FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

6. Capítulo VI


Fic: Harry Potter e a Wendelin Phoenix.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Manhã de 2 de setembro de 2000, Suécia
 


Desde que soubera que estava grávida, seus planos de se tornar auror tinham sido interrompidos. Além disso, Chad conseguira um emprego – que deveria ser temporário – na Confederação Internacional da Magia dos Estados Unidos. Desde então, ela não parava de viajar para a América e a Inglaterra deixou de ser a sua casa.


Há um ano ela fora transferida para a Suécia e as viagens constantes cessaram. Agora ela tinha mais tempo para si mesma e para ficar com a filha. De contrapartida, fora alertada a não voltar tão cedo para a Grã-Bretanha. Admitia: nos últimos dois anos, sua vida fora cheia de constantes surpresas. Agora, no entanto, tudo parecia mais calmo; e ela planejava retomar seus antigos planos.


Olhou a sua imagem refletida no espelho e fechou o zíper da calça. Limpou o batom que borrara no canto da boca.


- Mione? – chamou uma voz.


- No meu quarto, Liah! – respondeu de prontidão.


- A Sra. Portock acabou de chegar.


- Não, Liah. Ela acabou de voltar – Hermione replicou. – Chegou mais cedo hoje. É que eu tenho uns compromissos inadiáveis e pedi ontem à noite para ela vir um pouco mais cedo para levar a Chloe na escola.


- Uau, e onde vai assim tão arrumada?


- Trabalhar, sua boba! – brincou com a amiga antes de abrir o armário à procura de algo.


- Hum, sei.


- Está bem, está bem! Antes eu irei à Academia de Aurores. Tenho que me matricular, afinal!


- Está só um pouco atrasada, não?


- Dois anos – Hermione respondeu.


- Não é a isso que me refiro! Digo... as aulas começam dia 12.


- Sei disso. Por isso meus compromissos são inadiáveis.


- Claro – Liah finalizou com um sorriso maroto no rosto – A propósito... Chegou correspondência para você – comentou. – É do Sr. Hastings – anunciou com um sorriso maroto estampado no rosto, o qual Hermione fez questão de ignorar.


- Hum, depois darei uma olhada. Agora eu vou tomar aquele café-da-manhã que eu nunca tomo.


- Ô, por que será? Você vive para o trabalho, Hermione!


- Querida, eu saio exatamente na mesma hora que você e eu ainda tenho uma filha para arrumar e levar à escola, esquece disso?


- Hermione, Chloe está na escola só há duas semanas incompletas – Liah rebateu. – E você sabe a minha opinião quanto a ela estar freqüentando a escola, não é?


- Sei, Liah – Hermione respondeu impacientemente.


- Mione, ela só tem um ano e sete meses! Ninguém vai para a escola com essa idade!


- Minha filha vai – rebateu indo para a sala com Liah em seu encalço. – Ela já sabe falar, andar... Não tinha mais por que esperar!


- Ok, mas não é porque sua filha é quase um prodígio que...


Hermione parou bruscamente, interrompendo a outra.


- Liah, chega! Por favor – pediu.


- Como quiser, Srta. Sabe-Tudo – murmurou erguendo as mãos em sinal de rendimento, arrancando risos de Hermione.


- Sabe, eu tenho a impressão de que eu já fui chamada algumas – muitas – vezes por esse Srta. Sabe-Tudo – comentou pensativa.


Liah puxou uma cadeira e sentou-se à mesa.


- Engraçado, porque já ouvi minha cunhada e o “irmão” falando de uma amiga que também era chamada assim nos tempos da escola – comentou.


Hermione sorriu.


- Viu? Não sou a única! – disse antes de pegar um pedaço do bolo.


 


---


 


Tarde de 18 de maio de 2001, Ministério da Magia
 


Acabara de retornar de uma missão e estava menos cansado do que o normal. Na verdade, uma missão de rotina, nada muito puxado. Adentrou o seu escritório com uma mochila nas costas e o sobretudo dependurado em seu braço esquerdo. Logo atrás dele, uma mulher de cabelos loiros e levemente ondulados, olhos profundos e escuros e pele dourada.


- Você realmente não se importa? – ele indagou, pendurando a mochila e o sobretudo atrás da porta.


- Não vejo nada demais nisso, Harry. É claro que eu vou! – ela colocou a própria sacola numa cadeira e retirou o sobretudo.


- Então eu te pego às 20h, ok?


- Perfeito! – ela se aproximou e depositou um selinho no moreno.


Karen Priestly trabalhava no Quartel General de Aurores, era membro do Conselho Wizegamot e cursara a Academia de Aurores com Harry. Descendente de irlandeses, nascera na Finlândia e crescera na Suécia. Era uma mulher linda e atraente, inteligentíssima, corajosa e disposta. Eles estavam saindo há duas semanas.


- Bem, então acho que talvez seja melhor eu ir para casa. Assim eu descanso um pouco – ela sorriu e sussurrou algo no ouvido dele, fazendo-o sorrir marotamente.


