve estar ansioso pra te ver e eu preciso ir ver a minha filha. Depois, descanse tudo bem? – Ela se aproximou mais e lhe deu um breve beijo na testa. Sem se conter ele apertou as mãos dela na suas.


- Você vai voltar não é?


- Claro que voltarei! – Dando um aperto nas mãos unidas ela disse adeus e se foi. Seu maior temor foi infundado, pois Draco não estava no corredor esperando.


 


- Hermione! Me assustei quando não a encontrei aqui. – Harry mal a deixara entrar no quarto e viera para cima dela.


- Calma Harry, ta tudo bem. – Ela olhou para trás do amigo e viu Gina com Eliz nos braços.


- Ela ainda tem um pouco de febre, mas está ótima. Eu trouxe o bolo e a medibruxa já liberou dar um pedacinho para ela. – A ruiva sorriu e Hermione foi até ela sendo encarada pelo amigo de óculos.


 - Obrigada Gina! Me deixe pega-la. – Ela ainda tremia e a amiga percebeu, mas não disse nada.


- Onde você se meteu afinal? Deixar Eliz com um protótipo de enfermeira trouxa?


- Harry! – A ruiva ralhou e Hermione o encarou.


- Ela tinha acordado e se alimentado e então deram mais poção para ela. A coitadinha voltou a dormir. Não achei que pudesse ser errado.


- E não é Hermione, Harry que é um idiota. – Ela se sentou com a filha na cama, que sorriu, apesar de estar com o rostinho branco abatido.


- Só fiquei preocupado, com vocês duas. Esteve com Blás não é? – Ele se sentou no sofazinho do quarto, sendo seguido pela noiva.


- Sim, ele quis me ver.


- Então ele se lembrou de você? – A ruiva parecia alegre com a idéia.


- Infelizmente não. Ele apenas se lembra do espelho. Mas sabe que tem algo a ver comigo, então pediu para conversar comigo. – Harry empurrou os óculos para mais próximo do rosto.


- E como foi o papo?


- Estranho. Quando disse que ele me chamava de Herms, ele teve uma visão de nós dois andando em Hogwarts, mas só isso. Só lembra mesmo é de Pansy Parkinson. – Gina fez cara de nojo e Hermione achou graça.


- E Draco Malfoy? – Harry foi direto.


- Que tem ele? – Ela voltou a encarar o rostinho de Eliz. A menina ainda parecia com sono, por isso achou melhor deita-la na cama e nina-la.


- Se encontrou com ele?


- No corredor. Eu não sabia, mas ele estava na porta do quarto de Blás quando a Parkinson veio me chamar. – Ela acariciava a filha como se fosse a coisa mais imprescindível do mundo. Não queria olhar para os amigos.


- E então, vocês conversaram? – Quem perguntou foi Gina.


- Brigamos. Depois de todo esse tempo, de tudo, nós... brigamos. – E o choro que ela se esforçara tanto em segurar a venceu. Sentia seu corpo todo tomado por ele e foi com satisfação que sentiu os braços da amiga em volta si. Ela apenas a abraçou e não disse nada, como temera que dissesse. Harry, como que por milagre, também ficara calado. Depois de um tempo que ela não fazia idéia qual, ele também se aproximou.


- Não se desgaste tanto assim, não por ele. Por favor. Eliz precisa de você. – E deu um beijo na cabeça dela. Se soltou delicadamente da amiga.


- Obrigada, vocês dois. – Limpou o rosto. – Como conseguiu segurar sua mãe em casa?


- Não foi fácil né? Mas eu disse que não podíamos ter contato com Elizabeth e que além do mais tínhamos que evitar chamar atenção. E também ela está com duas crianças a mais lá em casa. Senhora Tonks esteve lá, mas voltou para o hospital. – O casal voltara a sentar no pequeno sofá.


- Sim, ela esteve aqui mais cedo. Mas ela não está com Blás.


- Deve estar com a irmã. – Aquilo causou um calafrio na espinha de Hermione. Será que ela teria coragem de contar seu segredo para mãe de Draco? Mas ela prometera.


- Como está Ron? – Resolvera mudar de assunto para não surtar.


- Tão calmo quanto ele poderia. Me deu um soco e quebrou meu nariz por saber de tudo e não ter dito antes. Gina deu um jeito no meu machucado. Mas depois disso, acho que ele está mais calmo.


- Não seria uma boa idéia ir conversar com ele, não é? – Tanto Harry quanto a ruiva riram fraco.


- Não mesmo. Acho que pelo menos até o ano novo é melhor você nem passar perto do Ron! – A Weasley caçula disse divertida.


- Alguém mais sabe? – E então o clima ficou estranho. Gina abaixara a cabeça e Harry voltara a apertar os óculos no rosto. – O que houve?


