FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

5. Capítulo V


Fic: Harry Potter e a Wendelin Phoenix.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Tarde de 14 dezembro de 1999, Conselho dos membros do Wizengamot
 


Quem adentrasse aquele tribunal minutos atrás se imaginaria em meio a uma grande feira, onde todos os feirantes tentam chamar sua atenção de alguma maneira, de uma só vez. Tumulto maior que aquele somente nas maiores bolsas de especulação do mundo. 


Logo um alarme tocou, indicando que a reunião iria recomeçar. 


- Muito bem. Após o recesso, podemos retornar à nossa reunião – iniciou Gérard Glenn, o ministro da Magia que assumira desde a saída de Kingsley Shacklebolt. – Estávamos falando sobre as mudanças no regime político do mundo bruxo, certo? – indagou à secretária. 


- Sim, senhor. – a secretária respondeu, apressada. 


- Perfeitamente. Srta. Parkinson, creio que a palavra estivesse com a senhorita, não? 


- Perfeitamente, senhor – assentiu a morena. – Bem, como eu estava dizendo, é crescente o número de nascidos trouxas em nossa sociedade. Muitos podem argumentar que não deixam de ser bruxos por conta do lugar de onde vieram e que não passa de preconceito, no entanto, trata-se de uma maneira de preservar a nossa identidade. Ao que sei, existem inúmeros estudos sendo feitos a respeito da origem de bruxos sem antecedentes. 


- Assim como está sendo estudada a anomalia dos abortos – concluiu o ministro, impaciente. – Prossiga. 


- Pois bem. – A morena engoliu em seco. – Estou propondo que a sua participação na sociedade seja limitada até que tenhamos algum estudo ou prova de que são aptos para ingressar e permanecer no mundo bruxo. 


- Srta. Parkinson, a partir do momento em que um bruxo nasce, ele já faz parte do mundo bruxo, não importa a sua origem – rebateu um dos membros do Conselho. 


- Sei disso. Mas os abortos não têm função nem preparação alguma! Em minha opinião, eles deveriam ser encaminhados para uma escola direcionada a eles, já que não podem ser alunos de nenhuma das tradicionais escolas de magia. 


- Devo admitir que neste aspecto a Srta. Parkinson está certa. Não se aprende a ser bruxo. Além disso, fazê-los conviver com trouxas como se fossem parte deles não seria bom. A frustração seria ainda maior! – uma mulher concordou. – Talvez fosse um projeto a ser estudado e, quem sabe, aplicado num futuro próximo. Eu sugiro uma votação a respeito do assunto. Entre 2000 e 2001 poderíamos já ter uma escola do gênero funcionando. 


- Sugestão aceita – assentiu o ministro. – Faremos uma rápida votação. Ainda temos muito a resolver. Quem é a favor da nova medida de regularização dos abortos na sociedade bruxa? 


Pansy olhou à sua volta. A mulher que argumentara a seu favor foi a primeira a erguer a mão. Do outro lado do aposento, estava quem ela procurava. Encarou-o. 


Harry tinha uma expressão nada agradável. Estava com a corda no pescoço, tinha que admitir.
 


- Recesso. – anunciou o ministro. – Voltaremos daqui a duas horas com a reunião. 


Harry estava cansado. E fazia apenas quatro horas que ele estava ali. Sabia que aquelas reuniões duravam um dia inteiro e até dois para que todas as medidas fossem tomadas. Todo ano era a mesma coisa. Aquela era a segunda vez que participava e era como se conhecesse tudo aquilo há anos. 


Levantou e estava se encaminhando para a porta quando Pansy Parkinson segurou seu braço. 


- Seja discreto, ou eu queimo seu filme – ameaçou num sibilo. 


Saíram juntos e caminharam em direção à saleta ao lado do Velho Décimo Tribunal, a qual somente a morena tinha acesso. 


- Entre. – Ela empurrou-o, em seguida fechando a porta atrás de si. 


- Fale de uma vez o que você quer, Parkinson. Eu não tenho o dia todo – fez, irritadiço. 


Pansy riu. 


- Então, o Sr. Potter-Perfeito está com pressa, hã? – debochou. – Não se preocupe, Potter, o que eu tenho a dizer é rápido e serei bem direta em meu discurso, certo? 


Harry bufou. 


- Pois então comece. 


- Sabe, um passarinho verde me contou que vossa senhoria esteve aqui na madrugada de sábado. – Viu Harry empalidecer e sorriu satisfeita. – Desde então venho me perguntando se essa história seria verdade, afinal, querido chefinho, o senhor sabe melhor do que ninguém que não se visita o Ministério da Magia em plena madrugada, principalmente aos fins de semana. – continuou. – Estou certa? 


