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9. Capítulo IX


Fic: Harry Potter e a Wendelin Phoenix.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Noite de 13 de setembro de 2002, Casa dos Mackenzie, Londres
 


Ela simplesmente adorava sextas-feiras treze. Elas lhe pareciam tão... atrativas. Só de ouvir falar em sexta-feira treze ela já se sentia seduzida pela data.


“Devia ser feriado”, pensou sorrindo enquanto terminava de se aprontar.


Sua ‘missão’ finalmente rendera frutos. É claro que foi agir tardiamente, mas como diz o ditado: antes tarde do que nunca. O fato é que ela não fazia idéia de como seduzir um homem que nunca vira nem ouvira falar antes, um homem que parecia ser tão sério e de uma personalidade tão dura. Antiquado, diria.


No entanto, era hilariante saber que por trás de toda aquela aproximação, não havia nada além de interesses. Claro que não parara para pensar, até ali, que podia estar brincando com os sentimentos dele. “Não, ele não tem cara de quem se apaixona fácil assim”, negou a hipótese.


Ele era um rapaz bonito, charmoso e tinha vinte e seis anos. A idade de seu irmão do meio, Aaron.


Ethan, aos 29, casara sem nenhum capricho. Simplesmente chegou em casa dizendo que casara num cartório. “Sem graça”, ela revirou os olhos ao lembrar. E, no dia anterior, devolveu a forma curvilínea perfeita de Brittany. Ele, não; o bebê que nasceu.


“Como pode nascer tanta criança de uma só vez?”, perguntou-se. E pôs-se a contar... Dois de Amy e Aaron – Sean e Gwen; uma de Draco e Gina – Sarah; uma de Rony e Lilá – Reese; uma de Luna e Blaise – Charlotte; dois de Fred – Mark e Ryan; uma de Jorge – Alexis; dois de Gui e Fleur – Sophie e Thierry; duas de Isabella e Olívio – Phoebe e Mischa; e uma de Ethan e Brittany – Sienna.


Até então, treze. Sabia que não parava por aí.


“Talvez esse pessoal resolva dar uma pausa na procriação”, ela parecia torcer por isso. Ela gostava de festa, e com criança pequena em casa, os amigos não podiam farrear, certo?


Ah, e ainda tinha Carlinhos e Deborah, que resolveram juntar os trapos sem casar, exatamente como fizeram Rony e Lilá, e estavam ‘grávidos’ de quatro meses. Vinha aí outro menino para os Weasley: Jared.


Então, eram quatorze. Suspirou.


Olhou-se no espelho. Estava ótima a roupa. Conferiu o relógio de pulso: 19h49. Ele estaria ali em poucos instantes.


- Scott Olivier... – ela murmurou de forma sedutora para si mesma. Riu ao pensar em como tudo começara, no dia em que se esbarrara com ele por acaso, sem intenção alguma numa cafeteria e ele se ofereceu para lhe pagar uma bebida. “Nada criativo. Todo mundo vai a uma cafeteria agora”, ela pensou.


Já fazia seis meses.


Ela nem o reconhecera. Somente quando ele se identificou. “Coincidências acontecem, afinal”, riu. Não, ela não acreditava em destino.


“No mundo bruxo tudo se cruza, Liah. Devia estar acostumada com isso”, lembrou-se das sábias palavras de Amy.


- Ela tem razão – concordou num sussurro quase inaudível.


- Liah, tem um rapaz te esperando na sala – a Sra. Mackenzie disse enquanto abria a porta e sua cabeça aparecia.


- Estou indo. Obrigada, mamãe – e viu a mãe sumir e a porta fechar-se novamente.


Analisou-se pela última vez no espelho dos pés a cabeça. Se tinha que seduzir o rapaz e lhe arrancar algo, faria bem feito.


Até ali não conseguira nada que não sabia. Era frustrante ter que levar aquilo adiante, mas ela até estava gostando daquele joguinho.


Sorriu com escárnio. Não que ele fosse motivo de chacota, mas ela sempre gostara de seduzir garotos. Seu esporte favorito.


- Liah? – sua mãe chamou novamente, desta vez sem abrir a porta.


- Estou aqui! – ela se apressou em sair do quarto e caminhar para a sala atrás de sua mãe.


- Não me contou que estava saindo com um rapaz, Liah.


- Não é bem o que parece, mamãe.


- É claro, querida – a Sra. Mackenzie sorriu. – É um rapaz muito bonito. E educado.


- Certo, mãe. Deixe que ele mesmo faça sua média – Liah revirou os olhos. “As mães sempre entendem tudo errado!” – Olá!


- Boa noite, Liah – ele cumprimentou-a beijando as costas de sua mão. – Está divina – elogiou. – Não que não o seja por natureza, mas hoje está ainda mais bela.


O sorriso de Liah morreu. Era mesmo ele?


- Eu... hum... obrigada – agradeceu com um sorriso amarelo.


“Desconcertante, no mínimo”, ignorou o pensamento.


- Eu vou deixar vocês a sós... – começou a Sra. Mackenzie.