- Claro – assentiu. – Então... às 20h!


Karen pegou seus pertences e seguiu para a porta. Antes de sair, voltou-se para ele e piscou.


Harry encarou a porta fechada por alguns instantes. Àquela noite, teria uma séria conversa com os amigos.


Assumiu a sua cadeira e abriu a gaveta. Retirou dela um grosso fichário preto e colocou-o sobre a mesa. Em seguida, abriu outra gaveta e retirou de lá algumas fotos que tinha com Hermione e que costumava olhar quando pensava nela. Observou a primeira delas atentamente.


Sentiu a costumeira onda de ódio invadir o seu peito, mas controlou-se.


Três anos. Fazia mais de três anos desde que ela se fora e nenhuma notícia, nenhuma aparição. Os Granger e os Vernet também haviam sumido. Era como se estivessem formando um complô contra ele. Resolveu esquecer aquilo. Agora ele estava com Karen e não adiantava mais ficar pensando em Hermione. Ela era passado.


Pegou o fichário, as fotos, a mochila e o sobretudo e deixou a sala, trancando-a.


Ao chegar em casa, foi recebido por Garth. O golden retriever já estava enorme e agora era um companheiro e tanto para o solitário Harry Potter, agora não tão solitário assim. Subiu as escadas e foi para o seu quarto, sempre seguido de perto pelo cão, que ficou aguardando o dono à porta, sentado.


Harry sorriu. Sempre fora obediente ao extremo; Garth nunca entrava nos quartos. Saiu do quarto e cumprimentou o cachorro, brincando com ele. Ao erguer os olhos, estes recaíram sobre a porta defronte ao seu quarto.


Nunca tivera coragem de entrar ali. Afastou-se de Garth e se aproximou da porta. Abriu-a.


O quarto estava perfeitamente arrumado. Hermione sempre tivera bom gosto. Caminhou ao redor do aposento e seus olhos vagaram sobre a escrivaninha. Estava vazia. Não dera tempo de ela deixar o quarto com a sua cara em apenas um dia. Nenhuma foto, nenhum traço de que um dia aquele lugar foi habitado. Exceto por... Livros. Num canto da escrivaninha – da comprida escrivaninha – estavam três livros, um empilhado sobre o outro. E, sobre eles, uma pequena caixa de madeira.


A curiosidade falara mais alto e ele abriu a caixa. Dentro dela, duas pilhas de fotos onde estavam sua mãe e seu pai. Olhou-as uma por uma, com atenção. Vez ou outra sorrira tristemente. Depositou as fotos dentro da caixa novamente. Pegou o pergaminho que lá estava, dobrado.


 


Uma nova vida se inicia daqui a poucos meses. Iremos para Godric’s Hollow assim que o Harry nascer. Lá, poderemos ter a paz que não teríamos morando aqui em Londres. É uma casa menor, porém nos dá todo o conforto que temos aqui. Sentirei falta da minha antiga vida, no entanto, deixar nosso filho seguro, é o que mais importa no momento. Sei que um dia todo esse sofrimento acabará e o mundo poderá viver em paz novamente, mas enquanto isto não acontece, tudo vai ser sacrifício.
Espero um dia poder voltar para Londres, viver bem com a minha família, ver meu filho crescer saudável e ser feliz. Gostaria também de poder rever Jane... Ah, como sinto sua falta! Mas infelizmente nem tudo é como nós queremos, não é?
Dumbledore tem sido como um pai para mim, principalmente depois que o meu verdadeiro se foi. Ele quem nos arrumou a casa no vilarejo, ele quem se comprometeu a nos ajudar e nos esconder, ele quem sabe como nos deixar seguros. E a partir de agora, um amigo tem de ser feito fiel às nossas vidas, para que a proteção seja selada. Não era bem este destino que havia escolhido para mim, mas vou encará-lo, vou ser forte e superar tudo isto. E se eu não conseguir, sei que voltarei.
Deixo esta casa com um aperto no coração, pois foram anos para chegar até aqui, anos para que esta felicidade se fizesse real, para que ficássemos juntos. Não é justo tudo acabar assim. Hoje carrego em meu ventre um garoto em seus seis meses de vida, um garoto que nem nasceu e que já tem um destino traçado, carregando o mundo inteiro nas costas.
É realmente muito duro para mim estar escrevendo tudo isto, mas tudo não passa da mais pura realidade. Fico na esperança de um dia ler este pergaminho e descobrir que tudo passou, que tudo foi apenas um pesadelo...


Lílian Potter


 
Sentiu os olhos arderem. Dobrou o pergaminho e guardou-o na caixa, desta vez pegando um pequeno caderno. Folheou-o rapidamente. Estava completamente em branco. Deixou o caderno sobre a escrivaninha e pegou, por último, a esfera de vidro que estava dentro da caixa.


Estivera ali o tempo todo, diante de si e ele nunca entrara naquele quarto, imaginando o quão doloroso seria. E agora já não sentia dor alguma. Observou o pequeno orbe atentamente, girando-o na palma da mão. Cansado de esperar – ele já esperara por três anos – jogou a esfera no chão com força.