- Ora, quem é você para vir me dar sermão? Você estava aqui, eu te vi. E não fui o único. 


- Eu sei. Sua irmãzinha emprestada, filha do Black, estava aqui com você. Não precisa me dizer o que eu já sei, Potter. Você é meu chefe, mas isso não impede de eu te entregar ao ministro da magia. E creio que o Sr. Glenn não gostaria nada, nada dessa história. 


- Eu também posso te entregar, Parkinson. Não me venha com suas chantagens esdrúxulas. Não tem noção do ridículo?


- Tenho, é claro. E você pode dizer o que quiser. Mas quem entrou no Departamento de Mistérios sem permissão não fui eu, meu caro.


Harry engoliu em seco. Estava desarmado. 


- E então, onde estão seus argumentos, Potter? Não vai mais ficar na defensiva? 


- Você não faria isso. Está blefando! 


- Eu sei que você esteve aqui, sei que esteve no Departamento de Mistérios e, além disso, ouvi uma conversa sua com Scott Olivier em sua sala três semanas atrás. E, com isso, meu bem, eu posso acabar com o emprego seu e de sua querida Amy Mackenzie. – ela puxou uma penseira que estava sobre uma prateleira e se pôs a puxar fios prateados de sua própria cabeça com a varinha e colocá-los na bacia. – Acha que isso é suficiente ou quer mais? 


- O que você quer com isso, Pansy? 


- Não é dinheiro, garanto. Porque se fosse, eu estaria falando com meu pai agora. – ela fez com sarcasmo. – Eu quero que você fique do meu lado durante a reunião do Conselho. O que eu quero, Potter, é poder e você o tem.
 


Pansy o olhava ameaçadoramente, e ele sabia disso. Aquele olhar venenoso, como se fosse mostrar suas garras, aprontá-las para o bote. Lembrou-se então que o que estava em jogo era não só o seu emprego, mas o de Amy também. 


Ergueu a mão. Até ali, não havia problema nenhum no que ela estava propondo. Em seguida, muitos outros membros passaram a erguer a mão. 


- Muito bem, voto da maioria. Proposta aprovada – anunciou o ministro. 


- Hum, Sr. Ministro? E quanto aos trouxas...? 


- Srta. Parkinson, envolver nascidos trouxas nessa política seria o mesmo que envolver as gerações que venham além deles. Com esta medida praticamente limitaríamos grande parte da população bruxa a tempo indeterminado. 


Harry sentia-se mal. Se Gérard Glenn aprovasse uma votação, ele teria que votar a favor de algo que seria um fardo na vida de inúmeros colegas e amigos seus, principalmente amigos de Hogwarts. E ele se culparia por ter participado de algo tão cruel e inescrupuloso. 


- Fora de questão, Srta. Parkinson. Talvez deva elaborar melhor uma lista de argumentos e medidas que seriam adotadas junto a esta a qual você propõe – decretou. – Quanto ao Gringotes... – E a reunião seguiu tomando outros rumos. 


O moreno de olhos verdes suspirou aliviado. Viu o olhar assustador de Pansy. Ela não aceitava perder, e não desistiria tão fácil.




---




Manhã de 8 de janeiro de 2000, Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts
 


Estava tudo muito tranqüilo. Na verdade, a escola não era a mesma desde a saída de Harry Potter e seus amigos. Nostalgicamente, caminhou até a janela e olhou através da vidraça. Ninguém do lado de fora.


Há muito as regras não eram desrespeitadas e tudo parecia normal. Aquilo lhe era estranho. Foi até o armário e pegou um dos grossos cadernos, onde ficavam anotações do histórico de alunos e ex-alunos. Não demorou a encontrar quem procurava.


Granger, Hermione J.


Seus pais haviam entrado em contato dias atrás, procurando uma hora em que pudessem visitar o diretor.  Tomou o seu lugar. A velhice chegara lentamente e agora se instalara completamente. Estava cansado embora não passassem das 10h.


Sentado, lembrou-se da última visita que recebera de Harry, dois dias atrás.
 


- Como vai, professor?


- Estou bem, Harry – respondeu o diretor sentando-se. – Um pouco velho e cansado, mas nada que me impeça de permanecer na direção de Hogwarts por mais um ou dois anos.


- Deve ser difícil para o senhor pensar que terá um dia que abandonar isso aqui, não?