- Hermione... bem.. acho que agora não seja mais segredo para ninguém que você tenha uma filha. – Ela se levantou da cama sentindo todo o cansaço de uma noite em claro e de encontros emocionantes pesar nos ombros.


- Como assim? Diga Gina! – Mas foi Harry quem levantou e se aproximou dela mais uma vez.


- Saiu no Profeta. Alguém, obviamente do hospital, deu a informação. Na manchete algo como “Uma misteriosa filha de Hermione Granger foi internada na noite de natal em estado grave” e por aí vai. – Ela fechou os olhos com força e voltou a se sentar.


- Eu imaginei que isso fosse acontecer, mas não tão rápido. – O amigo lhe apertou o ombro.


- Eles não tem muitas informações, não dizem coisas coerentes.


- O que eles estão supondo? –Agora a ruiva também estava de pé.


- Que você teve essa criança no meio da guerra, que o pai pode ser Ron ou Harry. – Ela falou muito naturalmente, mas Hermione não recebeu tão bem a noticia.


- COMO É QUE É? – Ela berrou, o que acabou por acordar Eliz. A menina chorava a plenos pulmões. Harry a pegou nos braços.


- Calma Hermione!


- Calma? Como vou ter calma? – O moreno embalava a menina que se acalmava gradualmente, por estar acostumada com ele.


- Isso uma hora ia acontecer. – Gina tentou se aproximar, mas Hermione andava de um lado para o outro nervosa demais.


- Não.. não! Isso saiu do meu controle! Não! Não tão rápido! – Ela parecia fora de si.


- Isso nunca esteve no seu controle de verdade!


- O que eu vou dizer? Fazer? – A castanha não parecia mais ali, ela na verdade não parecia se quer ver os amigos a frente, de tão imersa que estava em seus pensamentos. – Adiantar as coisas, é isso que vou fazer!


- Hermione?! Do que está falando? – Um borrão vermelho passou por seus olhos e então ela se lembrou de que não estava sozinha naquele quarto.


- Nada! Eu só... apenas estou nervosa demais. – Se sentou no sofá tentando esconder qualquer coisa. Gina franziu o cenho parecendo desconfiada.


- Acho que.. bom.. como não há muito o que fazer podemos cantar os parabéns para Eliz? Aproveitar que ela está acordada e você se distrai? – Ela respirou fundo e olhou da amiga para o amigo que mais uma vez tentava em vão salvar seus óculos das mãozinhas curiosas da filha.


- Tudo bem.


 


- Seu cabelo não é amarelo. – Blás riu ao dizer isso e ver a cara do rapaz à frente.


- Quê? Como assim?


- É que tenho na cabeça cabelos claros, meio amarelados, e me disseram que devia ser uma lembrança sua. – O outro pareceu compreender.


- Ah sim, pois é. Meus cabelos são loiros, mas são mais claros.


- Então você é Draco Malfoy, meu amigo de infância? – Ele era definitivamente metido. Ostentava um ar de desagrado no rosto muito branco que parecia ficar ainda mais pálido em contraste com toda aquela roupa negra que vestia. Os olhos cinza o fitando, em desafio. Como eles podiam ser amigos?


- Ou o mais próximo disso. Não se lembra de nada mesmo? – Agora ele parecia seriamente frustrado. Se posicionou no mesmo lugar que a tal Hermione ficara, aos pés da cama.


- Não, infelizmente. Só de Pansy e quando falei com Hermione me lembrei de estar com ela em um corredor. Acho que era em Hogwarts. Ela me confirmou isso, além do espelho, claro. – O Malfoy ficou ainda mais sério quando citou o nome daquela moça doce. E agora parecia confuso.


- Espelho? Que espelho? – O moreno coçou a cabeça em dúvida.


- Como te disse eu me recordava de coisas desconexas, como a cor do seu cabelo. Agora sei que cada lembrança tinha uma ligação com alguém. No caso dela foi um espelho. Ela me explicou que no final do ano letivo antes dela viajar, eu fiz um espelho de comunicação, para que pudéssemos entrar em contato um com outro durante esse tempo. Por isso talvez a ligação tão forte dela com um espelho. – Ele disse calmo, mas percebeu que havia algo errado.


- Você fez o quê? – Draco parecia tentar segurar qualquer coisa dentro de si e isso o assustou. – Criou um meio de comunicação com ela? Esteve em contato com Granger durante todos aqueles meses, durante tudo aquilo e simplesmente não me disse nada? É isso mesmo?! – Blás não sabia o que dizer. Parecia que tinha feito algo horrível, mas não fazia idéia do que fosse. Estava assustado.


- Desculpe... eu... não sei. Não disse? Por que não diria? Eu não me lembro nem de ter feito, foi o que ela me contou agora pouco. – Mas o loiro estava nervoso demais. Ele se afastou da cama puxando os cabelos para trás como se assim fosse possível tirar o que o tivesse incomodando de si.