O orbe se estilhaçou e uma imagem se materializou diante de si.


 
“Aquela com o poder de desvendar os mistérios do passado se aproxima. Ao crepúsculo, ao auge do nono mês ela virá ao mundo. Aguardará o final do sétimo mês do ano seguinte, à espera daquele com quem terá de unir forças e compartilhar oito anos de sua vida. Ao final da sua missão, poderá então se separar e se perder como fumaça. Os destinos se separarão e poderão seguir caminhos diferentes. Ela é a única capaz de se fazer presente em sua vida, na vida daquele com o poder de vencer os maiores obstáculos da vida, ela é a única capaz... Que o destino volte a juntá-los quando a profecia estiver cumprida, juntá-los para todo o sempre...”


 
Sentiu suas lembranças vagarem para o dia 17 de junho de 1998, quando aqueles dizeres foram profetizados por Hermione...


“Cumpri com a minha missão, agora resta a você escolher seu destino. O futuro é incerto, mas estarei esperando por você”, foi o que ela dissera antes de desaparecer.


Por um momento, sentiu-se tentado a jogar tudo para o alto e ir atrás dela, que sempre fora a mulher de sua vida, aquela que, ele sabia, jamais iria esquecer. No entanto, a sua atitude foi exatamente contrária: ele limpou o que restara da esfera que continha a profecia, foi ao seu quarto, pegou as fotos que tinha com Hermione e jogou-as na gaveta da escrivaninha, guardou tudo novamente naquela caixa de madeira e saiu do quarto levando-a consigo. Ao fechar a porta, trancou-a e jogou a chave pela janela.


Ele não queria mais viver de um passado que não existia mais.


Seguiu para o banheiro e ligou o chuveiro, entrando de roupa e tudo debaixo do jato de água fria. Pouco se importava naquele momento.


Duas horas mais tarde, estava deixando a casa novamente. Deixara Garth no quartinho que designara para ele próximo à área de serviço da casa e saíra, desta vez de carro.


Não demorou até chegar à casa de Karen. Viu a loira caminhar portão afora e olhar para cima rapidamente antes de entrar no carro; Hallie, sua irmã gêmea, estava lá em cima, acenando para ela.


- Está maravilhosa – ele murmurou antes de dar partida.


Karen apenas sorriu.


Seguiram para a casa de Julie Bonstrong, em Knightsbridge; ela era vizinha de seu padrinho. Àquela noite seria a última reunião antes do casamento de Isabella e Olívio.


- Nervosa? – Harry indagou à loira.


- Um pouco. Você sabe, eu não imaginava...


- Relaxe. Apenas sorria – e ela sorriu. Aquele sorriso era contagiante. Harry não pôde deixar de sorrir também. – Você está comigo – ele tirou a mão do volante e a estendeu a ela, que apertou com força.


Em cinco minutos estava estacionando o carro. Harry saiu e abriu a porta para Karen, estendendo a mão para ela, que a segurou firmemente.


Caminharam de mãos dadas até a porta e Harry tocou a campainha. A própria Isabella foi quem abriu a porta.


- Harry, que bom que veio! – ela cumprimentou o moreno. – Olá, como vai? – cumprimentou a loira.


Karen sorriu timidamente.


- Bel, essa é Karen Priestly, minha namorada – Harry apresentou.


Isabella o olhou surpresa, mas rapidamente tratou de disfarçar.


- Muito prazer! Isabella Bonstrong – Isabella apresentou-se. – Seja bem-vinda.


- Obrigada.


- O pessoal já chegou, Bel? – Harry indagou.


- Só Draco e Gina. Podem entrar, fiquem à vontade!


- Obrigado – e o moreno conduziu Karen pelo corredor até a sala.


Então Gina saiu de detrás de uma cômoda, onde se escondera ao sair da cozinha com um copo de uísque em mãos.


- Acha que é sério? – indagou à Isabella.


- Acho. Você ouviu, não ouviu? Ele a apresentou como “minha namorada” – ela murmurou. – É bastante bonita, não?


- Ambas são verdadeiras beldades, ela e Hallie, a irmã dela – Gina comentou. – Karen trabalha comigo no Quartel General de Aurores. É uma excelente auror. Eu já havia notado a proximidade entre eles, mas não imaginei que fosse algo sério. Você sabe... desde Hermione, ele não teve mais ninguém.


- São três anos, Gina. Ele é homem, afinal!


- Eu não acredito que ele a tenha esquecido...


- Nem eu...


E as duas caminharam de volta para a sala.


- Sarah está lá em cima. Gina saiu ainda há pouco para levá-la para a cama... – Draco estava dizendo à Harry. – Ah, aí está ela!


- Como vai, Harry?


- Muito bem. Você já conhece a Karen, não é? – sorriu.


- Claro – e Gina cumprimentou a loira.


- Soube que a Sarah já está enorme! – piscou para a ruiva.