- Não, mãe. Não precisa! Nós já estamos de saída, não é, Olivier?


- Sim, temos reserva para as 20h30.


- Ah, claro. Tudo bem – assentiu. – Divirtam-se, então!


Seguiram em silêncio todo o percurso até o restaurante. Liah estava nervosa, ansiosa, preocupada... Ela era uma verdadeira mistura de sentimentos ruins. Nefastos, trágicos, no mínimo. E se o feitiço tivesse virado contra a feiticeira? E se ele tivesse desconfiado de algo? Ela não aceitava perder. E ela iria até o fim.


Claro que ele a chamara para sair, ele se ofereceu para buscá-la, ele estava sendo um perfeito cavalheiro, ele não cansava de elogiá-la... E tudo aquilo era tão suspeito, não era? E com razão! Resolveu que aquela noite ela seria o cordeiro inocente.


- Gosta do lugar? – ele perguntou ao notar que ela estava olhando à sua volta após sentar-se.


- Gosto. É bastante convidativo – ela assentiu.


- Eu não conhecia antes de o Harry me apresentar – Scott contou. – É claro, alguém tinha que me apresentar. Uau, como isso soou idiota! – ele riu e Liah acompanhou. – Desde que passamos a trabalhar juntos, tornou-se nosso lugar de reunião, almoços e jantares.


- É um lugar agradável, sossegado. Imagino que seja por isso, não?


- Também. Ele não gosta muito de ficar sob os holofotes – o moreno comentou. – Ele é um cara bastante pacato apesar de tudo.


Liah apenas assentiu.


- Você é cunhada de Amy, não é?


- Achei que já tivesse me perguntado isso.


- Não é bem uma pergunta. É quase uma afirmação – ele riu.


- Ah! Amy é quase uma irmã para mim.


- Engraçado, esse status é o que quase todos – que a conhecem, evidentemente – a colocam.


- Não, somente os mais íntimos. Eu acho que é muito pelo jeito dela, sabe? Ela é sempre muito expansiva, amiga...


- Harry fala muito a respeito dela. Sabe, eu também tenho certa simpatia por ela.


- Não é difícil alguém simpatizar com Amy Taylor Mackenzie – Liah sorriu.


- Antes Vector, depois Black e agora Mackenzie – Scott completou. – Sendo filha de quem é, não me surpreende que seja essa pessoa...


- Você também é fã de Sirius Black?


- Oras, eu trabalho com Harry Potter! O que esperava?


- Ele fala muito a respeito, então.


- Eu cresci ouvindo falar de Black. A história dele, a fidelidade que mantinha com os Potter... É algo que não se vê mais por aí.


- Então os Potter também te fascinam?


- Não sei se é bem esta a palavra. Acho que foi uma perda terrível para o mundo bruxo a morte deles. E nem imagino como deve ter sido – e ser – para o Harry crescer sem os pais.


- Lílian Evans era uma mulher fantástica, pelo que dizem. Inteligente ao extremo! – Liah comentou. – E nascida trouxa! – assinalou.


- Eu, pessoalmente, acho uma besteira isso de ser nascido trouxa ou não. No final das contas, todos são educados da mesma maneira na mesma escola.


- Eu concordo em gênero, número e grau com você – ela sorriu, triunfante, mas tratou de disfarçar. Estava chegando aonde queria, mas sabia que deveria prosseguir com cautela dali por diante. – Acho um absurdo o que a tal da Parkinson tem proposto...


- Não acho que ela vá obter muito sucesso em suas propostas. O ministro não parece nem um pouco satisfeito com a repercussão que essa história está tendo. Se ela continuar com isso, corre um sério risco de se dar muito mal dentro do Ministério.


- Eu não tenho certeza se ela se importa com isso.


- Ela não se importa com isso – Scott acentuou. – E só vai parar quando conseguir o que quer.


- Que é...? – Liah estimulou.


- Ela quer eliminar todos os que não forem sangues-puros da sociedade bruxa, e isso não é novidade para ninguém. Não tem medido esforços em sua luta, mesmo sem aliados.


- Sem aliados?


- É, ninguém concorda com as idéias malucas dela! Pudera, não é? – Scott soltou uma risada sem humor. – Mas acho que ela está tentando manipular aqueles que têm mais poder e influência no Ministério para fazer com que suas propostas sejam aceitas.


- Você fala de Harry Potter? – Liah indagou. – Sim, porque não é segredo para ninguém que ele é o braço direito de Gérard Glenn.


- Harry não gosta dela. Ele não diz os motivos, mas eu suponho que ela tenha tentado influenciá-lo – Scott murmurou. – É esperado esse tipo de coisa vindo dela. Não me surpreenderia se um dia ele me confidenciasse algo do gênero.


“Acho que é suficiente por enquanto”, ela pensou.


- Eu também não – concordou, por fim. – Mas não viemos jantar para falar disso, certo?


Scott sorriu.


- De fato.


- Então... Você não é daqui, é? – ela mudou de assunto bruscamente.