- De fato. Hogwarts é a minha vida, Harry. Eu estou aqui desde os meus onze anos. E, me acredite, isso faz muito tempo. – Riu. – Mas a que devo a visita? Faz muito tempo que não vem aqui.


- Sei disso. Foi porque assumi o cargo de Chefe do Departamento de Execução das Leis em Magia há quatro meses e a agenda ficou um tanto quanto atribulada – respondeu. – Sabe, professor, eu sinto falta disso aqui. Gosto de vir aqui, lembrar de tudo que passei...


- De Hermione – o professor completou.


- É – Harry assentiu. – Eu já desisti. Não sei nem por onde começar a procurar, não faço idéia de onde possa estar... Nem mesmo uma pista de quem possa saber...


- Meu caro, o mundo bruxo é um grande emaranhado de laços e ligações. Alguém deve saber onde ela está, até mesmo alguém próximo a você e você não sabe.


- O que o senhor que dizer com isso?


- Não é o que está pensando. Eu sei tanto quanto você – o diretor respondeu brandamente. – Mas acredito que ela não esteja mais no país. Talvez não trabalhe como auror – ou você já teria notícias dela.


- É, eu sei disso. Os pais dela também sumiram. Fecharam a casa de Godric’s Hollow e não deixaram nenhuma pista de onde possam estar. Na minha última visita a York procurei a família dela e descobri que estavam morando provisoriamente lá e já tinham se mudado para a Irlanda – Harry contou. – A verdade é que eu acho tudo isso muito estranho. O sumiço de Hermione e, subseqüentemente, de toda a família. É como se não quisessem ser encontrados.


- E talvez não queiram – replicou o diretor. – Talvez fosse a hora de esquecer essa história, cuidar mais de você. O tempo se encarregará do resto.


Silêncio. Dumbledore até cogitara, mas não poderia contar que os Granger viriam a Hogwarts dali a dois dias. Seria antiético.


- Hum... Professor?


- Sim?


- O senhor, por acaso, saberia quem fez a profecia?


- Não faço idéia, meu rapaz. Acho que seria mais aconselhável procurar a Sibila.


- Tem razão. Vou procurá-la e...


- Acho melhor retornar daqui a alguns dias, Harry. Sibila pediu três semanas de licença no Natal e só deve estar retornando no próximo domingo – informou.


- Ah, claro – fez o moreno desanimando. – Então vou visitar Hagrid e a profª. McGonagall. Até mais, senhor.


- Até logo, Harry.
 


Batidas à porta fizeram o diretor desviar sua atenção para a entrada do escritório.


- Entre.


Minerva McGonagall surgiu ao abrir a porta e dar passagem para que o Sr. e a Sra. Granger adentrassem o aposento.


Pôs-se de pé para recebê-los.


- Bom dia – cumprimentou. – Minerva, por favor, feche a porta.


A professora de Transfiguração e vice-diretora atendeu ao pedido do diretor.


- Muito bem, espero que não se incomodem que a professora McGonagall permaneça na sala.


- Não, não. Imagina! Não há problema algum – a Sra. Granger respondeu apressadamente, sorrindo para a outra, que retribuiu o gesto com um leve aceno.


- Aceitam beber algo? – indagou o diretor.


- Não, obrigado – agradeceu o Sr. Granger. – Bom, eu gostaria de começar... Posso? – indagou à esposa.


- Como quiser – ela assentiu.


Jane Granger apertava as próprias mãos com ansiedade e Dumbledore não deixou de notar. Ele encarou McGonagall por alguns instantes e ela conjurou um copo com água para a Sra. Granger.


- Então, diretor, nós... demoramos a tomar a decisão de procurar o senhor e, bom, foi uma decisão tomada já num momento de desespero. Não sabíamos mais o que fazer, a quem procurar... E já faz mais de um ano e meio!


- Refere-se ao sumiço de sua filha, sim? – indagou Dumbledore.


- Não. Refere-se ao pai da minha neta – corrigiu o Sr. Granger.


Mais um olhar de Dumbledore para McGonagall, que parecia surpresa.


- Sua neta? – Dumbledore repetiu.


- Sim. Chloe, filha da minha Herms.


Dumbledore preferiu não tirar conclusões, embora a primeira pergunta que tivesse surgido à sua mente tenha sido: “então ela casou?”


- Sr. Dumbledore, o fato é que aconteceu alguma coisa com a nossa filha quando ocorreu o seu sumiço. Ela nos avisara que talvez demorasse para voltar para casa... Lembro-me como se fosse hoje! Ela sabia o que ia acontecer. O fato é que ela já estava grávida de três semanas quando foi encontrada. Sabemos quem é o pai da criança, sabemos que o senhor também sabe, mas...


