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15. Quando ela voltou ao normal


Fic: Além do fraternal Novo cap on 05-08-2013 - ATUALIZADA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Batidas fortes na porta do banheiro a alertaram. Confusa ela respondeu:

_Quem é?

_Sou eu Hermione! Está se esquecendo das horas? _devolveu uma voz feminina
esganiçada.

Ainda confusa, Hermione insistiu:

_Eu... Quem?

_Gina! Hermione, anda logo!

Gina? Gina Weasley? Mas o que ela estava... “Ah! Sim”, lembrou-se de que Gina era sua madrinha de casamento. “Mas eu a odeio! Não odeio?” indagou a si mesma, sem sucesso.

Sentindo-se derrotada, ela voltou para baixo do chuveiro e tomou um banho rápido. Em seguida, cobriu-se com um roupão felpudo. Limpou a pia do banheiro e certificou-se de que seu nariz já não sangrava mais. Ao sair do local, deparou-se com uma jovem alta e ruiva que a encarava com o rosto bastante avermelhado, talvez pelo calor ou pelo excesso de blush.

_Hermione você tem noção das horas?

_Eu me distraí no banho...

_Ok, ok! Como sua madrinha tenho a missão de ajudar você a ficar
deslumbrante hoje, mas você precisa colaborar!

Gina apontou a cadeira em frente á penteadeira e Hermione sentou-se sem maiores questionamentos.

_A cabelereira chega em quinze minutos. _ a ruiva dizia, enquanto passava um pente de madeira no cabelo molhado da outra. _ Como está se sentindo?

Hermione hesitou. Estava nervosa e confusa, triste e sem rumo. Estava se sentindo culpada. Como pôde se esquecer dele? Ele deveria estar odiando aquele casamento, ela odiaria no lugar dele! Como ele estaria se sentindo? Foi muito cruel da parte dela convidá-lo para ser padrinho!

_Hermione?

_Onde está o Harry? _ disparou a morena.

Gina parou o movimento que fazia com a escova de cabelo.

_Não sei, quando cheguei ele não estava em casa. Aliás, você não me falou que ele viria para o casamento.

Hermione sentiu a tensão da outra e percebeu que contornar a situação seria inútil. Tentando manter o controle ela diz em um tom de voz cauteloso:

_Ele é o meu padrinho e acho que ele irá entrar com você na igreja.

_Acha?

_Tenho certeza. _não, não tinha.

Gina voltou a penteá-la, dizendo:

_Se isso acontecesse há vários anos atrás eu provavelmente estaria em pânico agora. _ ela sorriu enigmática. _ Mas, o tempo passa não é? Ele está namorando?

_Acho que não. _ era um desejo pessoal, pensou a noiva.

_Bom, mesmo se estivesse, eu estou casada e muito bem casada.

As palavras foram proferidas pela ruiva com um certo rancor que não passou desapercebido por Hermione. Mas, naquele momento, aquilo não era importante. Precisava colocar suas ideias em ordem, precisava organizar seus sentimentos, precisava organizar sua vida! Precisava ficar sozinha para que pudesse se decidir ou ao menos tentar entender o que havia acontecido e quais seriam seus próximos passos. No entanto, Gina parecia firme na ideia de auxiliar a amiga a se preparar para o casamento.

_Sabe, no meu casamento eu também fiquei nervosa. _ ela ia dizendo, mais para si mesma do que para a outra. _ Ficava pensando se Adam seria o homem certo... _Seu olhar vagou por um momento, parecia estar avaliando algo dentro de si mesma. _ Mas hoje percebo que tomei a decisão certa. Mesmo sendo nova, claro! Não me arrependo, pelo contrário. Adam e Jessie são tudo para mim.