- Exagero do pai! – Gina sorriu. – Já está com sete meses, mas não me dá trabalho algum!


- E para quando é a sua menina, Bel? – Harry indagou à prima de Draco.


- Para agosto – ela respondeu.


- Vem cá, Bebel... cadê o Olívio que não chega?


- Ele estava a caminho, já deve estar chegando.


E a noite foi seguindo tranqüilamente, sem nenhum contratempo. Com o passar das horas, foram chegando os outros amigos de Isabella, muitos deles desconhecidos para Harry. Rony e Lilá foram os últimos.


- Como sempre atrasado! – Harry debochou.


- E você, sumido! – Rony retrucou. – Como vai, cara?


- Acho que nunca esteve melhor... – Gina interveio. – Harry está namorando, Rony!


- Mentira! – Rony sorriu. – É sério, cara?


- Karen Priestly – apresentou ao amigo.


- Prazer – ela sorriu. – Já ouvi muito falar de você, Ronald. É Ronald, não é?


- É, sim. Mas pode me chamar de Rony – ele cumprimentou-a, depois puxando Harry. – Meu amigo, devo te dar meus parabéns! Vai ter bom gosto assim para mulher lá em casa! – ele deu umas tapinhas de leve nas costas do moreno, em seguida olhando para Karen de esguelha sobre o ombro.


- Obrigado – Harry riu. – Ei, fale com Gina para ela vir até a cozinha. Preciso falar com ela.


- Certo – Rony assentiu.


E Harry pediu licença a todos e se retirou. Gina veio logo em seguida.


- O que houve?


- Preciso que você tire Karen de lá.


- Agora?


- Agora.


Harry então voltou e assumiu o seu lugar ao lado da nova namorada, disfarçando. Não demorou e Gina estava de volta.


- Hum, Karen, será que eu posso lhe falar um instante?


- Claro, Gina – e ela se levantou, retirando-se com a ruiva.


- Harry, me conta que história é essa de namorada... Eu não estou entendendo nada! – Rony começou.


- E a Granger? – indagou Draco.


- É exatamente sobre isso que quero falar com vocês. Foi por isso que pedi que Gina chamasse Karen um instante – Harry começou a falar. – Eu quero pedir a vocês que não se fale mais em Hermione e eu não quero que, em hipótese alguma, o seu nome seja dito na presença de Karen, ok? Isso seria conviver com o fantasma de Hermione, com um passado que só me é perturbador e eu temo que o meu relacionamento com Karen seja afetado por conta disso, então...


- Tudo bem, Harry. Nós entendemos – Rony assentiu. – Conta comigo, meu velho.


- Obrigado.


Draco acenou levemente para o moreno, que procurou o olhar de Lilá, que pareceu compreendê-lo. Isabella e Olívio nada disseram, apenas concordaram com a cabeça.


- Sem problemas, Harry.


- Então, Malfoy, conto com você para conversar com Gina a respeito – ele disse ao loiro. – Quanto à Amy...


- Ela não vai poder vir. Me ligou agora há pouco e disse que o Sean está com febre e vomitando... Ela e o Aaron foram levá-lo ao médico – Isabella sinalizou.


- Então com ela eu falo depois. Eu terei que ir à casa de Sirius esse fim de semana, de qualquer forma, e eu sei que ela sempre está por lá aos domingos pela tarde – Harry concluiu ao ver Karen retornar.


 


---


 


Tarde de 26 de junho 2001, Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts
 


- Não aperta! – pediu; tarde demais. Soltou um gemido enquanto a mãe folgava o vestido.


- Está bom assim? – perguntou à filha.


- Ótimo – respondeu. Os olhos azuis esquadrinhando a própria aparência diante do espelho.


- Era para vocês terem casado antes disso, não acha? Agora, com uma barriga de sete meses, é que vocês resolvem casar?!


- Mamãe, não é hora para discutir isso, não concorda? Hoje é o dia do meu casamento e eu preciso paz – replicou. – Estou com uma dor dos infernos na coluna!


- Minha neta só está procurando ficar confortável, querida!


- E tirando todo o conforto da mãe – fez enquanto revirava os olhos.


Julie Bonstrong sorriu.


- Isabella, querida, falta pouco.


- Eu sei – retribuiu o sorriso da mãe. – Sabe, escolhi Hogwarts porque sempre foi como uma segunda casa para mim. Passei mais tempo aqui do que em qualquer outro lugar. Ainda bem que Dumbledore liberou, não é? Acho que por causa das férias do pessoal, aí não haveria problemas – comentou. – Como estão as coisas lá embaixo?


- Está tudo maravilhoso! Os convidados já começaram a chegar.


- Não demorará até que todos estejam aqui. Não convidei muitas pessoas.


- É bem íntimo. E eu acho que assim é mais gostoso, afinal, o momento  é íntimo – Julie comentou. – Agora vamos terminar esse cabelo, certo? Senão Olívio vai começar a achar que a noiva vai abandoná-lo no altar.