- Espere só um minuto – interrompeu McGonagall. – Vocês estão querendo me dizer que o pai da criança é o... – E mexeu a boca sem emitir som algum.


Dumbledore então entendeu. Estava tudo explicado. E agora eles – ele e Minerva McGonagall – também seriam guardiões do segredo de Hermione.


- Eu estou entendendo o que está acontecendo. O fato é que a filha de vocês tem sobre ela uma poderosa profecia, uma força que a impede de lembrar quem é o pai da criança, que, por coincidência, é justamente a outra pessoa de quem essa profecia fala.


- Uma profecia? – indagou a Sra. Granger, lacrimosa.


- Exatamente. E vocês são guardiões da filha de vocês e do segredo que a envolve. Sei que é angustiante, mas vocês estão impedidos de falar o nome do pai da neta de vocês por conta disso e isso só poderá ser revertido quando chegar a hora certa.


- O que significa que só poderemos falar o nome dele quando ela souber da existência dele – concluiu o Sr. Granger.


- Mais ou menos isso – fez Dumbledore.


- Como assim? – a Sra. Granger perguntou.


- Acho que comecei a entender, mesmo pegando a história pela metade – McGonagall interveio. – O que Alvo que dizer é que mesmo que Hermione saiba da existência de... bom, vocês sabem... será necessário que ela se lembre de tudo o que eles viveram para que se possa falar nele. Enquanto isso, os nomes de sua neta e/ou de sua filha não poderão ser mencionados juntamente ao nome dele numa mesma frase ou conversa que possa ser reveladora.


- Minerva está no caminho certo. Muito bem, eu sei que vocês não podem dizer onde ela está, também foram impedidos de fazê-lo pela força da própria profecia. O destino está encarregado de fazer tudo acontecer... Por isso os Vernet foram embora de York, por isso vocês saíram de Godric’s Hollow... tudo está acontecendo de forma conveniente para a ação da profecia.


- O que quer dizer que...? – fez o Sr. Granger.


- O que quer dizer que a profecia está preparando o reencontro deles dois e a situação em que isso ocorrerá. Trata-se de um teste do destino e eles terão que superar – Dumbledore concluiu.




---




Noite de 1º de fevereiro de 2000, Suécia



- Sra. Portock, eu vou ao aeroporto pegar meus pais. E como a Liah ainda não chegou, será que a senhora poderia ficar por mais uma ou duas horas? É que amanhã é aniversário da Chloe e como eu não posso voltar à Inglaterra, a senhora sabe...


- Sem problemas, querida. Não é incômodo algum! – a senhora respondeu com sotaque carregado.


- Obrigada. Eu volto já – Hermione disse, pegando as chaves do carro e a bolsa, que estavam sobre a mesa.


Quando retornou, Chloe dormia no colo da Sra. Portock e Liah, aparentemente, acabara de chegar. A morena surgiu pelo corredor do apartamento, ainda vestida completamente de preto. Usava uma camisa e mangas curtas e gola alta, uma saia até a altura do joelho e meias calças. Os cabelos estavam presos num coque despojado.


- Olá! – cumprimentou. – Vocês devem ser o Sr. e a Sra. Granger, não? Ouço muito falar de vocês. – Ela pegou as botas de cano alto que deixara num canto da sala e se aproximou, estendendo a mão. – Sejam bem-vindos. É um prazer conhecer e receber vocês. – Sorriu.


Os pais de Hermione cumprimentaram-na.


- Também ouvimos falar muito de você, Liah – disse a Sra. Granger. – É Liah, não é?


- Sim – respondeu a morena simpaticamente.


- Venham. Vou mostrar o quarto de vocês. – E Hermione levou-os através do corredor. – Sra. Portock, a senhora pode ir, se quiser.


- Obrigada, Srta. Granger. – A senhora fez menção de ir deixar a garotinha no quarto.


- Não, pode deixar que eu fico com ela – interveio Liah, caminhando até a senhora e pegando Chloe no colo. – Ela está enorme, não é? É impressionante como crescem rápido.


- A senhorita é solteira, não é, Srta. Mackenzie? – indagou Rice Portock.


- Sim. Antes me dedicava aos estudos e agora, vivo para o trabalho.


- Uma pena. É uma moça tão bonita!


- Obrigada, Rice.


Rice limitou-se a sorrir maternalmente.


- Bom, agora deixe-me ir. Está ficando tarde. Até amanhã, Srta. Mackenzie!