Ele negou com um aceno.


- Bulgária.


- Interessante. O país do famoso Vítor Krum!


- É, eu tenho algum parentesco com ele. Meu pai é primo do avô dele.


- Uau, é sério? – Liah perguntou, entusiasmada.


O moreno apenas sorriu e concordou. A noite seria agradável...




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Tarde de 18 de fevereiro de 2003, Academia de Aurores, Oslo, Noruega



 Estava no meio de uma demonstração quando sua aula foi interrompida.


- Com licença, Srta. Granger – Irina se aproximou. – Há uma moça aguardando para falar com você ao final da aula.


- Obrigada, Irina. Avise que eu só vou terminar aqui e irei falar com ela.


- Sim, senhora. – e a recepcionista se afastou.


- Desculpem, pessoal! Vou começar de novo, ok? – ela estava dando aulas à turma mais nova da Academia. Era uma turma menos expansiva que a anterior, mas ela estava conseguindo deixá-los à vontade.


A aula terminou tão rápido quanto ela pode perceber. E logo ela estava caminhando rumo à recepção.


- Srta. Granger? – uma voz desconhecida e feminina chamou por ela assim que ela adentrou o cubículo.


Hermione levantou os olhos na direção em que a voz chamara. Uma mulher de cabelos lisos e compridos, pele alva e roupas discretas – calça jeans, camisa de linho gola rulê cinza e botas pretas – se colocara de pé. Os óculos escuros no alto da cabeça servindo de arco para a cortina negra de cabelos. Hermione se aproximou desconfiada. Nunca vira aquela mulher em sua vida.


Os olhos azuis intensos da mulher cintilaram ao observar o seu rosto por detrás dos óculos de grau. “Algum defeito essa mulher tinha que ter, não é?”, Hermione pensou. Sim, a beleza dela era estonteante.


- Sim, sou eu – Hermione assentiu.


- É um prazer conhecê-la. Meu nome é Rhina Nielsen – estendeu a mão para cumprimentá-la, ao que Hermione retribuiu o gesto, apertando-a.


- Hermione Granger – murmurou em resposta. – Irina disse que gostaria de falar comigo, estou certa?


- Certíssima. Será que podemos...?


Antes que ela concluísse a frase, Hermione já captara em seus pensamentos.


- É claro. Até terça, Irina – despediu-se da recepcionista e virou-se para Rhina. – Venha, conversaremos a caminho do estacionamento.


- Claro – assentiu Rhina. – Obrigada, Irina.


- Por nada, Srta. Nielsen.


Hermione caminhou ao lado da mulher sem olhá-la por alguns instantes.


- Deve estar curiosa sobre a minha visita inesperada, não?


- Muito – Hermione assentiu.


- Então não vou prolongar muito.


- Preferível assim – uma pausa. – Desculpe, eu não costumo ser rude desse jeito. Perdoe-me.


- Não se preocupe. É chato ser abordada de surpresa por alguém que você não conhece, sei como é isso. Passei exatamente pelo que você vai passar agora – Rhina apaziguou.


- E de que estamos falando? – Hermione soou gentil desta vez.


- Eu estive acompanhando o seu trabalho na Academia de Aurores e recebi críticas fantásticas quanto ao seu desempenho. E, devo dizer, achei surpreendente ao vê-la pessoalmente. É exatamente o tipo de mulher que procuramos.


- Desculpe, eu não estou entendendo.


- Eu sou sócia de uma empresa que muitos julgam fantasma pelo simples fato de não termos um produto comercial. A verdade é que o nosso produto comercial é o nosso próprio trabalho. Temos sede em vários países da Europa, nos Estados Unidos, Canadá, Brasil e Japão. Somos todas mulheres, cerca de trezentas.


- Parece interessante, mas ainda não sei aonde quer chegar.


- E com tantas críticas ao seu favor, estamos dispostas a lhe oferecer uma grande quantia em dinheiro para juntar-se a nós – Rhina continuou.


- Não me interesso por grandes quantias, apenas pelo trabalho quando digno.


Rhina deu um meio sorriso malicioso ao ouvir a última palavra. Seria difícil, mas não impossível. Começou a reunir seus argumentos.


- Não sei se é um trabalho digno o que fazemos, mas muitas vezes é justo.


Hermione ergueu uma sobrancelha, desconfiada.


- Sei que deve estar pensando em prostituição, mas não passa nem perto do que somos. Eu poderia te levar até a nossa sede para que você conheça as outras e...


- Não, obrigada.


- Na verdade, não precisa ser agora. Estamos ocupadas com uma confraternização numa cafeteria aqui perto, mas se quiser comparecer...


- Diga-me o que vocês fazem e só – Hermione foi direta.


- Nós matamos pessoas, Granger.


Hermione abriu a boca e balbuciou sem produzir som algum. Sentiu o coração acelerar e prendeu a respiração.


- Você está me dizendo que é uma serial killer e espera que eu me junte a vocês? – Hermione indagou exasperada quando conseguiu unir forças.