Isabella riu, antes de sentar-se à poltrona.


 


---


 


Tarde de 9 de novembro de 2001, Ministério da Magia, Inglaterra
 


Estava com uma pilha enorme de papéis sobre a mesa e paciência alguma para analisá-los. Após jogar o que tinha em mãos sobre a mesa, decidiu que os levaria para casa e analisá-los-ia depois, quando estivesse mais relaxado. Folgou o nó da gravata e levantou.


Tinha uma missão dali a seis dias e não estava com cabeça para pensar em outra coisa que não fosse isso. Era preocupante, afinal, há muito os aurores não tinham missões tão freqüentes. Ele ainda sentia o peso de uma morte nas costas.


“Mas era ele ou você, Harry”, ouviu a voz de Amy em sua mente. Quantas vezes ela lhe dissera aquilo?


Batidas o fizeram desviar sua atenção para a porta.


- Entre – disse antes de tomar seu lugar novamente.


- Sr. Potter, o Sr. Shacklebolt pediu para que eu lhe entregasse isso – e a mulher estendeu um exemplar do Profeta Diário, que Harry pegou.


- Obrigado, Cynthia. Pode ir.


- Com licença – a secretária então saiu.


Harry leu a manchete com um olhar perplexo. Não era aquele o jornal que lera pela manhã. E, esquadrinhando a primeira página, percebeu o motivo: aquele jornal era o que sairia no dia seguinte pela manhã.


Abriu o jornal na página seis, exatamente como indicava a manchete, para ler o restante da notícia. Quando terminou, largou o jornal de qualquer jeito sobre a mesa e novamente se pôs de pé. Era inacreditável, inaceitável.


Novamente ouviu-se batidas à porta.


- Entre – ordenou.


- Olá, chefe! – uma mulher de cabelos loiros e levemente ondulados, olhos profundos e escuros e pele dourada adentrou a sala. Harry sempre a achou mais bonita que a irmã, embora fossem gêmeas. – Que cara é essa? – ela indagou.


- Veja você mesma – ele lhe entregou o jornal e passou a caminhar de um lado para o outro, as mãos nos bolsos.


- Então está explicado o súbito aumento de missões que estamos recebendo – ela observou.


- Karen, é muito mais sério do que parece!


- Eu sei. E eu compreendo a seriedade disso. Não sou menina, Harry, sabe disso – Karen replicou. – E eu não quero que fique assim – ela se aproximou dele e acariciou seu rosto.


- Karen, ele pode ser uma ameaça, não só para mim, mas para todo o mundo bruxo – Harry explicou sério.


- Acha que ele era um Comensal?


- Eu não sei. Pode ser um admirador não assumido – supôs. – Mas, aparentemente, tem os mesmos objetivos de Voldemort.


- E você realmente acredita que seja um homem?


- É o que parece, não é? – ele parecia exasperado.


- Harry, esfria a cabeça. Não vai adiantar nada você ficar nesse estado. Está se preocupando por antecipação. Nós estamos trabalhando em missões há semanas, e todas estão diretamente ligadas a ataques a trouxas...


- E nascidos trouxas – ele completou. – É isso que me preocupa.


- Você sabe se já aconteceu fora daqui? – ela perguntou. – Digo, fora da Grã-Bretanha?


- Não.


- Então! Segundo a notícia, foram ataques a pequenos povoados.


- Povoados, estes, que foram totalmente exterminados – o moreno rebateu.


- Nada garante isso. Pode haver sobreviventes que conseguiram fugir – Karen argumentou. – Agora chega de pensar nisso. Vamos sair, dar uma volta, jantar num restaurante, talvez – concluiu antes de depositar um beijo nos lábios do moreno.


- Obrigado – ele murmurou, rouco.


 


---


 


Manhã de 11 de novembro de 2001, Suécia


 
- Vamos, Hermione! – chamou Liah pela décima vez. – São só dois dias, não um mês!


- Eu já disse que estou arrumando as coisas da Chloe, não disse? E nós temos que esperar o Chad e a mamãe chegarem do supermercado, de qualquer forma – a morena replicou.


A campainha soou.


- Agora não temos que esperar mais nada – Liah deu um sorriso sonso caminhando para abrir a porta.


- Olá! – Chad cumprimentou dando um beijo na testa da morena antes de adentrar o apartamento. – Tudo pronto?


- Na verdade não. Hermione ainda está lá dentro arrumando a sacola da Chloe. Parece que vai passar um mês fora! – revirou os olhos. – Bom dia, Sra. Granger!


- Bom dia, querida! – Jane sorriu e foi até a cozinha deixar as compras na cozinha – Eu vou até lá ajudá-la.


- É bom mesmo, ou não saímos daqui hoje! – Liah riu e virou-se para Chad. – Ela está acordada desde as seis da manhã arrumando as malas.


- Ela não era assim – Chad brincou. – Foi a maternidade que mexeu com ela, só pode! Porque antes eu me perguntava se existiria uma pessoa tão prática quanto Hermione.