“Jessie...Adam...?” Um desespero ameaçador começava a tomar conta de Hermione. Se esforçou para lembrar quem eram essas duas pessoas que se tornaram tão importantes para Gina. Após um esforço considerável, ela se lembrou daquela tarde de primavera quando a amiga a procurou em casa para anunciar que estava grávida. Gina tinha 21 anos e seu namoro com Adam Phillip, um colega de classe da faculdade, não era oficial. Na verdade, os dois viviam um relacionamento aberto. Uma noite insana resultou em uma bela garotinha de olhos muito azuis - herdados do pai – e um cabelo liso vermelho que parecia queimar quando em contato com o Sol – herdado da mãe -. Jessie foi, sem dúvida, um marco na vida agitada, regada a bebidas e vários homens de Gina Weasley. Em poucos meses, ela se casou com Adam e, como o casamento foi um tanto “forçado” pelos pais da jovem, no início as brigas eram constantes. Com o passar do tempo, ambos amadureceram, assim como os sentimentos e, atualmente, eram profundamente apaixonados um pelo outro. Jessie era a cerejinha desse bolo. E a afilhada de Hermione. E a dama de honra do casamento que estava marcado para aquele sábado há mais de um ano!

_Jessie está tão animada! _ Gina a trouxe de volta de seus pensamentos. _ Tagarelou a noite toda, demorou para dormir devido a ansiedade.

_Ela vai ficar linda... _ disse Hermione com um sorriso distante. _ Tudo vai ficar lindo... Todos...

Fechou os olhos por um breve momento, visualizando Harry vestido no smoking que ela mesma escolheu. “Realça seus olhos!” ela disse assim que ele saiu do provador, vestindo a peça. Como não reparou no semblante triste dele? Como não viu o olhar distante dele? Como pôde ser tão insensível? “Ah Harry! Me perdoa!” pensou enquanto uma lágrima rolava em seu rosto. Isso não ficou oculto à Gina que perguntou:

_O que foi Hermione? _ sua voz era baixa e carregada de preocupação. Quem diria? Há alguns anos atrás Hermione nunca imaginaria uma cena dessas.

_Não é nada... É... Emoção!

Gina parou de escovar o cabelo dela e se colocou na sua frente, cruzando os braços. Ficou em silencio por um tempo, até dizer em um sussurro:

_É ele, não é?

Hermione abriu os olhos assustada e tentou convence-la do contrário, mas a ruiva não se deixou levar por explicações como “estou nervosa” ou “estou ansiosa”. Conhecia a amiga muito bem.

_Eu nunca entendi realmente o relacionamento entre vocês. Mas, devo confessar que sentia uma certa... Inveja. Harry idolatrava você, era como se qualquer um que tentasse ficar com um de você se tornasse um invasor, ou algo do tipo. Sentia inveja porque, no fundo, eu sempre quis um irmão protetor. O Rony nunca fez muito este tipo, pelo contrário. Imagino que ele não tenha aceitado muito bem este casamento, não é?

_Não, ele... _ Hermione fez uma pausa enquanto limpava as lágrimas do rosto. Continuou em seguida. _ Eu não sei bem, para ser sincera.

Gina não respondeu de imediato à amiga. Antes disso, ficou em silêncio, avaliando a outra com cautela. Sentia por Hermione algo muito próximo ao amor fraterno. Se surpreendeu quando viraram amigas na época de colégio e se surpreendeu mais ainda quando essa amizade amadureceu ao longo de todos aqueles anos. Por isso, naquele momento em que buscava as palavras certas para confortá-la, Gina não deixou de reparar que algo no olhar dela havia mudado.

_Mione, você ama o Draco?

Hermione abriu a boca para responder mas ficou o único som que emitiu foi o de um suspiro. Não precisava responder mais nada à outra.

_Entendo._ Gina disse, finalmente. _ Então, pense bem no que está prestes a fazer. É seu futuro que está em jogo, minha amiga!

As duas se abraçaram com carinho e Gina teve que limpar algumas lágrimas teimosas que escorriam pelo rosto da noiva, alegando que “ninguém merecia ver uma noiva com olhos inchados”.

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Harry havia encontrado um lar completamente revirado àquela tarde. Saiu cedo, com a desculpa de que precisava resolver algumas coisas quando, na verdade, passou parte da manhã em uma praça qualquer pensando em Hermione. Buscava forças para assistir àquele casamento, para vê-la linda, vestida de noiva! Buscava forças para... Ter forças! Seria possível?