- Eu não sou uma serial killer. Nem eu nem as outras garotas – Rhina replicou, séria. – Somos assassinas de aluguel.


- Ah, claro! Grande diferença, não é? – Hermione fez uma careta.


- Acredite, não fazemos por mal, nem mesmo por dinheiro.


- Ah, então você vai me dizer que pesquisam exatamente as vítimas que mandam vocês pegarem para ver a conduta delas? Se for um mau caráter, bala nele; se não for, vocês não aceitam a proposta?


- Não, eu não vou dizer isso. Se agíssemos assim, não seríamos assassinas de aluguel. Seria mais fácil sair matando todos os bandidos espalhados pelo mundo afora sem esperar que nos fosse mandado o serviço.


- Ok, façamos o seguinte. Você vai embora e eu finjo que nunca te vi e que nunca tivemos essa conversa, certo? – Hermione procurou se acalmar.


- Estou fazendo apenas uma proposta. Você aceita se você quiser. Eu só esperava que uma mulher forte e decidida como você soubesse escutar tudo o que eu tenho a dizer antes de me confrontar.


- Proposta indecente, não acha? Vocês deveriam estar todas presas – ou mortas!


- Eu vou fingir que não ouvi esse último comentário – Rhina ergueu uma sobrancelha, um ar sombrio apossando-se de si. – Vai me ouvir? Se preferir, eu volto num outro dia...


- Não! – Hermione adiantou-se. – Eu vou à cafeteria com você e nós conversamos. Eu só quero sair daqui.


A idéia de estar num estacionamento deserto com uma psicopata não a agradava nem um pouco.


- Eu não vou te matar, Granger. Nós não matamos mulheres – ela riu e tirou o cabelo comprido que insistia em cair sobre o rosto, jogando-o para trás. – Não as mulheres em que estamos interessadas.


Hermione deu um sorriso sarcástico.


- Você vai ou não vai à cafeteria?


- Eu disse que ia, não disse? – Hermione fez agressiva.


- Já está pegando o espírito da coisa – o tom de Rhina transbordava escárnio.


Hermione não sabia aonde a outra queria chegar, mas queria acreditar que aquilo não passava de uma brincadeira de mau gosto. Talvez tivesse alguma surpresa aguardando por ela na cafeteria, coisa de Chad ou de seus alunos, quem sabe...


Ela entrou no carro e deu partida.


- Está de carro? – perguntou à Rhina.


- Na verdade, eu tenho outros meios – e ela apontou a moto.


- Ahn, claro. Então eu você vai à frente. Estarei logo atrás.


E logo ela estava seguindo Rhina Nielsen. Não andaram muito. Estacionou o carro e saiu sem pegar bolsa ou qualquer outra coisa. Apenas as chaves do carro iam à sua mão. Atravessou a rua e caminhou até o lugar onde Rhina parara a moto. Não era bem uma moto. Era uma verdadeira máquina!


Não deram uma palavra e adentraram o cubículo aquecido pelo ar açucarado.


- Rhina! – algumas vozes chamaram.


- Finalmente, hã? – uma mulher de cabelos castanhos ondulados, olhos extremamente verdes e lábios carnudos se aproximou. – Hum, e trouxe uma amiga – Hermione viu o sorriso malicioso se crispar em seus lábios.


“Definitivamente, não é uma surpresa do Chad”, pensou desesperada. Estava no meio de um grupo em vantagem de assassinas profissionais.


- Esta é Hermione Granger, a instrutora de quem lhes falei – Rhina contou para as que se aproximava, curiosas.


Os olhos castanhos de Hermione se moveram ansiosamente pelo aposento, analisando cada uma das mulheres. Todas eram de uma beleza estonteante. Sentiu-se ligeiramente lisonjeada ao lembrar que Rhina comentara...


“É exatamente o tipo de mulher que procuramos”, ela dissera.


Se ela se referisse ao que estava imaginando, certamente teria elogiado a sua beleza e a comparado com a beleza das outras ali presentes.


- Hum, então é nossa mais nova companheira, suponho? – fez a morena de olhos verdes. – Anastásia Kroc – ela se apresentou. – Me chame de Ana.


- Ana, ela não está conosco – Rhina começou.


- Mas ela é perfeita! – uma ruiva se aproximou. – O que é preciso para convencê-la, querida? – ela dirigiu-se a Hermione desta vez.


- Talvez devêssemos provar que somos pessoas normais – murmurou uma loira atrás da ruiva. – Frida, ela não parece disposta a juntar-se a nós, por mais perfeita que seja... Ela acha que nós matamos por dinheiro. Ou seria por prazer? – ela sorriu sombriamente.


- Desculpe, eu não... – Hermione começou.


- Não se preocupe. Eu pensava exatamente como você antes de... Você sabe – a ruiva que Hermione supôs ser Frida murmurou. – Sente-se conosco, sinta-se em casa.


- Eu não... – novamente Hermione parou no meio da frase. – Eu tenho que ir para casa, minha filha...


- Ela é casada? – a loira indagou à Rhina. – Você não procurou saber?