- Cha’! – Chloe veio correndo pelo corredor ao encontro do loiro.


- Chloe! – ele a pegou no colo. – Como a princesinha do tio Chad dormiu?


Chloe sorriu para ele.


- Cha’, Chloe vai passear? – ela perguntou.


- Mas é uma coisa gostosa mesmo, hein? – Liah apertou a bochecha de Chloe.


- Chloe vai viajar com o tio Chad – ele contou. – Vamos pegar o avião e passear – piscou para a garotinha.


- Mamãe também vai com Chloe? – ela perguntou franzindo a testa.


- Vai, sim. E vovó e a Liah também – respondeu pacientemente.


A garotinha continuou encarando-o com a testa franzida enquanto apertava as próprias mãos. Desviou então a sua atenção para a estampa de sua blusa.


- Chloe? – Hermione chamou do quarto.


A garotinha olhou para o corredor vazio. Afastou a franja de forma desajeitada que insistia em cobrir seus olhos.


- ‘A sala – respondeu a garotinha, visto que a mãe não aparecia, numa tentativa de dizer “na sala”.


- Aí está você, sapeca! Não vai calçar o sapato novo que mamãe comprou pra você, não?


Chloe sorriu marotamente e fez que não, escondendo o rosto depois nas próprias mãos.


- Ah, não? – Hermione então se aproximou dela fazendo cócegas em sua barriguinha, depois a pegando no colo. – Sua pimentinha! – brincou. – Bom dia, Chad!


- Bom dia! Você está com uma cara ótima, bem diferente de ontem – disse à amiga.


- Cansada. Tripla jornada diária, não é? – ela comentou.


- Eu já tentei dizer uma vez: você não é a Mulher Maravilha, Granger – Liah fez em tom sarcástico.


Hermione ignorou a amiga, que riu acompanhada de Chad.


- Verdade. O treinamento está acabando com você, não é? – fez o loiro.


- Exatamente. Além do trabalho, não é? E ainda tenho que cuidar da Chloe à noite! Ela está ficando impossível!


- Isso é bem verdade. Passa o dia todo acordada, aprontando e correndo pela casa! – Liah acrescentou.


- Mas é com você que ela fica agitada, não é dona Liah? De noite, quando ela já está quase dormindo, quem vem brincar com ela? Com quem ela começa a correr pela casa até depois das dez da noite? Isso você não diz – alfinetou Hermione enquanto voltava-se para Chad novamente. – Parece uma criança quando está com Chloe, só vendo!


- Nos próximos dias ela só vai querer o tio, não é? – riu Chad, brincando com a pequena – Aí não vai ter Liah pra mexer com ela!


- Você gosta, não é? Você vai ver, Chad Hastings! – Liah ameaçou em tom de brincadeira.


- Mãe, você não vem? – chamou Hermione.


Passou-se um instante para que Jane Granger respondesse.


- Estou indo, querida – e ela apareceu no corredor com a sacola de Chloe no ombro. – Estava falando com seu pai. Ele mandou um beijo para você.


- Oras, por que não me chamou? Eu gostaria de falar com ele! – Hermione disse.


- Quando chegarmos à Suíça você liga para ele, certo? Eu também tenho que ligar para minha cunhada. Hoje é aniversário dela, então... – Liah entrou na conversa – Agora vamos antes que percamos o voo.


E eles deixaram o apartamento – empurrados por Liah, praticamente escorraçados.


- Ei, Chad! – Hermione chamou já no térreo. – Toma – entregou-lhe a chave do apartamento. – Entrega na portaria junto com esse envelope e diz que é para dar à Sra. Portock quando ela chegar.


- Ok. Só isso? – ele indagou.


- Sim.


- Alguém esqueceu alguma coisa? – o loiro perguntou.


- Acho que não – Liah respondeu.


- Tudo bem. Vão para o carro que eu já estou indo – e o rapaz separou-se delas para ir à portaria.


- Mas o carro do Chad não está aqui – observou Hermione.


- Iremos de táxi, querida.


- Que coisa mais antiquada! Somos bruxos e temos que andar de carro! Por que simplesmente não aparatamos?


- Liah, eu não sei se você percebeu, mas mamãe não é bruxa. E, até que se prove o contrário, a Chloe também não.


- Ah, Sra. Granger, me desculpe. É que a minha cabeça não anda muito boa esses dias – Liah adiantou-se. – E, Hermione, não há dúvida alguma de que Chloe Chloe é bruxa. As chances de ser trouxa – mesmo que o pai dela seja um – são muito pequenas.


- Já estão discutindo de novo? – fez Chad se aproximando.


- É o amor que é muito grande, Chad – a Sra. Granger brincou.


- Abôr gandi. Muito gandi, mamãe – Chloe disse, sorrindo, para Hermione.


- Ai, que linda! – Hermione sorriu e beijou a filha – Que horas é a reunião que Madame Newbie marcou?