Já em seu quarto, ele ouvia o som de gargalhadas – todas femininas – vindas do quarto da irmã.

Seus próximos passos foram automáticos: caminhou até o banheiro, tomou um longo banho, saiu deste, enrolou-se em uma toalha e voltou para o quarto. Ficou parado de frente para o guarda-roupas por um tempo indeterminado. Era como se o ato de abri-lo e retirar de lá um certo smoking, fosse proibido. Olhou para o relógio em formato de avião na parede ao lado: 3 horas. 3 horas era o tempo que ele tinha para se acostumar de uma vez por todas com a ideia de que a havia perdido. Para sempre.
Sentindo os olhos marejarem, ele abriu o guarda-roupas furioso e retirou de lá o embrulho preto que envolvia a vestimenta.

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Hermione se olhava no espelho em silêncio, enquanto Mary, a cabelereira, se concentrava em fazer o penteado perfeito da noiva. Giullia, a maquiadora, aguardava a colega, enquanto conversava com Gina e Lilian, ambas já se encontravam devidamente vestidas para o casamento.

_Bom... _ murmurou uma voz rouca, acima de sua cabeça. _ Acho que agora só falta a coroa.

O quarto caiu em um silêncio profundo. Gina sorria debilmente, enquanto admirava a amiga. Lílian se apressou a limpar uma lágrima que rolou involuntariamente ao ver filha. Foi a vez da própria Hermione verificar o que havia sido feito de seus cabelos castanhos. Não pode negar que estava linda! Seu cabelo estava preso em um coque delicado, alguns fios caiam deste, dando um charme a mais. Estava devidamente maquiada. Só faltava o...

_Vestido! _ Gina completou seu pensamento.

_Espera. _ disse a noiva, colocando-se de pé. _ Antes de vesti-lo, eu tenho que verificar uma coisa.

Sem mais explicações, ela saiu do quarto e rumou para o quarto de frente ao seu. Deu três batidas leves e ouviu um “Entre” como resposta. Sem mais demora, ela girou a maçaneta e se deparou com um rapaz parado de costas para ela, olhando o horizonte que se estendia pela janela. Ele já estava vestido, ao que tudo indicava. As mãos estavam firmes nos bolsos da calça social preta. O cabelo estava – e ela sorriu ao reparar – devidamente bagunçado. Buscando o ar que pareceu desaparecer ao vê-lo, ela disse:

_Olá!? _ O tom foi como se ela pedisse permissão para falar.

Harry, se virou, surpreso ao reconhecer a voz da irmã.

_Oi! _ respondeu, entusiasmado. _ Você está..._ iria fazer um elogio, mas notou que algo estava errado. Olhando dos pés à cabeça com ironia ele prosseguiu._ Estranha...

Hermione ainda não tinha se tocado de que trajava apenas um roupão felpudo branco, enquanto do pescoço para cima estava maquiada e penteada. Ficando vermelha, ela riu e se aproximou dele. Concentrou sua atenção na gravata que ele, com certeza, não soube dar o nó. Suas mãos tremiam.

_Então... _ tinha que dizer algo! Reaja, Hermione! _ Como você está?

_Estou bem. _ a forma como ele disse o “bem” o denunciava. Não estava nada bem.

Hermione deu um sorriso sem graça, mantinha os olhos fixos na gravata, enquanto tentava, automaticamente, dar o nó. Talvez se suas mãos não tremessem tanto, ela o faria com mais facilidade. Harry, por sua vez, sentia a pele do pescoço arrepiar a cada toque involuntário das mãos delicadas da outra.

_E você? Como está? _ Ele perguntou tentando quebrar a tensão que se formava.

Hermione não respondeu à pergunta. Apenas respirou fundo e finalizou o nó da gravata. Desde que entrara no quarto, ela ainda não havia olhado nos olhos dele e isso despertou a atenção do rapaz, que levou o indicador delicadamente ao queixo feminino e ergueu seu rosto com cautela. Deparou-se com um par de olhos castanhos marejados e um sorriso triste moldando os lábios vermelhos (devido ao batom) da jovem. Ela não precisava dizer mais nada, estava escrito no rosto dela!