- Não! Não, eu não sou casada! – foi a própria Hermione quem respondeu.


- Tem uma filha, entretanto – a loira continuou. – Não mantém nenhum tipo de relação com algum homem?


“Isso depende”, Hermione pensou sabendo que não deveria responder.


- Não interessa – a loira interrompeu seus pensamentos. – Você não vai comentar nada, pelo que vejo.


Aquela mulher era assustadora. Hermione teve certeza de que ela lia claramente os seus pensamentos. Fechou a mente como boa Mangid que era.


- Alecia Sax – a loira apresentou-se. – Eu realmente espero que se junte a nós. Acredite, não matamos por dinheiro ou por prazer, como deve imaginar. Fazemos isso por opção, todavia. Poderíamos facilmente seguir a carreira de modelo e estar desfilando passarelas mundo afora.


Hermione automaticamente concordou em seu inconsciente.


- Nós somos contratadas para fazer o serviço que outras mulheres não têm coragem de fazer. Normalmente alguns cafajestes, outras vezes alguns vagabundos e, outras tantas, criminosos. Em sua maioria, homens – ela continuou. – Pode não fazer sentido, mas nós não costumamos procurar saber de quem se trata a vítima. Quando a encontramos, deduzimos, simplesmente.


“É loucura, só pode ser”, Hermione pensou.


- Não vou entrar em detalhes. É melhor que você pense e depois nos procure – Alecia acrescentou. – Rhina, dê a ela nosso cartão com o endereço e o telefone da sede – e ela deu as costas. – Ah, foi um prazer conhecê-la, Granger – e andou para o balcão. – Janet, uma boa dose de conhaque, se não se importa! – pediu e pôs-se a conversar com outras mulheres que ficaram sentadas em volta do balcão.


- Está aqui – Rhina estendeu um cartão. – Pode procurar por uma de nós, ou eu ou Alecia. Somos as mais fáceis de encontrar por aqui – explicou. – Você tem até o final do mês.


E a própria Rhina se afastou com Frida e Anastásia, as cortinas de cabelo balançando até o final das costas.


Hermione se virou e saiu do lugar. Sua cabeça era uma grande massa de confusão. O que era aquilo, afinal? Não era brincadeira, tinha certeza. Muito menos uma piada de mau gosto.


Foi até o carro e ligou-o, saindo o mais rápido que pôde dali. O cartão ficou ali, na porta do carro, esquecido.


Não foi difícil deduzir o porquê de todas serem belíssimas.


“Em sua maioria, homens”, foi o que Alecia Sax dissera.


Elas seduziam para, então, matar. Estremeceu com o pensamento. É claro que sabia manusear armas, mesmo as de fogo, embora nunca tivesse matado alguém. Provavelmente sentir-se-ia um monstro se carregasse uma morte nas costas.


Resolveu que não iria para casa agora. Fez a volta e pegou a estrada. Iria dar uma volta, esfriar a cabeça. Riu ao perceber que sua vida tornara-se uma caixinha de surpresa nos últimos tempos.


Chad. Foi o primeiro nome que surgiu em sua mente. Pensou então em como a convivência com ele era terrivelmente fácil. E gostosa.


Ela já não sabia que nome dar à relação que mantinham. Não eram namorados, não eram apenas amigos. E o que eram, então? Amantes?


Fazia dez meses desde o primeiro incidente...
 


Chegara do trabalho exausta. Tomou um banho e, ainda de toalha, saiu do banheiro. Chad estava ali, deitado em sua cama, ninando Chloe. Esta estava sonolenta, mas ainda acordada.


- Chad! – ela murmurou, surpresa.


- Desculpe, ela pediu para eu ficar com ela. Estávamos conversando e ela ficou com sono – ele explicou. – Se quiser eu posso sair...


- Não, não! Sem problemas – Hermione garantiu enquanto abria a porta do armário. Pegou uma camisa social branca.


Ela simplesmente adorava dormir de camisa social, um pequeno short e meias. Sentia-se extremamente confortável, e acordava como se tivesse tido uma noite maravilhosa ao lado do homem de sua vida. Repreendeu-se por tal pensamento e sorriu, ruborizando.


- Está corando? – Chad indagou.


- Não, é besteira – ela enrubesceu ainda mais.


Chad riu e balançou a cabeça negativamente, baixando os olhos em seguida para Chloe. Hermione voltou para o banheiro e vestiu-se. Saiu despreocupada; Chad a via assim com certa freqüência, então não havia motivos para constrangimentos. Ela esfregava a toalha no cabelo molhado quando voltou ao quarto.


- Cheirosa – ele elogiou. – Eu pensei que fosse apenas dormir.


- E eu vou. Não posso dormir cheirosa? – ela brincou.


- É claro que pode.


- Ela dormiu?


- Acho que sim – ele avaliou a respiração constante e profunda de Chloe. – Com certeza – sorriu.


- Daria um bom pai – Hermione sussurrou.


- Talvez – ele analisou. – Essa camisa é sua? – ele perguntou.