- Até amanhã, Rice! – E viu a senhora sair.


- Ela já foi? – Hermione voltou.


- Acabou de sair – respondeu. – Herms, eu acho que precisamos conversar.


- O que houve? – indagou a outra pegando a filha no colo. As duas então caminharam juntas para o quarto. – Espero que não se incomode de ficarmos esses dias todas no mesmo quarto.


- Nem esquenta com isso! – Liah replicou sorrindo. Observou Hermione colocar Chloe no berço e aguardou. – Eu recebi alguns exemplares do Profeta. Recebi o primeiro exemplar vindo de Tiffany Haase, o segundo veio de Karen Priestly ainda pela manhã. – começou. – Mas o que me deixou mais... ah, sei lá! Bom, Elizabeth Newbie me enviou hoje pela tarde junto com uma proposta um tanto... estranha, porém, diante do que foi noticiado, bastante tentadora.


- Eu não estou entendendo. – Hermione parecia confusa.


Liah então abriu a bolsa que estava sobre a sua cama e retirou o jornal dali, entregando a Hermione, que arregalou os olhos.


- Então essa proposta pode ser aprovada? – indagou.


- Hermione, a primeira proposta foi aprovada há um mês e meio atrás e até 2001 estará entrando em vigor.


- É, eu sei, mas... Eu não vejo nada de errado! É até bom que se dê uma atenção maior aos casos de aborto...


- Você não está entendendo! Essa mulher sabia que essa proposta seria aprovada, por isso lançou-a. O que ela quer é ganhar confiança. Karen é membro do Conselho de Wizengamot e sabe que essa mulher não presta. Entenda! Ela não mandaria isso para mim sem motivo algum. E se Elizabeth Newbie... a ilustre Madame Newbie... mandou, é porque é sério!


- Você está querendo me dizer que ela lançou há duas semanas a segunda proposta de limitação de direitos aos nascidos trouxa e essa proposta pode ser aprovada?


- Pode. E, me acredite, ela não vai parar por aí.


- Mas é um absurdo! Mais dois terços da sociedade bruxa será afetada!


- Por enquanto só um terço, Hermione. Porque quem ela está querendo limitar são aqueles diretamente ligados a trouxas, aqueles que ainda estão na primeira geração bruxa, como...


- Como eu. – Hermione gelou. – Ok, eu já entendi. – Suspirou, olhando para um ponto fixo no chão, estática. – E qual a proposta de Elizabeth Newbie?


- Herms, você sabe... eu sou descendente de uma tradicional família bruxa nos Estados Unidos, não tenho muito o que fazer. O fato é que acho essa proposta esdrúxula, inescrupulosa... Todos seriam obrigados a casarem entre si para evitar descendência trouxa... E tudo voltaria ao antigo preconceito, viriam brigas entre famílias... aquilo que existiu anos atrás e muitas famílias ainda têm essas rixas...


- Eu sei disso.


- E Madame Newbie me mandou uma carta propondo uma reunião semana que vem na Suíça. O objetivo dela é impedir que essa proposta seja aceita. Ela quer recrutar bruxos britânicos primeiro para tardar essa decisão ou abrandar o que quer que seja que essa Pansy Parkinson pretende propor. Depois, ela quer que tenhamos contato com bruxos influentes em outros países para que estes não aceitem tal proposta em seus territórios – explicou. – Sir Frank Newbie, o marido dela, é um bruxo de altíssimo escalão e influência no Ministério e no mundo bruxo. Ele tem inúmeros aliados em outros países e pode apresentar a contraproposta. Acho difícil que esse “regime” consiga se expandir – se é que vai mesmo ser adotado – caso ele entre na jogada.


- O que significa que eu estou livre dessa pilantragem enquanto estiver fora do território britânico.


- Exatamente – Liah assentiu. – Você não pode voltar para lá até isso acabar.




---




Manhã de 28 de fevereiro de 2000, Irlanda



Sentia o vento lamber seu rosto e seus cabelos. Aquele era seu lugar desde o seu quinto ano: os ares.


Parara de nevar cerca de vinte dias atrás. O treino terminara há quarenta minutos, mas ele permanecera ali, voando. Queria sentir mais um pouco a liberdade que voar lhe permitia. Ali nada o impedia de sonhar.


Estava na Irlanda há quatro dias. A final da Liga de Quadribol seria dali a quatro meses; era o seu principal objetivo. Ele já se acostumara com a fama repentina – ou nem tanto. O fato é que ele ajudara a reerguer o time dos Chudley Cannons e era o maior ídolo da sua fiel torcida.