_Você... Você se... Lembrou... _ a última palavra foi dita em um sussurro quase inaudível pelo rapaz.

Hermione aumentou o sorriso e voltou a concentrar seu olhar na gravata.

_Você ficou realmente lindo com esta roupa! Eu tenho bom gosto, não tenho?

O tom de voz dela estava exageradamente alegre e isso o irritou.

Insistindo no assunto, o rapaz mais uma vez disse:

_Você se lembrou! _ agora, sua voz estava mais firme, mas permanecia baixa.

_Eu tenho que ir! _ ela começou a se dirigir para porta, mas parou a poucos passos e voltou-se para o rapaz, com um sorriso exageradamente grande. _ Não me faça chorar, Harry! Ninguém quer uma noiva com a maquiagem borrada, não é mesmo?

Harry permaneceu estático, no mesmo lugar, enquanto a outra saia, fechando a porta. Sentia o perfume dela pairando no ar como um feitiço que o envolvia. Ela havia se lembrado! Percebeu isso ao encarar os olhos marcados pela maquiagem. Percebeu isso ao ver o toque trêmulo das mãos dela. Percebeu isso assim que ouviu a voz dela, chamando-o.
Se ela havia voltado ao normal, por que ainda insistia naquele casamento? Por que insistiu naquela farsa? Bom, isso poderia significar apenas uma coisa: ela estava decidida a esquecer o passado e seguir em frente.

A única coisa que impedia Harry de agir da mesma maneira durante todos aqueles anos era a desculpa de que a irmã provavelmente estava doente, ele não sabia ao certo. O fato era que ele tinha esperanças de que, caso algum dia ela se lembrasse de tudo, poderiam viver felizes para sempre, poderiam ficar juntos, ele não sabia como mas estava disposto a enfrentar tudo e todos por ela.

No entanto, ela escolheu esquece-lo. Escolheu se casar com alguém que não amava. Escolheu continuar fingindo que nada havia acontecido. Pois bem, ele não iria mais participar daquele circo. O barulho da porta do quarto sendo aberta o alertou, pensou que poderia ser ela, voltando, mas se deparou com Will.

_Ah, oi Harry! _ disse o menino, entrando no quarto. _ Papai pediu para você me ajudar a me arrumar, parece que ele foi buscar o Sirius no aeroporto. Você pode me ajudar?

_Claro... _ O outro respondeu, cansado. _ Vá tomar um banho...

_Eu já tomei!

Sem dizer mais nada, Will tirou a camiseta que vestia e esticou os bracinhos, aguardando. Surpreso e rindo muito, Harry pegou o embrulho ao lado do guarda-roupas e retirou de lá o pequeno terno preto.

_A camisa está aí dentro também. _ disse o rapazinho.

Seguindo a dica, o outro rapaz retirou a camisa social branca debaixo do terno e se aproximou do irmãozinho, ficando de joelhos para se igualar. Já tinha colocado o bracinho direito na manga, quando algo chamou sua atenção na cintura pequena de Will, uma marca.

_O que é isso? _ perguntou, tocando a marca levemente.

Will seguiu o olhar do irmão e sorriu, dizendo:

_Ah! É a minha marca de nascença! A Mione tem uma igualzinha e a mamãe também... Você também deve ter Harry!

Sentindo-se gelar, Harry balançou a cabeça negativamente:

_Não, não tenho. Parece que é um privilégio restrito a vocês três.

_Hum... Não fica triste Harry!

Harry sorriu e disse não ter ficado triste. Mas uma certa desconfiança brotou em seu coração...

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_Ah meu Deus! Como você está linda! _ Gina estava prestes a chorar.

_Realmente Hermione, há tempos não via uma noiva tão linda! _ Mary acompanhou.

Lilian não conseguia dizer nada. Apenas se aproximou da filha e a abraçou forte. Queria transmitir, naquele gesto, todo seu amor, seu apoio.