- Amanhã à tarde – Chad respondeu. – Vamos para o aeroporto, meu chapa – dirigiu-se ao motorista enquanto ocupava o banco do carona.


- É um tanto quanto inconveniente, afinal, amanhã é uma segunda-feira, mas é por uma boa causa – Liah comentou.


E o restante do percurso até o aeroporto seguiu-se calmamente. Vez ou outra Chloe apontava para algo na rua ou falava algo que os fazia rir.


Quando finalmente chegaram ao aeroporto, desceram do carro e Chad acertou as contas com o taxista após retirarem a bagagem. Caminharam todos juntos até os balcões do check-in e depois se dispersaram. Liah saiu dizendo que ia comer “alguma besteira” e Chad foi à livraria do próprio aeroporto.


Hermione, Chloe e Jane seguiram para as cadeiras defronte ao portão de embarque e sentaram-se.


- Herms, querida, seu tio Carl me disse que as meninas estarão por lá essa semana – a Sra. Granger informou.


- A última vez que eu falei com Ashley, ela estava indo para a França. Marcia voltou para lá, não foi?


- Voltou. Ela já não estava morando em York com o Carl e as meninas, ia somente para passar fins de semana e as folgas que conseguia do trabalho. Eles optaram por voltar para a França, então.


- O que facilitou – e muito – a vida deles, não é?


- De fato. Mas você sabe, as meninas ainda continuaram em Yorkshire. Não houve jeito de fazê-las desistir do curso de turismo.


- Ah, mamãe, mas elas são feras nisso! Sempre gostaram...


- Sei disso. Mesmo assim, Hilary já decidiu cursar a universidade de medicina que havia trancado.


- Em Oxford? – Hermione indagou surpresa.


- Parece que sim.


- Ah, então ela não permanecerá na França!


- É, ela volta para a Inglaterra em dois meses. Já viu apartamento em Oxford e tudo!


- E a casa em York?


- Continua e continuará fechada por um bom tempo.


- Vou esperar a Chloe crescer e a levarei para conhecer Yorkshire e York. Não é, Chloe?


A menininha apenas sorriu para a mãe.


- Dê-me ela. Vou passear, mostrar os aviões... Descanse um pouco, querida.


- Obrigada, mamãe – Hermione agradeceu e observou a mãe se afastar com Chloe.


Levantou-se e foi até uma cafeteria.


- Um chocolate quente, por favor – pediu à atendente.


- Só isso, senhora?


- Sim, obrigada – aguardou alguns instantes e, já com o chocolate quente em mãos, caminhou até uma banca de jornal. Observou atentamente os jornais e as manchetes e pegou um exemplar de “O Pasquim”, cuja capa estava estampada com o rosto de um moreno de olhos verdes.


Analisou o rosto do homem e, por um momento, julgou conhecê-lo de algum lugar, mas não se lembrava de onde. Resolveu esquecer a suposição e abriu a revista, procurando os artigos que a interessavam.


- Hermione! – ela ouviu a voz de Chad ao longe. Não muito depois, ele estava ao seu lado. – O que está olhando?


- Uma edição d’O Pasquim – ela respondeu, mostrando a capa ao loiro.


- Ah, claro. Sabe, esse aí que está na capa deve ser o cara mais novo na história do mundo bruxo a assumir o cargo de Chefe do Departamento de Execução das Leis em Magia – comentou. – Depois do ministro, é o homem de mais poder dentro do Ministério da Magia Britânico.


- É, eu sabia que o conhecia de algum lugar. O rosto dele não me é estranho.


- Há mais de um ano ele estampa capas de revistas e de jornais. Na verdade, acho que os estampa desde que nasceu, mas de uns tempos para cá essa freqüência tem aumentado. Sua participação no Ministério tem sido bastante polêmica, afinal, ele foi quem libertou o mundo inteiro de Você-Sabe-Quem.


- Não, não sei. Quem é? – ela indagou.


- Você-Sabe-Quem – ele insistiu na resposta, sem obter qualquer reação de Hermione, que apenas ergueu a sobrancelha. – Nós não dizemos o seu nome, Hermione. Só posso dizer que foi o maior bruxo das trevas de todos os tempos. Foram anos e anos de agonia enquanto ele estava à solta.


- Ah, claro! – ela então se lembrou – Voldemort.


Chad a olhou impressionado. Ela dissera o nome dele sem qualquer preocupação. E nem mesmo os seus seguidores o chamavam pelo nome.


- O que foi? – ela perguntou.


- Nós não dizemos o seu nome, Hermione – o loiro repetiu. – Mas não importa agora. O fato é que esse cara aí, H. J. Potter, assumiu o cargo aos dezenove anos e muitos atribuem essa “subida precoce ao poder” ao fato de ele ser quem ele é.