Goleiro. A sua responsabilidade era enorme. Capitão. Maior ainda. Ele soubera como renovar o time, fazer os jogadores se empenharem mais e serem obstinados tanto quanto fora em sua adolescência, quando era um péssimo goleiro. E hoje ele era tão famoso quanto Harry Potter.


Pensou no amigo. Como estaria? Fazia quase um ano e meio que não o via. Correspondiam-se através de cartas, mas nos últimos meses não obtivera resposta. Na última carta que escrevera à Gina e à Sra. Weasley perguntara por ele. Mas isso fora dois dias atrás.


E Hermione? Onde estaria? Tanta coisa acontecera...


Sabia de tudo o que andava acontecendo em Londres, acompanhava tudo através dos jornais. Harry se tornara Chefe do Departamento de Execução das Leis em Magia, Luna se casara com Blaise Zabini...


Lembrou-se do dia seguinte ao casamento, quando recebera cartas de sua mãe e de Gina, perguntando se ele soubera e como se sentia...


Riu.


Estou feliz por ela e por Zabini, apesar de não ter tanta simpatia por ele. Sinto-me aliviado por saber que ela seguiu em frente. É claro que estava preocupado, gostaria de saber onde ela passou todo o tempo em que esteve sumida, mas se ela está bem e está feliz, não vejo motivos para não estar também. E se o que nós tivemos foi bom, agora acabou, é passado. Apenas uma mera recordação boa que eu levarei comigo. Estou bem, e isso basta”, foi o que respondera.


“Acho que nunca fui tão sincero em toda a minha vida”, pensou.


Olhou para baixo e viu a loira ali, acenando. Desceu.


Ao pousar ao chão, seguiu em sua direção enquanto ela fazia o mesmo.


- Faz muito tempo que está aqui? – indagou.


- Não muito. Na verdade, cheguei e acenei, tentando chamar sua atenção... E, bom, você estava lá em cima, não tinha como me ver ou me escutar. Já estava começando a me achar uma boba quando você desceu – ela respondeu.


- E quando chegou à Irlanda?


- Ontem à noite. Agora sou jornalista, esqueceu? – ela sorriu.


- Jornalista? Pensei que fosse estilista. – Ele riu.


- Ok, eu sei que você sabe que eu vim atrás de você. Poxa, você está há seis meses fora!


- Eu ainda estou fora, Lilá – ele replicou.


- Mas está mais perto de casa, ou eu não estaria aqui.


Ele sorriu. Viu as madeixas loiras da moça cobrirem o seu rosto por conta do vento e levou a mão até ele – o seu rosto –, colocando seus cabelos atrás da orelha, em vão.


- Vamos entrar, Lil. – Abraçou-a pelos ombros e os dois caminharam juntos para os vestiários.


- Eu gostaria de entender como você consegue voar nesse frio.


- Da mesma forma que eu gostaria de entender como você consegue andar de salto alto na neve – ele brincou.


Ficaram em silêncio por uns instantes, se encarando.


- Ronald, eu... – Ela moveu a boca por alguns segundos sem emitir som algum. – Sinto sua falta.


- Eu também sinto sua falta, Lil. Você é uma grande amiga, sabe disso.


Ela baixou os olhos e sorriu tristemente.


- O que foi? – ele levou a mão até o queixo dela e ergueu-o.


- Nada – ela deu as costas a ele.


- O que foi que eu fiz? – insistiu.


- Nada, já disse! – Ela sentiu os olhos marejarem e respirou fundo.


Rony então tomou-a pelo braço, voltando-a para si.


- O que foi que eu fiz? – seus rostos estavam próximos.


“Perto demais”, ela pensou, os olhos arregalados em sinal de surpresa. Não conseguia dizer nada. Os olhos dele fitavam os seus, perfuravam-nos, e ela sentia gelar.


- Ou será que foi o que eu não fiz? – Ele ergueu a sobrancelha.


Ela então quebrou o contato visual, baixando os olhos e depois olhando para um ponto além do ombro do ruivo. Queria sair dali, correr e não voltar mais. Arrependeu-se de ter ido atrás do amigo. No entanto, não pôde pensar muito no que dizer ou fazer; o rapaz eliminara qualquer distância que existisse entre os dois...




---




Manhã de 31 de março de 2000, jardins da Mansão Haase



Desceu do carro e foi até o outro lado abrir a porta para a namorada. Cavalheiro, estendeu a mão para ela e eles caminharam, de mãos dadas, pelos jardins até onde um pequeno grupo de pessoas conversava e tomava, gradativamente, os seus lugares.