_Querida! Nem acredito que você vai se casar! _ A voz de Lílian estava um pouco abafada, mas apenas Hermione ouvia o que ela dizia. _ Seja feliz meu amor!

Hermione não conseguiu responder, simplesmente aumentou a intensidade do abraço.

Batidas na porta alertaram as mulheres, que imediatamente se ajeitaram.

Tiago entrou no quarto e ficou sem palavras ao ver a filha.

_Minha princesa! _ disse finalmente, os olhos marejados. _ Nossa...
Está... Meu Deus!

_O senhor também está um gato pai! _ disse Hermione, brincalhona.

Tiago riu alto e deu um beijo delicado no rosto da filha. Estava realmente emocionado e, naquele momento, sentia uma emoção de pai que jamais havia sentido. Sempre considerou Hermione como uma verdadeira filha e amou da mesma forma. No entanto, aquela emoção era totalmente nova e mais forte.

_Vou verificar se Harry e Will estão prontos. Ah! Sirius está lá na sala.

Saiu do quarto visivelmente emocionado. Ao ouvir a menção à Harry, Hermione sentiu seu corpo arrepiar. Lembrou do desespero que sentiu quando ele percebeu que ela havia se lembrado de tudo. Por um momento quis abraça-lo forte e beijá-lo, dizer que estava morrendo de saudades dele... Mas não tinha forças para isso. Lembrou-se de Draco, a família e amigos dele estariam esperando na igreja! Não podia cometer uma loucura àquela altura do campeonato! Por isso, optou por fingir que nada havia mudado. Por isso, durante aquelas 2 longas horas em que terminou de se arrumar, ela chegou a cogitar a possibilidade de ele não querer mais ir ao casamento. No entanto, o que Tiago havia acabado de dizer lhe deu uma certa esperança.

_Querida. _ a voz de Lílian a alertou. _ Está na hora!


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_Olha só para você, meu rapaz! Rapaz não, já virou um homem!

Sírius parecia realmente emocionado ao rever Harry. Estavam na sala de casa, aguardando as mulheres da casa ou, como dizia Tiago, o clube da Luluzinha.

_Pois é Sírius, você, ao contrário, não mudou muita coisa. _ dizia Harry.

_ Fiquei sabendo que finalmente desencalhou, é verdade?

_Ah sim, sim. _ o homem ficou visivelmente sem graça. _ Ela é médica, chama-se Beth. Infelizmente hoje era um dia de plantão, por isso não pôde vir.

_Oportunidades não faltarão, mas fala...

A fala de Harry foi interrompida assim que ele dirigiu seu olhar para o topo da escada. Era uma cena até engraçada: um grupinho de mulheres rodeava a noiva, algumas acertando a calda, outras acertando o vestido. O olhar de Hermione encontrou o de Harry e, por um momento, era como se mais ninguém estivesse na sala. Seria possível se comunicarem pelo olhar? Harry esperava que ela entendesse o quanto ele estava sofrendo, enquanto Hermione tentava transmitir seu pedido de perdão. Em algum lugar distante, Harry ouviu Tiago dizendo que iria estacionar o carro na frente da casa. Em algum outro lugar mais distante ainda, ele ouviu elogios, suspiros, murmúrios. Ouvia sua própria respiração pesada, entrecortada.

Cada degrau parecia um penhasco enorme para Hermione. Ela descia a escada com dificuldade, devido ao salto e ao vestido pesado. Mas também havia se tornado difícil aquela tarefa, uma vez que quem se encontrava lá no último degrau era Harry. E este não pôde deixar de recebe-la com total cerimônia: curvou-se em reverência, segurou a mão direita dela com extrema delicadeza e depositou, nas costas desta mão, um beijo que parecia durar eternamente!

Foi a vez de Hermione sentir sua respiração entrecortada. Quando ele ergueu seus olhos e a fitou, foi como se dissesse: “Por favor, fica comigo!”. Como resposta, ela afastou sua mão com cautela, dizendo:

_Acho que o atraso da noiva já não é um charme nos dias de hoje.

