A semana havia passado como uma fração de hora. Nova Iorque estava pequena para tanto amor. A grande maça era o palco de um amor que havia passado por todas as estações. Eram beijos e abraços no Central Park. Brincadeiras e compras na Time Square. Sem falar nas declarações em pela quinta avenida. Franklin e Luísa nunca estiveram tão apaixonados. Porém, tudo que é bom sempre tem um fim, mesmo que seja temporário.
- Amanhã eu volto para casa! – disse a menina quando saia da Starbruck com o namorado.
- Não me lembre disso. Os dias que temos vividos aqui têm sido os melhores da minha vida. –afirmou o garoto enquanto olhava nos olhos da menina.
-Eu sei, e posso te afirmar que sinto o mesmo. Acordar ao seu lado, caminhar pelos mais belos lugares segurando a sua mão, ao anoitecer ver toda a cidade no seu ponto máximo e no final do dia, cair em seus braços e adormecer. – a menina suspirou. - Como viverei sem você?
-Eu sempre estarei com você. Eu te prometo, logo eu estarei ao seu lado e tudo ficará bem. Confie em mim. – disse o menino ao abraçar a namorada. – Vamos fazer disto uma promessa de inverno. – o menino deu um sorriso torto.
- Eu acredito em você e irei te esperar,mas não demore. – a menina logo foi acolhida nos braços do garoto , que a abraçou como se não quisesse solta-la nunca mais.
A noite chegou e as malas da menina estavam postas próximas a porta. Após jantarem ambos subiram para o quarto de Franklin. A menina se sentou na cama e o garoto se sentou aos seus pés, ele não tirava os olhos dela.
- Você está deixando vários pedaços de você aqui neste quarto, como poderei acordar e não ver você ao meu lado? – perguntou o menino com lágrimas nos olhos.
- Eu estou te deixando o meu coração, e só peço para que você cuide bem dele. – a menina pegou a mão do namorado e lhe deu um beijo.
- Eu cuidarei, tenha certeza. Eu queria ter algo para te dizer esta noite, mas nenhuma palavra é capaz de descrever o sentimento que percorre em minhas veias. Eu apenas quero que saiba que você é a melhor coisa que poderia acontecer na minha vida, e mesmo que se passe 30 anos eu nunca vou me esquecer do que vivemos juntos. E se um dia você quiser partir para sempre, saiba que eu irei te esperar até o ultimo por do sol. – as lágrimas se continham nos cantos dos olhos do garoto.
As lágrimas escorriam pelo rosto da menina que apenas abraçava o garoto. Estava a poucas horas do adeus, ela não queria chorar, mas não conseguia controlar. Desde criança odiava despedidas, mas deixar Franklin estava sendo o seu pior pesadelo.
O dia amanheceu e havia chegado a hora. As malas já estavam no carro e Franklin esperava-a na porta do elevador. Ela deu um sorriso torto e o abraçou. Havia sido o abraço mais longo de todos os dias, ela queria sentir-lhe o perfume pela ultima vez e ele queria tocá-la como se não houvesse amanhã, e de certa forma, não havia.
O caminho até o aeroporto foi silencioso, mas não havia lágrimas. Apenas sorrisos e olhares apaixonados. Logo, o avião de Luísa estava na plataforma e ela deveria embarcar.
- Sem lágrimas! –disse Franklin ao abraçar a namorada.
- Apenas sorrisos! – respondeu a menina enquanto lhe beijava o rosto.
A menina se despediu dos pais de Franklin e seguiu o seu caminho. Após se virar decorou o rosto do namorado para se lembrar nos próximos dias, ele havia feito o mesmo. Agora ambos já haviam se perdido em seus campos de vistas, era hora das lágrimas caírem.
Luísa se sentou em sua poltrona e pela janela viu o avião decolar. É, esse era o fim. Não haveria mais beijos e sorrisos bobos durante um bom tempo, as lágrimas voltariam a reinar até a menina adormecer.
Após horas de vôo, a menina chegou a seu destino. O pai a esperavam no aeroporto e ela correu para abraçá-los. Ela sabia que um pedaço de Franklin estava com ela. No caminho de volta para casa, a menina contava como havia sido tudo e seus olhos brilhavam.
Na segunda-feira Luísa voltava as aulas. Estava ansiosa para contar para Marianna, Rafael e até mesmo Rachel como havia sido a sua viagem a Nova Iorque. Logo quando chegou à porta do colégio encontrou Rachel lendo um dos seus quadrinhos.
- Bom dia, Rachel! – disse Luísa se sentando ao lado da menina.
- Ah, bom dia. Aliás,há quanto tempo não nos vemos ou falamos, tanto faz. – respondeu Rachel sem tirar os olhos dos quadrinhos.
- Olha só Rachel, eu sei que me afastei de você depois que as coisas começaram a dar certo para mim,mas eu gosto muito de você, e eu te quero perto de mim. Sei que pode parecer inacreditável para você, mas eu senti a sua falta. E eu quero contar tudo o que aconteceu comigo nos últimos tempos para você, isto é, se você quiser saber. – disse a menina com um sorriso no rosto.
Rachel tirou os olhos dos quadrinhos e o fechou. Ela olhava e sorria para a amiga, e com um sinal de positivo feito pela cabeça, Luísa começou a contar tudo o que havia acontecido nos últimos dias. As meninas conversaram tanto que até perderam o primeiro tempo das aulas. Mas tudo estava bem agora, e Rachel se sentia amparada novamente pela amiga. Luísa prometeu para si mesma que se dedicaria mais a garota que tanto lhe ajudou nos dias ruins.
Após o sinal do intervalo soar, Luísa foi para pátio do colégio em busca de Rafael e Marianna, que por sorte estavam na cantina e logo acenaram para a menina.
- Que saudades de você! – disse Marianna ao abraçar a menina. – Como foi de viagem?
- Foi tudo ótimo! Estava super ansiosa para te contar tudo! –a menina sorria.
- E então, cuidou bem do meu amigo? – perguntou Rafael ao se aproximar da menina e abraça-la.
- Da melhor maneira possível!- respondeu a menina sorrindo.
Os três se se sentaram à mesa da lanchonete e Luísa começou a contar como havia sido os dias em Nova Iorque. Ela não queria se lembrar das lágrimas que escorreram pelo seu rosto, portanto, tratou de falar apenas o que lhe fez sorrir. Portanto, a conversa seria longa.