Era estranho retornar, mesmo que temporariamente, após tanto tempo fora de casa. Engravatado e de terno, cabelos recém-cortados, espetados, namorada nova e belíssima ao seu lado.


Sua mãe se aproximou, sendo seguida de perto pelos irmãos. Era padrinho do casamento da irmã caçula.


Chegara de viagem pela madrugada. Dormira por pouco mais de quatro horas e agora estava ali.


- Ronald! – A mãe abraçou-o. – Ah, meu filho, quanta saudade!


- Olha o Roniquinho de beca?! – fez Fred.


- Roniquinho, não! – Rony brincou. – Fala, seu Fred! – Abraçou o irmão.


- E aí, mano? Quanto tempo, hein?


- Um ano e alguns meses – murmurou o caçula dos Weasley. – E você, Jorge?


- Levando.


- Como vão as damas Weasley? – perguntou Rony.


- Vejo que tem dama nova no pedaço, hein? – comentou Carlinhos.


- Lilá Brown, para quem não conhece. Estamos namorando – anunciou Rony.


Os irmãos cumprimentaram Lilá, que se limitava a sorrir gentilmente. Estava morrendo de vergonha!


- Angelina está lá dentro cuidando dos meninos – comentou Fred. – Gêmeos, meu irmãozinho!


- Katie está grávida de uma menina – foi a vez de Jorge anunciar.


- Fleur e Gui ainda não chegaram. Sophie já é uma mocinha, Rony! Está com um ano e meio. E Thierry nasce daqui a três meses – a Sra. Weasley comentou, orgulhosa. – Agora... Venha, querido. Ainda tem que pegar a flor para pôr no terno.


E eles caminharam em direção ao altar postado nos jardins. Não demorou e Draco apareceu, acompanhado da mãe e do padastro. Pouco depois, surgiu Tiffany trazendo Jennifer, que estava devidamente vestida de dama de honra.


10h00


Pontualmente, a marcha nupcial começou e Gina surgiu, belíssima. Seus cabelos ruivos e seus olhos azuis contrastavam com o vestido branco. Tomara-que-caia, corpete justo com saia de seda até os joelhos aumentando gradativamente e formando uma ponta que arrastava levemente no chão. Sem véu, seu cabelo estava preso num coque com um arranjo trabalhado.


Quando Harry chegou, o casamento acabara de começar. Ele ainda pegou Gina andando até o altar. Sabia que os casamentos seriam cada vez mais constantes e ele teria que conviver com aquilo.


Ao final da cerimônia, que foi curta e simples, iniciou-se o coquetel. Gina e Draco trocaram beijos e tiraram fotos, partiram o bolo e trocaram as taças de champanhe, cumprimentaram os presentes... E, não muito depois, sem fugir ao ritual, a noiva subiu a um palanque improvisado.


- Bom, antes de tudo, eu gostaria de chamar o meu marido aqui em cima – ela disse, sorrindo de orelha a orelha. Draco olhou para ela de longe. Estava pegando um copo de whisky e apontou para si mesmo, sem entender. – É, você mesmo! Vem cá – chamou novamente.


Draco veio andando por entre os convidados. Quando o marido assumiu o lugar ao seu lado, ela deu a mão a ele e encarou-o carinhosamente, depois voltando-se novamente para os convidados.


- Agora eu quero anunciar em primeira mão que eu me junto a vocês, Fleur, Amy e Katie, as futuras mamãespresentes – anunciou.


A reação de Draco foi a menos esperada. Ele encarou-a como se perguntasse: “é sério?” e, em seguida – após a esposa assentir –, a abraçou e rodopiou no ar. Ele então a encheu de beijos carinhosos.


- Cara, esse é o dia mais feliz da minha vida! – ele disse, olhando para o céu, antes de beijá-la novamente.


Quando o momento de euforia acabou, Gina então retomou a palavra.


- Vou jogar o buquê, hein? Olívio, se inspira nessa festa linda e pede a minha amiga em casamento!  Já passou da hora, não é? – brincou. – Então... lá vai! – ela virou-se de costas. – Um... dois... três e...


O buquê foi ao ar. Pareceu levar uma eternidade até que fosse parar na mão de Isabella Bonstrong.


Gina virou-se procurando o buquê. Quando finalmente encontrou, sorriu e desceu apressada para falar com a amiga.


- Agora não tem desculpa, hein? – Abraçou Isabella.


- Parabéns, Gin. Estou tão feliz por vocês! – disse a morena à ruiva.