- O que a mim não diz nada. Eu estou pouco me lixando para quem assume ou deixa de assumir algum cargo no Ministério britânico. Eu nem mesmo moro lá! O que importa para mim é quem assume ou deixa de assumir na Suécia, que é onde eu vivo há dois anos – ela replicou. – Sabe, eu só queria poder voltar para lá, Chad. E eu não posso. Não enquanto essa tal de Parkinson estiver lançando essas idéias loucas por lá e tais idéias sendo acatadas – Hermione pareceu triste por um instante, mas logo mudou a expressão. – E, se esse cara não faz nada para mudar isso, não é ninguém para mim. Não passa de (mais) um sujeito ambicioso que não enxerga nada além do próprio umbigo ou de um palmo à sua frente.


- Eu te entendo, Hermione. Mas ele não é mais um sujeito ambicioso que não enxerga nada além do próprio umbigo – Chad interpôs. – O cara é um auror excepcional! E se eu enumerar tudo o que ele já fez...


- Não me interessa, Chad – ela baixou os olhos e devolveu a revista ao lugar inicial. – Agora vamos. Liah e mamãe devem estar nos esperando.


Ela passou à frente do loiro. Chad permaneceu parado por uns instantes antes de seguir a morena.


Estivera por duas semanas na Escócia, agora estava na Suécia, onde ficara apenas dois dias, e já estava partindo novamente. No total, ficaria por quase três semanas fora de casa. Como mantinha contato? Através de cartas, tanto para seus pais e Elloe quanto para Hermione e os Granger. Estes últimos praticamente tornaram-se uma segunda família.


Sua vida era assim desde que entrara para a Confederação Internacional da Magia. Estava acostumado àquela vida de altos e constantes voos e viagens pela Europa. E ele tinha apenas vinte e quatro anos.


Correu para alcançar Hermione e logo estavam todos embarcando com destino à Suíça. Uma viagem tranqüila, recheada de risos – que Chloe sempre provocava sem muito esforço.


Dois anos. A pequena tinha apenas dois anos e estava prestes a completar três. E cada dia que passava, tornava-se mais esperta, espevitada e amável. Era uma criança adorável – e a cara de Hermione!


Desembarcaram e foram pegar as malas antes de seguir para fora do aeroporto. E qual não foi a surpresa quando perceberam a presença de outro alguém conhecido?


Morena, vestida completa e socialmente de branco – calça e blazer, além dos sapatos altos – cabelos lisos presos a um rabo de cavalo baixo e grandes óculos escuros cobrindo-lhe parte do rosto, lá estava ela.


Elloe Fenty segurava uma bolsa grande, também branca, e estava parada com um leve sorriso nos lábios carnudos. Tirou os óculos ao notar que haviam chegado, revelando os olhos incrivelmente verdes que tinha.


- Elloe, mas que surpresa! – Chad exclamou, abraçando-a.


- Só assim para eu encontrar você, não é, Sr. Hastings? – ela brincou. – Como vai o meu amigo?


- Bem, graças a Deus!


- Hermione! – ela cumprimentou a outra.


- Como vai, Elloe?


- Morta! Estava de plantão até as seis da manhã. Ainda tive que liberar alguns pacientes e vir direto pra cá! – comentou e voltou-se para Chad. – Seu pai foi quem assumiu agora pela manhã. Mandou um abraço.


- Daqui a dois dias eu verei o velho! – o loiro brincou.


- E como vai a senhora, Sra. Granger? E o brotinho de gente? – a morena pegou Chloe no colo.


- Todas bem – a Sra. Granger sorriu.


- Vamos. Estou com um táxi a nossa espera.


- E você acha que vai dar? – indagou Liah. – Ah, desculpe – desculpou-se. – Liah Mackenzie.


- Elloe Fenty.


- Prazer.


- Muito bem, acho que ficaremos bem. Na verdade, a van está nos esperando aí fora há algum tempo. Soube que Elizabeth Newbie mandou buscar o pessoal que ela convocou – Elloe explicou.


- Vão na frente. Eu vou ao berçário trocar a roupa da Chloe. Ou ela morre de calor! – Hermione disse aos outros.


E Hermione saiu com a pequena e uma sacola em direção a um banheiro próximo.


- Ela quase tira a roupa em pleno avião! – Liah contou em meio a risos enquanto caminhavam para fora do aeroporto.


No banheiro, Hermione conversava com a filha.


- Ah, Chloe, que seria de mim sem você na minha vida? – brincou com a pequena antes de colocar um vestidinho mais leve. – Eu te amo, coisa gostosa!


- Chloe ama mamãe. Bem grandão! – a menina sorriu estendendo os bracinhos como que para dizer de que tamanho era o seu amor pela mãe.


Hermione retribuiu o sorriso da filha. Mas seu sorriso morreu gradativamente. Ela gostaria tanto de poder saber quem era o pai de Chloe... ou, pelo menos, dar um a ela. No entanto, não se interessava por ninguém e, aos seus olhos, o inverso também acontecia.


“O Chad é louco por você, Hermione. Só você não vê!”, a voz de Liah ecoou em sua cabeça. Talvez estivesse certa.


Há muito não pensava a respeito, mas sabia que aquilo, um dia, se tornaria necessário. Uma figura paterna, muitas vezes, é necessária.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.