- Então provavelmente você já sabia que ela tinha uma filha! – Ele cuspiu a frase e Blás não era tão bobo assim para não sentir a raiva dele. E se lembrou de que Hermione o dissera para não comentar da filha, que ninguém sabia dela, mas o Malfoy parecia saber.


- Eu... bem...


- VOCÊ SABIA! COMO PÔDE?! – Quando Draco voltou a olha-lo não estava mais pálido e sim vermelho, assim como seus olhos. Parecia que ia chorar, mas não havia lágrimas em seus olhos, apenas... ódio.


- Por favor eu não me lembro! – Ele realmente estava começando a ficar com medo.


- NÃO SE LEMBRA? AGORA É FÁCIL NÃO SE LEMBRAR, NÃO É? SE ESCONDER NESSA MÁSCARA DE DOENTE! PRO INFERNO VOCÊ E SUA MALDITA MEMÓRIA! VOCÊ ME TRAIU SEU INFELIZ! ME TRAIU!


- Draco?! O que pensa que está fazendo?! – Pansy entrara correndo fechando a porta atrás de si. – Ouvi seus berros lá fora! Sorte a senhora Zabine ter ido comprar chá..


- Eu não me importo com porcaria nenhuma, mãe de ninguém! Ele me enganou! – A voz dele saia tremida. Os olhos de Blás estavam arregalados e ele mesmo parecia trêmulo. Pansy se aproximou dele e pegou em suas mãos geladas.


- De que merda está falando Draco? Você está deixando Blás mal!


- Não me importo, ele não se importou comigo quando deveria! – Ele já não gritava mais, mas andava de um lado para outro esfregando as mãos nos cabelos.


- O que você disse a ele Blás? – Ela perguntou calma, já fazendo uma idéia do que Draco estava falando.


- Eu.. er.. eu só mencionei o espelho de Hermione, eu... – Pansy fechou os olhos com força e acariciou o rosto do namorado.


- Você é um idiota mesmo hein amor?


- Não! Você também sabia disso tudo? – O loiro parara de andar de um lado para o outro e agora encarava a morena.


- Eu acabei descobrindo depois de um tempo. Ele não usava muito, a Granger parecia não poder ou querer falar, mas eu descobri.


- E da filha? – Agora ela quem estava assustada.


- Quê? Filha? Draco como soube?


- Bando de traidores, até você Pansy! Eu descobri porque li o jornal. Imaginem, o jornal. PORQUE EU NÃO TENHO A PORRA DE UM AMIGO PRA CONFIAR!


- Senhor Malfoy! O que é isso? – O medibruxo voltara.


- Nada que realmente lhe interessa! Escutem vocês dois. Acabou! Eu te dei casa Pansy quando ninguém nem quis saber de você. Te dei apoio e carinho. _ A menina começara a chorar. – E você? Quando até a sua mãe desistira de te procurar eu continuei te caçando, procurando pistas, pagando pessoas para te achar! E olha só o que recebo em troca? TRAIÇÃO! Vocês todos se merecem!


- Senhor Malfoy peço que se retire imediatamente!


- Não precisa pedir nada seu incompetente, eu não tenho o que fazer mais aqui. Que sua cabeça exploda Zabine e que a merda que sair dela suje seu rostinho fino Parkinson.


Draco saiu daquele quarto sem olhar para trás, ou para os lados. Na verdade ele não estava enxergando nada. Apenas sentia ódio, um imenso ódio.


Depois que deixara Pansy e a mãe de Blás no corredor, após aquele encontro indesejado com Granger, ele resolvera tomar uma água na lanchonete daquela espelunca. Nunca pensou que uma simples água pudesse amargar tanto quanto fel.


No balcão tinha um exemplar do Profeta, com uma foto antiga de Hermione se mexendo desconfortável perto de Potter. Ele se lembrava daquilo, fora no Torneio Tribruxo e muitos apostavam que os dois tinham um caso. E ao lado desta, uma foto um pouco mais recente, dela sorridente ao lado do Weasley. Aquilo definitivamente lhe chamou atenção então resolvera ler o conteúdo.


“Segundo fontes seguras, a nossa heroína de Guerra, Hermione Jane Granger (18) já é mamãe. Sim, de uma menina de um aninho. Agora, quem será o pai?


Senhorita Granger deu entrada nessa madrugada natalina no St Mungus, ao lado de Harry Potter e Ronald Weasley com uma menininha muito doente nos braços. Segundo nossas informações, a coitadinha sofria de uma doença rara e perigosa, típica de bruxos.


Hermione estava desesperada e preocupada em salvar a vida da filha e por isso não se preocupou em estar revelando um segredo escondido durante todo esse tempo.