Os risos alertaram o jovem casal, que tratou de disfarçar a tensão.

Conforme fora combinado, Tiago levaria Hermione e Lílian. Harry, que tinha alugado um carro, levaria Sírius, Gina e Will. Mary e Giullia iriam mais tarde.

O caminho até a igreja parecia extremamente longo para Harry, que não estava prestando muita atenção à conversa ao seu redor. Will, naquele momento, arrancava risadas de Gina e Sírius, contando piadinhas. Em alguns momentos, Harry se deparava com os olhos de Gina, que se encontrava no banco de trás, o observando discretamente pelo espelho retrovisor. Nesses momentos, ela desviava o olhar rapidamente e fixava-os em Will. Sírius, que estava sentado no banco da frente, tentava, em vão, chamar a atenção de Harry, puxar algum assunto. Mas este estava totalmente monossilábico.

No carro à frente, Hermione não estava muito diferente. Quando questionada sobre o por que daquele comportamento, ela era categórica: nervosismo. Ainda sentia o toque dos lábios dele em sua mão, era como se o perfume dele estivesse impregnado ali. Tinha tanto a dizer! Não era simplesmente pedir perdão, mas era também se colocar a par de como estava a vida dele, realmente. Queria entender por que ele havia ido embora, essa dúvida estava corroendo-a! Seus pensamentos continuaram a mil, até que o carro parou, trazendo-a de volta à realidade. Lá estava a igreja, toda iluminada! Vários carros se estendiam ao longo da rua. Ao fundo já era possível ouvir uma música tocando. Hermione respirou fundo e soltou o ar aos poucos, fechando os olhos, mentalizando o que deveria fazer em seguida: era só caminhar até o altar e dizer “Sim”. Pronto. E sua vida estaria traçada para sempre. Não tinha mistério. Era simples... Era. Abriu os olhos sentindo-se mais forte, mais certa do que deveria ser feito. Involuntariamente ela olhou o espelho retrovisor e visualizou o carro preto que estava estacionando atrás daquele onde ela se encontrava, sentada no banco de trás. Imediatamente reconheceu como sendo o carro que Harry havia alugado e sentiu toda segurança desaparecendo. Ficou um tempo desligada do mundo, quando percebeu que uma mulher muito bem vestida tentava chamar a atenção de Tiago, do lado de fora do carro. Era a cerimonialista.

_Hum... Pai? _ Hermione alertou. _ A cerimonialista está chamando.

Tiago, que também parecia bastante perdido em seus próprios pensamentos, olhou para a própria janela e abriu com um pedido de desculpas. Sorridente, a mulher respondeu:

_Tudo bem sr. Potter, quero apenas acertar os últimos detalhes, pode vir aqui fora um minuto? Ah não querida, _ ela dirigiu-se à Hermione, que estava quase abrindo a porta. _ Você descerá do carro apenas quando for sua hora. Não queremos estragar a surpresa não é mesmo?
.Foi melhor acatar ao pedido da outra, Hermione pensou.

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_Bom, pessoal, a ordem é a seguinte...

Gina havia acabado de se juntar ao grupinho de padrinhos e madrinhas, aglomerado na porta da igreja. Ela foi devidamente eleita como porta voz, por isso, coube a ela questionar a cerimonialista como seria a entrada na igreja e agora ela transmitia o recado á uma turma aparentemente entusiasmada, exceto por uma pessoa.

Harry não prestava atenção ao que a ruiva dizia. Seu olhar estava fixo no carro prata estacionado ali perto. Dentro dele se encontrava sua maior perdição. Podia vê-la de relance através do vidro escurecido.


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Pessoal, desculpem a demora e grata pela paciência!!! Comentei por favor!!
Este capítulo está bem pobre (na verdade, miserável) de formatação, assim que conseguir uma conexão melhor eu vou consertar, prometo!!!

Um abraço!!

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Comentários: 1

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Enviado por matthew malfoy em 29/01/2012

excelente capítulo, pena que os dois ainda não ficaram juntos, mas enfim,
aguardo ansiosamente pelo próximo,
abraços 

Nota: 5

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