- Obrigada, querida! Só falta você! – Sorriu.


Ouviu-se um alvoroço em seguida. Amy saía carregada por Sirius e por Aaron.


- O que está acontecendo? – Gina correu atrás de Harry, que ia atrás dos três.


- Desde cedo Amy reclama de um desconforto abaixo da barriga. Estava sentada e quando levantou para cumprimentar você... bem, a cadeira estava suja de sangue.


Gina automaticamente levou as mãos à boca, perplexa.


- Você acha que...?


- Eu não sei. Eu vou junto com eles – respondeu o moreno, retomando a corrida até o carro.


Isabella veio atrás de Gina acompanhada por Draco.


- O que aconteceu?


- Amy... – Gina começou. – Está sangrando.




---




Chegaram ao St. Mungus às pressas. Primeiramente, Amy foi submetida a um exame para ver como estavam os bebês.


- Estão bem – disse Keira Newbie, a medibruxa da equipe de Thomas Haase. – Mas teremos que levá-la para o centro cirúrgico imediatamente. Ela será submetida a uma cesariana de emergência ou...


- Ou? – indagou Sirius.


- Ela pode perder os bebês.


Alissa chegou apressada em seguida.


- Como ela está? – indagou nervosa.


- Está indo para o centro cirúrgico agora. Fará uma cesariana – respondeu Harry.


Passaram-se cerca de quarenta e cinco minutos. Aaron tinha entrado para assistir ao parto. Sirius já andava de um lado para o outro no corredor da sala de cirurgia. Alissa estava sentada e recebia o quinto copo com água que Harry lhe trazia. Harry recostou numa parede, as mãos nos bolsos.


Ouviu-se então o primeiro choro.


- Graças a Merlin! – Suspirou Alissa.


Sirius parou de andar instantaneamente e olhou para a porta, os olhos marejando. Quando o choro parou, ele retomou o caminhar.


Quinze minutos e outro choro.


Alissa levantou-se e Sirius abraçou-a.


- Está tudo bem! – ele sussurrou em seu ouvido.


Harry então se aproximou do padrinho e apertou-lhe a mão silenciosamente enquanto sorria, parabenizando-o.


Demorou mais alguns minutos para que Keira saísse da sala.


- Pronto, está tudo bem. Parabéns aos avós! – parabenizou. – Um menino e uma menina. Os senhores poderão visitar a Sra. Mackenzie no quarto dentro de uma hora. Então se acalmem e façam um lanche. É o tempo que levará até tudo se normalizar. Se quiserem, podem ir até o berçário para ver os bebês. Eles estarão lá dentro de mais ou menos quinze minutos.


- Obrigada – agradeceu Alissa.


- Sem problemas, Sra. Black. Eu fiz apenas o meu trabalho. – Sorriu a medibruxa. – É claro que foi um parto um tanto quanto complicado. Sua filha estava perdendo sangue e qualquer erro poderia ser fatal. Os bebês são prematuros, nasceram com trinta e uma semanas, mas creio que atingirão o peso e tamanho ideais em, no máximo, dez dias. Não há mais com o que se preocupar.




---




Adentraram o quarto. Aaron ainda vestia a roupa cirúrgica e estava ao lado de Amy. A morena estava tomando soro e parecia cansada, embora sorrisse levemente.


- Como está, querida? – fez Alissa se aproximando e segurando a mão da filha.


- Bem, mamãe. Só estou me sentindo fraca. A Dra. Newbie disse que eu perdi um pouco de sangue e devo ficar em repouso. Só receberei alta dentro de três dias – respondeu Amy.


- Parabéns, querida. Os dois são a cara do meu joelho – brincou Sirius.


Amy sorriu, fazendo esforço para não rir.


- Cuidado, Amy – Aaron alertou.


Alissa então deu uma tapa no braço do marido.


- Você é ridículo! – sibilou.


Então a porta do aposento se abriu e duas enfermeiras passaram por ela trazendo os bebês.


- Já têm nome? – indagou Alissa. – Você e sua indecisão são fogo!


- Não se preocupe, Sra. Black. Já estão escolhidos, sim – respondeu Aaron.


- Sean Friedrich e Gwen Liselott Mackenzie – Amy anunciou, tomando os bebês nos braços. – E onde está o Harry? – perguntou percebendo a ausência do moreno de olhos verdes.


- Voltou para a festa. Disse que viria visitar você à tarde – respondeu Sirius.


- Espero que não tenhamos estragado a festa da Gina – fez Aaron.


- Acredite, ela não vai esquentar com isso – Amy assegurou.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.