A garotinha já está fora de perigo e até amanhã sai do hospital. Mas o que não ficou claro é quem seja o pai dela. As informações constam que ela tem cerca de um ano, o que nos leva crer que nasceu durante a guerra. Quem poderia ser o genitor então? Como sabemos Hermione esteve na estrada com seus amigos Harry e Ronald em busca das já famosas Horcrux de Voldemort. O que mais eles estariam fazendo hein?


Aguardemos um pronunciamento em breve deles sobre esse furo de reportagem.


E, como um furo é pouco, temos noticias de que Blás Zabine fora encontrado e também está internado no St. Mungus. Acompanhe todos os detalhes desse caso nas páginas 7,8 e 9.


Rita Skeeter”


Ele mal acreditava que conseguira ler toda aquela reportagem nojenta. Ela tivera uma filha, UMA FILHA. Como? Por quê? E durante aquela maldita guerra! Ela fora estúpida suficiente para ter um bebê em tais condições.


E ela fora dele, a primeira vez, fora dele. Como se sentia sujo! Apenas abrira espaço para que outros a desfrutassem mais e melhor e ainda a engravidassem! O quanto idiota ele poderia ser?


E o pior de tudo! Seus amigos sabiam! Sempre souberam e nunca lhe disseram uma palavra! Como puderam fazer aquilo com ele? Engana-lo daquele jeito!?


Quando percebeu estava parado no meio do hall do hospital com algumas pessoas o olhando. De longe ouviu a voz da mãe o chamando, mas não queria ter que lhe dar com ela.


Saiu o mais rápido que podia dali e conseguiu alcançar uma área onde era possível aparatar. E foi isso que ele fez.


 


Como prometido, Elizabeth recebeu alta no dia seguinte e para evitar a imprensa e os curiosos que Hermione já sabia estar a aguardando no hall do hospital, sendo contidos por uns aurores amigos de Harry, ela teve permissão de usar a lareira particular do diretor geral. Foi para o Largo Grimauld e da soleira da porta aparatou para sua casa, lá seria o único lugar que teria paz.


Já era 29 de dezembro e continuava fechada em seu quarto. Sabia o que tinha que fazer, mas ainda não sabia como. Eliz estava mais enjoada do que nunca por causa de dentes que resolveram nascer ao mesmo tempo e aquilo a deixava ainda mais ansiosa. Alguém bateu na porta e ela pediu que entrasse.


- Oi Hermione. – Era sua mãe. Quando voltou para casa encontrou os pais sentados na sala com feições preocupadas. Eles a encheram de perguntas sobre onde ela estava e o que havia acontecido. Aquilo aqueceu seu coração, mas logo que tiveram todas as informações que desejavam voltaram ao estado frio de antes. Então ela preferia ficar quieta em seu quarto.


- Olá mãe, quer se sentar? – A mulher assentiu e se acomodou aos pés da cama.


- O que ela tem? – Jane apontou para Eliz que estava sendo embalada por Hermione e resmungava sonolenta.


- São os dentinhos. Estão nascendo mais dois de uma vez.


- Oh sim, isso é mesmo terrível. – E elas ficaram em silêncio por algum tempo, tempo suficiente para Elizabeth dormir.


- Você quer me falar alguma coisa? – Hermione resolveu perguntar colocando a filha no berço ao lado de sua cama.


- Sim..er.. na verdade eu vim te perguntar o que vai fazer no ano novo, mas agora eu gostaria de saber outra coisa. – A castanha voltou a se sentar e encarou a mãe.


- O que quer saber?


- Você nunca nos contou como essa menina foi gerada, menos ainda quem é o pai dela. Sei que eu e Jon andamos meio distantes e confusos, não estamos sendo bons pais. Mas estou ficando cada vez mais preocupada com toda essa situação. Você é tão jovem e já tem uma filha e parece que está levando tudo isso sozinha. – Ela respirou fundo e fechou os olhos. Afinal ela devia aquilo aos pais, ou para sua mãe, já que era ela quem estava interessada.


- Bem, Eliz não foi algo planejado, simplesmente aconteceu. Foi durante a guerra que ela nasceu e foi tudo muito difícil. Na verdade.. eu perdi outro filho. Eu tive um casal de gêmeos, mas o menino.. ele.. morreu. – Falar aquilo doeu demais e lágrimas silenciosas escorreram por seu rosto. Sua mãe se aproximou mais e pegou em sua mão.


- Sinto muito por isso, eu não sabia dessa parte.


- Tento evitar contar, não é todo mundo que sabe.


- Mas por que o pai dela não é presente? Pelo que eu entendi não é nem o Harry e o Ronald?! – Hermione fez que não com a cabeça.


- E não é nenhum dos dois mesmo. Foi um caso de amor rápido que tive ainda na escola. E em um momento de loucura eu... me entreguei completamente. – Quando mais nova, porque para Hermione era como se ela fosse muito velha, sonhara em como contaria para sua mãe suas primeiras experiências e como morreria de vergonha. Mas nada na vida dela era como ela sonhava, e contar aquilo para a senhora Granger estava sendo menos emocionante do que fofocar besteiras com Gina.