Hermione olhou para baixo.


- Está mais comprida que o normal, não é? – ela notou.


- Acho que andaram colocando minhas camisas em suas coisas, Mione – Chad assentiu, rindo.


O mais discretamente que pôde, Hermione cheirou a gola. Estava cheirando a roupa lavada, mas ainda assim podia sentir o cheiro dele.


- É, é sua – ela concluiu. – Se importa...?


- Não, sem problemas.


- Bem, então melhor dormirmos. Eu estou exausta e amanhã o meu dia começa cedo.


- Só o seu? – ele ergueu uma sobrancelha e se levantou, aproximando-se dela. – Boa noite, Mione.


- Boa noite, Chad – ela murmurou e ficou na ponta dos pés para lhe dar um beijo no rosto.


- Chad – Chloe despertou e chamou.


Chad virou o rosto e Hermione acabou por lhe beijar os lábios. Chad virou-se para encarar Hermione, que sorriu envergonhada.


- Desculpe – sua voz soou quase inaudível.


- Chad! – Chloe chamou novamente.


- Diga, princesa – Chad sentou-se na cama.


- Pode dormir aqui comigo hoje? – ela pediu.


Chad olhou para Hermione, ambos surpresos.


- Não se preocupe comigo, eu durmo no quarto de Chloe – Hermione assegurou.


- Tudo bem, então – ele disse para Chloe, deitando-se ao lado da pequena. – Boa noite, Mione – de novo – ele riu.


- Boa noite, Chloe. Mamãe te ama. – e beijou a testa da filha. – Boa noite – de novo –, Chad! – ela sorriu e deu um selinho nele.


E seguiu para o quarto em frente ao seu, deitando na cama da pequena Chloe e ligando a luminária para ler um livro até que o sono chegasse. Sono não era exaustão, afinal! Mas antes que pudesse se concentrar, pensou na inocência do gesto... do “beijo” que se repetira por duas vezes. Primeiro acidentalmente, depois propositalmente.


Balançou a cabeça afastando tais pensamentos. Desligou a luminária e virou-se para dormir.
 


Ali fora só o começo. Chloe agora era ainda mais próxima de Chad. Não o considerava um pai, mas um padrasto ao menos. Era a figura paterna que tinha, a única além de seu avô. A relação dos três naquele apartamento foi se tornando cada vez mais “família”, por assim dizer.


A experiência que se seguiu, um mês após a anterior, foi algo que ela não esperava. E, no mínimo, constrangedora.
 


- Eu preciso arrumar um marido até amanhã à noite! – ela murmurou exasperada.


- Como é a história? – Chad indagou. Eles estavam no trabalho.


- Aquele jantar do qual eu lhe falei, lembra? Com as minhas primas.


- Ah, com a Ashley e a Hilary?


- Exatamente. Elas me avisaram agora que é um encontro de casais e eu, bom, seria a única solteira da história toda.


- Mas você não disse que a Hilary estava solteira?


- E ela está. Mas é inteligente e conhece gente o suficiente para forjar um namoro.


- E Ashley?


- Casada, esqueceu? E grávida – Hermione revirou os olhos.


- Então não vá – ele sugeriu.


- Eu não posso! Confirmei presença – ela murmurou. – A menos que...


E um sorriso se iluminou em seu rosto. Chad entendeu na hora.


- Ah, não mesmo, Hermione Jane Granger! – ele balançou a cabeça freneticamente.


- Por favor?! – ela se ajoelhou à sua frente, as palmas das mãos coladas e os dedos entrelaçados como se fosse rezar. Ela abriu a boca para argumentar, mas antes que dissesse qualquer coisa, Chad se rendeu.


- Ok, mas você vai ficar me devendo essa!
 


Ele concordara. Hermione riu. Foi a noite mais engraçada de sua vida. Depois disso, ela resolveu dar uma chance a ele. Dar uma chance a si mesma. E há oito meses aquela chance estava em vigor.
 


- Olá! – ele cumprimentou ao chegar em casa.


Pôs as chaves do carro e uma pasta sobre a mesa e deu um selinho nela. Cumprimentavam-se assim, despediam-se assim. E eram apenas amigos.


- Chloe não está em casa? – ele indagou.


- É dia de noitada na escola, esqueceu? – ela riu.


- Verdade! Eu pensei que você não fosse deixar ela ir, afinal...


- Ela tem idade suficiente. E eu posso ser uma mãe coruja, mas tenho direito a um descanso – ela comentou. – E não vejo por que não dar esse crédito a ela. O pessoal lá é bastante competente e todas as outras crianças vão também...


- Você estava lá até agora, não foi? – Chad brincou.


- Estava – ela admitiu. – Você sabe que não é fácil assim, não é? Minha bebê nunca dormiu fora de casa. E ela só tem três anos!


- Por que a deixou ir, então?


- Eu acho melhor não falarmos disso, ou eu irei até lá e a trarei para casa.


Chad riu.


- Eu vou tomar banho – anunciou.