- Oh! E onde ele está? Não quis se responsabilizar?


- Não! Ele não sabe de Eliz.. Quer dizer, a essas alturas ele já deve estar sabendo, porque saiu na porcaria do jornal, mas não faz idéia de que seja filha dele. – Hermione fechou os olhos cansada e se recostou nos travesseiros.


- Como assim? Você não contou?


- Não. Olha é muito complicado. Existem preconceitos, os mesmos que deram inicio a guerra, que separam as pessoas, que dificultam suas vidas. Ele está tentando reconstruir a vida dele e não posso aparecer com uma filha do nada. – Sua mãe se levantou exaltada.


- Como do nada? Vocês dois fizeram essa filha, ele além de obrigação tem o direito de participar da vida dela! – A castanha a olhou exausta em ter que explicar seus motivos mais uma vez.


- Ele pode fazer apenas duas coisas. Renegar Elizabeth até ela ter noção do que isso significa ou querer toma-la de mim. Nenhuma das opções me agrada. – Jane a encarou assustada.


- Renegar? Tomar? O que quer dizer com isso?


- Exatamente o que disse. As coisas precisam ficar do jeito que estão.


- Como espera criar uma filha sozinha? – A mulher voltou a se sentar.


- Eu... já tenho alguns planos mãe, não se preocupe. Você disse que veio aqui para falar sobre o ano novo. – A senhora Granger demonstrou não gostar da mudança de assunto, mas resolveu não falar mais, ainda não se sentia a vontade o suficiente com a filha.


- É, o que você vai fazer na passagem de ano?


- Eu vou para uma, er, um hotel. – Ela hesitou e isso chamou atenção de sua mãe.


- Hotel? Com seus amigos?


- É. – Não sabia mentir e não ia mentir, por isso foi monossilábica. Talvez isso tenha sido entendido errado por Jane que se levantou emburrada.


- Você é quem sabe. Eu e seu pai vamos para Paris. Se quiser ir apenas nos avise antes do dia 31. Eu preciso sair agora. – Então ela abriu a porta e saiu do quarto. Hermione sentiu o peito queimar junto com os olhos. Parecia que nunca mais teria seus pais de volta em sua vida.


 


No dia 30 de dezembro Blás recebeu alta. Ele tinha começado ter flashes de sua vida, mas nada muito concreto. O certo é que ele ficara muito preocupado e assustado com a reação de Draco Malfoy, que nunca mais voltara para vê-lo.


Pansy explicou eu linhas gerais o motivo de toda aquela explosão, e ele mesmo deu razão ao loiro por sua raiva. Se tivesse ocorrido o contrário ele também se sentiria traído.


Sem muitas opções, ele foi com sua mãe e Pam para um apartamento que senhora Zabine mantinha em Londres. Ele não queria ir para Itália, tudo que ele queria era poder se lembrar.


Hermione lhe mandara uma coruja perguntando se podia visita-lo antes do ano novo, e como ele não via problema nisso, marcou com ela na tarde do dia 31. Ela acabara de chegar e trouxera sua filha. Pansy se trancara no quarto revoltada e sua mãe preparava o aparelho de chá.


- Ela é uma menina muito linda, Hermione. – A garotinha o olhava do colo da mãe curiosa.


- Sim! Eu também acho. Uma pena não se lembrar ainda. Mas o importante que agora você a conhece. – A castanha acariciou os cabelos ainda mais claros da filha.


- Senhorita Granger, quer dizer então que meu filho ajudou no parto dessa pequena? – Senhora Zabine voltara a sala servindo chá.


- Exatamente. Se não fosse ele eu acho que nem conseguiria levar a gravidez até o fim. – Hermione se sentia constrangida em dizer aquilo.


- Me sinto orgulhosa por ele!


- Ele merece.


- Imagino como você deve estar se sentindo com todo o assédio da imprensa a cerca desse assunto. Ainda mais com tantas especulações. – A mulher a olhou enquanto tomava chá e ela ficou ainda mais sem graça.


- Mãe! Por favor! – Blás percebeu o clima.


- Falei algo que não devia? – Ela continuava encarando Hermione.


- Não senhora, tudo bem. Eu tento não perder meu tempo preocupada com as curiosidades alheias na verdade. Eu tenho muito o que fazer, como cuidar da minha filha, ao contrário de ficar me consumindo com isso. – Ela deu um pequeno sorriso.


- E você está certa, faço o mesmo quando lembram de mim e começam a falar dos meus casamentos e falecidos maridos. Essas pessoas parecem que não tem vida própria não é?


- Mãe, acho que Hermione gostaria de conversar comigo, tudo bem? – A mulher o olhou e se levantou sorrindo.


- Claro! Claro! Como sou sem educação. Com licença. – E assim ela saiu da sala do espaçoso apartamento.


- Não precisava expulsa-la Blás. – Mas ela estava se sentindo muito aliviada pela saída da mulher. Colocou Elizabeth sentada entre eles no sofá.


- Minha mãe não tem noção. Eu me lembrei de algumas coisas com você que não quero que ela ouça também. – Hermione o olhou interessada.


- Do que você se lembrou?


- Que eu já fui apaixonado por você! Mas você gostava de outro. -  Ela sentiu o rosto queimar de vergonha.


- Blás.. eu..


- Se acalme. Eu tenho certeza do meu amor pela Pansy agora. Mas recordei de algumas coisas e de quem você gostava. – De tantas coisas para ele se lembrar, porque lembrar daquilo?


- Hum, tem certeza disso?


- Claro. Mas não se preocupe, eu não vou falar nada, pois já percebi que esse é um assunto muito complexo. – Ela coçou a cabeça preocupada.


- Lembrou-se de mais alguma coisa?


- Não exatamente, mas liguei os pontos. Sei quem é o pai dela e Pam acabou me confirmando depois. – Hermione arregalou os olhos.


- Pansy Parkinson sabe dessa história?


- Sim, ela contou que me ajudou com as instruções sobre a gravidez, mas ela tem tanto interesse em contar para ele quanto você. Se o que quer é manter segredo, fique tranqüila. – Ela tremia.


- É realmente melhor assim. Bem, eu vim aqui por um motivo. Batizei Eliz no começo de dezembro. Harry éo padrinho dela, porque, não há como não ser, e se pudesse ser dois você seria o outro. Acontece que desejo que saiba que você é o padrinho de coração e direito dela, por favor, se considere assim! – Blás deu um belo sorriso a ela, daqueles que estivera com tanta saudade.


- Obrigado Hermione, eu realmente me sinto muito honrado com a sua consideração.


- Nós, eu e Elizabeth, que temos a honra de sermos suas amigas e poder contar com você. – A garotinha sorriu e até esticou os bracinhos para o moreno como se fosse para atestar o que a mãe estava dizendo. Ele a pegou no colo e se sentiu imensamente feliz e com mais vontade ainda de poder se lembrar de tudo.


 


 


A despeito do frio que fazia no último dia do ano, ele estava apenas com a calça de pijama. Olhava pela janela a neve cair lenta e deixar tudo branco e cinza. As cobertas enroladas ao pé da cama só davam sinal do seu estado de espírito. A única coisa boa naqueles dias fora receber uma coruja de Astória, o que de qualquer forma, no fim, poderia ser ruim também.


- Draco! Por favor me deixe entrar! – A voz de sua mãe já o estava irritando profundamente, e só por isso ele acenou com a varinha, da cama mesmo, e fez com que a porta se abrisse.


- Por que você apenas não me deixa em paz?! – Narcisa suspirou e sentou perto das pernas dele.


- Porque sou sua mãe e jamais vou te deixar, ainda mais assim. Quando é que você vai me contar o que está acontecendo? Desde aquele dia no hospital você surtou! Pediu que Pansy se retirasse daqui, o que é um absurdo! E..


- Absurdo foi o que ela fez comigo. – Ele respondeu com tédio.


- O quê? O que de tão ruim ela e Blás lhe fizeram? – Draco levantou da cama e sentiu um choque bom quando as solas dos pés tocaram no chão gelado de seu quarto. Foi até a janela.


- Mãe, por favor, eu não preciso que saiba de tudo, apenas respeite meus sentimentos.


- Mas, meu filho! Você está vegetando neste quarto desde o natal! Deve ser algo sério! Eu não posso simplesmente não me importar. – O loiro se virou para ela e olhou. Narcisa se sentiu muito aflita, nunca avistara o filho tão triste. Já o vira muito raivoso, revoltado, irônico, mas nunca tão apático.


- São muitas coisas, série de acontecimentos que tiveram suas conseqüências. Eu.. eu só estou muito chocado ou tocado com tudo e posso garantir que em breve me recupero. Mas, eu sou humano apesar de tudo e por incrível que pareça, tenho sentimentos. – Então abaixou os olhos. Não viu quando sua mãe se levantou e foi até ele. Apenas a sentiu o abraçando.


- Querido, nunca duvidei que você não tivesse sentimentos, apenas... tudo bem. Vou respeitar seu momento. Acontece que Astória enviou um recado dizendo que vem à hora do chá, você sabia disso? – Draco se soltou do carinho da mãe.


- Sim, ela me avisou ontem, devia ter te comunicado. – Se sentou na cama.


- Pois é, ainda bem que ela é uma moça educada. De qualquer forma já são quase cinco horas e acho melhor você se recompor para recebe-la.