E ele foi. Não muito depois, despediram-se e cada um foi para seu respectivo quarto. Ela simplesmente não conseguia dormir. Levantou-se e saiu do quarto. A porta do de Chad estava fechada. Ela seguiu para sala. Ligou a televisão, foi à cozinha, pegou um copo com água e um pote de doce de leite com uma colher, sentou-se no sofá e ficou ali.


- Assaltando a geladeira? – ele apareceu indo até a cozinha.


- Não consigo dormir.


- Imaginei que não fosse sossegar. Sorte a sua amanhã ser sábado.


- É. E você, o que faz acordado?


- Vim beber água – ele respondeu simploriamente, mostrando o copo que tinha em mãos. – Quer companhia?


- Não seria má idéia – ela comentou. – Mas você está cansado. Eu não quero incomodar.


- Relaxe – e ele sentou-se ao seu lado no sofá. – Minha camisa? – perguntou a ela.


- Na verdade, já nem sei se é sua ou se é minha. Estava no meu armário – ela deu um meio sorriso, cheirando a gola. – É, é sua.


Ela pegou uma generosa colher de doce de leite e levou à boca.


- Quer? – indagou.


- Parece bom, mas não.


Ela se aproximou dele, descansando a cabeça em seu ombro.


- Carente? Isso tudo é falta da pequena?


- Talvez – ela sorriu e fechou os olhos.


- Você está cansada, Mione – ele murmurou.


Hermione então ergueu o rosto para ele. Estavam muito próximos.


- Eu não quero dormir – disse pausadamente. Seus olhos nos olhos dele.


O silêncio se estendeu. Nenhum dos dois ousou quebrar o contato visual. Após alguns minutos, Hermione deixou que os seus olhos vagassem até a boca dele, entreaberta em sinal de surpresa. Ela hesitou, mas permitiu aproximar-se o suficiente para tocar seus lábios nos dele. Nenhuma objeção. Ele simplesmente levara a mão ao rosto dela e correspondera.
 


Mordeu o lábio inferior com a lembrança. No dia seguinte acordara mais cedo e fora buscar Chloe na escola. Desde então, ela e Chad permitiam-se algumas recaídas, mas não era compromisso. Nem mesmo tinha um nome para a relação que mantinham, certo?


Espantou aqueles pensamentos e outro nome surgiu em sua mente. Liah.


A amiga lhe enviara algumas cartas no último ano. Cartas que Liah, provavelmente, respondera assim que recebera as que ela enviara. A coruja saberia como encontrá-la, afinal. Na primeira das cartas, uma coisa deixara Hermione curiosa. Liah citara por alto que encontrara uma antiga amiga sua. Nada de nomes, no entanto.


Em sua resposta, pedira nomes. E Liah lhe dera: Amy.


Não fora necessário o sobrenome para que ela se lembrasse. Um flash invadiu a sua mente e ela lembrou-se da amiga-irmã que mantinha na época da escola – e mesmo quando a amiga deixara a escola. Unha e carne, elas eram. Viu um filme passar em seus pensamentos, os abraços, as palavras amigas... Pedira o endereço de Amy à Liah, e novamente Liah lhe dera sem procurar saber os motivos. Não dissera de onde a conhecia. Mas isso não importava. Ela só queria entrar em contato com Amy.


Quando recebeu a resposta, sentiu os olhos arderem em lágrimas involuntariamente. Saudade. A palavra não se repetia apenas na carta várias e várias vezes, mas se traduzia no sentimento que tinha em seu peito.


Amy questionara onde ela estava agora. Exatamente como Liah fizera várias e várias vezes. Hermione gostaria de responder, mas sabia que não podia. Não sabia <i>por que</i> não podia, mas sempre vinha algo em sua mente lembrando que ela deveria manter segredo sobre si. E elas pararam de insistir.


Ela sabia que iria reencontrá-las algum dia, e isso bastava.


Deixou seus devaneios por um instante e resolveu que era hora de voltar para casa. Não queria deixar Chad nem Chloe preocupados.




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Os dias se passaram. Dez dias desde o encontro com Rhina Nielsen. Ela estava convicta de sua resposta. Não.


Era uma sexta-feira nublada, o último dia do mês. Seu prazo acabara. Ela não tinha aula às sextas na Academia de Aurores, somente às terças e quartas, então seguiu direto do trabalho para o endereço que Rhina Nielsen lhe dera.


Hoje saíra mais tarde que o normal. Já estava anoitecendo. Chad saíra mais cedo para uma reunião de negócios e fora pegar Chloe na escola. Ela permanecera no Ministério.


A rua do Ministério era deserta, como de costume. Aquele dia, no entanto, havia uma mulher andando por ali. Bonita, mas simples, recoberta de casacos e uma mochila sobre os ombros. Não devia ter mais do que dezoito anos. Hermione entrou no carro e deu partida. Estava pronta para seguir seu caminho, terminar de uma vez por todas com aquela história de “assassina de aluguel potencial” e ir para casa quando viu um homem caminhando apressado em direção à garota. O retrovisor do carro mostrava mais: havia mais dois vindo na direção oposta.