Desceu as escadas lentamente. Agora que estava devidamente vestido é que sentia frio. Talvez fosse tempo de sair daquela Mansão. Seu pai não ficaria muito feliz em saber desse pensamento, mas quem está em Azkaban pode fazer muito pouco.


Quando entrou na sala de chá, Astória estava normal outra vez, bem diferente do natal. Os cabelos castanhos com pequenos cachos nas pontas, com botas de cano alto negras, e um cartigã azul com detalhes de preto. Ela deu um pequeno sorriso quando o viu.


- Oi Draco. – Ela se levantou e ele a abraçou.


- Fico muito feliz que você tenha vindo. Sente-se. – E assim eles fizeram.


- Acho que é o que precisamos. Mas, sua mãe já me serviu o chá, está ótimo, sirva-se. – Ela mesma tomou mais um gole de sua xícara, o loiro fez o que ela sugeriu.


- E a passagem de ano? – Draco perguntou mais para puxar assunto.


- Vou para Irlanda encontrar uns primos. Eu e Dafne pegaremos uma chave de portal às dez da noite.


- Hum.. – Ele não tinha gostado muito da resposta, mas não é como se tivesse um convite maravilhoso para oferece-la.


- E você?


- Devo ficar por aqui mesmo.


- Pansy me escreveu falando sobre Blás. Fiquei muito feliz. Mas ela me disse que vocês brigaram. – Mais um pouco e a xícara quebraria por causa da força com que a colocou no pires em cima da mesinha.


- Astória, você não veio aqui para falar de Pansy ou Blás, não é?


- Calma Draco, eu não sabia que era assunto proibido. Mas suspeito que esse assunto tenha tudo a ver com o com que eu vim tratar com você. – Ele franziu o cenho já suspeitando que não gostaria nada daquele diálogo.


- Como assim?


- Hermione Granger. – Foi tudo que ela disse e então ele passou a mão nos cabelos tentando se conter.


- O que tem ela?


- É isso que desejo saber Draco. Tudo depende disso. Eu preciso saber. – O loiro a olhou por um tempo. Sentia a respiração alterada. Ele não sabia o que dizer, pior, se queria dizer.


- Astória... o que quer que eu diga?


- A verdade, a história, o que houve.


- Não vejo como isso possa fazer diferença entre nós. – Então a castanha o olhou com um ar de frustração. Parecia que a qualquer momento ela se levantaria e iria embora.


- Se você não é capaz de perceber a importância de esclarecer isso, não vale a pena a minha tentativa Draco. E sendo assim, eu te desejo um feliz ano novo e quem sabe nos vemos em Hogwarts. – Ela suspirou e por fim se moveu. Saiu da poltrona e pegou a bolsa no sofá ao lado.


- Tudo bem. – Draco segurou em sua mão quando ela passava por ele para sair da sala. Então ela voltou e sentou mais uma vez.


- Quando estiver pronto.


- Não sei se estou pronto, e se em algum momento ficarei, mas se é isso que você quer. Uma noite, pouco depois de eu ser marcado, Granger me encontrou muito machucado. Nunca soube seu motivo, mas ela me ajudou com os ferimentos e febre. Na verdade, eu nem me lembrava disso, até o dia que ela cuspiu isso na minha cara.


- Como assim não sabia? – Draco se remexeu no assento. Era muito difícil se lembrar de tudo aquilo que parecia ter anos que havia acontecido.


- Eu estava delirando e depois desmaiei. Granger chamou Blás para ajuda-la e até o dia que ela me contou tudo eu acreditei que ele era quem tinha me ajudado. Ele a prendeu num Voto Perpetuo que a proibia de contar a quem quer que fosse sobre eu ser um Comensal da Morte. Depois disso, a gente foi se aproximando de alguma maneira doentia, e, num momento de fraqueza de ambos nos beijamos. Dali para a frente tudo saiu do controle. Até o dia que o amorzinho dela quase morreu. – Draco teve vontade de vomitar ao se lembrar do dia que Hermione brigara com ele nos jardins gelados de Hogwarts. As palavras dela ainda ressoavam em sua mente.


- Amorzinho dela? – Astória parecia realmente confusa.


- Ronald Weasley. Lembra quando ele foi envenenado? Pois é. Granger é muita coisa, menos burra. Sacou que tinha sido eu e quase me matou.


- Você quis matar o Weasley?! – Agora ela parecia assustada.


- Não foi esse o caso. Foi um acidente o hidromel parar na boca do pobretão. Todos sabem que a minha missão era matar Dumbledore. – Draco disse com tédio fingido e a menina soltou o ar pela boca.


- Sim, claro. E depois?


- E depois nada. Acabou. – Mas ele não disse isso a olhando nos olhos e ela percebeu.


- Acabou? Pode ter acabado a relação secreta de vocês. – Ela estava incrivelmente calma como costumava ficar. Draco desconfiava as vezes que ela era mais velha do que ele mesmo.


- Astória? O que isso quer dizer?


- Você sabe muito bem. Você a ama de uma maneira tão forte e louca que te dói. Soube que ela tem um bebê e está doente com isso. Não vê mais possibilidade de poder ficar com ela. – Ele se levantou tentando não explodir, mas estava impossível.


- Como você pode dizer essas coisas? Você não sabe nada, de nada! – Astória continuou impassível.


- Acho que quem não sabe é você Draco. São tantos sentimentos ai dentro, que você mal consegue reconhecer o que sente. Olhe só, eu já disse uma vez e vou dizer novamente, eu amo você, demais. E, eu gostaria muito ficar com você, e seguir a minha vida ao seu lado...


- Isso é possível, por favor... – Ele a olhou desesperado.


- Talvez seja, mas preciso que faça uma coisa antes. Preciso que olhe para si mesmo, calmamente, e entenda o que sente. Descubra se, apesar de amar uma pessoa que não pode ficar com você, seja capaz de ser feliz com outra. Se quer realmente isso. E aí sim, quando você se resolver podemos nos resolver. – Draco se ajoelhou aos pés dela com os olhos marejados.


- Astória por favor, entenda. Nada disso é necessário! Eu realmente quero estar com você, eu.. eu..


- Não! Não fale isso! Não minta! Você não me ama e sabe disso. Eu preciso ir. – Parecia que ela ia chorar e não queria que ele visse. Se desvencilhou rápido dele e antes de deixar a saleta se voltou mais uma vez. – Por favor, pense nisso tudo que te falei. Volto no fim de janeiro.


Draco, encolhido no chão, fez o que estivera evitando desde aquele dia na Floresta Proibida onde percebeu que havia morrido um tanto depois dos acontecimentos da Páscoa. Draco Malfoy chorou.


 


 

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 3

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Scarlett em 17/06/2012

Aiiiii,

essa fic é muito boa ainda bem q vai ter sugunda temporada \o/

o Draco dessa fic acaba comigo, serio msm!!!
Mas quem ta me matando é vc Brenda, ele tem d saber da Eliz e nao pode ficar com a Astoria (nada contra ela, Ainda...) mas ele é da Mih, ne!!!!

E ainda tem o Zabine (louca por sonserino eu, disfarça) ele ta lindo d mais na fic....

Aiai ai, quero muito o epilogo... Mais nova fan rsrsrsr

Bjo!!!

 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por M R C em 14/06/2012

brenda me matando do coração...
na boa, prendi até a respiração na hora de ler o reencontro do draco no hospital com a mione...

engraçado que conforme eu ia lendo a cena, eu pensava " meu deus ele nao pode nem encontrar com ela que fica assim" e logo na cena seguinte a pansy fala algo parecido ! hahahahaha

eu achei o capítulo maravilhoso e percebi nele uma importância muito maior no Blás do que eu já havia notado...ele é a chave de tudo que une o draco e a mione, considerando que foi por causa dele que eles dois se pegaram na festa trouxa....interessante ele lembrar aos poucos dos acontecimentos....será que ainda no epílogo desta temporada ele vai lembrar e revelar sobre a pegação dos dois no tal baile?

quero muito ver a cena de draco vendo a eliz....tipooo....altas emoçoes ! hahahaha      


mas mas mas...autora queridaaa to com saudadeee deles dois juntos como casalll ! hahahaha
essa fic tem uma das histórias mais apaixonantes deles...justamente por ser muito próxima a realidade dos livros ...ui ui ui!!

feliz pelo capítulo maravilhoso! obrigada!

ansiosa sempre pelos próximo !
beijos          

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Larii Malfoy em 11/06/2012

Parece mentira que já é o ultimo =/

Adoro a Mel haha! Menininha esperta! :D

O que dizer dessa amizade entre a Mione e o Harry,simplesmente perfeita,acho que você captou a essencia real da amizade deles :)

Será que Andromeda vai dar bandeira e contar pra alguém?

Vixeeee fedeu pra Hermione hein! O mundo ficou sabendo antes de ela saber que o mundo sabia,deu pra entender? Haha

Draco explodiu,adoreeeeeeeeeeei! Sério,fez bem ele botar toda a marra dele pra fora ;)

Blás todo tapado deixou escapar meia verdade pro Draco,que nem se tocou ainda,que Eliz poderia ser filha dele tsc tsc

Ah,a Hermione tem que contar pra ele logo,poxa..tô ficando com dó dele e da Eliz,pq Ela tem direito de conhecer o pai NE.

Estou muito emocionada com o final da fic,apesar de ter outra,sei que não vai ser tão longa igual essa,mas pelo menos me consola..Adorei cada capitulozinho dessa historia,ela é encantadora,realmente!

Obrigada,Brenda,por compartilhar essa idéia! E também me aturar no chat do face haha :,)

Até o epílogo! :(

Beijos ;*

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.