Engoliu em seco. Seria ela a única testemunha? O que estava para acontecer ali? Ela concentrou-se nos pensamentos deles. Sentiu um bolo se formar em sua garganta e saltou do carro.


O mais silenciosamente que pôde, andou em direção ao primeiro e o abordou por trás, puxando seu braço e torcendo-o nas costas.


- Você não vai fazer nada com ela – murmurou em seu ouvido e deu uma coronhada em sua nuca. O homem caiu no chão, desacordado. – Idiota mau caráter – sibilou.


Levantou os olhos para os outros dois. Andou em direção a eles. Eles se aproximavam a cada segundo... Ao passar por entre eles, sentiu os olhos de um deles sobre si. Fingiu não perceber e continuou seu caminho. Já afastada alguns metros, voltou silenciosamente por trás deles.


“Idiotas, nem perceberam que o amigo deles já era”, ela sorriu maliciosamente.


Sem mais, ergueu as mãos para os rostos deles.


- Como vão, rapazes? – indagou, sua voz suave, sedutora.


Antes que eles pudessem se virar, ela bateu as cabeças de ambos com força, deixando-os atordoados. Um deles reagiu rapidamente e ela deu um soco eu seu rosto e empurrou a cabeça do outro contra o seu joelho. Sabia que logo eles reagiriam e não hesitou. Antes de perceber o que fazia e pudesse refrear o ato, suas mãos já estavam erguidas na direção deles.


Ela piscou e baixou os olhos. Lá estavam eles, no chão, os olhos vidrados e uma expressão de choque. Estavam mortos.


Ela arregalou os olhos e prendeu a respiração. Então viu a menina-mulher se aproximar.


- O que houve aqui? – indagou.


- Esses homens, eles iam te pegar – Hermione resumiu, ainda em choque.


- Você está bem? – a menina insistiu.


- Eu é quem devia estar perguntando.


- Por acaso pareço morta? – a menina indagou com escárnio.


- Eu salvo a sua vida e você me trata como motivo de chacota?


- Desculpe – ela baixou os olhos.


- Para onde você estava indo?


- Holbergsgate – respondeu.


Hermione analisou-a brevemente. Coincidência?


- Estou indo para lá. Quer uma carona?


- Acho que sim. Pelo visto, não é seguro andar por aqui sozinha.


- Não é mesmo. Principalmente a essa hora.


E elas caminharam até o carro. Hermione deu uma última olhada nos corpos.


- Bem, nem pude me apresentar... – ela começou. – Renée Heigl. E você é...?


- Hermione Granger – e então entrou no carro.


- Hum – Renée assentiu.


Elas seguiram em silêncio. Ao chegarem ao lugar, Hermione se deu conta de que era um hotel.


- Está hospedada aqui? – indagou à Renée.


- Não. Eu pensei que você estava. Eu vou para aquele prédio ali – apontou.


Hermione puxou o cartão do bolso.


- Ah, você vai visitar Rhina ou Alecia?


- Você as conhece?


- Sim. Estou indo me reunir a elas. Talvez não gostem muito do que eu tenho a dizer, mas se você for comigo, acho que vai aliviar a minha barra.


Ela não entendia do que Renée estava falando, mas as duas saíram juntas e subiram de elevador até o 26º andar.


- E então, como foi? – a voz de Alecia Sax era clara às costas delas.


- Missão abortada.


- Como assim? – a expressão da loira endureceu.


- O que houve? – Rhina apareceu. – Ora, ora, se não é Hermione Granger! – voltou-se para ela.


- Olá, Rhina – Hermione cumprimentou.


- Ah, é você... – Alecia voltou sua atenção para Hermione. – Trouxe uma resposta, imagino.


- Acho melhor vocês ouvirem o que a menina tem a dizer. Aparentemente é importante, não? – supôs. – Continue, Renée. Agora eu estou curiosa, afinal, não sabia que fazia parte disso.


- Eu estava exatamente no lugar certo, na hora certa, mas Hermione apareceu e... – ela pausou. – Quando eu vi, um deles já estava no chão e ela parecia bastante concentrada nos outros dois. Me aproximei e eles estavam...


- Você os matou? – Alecia virou-se para Hermione, sugestiva e, aparentemente, surpresa.


- Foi o instinto. Eu vi o que eles pretendiam fazer e briguei com eles. Derrubei um e matei outros dois.


- Uau, então é mais competente do que imaginei – Rhina exclamou. – Mas nada de adiar. Você tem uma resposta para nos dar, não é? – instigou.


Hermione engoliu em seco.


- E então? – Alecia estimulou.


- Eu já tenho dois assassinatos nas costas, não é? – Hermione suspirou. Incrivelmente, agora ela entendia o que aquelas mulheres faziam. Aqueles homens de quem tirara a vida não eram dignos de tê-las, não depois de tirar a vida de tantas moças. – Acho que a resposta é sim.


- Eu estou realmente satisfeita, Hermione – Alecia murmurou triunfante.

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